Kléber | Blog do Alberto Helena Jr.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 02:01

CATEGÓRICO GLORIOSO

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O Botafogo foi ao Pacaembu, pôs a bola no chão e o Corinthians na roda, meteu 2 a 0, com Loco Abreu e Maicossuel, saltou por cima do São Paulo e volta para o Rio em terceirão com todo moral do mundo para disputar pau a pau o título brasileiro.

Sim, porque, ao bater o líder tão categoricamente, o Glorioso, que já vinha no ameaço há um bom tempo, entrou na faixa de disputa justamente na reta final do campeonato.

Tão categórica foi a vitória botafoguense que seu time passou os últimos trinta minutos de jogo sem Bruno Cortês, expulso. E nem assim o Corinthians conseguiu sequer reduzir o placar, embora forçasse muito e esbarrasse na bela atuação de Renan, o reserva de Jefferson.

E, ao Timão, resta agora torcer por um tropeço do Vasco nesta quinta-feira, diante do Furacão, na Arena da Baixada, a fim de garantir-se ainda na liderança, reconquistada outro dia e já a perigo novamente.

ALÉM DA CRISE

Pois não é que o Palmeiras, metido até o pescoço em grave crise – mais uma! -, foi ao Engenhão e arrancou um empatezinho maneiro, estancando a escalada recente do Flamengo em direção à luta pelo título?

Não, não creio que o lamentável episódio vivido pelo jogador João Vítor em frente à sede da Mancha Verde, em decorrência do qual, Kleber praticamente está fora da Academia, tenha estimulado o Verdão a se desdobrar em campo e conseguir o resultado quase impossível de se prever na véspera.

Creio que o empate se deveu mais à falta de potência do Flamengo, que, desta vez, se ressentiu da ausência de Ronaldinho Gaúcho, o cara da bola parada.

Quanto a Kleber, sua revolta, embora antiprofissional, é justa, ao acusar o técnico Felipão de indiretamente incitar reações como essa de alguns torcedores, ao, repetidamente, expor os jogadores como responsáveis pelas más atuações da equipe, tirando o seu da reta.

Nas palavras, Kleber está correto; no gesto de abandono da concentração, negando-se a embarcar para o Rio, comete uma indisciplina imperdoável, se é que haja algo realmente imperdoável no futebol a não ser aquele gol perdido diante das redes vazias.

Notas relacionadas:

  1. GLORIOSO ADEUS
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 2 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 08:19

ATAQUE VERSUS DEFESA

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É o confronto entre o melhor ataque do Paulistão e a melhor defesa do Brasil. Pelo menos, é o que dizem as estatísticas.

Mas, Santos e Palmeiras, o clássico deste domingo na Vila, podem nos oferecer algo mais do que dizem os números – um espetáculo de alto nível técnico, sobretudo se Valdívia for aprovado nos testes finais.

Então, poderíamos ter Valdívia, Lincoln e Kleber conferindo mais qualidade ao ataque da melhor defesa. E, do outro lado, Ganso e Neymar juntam-se a Zé Love e Keirrison na busca dos gols que ratificariam o poder de fogo santista.

O fato é que ambos, já classificados para o mata-mata que se seguirá a esta fase esdrúxula do campeonato, lutam por uma posição que neste momento transcende até mesmo à tradição do clássico. Ou seja: a liderança do torneio.

O Palmeiras, com um ponto de vantagem sobre o Santos defende o posto. E, defender, é o negócio de Felipão, que conseguiu a mágica de arrumar esse Palmeiras tão desacreditado no início da temporada.

Mas, o Santos também tem no seu DNA, como gosta de dizer seu presidente, a enzima do gol.

É jogo pra se ver em HD.

IMPERADORXFABULOSO

Corinthians e São Paulo também brigam pela liderança do Paulistão neste domingo, contra Botafogo e Mirassol, respectivamente.
Mas, no Parque e no Morumbi, só se fala na nova dupla de artilheiros do futebol paulista; Adriano, no Timão, e Luís Fabiano, no Tricolor, apresentados esta semana pelos dois clubes – no Morumbi, uma apoteose; no CT do Parque Ecológico, discreta cerimônia.

Fabuloso volta à casa como o filho pródigo, ídolo eterno da torcida tricolor; Adriano vai chegando de mansinho, ainda sob olhares desconfiados acerca de seu comportamento fora de campo, garantindo que está curado de seus males e que vai dar tudo pelo Alvinegro.

Mas, o que vai valer mesmo será quando entrarem em campo.

Ambos recuperam-se de lesões e nenhum deles poderá jogar neste Paulistão. Mas, Luís Fabiano, talvez, possa entrar ainda na Copa do Brasil. Isso, se o São Paulo não repetir no Morumbi o vexame que deu no Arrudão diante do Santa Cruz.

Já disse e repito, a propósito, quando o São Paulo achou sua melhor formação na temporada, com Casemiro e Carlinhos Paraíba como volantes, Lucas armando, e Dagoberto e Fernandinho concluindo mais à frente: sossega o pito, Carpegiani!

Porém, e quando Fabuloso puder jogar? Simples, basta sacar um dos três zagueiros e colocar o artilheiro lá na frente, no seu lugar de origem.

Quanto ao aproveitamento de Adriano no Corinthians, o cenário passa a ser mais rebuscado. Simplesmente substituir Liedson, impensável. Então, o goleador Liedson terá de buscar mais os lados do campo, o que o afastará da área onde tem reinado desde sua volta ao Corinthians. E Tite será obrigado a sacrificar ou Dentinho ou Jorge Henrique, o que reduzirá a velocidade do ataque corintianos, além da marcação na saída de bola do adversário.

Tudo isso, contudo, é mero exercício de futurologia.

O melhor é esperar pra ver.

CERCANDO O GANSO

O cerco sobre Ganso e Neymar aperta a cada dia. Inter de Milão, Barcelona, Milan e Chelsea já enviaram mensagens ao Sargento Garcia para a captura dos nossos dois Zorros.

Os corações dos meninos disparam, enquanto o de Luís Álvaro se confrange, na certeza de que, mais cedo ou mais tarde, terá de abrir mão desses dois craques fora de série.

Aliás, o presidente do Santos veio a público para revelar que os investidores detentores de parte dos direitos de Ganso estão colocando o jogador em leilão, oferecendo-o não apenas ao futebol europeu mas também a Corinthians,São Paulo e Palmeiras.

Nesse caso, não se trata de Zorro, mas de uma zorra total.

Que fazer, se a vida é essa, é um segundo que se esvai depressa; todos nós temos o nosso momento; depois dele, só o esquecimento, como dizia o poeta popular.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  3. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 11 de março de 2011 Clubes brasileiros | 17:13

O TWITTER E O CRAQUE

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Esse tal de twitter veio para subverter toda relação entre as pessoas, públicas ou privadas. Passou a ser um Big Brothers voluntário, suprindo e superando a necessidade de  a turma interagir com seus semelhantes, em que os indivíduos abdicam de sua privacidade em favor da comunicação.

Seja porque reféns da violência urbana, que os conduzem à frente da Internet como única alternativa de se comunicar com outros. Seja pelo fascínio que  a Internet oferece. Isso é irrelevante. O fato é que a turma precisa conversar com alguém.

O ser humano, pelo visto, carece do conflito, consigo mesmo ou com outrem. Caso contrário, as novelas não teriam tanto sucesso. Nunca, ou quase nunca, as coisas correm de acordo com os nossos anseios. Sempre tem uma pontinha ali que incomoda.

Muito antes do twitter, da Internet, da televisão, havia a janela da Candinha, que esquadrinhava a rua e ia catalogando comédias, dramas e tragédias do cotidiano.que se desenrolavam ao seu olhar crítico.

No fundo, nada de novo sob o sol.

Digo essas obviedades a propósito da refrega travada entre um ídolo palmeirense, o Gladiador Kleber,  e o técnico Felipão.

Felipão, no velho estilo, pra evitar mais problemas além daqueles que o Verdão enfrentava, proibiu até mesmo as declarações dos seus jogadores no intervalo do jogo. E foi além, nem depois da partida, só nas entrevistas programadas.

Na cabeça de Felipão, um quase sessentão, não havia o twitter, nem outra forma de os jogadores se expressarem, a não ser nos microfones de rádio e tv Mas, surgiu o twitter, e Kleber detonou o treinador.

Malandro velho, Felipão deu a volta, na resposta à tv, no dia seguinte.

Misto de paizão e sargentão, Felipão faz lembrar de seu ilustre conterrâneo, Osvaldo Brandão, que, a exemplo de Felipão, conjugava os verbos ganhar, empatar e perder em três formas distintas: eu ganhei, nós ganhamos e eles perdeream.

Ambos foram grandes ganhadores, dirigindo vários times, mas a postura sempre foi a mesma, com mais ou menos sutilezas.

Ambos foram mestres em driblar as adversidades.

Meno male, para o Palestra, nesta quadra crítica de sua vida.

Notas relacionadas:

  1. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. UM SOBE E O OUTRO DESCE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana | 01:31

VERDÃO, GALO, GOIÁS, EM FRENTE!

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Palmeiras e Atlético Mineiro será um dos confrontos das quartas-de-final da Sul-Americana. E o curioso é que ambos entraram em campo nesta noite de quarta-feira com planos opostos.

O Palmeiras juntou todas as suas forças para bater o Sucre, na Arena de Barueri, por 3 a 1, três gols de cabeça, pela ordem, Kleber, Luan e Danilo, em dois cruzamentos exatos do menino Gabriel, e falta ao estilo de Marcos Assunção, fechada sobre o goleiro.

Já o Galo, ao contrário: enviou a Bogotá apenas dezesseis jogadores e o auxiliar do técnico Dorivalç Jr., que preferiu ficar em Belô afiando seus titulares para o clássico com o Cruzeiro, pelo Brasileirão.

É que, se, para o Palmeiras a meta é ganhar uma vaga na Libertadores – e o atalho mais suave para isso é a Sul-Americana -, para o Atlético Mineiro, escapar da zona de reabaixamento é questão de vida ou morte. Mais até do que conquistar uma vaga para a Libertadores.

Resultado: mesmo perdendo para o Santa Fé, em Bogotá, o Galo vai em frente na competição. E até poderá enfrentar o Palmeiras em circunstâncias mais favoráveis no Brasileirão, o que, certamente, haverá de mudar o braço da viola.

O curioso, nessa disputa é que o Goiás, que está na área da degola do Brasileirão, passou também pelo Peñarol, mesmo perdendo em Montevidéu por 3 a 2, e o Avaí, que flerta com a região da queda, pega nesta quinta o Emelec, na Ressecada, com boas chances de saltar também para as quartas-de-final.

Moral da história: em se configurando esse cenário, bem que poderemos ter na próxima Libertadores um campeão da Sul-Americana na Segundona do Brasileirão.

Os vários Brasileirões

Curioso este Brasileirão, que, parodiando o poeta popular não é um só, é muitos. Pelo menos, três: um campeonato disputado antes da Copa do Mundo; outro, logo após sua realização, com aquela parada de 40 dias; e, por fim, este se inicia agora, com rodadas só aos fins de semana
.
Sim, porque esta segunda fase que se finda foi pontilhada por uma série monumental de contusões em praticamente todos os disputantes, sobretudo, os que se mantinham e se mantêm ainda no topo da tabela.

Foram tantos os desfalques – alguns que nem terão tempo para voltar ainda neste Brasileirão – que todo o cenário da disputa ganhou traços dramáticos, colocando em campo não mais dois ou três candidatos, mas, por baixo, meia-dúzia deles, uns mais próximos, outros, porém, em condições de escalar a montanha dourada.
Muricy, por exemplo, que esteve no Bem, Amigos de segunda, onde fez um longo desabafo a respeito ainda da sua frustrada ida para a Seleção, é da mesma opinião.
Portanto, nunca esteve tão em aberto a disputa do título como neste limiar das últimas oito rodadas.

Mesmo porque, se na primeira parte do campeonato, Corinthians e Fluminense dispararam na frente, o Cruzeiro arrancou justamente em meio à devastação geral de titulares, e, agora, Santos e São Paulo dão sinais de que, com seu futebol ofensivo, desabrido, podem surpreender correndo por fora na reta final, embora as chances tricolores sejam bem mais reduzidas do que as dos demais pretendentes.

E, sim, olhai o Grêmio chegando, montado em pingo veloz e zebrado de azul e negr, além, claro, do Furacão, que voltou a soprar forte..

Mas, Fluminense, com as voltas de Deco e de Emerson, mais adiante, tem caixa para manter-se no páreo, assim como o Corinthians, já com Tite e vários titulares recuperados, pode sonhar em recuperar a liderança perdida.

Contudo, por enquanto, é o Cruzeiro quem leva vantagem nessa disputa final.

Mais Real

O Real ganhou fácil do Milan, por 2 a 0, gols de Cristiano Ronaldo, de pênalti, e de Ozil, em bela jogada de Cristiano Ronaldo. Aliás, foi pouco diante do domínio espanhol.Não que o Real tenha criado um volume tal de chances de gols que mereceria meter uma goleada no adversário. Mas, fez mais do que o suficiente para vencer, com folga.

Mano e Ronaldinho

O técnico Mano Menezes, da Seleção Brasileira, deve ter ficado decepcionado com Ronaldinho Gaúcho, que não jogou nada nessa partida. Mas, mesmo assim, deve chamar o jogador para a partida com a Argentina, por tudo que já viu do craque nessa sua estada na Itália.

A propósito, pelo que está jogando o garoto turco-alemão, Ozil, Kaká terá de se esmerar muito para recuperar a posição. Pelo menos, essa, a de meia ofensivo.

Chelsea bala

O Chelsea, em Moscou, pegou uma carne de pescoço, o Spartak, de Ibson e Wwlliton (fazer o quê, se o a grafia legal do jogador é essa?). E desfiou, beleza: 2 a 0, gols de Zhirkov e de Anelka. Zhirkov, diga-se, entrou no lugar do nosso Ramires. É um daqueles canhotos técnicos e inteligentes, e seu gol foi espetacular – um petardo de esquerda de fora da área. Ramires terá de rebolar para recuperar o posto.

Sem Rooney

O Manchester sonhava em manter Wayne Rooney, que estreou na sua equipe principal com 18 anos de idade, até o fim da vida. Coisa semelhante a Giggs, que já beira vinte anos de Diabos Vermelhos. Mas, Rooney virou a cara para o técnico Sir Alex Ferguson, o Manchester, e está de saída. Manchester City e Chelsea já entraram na rinha para arrebanhar Rooney.

Mesmo sem seu principal jogador, e com Berbatov no banco, o Manchester United, logo aos 7 minutos de jogo, com um golaço de Nani, definiu sua questão com o Bursaspor, e segue adiante na Liga dos Campeões. Embora, tenha controlado bem a partida, o Manchester certamente já não é aquele time espetacular de tempos recentes.

Com Messi

O Barça também já não é o mesmo. Mas, ainda é superior à maioria, entre outras coisas, porque tem Messi, autor dos dois gols contra o Copenhague. Além, claro, de Xavi, Iniesta e cia. bela.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. VERDÃO SOB FOGO
  3. VERDÃO, INGLESES E MENGO
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terça-feira, 31 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:51

O FAVORITO: CUIDADO COM KLEBER

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O Palmeiras vai ao Maracanã pegar o líder Fluminense, certamente, todo fechadinho. Afinal, essa estratégia não apenas parece ser a melhor num Periquito trocando de penas, como se ajusta bem ao estilo de Felipão.

Amparado no empate obtido pelo São Paulo, nas mesmas condições, o Palestra bem que pode surpreender, sobretudo se Kleber repetir a atuação do fim de semana. É o jogador que faltou ao São Paulo diante do Flu, que mesmo assim segue sendo o grande favorito para este confronto.

Entre outras coisas, porque terá o atacante Emerson de volta, ao lado de Washington, o que dará mais equilíbrio e poder de fogo ao Fluminense que, com Deco e Conca, seguirá no sistema 4-4-2. Falta mesmo fará o lateral-direito Mariano, que está jogando muito. O volante Thiaguinho, deslocado para ali, pode dar certo, mas é uma aposta, por enquanto.

Galo biruta

O Galo está parecendo aquela sua representação nas birutas fincadas nos tetos das velhas fazendas, apontando para onde o vento sopra – ora, pra cá; ora, pra lá; ora, girando feito torvelinho.

Pois não é que o técnico Luxemburgo, para quem o time vinha crescendo, apesar dos maus resultados, de súbito, sacou dentre os titulares suas três principais estrelas – Ricardinho, Diego Tardelli e Diego Souza?

Nos seus lugares, contra o Goiás, entram Fabiano, Obina e Jackson. Convenhamos…

Luxa é um baita treinador, disso ninguém pode ter dúvida. O melhor do país nos últimos, sei lá, vinte anos, somando-se todos os seus feitos. Mas, claramente, não anda em boa fase.

Diante dos maus resultados de um Atlético que ele mesmo formou de cabo a rabo, passou a contrariar suas próprias convicções, ao adotar o sistema com três zagueiros,o que acabou levando-o a escalar Ricardinho, um jogador lento por natureza e já trintão, como ala-esquerda, botou Diego Souza – um segundo volante com condições de atuar como meia – lá na frente ao lado de Tardelli, enfim, mudou de curso como a biruta do fazendeiro.

Tá na hora de Luxa parar de girar e centrar de vez suas ações na velha e simples solução: esqueça as sutilezas sobre como joga o adversário da hora, fixe nas suas convicções que sempre deram certo, escale o time com os melhores em seus respectivos e toque em frente, porque pior não pode ficar.

A chance de Baresi

A única chance de Baresi permanecer no comando do time tricolor é ousar. Ousar na escolha do esquema de jogo, ousar na formação da equipe, ousar nas palestras aos jogadores e manter um discurso público simples e direto. Caso contrário, dança, logo, logo, se é que já não esteja dançando.

Porque, se ficar preso aos medos dos demais treinadores, às mesmas fórmulas convencionais e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá o lugar para um deles, com mais fama, o que, neste momento, livraria a cara da diretoria.

O torcedor são-paulino já está exausto desse modelo esgotado de um time que mais se defende do que ataca. Ganhou vários títulos dessa forma, é verdade, mas já cansou. É hora de mudar. Aliás, se Muricy tivesse ouvido a voz da razão, estaria até hoje lá, somando troféus.

Por exemplo: no jogo com o Flu, depois de um bom primeiro tempo, quando virou para 2 a 1, ao tomar o empate no comecinho do segundo, logo depois, Fernandão se contundiu.

Ora, Fernandinho estava matando a pau na esquerda, apesar da dupla marcação, portanto, não poderia sair nunca. Como o Flu partiu pra cima do São Paulo, urgia colocar Marlos, um meia-atacante ágil e hábil, para formar com Marcelinho e Fernandinho um trio veloz e insinuante para aproveitar os contragolpes inevitáveis.

Pois Baresi preferiu um volante lento como Cleber Santana que, desde a sua volta ao futebol brasileiro, não dá sinais daquele jogador que partiu do Santos para a Espanha. Matou qualquer possibilidade de o São Paulo contra-atacar na medida certa.

E, quando colocou Marlos, sacou Fernandinho: o famoso seis por meia dúzia, só para preservar um placar cômodo, embora tivesse todas as chances do mundo para ir além, já que os riscos estavam sob controle com tantos volantes em campo.

Vale dizer que essa mesma leitura do jogo foi feita pelo meu querido parceiro de Bem, Amigos, Caio Ribeiro, arguto observador do futebol, sem que tenhamos trocado figurinhas antes.

Portanto, caro Baresi, meta os peitos e espante todos os seus receios, porque o pior que pode acontecer é perder um emprego já na marca do pênalti, inevitável, se continuar seguindo a trilha já gasta por seus antecessores.

Robinho no Milan

Robinho acaba de acertar com o Milan, que estreou com goleada no Campeonato Italiano, em tarde de Ronaldinho Gaúcho, Pato e Thiago Silva. Robinho segue na esteira de Ibrahimovic, ex-Barça. Aliás, esperava que Robinho acabasse no Barça, como era desejo do clube catalão. Xavi, Iniesta, Messi, David Villa e Robinho, já pensaram? No Barça, pelo estilo de jogo dos catalães, isso não seria apenas viável, mas inevitável.

Já no Milan tenho minhas dúvidas que treinador e mídia cogitem sequer de reunir na mesma equipe Robinho, Pato, Ronaldinho e Ibra. Ousadia excessiva para o tempero lombardo. Suponho que Robinho ficará no banco, à espera de entrar no segundo tempo no lugar de Pato ou de Ronaldinho, o que não é o ideal para nosso craque.

Notas relacionadas:

  1. GUILHERME POR KLEBER
  2. KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
  3. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 3 de junho de 2010 Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 15:17

MENSAGEM PARA DUNGA

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Direto de Johanesburgo – Os discursos de Dunga, nas entrevistas coletivas, estão ficando quase tão tediosos, por repetitivos e revanchistas, como o jogo da sua Seleção.

Não há pergunta de jornalista, a mais direta e técnica possível, em cuja resposta Dunga não dê uma volta para revidar com alguma observação espicaçando a imprensa esportiva brasileira.

Nesta quarta-feira, idem com batatas, durante os cerca de 40 minutos em que ele e Jorginho estiveram sobre o palco armado no salão do Randing Parke Golfe Club.

Jorginho, então, intempestivamente, passou a fazer uma exaltada peroração, que culminou com uma bravata: “Não estou generalizando, mas há quem vem aqui e não faz perguntas. Quero ver se esse tem coragem, agora de levantar a mão!”

São falas desmedidas, primárias, toscas, obviamente provocativas, opostas ao tom conciliador que a imensa maioria dos jornalistas que frequentam essas conferências desde o primeiro momento.

Como me disse o Milton Neves, depois da entrevista, Dunga até agora não falou das 31 seleções restantes. Até parece que o único adversário do Brasil na Copa é a imprensa brasileira. Aliás, por falar em Milton Neves, meu querido confrade, às vezes, exagera, mas não mente, como o slogan do fofoqueiro Rubens.

Eis que o Milton Neves me confidencia que, há algum tempo, numa champanhota, como diziam os antigos colunistas sociais, Dunga meteu a boca em mim. Coisas do tipo: esse Helena se acha mais inteligente do que todo mundo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Ledo engano. Mesmo porque meus 160 de QI atestados pelos laboratórios da USP, quando ainda saindo da adolescência, depois de tantos anos queimando neurônios, já devem ter se reduzido à metade. De quase gênio, a quase imbecil.

Mas, toda vida me dediquei a aprender, a ler sobre tudo e especialmente procurar entender o futebol, sob todos os seus aspectos. E, sobretudo, ouvir os mais velhos, aqueles que tinham sido testemunhas de tempos anteriores aos meus.

Tenho, pois, seguramente mais tempo de estrada do que Dunga e Jorginho juntos. E muito, muito mais conhecimento sobre a história do futebol, a evolução dos sistemas táticos etc.

Privei do convívio com os mais hábeis e famosos treinadores brasileiros (alguns estrangeiros) de todos os tempos, desde Flávio Costa, Feola, Aymoré Moreira, Zezé Moreyra, Tim, Ênio Andrade, Oswaldo Brandão, Oto Glória, Rubens Minelli, Cláudio Coutinho, Telê Santana, Felipão, Parreira, Zagallo, até os atuais Luxemburgo, Muricy e outros tantos.

E, deles, colhi ensinamentos inestimáveis sobre os segredos do futebol. Vi mais treinos e jogos de Seleção Brasileira que nem Dunga, nem Jorginho podem imaginar.

Ora, como não tenho nenhuma antipatia pessoal contra ambos, apenas discordo veementemente de algumas de suas posições a respeito do futebol e da vida, sinto-me à vontade para mandar-lhes um recado de quem tem idade pra ser seu pai.

Parem com essa bobagem, essa infantil compulsão para a revanche.

Limitem-se a falar sobre futebol, que vocês conhecem porque estiveram lá, pois, quando saem fora desse roteiro, pisam na bola de forma inaceitável, pra quem tenha um pouco de conhecimento.

Abram as portas da concentração e da mente para novas ideias e o convívio ameno com seus compatriotas, já que esse nacionalismo vesgo faz parte da índole dos dois e até de boa parte da imprensa.

Vai ser melhor para todos, principalmente pra vocês. 

charge seleção brasileira QIxQI

Jorginho, Dunga e Ricardo Teixeira em charge por Milton Trajano

 

FESTA PARA A SELEÇÃO

A presença da Seleção, numa tarde luminosa, apesar do vento gelado, no pequeno mas agradável estádio do Noroka, aqui em Joanesburgo, foi uma imposição da Fifa. Garanto, porém, que os jogadores adoraram a recepção festiva por parte de cerca de cinco mil bafanas-bafanas que receberam os ingressos pra ver nossos craques numa atividade mais de descontração do que de concentração.

Com suas vuvuzelas, as cornetas típicas dos torcedores africanos, eles embalaram, com um suingue incrível, as rodas de bobinho, os exercícios físicos e os treinamentos dos goleiros: uma sessão de cornetas fazia o canto e outra o contraponto, num balanço rítmico contagiante. Essa gente é nossa, sem dúvida, a partir do instante em que a seleção daqui cair fora da disputa. Vale preservar essa relação.

ADILSON E KLEBER

Adilson deixou o Cruzeiro. Já estava muito desgastado, é verdade. Não posso afirmar, mas desconfio que acabará no Palestra Itália, se não for para a Gávea. Confesso que não sei o que deu errado no Cruzeiro, mas é um treinador atilado, com bom futuro, creio.

Por falar em Palmeiras, dizem que Kleber, também do Cruzeiro, está de malasprontas para retornar ao Palestra Itália. É um velho sonho do Verdão. Mas, do jeito que tem reagido a torcida palmeirense em relação aos seus principais jogadores, tipo Vágner Love e Diego Souza, sei não, somado à compulsão de Kleber em levar o vermelho, sei não.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, DUNGA!
  2. A SELEÇÃO DE DUNGA
  3. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 20 de maio de 2010 Copa do Brasil, Libertadores | 00:53

NOITE DE GALA TRICOLOR

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Claro que a expulsão de Kleber, logo no primeiro minuto de jogo, foi decisiva para a derrota do Cruzeiro, no Morumbi. Afinal, para um time que precisava marcar, no mínimo, dois gols, na casa do adversário e numa defesa sólida como a do São Paulo, perder seu artilheiro quando a turma nem esquentou as turbinas, é fatal.

Mas, não seria, caso o São Paulo não protagonizasse uma noite de gala, uma partida impecável, em todos os sentidos. Teve fibra, firmeza na defesa, toque de bola no meio de campo, velocidade e agudeza no ataque.

Tanto que, pelas inúmeras chances claras de gol desperdiçadas ou aparadas pelo goleirão Fábio, se o placar exibisse uma goleada de 5 ou 6 a 0 não seria nenhum absurdo.

E dois jogadores, do ponto de vista estratégico, permitiram que o futebol tricolor fluísse dessa maneira: Richarlyson e Fernandão. Richarlyson porque, como terceiro zagueiro, transforma-se rapidamente em volante com a absoluta naturalidade. E Fernandão porque, como centroavante, não fica lá parado na frente, alongando o seu time, ao forçar a defesa a lançar bolas que batem e voltam, como em geral acontece no esquema com três zagueiros. Fernandão, pela visão de jogo e técnica mais apurada, volta ou descai para os lados, participando do sistema de armação.

Assim, o time fica mais compacto e capacitado para avançar em dribles e passes, o que resulta na criação de chances de gol na quantidade suficiente para fazer um placar positivo. Dessa forma, o São Paulo chega às semifinais da Libertadores, passando pelo fortíssimo Cruzeiro com o placar agregado de 4 a 0, o que não é fácil. É, sim, louvável.

SANTOS E VITÓRIA

Nem Ganso, nem Neymar, nem Robinho. O nome do jogo que deu a vitória e a a classificação para a final da Copa do Brasil foi Wesley. Como jogou o garoto! Marcou, lançou, passou, armou e coroou sua exibição primorosa com um golaço, aos 40 minutos do segundo tempo: quando mais o Grêmio pressionava em busca do empate que derrubaria de vez o Peixe, Wesley disparou em alta velocidade pela esquerda, recebeu, limpou um beque, o goleiro, e já sem ângulo fez o gol que acabou com a agonia santista.

Aliás, os outros dois gols do Santos também foram duas pinturas: o tiro mortífero de Ganso do meio da rua, no ângulo; e aquele toque de Robinho por cima de Victor, coisa de craque.

É verdade que o Grêmio foi melhor no primeiro tempo, quando poderia ter emplacado o resultado que o levaria para a decisão da Copa do Brasil. Mas, no segundo, o Santos foi implacável, como de hábito, cumprindo sua meta básica: três gols por partida.

Enquanto isso, o Vitória, no Barradão, aproveitou-se da desorientação do Atlético Goianiense, sobretudo no primeiro tempo, e impôs seu melhor jogo, aplicando uma goleada de 4 a 0.

Assim, o Vitória, que tantos craques tem revelado para o futebol brasileiro nos últimos tempos, tem agora a chance de alcançar um título inédito, abrindo as portas para a Libertadores, objeto de desejo de todos os nossos clubes.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA TRICOLOR
  2. SÓ PODE, TRICOLOR…
  3. TIMÃO, INTER, MENGÃO E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 29 de abril de 2010 Sem categoria | 01:00

HEROICO MENGÃO

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No primeiro tempo, o jogo naufragou no campo encharcado pela chuva inclemente que desabou sobre o Maracanã. E a expulsão de Michael, logo aos 36 minutos de bola afundando, traçou o cenário da fase final: na medida em que  a chuva diminuía, mais crescia o domínio de bola do Corinthians, restando ao Flamengo tentar aquele contragolpe fatal.

E isso ocorreu aos 19 minutos, quando Moacir derrubou Juan na área. Pênalti, que Adriano converteu no gol da vitória, uma vitória heroica, por tudo que cercou o Mengo nos últimos dias e até mesmo no jogo.

Quanto ao Corinthians, que tem tudo para se reabilitar no jogo da volta, faltou-lhe, sobretudo, o principal: a finalização. Tinha a bola aos seus pés, mas não era capaz de criar as chances necessárias. E, quando o fazia, Ronaldo Fenômeno desfazia. Ainda muito fora de forma, Ronaldo não conseguia compensar com sua técnica esmerada. Pensava a jogada, mas era incapaz de realizá-la, até as mais corriqueiras para ele.

Por tudo isso, deveria ter saído em vez de Dentinho, quando Mano Menezes resolveu colocar em campo Jorge Henrique e Iarley. Afinal, com o gramado mais seco e o Fla fechadíssimo, a mobilidade e a habilidade de Dentinho seriam mais úteis do que a imobilidade de Ronaldo.

Tricolor no zero

Bem que o São Paulo poderia ter marcado ao menos um golzinho em Lima. Não só porque o adversário, o Universitário, é bem fraquinho, tecnicamente, e, mesmo sem jogar uma bola deslumbrante, o São Paulo criou três ou quatro boas oportunidades para chegar lá.

A coisa só se complicou um pouco pela expulsão de Richarlyson (mais uma), mas nada que ameaçasse seriamente o São Paulo.

Mesmo porque, dada a fragilidade dos peruanos, o Tricolor não deverá sofrer muito no Morumbi para seguir em frente na Libertadores.

Ah, Colorado…

Essa derrota por 3 a 1 para o Banfield, bom time mas sem nenhuma expressão em Libertadores (aliás, até mesmo no futebol argentino), não estava no cardápio do churrasco colorado.

Mas, nada de desespero. Aquele golaço de Kleber, que acabou expulso depois, vale ouro, pois permite ao Inter obter uma vitória, digamos, por 2 a 0, no Beira-Rio, placar perfeitamente plausível.

Que jogaço!

Como se esperava, pelo perfil dos dois times e de seus treinadores, Galo e Peixe ofereceram um espetáculo de gala num Mineirão em festa.

Ambos buscaram o gol o tempo todo e o resultado foram cinco, num festival de outros tantos perdidos: três para o Atlético, em noite de Diego Tardelli, e dois para o Santos, que, com isso, vai ao Pacaembu, no jogo de volta, de fronte erguida e com muitas chances de passar para a decisão da Copa do Brasil, sim, senhor.

Notas relacionadas:

  1. INVOCANDO O GÊNIO
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. CRUZEIRO E INTER
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quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 16:13

CRUZEIRO E INTER

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Cruzeiro e Inter cumpriram seu dever, na roda de quarta da Libertadores, enquanto o São Paulo, em câmera lenta, extraiu do jogo com o Monterrey qualquer emoção no placar. Mas, no rigor das estatísticas, no jogo dos resultados, até que se saiu bem da excursão à sombra da Sierra Madre, onde John Huston filmou sua primeira obra-prima – O Tesouro de Sierra Madre -, com seu pai Walter, Humphrey Bogart e Tim Holt nos papéis principais.

Estou dando essas voltas porque nada tenho a declarar sobre o Tricolor, a não ser que tomou um sufoco no final, e escapou da derrota, mais uma vez, graças a Rogério Ceni.

Já, no Mineirão, dois ex-são paulinos – Thiago Ribeiro e Kleber – imprimiam todas as emoções em três gols de classe e raça sobre o argentino Velez. Thiago, então, além do golaço que abriu a contagem, jogou uma barbaridade: lançou, driblou, passou, deu assistências, enfim, fez seu melhor jogo no Cruzeiro até hoje.

Assim como no Beira-Rio, a dupla de ataque do Colorado – Alecsandro e o menino Walter – definiram o jogo, espantando, por ora, as nuvenzinhas negras que coroavam a cabeça a prêmio do técnico Jorge Fossati.

Mas, não foi fácil, pois o Cerro uruguaio resistiu bravamente, explorando, claro, o nervosismo natural de um time que não vencia há seis jogos.

De qualquer forma, esses três brasileiros seguem em condições especiais na tabela da Libertadores, cada um em seu grupo. O que é animador, convenhamos.

Verdão, ufa!

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier, suou sangue para vencer o Paysandu no Palestra Itália, com gol de Robert, em belo cruzamento de Armero. E só.

É evidente que o time carrega um peso emocional acima de suas forças técnicas, o que certamente reduz a capacidade de assimilação de alguns recém-chegados, habilidosos, mas assustados como os que lá estão há mais tempo.

Pode-se dizer que, de certa forma, o Vasco é o Palmeiras carioca. Afinal, é histórico o feito do Asa de Arapiraca, tempos atrás, sobre o Palmeiras, na mesma Copa do Brasil. E o Vasco, como o Palmeiras, vive sob pressão, a ponto de ter trocado de técnico outro dia.

Pois, Gaúcho, o novo técnico, embora interino, somou sua segunda vitória consecuitiva sobre o Asa, por 2 a 0, dois gols de Elton. Mas, sofreu, pela inconstância de seu time.

Enfim, Palmeiras e Vasco seguem em frente na Copa do Brasil, o que pode contribuir para ambos recuperarem o moral tão devastado nos últimos tempos.

O caso Kaká

Kaká segue no estaleiro, ameaçado até de ficar de fora do clássico decisivo com o Barça, na outra semana. São muitas e consecutivas as lesões musculares que perseguem nosso craque, único meia de ofício no elenco de Dunga.

Rezando para que Kaká esteja nos trinques daqui dois meses e picos, a prudência sugere que o Brasil vá à África com, pelo menos, alguém capaz de, se não cumprir exatamente a função de Kaká, ao menos, participar da articulação do ataque com ciência e arte.

Mas, como essa questão tem sido crônica na Seleção, tudo me leva a crer que Dunga aposta na viabilidade de deslocar o lateral-direito reserva, Daniel Alves, para aquela posição. É uma tese, não necessariamente a melhor.

Notas relacionadas:

  1. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais | 00:54

E DEU LUSA NA CABEÇA

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O Corinthians é uma constelação de astros; o São Paulo é campeão disso, daquilo; o Peixe encantou na abertura do campeonato, mas quem está lá na ponta da tabela é a Lusa, que, de cabeça, meteu 2 a 0 no Sertãozinho, sem muito esforço.

Mas, claro, mal estamos apalpando o campeonato, e daqui três, quatro rodadas o cenário pode ser inteiramente diferente, no formato e nas cores.

O Santos, por exemplo, que não conseguiu ir além de um empate por 1 a 1 com a Ponte Preta, se não reprisou a bela exibição da estréia também não foi mal, não. Teve o domínio do jogo e tomou um gol daqueles: bola alçada na área que bate nas costas do beque Jean, da Macaca, e ilude o goleiro santista.

Mesmo assim, o Peixe poderia ter chegado à vitória em grande estilo, com Neymar tocando pra fora bola mirada no canto, já no finzinho da partida.

Já o Corinthians, na estreia de Roberto Carlos, venceu o Bragantino por 2 a 1, mas demonstrou claramente que ainda precisa treinar um bocado para atingir o patamar exigido por suas altas expectativas.

Roberto Carlos ficou por ali, de intermediária a intermediária, sem arriscar muito, que não é besta, e saiu no segundo tempo, mais exausto do que machucado. Ao contrário de Ronaldo Fenômeno, que foi até o fim, mas longe de reproduzir aquele jogo decisivo dos tempos do Paulistão passado e da Copa do Brasil.

Por fim, o São Paulo, com o time inteiro modificado mas no mesmo esquema com dois zagueiros da estréia foi uma colcha de retalhos mal costurados diante do Mirassol, e só conseguiu escapar da derrota por 1 a 0 graças a um gol de placa de Richarlyson, que avançou pela direita, passou por quatro adversários e bateu rasteiro no canto direito.

mas, é isso aí mesmo, neste calendário perverso onde os clubes são forçados a fazer sua pré-temporada em jogos oficiais, valendo campeonato.

RAPOSA MAIS LEVE

A Raposa sobe o morro da Libertadores mais leve com a estreia avassaladora no Mineirão: 6 a 0 sobre o Uberlândia, com direito a pênalti perdido por Kléber, que, em seguida, marcou a metade dos gols de seu time – três.

Era o que time e diretoria queriam: uma boa estreia no campeonato doméstico para, em seguida, pegar o Potosi lá nas alturas, se não com mais gás, pelo menos de cabeça fria.

Notas relacionadas:

  1. FIM DE SEMANA PAULISTA
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. OS SONHOS DA DUPLA RO-RO
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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última