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Posts com a Tag Júlio Baptista

segunda-feira, 21 de junho de 2010 Copa do Brasil, Seleção Brasileira | 12:00

SAI KAKÁ. ENTRA…

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Direto de Johanesburgo – Dunga não é de inventar moda. Portanto, é lícito esperar que, no lugar de Kaká, suspenso, entre seu reserva imediato, Júlio Baptista, contra Portugal.

Kaká e Júlio Baptista não guardam entre si o mesmo estilo, todos sabemos. Kaká, em forma, mexe-se muito mais, incluindo suas descaídas para os flancos, como no lance que precedeu o gol de Elano contra a Costa do Marfim, é mais técnico e hábil do que Júlio Baptista.

Contudo, ambos têm algo em comum: as arrancadas com a bola nos pés desde o meio de campo, lance em que Júlio Baptista, neste exato momento da fase de recuperação de Kaká, pode oferecer algo mais do que o titular, por conta de suas melhor condição atlética.

O xis da questão, porém, nem é esse, do ponto de vista técnico ou físico. É algo que transita na fronteira do esotérico até: Júlio Baptista foi, num determinado momento do percurso da Seleção de Dunga, um talismã, um amuleto, aquele jogador de quem pouco se esperava que, de súbito, resolveu jogos decisivos.

Mas, se Dunga optar por outra solução, duas assomam a cena das especulações. A primeira, a entrada de Daniel Alves por ali. Não é jogador da mesma posição, mas, com sua movimentação, sua habilidade e seu chute forte de média e longa distância, pode quebrar um galhaço. A segunda, recuar Robinho para a meia e encaixar lá na frente, ao lado de Fabuloso, o lépido Nilmar.  Sobretudo, no caso de Elano não se recuperar daquela entrada criminosa do marfinense.

Ah, sim, sei, existe também a possibilidade de Dunga aproveitar Ramires, que, na definição do técnico, é meia, não volante, assim como Kleberson (?). Afinal, todos estão lá no grupo, e o grupo, como todos estão cansados de saber, é um só, unido e inquebrantável.

A GOLEADA DA COPA

Dificilmente teremos, ao longo da Copa, goleada como essa que Portugal aplicou na Coréia do Norte: 7 a 0, como quem toma um copo d’água na varanda de casa em fim de tarde de verão.

Foi um passeio que poderia ter culminado num placar estratosférico, pois, além dos 7 gols convertidos, os portugueses perderam mais um caminhão de melancias. Só Cristiano Ronaldo, que cansou de servir os companheiros, desperdiçou umas três oportunidades – numa delas, um tiro de longe, a jabulani foi certinho no ângulo esquerdo do goleiro, ainda pregado no chão, e no último segundo, a caprichosa bichinha balançou a cabeleira e chocou-se com o travessão.

Há quem veja nessa goleada estrondosa de Portugal a prova de que fomos péssimos na estreia contra a mesma Coreia do Norte. Discordo. Estreia é estreia, muito diferente do segundo jogo, quando a alma já está mais amansada pelo batismo.

De qualquer forma, isso, somado ao bom desempenho brasileiro contra a Costa do Marfim, reveste o próximo confronto, entre Portugal e Brasil, de uma expectativa extra, que transcende à mera disputa pela classificação, já obtida pelos brasileiros e praticamente definida para os lusitanos.

Notas relacionadas:

  1. ASSIM, SIM!
  2. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  3. E SE KAKÁ MIAR?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 30 de maio de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 15:06

GRAÇA E PREOCUPAÇÃO

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Direto de Johanesburgo – São Pedro acordou meio amuado aqui por estas bandas. Plantou algumas nuvens cinzentas sobre o até então céu azul e mandou jogar alguns pingos d’água, soprada por um vento frio, sobre a turma que chegava pouco depois do almoço para ouvir o que tinham a dizer Júlio Baptista e Luís Fabiano na entrevista coletiva de praxe.

E, quando Luís Fabiano começou a falar, o clima se desanuviou, quer São Pedro quisesse ou não.

Naquele seu simpático sotaque caipira, nosso artilheiro não refutou nenhuma pergunta e traçou um painel de sua presença na Seleção e na Copa.

Disse sem meias palavras que seu maior objetivo não é nem ser artilheiro da Copa, sequer o título de melhor jogador do torneio, coisas do tipo. Quer mesmo é levantar o caneco e desfilar em carro aberto no Brasil.

Para tanto, aceita a reserva, se for desejo do técnico Dunga, ou de participar mais da marcação ao adversário, caso o técnico resolva colocá-lo ao lado de mais dois atacantes, o que é improvável, mas não impossível no desenrolar deste ou daquele jogo.

Elogiou Grafite, com quem fez par no São Paulo, anos atrás, e garantiu que já está maduro o suficiente para evitar explosões de nervos como as que o levaram, no passado, a colecionar um bom número de cartões vermelhos.

Bateu na bola da Copa, dizendo que a bichinha é sobrenatural: quando você pensa que ela vai pra cá, vai pra lá; parece que alguém, em local desconhecido, a está guiando de sacanagem.

Quer dizer: que bola é essa que desagrada tanto goleiro, no caso, Júlio César, quanto o artilheiro?

Mas, enfim, se o amigo achar que o desejo de Luís Fabiano desfilar em carro aberto com a taça na mão é um arroubo de arrogância ou vaidade, estará cometendo um sacrilégio.

O craque só quer pagar uma promessa ao seu falecido avô. Ou melhor, pai-avô. Melhor ainda: ídolo e fã de Luís Fabiano, que carregava na carteira, a vida toda, a primeira foto do artilheiro como jogador de futebol.

Nem todos são os mercenários que o imaginário popular supõe, por inveja, despeito ou ignorância sobre os mistérios da vida de cada um.

Kaká, huuumm…

No primeiro coletivo da Seleção Brasileira aqui, duas dúvidas foram desfeitas: Elano ou Ramires, para compor o meio de campo ao lado de Gilberto Silva, Felipe Melo e Kaká; e Michel Bastos ou Gilberto, na lateral-esquerda?

Dunga escolheu Elano e Michel Bastos, a princípio. Mas, esse deve ser mesmo o time inicial na Copa: Júlio César; Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Elano e Kaká; Robinho e Luís Fabiano.

O treino durou quase 50 minutos, intercalado por uma série de bolas alçadas à área, da esquerda e da direita.  Na primeira fase, os titulares mostraram boa coordenação, um jogo dinâmico e envolvente, embora sem muita profundidade. Na segunda fase, recuou e o domínio foi dos reservas, com destaque para a atuação de Nilmar.

O problema foi o desencontro total de Kaká com a bola. Sem reflexos, sem tempo de bola, sem ritmo e demonstrando extremo cuidado nas divididas, Kaká não criou nada e ainda por errou quase todos os passes. Mas, isso vai melhorar. Afinal, o craque vem de longa recuperação de graves lesões.

Destaques e observações

Houve duas jogadas de ataque no treino da Seleção que merecem destaque. Na primeira, Maicon fez a ultrapassagem pela direita e cruzou para Robinho se antecipar, perdendo o domínio da bola na pequena área. A segunda, um toque de Robinho por cima da zaga para Luís Fabiano, que chutou pra fora.

Outro destaque: três passes errados de Gilberto Silva em momentos críticos, quando os titulares estavam saindo para o ataque. Tem que caprichar, meu. E uma observação: Elano, quando seu time tem a bola, joga bem aberto à direita, praticamente um ponta, a partir da intermediária adversária. Quando a bola cai no adversário, fecha como um autêntico volante. Nenhuma novidade, pois era assim que Elano jogava no Santos e tem jogado na Seleção de Dunga.

Candinho assume a gerência de futebol do Palmeiras, colho na Internet. Não sei que bicho vai dar, pois o Palmeiras caminha com aquela nuvenzinha escura, gerando raios, do personagem das histórias em quadrinho da Família Buscapé. Mas, como ele mesmo sempre diz: quem é da Mooca não dorme de botina.

Leio que a Inglaterra penou diante do Japão, que vem de dois tropeços preocupantes. Ganhou por 2 a 1, mas Lampard perdeu pênalti e os dois gols dos ingleses foram marcados contra pelos japas. Apesar disso, ainda acho que a Inglaterra, sob o comando de Fabio Capello, que é do ramo e vencedor, e com jogadores do nível de Lampard, Ashley Cole, Gerrard e, sobretudo, de Wayner Rooney, ainda em recuperação de lesão, é uma das candidatas ao título.



Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. VITÓRIA HISTÓRICA
  3. CONQUISTA HISTÓRICA DO BRASIL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 22 de maio de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:39

E SE KAKÁ MIAR?

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O amigo haverá de se perguntar: e se Kaká miar, na hora H, por causa de suas lesões?

Bem, na primeira entrevista coletiva da Seleção, o médico Runco foi enfático: não há mais nenhum problema com o púbis do jogador, sempre uma contusão complicada; tudo se resume, agora, na distensão do músculo adutor, que é grave mas não insolúvel.

Mas, e se não houver solução?

Na entrevista de Dunga e de Daniel Alves, subsequentes, ficou muito claro que este será o substituto de Kaká, numa eventualidade, mesmo porque, entre os vinte e três convocados, não há nenhum outro com características próximas à do titular. Mesmo porque, numa dessas conquistas – Copa das Confederações ou Copa América -, já nem me lembro qual, Daniel Alves entrou pelo meio e foi decisivo, graças à sua habilidade e, sobretudo, à sua velocidade.

Sim, claro, há também a alternativa de Michel Bastos, que tem jogado dessa forma no Lyon, embora lateral-esquerdo de origem e pela convocação ao time de Dunga.

Ambas, porém, serão ou seriam improvisações, como se não houvesse alternativa no mercado com jogadores de estilo mais próximo ao de Kaká. Tipo, Wagner, ex-Cruzeiro, os dois Alex (ex-Inter e Fenerbahçe), Cleiton Xavier, Diego Souza, eleito o melhor jogador brasileiro no ano passado (está em litígio com o Palmeiras, mas sua bola é a mesma), sem falar em Ganso, a mais insana de todas as ausências, já que Copa do Mundo é um tiro curto onde prevalece o momento.

Uns, com viés mais de armação; outros, mais ofensivos, por vocação e talhe técnico. Mas, enfim, todos meias de origem. Diante disso, pergunto: o que está fazendo lá Júlio Baptista lá? Na teoria, seria o substituto imediato de Kaká. Forte, veloz, compulsivamente ofensivo, costuma carregar a bola ao jeito de Kaká. Mas… Passa a ser a terceira opção da posição em que seria a segunda.

Júlio Baptista, embora seja reserva do seu time, a Roma, como de resto na maioria dos clubes que defendeu, desde o São Paulo, onde foi revelado, tem um lugar reservado no coração de Dunga. Afinal, nas grandes decisões do time atual, foi decisivo. E é isso que conta para Dunga.

Mas, nem tanto, já que o técnico cogita de outras alternativas para a posição. Pelo sim, pelo não, melhor é rezar para que Kaká esteja nos trinques durante a Copa.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
  3. BALANÇO FINAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010 Seleção Brasileira | 15:12

ROBINHO OU JÚLIO BAPTISTA?

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Então, ficamos assim: se Ronaldinho Gaúcho continuar nesse passo, inevitavelmente acabará na Copa. Entre outras coisas porque Dunga pertenceu áquela geração humilhada em 90 que deu a volta por cima em 94, e sabe, portanto, o quanto vale um craque da estirpe de Ronaldinho com ganas de levantar o caneco.

Mas, e aí, quem sai?

Há dois nomes que se sobrassaem entre críticos e público: Júlio Baptista, sempre muito contestado, e Robinho, que atravessa sua pior fase no Manchester City, a ponto de entrar no último jogo aos 9 minutos do primeiro tempo para ser sacado antes da metade do segundo.

Ambos são jogadores aos quais o técnico Dunga devota a maior estima, se não profunda gratidão pelo que fizeram por ele ao longo destes três anos e caquerada, sobretudo nas Copas América e das Confederações.

Pela posição que ocupa no Milan, como o fazia no Barça, onde levantou por duas vezes o título de melhor jogador do mundo – aberto no lado esquerdo do ataque -, Ronaldinho disputaria posição com Robinho e não com Júlio Baptista.

Mas, Robinho sabe jogar – isso é inegável -, e a exemplo do que vinha acontecendo com o próprio Ronaldinho ainda recentemente, passa por um período de baixa profunda.

Mas, ainda tendo Ronaldinho por exemplo, pode dar mais uma vez a volta por cima, e chegar à época da convocação nos trinques. Nesse caso, muito provavelmente, sobre para Júlio Baptista, dos três o único que não tem traços de craque, embora seja bom jogador.

Tudo é possível. Só depende de Robinho incorporar o espírito que se assenhoreou de Ronaldinho e partir para a grande virada.

O PERIQUITO E O GANSO

O cenário que se previa para este início de temporada acabou se configurando, pelo menos, no Paulistão, onde Palmeiras e Santos, livres da sobrecarga da expectativa de disputarem a Libertadores, se saíram bem melhor do que São Paulo e Corinthians, empenhados até o pescoço na montagem de times capazes de competir pelo título continental, obsessão de ambos.

O Palmeiras herdou o conjunto da temporada passada e a ele acrescentou alguns reforços pontuais e preciosos, como o zagueiro Léo, ex-Grêmio, e o volante Márcio Araújo, ex-Galo, que conferiram maior segurança à defesa e mais fluência na passagem de bola da defesa ao ataque.

Já o Santos surpreendeu com seu novo time, pontilhado de jovens esperanças, como, por exemplo, o menino Wesley, veloz, hábil e extremamente solidário na marcação e nas deslocações. Jogou muita bola na goleada sobre o Rio Branco, na noite de domingo. Assim, como de resto todo o time.

Mas, embora a grande atração fosse Giovanni, ídolo eterno na Vila, o nome do jogo foi Ganso, um desses raros exemplos de meia cerebral, canhoto, sereno e lúcido. Isso, no raiar dos vinte anos de idade, o que o torna ainda mais raro.

Sim, porque, em geral, esse tipo de jogador vai ganhar tais atributos de armador emérito só lá pelos 37/28 anos de idade, quando a bola, de tanto roçar seus pés, sussurrou-lhe os segredos mais íntimos do jogo.

A propósito, mestre Armando Nogueira, naquele seu singular poder de concisão, há meio século definiu o craque com exata precisão: é aquele que antevê a jogada. Ou seja, quando a bola lhe cai aos pés já sabe o endereço para o qual a enviará de imediato, ou após o tempo certo em que o espaço se abrirá para a definição da jogada.

Pois, eis o que disse Giovanni, depois do jogo, sobre Ganso: “Quando recebe a bola, já sabe o que fará”. É a marca do craque, sem restrições semânticas.

E olhe que o menino só está dando seus primeiros passos.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. BELA VITÓRIA
  3. SELEÇÃO, PAIXÃO E FLORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 7 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 16:46

NOSSO TIME, NOSSA HISTÓRIA

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Lamento, mas é preciso repetir essa ladainha, dia após dia, porque vivemos tempos em que apenas o resultado interessa, e boa parte da mídia e da opinião pública vai no embalo dessa onda sem olhar para os lados, pra trás, e, sobretudo, pra frente, onde, enfim, esse barco vai encalhar.

Futebol não é só isso. É, também, claro, pois o resultado está no cerne da competição. Mas é muito mais, esse jogo tão simples em toda a sua complexidade. Caso contrário, não seria tão devastadoramente apaixonante, único esporte de massa praticado em cada palmo de terreno deste mundão de Deus, e que circula como tema em todas as áreas da observação humana: desde tratados acadêmicos ao bate-boca nas padarias.

Seria o mesmo que resumir o ato de viver no saldo da conta bancária de cada um de nós. Parodiando o Príncipe da Viola, o futebol não é só isso que se vê; é um pouco mais… Pois, no fundo, no fundo, o segredo do êxito do futebol está no fato de que ele é a mais completa representação do cotidiano de todos nós numa praça esportiva.

Aceitar que  resultado é tudo e se basta em si mesmo é a maneira mais simplista e tosca de ver e sentir o futebol, eis a grande verdade que precisa ser repetida à exaustão para que não se perca o encanto desse jogo feito de maravilhas.

Nesse contexto, a Seleção Brasileira passa a ser um paradigma, uma das raras reinvenções do brasileiro que o mundo todo venera e teme, desde aquele distante dia em que os jogadores do Paulistano de Friedenreich desembarcaram na França para ser aclamados, dois jogos após, como Les Rois du Footbal (Os Reis do Futebol).

De lá pra cá, perdemos e ganhamos, mas nunca deixamos de encantar com nosso jogo revestido de brilho incomum, inimitável.

Na verdade, não foram os resultados que nos colocaram no trono do futebol mundial, mas, sim, o brilho de nosso jogo, que precedeu de muito a tantas conquistas, como, por exemplo, o Penta Mundial.

Por isso, é dever do crítico, aquele que conhece um pouco de nossa história e que visa espiar um pouco além do mero placar final, exigir sempre da nossa Seleção muito mais do que o simples resultado, embora jamais possa descartar este, claro, óbvio, indiscutível.

Nosso time já beirou, ao longo da história, algumas vezes, a perfeição. Como dizia Gilberto Gil, a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro… da Seleção. Nesse sentido, literalmente, Júlio César se encaixa nos versos do baiano ilustre.

Mas, dali pra frente, o que temos? Uma linha de defesa sensacional, um meio-campo desequilibrado, já que excessivamente defensivo, e um ataque fulminante. Isso basta para ganharmos de qualquer outra seleção do mundo que nos enfrente. Mas, não basta para cumprir aqueles nosso mais altos desígnios. Ou seja: vencer, brilhando.

Digo todas essas filosofices baratas para dar os parabéns a Dunga pelos incríveis resultados obtidos à frente da Seleção: as conquistas das Copas América e das Confederações e a classificação ao Mundial com antecipação inédita na história das Eliminatórias desde sua reformulação.

Mas, me reservo o direito de seguir exigindo do técnico brasileiro uma formação de time e um jeito de jogar mais compatível com nossa identidade. E olhe o amigo que ele está a um passo disso. Basta trocar um dos três volantes por um meia de ofício, ao lado de Kaká. Pronto, Fiat Lux!

E AGORA?

O amigo é testemunha que venho cobrando de Dunga a presença de, pelo menos, mais um meia nato para compor esse grupo vencedor. Alguém, no mínimo, capaz de revezar com Kaká, embora o ideal fosse que nosso elenco dispusesse de outros dois, além desse, com características mais de armação do que de chegada à área.

Não precisa ser um craque, um malabarista, nada disso. Apenas um sujeito do ramo, que saiba receber a bola de costas no meio-de-campo, girar e iniciar a trama de ataque. Mesmo porque no no setor de meio-de-campo do Brasil, com exceção de Kaká, não há craques, apenas bons ou excelentes volantes, de acordo com a visão de cada um. Basta listar: Gilberto Silva, Felipe Melo, Lucas, Elano, Ramires, Júlio Baptista, Sandro, sei lá quantos mais. Com disse, todos bons ou excelentes… volantes, mas nenhum craque-craque.

Agora, perdemos Kaká para o jogo com o Chile. Tudo bem: é festa no Pelourinho. Já estamos classificados e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, não podemos dar sopa pro azar, nunca!

Bem, temos lá Júlio Baptista, moço instruído, articulado, bom jogador, dono de vitalidade invejável, mas de técnica reduzida. Pode até entrar no lugar de Kaká e acabar com o jogo, isso faz parte de seu repertório, mas é jogar com a sorte, não com a razão.

Melhor seria ter por ali um Diego, que está matando a pau na Juve, depois de brilhante passagem pelo futebol alemão. Ou, se quiserem, o outro Diego, o Souza do Palmeiras, que vem sendo o melhor jogador do Brasileirão nesta temporada, não só pela força, mas, sobretudo, pela técnica.

Quanto a um eventual chamado para o ataque, onde só restaram Nilmar e Adriano (só?), bem que Dunga poderia chamar para o jogo com o Chile Diego Tardelli, cujo estilo é o que mais se aproxima do de Robinho: velocidade, movimentação e drible fácil, além de ser emérito goleador e estar em plena forma.

Mas, enfim…

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. QUEM NO LUGAR DE KAKÁ
  3. KAKÁ OU MESSI?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 29 de março de 2009 Sem categoria | 20:44

QUE VERGONHA…

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Confesso que, em seis décadas acompanhando jogos da Seleção, quatro por ofício, não me lembro de termos sofrido tal domínio e tamanho sufoco de qualquer outro time do mundo na história.

Nem a Hungria de 54, nem a Holanda de 74, em nenhuma de nossas antológicas derrocadas, revelamos tanto temor, tanta covardia, tanta incompetência para sair da defesa ao ataque, ao menos. Muito menos a Itália, em 82.

O Equador, de início ao fim, tomou conta da bola, dos espaços e do espírito do jogo, criou uma infinidade de chances, mas o desempenho espetacular do goleiraço Júlio César, a trave e as imperfeições nas conclusões dos equatorianos evitaram que saíssemos de Quito com uma goleada histórica.

Júlio César se salvou

Aliás, fomos além: arrancamos um empate, com aquele gol de Júlio Baptista, passe de Robinho, numa das raras vezes em que chegamos à área inimiga.

Como, porém, há sempre um fiapo de justiça em qualquer jogo, Luís Fabiano perdeu outra grande chance e Noboa não desperdiçou aquela bola que pingou no rebote na pequena área.

De qualquer forma, se o empate nos favoreceu, sobretudo nessas circunstâncias, foi uma vergonha para o nível que o futebol brasileiro atingiu ao longo de sua história.

RONALDINHO GAÚCHO

Não há quem mais tenha defendido a presença de Ronaldinho Gaúcho na Seleção Brasileira, desde sempre. Mas, jogo a toalha. Rendo-me aos que o querem fora do time nacional, pelo menos enquanto estiver jogando essa bola e com esse espírito leniente, disperso, alheio.

Mesmo porque o baixíssimo rendimento, praticamente ausência em campo, de Ronaldinho Gaúcho nos jogos da Seleção, em geral, sobretudo nos últimos tempos, não me parece mero fruto de falta de ritmo de jogo, processo de recuperação física, nada disso, embora tudo isso também influa.

A sensação que me passa é de absoluta falta de força anímica, vontade mesmo de jogar o que jogava. Fica por ali batendo ponto, como um funcionário relapso e preguiçoso, esperando a hora de sair.

A não ser que Ronaldinho seja vítima de um mal físico oculto, maior, é hora de a Seleção dar-lhe um tempo para reflexão. E oferecer sua vaga a outro qualquer, mesmo sem igual talento, porém, mais disposto a jogar o jogo.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 8 de fevereiro de 2009 Seleção Brasileira | 14:29

QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?

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Machucado, Kaká é o terceiro desfalque sério da Seleção que enfrenta a Itália, no amistoso de Londres. Antes dele, já haviam baixado enfermaria Luís Fabiano e Anderson.

E, agora? Se considerarmos que Ronaldinho Gaúcho seria titular ao lado de Robinho, Pato ou Adriano, e que Dunga não abre mão da dupla de volantes Gilberto Silva e Josué, que alternativas restam ao técnico para esse jogo? Elano, que Dunga considera meia, e Júlio Baptista.

No caso, nem há o que pensar. Embora não seja um dos meus preferidos, Júlio Baptista merece a vaga, pelo que vem fazendo na Roma. Ainda neste domingo, jogou muito bem e fez um golaço, na vitória por 3 a 0 de seu time sobre o Genoa.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, DUNGA!
  2. ASSIM, SIM!
  3. JOGANDO COM A ESPERANÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,