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domingo, 8 de maio de 2011 Campeonatos Estaduais | 20:13

IMORTAL E GALOOO!

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Nesta rodada de tantas decisões – ou melhor, primeiro tempo de decisões -, Galo e Grêmio saltam à frente da cena.

Isso, porque o Grêmio, apesar de campeão do primeiro turno gaúcho, ao longo do resto da temporada vinha à sombra do Inter, que o venceu na luta pelo segundo turno e agora recebia o velho rival num Beira-Rio pintado de vermelho.

Um vermelho fosco, para vestir a desolação daquela Noche Triste que se abateu sobre um Inter mais que favorito, então. E, como o rival sofreu igual baque na mesma trágica quarta-feira, logo, em matéria de abatimento estava 10 a 10, o Inter apostava no seu elenco mais qualificado, no carisma de Falcão e no apoio da nação colorada.

E o que se viu foi um assombro: o Grêmio, morto e enterrado, eleva-se do túmulo, como verdadeiro Imortal, assoma o Beira-Rio, apesar de sair perdendo por 1 a 0, vira o jogo impossível e praticamente define o título gaúcho deste ano.A não ser que o Inter resolva, num sortilégio, encarnar também o Imortal.

Mas, o Imortal é só um! Sim, até que outro o substitua, pois a imortalidade, meu caro, é apenas uma metáfora, que, vez por outra, parece real.

Já o Galo, apesar de sua visível recuperação sob o comando de Dorival Jr., e da massa atleticana tomando de assalto a Arena do Jacaré, sabia de há muito que o Cruzeiro estava mais bem equipado para levar a faixa de campeão mineiro.

Afinal, o Cruzeiro vinha de galope na Libertadores, goleando e dando show, enquanto o Atlético, mineiramente, só esperava aquela prosopopeia toda amansar. Outra das maiores vítimas da tal quarta-feira negra, o Cruzeiro não teve tempo de levantar a fronte e levou de 2 a 1 do Galo, no primeiro jogo da decisão.

O emocional, nessas horas, pode ser fatal, e o Galo estava isento de toda a confusão do meio de semana, calmo, na sua.

DECISÃO A ZERO

Sim, houve alguns momentos de emoção neste clássico entre Corinthians e Santos, no Pacaembu, sobretudo no segundo tempo, quando Neymar desembestou e foi um perereco, com bolas nas traves, dos dois lados, e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, o primeiro tempo foi uma chatura, com a bola retalhada no meio de campo, e apenas duas chances de gols para cada um: Neymar, na trave; Bruno César, pra fora.

No segundo tempo, quando se esperava que o cansaço natural do Peixe, de viagem em viagem, oferecesse campo ao ataque corintiano, deu-se o inverso e, por pouco, naquelas arrancadas todas de Neymar, o Peixe não sai de campo em direção ao próximo avião, com uma vantagem significativa para o jogo da Vila.

E isso apesar de ter perdido Ganso, com lesão muscular no fim do primeiro tempo. Aliás, ele, a exemplo de Arouca, que sucumbiu em Querétaro, e outros caminham sobre o fio da navalha do estresse, muscular ou mental, tanto faz.

Notas relacionadas:

  1. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 15 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil | 16:30

A ESTREIA DE FALCÃO

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O Inter de Falcão estreia neste sábado, pelo Gauchão, contra o Santa Cruz. Retifico: Falcão estreia neste sábado, pois o Inter de Falcão, por certo, levará mais um tempinho para se configurar como tal.

Claro, porque o Bola-Bola reassume o time de sua alma, depois de tantos anos, não para aplicar o lugar-comum aí vigente. Mas, para extrair desse time o máximo que ele pode oferecer em termos de eficiência e de espetáculo.

Falcão, como todo amante do futebol de verdade, sabe que está na hora de mudar o braço da viola no ofício de conduzir uma equipe. Mas, isso implica em mudanças de estilo, tática e comportamento que levam tempo para esse conjunto ser absorvido pelo grupo de jogadores.

Portanto, calma nessa hora, minha gente colorada.

COXA AÇO

Esse Coxa está mesmo um aço. Ao golear o Caxias, pela Copa do Brasil, o Coritiba atinge a incrível marca de vinte e três jogos invictos, com apenas dois empates nesta temporada.

Ah, mas está jogando só lá no Paraná, onde o campeonato não é essa coisa toda, dirá o sempre bilioso torcedor dos demais grandes do país – quero ver no Brasileirão.

Também quero, meu amigo envenenado. Porque, se nenhum campeonato estadual – não só o paranaense – serve de parâmetro para o Brasileirão, o que encanta é saber que o Coxa está obtendo esses resultados expressivos jogando o fino da bola, um futebol ofensivo e envolvente.

E isso independe da força do adversário. É jeito, não confronto.

FORLÁN NO MORUMBI?

Na Copa da África, dividi o mesmo hotel com Pablo Forlán e sua fascinante família. Foi um reencontro de trinta anos, por baixo.

Forlán, também chamado pelos amigos de Pachamé (ele não gosta muito, não), foi um marco na história do São Paulo, na virada dos anos 60 para os 70.

Ele foi o primeiro da quadra de ases a ser contratada para ressuscitar um São Paulo em coma durante o longo período da construção do Morumbi. Logo em seguida, vieram Gérson, Edson Cegonha e Toninho Guerreiro. Mais tarde, Pedro Rocha.

E o São Paulo ganhou o bi paulista de 70/71, foi vice brasileiro e outros bichos, graças à genialidade de Gérson, ao oportunismo de Toninho, mas, também, pelas escaladas do uruguaio na direita, sua raça, sua gula de vitórias.

Bem, estou me deixando levar pela memória, quando quero apenas dizer que, lá, em Johanesburgo, Pachamé me confidenciou que seu grande sonho é ainda ver o filho ilustre, Diego, vestindo a camisa do São Paulo.

Portanto, neste momento em que Diego Forlán curte uma reserva no Atlético de Madri e que o São Paulo anuncia uma contratação de vulto, com repercussões internacionais, nada mais natural do que levar a imprensa a acreditar que a tal contratação seria a de Forlán.

Mas, eis que Leco, o vice-presidente tricolor, vem a público para desmentir tudo, qualificando esse eventual negócio como uma “insensatez”.

Inclusive porque as notícias a respeito implicavam na possível ida de Casemiro para Madri, como moeda de troca.

Dizem, contudo, que a transação está sendo conduzida pelo presidente Juvêncio, que ainda hoje reiterou sua intenção de se entronizar na direção do clube por mais três anos. E sensatez não me parece ser o principal atributo do cartola.

Logo…


QUE RODADA É ESSA?

Espie só essa rodada final da fase de classificação do Paulistão, o mais longo da competição, diga-se.

O Palmeiras, líder durante a maior parte do torneio, está simplesmente se lixando para essa honra, na prática, de inútil valor. Tanto, que entrará em campo, no Moisés Lucarelli, com um time misto para enfrentar a Ponte, que, muito provavelmente também poupará seus titulares.

E o São Paulo, vice, a um ponto apenas do Palmeiras, igualmente despreza a disputa pela liderança, pois enfrentará o Oeste com um time de reservas, com exceção do fominha Rogério e do menino Lucas.

Quer dizer: o que deveria ser uma apoteose, a rodada decisiva, tão decisiva que a FPF marcou todos os jogos para o mesmo horário, não passa de mero cumprimento de tabela. A não ser para São Caetano, Americana. Lusa e Paulista, que concorrem à última vaga dos oito que irão para o mata-mata.

Então, na fase em que realmente o título estará em jogo, aquele que liderou por meses o campeonato pode cair, em 90 minutos, diante do oitavo colocado.

Na verdade, seria muito emblemático, se nas quartas-de-final, os quatro grandes caíssem fora da disputa, o que é improvável, mas não impossível. Mata-mata, sacumé….

Aí, sim, teríamos o desfecho adequado para torneio tão mal engendrado por nossos desmiolados cartolas.

A IMAGEM DE GANSO

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, veio a público para informar que nem é sócio, nem consultor da empresa de Ronaldo Fenômeno. E que foi à tal reunião com Ganso a convite apenas, não tratando em nenhum momento de aliciar o craque santista para seu clube.

Digamos que isso tudo é a mais pura expressão da verdade – e adianto que nada tenho para duvidar do cartola, de hábito muito franco em suas declarações. Nesse caso, Ronaldo Fenômeno, que entra na arena das imagens agora, pisou feio na bola.

A imagem de Ganso já estava desgastada com essa história da renovação do contrato e dos eventuais convites para o craque deixar a Vila, inclusive utilizando-se o Corinthians como ponte para a Europa.

Convidar Sanchez para a mesma mesa de Ganso não poderia ter sido veneno mais letal para a imagem pública de Ganso. Qualquer um que tenha dois neurônios funcionando saberia disso e evitaria tal encontro.
E isso vale para ambos: Fenômeno e Sanchez – um não deveria ter feito o convite; o outro não deveria ter aceitado.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. A EFICIÊNCIA DO FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 9 de abril de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 16:46

JÁ SAÍA QUANDO CHEGOU

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A bem da verdade, quem acompanha os passos do futebol sabe que Celso Roth já estava demitido quando foi contratado. Era só uma questão de tempo, não de resultados, que, nesse quesito, Roth cumpriu sua parte, apesar do vexame no Mundial de Clubes.

Depois de tantas reviravoltas na vida de Celso Roth, já me convenci que seu problema pouco  tem a ver com a maneira como exerce seu ofício e muito mais com um traço básico de sua personalidade: a falta de carisma, atributo essencial para qualquer líder.

No futebol, o grande líder é sempre o treinador, aquele que, além de armar, treinar e escalar o time, infunde confiança não apenas no grupo de jogadores, mas, também,na torcida.

Roth é tão bom treinador de futebol quanto tantos outros que por aí estão, melhor até que muitos afamados. Mas, não dá liga com a torcida. Não só a torcida colorada, mas as de todos os times que dirige.

Seu jeitão de ser e de falar em público, a cada injustiça de que é vítima, se adensa ainda mais, o que piora progressivamente essa sutil relação com a mídia e a opinião pública.

Que fazer?

Quanto a Roth não sei. É seguir adiante, até que um estrondoso sucesso mude o curso de sua carreira.

Quanto ao Inter, deu um salto no escuro, na esperança de que seja amparado por Falcão, maior ídolo de sua história e que há alguns anos atua como comentarista da Globo.

Falcão, o mais completo volante da história do futebol brasileiro, tinha tudo para se transformar num treinador especial, capaz de sair da mesmice que tomou conta dos nossos campos a partir dos anos 90, sobretudo.

Mas, sei lá por que cargas d’água, não vingou, nem na Seleção Brasileira, onde iniciou a renovação que culminaria no time campeão de 94 com Parreira, nem no próprio Inter, em 93.

Virou o comentarista principal da mais poderosa emissora de tv do país, e parecia destinado a ficar nessa pelo resto da vida. Sucede que Falcão, um vencedor por natureza, até hoje não engoliu a breve experiência sem êxito como técnico.

Vejamos no que vai dar isso tudo. Só adianto uma coisa: torço muito para que saia o acerto entre Inter e Falcão, e que, nessa função renovada, o Bola-Bola marque sua trajetória futura com a classe e o sucesso que obteve como craque.

BUROCRACIA À INGLESA

Vivo exaltando o show de bola, cores e emoção em que se transformou o Campeonato Inglês nos últimos anos. Mas, confesso: este foi um sábado decepcionante.

Tanto o líder Manchester United quanto milionário Chelsea jogaram um futebol burocrático, no limite mínimo necessário para assegurar vitórias sobre Fulham e Wigan, por 2 a 0 e 1 a 0, respectivamente.

O Chelsea com força total, apesar de dominar o jogo, ainda criou algumas chances, além do gol de Malouda, mas não encantou. E os Diabos Vermelhos, desfigurados por várias alterações, fez 2 a 0, com Berbatov e Valencia para cair na vala comum o resto da partida.

A diferença entre esses dois grandes do Reino Unido é que, enquanto o Chelsea luta por uma vaga na Liga dos Campeões, o Manchester se mantém como uma rocha inexpugnável na liderança que, ao cabo, poderá transformá-lo no maior vencedor do campeonato da ilha de todos os tempos, superando o Liverpool, com dezenove títulos.

REALINHO

Conheci Realinho lá pelos finais dos anos 50, durante uma greve dos estudantes secundários. Ele, filho do socialista Elpídio Reali, ex-delegado de polícia e político de integridade e coerência já então raras, era dirigente da UPES, União Paulista dos Estudantes Secundários. E parecia que o palanque seria seu destino.

Eis, porém, que Realinho reaparece na telinha como um dos primeiros repórteres de campo da tv brasileira. Esperto, boa pinta, simpático feito o demo, tricolor de fé, marcou sua passagem pelos campos de futebol com o 7 da Record às costas, antes de saltar para a reportagem política.

Durante anos, cruzamos pelas redações e botequins da vida, até que a sombra da ditadura militar passou a acompanhar seus passos. Antes que o alcançasse, Realinho, já casado e pai, juntou a trouxa, a família e se mandou para Paris.

Lembro que, no dia de sua partida, cruzei com Realinho na Praça D. José Gaspar, quando lhe dei carona até a casa de seu sogro, no Morumbi. À noite, o Canarinho voou para longe das trevas que se abateram sobre nós por mais uma década.

Em Paris, Realinho comeu o pão que o diabo amassou até se estabelecer como correspondente da Jovem Pan e do Estadão, transformando sua casa no verdadeiro consulado brasileiro em terras de França.

Amante dos bons vinhos e da mais refinada culinária, sempre que aportávamos em Paris, ele nos conduzia pelos descaminhos do pecado da gula. Papo inteligente, rápido, riso generoso, testemunha divertida e perspicaz de seu tempo, um jantar com Realinho valia a viagem.

Foi-se o nosso Canarinho neste sábado, depois de longa enfermidade, aos 71 anos de idade.

Até logo mais, companheiro, que precisamos botar esse papo em dia.

A SOMBRA DE MESSI

O jogo já estava no ralo. Três minutos de acréscimo, com o Barça, de virada, vencendo o Almeria por 2 a 1, quando uma bola despachada lá de trás, pingou na frente do beque Marcelo Silva, de frente para seu gol. Ah, mas pra que o beque, na corrida, deu aquela espiada sobre o ombro direito?

E o que ele viu? Viu Messi chegando na corrida. Pronto! Bateu o desespero, e a bola, caprichosa, toca o chão e alça-se o suficiente para escapar ao domínio do zagueiro já em pânico. Mas, não de Messi, que a controla com aquela esquerdinha mágica, e, na saída do goleiro Diego Alves, toca pras redes, com a frieza de um relojoeiro suíço dando o seu último retoque numa obra-prima da marcação do tempo.

Fosse qualquer outro adversário, certamente o beque teria controlado o lance, sem maiores dificuldades. Era Messi, porém, E é aí que a sombra do craque se avoluma o suficiente para assustar qualquer mortal.

Outra coisa que encanta nesse garoto: sua disposição de jogar, em qualquer lugar, a qualquer hora, contra quem for, com o mesmo empenho, do início ao fim, e com aquela alegria de menino discreto, embora cheio de firulas no trato com a bola, com que contagia a torcida, não importa de que camisa.

Notas relacionadas:

  1. ALGO EM COMUM
  2. DE BARCELONA A SANTOS
  3. INTER EM SINTONIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 3 de abril de 2011 Futebol internacional | 15:13

E QUE GOOOL!

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Sem dúvida, o lance do domingo foi aquele gol do menino Lucas contra o Mirassol. Recolheu a bola na sua própria intermediária, pela direita, tocou para Jean e recebeu logo após a linha de meio de campo. Dali partiu em diagonal, passou por um, por dois, por três, livrou-se do goleiro e finalizou de esquerda para a meta aberta.

Sim, claro, já vimos muitos gols assim, feitos por vários jogadores, alguns craques, outros simplesmente comuns, que, num estalo, realizam tais proezas.

Mas, no caso de Lucas a história é bem outra. Esse menino, desde os juniores do São Paulo, tem esse tipo de jogada como marca registrada. No Sul-Americano Sub-20, realizou uma série dessas arrancadas. E até na Seleção de Mano, na estreia em Londres, em dez minutos que esteve em campo protagonizou dois lances desse mesmo jeitinho.

Nem sempre, porém, a jogada se configura em sua integralidade, com a bola dormindo na rede. Mas, de qualquer forma é sempre um recurso valioso, pois fruto da combinação exata entre velocidade, habilidade e ousadia, atributos cada vez mais raros no nosso futebol.

VASCÃO E VERDÃO

Vasco e Palmeiras iniciaram a temporada sob um enorme ponto de interrogação.

Mas, com o decorrer das rodadas dos estaduais, ambos passaram de zebras a destaques.

Em São Paulo, o Verdão acaba de bater o tão decantado Santos de Neymar, Ganso, Elano e cia., por 1 a 0, em jogo parelho e emocionante, gol de Kleber em passe magistral do menino Patrik. E segue líder da competição, a duas rodadas do final dessa fase classificação.

Já o Vasco, que foi um horror na Taça Guanabara, contratou o técnico Ricardo Gomes e mais uns dois ou três reforços e passou a golear, como nos 4 a 0 sobre o Bangu, em tarde inspirada de Felipe e com direito a gol do artilheiro Alecsandro, recém contratado ao Inter.

Assim, o Vasco saltou para a ponta da tabela de seu grupo na Taça Rio, o que não podia ser mais animador.

PRA INGLÊS VER

Não há campeonato mais charmoso do que esse da Inglaterra. Estádios sempre lotados, arejados, sem alambrados de nenhuma espécie, e, no campo, um jogo ofensivo, de lado a lado, do início ao fim.

E, com as reascensões recentes de Chelsea, Manchester City e Tottenham, são mais três disputantes de escol a se juntarem a Manchester United, Arsenal e Liverpool na disputa do título nacional.

Apesar disso, os Diabos Vermelhos, mesmo sem reprisar as grandes atuações das últimas três temporadas, mantêm a liderança com rédeas curtas.

Ainda neste sábado, contou com uma combinação de resultados mágica: o Arsenal, seu mais próximo perseguidor, empatou por zero a zero, enquanto o Manchester United virava de maneira sensacional sobre o West Ham: 4 a 2.

Foi um primeiro tempo deplorável do Manchester, quando chegou a levar de 2 a 0, dois gols de pênalti de Noble – um volante baixinho homônimo e clone do lendário Noble Stylles, o Carniceiro de Liverpool, da gloriosa conquista mundial de 66.

Mas, no segundo, depois das entradas do mexicano Chicharito Hernandez e do búlgaro Berbatov, o Manchester United virou um caminhão de melancia sobre o adversário. E o piloto foi Wayne Rooney, que, jogando na armação, marcou três gols., de enfiada.

Aproveitando-se dos tropeços de Liverpool, Arsenal e Chelsea, o outro Manchester, o City, dominou e goleou o Sunderland, por 5 a 0, com participação efetiva de Tevez, mas, sobretudo, de Yayá Tourré, um volante espetacular, que o Barça deixou escapar pelos dedos.

BARÇA, ALÉM

Por falar em Barça, o time catalão aumentou sua diferença em relação ao Real, seu eterno caçador, quando não é o inverso.

Os dois jogaram no sábado com suas equipes mistas. A diferença é que o Real jamais se encontrou diante do Sporting Gijón, e acabou perdendo por 1 a 0, enquanto o Barça, mesmo poupando vários titulares, manteve o mesmo padrão de domínio de bola e dos espaços.

E venceu o Villareal por 1 a 0, com um gol de Piqué como autêntico centroavante – matou no peito e bateu certeiro.

CIAO, CARO

No clássico de Milão, o líder Milan meteu 3 a 0 na Inter, eterno rival, graças ao oportunismo de Pato, autor de dois gols de puro oportunismo.

Assim, o Milan despediu da Inter, que cedeu a vice-liderança para o Napoli. Napoli, autor de uma virada espetacular sobre a Lazio: 4 a 3.

Não podia ser um fim de semana mais auspicioso para os milanistas.

Notas relacionadas:

  1. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
  2. OS MELHORES, SOFRENDO
  3. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros | 13:42

FUTEBOL É MOMENTO

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Quando a tragédia de Abu Dhabi se abateu sobre o Internacional, de imediato, pensei  no meu querido Luís Fernando Veríssimo, veríssimo colorado, e, em como a funda punhalada desferida pelos africanos deve ter sangrado seu silêncio proverbial. Sim, porque sofre mais quem sofre em silêncio. E o Veríssimo é refém e, ao mesmo tempo, abençoado pelo silêncio, que guarda suas palavras para exprimir-se em textos magníficos como o que exprimiu na sua coluna do Estadão do dia seguinte.

Quem não leu, deve ler.

Na sua crônica, Veríssimo fala, com voz dorida, sobre a esperança despedaçada em noventa minutos de jogo.

Mas, isso tudo me remete a uma frase cunhada pelo mestre Rubens Minelli, que reencontrei, lúcido e vigoroso, aos 82 anos de idade, outra noite no Bem, Amigos.

Minelli, um ícone da história do Inter, pelo bicampeonato brasileiro de 75/76, quando o Colorado exibiu um dos maiores times da história do futebol brasileiro cunhou frase lapidar: futebol é momento.

É isso mesmo, futebol é momento. Um momento que você pode estender por longos ou curtos períodos.

E esse negócio de priorizar esta ou aquela competição mais importante, em detrimento da menos importante, soa como algo racional, inteligente, providencial até. Mas, contraria. Infelizmente não é.

Veríssimo expressa em sua crônica a inveja do torcedor catalão, que nunca é surpreendido por passos em falso de seu Barcelona.

Ora, por que? Porque o Barça encara cada jogo, seja no campeonato nacional, seja na Liga dos Campeões, na Copa do Rei, na Copa da Liga, com a mesma convicção, mesmo que, neste ou aquele, use mais ou menos reservas para preservar os titulares para a disputa subsequente.

O Inter, como o Palmeiras na Copa Sul-Americana, e a maioria dos clubes brasileiros em tantas outras competições, costumam jogar todas as suas fichas num só número, dando as costas aos demais.

Futebol é momento. Um momento que se renova a cada rodada, o ano inteiro, numa sequência interminável. Não importam os resultados pontuais. Importa é o cultivo permanente do desejo de vitória. Manter a alma ligada à ideia básica de vencer, sempre.

Quando esse encanto é quebrado pela racionalidade de uma estratégia qualquer, quebra-se o elo da corrente que liga esse time a algo superior, impalpável, à mágica que diferencia o vencedor do perdedor.

E quem paga o pato, no fim das contas, é o Veríssimo e tantos milhões de apaixonados como ele, pelo Inter e todos os outros clubes brasileiros que repetem esse esquema ao infinito.

Mais títulos

Antes de tudo, quero dizer que os clubes eventualmente abençoados pela CBF com os títulos brasileiros extraídos da antiga Taça Brasile do Robertão merecem tudo isso e muito mais, sobretudo quando se trata do Santos de Pelé e cia. o maior de todos em todos os tempos.

Ponto.

Mas, que não tem a menor lógica essa decisão, ah, isso não tem mesmo.

Explico: no caso brasileiro, há duas linhas de sucessões que caminharam e caminham até hoje paralelamente, não sendo lícito confundi-las.

Uma, é aquela que nasce com o Rio-São Paulo, vira Robertão, com as integrações de clubes paranaenses, gaúchos, mineiros, pernambucanos, baianos etc. O Robertão gera a Taça de Prata que, em 71, se transforma no Campeonato Nacional que, em seguida, muda de nome – Campeonato Brasileiro.

Outra linha sucessória é a da Taça Brasil, que hoje é chamada de Copa do Brasil.
Há momentos em que esses dois torneios nacionais correm paralelamente, o que nos dá dois campeões brasileiros no mesmo ano, o que é uma discrepância.

Mas, tudo bem: se quiserem conferir aos campeões da Taça Brasil o status de campeões brasileiros, ainda que criando a duplicidade de títulos, nada mais a obstar, desde que então se confira o mesmo louro a todos os campeões da Copa do Brasil, do seu início até o seu fim futuro.

PS: É preciso explicar que o jornalista Odir Cunha, autor da tal pesquisa que virou pleito de alguns clubes, repete sem parar o mantra de que quem contraria essa tese é torcedor de clubes que, eventualmente, cairiam no ranking das conquistas. Conheço Odir desde seus tempos de foca. É um moço dedicado, de boa índole, mas absolutamente tomado pelo fanatismo clubístico. no caso o Santos.

Como tal, julga que todo mundo é igual a ele. A tal ponto de, quando contrariei sua tese há algum tempo, aqui mesmo, ele me enviou um comentário, tipo chantagem: sei bem qual é o seu time, logo você está contra porque quer defender a prioridade dele. Obviamente, ele queria se referir à minha antiga paixão pelo São Paulo, que nunca escondi. Apenas, se esvaiu com o tempo, essa sutis coisas da vida que ele é incapaz de sequer perceber, cego pela própria paixão.

Uma tremenda bobagem, típica de quem tem um olho só.

A Fifa e os direitos humanos

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, acaba de fazer um pedido público, no mínimo, bizarro. O suíço conclama a bicharada a se abster de seus prazeres sexuais durante a disputa da Copa do Mundo no Qatar. Obviamente, por razões religiosas, o que, lá, se confunde com a legislação do país.

Incrível, nessa história, é que essas escolhas de países fora do eixo Europa-América, sempre tiveram como objetivo integrar essas regiões, de forma democrática, através do futebol. Ora, nesse caso, nada mais adequado que a Fifa, em vez de pedir abstinência aos gays, convencesse os dirigentes desses países aceitarem, pelo menos durante o período da competição mundial, os hábitos e costumes dos visitantes.

Lembro que, durante várias décadas, a Fifa puniu a África do Sul pela abjeta lei do Apartheid, justamente porque essa discriminação aos negros fere os princípios dos direitos humanos. E só escolheu a África do Sul como sede do Mundial passado porque essa discriminação foi abolida oficialmente naquele país.

Uma perguntinha: bicha é inferior a negro ou judeu, ou qualquer outro extrato humano que, aqui ou ali, nesta ou naquela época, foi discriminado? Houve um tempo em que nossos crioulos não podiam fazer batucada,e em que os judeus na Europa não podiam usar o quipá, e eram obrigados a mudar seus nomes originais por outros, ditos cristãos, caso contrário, crestavam no fogo eterno da Inquisição. Será que o alvo só mudou de foco.

Ah, sim, antes que confundam meu sobrenome com esse libelo, aviso, amigos e amigas, que sou, sempre fui e serei espada, por inclinação e escolha.

Notas relacionadas:

  1. INTER, CAMPEONÍSSIMO!
  2. BOM PARA O INTER
  3. O COLORADO E A ESTREIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 14 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros | 17:59

QUE VEXAME…

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Confesso que ainda estou pasmo diante da eliminação precoce do Inter diante do Mazembe. Imagino que a exemplo do planeta bola inteiro. Não só porque esse resultado de 2 a 0 para o Mazembe era absolutamente inesperado, mas, sobretudo, porque o Inter criou uma infinidade de chances para marcar e não conseguiu enfiar uma bolinha nas redes do encantado Kidiaba, que, com seus músculos e reflexos afiados, além da reza braba coletiva de seu time à porta da meta africana, evitou o esperado – no mínimo, uma goleada do Colorado.

Reveja o jogo, amigo, e verá que antes dos primeiros vinte minutos de partida, o Inter já poderia estar ensacando o Mezemba. Pelo menos, quatro chances claras foram desperdiçadas pelos atacantes colorados, ou defendidas pelo goleiro.

Mas, contrariando a impressão que deixou na vitória sobre o Pachuca, sua frágil defesa fortaleceu-se ao longo da partida, e o Inter foi perdendo a força, até que, aos 8 minutos do segundo tempo, Kabangu, mesmo sob o olhar espantado da dupla de zaga Bolívar-Índio, meteu no canto de Renan: 1 a 0.

Bem que, logo depois, Roth tentou acertar o desacerto inicial. Afinal, pra que tantos volantes? Botou em campo dois meias hábeis – Giuliano e o menino Oscar, além do centroavante Leandro Damião -, mas acabou sacando Sóbis, o mais ativo dos seus atacantes, mantendo dois volantes que não protegeram a defesa no lance do primeiro gol, tampouco no do segundo, quando Kaluyituka pedalou diante de Nei e fuzilou no cantinho direito baixo de Renan.

Foi, enfim, um momento histórico para os africanos. E um melancólico desfecho para o Inter e o futebol brasileiro ali representado.

Notas relacionadas:

  1. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  2. BOM PARA O INTER
  3. O COLORADO E A ESTREIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:11

O COLORADO E A ESTREIA

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O Inter estreia nesta terça-feira no Mundial de Clubes, contra o Mazembe, todo de vermelho. Mas, o técnico Celso Roth prevê certa palidez nos primeiros minutos de jogo, justamente por ser uma estreia, fator que já não conta para os congoleses, desde que ainda outro dia tiraram esse peso ao bater o Pachuca, dado como favorito naquilo confronto.

Outro aspecto ressaltado pelas observações da comissão técnica colorada: os africanos raiam a violência na disputa de bolas e se atiram ao ataque com forte traço de suicidas.

Confesso que não vi esse excesso de virilidade no jogo dos africanos contra os mexicanos. Mas, que jogam ao ataque sem a devida proteção, isso é fato. Bom para o Inter, que, com DÁlessandro lançando Alecsandro e, sobretudo, o veloz Rafael Sobis, pode deitar e rolar nos contragolpes.

O diabo é se, pela conjunção de tudo isso, o Colorado entrar em campo excessivamente encolhido, e acabar sendo surpreendido por um desses ataques suicidas do Mazembe.

Mas, o campeão das Américas tem bola e suficiente experiência para contornar até mesmo essa eventualidade.

PS: Perdoem o veinho que misturou as estações na primeira postagem deste comentário. Já corrigi. Mudaram os personagens, mas a história é a mesma.

Encantado Barça

O Barcelona está mesmo encantado. Quando se espera que atingiu o máximo que um time de futebol pode oferecer, na rodada seguinte ele se supera., em eficiência e graça.

Neste fim de semana, diante da Real Sociedad, então, foi uma exibição dessas para se recortar e colar no álbum das eternas recordações do futebol: meteu 5 a 0, com show do nosso Dani Alves, de Iniesta, de Xavi, dos meninos Pedrito e Bojan, de David Villa, mas, sobretudo, como de hábito, de Messi, autor de dois gols, um deles, uma pintura surrealista, sonho para os catalães, pesadelo para os adversários.

O mais incrível é que – a não ser o Arsenal – nenhum outro time no mundo segue os passos desse Barça. Isto é: nenhum procura, a exemplo do Barça, jogar ao seu estilo – bola no chão, circulando sem parar, marcando no campo adversário e com apenas um volante de ofício.

E não venham dizer que isso só é possível porque o Barça gasta os tubos montando uma equipe de astros internacionais que lhe permita ser tão altivo e sedutor. Se comparado a seus ilustres pares da Europa, o Barça é o que gasta menos, muito menos. Pois, a imensa maioria de seu elenco é composta por jogadores formados nas canteras, suas bases.

Na verdade, isso é fruto da cartilha básica que rege o clube desde sempre: eleger o melhor estilo e aplicá-lo o tempo todo, de baixo até o topo de suas estelares exibições.

Notas relacionadas:

  1. KUBALA, MARADONA E RONALDINHO
  2. OS MELHORES, SOFRENDO
  3. BARÇA, ÚNICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

sexta-feira, 10 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros | 16:57

BOM PARA O INTER

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Para surpresa geral, deu Mazembe, da República Democrática do Congo, sobre o Pachuca, do México, por 1 a 0, gol de Bedi em passe esperto de Kabangu, aquele negão de cabelo descorado que mostrou muita ginga e visão no jogo todo.

O Mazembe, diga-se, apresentou um futebol mais próximo daquele que encantou o mundo, com todo a sua ingenuidade, nos anos 80, antes de os técnicos europeues, sobretudo britânicos, engessassem os africanos em táticas e sistemas defensivos que acabaram por lhes retirar a imaginação e a espontaneidade.

Na defesa, um horror, com seus beques despachando a bola de qualquer maneira, em geral, nos pés do adversário. Mas, do meio de campo pra frente, astúcia e velocidade.

Mas, nada que meta medo ao nosso Inter, que pega esses africanos na próxima terça, pelo Mundial de Clubes, em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. Ao contrário: se o Colorado puser a bola no chão e jogar sem cautelas excessivas, ganha fácil. Se for contido, ganha apertado. Só isso.

Invenção

Das regras aplicadas no Torneio Invenção, da Sportv, durante a vitória dos paulistas sobre os cariocas por 3 a , confesso, só me agradou aquele negócio de um quinto árbitro acompanhar à beira do campo pela tv os lances polêmicos.

Mas, a adoção do critério do tênis, de três pedidos de averiguação por cada treinador, nada a ver. Perda de tempo desnecessária e uma abertura inconveniente para os treinadores recorrerem a esse expediente quando considerarem que seu time está necessitando de um tempo para escapar ao sufoco ou coisas do gênero.

Mais funcional seria esse quinto árbitro ter a autoridade de avisar o juiz de campo sobre lance decisivo, quando este for passível de averiguação, a exemplo do que já fazem os bandeirinhas. Estaria mais próximo do espírito das leis do jogo e seria mais prático.

Outro critério interessante é o do cartão azul, que tira de campo um infrator por dez minutos. Mas, nesse caso, o amarelo seria dispensável. Dois azuis, um vermelho, e ponto final.

Por fim, a liberação de substituições sem limites. Não me parece adequada a um jogo chamado oficialmente, desde a sua origem, de Foot-Ball Association. Isto é: um jogo em que o coletivo e tão importante quanto o individual.

O limite de substituições preserva o conceito do jogo coletivo, do melhor time em campo. Caso contrário, confere à partida um tom de amistoso, quase várzea.

Mas, essa experiência, valiosa, claro, me fez remeter aos finais dos anos 70, quando comentarista da TV Bandeirantes participei de uma reunião com o saudoso Darcy Reis, o Solera, o Chico de Assis para elaborar algumas mudanças nas regras, num jogo experimental entre seleções do interior e da capital, numa época de férias como esta.

A maioria defendia uma série de mudanças, do lateral cobrado com os pés à eliminação do futebol. Eu, apenas uma alteração: cinco faltas coletivas, pênalti, pois já então o jogo estava sendo sepultado no meio de campo com as tais faltas necessárias, em revezamento, o que impedia a fluência ao ataque.

No primeiro tempo, com as regras sugeridas pelos companheiros, o resultado foi zero a zero. No segundo, com apenas prevalecendo o critério da falta coletiva, 6 a 4 para o time da capital, com apenas um pênalti cobrado em consequência desse expediente.

E olhe que, no meio de campo, pululavam os Chicões e Dudus da vida, volantes de ferrenha marcação.

Muitos anos depois, a FPF, com o Farah como presidente, resolveu adotar esse sistema num Paulistão, e foi um sucesso tal que naufragou logo em seguida, pois a turma prefere mesmo a confusão à solução.

Notas relacionadas:

  1. ALGO EM COMUM
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. INTER, CAMPEONÍSSIMO!
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terça-feira, 12 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro | 15:29

ESSE, EU NÃO PERCO

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Se há um jogo que não perderei nem a pau é esse Santos e Inter, os dois brasileiros já classificados para a Libertadores que só estão de olho no título do Brasileirão, ou nada.

Não só por isso. Mas, sobretudo, pelo futebol praticado por esses dois times, mesmo com seus potenciais recursos reduzidos por tantos desfalques.

Sucede que o Inter e o Santos têm nas suas bases um manancial inesgotável de talentos, capaz de ir suprindo, aqui e ali, as ausências dos mais renomados. E, ainda que pressionados pelas circunstâncias, não alteram seu jogo baseado mais na técnica do que na força.

O Inter manterá Tinga no banco para qualquer eventualidade, mas não terá D’Alessandro, motor e cérebro da equipe. Contudo, Derley e Marquinhos, que entraram na vitória sobre o Galo, deram conta do recado direitinho.

Novidade? A estreia de Ilan no ataque, ao lado de Edu. Vale a pena ver como está esse centroavante, de boa técnica, que surgiu tão bem no Furacão, anos atrás, passou meio que despercebido pelo São Paulo, e passou esse tempo todo lá fora.

De seu lado, o Santos tem dois craques que estão nos trinques e podem alterar o cenário de qualquer partida: Arouca, que já merece uma chamada de Mano, e Neymar, claro, mais assentado sem a bola e, com a bichinha, o mesmo irreverente de sempre.

E o Timão?

Bem, o Timão está envolto em densa névoa. O que irá emergir dali diante do Vasco, em São Januário, quem sabe?

Confesso que nada sei do interino que dirigirá o time, depois da saída abrupta de Adílson Batista. Mas, estou convencido que Ronaldo, Roberto Carlos e William farão parte de uma comissão técnica informal, dando dicas ao novo e passageiro comandante.

Aliás, dizem que eles e outros jogadores estão sendo consultados pelo presidente do clube em relação à escolha do novo treinador. Há quem considere isso uma quebra de hierarquia, como se hierarquia fosse uma religião. Não é, necessariamente.

O próprio Corinthians viveu uma fase de ouro sob a tal Democracia Corintiana, nos tempos de Casagrande, Sócrates, Vladimir etc., em que os jogadores opinavam sobre tudo no clube.

Ouvir é um sinal de inteligência, embora a decisão final sempre será do presidente.

E, até onde se sabe, depois de infrutífera investida em Carlos Alberto Parreira, o Corinthians assestou sua mira sobre Joel Santana. Pelo menos, é, dos que estão por aí, o que se encaixa no perfil exigido: técnico vencedor, experiente, com passagens em clubes grandes, essas coisas. Joel tem todos esses atributos, além do fato de ser muito divertido, pessoalmente.

Papai Joel teve uma passagem desafortunada pelo Parque, anos atrás. Mas, as coisas mudaram muito, e, talvez, seja de um tipo seguro e parceiro que o Timão precisa nesta quadra de sua vida, em que a frustração tomou o lugar da euforia de ser campeão brasileiro no ano de seu centenário.

O diabo vai ser tirar Joel de General Severiano, onde ele se acomodou tão bem. Afinal, foi campeão carioca e cumpre promissora campanha no Brasileirão, com chances de ganhar uma vaga na Libertadores, pelo menos.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. QUE AVAÍ É ESSE, MEU?
  3. ESSE RIO-SÃO PAULO PARALELO
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 02:20

INTER, CAMPEONÍSSIMO!

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Ainda bem, pois zebras, surpresas e outros bichos são exceções até mesmo nesse caprichoso joguinho da bola. Então, celebre à vontade, meu caro colorado, pois o título de campeão das Américas (já que tem mexicano na parada) é do Inter, como só poderia ser.

Afinal, o Inter, desta vez, não foi apenas um rico elenco à deriva, mas o melhor time de todos ao longo do campeonato, sobretudo depois da chegada ao Beira-Rio do técnico Celso Roth, que deu rumo certo à equipe. E o destino do Inter, desde muito tempo, é jogar uma bola mais refinada e contundente do que a maioria dos seus pares.

Uma bola, assim, como a do menino Giuliano, talvez a grande personagem dessa gloriosa caminhada concluída na noite desta quarta-feira com a vitória sobre o Chivas, por 3 a 2, de virada.

Não só pelos seus gols providenciais ou mesmo pelas jogadas de alto nível com que marcou sua passagem pela Libertadores. Mas, porque ele personifica as oscilações do time durante essa campanha e representa o ponto de inflexão entre a derrota e a vitória final..

Com o técnico Fossati, Giuliano, a exemplo de Taison, dois meninos de futuro mais que promissor, amargaram uma reserva injusta, determinada por conceitos táticos já superados. Ambos, porém, renasceram à luz de Roth, e deu no que deu: a lógica.

O jogo em si, claro, foi tenso, reticente, sofrido, mas assim mesmo acabou prevalecendo o talento sobre a força, e o Inter leva a taça, a vaga já assegurada na próxima Libertadores e o direito de disputar o maior de todos os títulos: o Mundial de Clubes.

De quebra, passa agora a lutar pelo Brasileirão, pleno de ânimo e categoria.

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