PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
No sábado, o Palmeiras foi um dos principais candidatos ao título brasileiro a estrear com vitória, ao bater o Coritiba, no Palestra Itália, por 2 a 1, de virada. Virada, aliás, que veio a partir da entrada, no segundo tempo, de seu trio de ouro: Keirrison, Diego Souza e Cleiton Xavier. Até ali, o Coritiba vencia por 1 a 0, gol de Marcelinho Paraíba, e resistia bem ao assédio um tanto descomposto do adversário.
Mas, depois dessas modificações, o Verdão tomou conta do jogo, e chegou lá, com gols de Willians, que, ao celebrar excessivamente seu feito machucou-se e é dúvida para o próximo jogo, e de Keirrison, em bela trama iniciada por Cleiton Xavier, passando por Jefferson.
A propósito, é de uma crueldade, para não dizer estupidez, imensurável o que andam fazendo com o menino Keirrison, artilheiro do time na temporada, jogador de qualidades raras num centroavante de ofício, só porque o rapaz ficou alguns jogos sem marcar gols. Coincidentemente, jogos decisivos do Paulistão.
Estigmatizar um jogador de carreira tão curta e tão jovem é, no mínimo, uma estultícia, e, no máximo, sacanagem.
O fato é que o Palmeiras já deu seu primeiro passo certo no Brasileirão, mesmo com formação incerta de sua equipe.
INTER CONFIRMA
Como se esperava o Inter, um dos mais favoritos ao títulos de véspera, confirmou sua força ao bater o Corinthians, no Pacaembu.
É verdade que o Timão entrou em campo com um time recheado de reservas, e, mesmo assim comportou-se dignamente, sobretudo no segundo tempo, quando dominou a bola e os espaços e poderia até empatar, o que revela possuir elenco suficiente para encarar os dois fronts de batalha – o Brasileirão e a Copa do Brasil.
Valeu, porém, a alta técnica e a habilidade imensa de Nilmar, que, logo no início da partida, passou por cinco adversários antes de perpetrar o golaço da vitória colorada.
TRICOLORES, 1 A 0
Venceu o Tricolor carioca, com um gol, logo de cara, de Maurício – disparo bem colocado no ângulo esquerdo de Bosco de fora da área.
Mas, foi praticamente só isso, ao longo de toda a partida, em que o São Paulo surpreendeu pela falta de competitividade, sua principal, senão única, qualidade recente.
Sim, porque depois de dez, quinze dias, apenas treinando e descansando, desde a sua eliminação nas semifinais do Paulistão e do último confronto na Libertadores, era de se esperar um Tricolor paulista nos trinques.
Ao contrário, jogou como se estivesse exausto por duras e seguidas refregas.
Na verdade, ambos têm de melhorar muito para chegar onde pretendem.
QUEM TEM RAMIRES…
No Mineirão, dizem, o jogo estava renhido, embora o Cruzeiro vencesse o Fla por 1 a 0, quando Ramires escapou pela esquerda, cortou um e bateu rasteiro no canto. E assim a Raposa, uma das mais cotadas do torneio, estréia vencendo outro favorito. O que não parece nada agora vai refletir – e muito – lá na frente.
Por fim, o Santos foi ao Olímpico e arrancou um empatezinho maneiro do Grêmio, outro em alta cotação no mercado da bola, com gol de falta de Molina, depois do de abertura de Rever.
Mesmo porque o Grêmio foi melhor quase o tempo todo.
AH, BARÇA…
Ah, Barça… Estava com as duas mãos na taça espanhola, com 3 a 1 sobre o Villareal, fora o baile. Basta dizer que, só no primeiro tempo, já havia desperdiçado cinco chances de ouro para ampliar o placar. Sem falar no pênalti em Daniel Alves que o juiz não deu e no gol de Xavi injustamente anulado.
Pois, não é que, em duas lambanças da defesa do Barça, o Villareal chega ao empate, no finalzinho? Castigo imerecido.
DIABOS, QUASE LÁ
Na Inglaterra, onde rola a bola mais redondinha do mundo na atualidade, o Manchester United meteu 2 a 0 no City com direito a duas bolas extras nas traves projetadas por Tevez, autor de um dos dois gols (o outro, de Cristiano Ronaldo, de falta).
O mesmo Cristiano Ronaldo que produziu a nota dissonante da partida, ao sair de campo, substituído por Schoel, chutando o pau da barraca. Nem mesmo o desejo de consolidar sua posição de artilheiro do campeonato justificaria tal atitude intempestiva, neste momento tão delicado da equipe, às vésperas de levantar dois títulos vitais – o da Liga da Inglaterra e o da Liga dos Campeões da Europa.
Por fim, no clássico entre Arsenal e Chelsea, uma inesperada goleada dos azuis por 4 a 1. Inesperada porque o Arsenal, naquele seu toque-toque proverbial, era dono do campo até que o nosso becão Alex, de cabeça, abrisse o placar. Depois, só deu Chelsea. E a goleada foi apenas uma natural decorrência essa superioridade.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Arsenal, Barcelona, Chelsea, Corinthians, Fluminense, Grêmio, INTER, Manchester City, Manchester United, Nilmar, Santos, São Paulo, Villarreal