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	<title>Blog do Alberto Helena Jr. &#187; Internacional</title>
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	<description>futebol, comentários, jogos, partidas e tabelas</description>
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		<title>O GÊNIO DO MAL</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Nov 2009 18:50:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Futebol internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[‘&#8230;, pero que las hay, las hay!”
Não creio nas teorias conspiratórias – essas que correm de boca em boca entre imensa massa de torcedores -, ou seja: um plano bem arquitetado, nascido lá em cima na cabeça de  alguma figura sinistra, envolta nas sombras dos bastidores da CBF, cujas artimanhas escorrem por intrincados labirintos [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>‘&#8230;, pero que las hay, las hay!”</p>
<p>Não creio nas teorias conspiratórias – essas que correm de boca em boca entre imensa massa de torcedores -, ou seja: um plano bem arquitetado, nascido lá em cima na cabeça de  alguma figura sinistra, envolta nas sombras dos bastidores da CBF, cujas artimanhas escorrem por intrincados labirintos até chegarem ao campo de jogo, favorecendo este ou prejudicando aquele.</p>
<p>Mas, creio, sim, em manipulação de resustados, suborno de juízes, de técnicos, de jogadores, e todas essas mutretas que a história do futebol registra até com certa abundância.</p>
<p>Ainda outro dia, tivemos o caso Edílson, que, embora uma averiguação dos jogos por ele apitados, segundo alguns, não sugerisse manipulação, foi comprovado, sem réstia de dúvida, que o famigerado elemento, para usar um jargão policial, estava mancomunado com um site de apostas com o fito de forjar resultados, se necessário.</p>
<p>Agora mesmo, a Uefa está investigando uma rede de corrupção no futebol daquele continente  englobando vários países, sobretudo do Leste Europeu, que, com a pulverização do regime comunista, propiciou a criação de fortunas imensuráveis, de origem nebulosa, para dizer o mínimo, logo carreadas para o futebol, transformado em mega máquina de lavagem de dinheiro multiplicado à margem da lei.</p>
<p><strong>Até tu?</strong></p>
<p>Nesse rolo está o Honved, clube criado pelo Ministério dos Esportes da Hungria, na virada dos anos 40/50, para servir de quartel general àquela Seleção Magiar encantada de Puskas, Czibor, Kocsis, Hiddegukti e tantos outros craques inesquecíveis.</p>
<p>Eram os tempos do amadorismo marrão por trás da Cortina de Ferro. Oficialmente, era proibido o jogador receber salário para jogar bola.</p>
<p>Então, o governo transformava-os em funcionários públicos. Puskas, por exemplo, que nunca empunhou um canivete sequer, levava nos ombros a patente de coronel do Exército Húngaro, recebendo o estipêndio correspondente ao seu grau na hierarquia militar de seu país.</p>
<p>Hoje, não. Hoje, o futebol é esse macro indústria de espetáculos, que gera e gira montanhas de dinheiro, circulando por sofisticada rede de interesses os mais diversos possíveis: vai desde a área da construção à indústria de materiais esportivos, passando pela TV, pela comercialização de jogadores e de cartões de crédito, bancos, o diabo a quatro.</p>
<p>Obviamente, a grande maioria desses negócios é legítima, caso contrário, o mundo estaria mergulhado no caos absoluto, um planeta deserto de leis e fiscais. Apesar de todas as nossas mazelas, não é assim. Prova disso, a ação em curso pela Uefa.</p>
<p><strong>Prêmio Golbery</strong></p>
<p>Mas, em qualquer setor onde role tanta grana, medra a cupidez que pode levar à malandragem e todas as consequências de hábito.</p>
<p>Quanto a nós, fico aqui imaginando a quem convém a presente situação do Brasileirão: há duas rodadas do seu final, quatro candidatos diretos ao título, mais dois, indiretos. Se era pra beneficiar este ou aquele clube, a situação era para estar decidida já há algumas rodadas, que diabo! Mas, se o objetivo era criar essa situação inédita na história do nosso futebol, então, precisamos descobrir esse misterioso gênio do mal, capaz de orquestrar tão refinada trama, envolvendo meios de comunicação, a juizada, o STJD, a CBF e até os gandulas.</p>
<p>Descobrindo-se tão astuto personagem, haveríamos de conceder-lhe o Prêmio Golbery de Maquiavelismo Tapuia.</p>
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		<title>NEM POR BAIXO, NEM POR CIMA</title>
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		<pubDate>Tue, 24 Nov 2009 17:44:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Palmeiras]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>

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		<description><![CDATA[Se o estado anímico, moral da tropa, nervos, seja lá como queira o amigo definir essa sensação impalpável mas tão perceptível no rolar da bola, passa a ser decisiva neste instante final do campeonato, o Inter voltou à cena da disputa com essa vantagem: é o que colheu o fruto mais doce da última rodada, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Se o estado anímico, moral da tropa, nervos, seja lá como queira o amigo definir essa sensação impalpável mas tão perceptível no rolar da bola, passa a ser decisiva neste instante final do campeonato, o Inter voltou à cena da disputa com essa vantagem: é o que colheu o fruto mais doce da última rodada, e, claro, pode surpreender na reta final.</p>
<p>Mas, se assim fosse, era de se esperar que o Flamengo tivesse massacrado o Goiás no Maracanã, e não conseguiu mais que um empate sem gols.</p>
<p>Aliás, o caso do Inter talvez seja o mais emblemático – tido e havido, com toda razão, um dos favoritos no início do torneio, por causa de seu elenco de primeira, quando mais se apostava nas suas chuteiras, refluía, e, quando era descartado, renascia, como agora.</p>
<p>Na verdade, este Brasileirão tem sido tão errático e imprevisível, que podemos chegar à última rodada com São Paulo, Flamengo, Inter e Palmeiras empatados todos com o mesmo número de pontos, fato absolutamente inédito no nosso futebol, quiçá, no mundo. Mesmo porque, além desses quatro, os mineiros Galo e Raposa, na planilha dos números, também podem levantar a taça, numa reviravolta – das tantas – nestas duas últimas rodadas.</p>
<p><strong>Na média</strong></p>
<p>O que, porém, construiu esse cenário incrível? Certamente, não foi uma excelência ímpar dos postulantes ao título. Isto é: quatro esquadrões excepcionais que se nivelaram por cima, arrasando todos os adversários até à chegada derradeira. Nada disso. Ao contrário: a sensação que se espalhou entre mídia e torcida em geral é a de que ninguém quer ser campeão, tantos os tropeços deles todos em momentos cruciais de definição do panorama do campeonato.</p>
<p>Mas, então, será pela altíssima qualidade dos demais dezesseis participantes do certame que se transfiguraram e passaram a ser um osso mais duro de roer? Também não, pelo que se pôde verificar ao longo de todo o campeonato.</p>
<p>Há, sim, um nivelamento técnico entre os piores e os melhores colocados na tabela, nem por baixo, nem por cima, simplesmente, na média. Tanto, que a diferença de pontos conquistados entre os últimos e os primeiros é relativamente pequena, se levarmos em conta que uma vitória vale por três empates.</p>
<p>Quer dizer: se um time ganhar uma, perder outra e empatar a terceira somará um ponto a mais do que aquele que conquistar uma série invicta de três jogos empatados.</p>
<p><strong>Líder e lanterna</strong></p>
<p>O São Paulo, líder ainda, com as maiores possibilidades de obter o feito histórico, talvez jamais alcançável, do tetra seguido, pois leva um ponto de vantagem sobre o Flamengo, nem de longe pode ser considerado um timaço, desses que servem de base à Seleção Brasileira e tal e cousa e lousa e maripousa, como vários que ostentou no passado. E o Sport, já rebaixado, nem de longe pode ser considerado um timinho, fadado ao descenso pela própria natureza, pois ainda outro dia estava na crista da onda, disputando Libertadores e outros bichos.</p>
<p>Por tudo isso, é praticamente impossível prever o desdobramento das duas rodadas restantes.</p>
<p><strong>OS MELHORES</strong></p>
<p>Dunga anunciou, no Museu do Futebol, a lista tríplice dos melhores do campeonato, prêmio a ser conferido pela CBF, ao fim do Brasileirão. Há distorções claras em vários agrupamentos, tipo Diego Souza e Cleiton Xavier disputando a mesma posição, quando todos sabem que ambos dividem funções diferentes no seu Palmeiras. É o caso, também, de Sandro e Guiñazu, do Inter.</p>
<p>Este ano, pela primeira vez, não recebi da CBF o formulário. E se fosse escalar meu time, nestas alturas de tantas indefinições, seria este: Marcos; Vítor, André Dias, Miranda e Júlio César (Goiás); Hernanes, Diego Souza, Pet  e Marquinhos (Avaí); Diego Tardelli e Adriano.</p>
<p>Quanto ao melhor técnico, meu coração balança entre Andrade, que comandou com simplicidade e talento a arrancada recente do Fla, e Paulo Silas, o timoneiro de um Avaí desacreditado que tirou seu time da lanterna para brigar por uma vaga na Libertadores. Já o craque da galera, cravo seco em Petkovic.</p>
<p><strong>FLU NAS ALTURAS</strong></p>
<p>O Fluminense vive uma situação inusitada. Pela primeira vez, no Brasileirão, passou a depender apenas dele mesmo para escapar do rebaixamento, depois de prodigiosa arrancada, a partir da volta de Fred ao time; mas, justamente agora, na hora H, tem de se deslocar para as alturas de Quito, em busca de um resultado que lhe permita sonhar com a conquista da Copa Sul-Americana, no jogo de volta, no Maracanã. Imagine o desgaste que sobrevirá para os dois jogos que lhe restam no Brasileirão&#8230;</p>
<p><strong>ERREI, SIM&#8230;</strong></p>
<p>Peço mil desculpas aos leitores e telespectadores do Bem, Amigos pelo erro de interpretação em relação ao gol do Botafogo. Não percebi que o cruzamento havia sido disparado pelo mesmo Jobson que colheu, assim, o rebote da zaga tricolor, em posição legalíssima.</p>
<p>E já paguei um preço alto, levando um baile do meu querido Arnaldo César Coelho em público, baile que aplaudo com prazer.</p>
<p>Acontece. E acontecerá, não tenham dúvidas, pelo qual já peço perdões futuros.</p>
<p>Por essas e outras é que procuro ver com olhos o mais desarmados possíveis, as lambanças e acertos da juizada nestes campos do infinito futebol.</p>
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		<title>A PERPLEXIDADE DE MURICY</title>
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		<pubDate>Mon, 19 Oct 2009 19:01:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.
Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.</p>
<p>Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.</p>
<p>Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.</p>
<p>Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.</p>
<p>Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.</p>
<p>Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.</p>
<p>Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.</p>
<p>Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal&#8230;</p>
<p>Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.</p>
<p>Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.</p>
<p><strong>VELHINHOS PIMPÕES</strong></p>
<p>Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.</p>
<p>Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.</p>
<p>Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.</p>
<p>Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.</p>
<p>Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.</p>
<p>Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.</p>
<p>Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.</p>
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		<title>A QUEDA DE TITE</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 18:59:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Clubes brasileiros]]></category>
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		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Tite]]></category>

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		<description><![CDATA[Era inevitável: depois de meia dúzia de insucessos seguidos, o que rebaixou o Inter de forte candidato ao título a mero pretendente a uma vaga na Libertadores, o técnico Tite foi demitido.
Tite, embora tenha montado esse time campeão gaúcho e vice da Copa do Brasil, que tantas esperanças semeou no início da temporada e que se [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era inevitável: depois de meia dúzia de insucessos seguidos, o que rebaixou o Inter de forte candidato ao título a mero pretendente a uma vaga na Libertadores, o técnico Tite foi demitido.</p>
<p>Tite, embora tenha montado esse time campeão gaúcho e vice da Copa do Brasil, que tantas esperanças semeou no início da temporada e que se manteve firme lá no topo da tabela por quase todo o Brasileirão, nunca foi a menina dos olhos da torcida colorada. Ao contrário: mesmo na melhor fase do Inter, era duramente questionado por grande parte da galera &#8211; entre outras coisas, ranços da eterna rivalidade com o Grêmio, muito identificado com o treinador dispensado.</p>
<p>Mas, o que mais se questionava era sua aparente falta de ousadia na formação do time e nas substituições ao longo das partidas. Afinal, mesmo depois da perda de dois jogadores valiosos &#8211; Alex e Nilmar -, o Inter se manteve á tona. Só que, na hora de dar o bote decisivo, de partir pra valer em direção ao título, refluiu.</p>
<p>A gota d&#8217;água, sem dúvida, foi a derrota para o Coritiba, por 2 a 0. Uma derrota fruto mais da imposição anímica do Coritiba do que por eventuais superioridades técnicas.</p>
<p>Na transmissão pela Sportv, Milton Leite e Maurício Noriega tocaram na ferida: o Coritiba exalava vontade de vencer; o Inter, burocraticamente, esperava o tempo passar. E o tempo passou, sobretudo para Tite no Inter.</p>
<p>E agora? Bem, o Colorado tem duas alternativas à sua frente: uma, imediata; outra, mais a longo prazo.</p>
<p>Se quiser ainda buscar a faixa de campeão brasileiro, ou mesmo recuperar sua vaga na Libertadores, o que  está ao seu alcance, terá de chamar um técnico menos afeito às táticas e mais motivador, para mexer com a cabeça e a alma do time. Um desses técnicos de tiro curto, que chegam, chacoalham o elenco e obtêm efeitos imediatos, mesmo que não tenham estofo para longas empreitadas.</p>
<p>Mas, se considerar que o mais importante é investir num treinador de renome, estrategista e tal e cousa e lousa e maripousa, melhor seria promover o auxiliar mais habilitado, e tramar com calma a escolha e a contratação do novo técnico efetivo, pensando já na próxima temporada.</p>
<p>De resto, é esperar que os próprios jogadores tomem tento da situação e se desdobrem em campo, qualquer que seja o novo treinador, para impor sua melhor técnica, o que não é nenhuma tarefa impossível.</p>
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		<title>VERDÃO, NO TRONO</title>
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		<pubDate>Mon, 05 Oct 2009 00:05:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
		<category><![CDATA[Futebol internacional]]></category>
		<category><![CDATA[Campeonato Inglês; Arsenal; Manchester United; Chelsea;]]></category>
		<category><![CDATA[Coritiba]]></category>
		<category><![CDATA[Flamengo]]></category>
		<category><![CDATA[Fluminense]]></category>
		<category><![CDATA[Internacional]]></category>
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		<description><![CDATA[
O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.
E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.
Mas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center"><img class="aligncenter size-large wp-image-11662" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/10/27rodada.jpg" alt="27rodada" width="480" height="350" /></p>
<p>O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.</p>
<p>E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.</p>
<p>Mas, o Palmeiras estava bem postado e empatou logo em seguida, com Diego Souza, o nome do jogo, de cabeça, para ampliar aos 28, com Robert, que entrara no lugar de Obina.</p>
<p>Por fim, Love sacramentou os 3 a 1, numa bela trama de Cleiton Xavier e Robert, que limpou do goleiro, antes de o artilheiro empurrar para as redes vazias.</p>
<p>Assim, o Palmeiras permanece na liderança, com folga, com pinta de quem não irá entregar o ouro facilmente, enquanto o Santos segue patinando lá pelo meio da tabela.</p>
<p><strong>OS PERDEDORES</strong></p>
<p>Os grandes perdedores desta rodada foram, sem dúvida Goiás e Inter.</p>
<p>O Goiás, que levou de 3 a 1 em pleno Serra Dourada, na maior surpresa deste fim-de-semana, pelo menos se mantém ali na órbita da clasificação para a Libertadores.</p>
<p>Mas, o Inter caiu fora da zona de classificação e começa a ver o líder Palmeiras com a perspectiva embaçada. O diabo é que não se trata de um tropeço esporádico, desses que podem acontcer com qualquer um, como, por exemplo, parece ter ocorrido com o Goiás, pois o Inter vem somando insucessos um atrás de outro, depois de um fulgurante momento no campeonato.</p>
<p>O último, esse diante do Coritiba no Couto Pereira, por 2 a 0, quando foi dominado a maior parte do tempo pelo Coxa, que poderia tre ampliado o escore, casa Marcelinho Paraíba alcançasse aquela bola que zunia a meta desguarnecida do Colorado.</p>
<p>Ou muito me angano, ou o Beira-Rio va pegar fogo.</p>
<p><strong>A FESTA CONTINUA</strong></p>
<p>No embalo da escolha para sede da Olimpíada, o Rio invadiu o Maracanã, no mais clássico dos clássicos brasileiros &#8211; o Fla-Flu.</p>
<p>Só que desta vez, a festa não foi de todos os cariocas, só dos rubro-negros, que mais uma vez revrenciaram o Imperador, autor dos dois gols da vitória do Fla sobre o Flu, que segue cada vez mais lanterna do campeonato.</p>
<p>Em contrapartida, o Flamengo já começa a rondar a zona da Libertadores, com todo o potencial para lá chegar, no final das contas.</p>
<p>Pois, além do Imperador, tem Pet, tem Zé Roberto em plena recuperação anímica e técnica e tem esse timoneiro tranquilo, capaz de tocar o barco em meio às recorrentes ondas de euforia e depressão que costumam invadir a Gávea &#8211; Andrade.</p>
<p><strong>INGLESANDO</strong></p>
<p>O Arsenal levou 1 a 0, empatou, levou 2 a 1 e, em seguida, despejou um caminhão de gols sobre o Blackburn – 6 a 2, numa tarde de gala do armador Fabregas. Foi um shoew de toque-toque do Arsenal, mesmo quando perdia o jogo, que dirá quando passou a vencer. Dá gosto ver esse time jogar.</p>
<p>Já o Manchester vacilou, e só conseguiu empatar seu jogo com o Sunderland, em pleno Old Trafford. E empatou no finalzinho, com um gol canhestro de Evra, embora o seu primeiro, de Berbatov fosse uma pintura – um voleio vertiginoso.</p>
<p>Quem não vacilou foi o Chelsea, que, no clássico com o Liverpool, meteu 2 a 0, em plena inspiração de Drogba, e assumiu a liderança do campeonato mais gostoso de se ver, seja pela técnica, seja pelo empenho, seja pela emoção presente o tempo todo, e qualquer jogo.</p>
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		<title>JOGANDO NO COLO ALHEIO</title>
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		<pubDate>Thu, 01 Oct 2009 23:12:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.</p>
<p>Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.</p>
<p>É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “&#8230;E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris&#8230;” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.</p>
<p> O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.</p>
<p>Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.</p>
<p>Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.</p>
<p>Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.</p>
<p>Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico</p>
<p><strong>BRASIL OLÍMPICO</strong></p>
<p>Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.</p>
<p>O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.</p>
<p>E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.</p>
<p>Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama&#8230;</p>
<p>Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.</p>
<p>De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.</p>
<p>Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.</p>
<p>Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?</p>
<p>Quem sabe? Oremos, irmão, oremos&#8230;</p>
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		<title>RODADA DE FOGO</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 21:12:04 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.</p>
<p>Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores &#8211; Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.</p>
<p>Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.</p>
<p><strong>O MAJESTOSO</strong></p>
<p>Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.</p>
<p>Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços &#8211; Edno e Defederico &#8211; depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.</p>
<p>Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.</p>
<p><strong>INTER E FLA</strong></p>
<p>O Inter é o <em>bão</em>, mas o Flamengo é o <em>marvado, </em>como se diz por esse interiorzão afora<em>. </em></p>
<p>Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.</p>
<p>Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.</p>
<p>Jogo de chispas e barulhos.</p>
<p><strong>GALO E PEIXE</strong></p>
<p>Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe  tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.</p>
<p>Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.</p>
<p><strong>NO SERRA DOURADA</strong></p>
<p>Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.</p>
<p>O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.</p>
<p><strong>PÊNALTIS E CIVILIDADE</strong></p>
<p>Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.</p>
<p>Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.</p>
<p>A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.</p>
<p>Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.</p>
<p>Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro &#8211; em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.</p>
<p>Ponto final.</p>
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		<title>UM APERTO SÓ</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Sep 2009 22:05:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Eis um placar fatal para os líderes: 3 a 2. O Palmeiras levou de 3 a 2 do Vitória, no Barradão; o Inter, pelo mesmo resultado, do Cruzeiro, no Beira-Rio.
Os números em si não dizem muita coisa. Afinal, o Vitória bem pode bater o Palmeiras em casa como o Cruzeiro arrancar uma vitória do Inter [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eis um placar fatal para os líderes: 3 a 2. O Palmeiras levou de 3 a 2 do Vitória, no Barradão; o Inter, pelo mesmo resultado, do Cruzeiro, no Beira-Rio.</p>
<p>Os números em si não dizem muita coisa. Afinal, o Vitória bem pode bater o Palmeiras em casa como o Cruzeiro arrancar uma vitória do Inter no Beira-Rio. Mas, nas circunstâncias atuais do Brasileirão, levaram o líder e o vice a um aperto extra, com a chegada do São Paulo no topo da tabela.</p>
<p>Na verdade, foram dois jogos emocionantes, cujos resultados beneficiaram aqueles que tiveram maior equilíbrio em campo. O Inter pressionou mais, mas o Cruzeiro, com Gilberto marcando dois gols e o compasso de sua equipe, foi mais incisivo e sólido, no conjunto.</p>
<p>No Barradão, então, o Palmeiras recorrendo à formação com três zagueiros e dois volantes praticamente entregou o domínio do meio de campo ao Vitória, que chegou a disparar 3 a 1 no placar com toda justiça, antes de Robert, no finzinho, reduzir, de cabeça. </p>
<p>Assim, formou-se o bolo no topo da tabela, sem falar que o Galo se recuperou e o Corinthians ainda pode avançar mais um pouco nessa direção, quarta-feira. Vai pegar fogo. Por enquanto, é só faísca.</p>
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		<title>PALMEIRAS, INTER E SÃO PAULO</title>
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		<pubDate>Sun, 06 Sep 2009 23:53:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
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No sábado, o Palmeiras confirmou sua liderança isolada, batendo o Barueri por 2 a 1, na estreia de Vágner Love, que já logo foi fazendo o seu, de pênalti, em marcação, no mínimo, duvidosa.
Love ainda obviamente está buscando seu espaço ao lado dos novos companheiros, e o Palmeiras, mal no primeiro tempo, melhorou no segundo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/cruzeiro1x2sp.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11535" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/cruzeiro1x2sp.jpg" alt="" width="500" height="360" /></a></p>
<p>No sábado, o Palmeiras confirmou sua liderança isolada, batendo o Barueri por 2 a 1, na estreia de Vágner Love, que já logo foi fazendo o seu, de pênalti, em marcação, no mínimo, duvidosa.</p>
<p>Love ainda obviamente está buscando seu espaço ao lado dos novos companheiros, e o Palmeiras, mal no primeiro tempo, melhorou no segundo e mereceu o placar, embora, como se esperava, o Barueri fosse um osso duro de roer.</p>
<p>No domingo, o São Paulo foi ao Mineirão e arrancou uma vitória de ouro sobre o Cruzeiro, de virada: 2 a 1, graças às duas dubstituições feitas por Ricardo Gomes no segundo tempo: as entradas de Marlos e Borges, autores dos dois gols tricolores – o primeiro, de cinema.</p>
<p>E, enquanto o Goiás não conseguia superar o Coritiba em casa, o Inter foi a Florianópolis, venceu o forte Avaí e ainda por cima deu espetáculo, mesmo com dois jogadores a menos.</p>
<p>Mais do que isso: vai ratificando aquela ideia inicial de que se trata do melhor elenco do campeonato. Se vai ser campeão, é outro departamento. Mas, que tem bala para tanto, ah, disso não resta a menor dúvida.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>O INTER CHEGOU</title>
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		<pubDate>Thu, 03 Sep 2009 03:18:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Alberto Helena jr.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Campeonato Brasileiro]]></category>
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O Inter fechou, finalmente, o primeiro turno vencendo o Galo, em casa, por 3 a 0, com direito a dois gols do recém chegado Edu, e se fixa na cola do líder Palmeiras, jogando uma bola redondinha, sobretudo depois da entrada de D’Alessandro, no segundo tempo.
Houve um momento, na etapa final, em que o Colorado [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/corinthians2x1santos.jpg"></a><a href="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/charge-primeiro-turno.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-11527" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/charge-primeiro-turno.jpg" alt="" width="500" height="360" /></a></p>
<p>O Inter fechou, finalmente, o primeiro turno vencendo o Galo, em casa, por 3 a 0, com direito a dois gols do recém chegado Edu, e se fixa na cola do líder Palmeiras, jogando uma bola redondinha, sobretudo depois da entrada de D’Alessandro, no segundo tempo.</p>
<p>Houve um momento, na etapa final, em que o Colorado fez a bola circular de pé em pé por tanto tempo que o grito de olé! passou a ser inevitável.</p>
<p>Assim, o Inter chega na boca do funil da disputa com todas as chances de, no fim das contas, chegar lá, sim senhor. Nem tanto pelos pontos obtidos, mas, sobretudo, pela forma como vem jogando.</p>
<p><strong>VIRADA A LA TIMÃO</strong></p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-11528" src="http://colunistas.ig.com.br/albertohelenajr/files/2009/09/corinthians2x1santos.jpg" alt="" width="500" height="360" /></p>
<p>E o Corinthians, como se timbrasse a tradição de time das viradas, no despertar das celebrações de seu centenário, virou o clássico com o Santos, por 2 a 1, gols de Chicão, contra e a favor, e de Bill.</p>
<p>Muito por seu esforço, embora sem brilho, a não ser na troca de passes vertiginosa no segundo gol, já aos 43 minutos do segndo tempo. E muito, também, porque o Santos, depois de abrir o placar, recuou inexplicavelmente, expondo seu lado mais fraco – a defesa.</p>
<p>O Santos, dessa forma, continua naquela cadência – um passo à frente, outro atrás. E o Corinthians, mesmo desfalcado entre tantos da estrela da companhia – Ronaldo -, segue cortejando a zona nobre da tabela. Tudo porque, com desfalques ou não, com craques ou sem craques, o técnico Mano Menezes não abre mão de seu esquema voltado mais para o ataque do que para a defesa.</p>
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