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Posts com a Tag Internacional

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 Copa Sul-Americana | 00:37

INTER, NILMAR E O CANECO

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O sofrido gol de Nilmar, no finzinho da prorrogação, não foi por acaso, embora todo o desenho da jogada possa sugerir o contrário. O gol de Nilmar, que deu ao Inter o primeiro título de um clube brasileiro da Copa Sul-Americana, na verdade, só podia ter sido de Nilmar, como timbre de nobreza a esse craque renascido tantas vezes das cinzas.

Desde que voltou de seu último longo estágio de recuperação, Nilmar vem jogando um bolão, cada vez mais fino, rodada a rodada do Brasileirão, rodada a rodada da Sul-Americana. E marcando gols providenciais, de canelça, de cabeça, no bate e rebate com este contra o Estudiantes, quando não irretocáveis pequenas obras-primas.

Nesta noite de quarta, por exemplo, foi sempre o jogador mais agudo de seu time, aquele que, leve e veloz, infiltrava-se na zaga inimiga com o perigo expresso nos dois pés. Sobretudo, numa noite de pouca inspiração de seu parceiro ilustre, o canhoto Alex, cuja substituição foi um equívoco do técnico Tite, embora Taison, seu substituto, tenha dinamizado o lado direito do Inter, zona morta até então.

Mas, é que Alex, num chute à meia ou longa distância, numa cobrança de falta, poderia definir um jogo tão enroscado para o Inter como esse, em que tomou o gol de Alayes aos 20 minutos do segundo tempo e deixou-se dominar até a metade da prorrogação.

Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, como dizia aquele apresentador japonês da TV Lusitânia, e o Inter meteu a mão no caneco transbordando de leite e mel. E é isso o que interessa neste momento de plena celebração. 

 

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA DO INTER
  2. INTER DE NILMAR
  3. INTER GUERREIRO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 26 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 23:31

INTER GUERREIRO

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Claro, nem poderia ser um espetáculo desses de deslumbrar o espectador pela técnica e habilidade dos jogadores. Era mais guerra do que jogo. E o Inter entrou para pelear, como dizem os gaúchos, com quatro zagueiros, três volantes e apenas D’Alessandro, Alex e Nilmar com a dupla tarefa de criar e concluir.

Não que o Estudiantes, em casa, tentasse se impor pela violência ou catimba. Ao contrário: tentou jogar a bola que não sabe. Quem se excedeu, na verdade, foi outro argentino, mas do Inter, o ótimo Guiñazu, que acabou sendo expulso justamente ainda no primeiro tempo.

O Colorado, porém, bem postado em campo, soube levar a diferença e chegou ao seu gol, de pênalti, com Alex, outro argentino, que revelou serenidade e talento quando o juiz mandou voltar a primeira cobrança.

Só uma hecatombe tira o título sul-americano do Inter, o primeiro na história do nosso futebol nessa competição.

PS: Desculpem mais esta falha, dentre centenas que cometo diariamente. Foi Alex, claro, o autor do gol do Inter. Explicar o erro não explica nada. Vi o jogo, de cabo a rabo, anotei Alex e escrevi D’Alessandro.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA DO INTER
  2. INTER, VASCO E GALO
  3. INTER, LÂMINA AFIADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 19 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 23:19

INTER DE NILMAR

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E, pela primeira vez, um time brasileiro chega às finais da Copa Sul-Americana, com todas as chances de levantá-la, pois o time pegou no breu, depois de tantas oscilações ao longo da temporada.

Prova disso, a fácil e categórica vitória do Internacional sobre o mexicano Chivas, no Beira-Rio: 4 a 0, com direito a dois gols de Nilmar, que está um aço e já merecendo um chamado para a Seleção.

Aliás, Nilmar é a figura emblemática desse Inter, que joga um futebol veloz e incisivo, a partir de seu meio-de-campo.

Se o Colorado mantiver o olhar fixo nessa competição, como até agora, dificilmente deixará de fechar o ano com uma celebração ao menos.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA DO INTER
  2. INTER, VASCO E GALO
  3. INTER, LÂMINA AFIADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana, Seleção Brasileira | 17:42

ALEX E NENA, DUAS CELEBRAÇÕES

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Bem que Dunga poderia ter chamado Alex de lado e lhe assegurado uma nova convocação, dispensado-o para defender o Inter no jogo decisivo pelas semifinais da Copa Sul-Americana contra o Chivas.

(Mesmo porque qualquer que venha a ser o novo treinador, se Dunga realmente cair, haverá de honrar esse compromisso, pois o rapaz joga muito).

Afinal, esse torneio passou a ser questão de vida ou morte para o Inter, de tão promissor elenco, e tão decepcionante campanha no Brasileirão.

Mas, mesmo sem Alex, o Inter tem tudo para ir ás finais.

Aliás, falando de Inter e de seu futuro, dou um mergulho no passado glorioso desse clube gaúcho para estender meus parabéns ao zagueirão Nena, último remanescente do Rolo Compressor, o inesquecível esquadrão de aço dos anos 40, na celebração de seus 85 anos de idade.

Não cheguei a vê-lo em ação nesse Inter memorável. Mas, o vi, e muito, atuando no mais poderoso time da história da Portuguesa de Desportos, da primeira metade dos anos 50, de Julinho, Brandãozinho, Djalma Santos, Pinga e cia. bela.

Nena era o zagueiro central daquele trio final, como se chamava na época a formação do goleiro com os dois zagueiros, um central, outro lateral: Muca; Nena e Noronha.

O paranaense Muca,que moço ainda foi encontrado morto num poço de sua fazenda, era um gato sob a trave. Dele guardo na memória um lance incomparável. Num jogo contra o Corinthians, Cláudio centrou na medida para Baltazar, o Cabecinha de Ouro, na pequena área, acertar um daqueles petardos de cabeça no cantinho esquerdo, onde Muca chegou não se sabe de onde para espalmar: Cláudio, que vinha fechando da direita, bateu cruzado no ângulo direito, com Muca ainda no chão. Pois, feito elástico, o bicho saltou do canto esquerdo para buscar a bola no ângulo direito. Pura mágica, mais do que acrobacia.

Noronha, Eduardo Noronha, era o veterano e celebrado lateral-esquerdo da mítica linha média do São Paulo dos anos 40 – Bauer, Rui e Noronha. Um dos maiores laterais-esquerdos da história do nosso futebol, abaixo apenas da Enciclopédia e de Júnior, na minha modesta opinião.

Mas, Nena era quem comandava a área, com força e elasticidade tanto no desarme embaixo como no cabeceio. Era uma figura imperial, negro de porte altivo, que chegava firme mas sabia roubar a bola com técnica e passá-la com estilo para os companheiros.

Grande Nena!

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, BOTA E INTER
  2. INTER, VASCO E GALO
  3. VESGA ÉTICA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 13 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 15:39

INTER, LÂMINA AFIADA

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Vendo o Inter bater o Chivas por 2 a 0, em pleno estádio Jalisco ais aumenta a perplexidade diante de sua pífia campanha no Brasileiro. Pífia, na relação entre o potencial desse elenco e os fracos resultados obtidos na competição nacional.

E não porque simplesmente o Colorado venceu um jogo difícil. Nada disso. O que impressionou foi a forma como o fez, numa combinação exata de força, técnica e habilidade, com destaque para a dupla de ataque de fina lâmina a rasgar a defesa inimiga em golpes rápidos e mortíferos: Nilmar e Alex, não por acaso, os autores dos dois golaços.

Sim, o Chivas tem se especializado nesta temporada a perder em casa, assim como a meta colorada esteve a pique de cair por três vezes – atacante mexicano, a bola e o goleiro, as três pra fora.

Mas, o Inter jamais se deixou intimidar, e, sempre que tinha a posse de bola, saía para o ataque, criando mais duas chances claras, além dos gols consignados e aquele em que o bandeira deu impedimento que não havia de Nilmar.

Grande resultado, ótimas expectativas para a conquista da Sul-Americana e um Ano Novo mais condizente com a qualidade desse time.   

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, BOTA E INTER
  2. A VITÓRIA DO INTER
  3. INTER, VASCO E GALO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 11 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana | 14:40

INTER, VASCO E GALO

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A rodada desta noite de quarta confunde duas competições: o Brasileirão, com Galo e Vasco, e a Sul-Americana, com o Inter, em Gualajara, enfrentando o Chivas.

No confronto doméstico, o Vasco vai ao Mineirão com uma dose extra de esperança em meio ao temor pelo descenso que ainda ronda São Januário, apesar da escalada cruzmaltina nas últimas rodadas, sem Alex Teixeira, cujo estilo, segundo o técnico Renato Gaúcho, não tem correspondência no elenco. No seu lugar, joga Edmundo, que anda muito susceptível ultimamente.

Já o Galo, praticamente fora da órbita da morte, quer firmar posição, com seu jovem time, afora as exceções Pet e César Prates. É jogo pra se ver.

Quanto ao Colorado, se não terá D’Alessandro, abatido por rango vesgo, conta com a má campanha do Chivas em casa nesta temporada. Como o Inter está de olho firme nessa disputa, a vitória cresce na expectativa geral.

É torcer e esperar. 

Notas relacionadas:

  1. E O SÃO PAULO CHEGOU
  2. PALMEIRAS, BOTA E INTER
  3. A VITÓRIA DO INTER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 4 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 14:32

PALMEIRAS, BOTA E INTER

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Pelo visto, Luxemburgo resolveu jogar a toalha na Copa Sul-Americana. Afinal, enviou uma delegação de apenas catorze jogadores para Buenos Aires, com vistas ao jogo contra o Argentino Juniors, na noite desta quarta-feira.

O grosso da turma ficou por aqui mesmo, treinando, de olho no Grêmio, jogo-chave para ambos na corrida em direção á taça do Brasileirão. Mas, pelo sim, pelo não, Luxa não mandou pra lá a rebarba, não. Aqui e ali preencheu com alguns titulares, como Kleber, que não poderá enfrentar o Grêmio, Denílson, seu décimo-segundo jogador, Martinez e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quer dizer: jogou a toalha mas não muito longe: um pé em cada canoa, na esperança de que as duas se mantenham à tona.

Já Botafogo e Inter não podem se dar a esse luxo. Para os dois, que têm ralas chances de chegar até mesmo à zona da Libertadores, o negócio é tentar salvar os dedos nesta temporada. Nesse sentido, a Copa Sul-Americana vem a calhar.

Dos dois, o Inter é o que está um passo à frente, embora seu adversário, na quinta à noite, seja um papão de títulos internacionais como poucos neste hemisfério – o Boca. Mas, será o Boca mesmo? Pois, no Beira-Rio, foi um Boca reserva e o Colorado soube se aproveitar disso e fazer o placar que lhe dá boa vantagem lá: 2 a 0. 

Quanto ao Botafogo, que pega o Estudiantes, na quarta, a desvantagem é significativa, pois perdeu a primeira, na Argentina, por 2 a 0. E o Estudiantes, embora não seja aquele bicho feroz dos anos 70, tem lá seus Veróns que provocam muito calor em qualquer adversário, mesmo jogando no Engenhão.

Enfim…

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 20:47

E O SÃO PAULO CHEGOU

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Com o empate do Grêmio e a incrível derrota do Cruzeiro, cabe ao Palmeiras, que bateu o Santos, na Vila, por 2 a 1, com aquele gol salvador de Léo Lima, no fim, dar o primeiro passo. Tudo ainda é possível, mas começa a ficar improvável.

Por Milton Trajano
Por Milton Trajano

É aquela velha história: deixaram o São Paulo chegar; agora, vão ter de gramar para desalojá-lo da liderança isolada. Pois, o São Paulo chegou e chegou firme, metendo 3 a 0 no Internacional (ainda que um mistão do Colorado) com categoria – seguro na defesa e insinuante no ataque.

Improvável porque, segundo os analistas da tabela de jogos do Brasileirão, de todos os candidatos ao título, o São Paulo é aquele que mais se beneficia da sequência programada. Entre outras coisas, porque é o único que não terá de cruzar com os rivais do G-5.

Mas, isso seria até irrelevante se o time não estivesse crescendo tanto nesta hora tão propicia. Nem falo da vitória em si sobre o Inter, mas, sim, do jeito como se comportou o São Paulo nas últimas rodadas – com autoridade. Ao contrário, por exemplo de Grêmio, Cruzeiro e até mesmo o Palmeiras, que foi dominado a maior parte do tempo pelo Santos.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

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