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Posts com a Tag Juan

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 01:33

VALEU PELA RAÇA

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Parece que estava escrito por mãos sinistras. Em menos de seis minutos de bola rolando, o Brasil já estava sem sua zaga titular – Bruno Uvini machucado e Juan expulso – e perdendo por 1 a 0, fruto de um pênalti infantil cometido por Juan.

Mesmo assim, nossos meninos se desdobraram em campo, assumiram o controle do jogo e atacaram, até chegar ao empate num golaço de Willian – tiro certeiro de fora da área.

Os argentinos, apesar da vantagem numérica, permaneciam encolhidos lá atrás, à espera de que o relógio disparasse antes da virada que se desenhava no ar com fortes traços.

Eis que, no entanto, numa bola ao chão, à altura de nossa intermediária, Casemiro toca, sem razão, para o meio, nos pés de um adversário, enquanto baixava um apagão em toda a zaga brasileira. Ora, como o menino Iturbe é bom de bola, ele partiu pra cima, limpou dois e tocou na saída do goleiro Gabriel.

Ainda assim, apesar de todas as provações, nossos meninos foram em frente, meteram uma bola na trave e criaram mais duas chances claras de gol.

Valeu pela determinação dos nossos garotos, com destaque especial para o volante Fernando e o meia Lucas, que estiveram no centro de quase todas as ações brasileiras, tanto atrás quanto na frente.

O diabo é que não só perdemos a liderança para o Uruguai, como não teremos Uvini pelo resto do torneio, nem Juan e Neymar para a partida contra o Equador.

Mas, se o time jogar com esse espírito, haverá de dar a volta por cima em todas as adversidades.

Alívio no Parque

Não foi a redenção, pois esta só vira quando e se o Corinthians levantar a taça da Libertadores. Mas, a vitória por 1 a 0, por certo, servirá para apaziguar um pouco os ânimos exaltados da Fiel.

Contudo, olhando para o futuro mais próximo, é bom lembrar que o Palmeiras jogou melhor, criou várias chances de virar o placar e esbarrou na ótima forma do goleiro corintiano Júlio César.

Isso quer dizer que o Timão terá ainda um bom caminho a percorrer para, ao menos, recuperar a dignidade e terminar o Paulistão em alta.

Para dar esse novo rumo, a diretoria acaba de contratar William, o ex-zagueiro e capitão da equipe, na função de gerente de futebol.

William me parece um moço inteligente, com plena ascendência sobre seus companheiros de ontem. Mas, embora com longa vivência no futebol, tenho minhas dúvidas de que já esteja preparado para esse cargo, que, no Bra sil, é ainda incipiente e de contornos imprecisos, o que costuma levar a mal-entendidos frequentes. Enfim, um cargo que vaga ao sabor das ondas do futebol: ora, é instituído; ora, destituído.

No fim de tudo, o que conta mesmo é o comportamento do time em campo. E, para que ele seja mais proveitoso do que tem sido, é fundamental que o técnico escolha um sistema de jogo, escale os jogadores ideais de que dispõe no elenco para executá-lo e pau na máquina!

O resto é conversa fiada pra boi dormir.

As três estrelas

Ronaldo Fenômeno, depois da investida no twitter, preferiu se eximir do clássico.

Já o Ronaldinho Gaúcho fez seu primeiro gol com a camisa do Fla. De pênalti, é verdade, mas batido com categoria. Ainda não foi o Ronaldinho que pode ser na Gávea, mesmo sem alcançar o patamar dos tempos áureos do Barça. Mas, deu alguns passes de classe, ensaiou esta ou aquela jogada de seu vast o repertório e tal e cousa e lousa e maripousa.

Está ainda claramente sem ritmo de jogo adequado. E isso só vira com o tempo e o exercício, claro.

Por fim, Rivaldo refluiu em relação à sua estreia no São Paulo. Na derrota por 2 a 1 para o Botafogo de RP, teve uma atuação discretíssima. Mas, é impossível avaliar o quanto dessa discrição se deve ao jogador, individualmente, ou á confusão tática armada pelo técnico Carpegiani.

Apesar disso, o Tricolor paulista até que poderia ter chegado, pelo menos, ao empate. Sobretudo, após a entrada de Marcelinho Paraíba, que dinamizou um pouco o meio-campo e o ataque de seu time.

Jogaço

Isso, sim, foi um clássico que honra as tradições do futebol carioca. Não só o passado, mas, principalmente, o presente de tantas realidades e expectativas.

Botafogo e Fluminense gastaram a bola na vitória por 3 a 2 do Glorioso. Pena que a arbitr agem tenha sido tão ruim, prejudicando os dois times em várias situações.

Ótimo para o moral do Botafogo, que alcança a liderança de seu grupo, batendo o melhor time do Brasil. E nem um pouco depreciativo para o Flu, que, mesmo na derrota, demonstrou suas altas qualidades.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, TIMÃO, VERDÃO E DECISÃO
  2. VALEU, MANO!
  3. NENÊ? E POR QUE NÃO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 29 de junho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 17:42

MATURIDADE DE ROBINHO

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Direto de Johanesburgo – Robinho, tido e havido como faroleiro, irresponsável, um tanto moleque, esses clichês todos que as pessoas gostam de pregar neste ou naquele, e depois segui-los pelo resto da vida como cartilha imutável, deu uma bela prova de maturidade ao saber que havia sido escolhido o melhor jogador em campo contra o Chile.

Agradeceu a honraria, mas discordou da escolha:

- Não fui o melhor, não. O Juan, o Gilberto Silva, o Daniel Alves e outros jogaram mais do que eu.

Lúcio está entre os outros, mas poderia ter encabeçado a lista. Ele e Juan jogaram muita bola, tanto marcando lá atrás quanto saindo para o jogo. Lúcio, com suas proverbiais arrancadas ao ataque. Juan, com aquele passe exato, refinado, de zagueiro de alta classe.

E Gilberto Silva, tão contestado, inclusive por mim, deu um show de posicionamento e firmeza e serenidade no meio de campo. Facilitou-lhe a tarefa, claro, a movimentação constante de Ramires e Daniel Alves, ao seu lado, pois, como ensinava o saudoso Gentil Cardoso, quem pede tem preferência, mas quem se desloca recebe. Sobretudo, porque quem se desloca facilita o passe de quem tem a bola aos seus pés.

Melhor dos últimos tempos

Mas, se Robinho não foi o melhor da partida, nem chegou a se destacar pelas pedaladas e outros truques que lhe deram fama e fortuna, sem dúvida, tem sido o mais importante jogador da Seleção de Dunga, ao longo destes três anos e meio de trabalho.

Nem tanto por sua notória habilidade com a bola nos pés. Muito mais, porém, por sua participação solidária no fechamento dos espaços, quando o ataque é cortado pelo adversário, e na movimentação rápida e constante, oferecendo-se sempre como alternativa para o passe, seja na armação das jogadas, seja lá na frente, na zona de conclusão.

Ele, com Kaká e Luís Fabiano voltando às suas respectivas formas atléticas, forma um trio da esperança brasileira de chegar ao Hexa. Difícil, mas perfeitamente possível diante do baixo nível técnico desta Copa até aqui, com as exceções de praxe – Alemanha e Argentina, sem falar na Espanha, que ainda não pegou no breu, mas tem elenco pra tanto.

E a Holanda?

E a Holanda, outro time que chegou badalado à África do Sul, nossa adversária da hora?
Bem, a Holanda tem bons jogadores, como Sneijder, Van Bommel, Van Persie, Bronkhoerst, mas é extremamente dependente de Robben. E, Robben, todos sabem, mal se recuperou ainda da grave lesão que quase o tira da Copa.
Além do mais, a dupla de zaga holandesa – o veterano Heitinga e Mathisen – não inspira a menor confiança, justamente o contrário dos nossos Lúcio e Juan.

E é aqui que repousa outra das nossas grandes esperanças.

As dúvidas ficam por conta das ausências certas de Ramires, suspenso, Júlio Baptista, Felipe Melo e muito provavelmente Elano, que saiu do treino, aqui em Johanesburgo, evidentemente chateado, antes de seu final.
As alternativas? Josué – o mais cotado -, Kleberson ou até Gilberto, deslocado para a posição que mais ou menos vem ocupando no Cruzeiro. Daniel Alves, segue, é claro.

VALHA-ME DEUS!

O duro foi espantar o cochilo recorrente nesta tarde friorenta durante todo o jogo entre Paraguai e Japão. Nenhum dos dois times foi capaz de protagonizar um instante sequer de emoção, um lance de arte e engenho, nem mesmo uma troca de passes inteligente e sincronizada. Nada. Ah, sim, houve aquele disparo do Japão na trave do Paraguai.

Como castigo, ainda tivemos de acompanhar mais trinta inúteis minutos da prorrogação. O Paraguai, por fim, nos pênaltis, ganhou uma vaga nas quartas de final. Valha-me Deus!

ESPANHA, CLARO

Já Espanha e Portugal foi outra coisa. Já de cara, a Espanha partiu envolvendo Portugal, naquele toque-toque barcelonês, e dois tiros da esquerda – um de Torres e outro de Villa -, obrigaram Eduardo a se virar.

Mas, aos poucos, com o zagueiro Pepe fazendo a dupla função de cabeça-de-área e beque, os lusos cortaram a comunicação entre os dois atacantes e seus servidores imediatos – Xavi e Iniesta.

E, também em dois disparos longos, Tiago e Cristiano Ronaldo levaram perigo a Casillas. Mas, no segundo tempo, Del Bosque trocou Torres, que errava demais, quando a bola conseguia varar a defesa lusa, por Llorente, que, na primeira participação quase faz de cabeça.

Isso animou os espanhóis, Iniesta passou a jogar o que sabe, e, numa enfiada genial para Xavi, que tocou de calcanhar para Villa marcar o gol da vitória. O mesmo Villa que criaria mais três boas chances para ampliar.

Justa e promissora passagem dos campeões europeus às quartas de final.

Notas relacionadas:

  1. ROBINHO OU JÚLIO BAPTISTA?
  2. MEDO DE QUEM?
  3. JOGADAS SECRETAS (?)
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 28 de junho de 2010 Copa do Mundo | 17:30

VITÓRIA CATEGÓRICA

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Até que no comecinho do jogo, o Chile botou as manguinhas de fora, avançou suas linhas e tocou a bola no campo brasileiro por alguns minutos.

Mas, bastou Gilberto Silva dar aquele disparo de fora da área, obrigando o goleiro a jogar para escanteio, e nosso time tomou o controle da partida. Pelo menos, o controle do espírito do jogo, pois a bola seguiu dividida entre ambos.

Aos 27, porém, Lúcio sofre pênalti que o juiz não deu. Não deu? Pois tome esta: corner da direita, Juan alcança as nuvens e mete a jabulani nas redes, aos 34 minutos: 1 a 0.

E, três minutos depois, se tanto, Robinho recebe na esquerda, serve Kaká pelo meio, que, de primeira, coloca Luís Fabiano na cara do gol. Fabuloso limpa o goleiro e guarda: 2 a 0.

El Loco Bielsa só fazia abraçar uma virtual camisa de força, desesperado, enquanto Dunga vibrava do outro lado.

O fato é que Ramires e Daniel Alves, mais velozes e incisivos do que os titulares Felipe Melo e Elano, conferiam um apoio intensivo a Kaká, Robinho e Luís Fabiano, ao contrário de partidas anteriores.

Tanto, que coube a Ramires, logo aos 14 minutos do segundo tempo cortar uma bola no meio de campo e partir com a bichinha colada aos pés até a entrada da área inimiga, quando rolou para Robinho finalizar: 3 a 0.

A partir daí, placar definido, Dunga tratou de ir tirando o pó de alguns reservas como Nilmar, Kleberson e Gilberto. Saíram os três – Luís Fabiano, Kaká e Robinho.

Ah, sim, antes que passe em branco: que partidaço da dupla Lúcio e Juan, o que não é novidade, mas vale sempre ressaltar.

Agora, é respirar fundo e partir pra cima da Holanda, que o bicho não é tão feio como parecia, não.

Notas relacionadas:

  1. BOA ESTREIA, UFA!
  2. BELA VITÓRIA
  3. UM ENORME ZERO PARA OS DOIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 14:11

COMPREI A FANTASIA DE PIERRÔ

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Mais charges no blog do Milton Trajano

Mais charges no blog do Milton Trajano

Léo Moura, antes mesmo da conquista do título brasileiro pelo Flamengo, agradecia publicamente ao técnico Andrade, por ter-lhe redespertado a vontade de jogar bola, transformando-o de simples ala a lateral no sentido integral da palavra e da função.

Veja o amigo como as coisas no futebol são simples, quando tratadas com competência e simplicidade. Há anos ouço de técnicos luminares, engenhosos senhores das táticas e estratégias, que só é possível jogar com três zagueiros porque não temos mais laterais – apenas alas, desses que fazem a função mais de um ponta recuado ou de volantes pelos flancos.

Pura falácia, sei muito bem há muito tempo. Mas, a turminha engole esse papo como se, para o que não há remédio, remediado está. Pois, bem: Andrade, que jogou muita bola, diga-se, como primeiro volante do Fla campeão do mundo e outros babados, em uma conversa ao pé do ouvido de Léo, mostrou-lhe o caminho das pedras. E o ala virou lateral num passe de mágica, assim, ó, em duas semanas.

Aliás, o Flamengo, há anos, vivia exclusivamente das ações de seus dois “alas” – Léo e Juan. Juan machucou-se seriamente, e, na sua ausência, Andrade deu asas ao menino Everton, um meia de origem, que cumpriu na medida exata o novo-velho papel de lateral.

Fez mais, porém, o nosso Andrade: recuperou Zé Roberto, só na manha; revivificou Pet, e promoveu a fixação de dois garotos que jogam mais ou menos ao seu próprio estilo, guardadas as diferenças técnicas, claro: Willians e Airton. Resultado: o Fla ganhou alternativas pelo meio, que não tinha, sem abdicar de vez da força do apoio de seus laterais, tampouco isso significou deixar sua defesa, com dois zagueiros, exposta demais à sanha do inimigo.

A propósito, vale recuperar aqui a declaração final de Mário Sérgio, vice-campeão pelo Inter: “A princípio, tentei aplicar um sistema que não deu certo. Durante uns quinze dias, vacilei. Depois, encontrei o melhor jeito de o time jogar”.

Traduzindo: durante as duas primeiras semanas, Mário tentou implantar o sistema com três zagueiros, que ele defende desde os tempos de Lazzaroni na Seleção, razão fundamental, a meu ver, de não ter conseguido emplacar uma carreira luminosa como treinador até agora, apesar de algumas conquistas significativas pontuais, aqui e ali.

Quando mudou o braço da viola, o time desembestou e chegou a ser campeão brasileiro por um breve período no domingo de fogo.

Espie só o amigo o meio de campo que estraçalhou o Santo André (foi 4 a 1, mas poderia ter sido o dobro, pela quantidade de chances criadas pelo Colorado): Sandro, Andrezinho, D’Alessandro e Giuliano. Isto é: um volante apenas, Sandro, e três meias hábeis aprontando para Taison e Alecsandro, dois atacantes de ofício.

Agora, acompanhe o foco  que se desloca para iluminar meu querido Muricy. Lá está ele ressuscitando o Verdão, contra o Galo, na disputa pelo título, com dois zagueiros (se me disserem que Edmilson, um dos volantes jogou de terceiro zagueiro, dou porrada!), dois volantes e três meias de origem – Edmilson, Sandro, Cleiton Xavier, Deyvid Sacconi e Diego Souza, autor daquele gol magnífico.

A primeira vitória categórica depois de várias rodadas de insucesso. Eis que, diante do Botafogo, no jogo de vida ou morte, Muricy dá um passo atrás e escala três zagueiros típicos, e, quando mais jogava Deyvid Sacconi, retira-o para reforçar a marcação de meio de campo com Sandro Silva. Perdeu, não só o campeonato como até a vaga para Libertadores.

Claro, não foi só por isso que o Palmeiras concluiu sua campanha como a mais desastrosa de todas. Mas, foi também por isso.

Tampouco, quer dizer que Andrade seja um gênio e os demais técnicos umas bestas, longe disso. Amanhã, sabemos como é o futebol, se o Flamengo entrar em recessão, não faltarão dedos apontando para Andrade, acusando-o de ser muito leniente, de não inspirar raça à equipe, com seu jeitão introvertido e tal e cousa e lousa e maripousa.

Assim como, movidos pelo espírito do escorpião (o costume é a força que fala mais alto do que a natureza, como cantava o Poeta da Vila), Muricy e Mário Sérgio, na primeira chance, voltem ao seus respectivos pontos de partida. A vida é assim, a vida é assim, comprei uma fantasia de pierrô, como confessava Lamartine Babo, depois de ter rasgado a do Carnaval que se findava.

Notas relacionadas:

  1. MAGNÍFICO CIELO
  2. QUAL DELES LEVA A TAÇA?
  3. E DEU A LÓGICA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de março de 2009 Seleção Brasileira | 16:31

A SELEÇÃO DE DUNGA

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Dunga

Dunga convocou a Seleção para os jogos com Equador e Peru. Única novidade, a presença de Miranda no lugar de Juan, machucado, além da volta de Kleber, na lateral-esquerda.

Miranda merecia uma chamada desde o ano passado, por baixo. Embora jovem ainda, é um desses raros zagueiros que não sujam o calção e cometem poucas faltas, pois tem um extraordinário senso de colocação e um bote quase cirúrgico sobre o adversário. Se vai dar certo na Seleção, é outro departamento, mas que merecia, ah, disso não resta a menor dúvida.

Quanto a Kleber, que já teve momentos mais prófícuos na carreira, entra mais com a experiência, creio, no banco de Marcelo, que, por sua vez, está em ascensão no Real, apesar da goleada diante do Liverpool, pela Liga dos Campeões, desastre em que ele foi um dos poucos a sair com poucas escoriações.

Quem inexplicavelmente segue de fora das convocações de Dunga é o volante Hernanes, do São Paulo, que há dois anos vem esmerilhando no meio-de-campo tricolor.

De resto, é esperar que Kaká esteja plenamente recuperado até lá, que Ronaldinho Gaúcho, na reserva do Milan, aproveite mais esta chance para se recuperar,  e que o Brasil repita a atuação contra a Itália. Isso basta. 

Ah, sim, ia me esquecendo na primeira edição do post o que os bloguistas me lembraram: além de Hernanes, Ramires e Keirrison. Nos lugares de quem? Ora, de Gilberto Silva, Elano, que jogaram muito bem contra a Itália, diga-se, e Adriano. Mas, enfim… 

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE MURICY
  2. PRA FRENTE, DUNGA!
  3. AS SURPRESAS DE DUNGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 11 de novembro de 2008 Seleção Brasileira | 14:25

A SELEÇÃO DE MURICY

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O amigo viu o Bem, Amigos desta segunda? Não? Pois perdeu mais um show de Muricy, que, segundo informações colhidas e divulgadas pelo companheiro Renato Maurício do Prado, está com um pé na vaga de Dunga na Seleção, a ser aberta antes do fim do ano.

Muricy apenas ouviu e nada comentou a respeito, a não ser que não foi procurado por ninguém da CBF e que o técnico, para ele, é Dunga.

Mas, não se esquivou de escalar outra seleção, a do Brasileirão, com um ressalva: para efeitos óbvios, excluiu qualquer jogador de seu time, o líder São Paulo.

E, para surpresa de quem não conhece seu pensamento, formou o time com dois e não três zagueiros. Lá vai, nega: Bruno; Vítor, Índio, Thiago Silva e Juan; Rafael Carioca, Ramires, Alex e Wagner; Guilherme e Kleber Pereira.

Portanto, três do Cruzeiro, dois do Inter, dois do Flamengo e um de Goiás, Flu, Grêmio e Santos.

Mas, o que você não veria nem ouviria, mesmo se estivesse ligado na tv, é como seria a Seleção Brasileira, neste exato momento, sob eventual comando de Muricy, inferência do colunista de tantos papos com o treinador: Júlio César; Maicon, Lúcio, Miranda e Juan; Hernanes, Ramires, Kaká e Alex (Inter); Robinho e Luís Fabiano.

Ué, e Ronaldinho Gaúcho? Só se estiver fisicamente tinindo. Então, entraria no lugar de Alex. Por enquanto, não.  Entre outras coisas, porque o futebol de Alex enche os olhos de Muricy.

O amigo deve estar, nestas alturas, intrigado com a presença de Maicon na lateral-direita. Muricy explica: se vai jogar com dois volantes leves e de baixa estatura, como Hernanes e Ramires, por exemplo, precisa de um lateral mais taludo e contido na defesa. Ainda mais com Juan, driblador e ofensivo pela própria natureza, atacando pela esquerda.

E, na ausência eventual de Juan, não me surpreenderia se ele escalasse Maxwell, que está jogando muito bem na Inter de Milão.

Bem, esse é Muricy, um cara com os pés no chão e os olhos conferindo tudo que rola pelos campos do mundo. Olhos que constatam um fato incontestável: a tendência atual, o moderno, nas zonas mais avançadas do planeta é um futebol ofensivo, aberto pelas pontas e fundado em dois pilares básciso: velocidade e talento.

Hernanes e Muricy Ramalho
Hernanes e Muricy Ramalho: meio-campista torce para convidarem o “professor”

Notas relacionadas:

  1. NÃO DÁ PRA ENTENDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 15 de outubro de 2008 Seleção Brasileira | 23:26

NÃO DÁ PRA ENTENDER

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Há duas décadas, o Brasil vem produzindo zagueiros de altíssimo nível, desde Júlio César, Aloísio, Mozer, os dois Ricardos, Aldair,  até a generosa safra atual – Lúcio, Juan, Alex Silva, Breno, Thiago Silva, Luisão, Miranda, sei lá quantos mais.

O fato é que não falta zagueiro de porte, muitos deles já testados e aprovados com a camisa da Seleção.

Então, alguém aí é capaz de me explicar por que Dunga, contrariando o mais comezinho bom senso, chamou e escalou Juan para essas duas partidas das Eliminatórias?

Nem de longe colocar em dúvida a técnica e a eficiência do nosso becão. É um dos melhores do mundo, ponto. Mas, não joga na Roma há mais de mês, acossado por uma lesão crônica que se arrasta por bom tempo.

Pra que, então, correr riscos desnecessários, ainda mais nesta quadra imprecisa da história da Seleção?

Pois, aí está: Juan teve de sair no intervalo do jogo com a Venezuela e no início do segundo tempo contra a Colômbia. No jogo de San Cristóbal, a coisa passou batida porque o Brasil já vencia por 3 a 0, no intervalo. Mas, contra a Colômbia, foi uma alternativa a menos para o técnico tentar arrumar seu time mais à frente, onde o bicho pegava.

Realmente, não dá para entender.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: