19/10/2009 - 17:01
Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.
Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.
Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.
Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.
Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.
Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.
Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.
Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal…
Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.
Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.
VELHINHOS PIMPÕES
Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.
Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.
Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.
Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.
Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.
Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.
Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Brasileirão, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, galo, Goiás, Grêmio, INTER, Internacional, Muricy Ramalho, Palmeiras, Tricolor, Vitória
12/10/2009 - 20:13

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Isso está parecendo reunião no Palácio de Versalhes, sob o crivo de Luís Qualquer Número: “S’il vous plait, madame”. “Oh, non”. Enquanto a madame acelera a rotação do leque, um impasse secular congela o salão.
Sim, porque enquanto o São Paulo perde aqui, o Inter tropeça ali, e o Galo escorrega acolá, o Palmeiras faz a mesura de levar uma lambada mais adiante, e tudo segue como antes, com comésticas mudanças nesta ou naquela posição da tabela.
Essa derrota por 3 a 0 para o Náutico nos Aflitos, então, foi exemplar. Tudo bem: o Náutico não é um time tão desprezível como sugere sua colocação na tabela, venho dizendo há tempos. Mas, um líder do porte do Palmeiras não pode chegar lá e tomar um vareio desses.
Sim, porque o Timbu não chegou a esse placar em três esporádicas estocadas, enquanto o Palmeiras o envolvia e pressionava, nada disso. Ao contrário: o Náutico pôs a bola no chão e jogou mais do que o Verdão a maior parte do jogo.
No caso do Galo, a história é bem outra, Tratava-se de um clássico, rivalidade histórica e singular, só comparávl á de Grêmio e Inter, no Sul. Nesses casos, é muito comum o que está embaixo na tabela revirar a expectativa diante do adversário. E foi o que fez o Cruzeiro, com aquele gol de Wellington Paulista, que o Atlético, mesmo forçando, nao conseguiu descontar.
Por fim, o Goiás, em pleno Serra Dourada, permitiu ao Sport empatar no finzinho e continua estacionada na beirada do G-4.
Quer dizer: entra rodada, sai rodada, e tudo continua na mesma, praticamente.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, INTER, Palmeiras, São Paulo
08/10/2009 - 00:31

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Mais uma vez, na hora de dar o bote, o São Paulo vacila no Morumbi e oferece nova chance para o Verdão disparar ainda mais no topo da tabela.
E até que o São Paulo jogou bem, sobretudo no primeiro tempo, quando acuou o Coritiba no campo adversário, fez seu gol com Hernanes e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, de repente, em duas pontadas isoladas, o Coxa virou o jogo de ponta-cabeça. Carlinhos Paraíba bateu de fora da área, Rogério rebateu nos pés de Renatinho, que finalizou nas redes. Em seguida, gol olímpico de Marcelinho Paraíba.
Mesmo assim, o Tricolor voltou ligado, já com o menino Oscar, que, aos 21 minutos, fez a jogada do gol de empate marcado por Washington, que acabara de entrar no lugar de Borges.
Empate péssimo, em termos de classificação na tabela. Mas, que revelou um time capaz ainda de se recuperar na próxima rodada, apesar de tudo. Principalmente, porque o Coritiba é um bom time, ao contrário do que insinua sua posição na tabela, e, jogou no Morumbi, na etapa final, como se estivesse no Couto Pereira.
O mesmo pode-se dizer do empate do Flamengo com o Vitória, no Barradão. Não foi nada bom para a vertiginosa ascensão recente do Fla na tabela. Mas, a forma como o empate se configurou e a capacidade ofensiva do Mengão, sem Adriano, para se recuperar da virada do Vitória, foram muito sugestivas.
A mesma avaliação cabe no tocante ao Vitória, que segue no campeonato com muita dignidade, sob o comando de Ramón, autor de dois gols e o grande orientador do time em campo.
Empate, porém, que não agradou a nenhum dos dois foi o do Maracanã: 1 a 1.
Para o Fluminense mais uma das tantas chances de iniciar uma desesperada escalada para longe da lanterna que carrega há tanto tempo desperdiçada. Afinal, pegou um Corinthians ainda em reformulação – portanto, vacilante – em casa e não conseguiu nada além de um pontinho, apenas um grão da areia movediça onde se afundou.
E, para o Corinthians, outra oportunidade perdida para começar a solda de um novo time, depois de todas as conquistas na temporada.
Já a vitória do Inter sobre o Náutico, por 3 a 1, na estreia de Mário Sérgio, não só resgata o moral abalado da equipe, como, sobretudo, o futebol de D’Alessandro, autor de belo gol de falta e criador dos lances dos outros dois de Alecsandro.
De qualquer forma, se passar pelo Avaí, em casa, o Verdão já pode ir mandando polir a taça, embora tudo possa acontecer até o apito final do Brasileirão.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, INTER, Palmeiras, São Paulo
20/09/2009 - 20:50

Milton Trajano
Tudo indicava que seria uma rodada tricolor. Pois, acabou sendo alvi-verde, sem que o Palmeiras tivesse de entrar em campo.
Aliás, dos tricolores famosos, o único que se deu bem foi o Grêmio. E como! Meteu 5 a 1 no Tricolor carioca, assim, ó, de letra. E dessa forma já se achegou ao grupo de cima, com bola para aspirar muito mais ainda neste campeonato.
Quanto ao Tricolor paulista, aquele que, na teoria, enfrentaria o obstáculo mais frágil, tropeçou diante do Santo André, em pleno Morumbi.
E olhe que aquele golaço de Jean, no início do jogo, deveria ter pavimentado o caminho para uma vitória tranquila.
Sucede que o Santo André, combinado com o recuo inexplicável do São Paulo, foi tomando conta das ações de meio de campo, e, aos 27 minutos do segundo tempo, Pablo Escobar, que entrara no lugar de Marcelinho Carioca (machucado), empatou.
Aliás, diga-se, por pouco o Santo André não chega à vitória.
Assim, o São Paulo perdeu a chance de liderar, ainda que temporariamente, já que o Palmeiras completa a rodada na próxima quarta-feira, mas chegou lá na ponta, mantendo-se à tona da disputa, já que o Inter perdeu, no sábado, para o Vitória.
Por fim, o Corinthians, na volta de Ronaldo Fenômeno, que desastre!
Com uma linha e zaga deformada e inconsistente, durante o primeiro tempo, o Corinthians foi um pastiche de time.
Disso se aproveitou o Goiás, bem armado, lúcido e incisivo, com Fernandão mais próximo de Iarley, iniciou a goleada, com gols um de cada.
No segundo, com a entrada de Bill no lugar de Chicão, machucado, o Corinthians melhorou, mas só depois do terceiro gol verde, com Iarley. Mas, diminuiu com Dentinho, e encetou uma blitz, que se esboroou quando João Paulo emplacou o quarto gol.
Vida que segue, mais amena para o Goiás, que deu uma belíssima volta por cima no período de estiagem que vivia.
INTER, NA RODA
Perdeu é uma forma cortês de me referir àquele jogo, onde o Vitória foi tão superior ao Colorado no segundo tempo, sobretudo, que chegou a dar um breve olé.
Bem que o Inter tentou todas as fórmulas para enquadrar o Vitória, mas os baianos foram espertos, hábeis e serenos para dar a volta por cima, envolver o adversário em toques de bola precisos, e partir pra cima com desenvoltura, principalmente através de Apodi, esse serelepe pela direita, e com Neto Berola, a revelação do campeonato, pela esquerda.
E, quando o Inter conseguia furar a defesa bem postada do Vitória, lá estava Viáfra pra pegar tudo.
AH, GALO…
Outro que patinou na rodada foi o Galo, ao empatar por 0 a 0 com o Náutico, nos Aflitos.
Na verdade, o time do Náutico não é tão frágil como pode sugerir sua periclitante posição na tabela. Apesar isso, para um time como o Atlético, nesta quadra do campeonato, não poderia perder pontos, pois tem bala para mais do que isso.
BARÇA, REAL, MANCHESTER
Barça e Real seguem flanando no campeonato espanhol. No sábado, o Barcelona goleou o Atlético de Madri por 5 a 2, em mais uma exibição de gala de Messi. No dia seguinte, o Real enfiou 5 a 0 no caçula Xerez, quando Cristiano Ronaldo, autor de dois gols, e Kaká deram os primeiros sinais de que começam a se entrosar: ambos fizeram duas ou três combinações de alto nível. É só o começo.
Mas, o grande jogo do domingo europeu foi, sem dúvida, o Derby de Manchester, vencido pelo United por 4 a 3, com direito a gol da vitória de Owens, aos 50 minutos do segundo tempo.
Jogo de gente grande, lá e cá: 1 a 0, 1 a 1, 2 a 1, 2 a 2, 3 a 2, 3 a 3… e assim foi até o apito final, E o nome da partida foi o veteraníssimo e craque imensurável, o canhoto Giggs, autor de três assistências primorosas.
É verdade que o City jogou desfalcado de seu artilheiro Adebayor e de Robinho, que vai ter de brigar por uma posição no time quando se recuperar da lesão que o afastou das duas últimas partidas. Mesmo porque o veterano Bellamy, autor de dois golaços, vem jogando bem.
Na Itália, o Milan mais uma vez decepcionou, com um jogo emperrado, sem brilho nem contundência. Venceu, é certo, com um gol de Seedorf, mas longe está de despertar muitas esperanças na sua torcida.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Corinthians, Grêmio, INTER, Palmeiras, Sçao paulo
30/08/2009 - 20:47
Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.
O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.
Como, aliás, não aconteceu.
O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ
O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.
mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.
Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.
Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que
perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.
Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.
Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.
INTER DESBANCA GOIÁS
Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.
E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.
O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.
PEIXE E RAPOSA
Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.
Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Avaí, Campeonato Brasileiro, Cruzeiro, Flamengo, Goiás, INTER, Náutico, Palmeiras, Santos, São Paulo
23/07/2009 - 00:19
Palmeiras e Inter perderam a grande chance de se isolarem na liderança, caso o Galo não passe pelo Flu nesta quinta. Ambos saíram na frente e permitiram a recuperação de seus respectivos adversários.
O Inter, em casa, vencia por 2 a 0, gols de Alecsandro (impedidos?), tendo pleno controle do jogo no primeiro tempo. Mas, no segundo, depois da entrada de Jorge Wagner no lugar de Marlos, o São Paulo virou o jogo de ponta cabeça e empatou, com direito a goleaço de Jean.
Pior foi o Verdão, que vencia por 1 a 0, gol de Diego Souza, e, mesmo jogando melhor do que o Goiás o tempo todo, levou a virada, com um gol de alta definição de Bruno Meneguel.
Já o Santos, na estréia de Luxa, passou na Vila pelo Furacão, gol de Neymar de alta classe, enquanto o Barueri conseguia o grande feito da noitada, ao empatar por 1 a 1 com o Flamengo, em pleno Maracanã.
E o Cruzeiro se reabilitou diante do Santo André, naquele pasto do Ramalhão, e saiu do sufoco na tabela, ao contrário do Grêmio, que empacou diante do Avaí, em Florianópolis, este, sim, em plena ascensão.
É o sobe e desce do Brasileirão, que mal começou.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Atlético-MG, Fluminense, Goiás, INTER, Palmeiras, São Paulo
05/07/2009 - 21:56

O grande feito da rodada deste domingo do Brasileirão, sem dúvida foi a rápida recuperação de ânimo dos dois gaúchos. O Inter passou pelo Náutico, nos Aflitos, por 2 a 0, com dois gols de Nilmar, resgatando a liderança isolada do torneio. Com seu time completo, se a turma não escapar pela janela européia, e voltado apenas para a disputa do Brasileirão, o Inter tem tudo para arrancar definitivamente.
E o Grêmio, no Olímpico, enfiou 3 a 0 no Furacão logo de cara, para completar os 4 a 1, com dois gols de cada gringo do seu ataque, justamente os que mereciam as maiores críticas de um time que criava mas não concluía. Concluíram, e o resultado aí está, comprovando que o problema do Grêmio não era a mudança de esquema feita pelo técnico Paulo Autuori.
PEIXE À BEIRA
O Santos está assim, ó, um passo entre a glória e o fracasso. Confesso que não sei exatamente o que está faltando – talvez, a defesa transmitir mais segurança por cinco, seis jogos seguidos, o que haveria de conferir ao meio-campo e ao ataque mais liberdade para criar e agredir, pois esses são os setores de escol do time.
Sábado, contra o Sport, na Vila, foi uma tortura, até que Ganso, de cabeça, no finzinho da partida metesse aquele gol salvador.
VIDA DE ARTILHEIRO
Mais uma vez, quem diria!, Obina foi o herói, com os dois gols marcados na vitória do Palmeiras sobre o Avaí, em Florianópolis, por 3 a 0, placar completado por uma bomba de Cleiton Xavier da entrada da área.
Esse tipo de goleador é assim mesmo: pode levar quarenta anos atravessando um tórrido deserto de gols; de repente, desanda uma cachoeira de tentos que lava a alma dos torcedores.
São cinco, em cinco jogos, depois de ter ficado um ano sem marcar no Flamengo.
Depende muito, em geral, do seu próprio estado de espírito, e isso muda quando muda o cenário de sua ação.
Veja só Washington, nesse São Paulo em transição que perdeu para o Coritiba por 2 a 0, no Couto Pereira: de implacável artilheiro por onde passou desde quando surgiu na Ponte, transformou-se no marcador de si próprio.
Nos últimos tempos, não consegue sequer matar a bola lá na frente, e já começa a ser substituído a cada jogo, o que só abalará mais ainda sua autoconfiança, consequentemente, a meta vai ficando menor, jogo a jogo.
Vida dura essa de goleador, de herói a vilão e vice-versa, num chute.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro
Tags: Avaí, Coritiba, Grêmio, INTER, Nilmar, Obina, Palmeiras, São Paulo, Washington
18/06/2009 - 00:19
Foi um jogo desses que merecem um nicho na galeria de ouro do futebol brasileiro. Corinthians e Inter jogaram de peito aberto e fina técnica. Era bola lá e cá, o tempo todo, com uma pequena diferença: o Timão entrou em campo disposto a atacar. E atacou.
Fez 1 a 0, com Jorge Henrique, aos 27 do primeiro tempo, em bela arrancada de Marcelo Oliveira pela esquerda. E aumentou para 2 a 0 logo aos 9 minutos da etapa final, com Ronaldo Fenômeno, que recebeu de Elias pela direita, em pleno arranque, olhou para ver se Havia alguém em melhores condições; como não havia, deu um corte sensacional no zagueiro Indio e guardou, de canhota.
O Inter não se abateu. Ao contrário: partiu pra cima do Corinthians, com esse menino Taison, espetacular, e, não fosse Felipe, o resultado final poderia ter sido outro, embora o Timão, também, esbarrasse no goleiro Lauro.
Ah, sim, houve um pênalti em Alecsandro, no primeiro tempo, que o juiz não marcou, e a cobrança rápida de falta por Elias, que resultou no gol de Ronaldo, foi, sim irregular, pois a bola ainda estava rolando. Ou não?
De qualquer forma, grande exibição do Corinthians, ótimo resultado, mas o jogo da volta é um outro capítulo ainda a ser escrito na história da Copa do Brasil – o final.
AH, VERDÃO… UFA, GRÊMIO!
E, mais uma vez, o Palmeiras sai fora da Libertadores antes da hora, ao empatar sem gols com Nacional, em Montevidéu. Sim, claro, o Verdão teve chances claras para abrir a contagem – duas, incríveis, com Obina, no segundo tempo.
Mas, se serve de consolo, vale dizer que o Palmeiras fez um excelente primeiro tempo e um segundo já sob a pressão do tempo que passava e o gol que não saía.
Já o Grêmio, em pleno Olímpico, passou pelo buraco da agulha diante do Caracas, num jogo mais duro do que se imaginava na véspera.
Duro de furar a retranca venezuelana, o que o Tricolor tentou em vão, do começo ao fim da partida.
Entretanto, o que interessa é isto: o Grêmio já está na semifinal da Libertadores.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil
Tags: Copa do Brasil, Corinthians, INTER
02/06/2009 - 17:18
Nesta noite de quarta, vamos conhecer os dois finalistas da Copa do Brasil, atalho mais suave para a Libertadores.
No Pacaembu, o Corinthians recebe o Vasco, precisando de uma vitória simples. Simples, não? Nem pensar, pois o Vasco está se encorpando nas mãos de Dorival Júnior, e, com esse Pimpão mais do que nunca pimpão e iluminado, ao lado de Elton, bom centroavante, com Carlos Alberto e Jefferson na armação, o Almirante chega com grandes chances de afundar o barco corintiano, já que o empate por mais de dois gols lhe assegura a ida às finais.
O Timão, porém, é mais time, mais escolado e justo. E terá Ronaldo Fenômeno lá na frente, o que representa o infinito.
Desconfio que, com o apoio da Fiel, dá Corinthians. Mas…
Já o Inter não terá sua vibrante torcida colorada a seu favor. Ao contrário: nesse quesito, o Coritiba dará de goleada.
Todavia, o Inter já pisa o gramado com uma vantagem significativa pela vitória categórica no jogo do Beira-Rio. Além do que, tem um elenco e um time bem mais afinado do que o Coxa.
KAKÁ MERENGUE
No exato instante em que Leonardo assume a direção técnica do Milan, anunciando que contará com Kaká e Ronaldinho para aplicar um futebol mais ofensivo na sua equipe, os jornais espanhóis dão como certa a transferência de Kaká para o Real, pela bagatela de 65 milhões de euros.
Acho pouco provável que o negócio mele, pois atende ao interesse duplo: do Milan, que está no vermelho, e de Kaká, que vê nessa negociação a possibilidade de multiplicar seu patrimônio e ainda por cima jogar num clube de ponta do mundo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Brasil, Futebol internacional
Tags: Corinthians, Coritiba, INTER, Kaká, Milan, Real Madrid, Vasco
26/05/2009 - 12:11
A noite desta quarta-feira é de gala e de angústia para três brasileiros na Libertadores: Cruzeiro e São Paulo, que se enfrentam no Mineirão, além do Grêmio, que pega o Caracas, lá na Venezuela.
O Grêmio tem tudo para seguir avante, embora o futebol venezuelano tenha evoluído muito nos últimos anos, mas nem tanto. Lá, talvez, complique a vida do Tricolor gaúcho, que, no Olímpico, é quase certo, garante a vaga.
Já no clássico brasileiro em 180 minutos, um deles cairá fora, nem que seja nos pênaltis.
Certo mesmo é que o Cruzeiro precisa aproveitar seu melhor momento e fazer o placar definitivo no Mineirão, pois o São Paulo, todos sabemos, mesmo jogando muito aquém do exigido, nessas situações costuma ser mais raposa do que a própria Raposa.
Mesmo porque o Cruzeiro ainda terá Ramires, seu principal jogador, nesta primeira rodada do duplo encontro, o que não deverá ocorrer no jogo do Morumbi.
Time por time, o Cruzeiro é melhor – e está melhor – do que o São Paulo. Mas, em decisões como essa é sempre bom deixar os prognósticos fechados numa caixinha dourada.
TIMÃO E INTER?
O Corinthians não terá Ronaldo Fenômeno diante do Vasco, no Rio, pelas semifinais da Copa do Brasil. E isso pesa muito, sem trocadilhos. Em contrapartida, o Vasco não terá Carlos Alberto, seu jogador essencial.
Mas, poderá ter Jefferson, liberado pelo seu departamento médico, reforço inestimável no setor de criação do time.
O Timão está mais escolado e encorpado do que o Almirante ainda em formação. Ganhar, lá, porém, é outro departamento.
Quem não pode, nem deve, perder é o Inter, em casa, para um Coritiba sempre tão oscilante. Tá certo: o Coxa tem os dois Paraíbas que dinamizam seu ataque. Mas, atrás, humm…
Contudo, o Inter tem muito mais. E precisa aproveitar a chance de contar nesse primeiro confronto com Nilmar, que não deverá estar presente na segunda partida.
OBINA NO VERDÃO
Obina já não tinha mais clima para sobreviver na Gávea. Boa parte da mídia e da torcida rubronegra já estava transformando Obina em chacota, e o artilheiro vivia atroz estiagem de gols. Simplesmente, nenhum neste ano, nem de pênalti, nem quando a bola se lhe rolava faceira na boca da meta, nada, um deserto sem oásis.
Sim, claro, Obina nunca foi, não é, nem será craque, desses que mantêm com a bola aquele diálogo silencioso e íntimo, quase esotérico, que faz o encanto do futebol. É tão-somente um cabra de fibra e vigor, daqueles que rompem na área sempre em busca do gol.
Pois esse tipo de jogador é assim mesmo: conforme a lua, dispara a fazer gols. De repente, bate a temporada de seca que se estende pelo tempo em que a perda da auto-confiança não seja quebrado por um, dois gols essenciais. O gol é o exorcismo do artilheiro, enfim.
Quem sabe no Palmeiras, sob nova orientação, novos ares, Obina inspire uma golfada de fé em si mesmo e chegue ao outro lado desse deserto árido e cruel. Quem sabe?
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores
Tags: Caracas, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio, INTER, Mineirão, Obina, Palmeiras, São Paulo, Vasco
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