
Palmeiras e Atlético Mineiro será um dos confrontos das quartas-de-final da Sul-Americana. E o curioso é que ambos entraram em campo nesta noite de quarta-feira com planos opostos.
O Palmeiras juntou todas as suas forças para bater o Sucre, na Arena de Barueri, por 3 a 1, três gols de cabeça, pela ordem, Kleber, Luan e Danilo, em dois cruzamentos exatos do menino Gabriel, e falta ao estilo de Marcos Assunção, fechada sobre o goleiro.
Já o Galo, ao contrário: enviou a Bogotá apenas dezesseis jogadores e o auxiliar do técnico Dorivalç Jr., que preferiu ficar em Belô afiando seus titulares para o clássico com o Cruzeiro, pelo Brasileirão.
É que, se, para o Palmeiras a meta é ganhar uma vaga na Libertadores – e o atalho mais suave para isso é a Sul-Americana -, para o Atlético Mineiro, escapar da zona de reabaixamento é questão de vida ou morte. Mais até do que conquistar uma vaga para a Libertadores.
Resultado: mesmo perdendo para o Santa Fé, em Bogotá, o Galo vai em frente na competição. E até poderá enfrentar o Palmeiras em circunstâncias mais favoráveis no Brasileirão, o que, certamente, haverá de mudar o braço da viola.
O curioso, nessa disputa é que o Goiás, que está na área da degola do Brasileirão, passou também pelo Peñarol, mesmo perdendo em Montevidéu por 3 a 2, e o Avaí, que flerta com a região da queda, pega nesta quinta o Emelec, na Ressecada, com boas chances de saltar também para as quartas-de-final.
Moral da história: em se configurando esse cenário, bem que poderemos ter na próxima Libertadores um campeão da Sul-Americana na Segundona do Brasileirão.
Os vários Brasileirões
Curioso este Brasileirão, que, parodiando o poeta popular não é um só, é muitos. Pelo menos, três: um campeonato disputado antes da Copa do Mundo; outro, logo após sua realização, com aquela parada de 40 dias; e, por fim, este se inicia agora, com rodadas só aos fins de semana
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Sim, porque esta segunda fase que se finda foi pontilhada por uma série monumental de contusões em praticamente todos os disputantes, sobretudo, os que se mantinham e se mantêm ainda no topo da tabela.
Foram tantos os desfalques – alguns que nem terão tempo para voltar ainda neste Brasileirão – que todo o cenário da disputa ganhou traços dramáticos, colocando em campo não mais dois ou três candidatos, mas, por baixo, meia-dúzia deles, uns mais próximos, outros, porém, em condições de escalar a montanha dourada.
Muricy, por exemplo, que esteve no Bem, Amigos de segunda, onde fez um longo desabafo a respeito ainda da sua frustrada ida para a Seleção, é da mesma opinião.
Portanto, nunca esteve tão em aberto a disputa do título como neste limiar das últimas oito rodadas.
Mesmo porque, se na primeira parte do campeonato, Corinthians e Fluminense dispararam na frente, o Cruzeiro arrancou justamente em meio à devastação geral de titulares, e, agora, Santos e São Paulo dão sinais de que, com seu futebol ofensivo, desabrido, podem surpreender correndo por fora na reta final, embora as chances tricolores sejam bem mais reduzidas do que as dos demais pretendentes.
E, sim, olhai o Grêmio chegando, montado em pingo veloz e zebrado de azul e negr, além, claro, do Furacão, que voltou a soprar forte..
Mas, Fluminense, com as voltas de Deco e de Emerson, mais adiante, tem caixa para manter-se no páreo, assim como o Corinthians, já com Tite e vários titulares recuperados, pode sonhar em recuperar a liderança perdida.
Contudo, por enquanto, é o Cruzeiro quem leva vantagem nessa disputa final.
Mais Real
O Real ganhou fácil do Milan, por 2 a 0, gols de Cristiano Ronaldo, de pênalti, e de Ozil, em bela jogada de Cristiano Ronaldo. Aliás, foi pouco diante do domínio espanhol.Não que o Real tenha criado um volume tal de chances de gols que mereceria meter uma goleada no adversário. Mas, fez mais do que o suficiente para vencer, com folga.
Mano e Ronaldinho
O técnico Mano Menezes, da Seleção Brasileira, deve ter ficado decepcionado com Ronaldinho Gaúcho, que não jogou nada nessa partida. Mas, mesmo assim, deve chamar o jogador para a partida com a Argentina, por tudo que já viu do craque nessa sua estada na Itália.
A propósito, pelo que está jogando o garoto turco-alemão, Ozil, Kaká terá de se esmerar muito para recuperar a posição. Pelo menos, essa, a de meia ofensivo.
Chelsea bala
O Chelsea, em Moscou, pegou uma carne de pescoço, o Spartak, de Ibson e Wwlliton (fazer o quê, se o a grafia legal do jogador é essa?). E desfiou, beleza: 2 a 0, gols de Zhirkov e de Anelka. Zhirkov, diga-se, entrou no lugar do nosso Ramires. É um daqueles canhotos técnicos e inteligentes, e seu gol foi espetacular – um petardo de esquerda de fora da área. Ramires terá de rebolar para recuperar o posto.
Sem Rooney
O Manchester sonhava em manter Wayne Rooney, que estreou na sua equipe principal com 18 anos de idade, até o fim da vida. Coisa semelhante a Giggs, que já beira vinte anos de Diabos Vermelhos. Mas, Rooney virou a cara para o técnico Sir Alex Ferguson, o Manchester, e está de saída. Manchester City e Chelsea já entraram na rinha para arrebanhar Rooney.
Mesmo sem seu principal jogador, e com Berbatov no banco, o Manchester United, logo aos 7 minutos de jogo, com um golaço de Nani, definiu sua questão com o Bursaspor, e segue adiante na Liga dos Campeões. Embora, tenha controlado bem a partida, o Manchester certamente já não é aquele time espetacular de tempos recentes.
Com Messi
O Barça também já não é o mesmo. Mas, ainda é superior à maioria, entre outras coisas, porque tem Messi, autor dos dois gols contra o Copenhague. Além, claro, de Xavi, Iniesta e cia. bela.