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domingo, 2 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 14:54

O DIVINO E O GANSO

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Disse o poeta que tinha o fogo em suas mãos. Imagino que Garcia Lorca, se escapasse dos assassinos de Franco, trinta anos depois, ao vê-lo em campo, diria que Ademir da Guia tinha o ar, a água e a terra a seus pés.

Seu futebol era líquido, fluente, que escorria como um regato cristalino, não confrontando mas desviando-se dos obstáculos, sinuoso, ininterrupto, sempre renovado no seu repetido e manso fluxo.

Era ar, porque etéreo, como se não tocasse o chão nas suas passadas largas e lânguidas, ereto, cabeça erguida, como quem apenas vislumbra o horizonte, nada mais, esquadrinhando a terra sobre a qual tinha domínio absoluto: onde estivesse, por ele, a bola teria de passar inevitavelmente.

Resumindo, o Divino passava a sensação de controlar como nenhum outro o espaço e o tempo. Falso lento, submetia o jogo ao seu ritmo, à sua intuição, ao seu poder feito de silêncio e magia.

Falo de Ademir da Guia, o Divino, apelido herdado de seu legendário pai, Domingos, para falar de Ganso, pois este é o mês que abre o ano e a perspectiva de termos o craque peixeiro de volta aos campos. Entre outras coisas, porque um lembra o outro.

Ademir era destro, Ganso é canhoto. Mas, ambos guardam entre si a mesma postura. Esguios, cerebrais, falsos lentos, donos de um senso de organização raríssimo e de uma elegância no trato com a bola sem par.

Ganso, ao contrário de Ademir, que praticamente nunca teve sequer uma distensão muscular em seus quase vinte anos de carreira, muito jovem ainda já foi vítima de sérias lesões. Eis por que me agonia a espera de sua volta. Mas, ao contrário de Ademir, Ganso me parece um sujeito mais determinado, mais centrado no seu destino, o que lhe pode conferir uma força extra para recuperar o tempo perdido.

Rezo por isso, mesmo sendo ateu.

Até o minuto final

Uma das tantas coisas que me encantam no Campeonato Inglês é que, lá, prevalece sempre a lei do saudoso Chacrinha: o jogo só acaba quando termina.

Pegue o amigo como exemplo esse empate por 3 a 3 do Chelsea com o Aston Villa. No primeiro tempo, 1 a 1, gols de pênaltis para cada lado. No segundo, logo aos 2 minutos, o Aston passa à frente, arrecua os arfos como recomendava o folclórico técnico caipira, e passa a sofrer um sufoco que só poderia resultar na virada por 3 a 2, já nos acréscimos. Pois  não é que Clark, de cabeça, empata de novo a partida, o que coloca a cabeça do técnico italiano do Chelsea, Carlo Ancelotti, no cadafalso?

O fato é que este campeonato começa a tomar contornos inesperados: ou os grandes já não são tão grandes, ou os pequenos deram um salto de qualidade que transformou a disputa mais acirrada do que de hábito.

Sim, claro, Manchester United, que bateu o West Bromwich, na casa do inimigo por 2 a 1, a duras penas, segue líder. O Arsenal meteu 3 a 0, com certa folga, no Birmingham, e o Manchester City, que começa a ganhar um espaço, finalmente, entre os grandes, ficando em terceiro e segundo lugares, respectivamente.

Isso sem falar nas surpresas das rodadas anteriores, acumuladas pelas neves implacáveis da véspera do Natal.

Pelo visto, será um ano realmente novo para inglês ver.

Notas relacionadas:

  1. NEYMAR, FRED, KAKÁ, GANSO E PATO
  2. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
  3. CASABLANCA, NEYMAR E GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quarta-feira, 23 de junho de 2010 Copa do Mundo | 13:30

VENDO O ÓBVIO DE BINÓCULO

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Bill Clinton esteve no jogo dos EUA. Será que ficou sentado até o fim?

Direto de Johanesburgo – Os jornalistas brasileiros tiveram de escalar um prédio a dois quilômetros do local do treino secreto do Brasil para ver o óbvio, através do zoom das câmeras de TV e fotográficas: no lugar de Kaká entra seu reserva imediato, Júlio Baptista; e, se Elano não se recuperar das dores que o retiraram do exercício desta quarta-feira, antes de Dunga fechar as portas para a imprensa, improvisa-se Daniel Alves por ali.

Digo que Daniel Alves é uma improvisação porque o craque foi convocado como lateral-direito, não meio-campista como Elano. Ocorre que, além do fato de Elano jogar praticamente como um ala pela direita, em combinação com Maicon, Daniel Alves tem sido há tempos uma espécie de curinga de Dunga, por sua natural versatilidade, o décimo segundo jogador do técnico.

A par disso, imagino, Dunga terá em campo um jogador capaz de dar sempre o primeiro combate a Cristiano Ronaldo, força vital dos portugueses, tanto pela direita, quanto pela esquerda, já que o craque adversário gosta de explorar os dois flancos.

É esperar pra ver.

O PRIMEIRO CLÁSSICO

Com a vitória apertada da Alemanha sobre Gana, em jogo emocionante, por 1 a 0, já se definiu o primeiro clássico desta Copa: sábado, Alemanha e Inglaterra.

Um clássico que leva a campo não apenas a rivalidade de duas poderosas escolas europeias – os inventores do futebol moderno e o time que mais vezes chegou às finais -, mas, sobretudo, velhas cicatrizes de duas guerras mundiais em que estiveram sempre em trincheiras opostas.

Vai ser um pega-pra-capar!

INGLATERRA E EUA

Inglaterra, ufa!, e EUA cavaram suas respectivas vagas nas oitavas de final da Copa da África, com um golzinho apenas.

É verdade que o English Team, um dos favoritos da véspera à conquista do título mundial, teve pleno domínio do jogo contra a Eslovênia, em três quartos da partida, pro baixo.

Perdeu umas quatro chances claras para ampliar a contagem – numa delas, Rooney, em posição duvidosa, disparou, cara a cara com o goleiro, no poste direito.

E sobreviveu graças ao gol isolado de Defoe, ainda no primeiro tempo, que colheu na pequena área bom cruzamento da direita.

Mas, passou a complicar-se depois que o técnico italiano, Fabio Capello, substituiu Rooney, que vinha muito bem no jogo, por Joe Cole, lá pelos 25 do segundo tempo.

A partir daí, a Inglaterra perdeu o tônus ofensivo, transformou-se num time flácido, e passou o resto da partida na defesa, evitando o fatal gol de empate.

Já os EUA começaram melhor do que a Argélia, que se recuperou na metade do primeiro tempo, e criou, então, as melhores chances.

O jogo, de baixa qualidade técnica, mas extremamente disputado, só foi mesmo se definir nos descontos, aos 46 minutos, em feliz intervenção de Donovan, o melhor jogador da história sem tradições dos EUA, em lambança da defesa argelina. É certo que o resultado poderia ser menos sufocante se o juiz desse aquele gol legal de Dempsey.

O fato é que a Inglaterra, com a entrada, sobretudo, de Barry, um canhoto de passe exato, no meio de campo, e a progressão da bola de Rooney, segue em frente com boas chances de recuperar o prestígio abalado nas duas primeiras rodadas desta fase.

E os EUA vão firmando sua competência no nível mundial, com um futebol prático, altamente disciplinado no plano tático e determinado ao extremo, que depende demais de Donovan e de Dempsey para realizar as jogadas de classe superior ao patamar do resto da equipe.

Notas relacionadas:

  1. NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR
  2. A VEZ DO MALANDRO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 10 de junho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 15:33

A VEZ DO MALANDRO

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Direto de Joanesburgo - Como versava o velho samba, agora é que eu quero ver/ quem é malandro não pode correr.

Na verdade, malandragem, nessa Seleção do Dunga, está fora. Nem a saudável malandragem do passado, que se confundia com inventividade, habilidade e ousadia. Muito menos a deletéria, aquela feita de furtivas escapadas noturnas, de indisciplinas geradas pela vaidade ou pela indolência deste ou daquele.

A turma é disciplinada, coesa e come na mão do técnico, que rosna para toda sombra que passar à porta da concentração, amiga ou inimiga. Esquema, táticas, escalação, até mesmo as possíveis alterações estão devidamente delineados na prancheta do professor, que os jogadores seguem à risca.

Obviamente, muito melhor do que a bagunça. Mas, não tão edificante como alternativas mais transparentes e criativas sugerem.

A entrevista de Elano, nesta quinta-feira revela bem esse espírito. Justamente ele, que deveria dividir o setor de criação de jogadas do time, prefere se autodefinir como um eterno coadjuvante.

De fato, são todos coadjuvantes, talvez com exceção de Kaká e Robinho, que quebrou a lei do silêncio imposta pelo treinador para dar uma entrevista à Rede Globo, no dia de folga dos jogadores.

Mas, enfim, como em todas as Copas que entramos, desde 38, o Brasil é um dos favoritos à conquista. E isso é bem possível.

Raciocine comigo, companheiro: o jogador médio brasileiro é, em regra, superior, tecnicamente, ao jogador médio estrangeiro. A maioria das seleções é composta de jogadores médios.

Logo, se, por acidente qualquer, um Cristiano Ronaldo, um Messi, um Rooney, um Drogba, um desses poucos craques que desequilibram em seus times, estiver de fora na hora do confronto com o Brasil, nossas chances de vitória triplicam.

Portanto, como dizia o sambista maior, Cyro Monteiro, sempre que adentrava um recinto, quem é de bênção, bênção! Quem é de saravá, saravá!

charge daniel alves messi

Charge com Daniel Alves e Lionel Messi, por Milton Trajano

Treino secreto

O céu de Joanesburgo amanheceu com algumas nuvens brancas e esparsas, anunciando o frio que invadiria o dia e a noite. De manhã, nossos craques participaram de um treino secreto, que, segundo consegui apurar, na verdade, foi um coletivo.

Detalhes? Só consultando um oráculo.

À tarde, um treino alemão, em que o campo foi reduzido à metade e cinco equipes de quatro ou cinco jogadores, se revezavam, cada um vestindo uma cor diferente: branco, azul, verde, vermelho e verde.

O frio, já então, era de rachar, mas a moçada mexeu-se pra valer.

O mais importante da história toda é que Júlio César treinou com tudo, sem revelar nenhuma restrição aos seus movimentos.

Ao contrário, houve um lance em que ele foi simplesmente espetacular, defendendo três bolas atiradas cara a cara, em sequência. Coisa de cinema!

Melhor boa nova não poderia haver, pois nossa defesa é excelente, sem dúvida. Mas, muito da sua proficiência se deve ao goleiraço Júlio César, um paredão, como gostava de dizer o saudoso e até hoje insuperável Mário Moraes.

Bafanas em alta

África do Sul e México abrem a Copa nesta sexta-feira. Não se trata, claro, de um espetáculo inesquecível, a não ser pelo ritual próprio do maior torneio de futebol do mundo.

Os bafana-bafana estão entusiasmados com sua seleção, que é, tecnicamente, fraca. Mas, que, sob o comando de Parreira e incentivada pela galera pode surpreender um México que outro dia vi enfrentando a Inglaterra e me decepcionou. Os mexicanos, porém, são guerreiros e jogo de Copa é outro departamento.

França em baixa

Em seguida, o Uruguai pega uma França desacreditada. Ambos campeões do mundo, feitos, porém, distantes no tempo. A  França, mesmo sem ter um Zidane, um Platini ou um Kopa, que a conduziram a um patamar superior na história, tem alguns jogadores que merecem respeito.

Henry, sua maior estrela, está em plena decadência. É reserva no Barça, pra não dizer mais. Benzema, a jovem promessa, não conseguiu se firmar no Real. Restarão, pois, Ribéry, astro do Bayern, Malouda e Anelka, que ressurgiram no Chelsea para que a França tente, nesta Copa, apagar a má campanha na Eurocopa.

Ingleses e argentinos

No sábado, entram em campo mais dois dos sérios candidatos ao título. A Argentina, imprevisível, por conta de seu treinador maluquete, Maradona, enfrenta a Nigéria, e a Inglaterra pega os EUA, uma pedreira, não pela qualidade do time norte-americano, mas, principalmente, por sua determinação. Contudo, se Messi e Rooney acertarem o pé, fatura resolvida.

Notas relacionadas:

  1. NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR
  2. COMEÇO ANIMADOR
  3. O VALOR DA TANZÂNIA
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sábado, 3 de abril de 2010 Sem categoria | 19:02

GANHOU A POÇA D’ÁGUA

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Foi um jogo a três: Palmeiras x Oeste de Itápolis x Poças D’Áagua. As poças d’água, sem dúvida, venceram o cotejo que terminou em pálido 0 a 0.

A propósito, é inconcebível que o Palestra Itália esteja nesse estágio. Choveu muito, é verdade, ms não foi nenhum desses temporais capaz de inundar a cidade, embora São Paulo esteja á mercê das águas há muito tempo.

Afinal, lá pelos anos 70, o Palmeiras providenciou uma reforma báwsica de seu gramado, elevando-o acima do nível normal. Por isso mesmo foi batizado de O Jardim Suspenso. Justamente, para eleiminar o problema com a drenagem, crônico, na época, em todos os estádios paulistanos.

Durante décadas, o gramado resistiu bravamente ás intempéries, até que resolveram reformulá-lo no ano passado. Foram duas reformas consecutivas, e o resultado aí está.

Claro que não foi apenas o péssimo estado do gramado que fez o Palmeiras empacar mais uma vez.

O maior responsável por esse empate frustrante foi o fato de o técnico Zago ter poupado vários titulares, além dos que estão na enfermaria. E. mais: a boa marcação do Oeste, que chegou a criar duas ou três boas chances até de abrir a contagem.

De qualquer jeito, ficou claro, na própria escalação que o Palmeiras jogou definitivamente a toalha no Paulistão e mira a Copa do Brasil como objetivo final para salvar o semestre tão perturbado.

LÁ FORA

Na Inglaterra, a disputa continua acirrada entre Chelsea, Manchester United e Arsenal. O Arsenal, por exemplo, estava a um fio de cair fora da luta direta pelo título, diante do Wolverhampton, quando Bentdner, tão execrado pela míd a e a torcida dos Gunners, de cabeça, aos 49 minutos do segundo tempo, salvou a pátria.

Antes, o Chelsea havia assumido a liderança isolada ao bater o Manchester United, por 2 a 1, embora o segundo gol azul tivesse sido irregular.

Mas, na verdade, os Diabos Vermelhos sentiram muito a falta de seu artilheiro e principal jogador, Wayner Rooney.

Tipo de problema que parece não afetar o Barça, vencedor do Bilbao por 4 a 1, sem mais de meio titular. E é isso que impressiona nesse Barça, a capcidade de manter o mesmo padrão de jogo – marcação por pressão no campo adversário, toque de bola religioso – sejam quais forem os jogadores que estejam em campo. Volantes que atacam, meias que organizam, laterais que se projetam o tempo todo, veteranos experimentados ou jovens garimpados nas canteras, as divisões de base do clube.

Na Itália, o Inter manteve a pose, ao bater o Bolonha por 3 a 0, enquanto a Roma penava diante do Bari, para vencer por 1 a 0. Mas, o Milan, que desperdiçou duas chances seguidas de chegar ao topo da tabela, finalmente ganhou do Cagliari, por 3 a 2 e se mantém ali na faixa da disputa pelo título.

Nada excepcional, mas, pelo menos, emocionante.

Notas relacionadas:

  1. GARFO NA INCOMPETÊNCIA
  2. RONALDO, BRANDÃO E O CLÁSSICO
  3. PEIXE, NO MERGULHO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 21:39

CHEGA DE RODÍZIO

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São Paulo e Corinthians voltam a campo, nesta quarta-feira, ainda de olho na Libertadores, embora o Timão esteja na liderança do Paulistão, uma liderança de certa forma inesperada, pois representa um bônus extra nesta fase inicial de preparação da equipe.

Ao contrário do São Paulo, que, nesse mesmo processo de rodízio, perdeu mais pontos e ocupa um modesto oitavo lugar na tabela, o que quer dizer muito pouco neste torneio de formato tão esdrúxulo, cujo único valor estará concentrado lá adiante, na fase decisiva entre os quatro mais bem colocados.

Bem, o fato é que ambos precisam ir pensando em encerrar a festa do rodízio, para que seus times titulares estejam nos trinques na hora da Libertadores. Mais ainda o São Paulo, que pega na Arena de Barueri o São Caetano, quinto colocado, e cuja estreia na Libertadores será daqui uma semana. E olhe que o técnico Ricardo Gomes está ameaçando poupar vários titulares no clássico do fim de semana contra o Santos.

A propósito, qual é mesmo o time titular do São Paulo, depois da chegada de tantos reforços, com a única saída anunciada de André Dias para a Lazio de Roma? Confesso que, tirando Rogério Ceni. Miranda, Hernanes (?) e Washington, por falta de outro, só vejo indecisões nas demais posições.

Já o Corinthians, que vai a Campinas enfrentar a Ponte, parece mais bem delineado nesse sentido, o que explica em parte sua posição privilegiada na tabela, mesmo sem apresentar o futebol que dele se espera.

VERDÃO E PEIXE

O Palmeiras, que recebeu substancial reforço com o bate e volta de Sacconi no Nantes, pega a Lusa no Palestra Itália, enquanto o vice-líder Santos desce a serra fagueiro com o regresso de Robinho para jogar com o Santo André.

Dois adversários traiçoeiros, diga-se. A Lusa, porque tradicionalmente, é aquilo: ganha dos grandes para entregar aos pequenos. E o Santo André porque vem fazendo boa campanha. Mas, Santos e Palmeiras (mesmo perdendo para o Corinthians), nas cinco rodadas anteriores, foram os que mostraram um futebol mais interessante do que os demais. Basta que repitam a dose.

LAMBANÇA NA GÁVEA

Mas, que lambança é essa da diretoria do Flamengo pra cima do Pet, meu? Justamente nesta hora em que o Flamengo começa a se armar para a Libertadores com cara de sério candidato ao título, o cartola resolve punir o craque do time, um líder positivo, sujeito inteligente, que mesmo quando sai do time fica ali no banco dando a maior força para os companheiros.

Fosse uma dessas indisciplinas incontornáveis, vá lá. Mas, por essa rusgazinha à toa… Na pior das hipóteses, uma multa, caso o cartola se sinta tão ofendido por tão pouco. Mas, afastar Pet do time é um tiro no próprio pé do Flamengo. Ora, tenha paciência, seu Braz.

Ainda bem que, depois de uma reunião na noite dest5a terça-feira, a coisa foi amenizada. Mesmo assim, sempre resta um gosto azedo num instante em que o Fla se lambuzava de mel.

LAMBANÇA À INGLESA

Por falar em craque condenado, o becão John Terry está ameaçado de perder a faixa de capitão da English Team – uma honraria incomparável à de qualquer outra seleção do mundo – por causa do suposto caso com a mulher do seu companheiro Bridge. Esse é o mesmo Terry que, recentemente, foi denunciado por um tabloide inglês de receber altas propinas para passear com visitantes pelas dependências do Chelsea em horas impróprias e sem a devida autorização do clube. Tá maus, hein meu?

BOM REFORÇO

Não sei como anda o futebol do rapaz, mas, pelo que me lembro dele, quando saiu aqui do Corinthians para tentar a sorte na Europa, Ewerthon é um atacante veloz e incisivo, cuja bola cairia bem nesse ataque do Palmeiras, tão carente de alternativas, embora eficiente até aqui.

Notas relacionadas:

  1. O VAIVÉM DO PAULISTÃO
  2. E DEU A LÓGICA
  3. DECISÕES PELO BRASIL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 14 de novembro de 2009 Seleção Brasileira | 18:03

RESERVA POR RESERVA…

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A Inglaterra estava sem meio time, assim como o Brasil, muito desfalcado. A diferença é que os reservas da Inglaterra são muito inferiores, tecnicamente, aos reservas brasileiros, e o resultado foi a vitória do time do Dunga por 1 a 0.

E poderia ter sido de mais, já que Luís Fabiano desperdiçou pênalti do goleiro Foster em Nilmar, e Lúcio mandou uma canhota no poste, com o goleiro vencido.

Não foi um daqueles jogaços históricos, longe disso, mas, pelas circunstâncias, o Brasil exibiu uma bola coerente, e, em alguns poucos momentos, incisiva.

Era o que bastava para a hora.

Notas relacionadas:

  1. BELA VITÓRIA
  2. CONQUISTA HISTÓRICA DO BRASIL
  3. INVENTORES VERSUS REINVENTORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 12 de novembro de 2009 Seleção Brasileira | 15:14

INVENTORES VERSUS REINVENTORES

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Os ingleses inventaram o futebol,e os brasileiros o reinventaram, acrescentando à viril disputa de chutes e cabeçadas graça, imaginação, plasticidade, malícia e um tom certo de irreverência, que não só encantou o mundo como lhe serviu de espelho.

Tanto, que,ao longo do século passado, embora com certa relutância, que inglês tem o conservadorismo no seu DNA, eles passaram aos poucos a nos imitar, processo que se acelerou na última década, época em que fazíamos o caminho inverso, por conta do medo atávico de nossos treinadores ditos pragmáticos.

Sábado, ingleses e brasileiros se encontram em Dubai, num amistoso emblemático, já que ambos tiveram brilhantes campanhas nas respectivas Eliminatórias para a Copa do Mundo.

Pena que o Brasil não vá com toda a sua força, por lesões e outros bichos. Mas, vai com um time competitivo, capaz de ganhar mais uma vez deles. Não sei se o English Team igualmente terá seus melhores jogadores. Só sei que, se tiverem Rooney, Gerrard e Lampard, teremos de ficar muito atentos.

É verdade que o futebol inglês tem duas vertentes distintas: a dos nativos da Old Albion, que formam a Seleção, e a dos imigrantes globais, que formam os clubes mais poderosos do mundo, no momento, ao lado do catalão Barça.

Mas, talvez por osmose,essa diferença diminuiu nos últimos tempos, o que, certamente, dará um tempero especial a esse amistoso.

A hora de Fred

Simplesmente impressionante a performance de Fred, desde que, finalmente, assumiu o comando do ataque do Fluminense: oito gols em oito jogos, o que faz dele o ponto de inflexão do seu time que vive nessa dicotomia atroz – no Brasileirão, luta para escapar do descenso; na Copa Sul-Americana briga pelo título.

Mesmo longe de sua melhor forma física, Fred faz a diferença, entre outras coisas, porque é um daqueles raros artilheiros que sabem jogar – driblar, servir os companheiros, essas coisas todas.

Notas relacionadas:

  1. CALCIO E FUTEBOL
  2. NEM CHIII…, NEM TCHAN!
  3. VIVA O BRASIL!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 12 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 22:36

TRICOLOR SEGUE EM FRENTE

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São Paulo x Avaí

O jogo foi muito equilibrado no primeiro tempo, quando o Avaí chegou a ter ligeira superioridade tática, além de ter criado as duas melhores chances para marcar.

Mas, no segundo, o Tricolor voltou mais determinado, apertou a marcação na saída de bola do adversário, e chegou aos 2 a 0, com Dagoberto e Hugo.

Vitória preciosa, nesta quadra do campeonato, pois o Avaí, embora esteja patinando depois daquela arrancada fenomenal, é sempre um inimigo perigoso – bem armado em campo, sob o comando de Marquinhos, que divide com Diego Souza a palma de melhor jogador do campeonato até agora, não permite nenhum vacilo, não.

O certo é que o São Paulo segue praticando um futebol bem mais interessante do que aquele do primeiro semestre.
Usou muito as bolas alçadas à área do Avaí, mas também colocou-a no chão e produziu algumas tramas coletivas até então raras nesse time.

MENGOOOO!

Flamengo x Sport

Exagerou nosso querido Andrade ao dizer que seu Flamengo fez lembrar aquele dos anos 80, dele mesmo, de Zico, Adílio e cia. bela. Mas, não muito, pois o Mengo realmente deslizou diante do Sport, na vitória por 3 a 0 – dois de Adriano, o primeiro, de se tirar o chapéu.

É verdade que o Sport, não bastasse a fase aziaga por que passa, jogou todo desfalcado e ainda por cima perdeu o zagueiro Durval, expulso no fim do primeiro tempo.

Mas, isso não subtrai o mérito do jogo praticado pelo Fla. Afinal, estamos cansados de ver um time tropeçar na bola, mesmo enfrentado uma leve brisa contra.


NA EUROPA
Real e Barcelona avançam em direção ao título espanhol como se aproveitassem o vácuo da mais antiga tradição do futebol europeu.

Ambos pouparam alguns de seus craques na rodada deste sábado, e mesmo assim se livraram sem muitos problemas de seus respectivos adversários – o Espanyol e o Getafe.

Mas, os dois tiveram que recorrer no segundo tempo a seus astros em descanso. Em Barcelona, Cristiano Ronaldo entrou no segundo tempo para fazer o gol de abertura do Real, na vitória por 3 a 0, sobre o Espanyol. E Messi foi chamado para resolver de cabeça, diante do Getafe, em passe magistral de Ibrahimovic, autor do primeiro gol.

Pelo visto, vai ser, como sempre, o campeonato de dois times. Mas, mais do nunca, uma pauleira entre os dois.

Já no campeonato inglês, o Manchester City ratificou seu início auspicioso, com todos os seus novos reforços (Adebayor, Lescott, Barry etc.), menos Tevez, poupado, e Robinho, machucado. Meteu simplesmente 4 a 2 no Arsenal de toque de bola tão afinado, mas de muito pouca agressividade no ataque. Falta ali alguém como… como.. Adebayor, seu ex-artilheiro e atual carrasco.

Triste é ver esse Milan de Leonardo empatar por 0 a 0 com o Livorno, exibindo um jogo opaco e inoperante. Ronaldinho Gaúcho, que na primeira rodada havia dado sinais de recuperação, saiu substituído sob vaias da torcida, justificadas, diga-se. Até quando?

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR E O CINZA
  2. TRICOLOR, FINCANDO O PÉ
  3. TOQUE TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 00:18

NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR

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Essa Seleção do Dunga está mesmo encantada: desfalcada de meio time e jogando praticamente todo o segundo tempo com um a menos, já que em noite aziaga Felipe Melo foi expulso, mesmo assim, meteu 4 a 2 no Chile.

E chegou a esse placar depois de ter levado o implausível empate quando vencia fácil por 2 a 0. Graças às mudanças feitas por Dunga e, sobretudo, à vocação de artilheiro de Nilmar, três vezes Nilmar, o nome do jogo. Que, diga-se não marcou só (só?) três gols, mas jogou muito bem o tempo todo, nas horas boas e nas más, principalmente.

Dos três que entraram no decorrer da partida – Sandro, Elano e Diego Tardelli -, Elano deu o centro que resultou no quarto gol brasileiro, Sandro cimentou a cabeça de área que começava a se esgarçar, e Diego Tardelli parecia ter saído do chuveiro e caído no pagode, de calções e toalha no pescoço.

Movimentou-se com leveza lá na frente, e, sempre que a bola chegava a seus pés, algo de diferente acontecia. Gostaria muito de ver um jogo inteiro essa dupla – Nilmar e Tardelli – com a camisa brasileira. No mínimo, seria divertido.

PELAS OROPA

A Iglaterra ingressou na Copa da Áftrica do Sul com uma goleada histórica sobre a Croácia: 5 a 1, dois de Lampard, dois de Gerrard e um de Rooney, as três estrelas do time. Mas, quem abriu o caminho para a vitória espetacular foi o garoto Lennon, um cabrochinho desses bem brasileiros, espertos, driblador, veloz, que fez o diabo pela direita: sofreu o pênalti que deu origem à abertura de contagem; fez assistências para outros dois e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que a Croácia não é nenhum San Marino, Luxemburgo ou Ilhas Faore, nada disso. É um dos centros mais evoluídos do futebol europeu, desmembramento da antiga Iugoslávia, praticante da mais lídima escola Danúbio de jogar bola.

A Espanha, também cumprindo cem por cento de campanha, bateu a Estônia por 3 a 0, em bela performance de Fabregas, e assegurou sua ida à África do Sul, juntando-se até agora à Holanda, que bateu a Escócia por 1 a 0, já classificada, e à Inglaterra.

Como a Itália, vencedora do embate com a Bulgária por 2 a 0, caminha na mesma direção, assim como a Alemanha, que goleou o Azerbajião por 4 a 0, a Europa colocará nos campos africanos sua linha de frente. Falta apenas a França, que empatou com a Sérvia por 1 a 1 e periga em seu grupo.

Mas, a verdade é que a França parece viver de seus craques excepcionais e sazonais: Kopa, nos anos 50, Platini, nos 70/80, e Zidane, na fase mais gloriosa dos azuis.

E LOS HERMANOS…

Só no primeiro tempo, o Paraguai já havia metido duas bolas nas traves do goleiro Romero e outra, nas redes. De resto, foi uma lamentável exibição dos argentinos, mais uma, sob o comando (ou seria desorientação?) de Maradona.

Pois, nem mesmo o meio de campo e o ataque, compostos por jogadores de alto nível, conseguiam armar sequer uma jogada de perigo real e talento compatível.

Choro por ti, Argentina, lágrimas tangueras e sinceras.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, NILMAR E RAMIRES
  2. HORA DA CONFIRMAÇÃO
  3. AGORA, A ÁFRICA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 16 de agosto de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 21:00

A 18ª rodada do Brasileirão e o show do Arsenal

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Pode ser mera coincidência. Ou fruto da dureza dos confrontos. Afinal, foram tr~es clássicos nacionais que o Palmeiras enfrentou nas últimas rodadas: Grêmio, Galo e Botafogo, três empates por 1 a 1, dois deles, frustrantes para um líder que sonha com o título, por mérito e honra, já que disputados em casa.
 
O último, sábado, contra o Botafogo, ainda mais decepcionante, desde que o adversário, embora tradiconalíssimo clube brasileiro, vem se arrastando no campeonato lá pelos últimos lugares.
 
Seja por que motivo for, o fato é que o Palmeiras mudou de cara, em relação àquele time que vinha vencendo e encantando sob o comando de Jorginho ainda outro dia.
 
Não consegue mais tocar a bola com fluência da defesa ao ataque, não mais pressiona o adversário no campo adversário, não mais cria tantas chances de gol como criava. Passou a jogar com um olhar mais defensiva, e, evidentemente, mais tenso na troca de bola. Por isso, talvez tantos erros de passe no jogo contra o Botafogo, que jogou o trivial, com uma dose extra de empenho, só.
 
Muricy, depois do jogo, assegurou que o time joga sob o mesmo esquema anterior, que nada mudou. Em termos: o simples fato de escalar três volantes, empurrando Cleiton Xavier e Diego Souza um degrau acima, já representa uma mudança radical no estilo do Palmeiras jogar. Ambos se sentem desconfortáveis nessas funções. E eles têm sido a grande diferença desse time.
 
Alguém que Muricy muito admira já disse que futebol é detalhes. E, muitas vezes, é mesmo.
 
Contudo, a vitória do Inter, folgada, sobre o Santo André, naquele pasto do ABC, por 2 a 0, mostra como é precária a liderança do Palmeiras.
 
Pois, o Inter, agora, entra pra valer na disputa, com dois jogos ainda a serem cumpridos, o que lhe confere a chance de virar o turno em primeirão. Jogo é joo, porém.
 
TIMÃO ACERTANDO
 
O Corinthians, ao meter 2 a 0 no Galo, no Pacaembu, não só ganhou moral para seguir nessa reformulação inesperada, como mostrou que avançou bem nesse sentido. Não pela vitória em si, que isso, às vezes, é ocasional. Mas, pela forma com que jogou, organizada, segura, eficiente. E o mais animador: sem abrir mão de seu esquema ofensivo, com um volante, dois meias e três atacantes.
 
Sim, porque, geralmente, nesses casos, a tendência do treinador é buscar refúgio num esquema defensivo para se resguardar dos maus ventos da transição: até encontrar o time ideal, até chegarem os reforços, fecha aqui, fecha acolá, que não vou botar a cara a bater.
 
Mano, não. Mano botou a cara a bater, levou dois ou três tabefes, e já começa a revidar.
 
É verdade que o Galo não foi o Galo. Foi um arremedo do Galo, time inteiramente desfigurado por lesões e cartões. E aqui volta à cena a única restrição que se lhe fazia quando assumiu a liderança do campeonato: terá elenco para resistir à maratona lá no topo?
Esperemos pra ver.
 
TRICOLOR EM MARCHA
 
E o São Paulo, ao vencer o Sport, na Ilha do Retiro, por 2 a 1, com gol de cabeça de Hugo já nos descontos, cumpre respeitável série invicta e segue na direção da luta pelo título, ocupando já um lugar no G-4.
 
Não, não foi uma exibição exemplar do Tricolor,prejudicada também pelas duas expulsões, mas bastou para cumprir sua missão, com méritos, já que dominou o primeiro tempo e foi dominado no segundo, mas soube aproveitar suas chances.
 
A GOLEADA
 
O grande placar da rodada, sem dúvida, foi a goleada impingida pelo Grêmio num Flamengo que se embicava para uma rápida escalada na tabela: 4 a 1. Mesmo sendo no Olímpico, é resultado para virar manchete e plantar uma pulguinha na orelha do Urubu (sei bem, meu, que urubu não tem orelha, é jeito de falar).
 
Quem, no entanto, não para de crescer é o Goiás, já na vice-liderança do torneio, ao bater o Vitória por 3 a 2, em jogo renhido. Assim como o Avaí, que recebeu o Náutico no Avaí e o venceu por 2 a 1.
 
Só o Fluminense não consegue subir um degrau sequer, e continua lá embaixo, depois da derrota para o Coritiba por 3 a 1, em casa. É demais.
 
PEIXE E RAPOSA
 
Foram poucas mas boas, as oportunidades criadas tanto por Cruzeiro quanto pelo Santos, na noite de domingo no Mineirão. E quase todas elas foram devidamente conjuradas pelos dois goleiros, os destaques do clássico nacional – Felipe e Fábio. Mas, se o Santos dá sinais de melhora, o Cruzeiro continua marcando passo numa zona cinzenta e temerária da tabela.
 
ARSENAL, SHOW
 
Na rodada inicial do Campeonato Inglês, o mais charmoso do planeta, só o Liverpool, dentre os eternos candidatos ao título, não venceu. Tomou de 2 a 1 do Tottenham. Chelsea, Manchester United e Arsenal estrearam, porém com vitória.
 
Mas, show mesmo quem deu foi o Arsenal, ao golear o tradicional Everton por 6 a 1, fora o baile. Naquele seu toque-toque habitual, já sem Adebayor, que se juntou a Robinho no City, os Guns hipnotizaram os azuis e foram somando seus gols e chances desperdiçadas, sob o comando da dupla Denílson e Fabregas, este, autor de dois gols, um deles, de placa. Dá gosto ver esse time jogar.
 
Já o Manchester United teve pleno domínio sobre o Bermingham, mas errou demais na hora da finalização, sobretudo com o português Nani. De positivo, a presença do equatoriano Antonio Valencia no lugar de Cristiano Ronaldo, ali pela direita. Joga bem, é hábil e, com o tempo, tende a evoluir. Se não algo perto do português ilustre, pelo menos, para cumprir bem aquela função ali nos Diabos Vermelhos, que, diga-se, já não são os mesmos, mas vão brigar.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

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