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quinta-feira, 23 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 02:08

E RESPINGOU NA CANARINHO

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Mano anunciou sua convocação, e Neymar está fora. Pior para a Seleção, que perde o talento do melhor jogador em atividade no país. Melhor seria chamá-lo e ter uma conversa firme com o menino e observá-lo bem durante os dias da concentração.

Por outro lado, fez justiça ao chamar Elias, que está esmerilhando, assim como o lateral-direito do Flu, Mariano. Outra boa pedida: o versátil Wesley, que tanto pode atuar como segundo volante, quanto de meia ou lateral-direito.

Ah, sim, e o menino Giuliano, que terá sua primeira chance, merecida, diga-se.

Timão, firme

O jogo foi interessante, embora tivesse alguns momentos de letargia de ambas as partes. Mas, foi pontilhado por algumas jogadas de efeito, como as investidas de Neymar pela esquerda, sobretudo no primeiro tempo, ou aquela infiltração de Jucilei, fazendo fila na defesa peixeira, antes do passe exato para o primeiro gol de Iarley.

Mas, o curioso é que a vitória do Corinthians veio justamente quando o Santos mais pressionava, e fruto de árvore envenenada, como costumam dizer os advogados da tv americana. Sim, porque Danilo, ao receber a bola que resultou no terceiro gol do Corinthians, estava voltando de posição de impedimento. Falha do bandeira.

Mas, enfim, o Timão venceu mais uma, isolou-se ainda mais na liderança e mostrou novamente que é uma equipe centrada, equilibrada tática, técnica e emocionalmente, atributos essenciais para quem pretenda levantar a taça de um campeonato do tipo do Brasileirão, em pontos corridos.

Quanto ao Santos – e, principalmente, Neymar – foi gratificante ver que a equipe, apesar de alguns desfalques, não demonstrou em campo nenhum abatimento ou irritação extra provenientes das lambanças nos bastidores do clube.

Ao contrário: jogou seu jogo possível, dentro de suas atuais limitações técnicas, e, se perdeu para o líder do campeonato, fez o suficiente para ganhar até.

E se há algo positivo a ser extraído dessa derrota é o fato de que Neymar jogou sua bola de altíssimo nível, sem manhas e chiliques, mas com personalidade, que é como deve ser.

Raposa no poleiro

E a Raposa já está lá, a três passos da liderança, esperando por um tropeço do Flu de Muricy, que joga nesta quinta com o Galo de Luxemburgo, na sua nova casa, o Engenhão.

Ao bater por 2 a 0 o Ceará, num jogo tinhoso, o Cruzeiro, nesse caso, pode se consolidar em segundo lugar, posição que, por justiça, lhe cabe bem, assim como ao Fluminense também, diga-se.

Arroz queimado

Ao anunciar a saída de Dorival Jr., o diretor do Santos deu a entender que, por trás, da súbita mudança de comportamento do técnico, moviam-se sombras de uma possível transferência do treinador para o São Paulo.

À noite, a notícia corria leve e solta: Dorival Jr. já estaria acertando sua ida para o Morumbi, para fazer uma espécie de dobradinha com Baresi, a fim de apressar o rejuvenescimento do time.

Entre um fato e o boato, assisti à entrevista coletiva dada por Dorival Jr. Tenho por ele o maior apreço e respeito, como profissional e como pessoa. Mais que isso: percebo que há entre nós certa sintonia, onde impera a franqueza.

Mas, confesso: não senti firmeza nem nas palavras, nem no semblante de Dorival Jr. durante a coletiva em que ele tentava explicar sua saída do Santos. Seus olhos vagavam incertos, sua voz se embaçava em tons menores e as explicações me foram inconvincentes: quer dizer que ele saiu da reunião com o presidente certo de que o acordo sobre a punição de Neymar era um, e, para o presidente era outro?

Faltou para o técnico uma conversa mais direta? Huummm…

Por falar em São Paulo…

O Tricolor ganhou um jogo importante para sua caminhada em direção à plena recuperação neste campeonato: 2 a 1, no Guarani, gols de Marlos e de Ricardo Oliveira, que entrou no segundo tempo, em lugar de Fernandão, e deu nova dinâmica ao ataque tricolor.

Assim, o São Paulo vai, aos pouquinhos se aproximando da zona de classificação da Libertadores, embora para chegar lá o caminho ainda seja longo e cheio de obstáculos de toda aquela turma que já está lá há tempos.

Palestra, ufa!

Depois de um primeiro tempo esquecível, o Palmeiras conseguiu, na etapa final, meter seu golzinho salvador, com Márcio Araujo, no Prudentão.

Mais uma vez, portanto, o Palmeiras colhe um resultado positivo fora de casa, onde tropeça mais do que avança. O que prova a teoria da cuca fermentada. Diante de sua torcida, sempre exigente, o time vacila mais do que lá fora.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, CATEGÓRICO
  2. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
  3. TIMÃO DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:54

TIMÃO E TRICOLOR NA FRENTE

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Dentre os quatro grandes paulistas, sem dúvida Corinthians e São Paulo estão um passo á frente de Palmeiras e Santos, no processo de remontagem de suas respectivas equipes.

Ambos contrataram um pacote de bons jogadores, que, se integrados devidamente aos novos times, poderão conferir um salto de qualidade grande para as disputas das competições que aí vêm: Paulistão e Libertadores.

O Corinthians trouxe Roberto Carlos, Danilo, Ralf, Iarley, Tcheco e ainda busca um zagueiro de porte. O São Paulo, encomendou os dois Paraíbas do Coritiba – Marcelinho e Carlinhos -, o zagueiro André Luís, Fernandinho, Xandão, e assedia Fernandão.

Todos esses nomes, por certo, oferecem aos treinadores das duas equipes muitas alternativas táticas, que podem até reconfigurar o modo de jogar tanto do Timão quanto do Tricolor.

Em contrapartida, Palmeiras e Santos seguem paralisados pelos dois últimos grandes eventos que se abateram sobre eles: no Parque, a inesperada perda até da vaga para a Libertadores; no Santos, a queda dinastia Teixeira, com a eleição de Luís Álvaro.

Esses vão ter de correr para se armarem com vistas ao Paulistão e à Copa do Brasil. E o amigo já sabe: a pressa é inimiga da perfeição, embora esta fuja dos campos de futebol como o diabo da cruz.

BRASÍLIA?

Um ínclito senador pelo Paraná, inconformado com a justa punição ao Coritiba pelo horrendo ato de vandalismo no Couto Pereira, despido de tarefas mais importantes, resolveu correr lista no Congresso, propondo a transferência do STJD do Rio para Brasília.

Ora, ora, ora, seria o mesmo que derramar a sopa no mel. Se a questão fosse essa – o eventual uso político do STJD -, que dirá na corte do Planalto Central? Aliás, o mesmo argumento, tempos atrás, quando mais acirrada era rivalidade entre Rio e São Paulo, foi levantado pelos paulistas mais ingênuos para transferir-se a CBD (hoje CBF) para Brasília. O mesmo argumento em contrário prevaleceu à época.

A turma esquece que, por exemplo, quem preside o STJD é um paulistão, corintiano roxo, o Dr. Approbato Machado. E que o falecido Nabi Abi Chedid, bragantino desde que sua família veio do Líbano, foi presidente de fato da CBF em tempos nada saudosos.

A questão não é e nunca foi essa. A questão é que, sob a toga do magistrado, palpita sempre um escudo do coração do torcedor deste ou daquele clube. E o código que o guia é, como em geral a legislação brasileira, cheio de meandros e babados que permitem-no tomar um curso contra o bom senso sem fugir das margens estabelecidas pela lei.

A solução, porém, é mais simples: trocar esses tribunais todos por comissões disciplinares baseadas num código de penas, claro, conciso e que englobe, sei lá, as quinhentas situações recorrentes no futebol. Fez isso, paga assim. Sobrepõe-se assim a letra fria à emoção humana.

Notas relacionadas:

  1. TRICOLOR SEGUE EM FRENTE
  2. A DIFERENÇA TRICOLOR
  3. EQUILÍBRIO TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,