NEYMAR TOTAL
Os números do iG Futebol sobre o desempenho de Neymar apresentados aqui no Esporte do iG são impressionantes: além de levar a palma de artilheiro do Paulistão, com 20 gols, sete a mais do que o segundo colocado, e de melhor jogador do torneio, segundo eleição da FPF e do jornal Diário de S. Paulo, Neymar destaca-se em todos os outros quesitos pesquisados – assistências, dribles, posse de bola e até em desarmes (26 concluídos em 27 tentados).
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Quer dizer: não só brilha individualmente, como contribui em alta dose para o coletivo. Joga todas, nem sabe onde fica a porta da enfermaria do clube, e, em menos de quatro anos como profissional, já abarrotou sua estante de troféus com uma galeria dourada de títulos: campeão da Libertadores, da Copa do Brasil e tricampeão paulista, se é que não me escapa mais algum. Em todos, foi o principal protagonista e artilheiro de seu time. O que mais se pode exigir de um craque?
Ah, sim, o carisma, essa capacidade intrínseca de atrair em torno de sua imagem multidões. Pois, também aqui Neymar lidera a lista. A tal ponto de estar prestes a reproduzir na Vila o fenômeno de arregimentação que só Pelé conseguiu na virada dos anos 50 para os 60. Isto é: fazer a cabeça de toda uma geração de garotos e garotas, que já começam a se bandear dos clubes de seus pais para o Santos de Neymar.
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Como estimar o valor disso? Quanto vale criar uma geração inteira de novos torcedores de um clube que, depois de Pelé até Robinho, mais perdia do que ganhava novos adeptos? Esse é um patrimônio para todo o sempre, não tem preço.
E isso se deve muito à coragem e inteligência do presidente Luís Álvaro, que bancou o que parecia até então impossível, o de manter Neymar na Vila a qualquer custo.
Por fim, outro detalhe relevante, talvez até mais do que tudo que foi dito antes: Neymar é o símbolo, hoje, do resgate do nosso verdadeiro futebol, moleque, criativo, incisivo e inexplicável, porque mágico. Seu jogo não cabe em qualquer formulação pseudocientífica, ou em traçados táticos e estratégicos que povoam a mente dos treinadores, e esse sempre foi nosso maior trunfo diante do resto do mundo.
E o mais gratificante é saber que esse menino está apena dando seus primeiros chutes nos campos de futebol, transformando-os em autênticos campos dos sonhos.
A SELEÇÃO DO CAMPEONATO
Nesta noite serão entregues os prêmios para os melhores do Paulistão, a saber: Rafael; Oziel, Dracena, Rodolfo (nego-me a acrescentar aqueles agás fora de esquadro) e Cortez; Assunção, Paulinho e Ganso; Lucas, Hernani e Neymar.
O que se pode depreender dessa escalação, concordemos ou não com este ou aquele nome?
Em primeiro lugar, que o Corinthians, campeão brasileiro e líder da fase classificatória, a mais longa do torneio cede tão somente Paulinho, que realmente esmerilhou, prova de que o Timão é mais conjunto do que individualidades.
Em segundo lugar, que a distribuição tática dessa equipe representa um avanço em relação às formulações dos últimos dez anos, por baixo, pois se configura num claro 4-3-3, sistema resgatado pelos grandes centros europeus há um bom tempo.
De resto, é dizer que meu lateral-esquerdo seria Fábio Santos, pelo enorme significado desse jogador para o time corintiano, como um todo, embora Cortez, tecnicamente, seja mais bem dotado e tenha feito um excelente campeonato.
Assim como Arouca ocuparia o posto de Assunção. Mas, como substituir aquele que foi a peça principal do Palmeiras, com suas bolas paradas mortíferas?
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: estatísticas, iG, iG Futebol, Neymar, Paulistão, seleção do Paulistão