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sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 Campeonatos Estaduais | 16:33

DOMINGO DE CLÁSSICOS

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Domingo de clássicos no Paulistão, Gauchão e Cariocão.

O mais tradicional e renhido, sem dúvida, será o Gre-Nal, cuja tabela imprevidente marcou para este início de temporada quando os times ainda estão tateando em busca das melhores formações e de um ritmo adequado ao tamanho de ambos.

O Grêmio foi o que mais se reforçou (aliás, continua ainda em busca de novas caras). Mas, acaba de perder um jogador precioso – Douglas. É verdade que, para a função de Douglas, tem Marco Antônio, ainda em fase de adaptação ao seu novo time.

O diabo é que o Grêmio não conseguiu pegar no breu e a torcida já começa a pegar no pé do técnico Caio Jr. Eis, pois, a chance de o técnico dar a volta por cima, em pleno Olímpico. Ou cavar mais uns palmos na sua iminente sepultura.

Já o Inter, que vem de dura viagem da Colômbia, amenizada, claro, pela passagem para a fase de grupo da Libertadores diante do Once Caldas, está mais bem definido. Não devem jogar, porém, Dagoberto, Nei e Tinga. Mas, lá estarão D’Alessandro, Oscar e Leandro Damião, três promessas de bom jogo.

Mas, como sempre, nada é definitivo nesse eterno Gre-Nal.

A VEZ DO VERDÃO

Essa é a grande chance de o Palmeiras, que vem cumprindo opaca campanha no Paulistão, a exemplo do segundo semestre do ano passado, ganhar moral para dar aquele salto de qualidade tão esperado por sua torcida.

Sobretudo, depois que puder contar com o centroavante Barcos, ainda enroscado nos meandros das negociações com a LDU.

Sim, porque time por time o Santos é bem superior ao Palmeiras. Sucede que o Peixe está dando seu segundo passo depois das férias, e o primeiro foi um pálido empate com o Oeste, no meio de semana.

O próprio técnico Muricy anunciou, depois do jogo de quinta, que seu time ainda não está devidamente preparado para um clássico desse porte.

O que anima um pouco a turma da Vila é que Neymar e Ganso voltaram nos trinques. E eles podem suprir, com seus respectivos talentos, os demais problemas da equipe.

BOTA E FLAMENGO

O Botafogo, sob o comando de Osvaldo de Oliveira, ainda não conseguiu engrenar no Cariocão, e o Flamengo, sem comando, é um dilema para o clássico carioca deste domingo: será um time mais aguerrido e solto, pela saída de Luxemburgo, que teria problemas com o tal grupo, ou, ao contrário, com os jogadores atados à ânsia de provar que podem dar conta do recado sem um treinador de renome no banco?

Bem, pelo menos um deles, Ronaldinho, que foi bem na vitória sobre o Potosi, com direito a golaço no finzinho da partida, terá de assumir, em campo, o comando da equipe, e mostrar a que veio.

DOUGLAS NO PARQUE

Na impossibilidade da vinda de Montillo, o Timão foi buscar de volta o meia Douglas, que tanta falta andou fazendo no Parque.

Sim, sei bem, que parte da torcida corintiana não engolia o futebol brilhante, mas, intermitente de Douglas, apesar de ele ter sido o principal jogador do time na campanha da Segundona e o assistente exato para a breve e fulgurante passagem de Ronaldo Fenômeno pelo Corinthians.

A propósito de Douglas, lembro Sócrates, quando de sua chegada ao Corinthians, no final da década de 70. Aparentemente lento, cerebral, seu futebol conflitava com a tradicional trepidação da Fiel nas arquibancadas.

E as primeiras vaias se sucederam em manifestações até violentas da torcida contra o Dr., que, certa noite, preso nos vestiários do Pacaembu, com a galera irada à porta pedindo sua cabeça, calmamente me revelou: “Vou ensinar esse pessoal a torcer”.

Dali em diante, punha a bola no chão, e, sinalizava para a torcida quando devia esperar o desfecho do lance ou quando devia vibrar. E o Corinthians foi campeão com um futebol de primeira, o que não ocorria desde duas décadas antes.

A ESTREIA DE JADSON

Jadson, a principal contratação do São Paulo nesta temporada, finalmente estreia contra a Ponte Preta, em Campinas.

Enfim, o Tricolor ganha um meia capaz de articular com senso o ataque, que, por sua vez, carecerá da presença de Luís Fabiano, ainda no estaleiro.

Mas, se não tem tu, vai tu mesmo, como diz o malandro. E o tu, aqui, chama-se William José, um garotão taludo, bom no cabeceio e no chute a média distância, autor do gol de empate no jogo do meio de semana, contra o Guarani.

O menino tem potencial, sem ser um craque, longe disso. E poderá se beneficiar muito da presença de Jadson no meio de campo. Portanto, calma com o andor, tricolino amigo.

LUXA TRAÍDO

Luxemburgo, afinal, se abriu publicamente: foi traído pela proverbial indecisão da presidenta do Flamengo, que se deixou levar pelas más línguas.

Isso é evidente, tá na cara.

Por outro lado, está na hora de Luxemburgo – e digo isso como amigo – parar e repensar sua vida.

Luxa já acumulou patrimônio suficiente para não mais depender do futebol pelo resto da vida, segundo se sabe. Portanto, pode se dar ao luxo de optar entre retomar sua carreira como técnico de futebol num nível superior ao dos últimos tempos, ou simplesmente preservar para a história tudo o que conquistou nos tantos anos de brilho e eficiência anteriores à atual fase, e ficar no bem-bom.

Se decidir por seguir adiante na profissão que lhe deu fama e fortuna, então que parta para ser o melhor dos melhores. Vá estudar inglês, espanhol, italiano, alemão, essas línguas que facilitariam sua volta à Europa, hoje, o centro mundial do futebol. Vá estudar futebol, aproveitando a extraordinária vocação natural para a profissão somada a tantos anos de experiência prática.

Percorra os principais centros futebolísticos do mundo. Veja, anote, faça um curso numa escola superior de gestão esportiva da Espanha ou da Itália, coisas do gênero.

E, quando voltar á beira dos gramados, voltará outro. Bem melhor como técnico ou manager, como ele gostaria de ser. E, sobretudo, como ser humano, mais sábio e seguro de si; portanto, menos ansioso para abarcar o mundo com as duas mãos.

BOLA DE CRISTAL

Quer dizer, então, que minha bola de cristal estava bem nítida quando anunciei aqui que a Seleção Brasileira para os amistosos de junho será composta basicamente por jogadores com idade olímpica, mais os três acima da data limite?

Aliás, não precisa ser adivinhão para prever isso. Entre outras coisas porque a nossa seleção principal, com exceção da defesa, é composta mesmo por garotos em idade olímpica. Assim como as maiores estrelas da cia. estão enquadradas nesse quesito, tipo Neymar, Ganso, Leandro Damião, Lucas etc.

Bem, de qualquer forma, foi o que anunciou o técnico Mano Menezes na festa de lançamento das novas camisas da Seleção, que, no entanto, não revelou quais seriam esses três com idade acima dos 23 anos.

Pois arrisco nomear dois deles: Thiago Silva e David Luís, a dupla de zaga titular da Seleção. O terceiro nome vai ficar para a época da convocação, talvez um meio-campista, talvez um atacante.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  3. DOMINGO DE DECISÕES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 23 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 20:44

VASCO NA FRENTE

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Desta vez, quem levou vantagem foi o Vasco, que meteu 2 a 0 no Bahia, com todos os méritos, golaços de Felipe e Diego Souza, enquanto o Corinthians tropeçava no Beira-Rio diante do Inter -  1 a 1.

Dois resultados perfeitamente previsíveis, cotejando-se as forças dos quatro envolvidos nesses dois jogos. Na verdade, o Corinthians até que safou a onça, com aquele gol de Alex, de falta, no finalzinho, pois o Inter, com exceção dos primeiros quinze minutos de partida, foi melhor e criou muito mais chances do que o adversário.

E o Vasco, mesmo desfalcado, depois que Felipe passou a jogar mais na armação, subjugou o Bahia e fez por merecer a vitória que o coloca no topo da tabela. Agora, é só manter a pose. Só?

Já no Engenhão, nem Flamengo, nem Santos, apenas Neymar. Um show do garoto peixeiro num jogo tomado pelo mormaço no primeiro tempo e um pouco mais animado no segundo, depois da entrada do menino Tomás que agitou aquele ataque mortiço do Fla.

Sim, houve um gol legítimo de Alex Pirulito anulado pelo bandeirinha. Assim como houve pênalti claríssimo em Neymar que o juiz não marcou.

De qualquer forma, o empate modesto ficou à altura do jogo coletivo de ambos.

Por fim, o alívio dos cruzeirenses, que viram seu time, afinal, vencer uma. E que uma! Justamente aquela que impediu o Cruzeiro de cair na zona do rebaixamento, superado, ironicamente, por seu rival atroz, o Galo.

Mas, já na próxima rodada, o alívio voltará a ser substituído pela agonia.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. REFUNDANDO O VASCO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 11 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 20:18

POR ORDEM DE ENTRADA, UMA SUGESTÃO

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Por ordem de entrada na rodada desta quarta-feira, São Paulo e Inter fazem o clássico nacional mais sugestivo. Pois, o Tricolor tenta defender a sua posição no G-4, enquanto o Colorado busca cavar uma vaga nesse espaço nobre da tabela.

O São Paulo sofre menos com eventuais desfalques. Ao contrário do Inter, que, além de Damião, seu principal atacante, e Oscar, sua maior esperança, não terá Jo, nem Zé Roberto, o que obrigará Dorival Jr. a recorrer a Delatorre, um jovem que ainda não conseguiu se firmar na equipe titular, para formar dupla de ataque com Ilsinho, este, sim, certamente mordido para provar ao São Paulo que foi um grasso erro dispensá-lo.

Por outro lado, se o Inter chega à Arena de Barueri embalado pela categórica vitória sobre o Vasco, o São Paulo vem pisando em ovos.

Não param de chispar do Morumbi centelhas de que o técnico Adílson Batista está em fritura branda. E o técnico, por sua vez, hesita entre Casemiro e Wellington para armar seu meio campo com Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Cícero, preparado para acionar um ataque de renome – Dagoberto e Luís Fabiano.

Dagoberto está voando, mas não se sente amparado pela diretoria, que prorroga o quanto pode a renovação de contrato do artilheiro. E Luís Fabiano ainda está em busca de sua melhor forma física e técnica.

Quanto a Casemiro, falam o diabo do rapaz. Mas, ao lado de Lucas, que não joga por estar servindo à Seleção, é uma das duas grandes revelações do Tricolor, jogador em nível de Seleção, que desconfio, merece mais do que suspeitas sobre seu comportamento e sua ação no campo.

De resto, é esperar pra ver esse jogo que se configura muito interessante.

DUAS NAÇÕES

À noite, as duas maiores nações do futebol brasileiro entram em campo. O Corinthians, líder, recebe o Botafogo, sempre ligado na disputa do título, no Pacaembu. E o Flamengo, de volta à briga pela faixa de campeão, pega um Palmeiras em crônica crise no Engenhão.

O Corinthians, ainda sem Liedson e Xeique e com Adriano novamente no banco, vai com a formação que liquidou o Atlético GO em meio tempo, reconquistando neste fim de semana a liderança do Brasileirão, um jeito, digamos, mais arejado de jogar, com Alex, Danilo e William trocando de funções, sem um centroavante típico. Deu certo. Dará novamente?

Quem sabe. Mas, o fato é que o Botafogo precisa urgentemente se recompor no campeonato e na tabela. O diabo é que não poderá contar com Loco Abreu, aquele cara que decide quase tudo lá na frente, embora o menino Alex seja bom de bola.

Já o Flamengo, motivado pela virada histórica sobre o Fluminense, domingo, mesmo sem Ronaldinho Gaúcho, pode perfeitamente se livrar do Palmeiras, com Felipão e tudo.

Entre outras coisas, porque o Palmeiras, afora todos seus problemas internos, não terá mais uma vez uma vez Valdívia, o único que pensa no meio de campo verde. Em compensação, Cicinho e Kleber foram liberados.

Meno male!, exclamaria o velho palestrino.

EUROCOPA

Nesta tarde de Eurocopa, a grande emoção ficou por conta do empate por 1 a 1 entre França e Bósnia, empate que classificou direto os gauleses para a maior competição entre seleções do Velho Continente.

Emocionante porque a França, favorita, em casa, perdia por 1 a 0 até o finalzinho, quando Nassri sofreu pênalti e converteu com categoria – bola num canto, goleiro noutro.

Por falar em Nassri, como joga esse rapaz! Tanto, que é inexplicável o Arsenal permitir sua saída dos Emirates.

Decepcionante, porém, foi a derrota de Portugal para a Dinamarca,em Copenhague, por 2 a 1, o que obriga o time luso a disputar a repescagem em busca de uma vaga na Eurocopa. Ainda mais, por causa do transcorrer da partida quando Portugal dominou, sem criar, e a Dinamarca foi sempre mais objetiva: além dos dois gols marcados, desperdiçou outras tantas chances para ampliar o placar.

NEYMAR NÃO É DE FERRO

Dizem que, logo depois do jogo com o México, um jatinho trará de volta ao Brasil os jogadores daqui, aqueles que poderiam ainda entrar em campo na quinta-feira. Nesse caso, dentre eles, Neymar, Fred e Dedé, cujos times enfrentam respectivamente o Galo, o Coxa e o Furacão.

São dez horas de voo, uma tortura pra qualquer cidadão, quanto mais um atleta.

Não sei das condições físicas de Fred e Dedé, nem da disposição de Flu e Vasco em colocá-los em campo nessas circunstâncias, por mais indispensáveis que eles sejam.

Só sei que Neymar precisa de uma rede, um descanso, como nenhum outro jogador em atividade no Brasil. O garoto vem de uma sequência de jogos absurdos, nestes quase dois anos consecutivos, seja pelo Santos, seja pela Seleção, seja pela Sub-20. O rapaz não teve praticamente férias, nem pré-temporada, nada.

Joga no vácuo, por instinto, vontade e graças à sua natureza prodigiosa, sem falar na esperteza de escapar das faltas mais infames, que se multiplicam jogo após jogo.

Se há alguma semelhança entre Pelé e Neymar é esta, a par da camisa branca que veste: joga sem parar, corre o tempo todo, e raramente se machucar.

Mas, para tudo há um limite. Certo, o Santos é outro sem Neymar. Mas, o Peixe, que enfrenta o Galo quase rebaixado, não precisa de Neymar na Arena do Jacaré para escapar de uma bicada fatal do Galo.

E, se nada mais resta ao Santos do que se preparar para o Mundial de Clubes no Japão, no fim de ano. Logo, preservar Neymar  agora é mais do que imprescindível.

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR E MENGO
  2. DIGNO FLA-FLU
  3. FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 9 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:11

NA VOLTA DE ADRIANO, A LIDERANÇA

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Na festa pela volta do Imperador aos campos de futebol, a Fiel acabou celebrando mesmo a reconquista da liderança do Brasileirão, em grande estilo.

Pois, logo de início, o Corinthians botou a bola no chão e imprimiu-lhe a velocidade certa para quebrar a boa organização do Atlético GO. E aos 7 minutos, Leandro Castán, de cabeça, em cobrança de corner pela direita por Alex, abriu o placar.

Antes, vale dizer, Danilo, também de cabeça, havia criado grande chance, e, depois, William iria se incumbir de marcar um golaço, de canhota, de fora da área, no ângulo oposto do goleiro.

E, pra evitar a água no chope da comemoração alvinegra, antes do final do primeiro tempo, Alex recebeu com açúcar de Danilo, e, de direita, emplacou o terceiro gol corintiano.

Com o placar definido e a liderança assegurada, o segundo tempo foi apenas uma longa espera por Adriano, o que aconteceu lá pelos dez minutos finais, quando o craque, se estivesse em forma, teria aproveitado aquela bola rolada por Ramirez na área.

Mas, isso já seria ir além da conta para a Fiel delirante.

O LÍDER CAI

E caiu feio o Vasco no Beira-Rio. Foi de 3 a 0, mas poderia ter sido uma goleada histórica, se o ótimo arqueiro Fernando Prass não pegasse um caminhão de bolas venenosas.

O domínio do Inter foi de cabo a rabo e em todos os setores. E as ausências de Dedé e Juninho Pernambucano não explicam tudo. Afinal, o Inter também estava desfalcado, simplesmente do goleador da temporada no Brasil – Leandro Damião.

Foi, isso sim, uma tarde inspirada do Colorado combinada com um dia absolutamente infeliz do Almirante, que tem time para continuar perseguindo o título.

FLAMEJANTE

O clássico do Engenhão acabou pegando fogo no fim, por conta das excessivas reclamações do técnico Abel, inconformado pela virada do Fla sobre o Flu, por 3 a 2.

Realmente, depois de ver e rever várias vezes o lance cheguei à conclusão de que não houve falta no lance que antecedeu o gol de empate de Bottinelli, o dono do jogo.

Mas, esse erro da arbitragem não diz tudo sobre o jogo, dominado a maior parte do tempo pelo Flu, mas resgatado pelo Fla depois das entradas de Bottinelli e Negueba. E definido no finalzinho pela pilha que Abel acabou metendo nos seus jogadores a partir da beira do campo.

De resto, foi um jogo emocionante, com alguns lances de categoria das duas partes, afora todo aquele bafafá em torno da cotovelada de Renato em He Man, cujo epílogo – a cusparada de Rafael em Renato – não poderia ter sido mais lamentável.

PEIXE EM BANHO-MARIA

O primeiro tempo do clássico na Vila foi uma tremenda perda de tempo, um longo bocejo produzido por um Santos burocrático e um Palmeiras sem nenhuma inspiração.

Aliás, se faltava inspiração ao Palmeiras, com a saída de Maikon Leite, perdeu a última gota de velocidade, capaz de explorar qualquer contragolpe verde.

No segundo tempo, o Santos tomou mais tento e passou a exigir mais do goleiro Deola, sobretudo, em bolas alçadas à área para Alan Kardec, que quase fatura por duas vezes.

Na terceira, Borges não desperdiçou e plantou no placar o resultado final: 1 a 0 para o Santos.

Pelas tantas ausências de parte a parte, até que se entende o baixo nível da partida. Mas, pela necessidade de vitória de ambos, de jeito nenhum.

Notas relacionadas:

  1. ADRIANO, GANSO E MARLOS
  2. ADRIANO, COMO DEVE SER
  3. DE VOLTA À CASA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 00:55

TRICOLOR SEGURA AS PONTAS

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E o São Paulo se manteve na terceira colocação do Brasileirão, ao vencer o Bahia por 3 a 0, no Morumbi.

Mas, atenção, não se iluda o amigo tricolino com o placar, pois, dois gols foram gêmeas lambanças da defesa baiana, aproveitadas com categoria por Dagoberto e Lucas, e o outro foi de pênalti, convertido por Rogério, que agora não resta a menor dúvida – acabou de marcar o centésimo nas contas da Fifa.

O São Paulo mereceu? Mereceu. Teve a bola a seus pés o tempo todo e fez os gols necessários para evitar maiores sobressaltos. Mas, embora dominasse a bola e os espaços, não agrediu o suficiente para construir um placar largo desses.

FLU E FRED

O Fluminense venceu o Inter por 2 a 0 no Engenhão, e o tititi todo era sobre a ausência de Fred, que abandonou a concentração, pouco antes, por sentir-se abalado com a perseguição de alguns arapongas de araque das noites cariocas.

Sempre que isso ocorre, aqui ou ali, fico me perguntando se esses idiotas não têm nada melhor pra fazer na noite a não ser bisbilhotar jogador de futebol. Pô! Com tantas atrações e prazeres à disposição, os caras ficam ali espionando as idas e vindas dos craques, como comadres de cortiço vigando a vizinha pela fresta da janela.

Vamos ao jogo que é o mais interessante. E, no jogo, se o Flu não tinha Fred, tinha Souza, que, desde quando foi fixado na equipe titular, deu ao meio-campo aquele toque de habilidade e eficiência de que tanto carecia o Tricolor, sobretudo depois da saída de Conca.

E Souza abriu a contagem, de cabeça, para Rafael He Man completar o placar de pênalti.

Por falar em pênalti, D’Alessandro perdeu o seu e o juiz furtou do Flu outros dois.

Mas, isso é do jogo.

QUEDA ANUNCIADA

Não deu um mês e Julinho Camargo já não é mais técnico do Grêmio. Era o que se esperava desde a mudança da diretoria de futebol do clube. Entre outras coisas, porque Julinho, embora possa ser um profissional competente, não tem currículo nem carisma para segurar essa barra pesada.

E, novamente, Celso Roth assume o leme do Tricolor gaúcho.

Também não tem carisma, mas tem vasto currículo, e, com certeza, possui bala para tirar o Grêmio dessa incômoda posição de coadjuvante no campeonato.

NOSSOS MENINOS

O Brasil Sub-20 classificou-se em primeiro lugar de seu grupo na Copa do Mundo da categoria, ao golear o frágil Panamá por 4 a 0, em Barranquilla, na Colômbia.

Poderia ter sido o dobro, se a garotada se empenhasse mais na busca de gols, pois o domínio brasileiro foi pleno e a diferença técnica individual, abissal.

P. Coutinho fez dois, Henrique e Dudu, os outros dois. Todos de bela feitura, fruto de jogadas coletivas sincronizadas e individuais estilísticas.

A Seleçãozinha, depois de uma estreia vacilante diante do Egito, vai pegando no breu, e a esperança do penta também nessa categoria não é vã.

Notas relacionadas:

  1. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. NOITE TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 1 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:53

INTER E PALMEIRAS EM ALTA

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O grande placar da noite desta quinta no Brasileirão, sem dúvida, foi a goleada do Inter sobre o Galo, em Sete Lagoas, por 4 a 0, com gols dos quatro jogadores de frente – Leandro Damião, Zé Roberto, D’Alessandro e Oscar.

Assim, o Inter soma oito gols nos dois últimos jogos, graças, sobretudo, à presença de dois meias de escol – D’Alessandro e o menino Oscar -, uma dupla capaz de fazer a bola rolar com ciência à frente como poucas. Oscar, então, esmerilhou nessa goleada sobre o Galo.

O resultado, porém, mais importante, em termos de classificação, foi a vitória do Palmeiras sobre o Atlético GO, no Canindé, que recolocou o Verdão na terceira posição da tabela, abaixo apenas de São Paulo e Corinthians.

Com um detalhe: desta vez, o Palmeiras não foi aquele time encruado, que achou o resultado num contragolpe ou numa bola parada, embora o segundo gol o fosse, mais uma vez, com Assunção. Desta vez, o Palmeiras, mesm o sem Kleber (vai ou não vai para a Gávea?), mas, com Luan de volta e Maikon Leite estreando com um gol, fez a bola circular e ganhou categoricamente.

Já no Engenhão o Fluminense meteu 3 a 1 no lanterna Atlético PR, mas a turma tricolor saiu do estádio jururu. Afinal, pelo que se sabe, pode ter sido a última apresentação de Conca com a gloriosa camisa do Fluminense. Um negócio da China, dizem, que servirá para o Tricolor carioca concluir seu Centro de Treinamento, finalmente.

Se assim for, é bom Deco se recuperar rápida e definitivamente.

Enquanto isso, o Coritiba aproveitou para levantar a crista diante do Ceará, voltando a jogar bem: 3 a 1. Menos mal.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. PALMEIRAS, INTER E SÃO PAULO
  3. PALMEIRAS, HERÓICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

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Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
  2. CLÁSSICO DE VERDADE
  3. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de maio de 2011 Copa do Brasil, Libertadores, Treinadores | 00:37

PEIXE NO FIO DA NAVALHA

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O Santos segue na Libertadores caminhando sobre o fio da navalha. Se a formação do time na vitória por 1 a 0 sobre o Cerro Porteño, com quatro volantes e apenas Neymar lá na frente, já que Zé Love segue à sombra do jogo, sugere maior segurança, ao mesmo tempo, a falta de criatividade no meio de campo e de agressividade no ataque é um convite para o adversário ousar mais.

Sorte que Neymar está à toda, e tem pernas e mente para segurar as pontas lá na frente. Dribla, passa, tenta a tabela, o chute a gol, e, quando nada disso resulta em rede, mete uma assistência como aquela no finalzinho do primeiro tempo para Edu Dracena conferir de cabeça.

O diabo é que, até Ganso se recuperar e Borges tiver condições de jogo, a coisa vai rolar assim mesmo, quem sabe até o Peixe levantar a taça.

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Os técnicos de Santos e Cerro após o jogo, em charge de Milton Trajano

VASCÃO E COXA

Era mais ou menos o que se esperava se a bola rolasse dentro da lógica, o que nem sempre ocorre nesses jogos fatais: Vasco e Coritiba passaram por Avaí e Ceará e vão decidir a Copa do Brasil.

O Coritiba, por seu retrospecto cintilante neste início de temporada. O Vasco, pela recente ascensão.

Agora, diante da grande decisão, tiro o time de campo.

SEEDORF, PLUFT!

Pluft! Desfez-se o sonho holandês acalentado por Corinthians, Botafogo e Flamengo nas últimas semanas: Seedorf acaba de assinar novo contrato com o Milan.

Aliás, era o que se esperava mesmo. Em primeiro lugar, porque Seedorf voltou a jogar bem, depois de um período de encolha, e foi decisivo na conquista do título italiano nesta temporada. Depois, porque o Milan adora espremer seus velhinhos até a última gota.

Uma pena, para o futebol brasileiro, que perde a chance de ver por aqui um holandês com alma e estilo bem brasileiro de jogar bola.

OLHOS DE FALCÃO

Falcão disse no Bem, Amigos que pretende, mais à frente, passar a assistir os jogos de seu Inter lá de cima, na tribuna. Dessa forma, ele fica livre da crítica dos apaixonados torcedores e da mídia, que medem o trabalho de um treinador pela encenação que o dito cujo faz à beira do gramado. E, sobretudo, analisa melhor o comportamento de seu time e do adversário, e pode passar instruções mais precisas para seu auxiliar, no rés do chão, de onde, na verdade, não se vê nada dos movimentos coletivos dos dois times.

Aliás, até hoje não entendi por que os treinadores não adotam essa postura, ainda mais com as facilidades oferecidas hoje pela alta tecnologia nas comunicações em geral.

Lembro Rubens Minelli obrigado a dirigir o seu São Paulo, na decisão do título brasileiro de 77 contra o Atlético, de uma cabine de rádio no Mineirão. Depois do jogo, encontrei-o entre surpreso e eufórico: “Rapaz, que delícia dirigir um time lá de cima!”

Pois, é. Só que Minelli seguiu sua brilhante carreira vendo o jogo do banco de reservas mesmo.

Espero que Falcão consiga mudar esse braço da viola, com sucesso.

Notas relacionadas:

  1. SÓ O PEIXE NESTA NOITE
  2. O PEIXE DESTE SÉCULO
  3. PEIXE, PIRATAS, COPA DO BRASIL, GIGGS E ABDIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:02

ENFIM, O BRILHO DE RONALDINHO

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O trem sem freio voltou aos trilhos e desembestou em Macaé, na estreia do Flamengo no Brasileirão, diante de um Avaí muito desfalcado, pois, de olho nas semifinais da Copa do Brasil: 4 a 0, com direito a lances que lembraram aquele Ronaldinho Gaúcho do nosso imaginário. Fez um golaço, deu uma assistência refinada para Diego Maurício fechar a goleada, além de outros tantos babados.

Era do que precisava o Flamengo, nesta quadra de sua vida, quando está no limiar entre fazer história, ou cair no lugar-comum.

INTER NO LUGAR-COMUM

Falando em lugar-comum, esse foi o traço básico do clássico na Vila, entre Santos e Inter, que terminou empatado por 1 a 1, gols de Keirrison, de pênalti, e Zé Roberto.

Isso vale, sobretudo, para o Inter, que foi à Vila sem d’Alessandro, é verdade, mas com praticamente toda a sua equipe titular para enfrentar os reservas do Santos, do técnico ao ponta-esquerda.

O Peixe, nessas condições, apelou para o formato com três zagueiros de área e dois volantes, o que lhe retirou força ofensiva, resumida às escaladas de Alex Sandro pela esquerda, em combinações com Thiago Alves e, depois, Richelly, estreante.

Assim, o Inter assumiu o controle do meio de campo, com Oscar movendo-se muito, mas não ousou um milímetro além do convencional, o que deu ao jogo um tom de equilíbrio inesperado nessas circunstâncias.

Pela cartilha do futebol, empatar fora de casa é bom resultado. Mas, este empate na Vila, para o Inter, foi péssimo negócio, pois, no jogo do Beira-Rio, terá de enfrentar aquele outro Santos, o de Neymar, Ganso e cia. bela.

BERNARDO É O NOME

Já Ceará e Vasco, ambos envolvidos nas semifinais da Copa do Brasil, bateram ficha no Presidente Vargas: reservas versus reservas.

Embora o Ceará equilibrasse as ações no primeiro tempo, e abrisse o placar já no segundo, acabou sucumbindo ao talento de Bernardo, autor de dois gols – um deles, coisa de cinema -, com Jefferson, em golaço, encerrar o placar que anima o Almirante nessa longa circunavegação pelo planeta bola em verde e amarelo.

FESTA DO MAGNATA

Por fim, no confronto dos dois Atléticos, deu o mineiro, embora desfalcado de vários titulares, machucados ou suspensos. Em compensação, pôde estrear Guilherme, ex-Cruzeiro, atacante de muitos recursos, mas, que não aguentou até o fim.

O Galo, porém, como vem ocorrendo nos últimos tempos, nem precisava tanto assim do jovem Guilherme, pois o velho Magnata lá estava em campo, celebrando dois dos três gols de seu time.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. RODADA COM AR NOSTÁLGICO
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

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