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19/10/2009 - 17:01

A PERPLEXIDADE DE MURICY

Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.

Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.

Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.

Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.

Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.

Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.

Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.

Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal…

Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.

Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.

VELHINHOS PIMPÕES

Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.

Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.

Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.

Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.

Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.

Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.

Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
05/10/2009 - 15:59

A QUEDA DE TITE

Era inevitável: depois de meia dúzia de insucessos seguidos, o que rebaixou o Inter de forte candidato ao título a mero pretendente a uma vaga na Libertadores, o técnico Tite foi demitido.

Tite, embora tenha montado esse time campeão gaúcho e vice da Copa do Brasil, que tantas esperanças semeou no início da temporada e que se manteve firme lá no topo da tabela por quase todo o Brasileirão, nunca foi a menina dos olhos da torcida colorada. Ao contrário: mesmo na melhor fase do Inter, era duramente questionado por grande parte da galera – entre outras coisas, ranços da eterna rivalidade com o Grêmio, muito identificado com o treinador dispensado.

Mas, o que mais se questionava era sua aparente falta de ousadia na formação do time e nas substituições ao longo das partidas. Afinal, mesmo depois da perda de dois jogadores valiosos – Alex e Nilmar -, o Inter se manteve á tona. Só que, na hora de dar o bote decisivo, de partir pra valer em direção ao título, refluiu.

A gota d’água, sem dúvida, foi a derrota para o Coritiba, por 2 a 0. Uma derrota fruto mais da imposição anímica do Coritiba do que por eventuais superioridades técnicas.

Na transmissão pela Sportv, Milton Leite e Maurício Noriega tocaram na ferida: o Coritiba exalava vontade de vencer; o Inter, burocraticamente, esperava o tempo passar. E o tempo passou, sobretudo para Tite no Inter.

E agora? Bem, o Colorado tem duas alternativas à sua frente: uma, imediata; outra, mais a longo prazo.

Se quiser ainda buscar a faixa de campeão brasileiro, ou mesmo recuperar sua vaga na Libertadores, o que  está ao seu alcance, terá de chamar um técnico menos afeito às táticas e mais motivador, para mexer com a cabeça e a alma do time. Um desses técnicos de tiro curto, que chegam, chacoalham o elenco e obtêm efeitos imediatos, mesmo que não tenham estofo para longas empreitadas.

Mas, se considerar que o mais importante é investir num treinador de renome, estrategista e tal e cousa e lousa e maripousa, melhor seria promover o auxiliar mais habilitado, e tramar com calma a escolha e a contratação do novo técnico efetivo, pensando já na próxima temporada.

De resto, é esperar que os próprios jogadores tomem tento da situação e se desdobrem em campo, qualquer que seja o novo treinador, para impor sua melhor técnica, o que não é nenhuma tarefa impossível.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , ,
04/10/2009 - 21:05

VERDÃO, NO TRONO

27rodada

O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.

E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.

Mas, o Palmeiras estava bem postado e empatou logo em seguida, com Diego Souza, o nome do jogo, de cabeça, para ampliar aos 28, com Robert, que entrara no lugar de Obina.

Por fim, Love sacramentou os 3 a 1, numa bela trama de Cleiton Xavier e Robert, que limpou do goleiro, antes de o artilheiro empurrar para as redes vazias.

Assim, o Palmeiras permanece na liderança, com folga, com pinta de quem não irá entregar o ouro facilmente, enquanto o Santos segue patinando lá pelo meio da tabela.

OS PERDEDORES

Os grandes perdedores desta rodada foram, sem dúvida Goiás e Inter.

O Goiás, que levou de 3 a 1 em pleno Serra Dourada, na maior surpresa deste fim-de-semana, pelo menos se mantém ali na órbita da clasificação para a Libertadores.

Mas, o Inter caiu fora da zona de classificação e começa a ver o líder Palmeiras com a perspectiva embaçada. O diabo é que não se trata de um tropeço esporádico, desses que podem acontcer com qualquer um, como, por exemplo, parece ter ocorrido com o Goiás, pois o Inter vem somando insucessos um atrás de outro, depois de um fulgurante momento no campeonato.

O último, esse diante do Coritiba no Couto Pereira, por 2 a 0, quando foi dominado a maior parte do tempo pelo Coxa, que poderia tre ampliado o escore, casa Marcelinho Paraíba alcançasse aquela bola que zunia a meta desguarnecida do Colorado.

Ou muito me angano, ou o Beira-Rio va pegar fogo.

A FESTA CONTINUA

No embalo da escolha para sede da Olimpíada, o Rio invadiu o Maracanã, no mais clássico dos clássicos brasileiros – o Fla-Flu.

Só que desta vez, a festa não foi de todos os cariocas, só dos rubro-negros, que mais uma vez revrenciaram o Imperador, autor dos dois gols da vitória do Fla sobre o Flu, que segue cada vez mais lanterna do campeonato.

Em contrapartida, o Flamengo já começa a rondar a zona da Libertadores, com todo o potencial para lá chegar, no final das contas.

Pois, além do Imperador, tem Pet, tem Zé Roberto em plena recuperação anímica e técnica e tem esse timoneiro tranquilo, capaz de tocar o barco em meio às recorrentes ondas de euforia e depressão que costumam invadir a Gávea – Andrade.

INGLESANDO

O Arsenal levou 1 a 0, empatou, levou 2 a 1 e, em seguida, despejou um caminhão de gols sobre o Blackburn – 6 a 2, numa tarde de gala do armador Fabregas. Foi um shoew de toque-toque do Arsenal, mesmo quando perdia o jogo, que dirá quando passou a vencer. Dá gosto ver esse time jogar.

Já o Manchester vacilou, e só conseguiu empatar seu jogo com o Sunderland, em pleno Old Trafford. E empatou no finalzinho, com um gol canhestro de Evra, embora o seu primeiro, de Berbatov fosse uma pintura – um voleio vertiginoso.

Quem não vacilou foi o Chelsea, que, no clássico com o Liverpool, meteu 2 a 0, em plena inspiração de Drogba, e assumiu a liderança do campeonato mais gostoso de se ver, seja pela técnica, seja pelo empenho, seja pela emoção presente o tempo todo, e qualquer jogo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
01/10/2009 - 20:12

JOGANDO NO COLO ALHEIO

Já vi esse menino Oscar, que virou a cara do jogo contra o Náutico, em alguns fragmentos passados, quando revelou extrema tibieza em seu jogo: quando era lançado, chegava depois, e, quando recebia, tocava para o companheiro mais próximo, como querendo se livrar da bichinha o mais rápido possível. Mas, nesta quarta, não. Entrou numa fogueira danada, e plantou sua bandeira na intermediária adversária: chegou antes nas divididas, driblou, chutou a gol, deu a assistência para o gol decisivo de Hugo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Merece oportunidades mais assíduas no time principal, sobretudo porque o Tricolor carece de jogadores dessa estirpe e estilo. O fato é que o São Paulo, agora, jogou a bomba no colo dos demais candidatos ao título, que entram em campo neste fim-de-semana premidos pela necessidade da vitória. A começar pelo líder Palmeiras, que enfrenta o Santos no Alçapão da Vila.

É verdade que o Alçapão anda meio enferrujado. E, de vez em quando, abre-se aos pés do seu próprio dono, o que me lembra o verso antológico, não sei se de Orestes Barbosa ou de Noel Rosa, pois ambos são os autores do samba Positivismo: “…E também faleceu por ter pescoço/ O autor da guilhotina de Paris…” Trata-se, porém, de um clássico paulista, o que, naturalmente, reveste o jogo de fatores que transcendem apenas ao embate entre dois times desnivelados tecnicamente.

 O Palmeiras, porém, terá Cleiton Xavier de volta ao time, o que significa muito.

Tarefa mais amena caberá ao vice Goiás, que recebe o Botafogo no Serra Dourada. O Glorioso recebeu uma injeção de ânimo ao classificar-se para a próxima fase da Sul-americana, embora perdendo. Mas, o Goiás está voando.

Outro que não pode vacilar é o Galo, jogando no Mineirão contra o Barueri, sábado. O Atlético está animado, com razão, e deve aproveitar Diego Tardelli, sua maior estrela, enquanto a Seleção não engole o artilheiro carijó.

Já o Inter, que caiu fora desse mesmo torneio e que trepida no Brasileirão, se não bater o Coritiba, na casa do inimigo, certamente entrará no funil de uma crise cujo desfecho é imprevisível. E olhe que o Coxa, no Couto Pereira, não é mole, não, meu.

Quanto ao Corinthians, que já começa a aceitar a ideia de que não chegará lá, pelo menos, poderá começar a armar definitivamente seu time para a Libertadores. Para tanto, Mano Menezes cogita de utilizar Edno na meia-esquerda desde o início do jogo contra o Furacão. Periga, na verdade, encetar uma reação fulminante neste mesmo Brasileirão, pois – a não ser que os fatos me contariem -, Edno é desses jogadores capazes de acrescentar muito mais do que o esperado. Brasil olímpico

BRASIL OLÍMPICO

Nesta sexta. sai o resultado da grande disputa pela sede das Olimpíadas de 2016.

O Rio está bem nas paradas da mídia internacional, pau a pau com Chicago.

E fico me lembrando de um filminho de tv, desses seriados policiais, em que a vítima é uma dama membro do comitê de seleção das Olimpíadas. E o mandante é um maligno lobista pela realização do evento no Rio.

Claro, pura ficção, como advertem os créditos iniciais da fita, afora o fato de que os americanos gostam de cunhar de corruptos todos os que não hasteiam na porta de casa a bandeira de tricolor e estrelada. Já que o mais forte concorrente parece ser Chicago, ventos dos Obama…

Mas, cá entre nós, meu chapa, cultivo há tempos uma dúvida atroz: se a corrupção é o ofício mais antigo ou não daquele outro que a história costuma timbrar.

De qualquer forma – e por isso mesmo -, se a Olimpíada cair no colo carioca, será, tirando todos os sombrios prognósticos (nosso bolso assaltado, caos no trânsito etc.), um passo adiante.

Afinal, o índice de desemprego no país é ainda tão grande que não podemos nos dar ao luxo de abrir mão de frentes das frentes de trabalho que se abrirão nessa eventual situação.

Quem sabe as autoridades não tenham um pingo de juízo e cumpram todas as metas necessárias para a realização das Olimpíadas, e o tal legado social fique para sempre à disposição da população carioca?

Quem sabe? Oremos, irmão, oremos…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Outros esportes Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,
25/09/2009 - 18:12

RODADA DE FOGO

A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.

Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores – Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.

Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.

O MAJESTOSO

Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.

Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços – Edno e Defederico – depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.

Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.

INTER E FLA

O Inter é o bão, mas o Flamengo é o marvado, como se diz por esse interiorzão afora.

Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.

Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.

Jogo de chispas e barulhos.

GALO E PEIXE

Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe  tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.

Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.

NO SERRA DOURADA

Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.

O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.

PÊNALTIS E CIVILIDADE

Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.

Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.

A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.

Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.

Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro – em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.

Ponto final.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
13/09/2009 - 19:05

UM APERTO SÓ

Eis um placar fatal para os líderes: 3 a 2. O Palmeiras levou de 3 a 2 do Vitória, no Barradão; o Inter, pelo mesmo resultado, do Cruzeiro, no Beira-Rio.

Os números em si não dizem muita coisa. Afinal, o Vitória bem pode bater o Palmeiras em casa como o Cruzeiro arrancar uma vitória do Inter no Beira-Rio. Mas, nas circunstâncias atuais do Brasileirão, levaram o líder e o vice a um aperto extra, com a chegada do São Paulo no topo da tabela.

Na verdade, foram dois jogos emocionantes, cujos resultados beneficiaram aqueles que tiveram maior equilíbrio em campo. O Inter pressionou mais, mas o Cruzeiro, com Gilberto marcando dois gols e o compasso de sua equipe, foi mais incisivo e sólido, no conjunto.

No Barradão, então, o Palmeiras recorrendo à formação com três zagueiros e dois volantes praticamente entregou o domínio do meio de campo ao Vitória, que chegou a disparar 3 a 1 no placar com toda justiça, antes de Robert, no finzinho, reduzir, de cabeça. 

Assim, formou-se o bolo no topo da tabela, sem falar que o Galo se recuperou e o Corinthians ainda pode avançar mais um pouco nessa direção, quarta-feira. Vai pegar fogo. Por enquanto, é só faísca.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
06/09/2009 - 20:53

PALMEIRAS, INTER E SÃO PAULO

No sábado, o Palmeiras confirmou sua liderança isolada, batendo o Barueri por 2 a 1, na estreia de Vágner Love, que já logo foi fazendo o seu, de pênalti, em marcação, no mínimo, duvidosa.

Love ainda obviamente está buscando seu espaço ao lado dos novos companheiros, e o Palmeiras, mal no primeiro tempo, melhorou no segundo e mereceu o placar, embora, como se esperava, o Barueri fosse um osso duro de roer.

No domingo, o São Paulo foi ao Mineirão e arrancou uma vitória de ouro sobre o Cruzeiro, de virada: 2 a 1, graças às duas dubstituições feitas por Ricardo Gomes no segundo tempo: as entradas de Marlos e Borges, autores dos dois gols tricolores – o primeiro, de cinema.

E, enquanto o Goiás não conseguia superar o Coritiba em casa, o Inter foi a Florianópolis, venceu o forte Avaí e ainda por cima deu espetáculo, mesmo com dois jogadores a menos.

Mais do que isso: vai ratificando aquela ideia inicial de que se trata do melhor elenco do campeonato. Se vai ser campeão, é outro departamento. Mas, que tem bala para tanto, ah, disso não resta a menor dúvida.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
03/09/2009 - 00:18

O INTER CHEGOU

O Inter fechou, finalmente, o primeiro turno vencendo o Galo, em casa, por 3 a 0, com direito a dois gols do recém chegado Edu, e se fixa na cola do líder Palmeiras, jogando uma bola redondinha, sobretudo depois da entrada de D’Alessandro, no segundo tempo.

Houve um momento, na etapa final, em que o Colorado fez a bola circular de pé em pé por tanto tempo que o grito de olé! passou a ser inevitável.

Assim, o Inter chega na boca do funil da disputa com todas as chances de, no fim das contas, chegar lá, sim senhor. Nem tanto pelos pontos obtidos, mas, sobretudo, pela forma como vem jogando.

VIRADA A LA TIMÃO

E o Corinthians, como se timbrasse a tradição de time das viradas, no despertar das celebrações de seu centenário, virou o clássico com o Santos, por 2 a 1, gols de Chicão, contra e a favor, e de Bill.

Muito por seu esforço, embora sem brilho, a não ser na troca de passes vertiginosa no segundo gol, já aos 43 minutos do segndo tempo. E muito, também, porque o Santos, depois de abrir o placar, recuou inexplicavelmente, expondo seu lado mais fraco – a defesa.

O Santos, dessa forma, continua naquela cadência – um passo à frente, outro atrás. E o Corinthians, mesmo desfalcado entre tantos da estrela da companhia – Ronaldo -, segue cortejando a zona nobre da tabela. Tudo porque, com desfalques ou não, com craques ou sem craques, o técnico Mano Menezes não abre mão de seu esquema voltado mais para o ataque do que para a defesa.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
01/09/2009 - 16:02

INTER E GALO JOGAM O FUTURO

Esse é o jogo que pode determinar o futuro de dois dos principais candidatos ao título. Para o Galo, significa manter-se na zona de disputa, estancando a queda que se sucedeu aos tempos de liderança. Para o Inter, o fechamento do primeiro turno, neste último jogo recuperado, com o título de campeão virtual. Mais do que isso: o empuxe para a arrancada em direção à liderança, até agora ocupada pelo Palmeiras, que ainda não pode ser alcançado agora.

O jogo é no Beira-Rio, terreiro do Inter, que deve jogar com o mesmo time que deu um baile no Goiás, na goleada por 4 a 0, no fim de semana. E lá estarão os meninos Marquinhos e Giuliano, que brilharam ao lado ddos veteranos Magrão e Guiñazu.

Já o Galo vem sofrendo pela ausência de Márcio Araújo, que bem aciona a dupla de ataque Eder Luís-Tradelli, ponto alto da equipe. E, mesmo Renteria, que é um atacante nato, não está ainda nos trinques.

Resumindo: o Galo vai ter de buscar lá no fundo da alma o ânimo redobrado que faz parte de sua história para virar essa expectativa tão negativa.

CEM ANOS DE EMOÇÕES

O Corinthians, no dia em que celebra seus 99 anos de idade, deu o pontapé dos fstejos de seu centenário, palavrinha que está intimamente ligada com o clube, desde seus primórdios.

Sim, porque o Timão ficou conhecido como o Campeão do Centenário, em 1922, quando se comemorava o centenário da Independência do Brasil, com um time onde brilhavam suas duas estrelas mais cintilantes dos primeiros anos de existência: o centromédio Amilcar Barbuhy, eixo e líder da equipe, e o meia Neco, que disputava com Heitor, do Palestra, e Friedenreich, do Paulistano, a palma de melhor do Brasil.

E outro centenário, o IV Centenário da fundação da cidade de São Paulo, em 54, entraria para a extensa galeria de troféus, graças àquele timaço de Gilmar; Murilo e Olavo; Idário, Goiano e Roberto; Claudio, Luisinho, Baltazar, Carbone e Simão.

Calma, Fiel, há muito o que falar sobre a história do Timão. Mas, há tempo de sobra, neste ano que começa a se desenrolar no calendário alvi-negro.

Por enquanto, espiemos o clássico desta quinta-feira, no Pacaembu. Logo um Corinthians e Santos, que marcou a história do Timão, principalmente nos amargos anos 50 (amargos, para o Timão; dulcíssimo para o Peixe de Pelé e cia.).

Nada a ver com essa breve lembrança: ambos estão se remontando no curso do campeonato, E, por isso mesmo, como prever o que acontecerá em campo? Desconfio, porém, que o Corinthians está um passo à frente do Santos nesse processo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , , , ,
28/08/2009 - 15:04

LOVE E SANDRO

Finalmente, o Palmeiras fechou o negócio. E que negócio! Vágner Love, a grande revelação verde das últimas décadas, voltou ao ninho antigo. E voltou num momento de alta da equipe, que carecia justamente de um atacante de sua linhagem, desde a breve e polêmica passagem de Keirrison pelo Palestra Itália.

É verdade que Obina vem quebrando um galhaço ali no comando do ataque palestrino. Aliás, a chegada de Vágner não obrigatoriamente exclui a presença de Obina no mesmo ataque, embora mais judicioso seria colocar pelas beiradas alguém no estilo de Willians ou Marquinhos, se recuperado, tecnicamente, ao nível do que apresentava na temporada passada.

De qualquer forma, com Diego Souza e Cleiton Xavier criando jogadas para Love, o Palmeiras, já líder, ganha uma força extra para arrancar de vez em direção ao título.

A VEZ DE SANDRO

Confesso que não me surpreendo com a convocação do menino Sandro, do Inter, para o lugar de Josué na Seleção Brasileira que vai enfrentar a Argentina e o Chile, na sequência das Eliminatórias.

O rapaz joga muito bem e tem sólido currículo nas categorias de base da Seleção Brasileira. Sim, claro, Pierre, o maior ladrão de bola do futebol brasileiro há duas temporadas, mereceria também essa chamada. Aliás, Pierre tem um perfil técnico e físico mais semelhante ao de Josué do que Sandro: sai mais para o jogo, é veloz e erra poucos passes.

Hernanes também seria outra boa indicação, já que voltou a jogar bem. E não se iluda o amigo com esse papo de que Hernanes não poderia ser primeiro volante. Bobagem. Já foi, e com alto rendimento.

Mas, não considero isso um problema. O problema é que já temos um excesso de volantes na Seleção. E uma carência atroz de meias. Dunga, portanto, poderia reequilibrar um pouco esse setor com a convocação de um Diego Souza, m Cleiton Xavier, um Diego, que está jogando muito na Juventus, enfim, alguém com esse talhe técnico.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Ex-jogadores, Seleção Brasileira Tags: , ,
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