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sábado, 14 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 17:19

O CLÁSSICO QUE PODERIA SER

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Pena que o Inter entre com seu time reserva diante do líder Fluminense, pois este seria, sem dúvida, o clássico da rodada de domingo. Mas, mesmo tão desfalcado, o Colorado pode surpreender, embora o Tricolor seja franco favorito.

Não só porque é líder e está jogando, mas, sobretudo, porque está embalado emocionalmente, com a chegada de Deco, logo depois da ida às Laranjeiras de Washington, o que confere ao Flu um poder ofensivo raro neste campeonato.

O outro grande clássico nacional do domingo é São Paulo e Cruzeiro, que vem revistido de um fato novo: a estreia do garoto Sérgio Baresi como técnico interino – quem sabe, definitivo – do Tricolor.

Garoto porque é de ontem a lembrança dele jogando como zagueiro dos juniores do São Paulo. Mas, já técnico das categorias de base por um bom tempo, o que lhe confere certa experiência para tentar mudar o braço da viola desse time que se repete à exaustão.

Nem repito a voz comum que diz que esse time não renovou. Renovou-se, sim. Só para esta temporada, o São Paulo contratou uma penca de novos jogadores. Não mudou foi seu jeito de jogar – aquele velho esquema de se defender antes de tudo, contragolpear em lances longos e nunca tentar envolver o adversário no toque de bola, que é o sal do jogo.

De resto, é esperar pra ver.

Luz nas trevas

Aos poucos, vai se lançando luzes sobre as trevas que cercaram a Seleção Brasileira na Copa do Mundo da África.

Cada vez mais me convenço que, por trás da grosseria fascista que blindou nosso time na África, havia um toque de esperteza: impedir que a imprensa invadisse os segredos guardados a sete chaves por Dunga e cia.

Peitar a toda poderosa Globo – um elefante em loja de louças -, com tanta rejeição por aí, eleger a imprensa – em geral, condenada por grande parcela de uma opinião pública que não lê nem faz reflexões – como a grande inimiga, e exaltar o tal fervor nacional como única alternativa pra quem seja patriota, fazia parte de um plano, ainda que tosco, para desviar a atenção do torcedor para as reais questões da Seleção.

Durante meses, advertimos para o risco de irmos à Copa com apenas um meia – Kaká, evidentemente baleado, seja pelos problemas pubianos, seja pelas sequelas dessa lesão básica.  Em vão. Kaká foi como nosso único meia, não produziu metade do que é capaz e agora vem a público confessar que jogou sob infiltrações no joelho para aplacar as dores atrozes que o consumiam.

Esses idiotas, que desdenham da história por desconhecê-la, nunca vão aprender que a verdade, mais cedo ou mais tarde sempre vem à tona. E eles, de heróis temporais, acabam sempre se transformando em vilões eternos.

Notas relacionadas:

  1. QUEM NO LUGAR DE KAKÁ
  2. RODADA DE FOGO
  3. TRÊS CLÁSSICOS BRASILEIROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 12 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional, Libertadores | 01:22

INTER EM SINTONIA

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Só foi de virada porque o Chivas achou um gol no primeiro tempo. Caso contrário, no jogo da bola rolada, o Inter, naturalmente, chegaria a 2 a 0, com folga, pois foi muito melhor do que o time mexicano.

E foi melhor, entre outras coisas, porque o técnico Celso Roth, em sintonia com a onda de bom senso que assola o país do Santos de Dorival e a Seleção de Mano, não recuou diante do bicho feio: escalou o meia Giuliano e botou seu time pra jogar lá fora como jogaria em casa, com toques envolventes e pra frente.

Pena que Alecsandro tenha se machucado ainda no primeiro tempo, pois, com ele em campo, a vitória poderia ter sido ainda mais folgada.

Assim, se não subir no salto alto, o Colorado escala o pódium da Libertadores e levanta a taça que já lhe é de direito.

Fechando a fresta

Diante do impasse em que o seu Palmeiras não ganhava um jogo desde sua estreia como salvador da pátria, Felipão foi ao Baradão, escalou três zagueiros de área, quatro volantes e jogou a chave da retranca fora.

Resultado: Vitória, 2 a 0, o que deixa apenas uma fresta por onde Felipão deverá conduzir seu Palmeiras em direção à única luz que brilha no horizonte verde, segundo o próprio treinador – a Copa Sul-Americana.

Depois do jogo, Felipão anunciou que, se for preciso, troca quatro ou cinco titulares. Mas, troca por quem, se o próprio treinador vem repetindo que o Palmeiras não tem elenco suficiente e precisa urgentemente de reforços?

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. INTER, LÂMINA AFIADA
  3. INTER NA FITA, MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 6 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:02

HONRA E JUSTIÇA NA DECISÃO

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Rogério Ceni falhou ao tentar devolver a bola com os pés na entrada de sua área, mas se recuperou no chute de Tinga.

Renan falhou, ao tentar encaixar bola alçada na sua área por Hernanes, em cobrança de falta lá do meio da rua, mas não teve tempo de se recuperar: ágil, Alex Silva meteu de cabeça aquele gol tão almejado pelo Tricolor para zerar a decisão da semifinal da Libertadores com o Inter, na noite gelada do Morumbi. Isso, aos 30 minutos de bola rolando.

Gol, aliás, que, pelo andar do jogo, não sairia nesse primeiro tempo, pois o São Paulo não conseguia impor aquele volume de ações ofensivas necessário para tanto. Ao contrário: o Inter era quem trabalhava a bola com maior frequência no campo adversário, e, embora nenhum dos dois criasse chances claras, um tiro longo de Tinga havia incomodado Rogério Ceni, aos 21 minutos.

Mas, se o primeiro tempo foi mais tenso do que emocionante, o segundo correu sobre o fio da navalha, pois logo aos 7 minutos Alecsandro desvia cobrança de falta de D’Alessandro e empata o jogo. Não um empate qualquer, mas aquele que obrigaria o São Paulo a marcar pelo menos mais dois para levar a decisão ao pênalti.

Eis, então, que o Tricolor, dois minutos depois, faz 2 a 1 com Ricardo Oliveira.

E, para jogar mais lenha na fogueira, aos 19 minutos, Tinga é expulso, o que coloca o Colorado definitivamente na defesa.

Mas, só lá pelos 28 minutos, Ricardo Gomes começa a mexer no time, acrescentado-lhe o que faltava: drible, ginga, um toque de talento individual no meio de campo e ataque, com as entradas escalonadas de Marlos, Fernandinho e Marcelinho Paraíba.

Daí até o apito final foi aquele sufoco na área do Colorado, que resistiu o suficiente para garantir a vaga na final da Libertadores e no Mundial de Clubes em Dubai.

Com toda justiça, pelo que fez no Beira-Rio, quando jogou para decidir ali mesmo essa questão.

Quanto ao São Paulo, caiu com honra, pelo menos.

Notas relacionadas:

  1. SHOW É COM OS MENINOS
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 3 de agosto de 2010 Copa do Brasil, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:37

AH, ESSE GOLZINHO FORA…

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Essa regrinha que valoriza o gol fora de casa na Libertadores acaba congelando no ar qualquer expectativa para a decisão das semifinais, entre São Paulo e Inter, no Morumbi, nesta quinta-feira.

Além, claro, de plantar um enorme ponto de interrogação na cachola dos dois treinadores.

No São Paulo, a ordem é atacar pra desfazer o mais cedo possível a diferença mínima de 1 a 0 obtida pelo Inter no Beira-Rio. Mas, se, em busca desse golzinho precioso, se descuidar lá atrás, pode tomar o definitivo, aquele que o obrigará a triplicar seus esforços.

No Inter, a dúvida é a mesma, em ordem inversa: se tentar manter a vantagem obtida no jogo de ida corre o risco de chamar o adversário para seu campo, e levar o gol que pode desestabilizar a equipe, o que seria fatal.

No meio disso tudo, a necessidade de afiar as cobranças de pênaltis, um evento perfeitamente viável nessas circunstâncias.

É inegável que o Colorado está melhor do que o Tricolor nesta fase da temporada. Basta ver a colocação de ambos na tabela do Brasileirão. Ou rever o jogo do Beira-Rio, onde o Inter poderia e merecia ter emplacado uma goleada num São Paulo acovardado e inócuo.

Mas, cada jogo é um jogo, já dizia o velho Acácio. E o São Paulo deu sinais de súbita melhora, no excelente segundo tempo contra o Ceará, no último fim de semana. Sobretudo, pela presença de Ricardo Oliveira no ataque, o que sinaliza claramente para seu aproveitamento desde o início, embora os dois técnicos prefiram manter segredo a respeito das respectivas escalações.

No caso do São Paulo, o mistério está em torno de Ricardo Oliveira. Fernandão deverá ser seu parceiro. Mas, e o outro, se Ricardo Gomes promover a volta de Rodrigo Souto, na formação com três volantes, ao lado de hernanes e Cleber Santana?

Há três alternativas: Fernandinho, Marlos ou Dagoberto. Com Marlos, o Tricolor tem um meia de habilidade para fazer a ligação entre os volantes e os atacantes. Com Dagoberto, forma um trio de atacantes, com ligação direta dos volantes, que apoiam bem, mas não armam. Com Fernandinho, mantém o ataque em três, mas ganha a jogada de linha de fundo, o drible e o cruzamento tão a gosto da dupla Fernandão-Ricardo Oliveira.

Quanto ao Colorado, não há muito o que esconder: a formação deverá ser a mesma da vitória no jogo de ida, mesmo porque é a que tem dado o equilíbrio necessário para a equipe defender bem e atacar melhor ainda.

PEIXE OU VITÓRIA?

No Barradão é fogo, o Peixe sabe disso muito bem. Entre outras coisas, porque o Vitória, lá tem em seu retrospecto, como placar mínimo obtido, 2 a 0, o suficiente para levar a decisão da Copa do Brasil, nesta quarta-feira, para os pênaltis.

A torcida é empolgada, o campo ruim para quem toca a bola no estilo peixeiro, e o Vitória é bom time.

Mas, voltamos sempre àquela história do gol fora de casa que vale ouro. E esses Meninos da Vila raramente deixam de marcar, pelo menos um, em cada jogo.

A META DE MANO

Mano Menezes esteve nesta segunda-feira no Bem, Amigos do Galvão. E suas palavras sobre o que pretende fazer com a Seleção Brasileira foram um refrigério para quem, como este humilde escriba, tanto exalta a necessidade de voltarmos a praticar um jogo compatível com nossa história. O que, no momento, significa dar um salto em direção ao presente, pois é desse jeitinho mais ofensivo e criativo que os principais times do mundo jogam.

Mano sabe e o declarou publicamente que nosso papel, no concerto mundial, deverá voltar a ser o de protagonista, não coadjuvante. E, para voltar a ser protagonista, o Brasil precisa desatar o nó que o prende àquele futebol de resultados. Tomar a iniciativa, com talento e imaginação, não apenas ficar jogando no erro do adversário, como um desses timinhos da periferia que, de cara, já reconhece a superioridade do inimigo.

Para tanto, adotará um sistema compatível com o futebol moderno, para não dizer eterno: uma linha de quatro defensores; dois volantes que saibam sair jogando; três meias de habilidade, com vocação ofensiva, e um atacante, de preferência que se movimente e se componha com os meias na chegada à área adversária.

Pode, porém, simplesmente montar seu time com dois ou um volante e um meia (ou dois) e três atacantes, num claro 4-3-3. Vai depender do elenco que tiver em mãos e das necessidades de cada jogo. Mas, sabe, sobretudo, que nada disso é garantia de vitória. E, sem vitórias, babau. Vale, contudo, e muito, esse nobre esforço para mudar a cara do nosso time.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. SHOW É COM OS MENINOS
  3. HUMILHANTE, NÃO HUMILDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 31 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 15:22

CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS

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São tantos clássicos, que até me perco. O principal deles – não necessariamente pelo significado em si – é  Flamengo e Vasco. Sim, claro, este tem um histórico singular. Mas, sucede que, se o Flamengo cumpre campanha mais ou menos à altura de seu elenco empobrecido, o Vasco estreia uma penca de novas atrações: Felipe, lateral ou meia de extrema habilidade; Zé Roberto, atacante que fez sucesso no Botafogo e no Flamengo, sem contar a volta de Carlos Alberto, meia essencial na volta do Vasco à Primeirona.

Palmeiras e Corinthians fazem o clássico paulista. Felipão busca sua primeira vitória desde que voltou como uma espécie de Messias do Parque. Adílson, o Capitão América na conquista do Grêmio de Felipão da Libertadores, estreia no Corinthians. Mas, quem vai definir o jogo nem é um, nem outro. São os jogadores. E, nesse quesito, o Corinthians está melhor, o que quer dizer pouco num clássico desse porte.

Outro clássico regional é Galo e Raposa. Na tabela, o Cruzeiro está bem melhor do que o Atlético. Mas, isso quer dizer pouco numa disputa dessa tradição. Aliás, acho mesmo que o Galo está mais a fim, o que poderá reproduzir uma surpresa nesse confronto Mas, é apenas um pressentimento.

E o Grenal? Bem, nessa história da guerra eterna dos gaúchos não meto a colher, Nesses casos, não há previsão, nunca. Quando um está em alta, o outro está em baixa, isso é recorrente.

Neste momento, o Inter está em cima e o Grêmio embaixo. Mas, o confronto pode, no fim, determinar a mudança da gangorra, já que isso é tudo para o torcedor e a mídia gaúchos.

Como o Inter está voltado por inteiro na decisão da semifinal da Libertadores contra o São Paulo, não me surpreenderia se o Grêmio levasse a palma.

Emirates Cup

O Milan, que se prenuncia uma catástrofe nesta temporada, levou um baile do Arsenal, mas conseguiu sair de campo com o empate por 1 a 1, graças, a um gol de cabeça de Pato, por sinal, o único milanista a criar duas ou três jogadas de categoria.

Teve o apoio de Flamini, é verdade, e a garantia do goleiro Abiatte, que salvou uns três gols feitos do Arsenal, muito melhor, apesar de todos os desfalques.

O gol do Arsenal foi do estreante franco-marroquino Chamakh, que me fez lembrar do atacante Dinei, ex-Corinthians, na leveza dos movimentos, na invenção dos toques e no talhe físico.

Nada mais injusto do que esse empate, assim como nada mais injusto o empate por 2 a 2 entre Lyon e Celtic, na preliminar. O Lyon dominou três quartos do jogo, fez 2 a 0, com toda a autoridade, mas, depois das várias alterações, tomou o empate nos últimos minutos.

Mas, enfim, esse é o jogo…

Notas relacionadas:

  1. TRÊS VEZES OBINA
  2. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  3. TIMÃO, LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 29 de julho de 2010 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 00:54

HUMILHANTE, NÃO HUMILDE

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No intervalo do jogo no Beira-Rio, Hernanes disse aos microfones que o São Paulo havia adotado uma postura humilde, ao enfatizar a marcação ao extremo. Diria que, na verdade, foi humilhante, não humilde.

O São Paulo vestiu uma retranca vergonhosa, de cabo a rabo, e só não saiu do Beira-Rio com uma goleada no lombo porque Rogério Ceni, Alex Silva e Miranda, três defensores de alto nível, desdobraram-se ali na área para evitar o pior.

Já o Inter, por seu lado, fez o que tinha de fazer em casa: teve pleno domínio da bola e dos espaços, plantou-se no campo adversário, do início ao fim, trocou passes sem desespero, investiu pela esquerda, pela direita, pelo meio e criou, por baixo meia dúzia de chances para ampliar o placar que ficou no 1 a 0, gol de Giuliano, aos 23 minutos do segundo tempo.

Placar que, obviamente, não refletiu a imensa superioridade do Colorado sobre o Tricolor nesse jogo. E que permite ao São Paulo sonhar com a recuperação no jogo da volta, no Morumbi, desde que entre em campo mais altivo do que humilde, mais ofensivo do que defensivo, mais São Paulo, enfim.

charge inter sao paulo ricardo gomes

Charge com Ricardo Gomes, por Milton Trajano

De volta ao Santos

Na primeira partida da decisão da Copa do Brasil, na Vila, o Santos voltou a ser o Santos do primeiro semestre, aquele time agressivo, veloz, insinuante e criativo.

Controlou o jogo, não deixou o Vitória se armar em nenhum momento, fez dois gols, perdeu um pênalti, meteu uma bola no poste e desperdiçou cerca de cinco chances claras para aumentar o marcador.

Mas, lá, no Barradão, a história deverá ser outra, a não ser que o Peixe ratifique sua volta aos bons tempos recentes.

Notas relacionadas:

  1. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  2. NOITE DE GALA TRICOLOR
  3. INTER NA FITA, MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sábado, 17 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:57

A SEGUNDA SEGUIDA

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Com seus clássicos três zagueiros, mais dois volantes – outro, Jean, deslocado para a lateral-direita -, o São Paulo não consegue se impor como um time ofensivo. Fica ali naquele meio termo, entre defender e atacar em esticões de bolas que não lhe permitem estabelecer um ritmo, uma cadência de jogo, através do que pode ir envolvendo o inimigo e criando chances de gols.

Assim, o Vitória foi melhor durante praticamente todo o primeiro tempo, quando marcou seu gol e tomou o empate no finalzinho, e estendeu esse domínio no início do segundo, ampliando o placar para 3 a 1.

O São Paulo só melhorou mais tarde, depois das modificações feitas por Ricardo Gomes, sobretudo a entrada de Fernandinho na esquerda, onde o Tricolor criou suas jogadas mais agudas, até reduzir com aquele cabeceio de Fernandão para 3 a 2.

Resultado: às vésperas de jogo decisivo pela Libertadores, o São Paulo acumula duas derrotas consecutivas no Brasileirão, depois da Copa do Mundo, e dá claros sinais de que precisa rever seu plano de jogo, rapidamente.

Notas relacionadas:

  1. SUBORNO OU FOFOCA?
  2. MUITA VISAGEM E POUCA SUBSTÂNCIA
  3. PALMEIRAS, INTER E SÃO PAULO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 13 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro | 16:28

DE VOLTA À CASA

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De volta ao Brasileirão, depois da quarentena da Copa, encontro o Timão disputando a liderança isolada com o Ceará, que, apesar da magnífica arrancada inicial, já trocou de técnico, numa operação bizarra: Paulo César Gusmão trocou o líder do campeonato pelo quase lanterna Vasco. O que não mudou foi a atmosfera do Parque, onde Ronaldo Fenômeno  continua de fora do time, gordo e com dores musculares. Mas, que diabo! Depois de quarenta dias de preparação?

Já o Palmeiras, que, pelo visto no amistoso com o Boca, não deu um passo à frente desde que saí, só espera por Felipão, fazendo figa para que o já mítico treinador fique. Nesse entremeio, enfrenta um Santos sem Robinho e Ganso, mas cheio de esperanças com a vinda de Keirrison. Sorte que o Palmeiras, via liminar obtida pelo Cruzeiro na justiça, poderá contar com Kleber, o Gladiador, Por seu lado, o Peixe não terá Marquinhos, machucado, mas poderá colocar em campo, pela primeira vez, nesta fase prodigiosa, o garoto Alan Patrick, uma promessa aquelas. Olho nele!

Quanto ao São Paulo, que perdeu Cicinho mas reintegrou Washington, navega em águas calmas, por enquanto, e pega em casa o Avaí que já não é o mesmo dos tempos de Silas,. Aliás, por falar em Silas, a longa parada lhe foi muito benéfica. Pelo menos, recebe o Vitória no Olímpico com praticamente todo seu time titular, o que lhe permita encetar reação compatível com a qualidade de seu time. Ao contrário do Inter, que repatriou o goleiro Renan, o meia Tinga e o atacante Sóbis, todos pratas da casa, mas que ainda não poderá utilizá-los contra o Guarani, no Brinco de Ouro da Princesa.

Assim como o Vasco, em crítica situação, e o Flamengo não contarão com seus novos reforços para a rodada deste meio de semana. E olhe que o Fla pega logo o rival Botafogo…

Notas relacionadas:

  1. REFUNDANDO O VASCO
  2. DE VOLTA AO BRASILEIRÃO
  3. RODADA DE FOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 23 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 19:00

TIMÃO LÁ EM CIMA

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E o Timão está lá em cima. Mas, ufa!, a que preço: o Fluminense veio ao Pacaembu e deu o maior sufoco no Corinthians, que começou bem, fez seu gol de falta com Chicão, e, depois passou o tempo todo se defendendo.

Sucede que o Fluminense, mesmo com Fred, não conseguiu criar as chances necessárias para mudar o resultado. Mesmo porque a zaga corintiana, formada há tempos por William e Chicão, não permitiu ao Tricolor carioca as chances necessárias para alterar o placar, embora em dois lances vitais o Flu tivesse a chance de virar o marcador. Na primeira, gol legítimo de Rodriginho, anulado pelo juiz. Na segunda, pênalti em Fred, que o juiz anotou mas voltou atrás, induzido pela marcação errada do bandeirinha, que deu impedimento de Fred, inexistente.

Isso, porém, não bastou para evitar que o Flu marcasse um gol legítimo, com Rodriguinho, que o bandeirinha anulou dando impedimento inexistente, e que Fred sofresse pênalti, marcado pelo juiz, que voltou atrás pela sinalização equivocada do bandeira, marcando impedimento do artilheiro, também inexistente.

Mais ou menos o que aconteceu no Beira-Rio, onde o São Paulo venceu o Inter por 2 a 0, com direito ao primeiro gol de Fernandão com a camisa tricolor. Um gol bem tramado, diga-se de passagem, que começou com Hernanes tabelando com Dagoberto, para a bola, enfim, ser servida a Fernandão na boca do gol.

Ao contrário do gol anterior, de Hernanes, que cobrou falta para pegar no rebote da barreira e contar com a falha de Abondanzieri, não sei por que cargas d’água contratado a peso de ouro pelo Inter.

Assim como não sei por que cargas d’água, o técnico Fossati resolveu escalar um time misto nesse jogo, pois o Inter só foi acender depois das entradas de Andrezinho, D’Alessandro e Alecsandro, no segundo tempo, período em que o Colorado dominou o jogo e pressionou o adversário que se sustentou, mais uma vez, nas mãos milagrosas de Rogério Ceni.

Notas relacionadas:

  1. FINAL MANCHADA
  2. NEM POR BAIXO, NEM POR CIMA
  3. POR CIMA DO BARRACO, 4 A 0
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 29 de abril de 2010 Sem categoria | 01:00

HEROICO MENGÃO

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No primeiro tempo, o jogo naufragou no campo encharcado pela chuva inclemente que desabou sobre o Maracanã. E a expulsão de Michael, logo aos 36 minutos de bola afundando, traçou o cenário da fase final: na medida em que  a chuva diminuía, mais crescia o domínio de bola do Corinthians, restando ao Flamengo tentar aquele contragolpe fatal.

E isso ocorreu aos 19 minutos, quando Moacir derrubou Juan na área. Pênalti, que Adriano converteu no gol da vitória, uma vitória heroica, por tudo que cercou o Mengo nos últimos dias e até mesmo no jogo.

Quanto ao Corinthians, que tem tudo para se reabilitar no jogo da volta, faltou-lhe, sobretudo, o principal: a finalização. Tinha a bola aos seus pés, mas não era capaz de criar as chances necessárias. E, quando o fazia, Ronaldo Fenômeno desfazia. Ainda muito fora de forma, Ronaldo não conseguia compensar com sua técnica esmerada. Pensava a jogada, mas era incapaz de realizá-la, até as mais corriqueiras para ele.

Por tudo isso, deveria ter saído em vez de Dentinho, quando Mano Menezes resolveu colocar em campo Jorge Henrique e Iarley. Afinal, com o gramado mais seco e o Fla fechadíssimo, a mobilidade e a habilidade de Dentinho seriam mais úteis do que a imobilidade de Ronaldo.

Tricolor no zero

Bem que o São Paulo poderia ter marcado ao menos um golzinho em Lima. Não só porque o adversário, o Universitário, é bem fraquinho, tecnicamente, e, mesmo sem jogar uma bola deslumbrante, o São Paulo criou três ou quatro boas oportunidades para chegar lá.

A coisa só se complicou um pouco pela expulsão de Richarlyson (mais uma), mas nada que ameaçasse seriamente o São Paulo.

Mesmo porque, dada a fragilidade dos peruanos, o Tricolor não deverá sofrer muito no Morumbi para seguir em frente na Libertadores.

Ah, Colorado…

Essa derrota por 3 a 1 para o Banfield, bom time mas sem nenhuma expressão em Libertadores (aliás, até mesmo no futebol argentino), não estava no cardápio do churrasco colorado.

Mas, nada de desespero. Aquele golaço de Kleber, que acabou expulso depois, vale ouro, pois permite ao Inter obter uma vitória, digamos, por 2 a 0, no Beira-Rio, placar perfeitamente plausível.

Que jogaço!

Como se esperava, pelo perfil dos dois times e de seus treinadores, Galo e Peixe ofereceram um espetáculo de gala num Mineirão em festa.

Ambos buscaram o gol o tempo todo e o resultado foram cinco, num festival de outros tantos perdidos: três para o Atlético, em noite de Diego Tardelli, e dois para o Santos, que, com isso, vai ao Pacaembu, no jogo de volta, de fronte erguida e com muitas chances de passar para a decisão da Copa do Brasil, sim, senhor.

Notas relacionadas:

  1. INVOCANDO O GÊNIO
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. CRUZEIRO E INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última