TIMÃO DE JORGE HENRIQUE, 1 a 0
Claro, a expulsão de Roberto Carlos, logo aos 8 minutos do primeiro tempo, um minuto depois do gol de Jorge Henrique, cabeça, em falta levantada por Tcheco da direita, alterou inteiramente o cenário do clássico no Pacaembu.
A partir daí até o apito final, o Palmeiras teve pleno domínio da bola e dos espaços, somou quase 70 por cento de posse de bola, provocou quase vinte escanteios contra um ou dois do Corinthians, se tanto.
Mas, esse domínio foi sempre infrutífero, pois não havia sentido de profundidade nas jogadas do Verdão, embora Felipe, num certo momento do segundo tempo, tenha feito três providenciais defesas.
Assim, o resultado de 1 a 0 para o Corinthians, na verdade, não revela nada além do já sabido: o alvinegro tem um elenco mais variado e forte do que o alviverde, limitado aos seus onze titulares, neste domingo, desfalcado de Diego Souza, que fez uma falta danada.
Além do mais, o Corinthians conta com esse múltiplo Jorge Henrique, que começou como atacante, fez o gol, e depois foi jogar de lateral-esquerdo, para cobrir a ausência de Roberto Carlos, e dali partia para criar as jogadas mais agudas de seu time, em contragolpe.
Pensando bem, todos os astros cintilantes do Corinthians, no fundo, no fundo, giram em torno do modesto mas imprescindível Jorge Henrique.
Robinho e os meninos
Robinho assume, nesta segunda-feira, seu lugar no recreio dos meninos da Vila. Um recreio alegre e risonho, onde a garotada corre daqui pra lá, aos saltos e meneios, e, quando menos se espera, mete a bola nas redes.
Foi assim, mais uma vez, sábado, diante do Oeste, quando os meninos da Vila, se não conseguiram reproduzir as goleadas recentes, muito fizeram para obtê-la.
Wesly meteu uma na trave, no primeiro tempo, André completou bela trama no segundo e Neymar fechou o placar em passe exato de Madson: 2 a 0, só.
Mas, que delícia de futebol… Esses meninos transformam o futebol no que ele deve ser: um brinquedo. Sério, objetivo, funcional, como querem os adultos, que é pra ninguém ficar de castigo depois da aula. Aula em que eles estão se transformando em professores, sem perder, porém, o gosto pelas travessuras da bola enfiada sob as pernas do adversário e outros bichos.
Clássico inglês
Isso, sim, é clássico que se preza. Arsenal e Manchester United, na tarde de domingo, ofereceram um espetáculo de alto nível técnico, muito empenho e emoção de início ao fim.
Era bola lá e cá, até que os Diabos Vermelhos abriram o placar com um gol de placa de Nani. O português recebeu na direita, cercado por dois. Súbito, passou por entre eles, limpou o beque da sobra e, ao tentar cruzar para Park, sozinho na cara do gol, recebeu o involuntário toque do goleiro que mandou a bola para as próprias redes.
Logo depois, Rooney domina na sua intermediária, lança Nani, que dispara e cruza para Rooney materializar-se na área e guardar. Por fim, Park completou o placar já no segundo tempo, e o Arsenal arriou.
Milan, devagar
O Milan, que parecia ter encontrado seu jogo há algumas rodadas, tropeçou novamente.
Desta vez, diante do Livorno, em pleno San Siro: 1 a 1. Embora tivesse o controle da partida o tempo todo, e Ronaldinho, mais uma vez, inspirado, não conseguiu o golzinho da vitória, parte pela excelência da defesa adversária; parte maior, por sua incompetência.
Kaká, huummm…
Kaká é que parece estar ainda à sombra de seu melhor futebol no Real, onde quem voltou a brilhar foi o polêmico Guti, autor de jogada sensacional num dos gols de seu time sobre o La Coruña: de repente, surgiu na cara do goleiro, que fechava bem o ângulo; num átimo, Guti percebeu a chegada de seu companheiro Benzema por trás, e deu-lhe inesperado toque de calcanhar. Benzema só escolheu o canto.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Corinthians, Cristiano Ronaldo, Felipe, Jorge Henrique, Kaká, Pacaembu, Palmeiras, Real Madrid