21/10/2009 - 20:09
A grande surpresa na Liga dos Campeões, sem dúvida, foi a derrota do Barça para o Rubin, em pleno Camp Nou. Por 2 a 1. Mas reveja o jogo, meu amigo. E verá que o Barça teve mais de sententa por cento de domínio de bola, meteu duas bolas nas traves, com Ibrahimovic e Touré, criou uma pá de chances para golear o adversário e saiu de campo derrotado.
O Barça é assim: quando perde, se perde, perde jogando infinitamente mais do que seu inimigo. Claro, não teve a mesma sincronização de sempre, não tocou a bola ao seu estilo como de hábito. Mas, jogou mais e merecia melhor placar.
Assim como outra surpresa foi a virada espetacular do Milan, no Santiago Bernabéu, sobre o Real Madri, que saiu na frente numa lambança do nosso Dida, que Raul aproveitou ao seu feitio: Dida, já com a bola dominada de um chute à distância, tentou sair rapidamente, se embaralhou e Raul guardou.
Mas, no segundo tempo, de repente o Milan, que vinha de campanhas pífios, tanto no Campeonato Italiano quanto na Liga dos Campeões, teve uma epifania, uma revelação súbita, cobriu-se de luz e virou para 2 a 1, num disparo longo de Pirlo e numa arrancada revestida de discreta finta de Pato sobre o goleiro Casillas, que saiu mal do gol, e empatou.
Empatou e sofreu o empate em seguida, com um tiro certo de Drenthe. Mas, teve de completar a vitória por duas vezes: num cabeceio de Thiago Silva, absolutamente legal, que o juiz anulou, e no bate-pronto de Pato, em levantamento magistral de Seedorf, que o juiz legitimou. Ah, sim, antes, no primeiro tempo, houve pênalti em favor do Real.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria
Tags: Barcelona, Camp Nou, futebol, Ibrahimovic, Liga dos CAmpeões, Rubin, Touré
23/09/2009 - 14:52
Ah, Barça, colírio para estes olhos tão embaçados pela poluição de gestos toscos e primários que sufocam o futebol por quase todos os campos desse mundão afora.
Que belo espetáculo esse proporcionado pelos catalães ao meterm 4 a 1 no Racing, em Santander, depois da goleada imposta no domingo sobre o Atlético de Madri. Por 5 a 2, no fim de semana. Não apenas pela profusão de gols, que isso conta muito mas não é tudo. E, sim, pelo brilho individual com que seus craques revestem o conjunto sincronizado e objetivo, sempre em busca do ataque.
Os dribles inesperados de Messi, autor de dois gols, que sempre culminam em disparos à meta ou em medidas assistências, os passes magistrais e consecutivos de Xavi, aquele toque de calcanhar mágico de Ibrahimovic para o gol do zagueiro Piqué, são tantas, enfim, as firulas e volteios com que esse timaço nos brinda… Prova vivíssima, atual, de que, si, se puede. Pode-se, sim senhor, fazer-se o resultado com classe e inventiva.
Ah, mas o Barça é um clube riquíssimo, capaz de contratar a estrela que quiser, ao contrário dos nossos clubes, meros exportadores de craques. Pode, mas não costuma fazê-lo. Ao contrário: prefere produzir em casa seus craques, como o argentino Messi, que foi levado pra lá aos doze anos de idade, Puyol, Busquets, Bojan etc. E, quando vai á compra, leva uns trocados no bolso, com esta ou aquela exceção.
Mas, seja quem for o recém-chegado, terá de exibir o perfil técnico de um esquema imutável (mais do que isso: o espírito), aquele que privilegia o futebol gracioso e eficiente de sempre.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Barcelona, Ibrahimovic, Messi
22/03/2009 - 19:28
Nem Ronaldo, nem Neymar. O nome do clássico foi mesmo Dentinho, autor do gol da vitória do Corinthians sobre o Santos, num Pacaembu eletrizado. E não apenas porque fez o gol, de cabeça, logo aos 15 minutos de partida, em magistral cruzamento de Douglas da esquerda. Mas, sobretudo, por sua movimentação, seus dribles, suas investidas.
Mesmo porque tanto Neymar quanto Ronaldo passaram discretamente pelo gramado, embora cada um tivesse desperdiçado duas grandes chances de se consagrar, em raras participações dos goleiros Felipe e Fábio Costa.
Curioso isso, pois os dois times entraram em campo com formações teoricamente mais ofensivas do que habitualmente se vê no futebol brasileiro mais recente.
O Corinthians, com apenas um volante de ofício (Cristian) e o Santos, com três atacantes por vocação – Neymar, Kleber Pereira e Roni, com Lúcio Flávio na armação.
Contudo, o jogo se concentrou no meio-de-campo, até o gol de Dentinho, dividido entre os dois times; depois, com claro predomínio santista. E aqui me parece que tenha sido o equívoco do técnico Mancini, ao escalar o menino Neymar mais como articulador de jogadas do que verdadeiramente um atacante. Não me parece ser a dele.
Equívoco que se pronunciou quando, no segundo tempo, tirou o garoto para a entrada de Madson. Melhor, imagino, seria trocar Roni por Madson, que dinamizou um pouco mais a armação. Mais, talvez, por conta do recuo corintiano.
Quanto a Ronaldo, é assim mesmo, não se pode esperar mais, por enquanto do craque: dois ou três lances de categoria, e duas investidas na área perigosas. Acabou sendo substituído lá pelos 36 do segundo tempo, quando o Timão precisava mais de velocidade no contragolpe do que de técnica e precisão nos remates.
O que, porém, mais valeu nesse clássico foi a nítida recuperação técnica de Douglas, pelo lado corintiano, e a suspeita de que o Santos, mesmo sendo derrotado e caindo fora do G-4, tem bala para chegar lá.
MENO MALE
O líder Palmeiras, no sábado, não foi além de um empate por 1 a 1 com o Guaratinguetá. Levando-se em conta que o o mandante era o Guará e que o Palmeiras jogou desfalcado de sua dupla de ataque titular – Keirrison e Willians -, melhor um empatezinho assim do que uma derrota.
Sobretudo, porque o Guará marcou bem, e promoveu um jogo muito equilibrado com o Palmeiras, que segue ainda na liderança, mas já sentindo a aproximação do Corinthians.
MENOS MAL
E o São Paulo, que sem André Dias e Júnior César, foi a Jundiaí e não conseguiu também mais do que esse empate por 1 a 1?
Se o resultado pode ser considerado frustrante, valeu saber que o Tricolor foi melhor do que o Paulista e mereceria um resultado mais compatível com essa superioridade.
É mais animador, né?
LÁ FORA
Só vi o primeiro tempo. Mas, bastou para me empanturrar de Barcelona: 4 a 0, com mais dois gols na etapa final, sobre o frágil Málaga. Tudo bem: o Málaga é fraquinho, mas, que diabo!, é isso que se espera de um timaço como o Barça – quando pega uma moleza, massacra logo. E, como está jogando esse Xavi, meu Deus!
Por falar em massacre, o Liverpool pegou no breu, e, depois de ensacar o Real, pela Liga dos Campeões, goleou o poderoso Manchester, e agora enfia 5 a 0 no Aston Villa, com três gols de Gerrard, um craque à beira da perfeição: marca, arma, passa, lança e bate na bola como poucos.
Assim, o Liverpool deu uma mãozinha a mais ao Arsenal, na luta por uma vaga na próxima Liga dos Campeões, que, no sábado, deu um show de bola no New castle, na casa do adversário: 3 a 1, naquele seu proverbial toque-toque.
Enquanto Liverpool e Arsenal ascendem, Manchester e Chelsea sucumbem. O Manchester somou sua segunda derrota seguida, o que não ocorria há muito tempo, e o Chelsea perdeu para o Tottenham, por 1 a 0, depois de longa série invicta desde a saída de Felipão.
Já na Itália, a Inter, ao bater a Reggina por 3 a 0, com direito a golaço de Ibrahimovic, que driblou três e meteu por cobertura, surfa lá no topo da tabela. Não tem pra ninguém.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional
Tags: Barcelona, Corinthians, Dentinho, Gerrard, Ibrahimovic, Inter de Milão, Liverpool, Messi, Neymar, Ronaldo, Santos