E RESPINGOU NA CANARINHO
Mano anunciou sua convocação, e Neymar está fora. Pior para a Seleção, que perde o talento do melhor jogador em atividade no país. Melhor seria chamá-lo e ter uma conversa firme com o menino e observá-lo bem durante os dias da concentração.
Por outro lado, fez justiça ao chamar Elias, que está esmerilhando, assim como o lateral-direito do Flu, Mariano. Outra boa pedida: o versátil Wesley, que tanto pode atuar como segundo volante, quanto de meia ou lateral-direito.
Ah, sim, e o menino Giuliano, que terá sua primeira chance, merecida, diga-se.
Timão, firme
O jogo foi interessante, embora tivesse alguns momentos de letargia de ambas as partes. Mas, foi pontilhado por algumas jogadas de efeito, como as investidas de Neymar pela esquerda, sobretudo no primeiro tempo, ou aquela infiltração de Jucilei, fazendo fila na defesa peixeira, antes do passe exato para o primeiro gol de Iarley.
Mas, o curioso é que a vitória do Corinthians veio justamente quando o Santos mais pressionava, e fruto de árvore envenenada, como costumam dizer os advogados da tv americana. Sim, porque Danilo, ao receber a bola que resultou no terceiro gol do Corinthians, estava voltando de posição de impedimento. Falha do bandeira.
Mas, enfim, o Timão venceu mais uma, isolou-se ainda mais na liderança e mostrou novamente que é uma equipe centrada, equilibrada tática, técnica e emocionalmente, atributos essenciais para quem pretenda levantar a taça de um campeonato do tipo do Brasileirão, em pontos corridos.
Quanto ao Santos – e, principalmente, Neymar – foi gratificante ver que a equipe, apesar de alguns desfalques, não demonstrou em campo nenhum abatimento ou irritação extra provenientes das lambanças nos bastidores do clube.
Ao contrário: jogou seu jogo possível, dentro de suas atuais limitações técnicas, e, se perdeu para o líder do campeonato, fez o suficiente para ganhar até.
E se há algo positivo a ser extraído dessa derrota é o fato de que Neymar jogou sua bola de altíssimo nível, sem manhas e chiliques, mas com personalidade, que é como deve ser.
Raposa no poleiro
E a Raposa já está lá, a três passos da liderança, esperando por um tropeço do Flu de Muricy, que joga nesta quinta com o Galo de Luxemburgo, na sua nova casa, o Engenhão.
Ao bater por 2 a 0 o Ceará, num jogo tinhoso, o Cruzeiro, nesse caso, pode se consolidar em segundo lugar, posição que, por justiça, lhe cabe bem, assim como ao Fluminense também, diga-se.
Arroz queimado
Ao anunciar a saída de Dorival Jr., o diretor do Santos deu a entender que, por trás, da súbita mudança de comportamento do técnico, moviam-se sombras de uma possível transferência do treinador para o São Paulo.
À noite, a notícia corria leve e solta: Dorival Jr. já estaria acertando sua ida para o Morumbi, para fazer uma espécie de dobradinha com Baresi, a fim de apressar o rejuvenescimento do time.
Entre um fato e o boato, assisti à entrevista coletiva dada por Dorival Jr. Tenho por ele o maior apreço e respeito, como profissional e como pessoa. Mais que isso: percebo que há entre nós certa sintonia, onde impera a franqueza.
Mas, confesso: não senti firmeza nem nas palavras, nem no semblante de Dorival Jr. durante a coletiva em que ele tentava explicar sua saída do Santos. Seus olhos vagavam incertos, sua voz se embaçava em tons menores e as explicações me foram inconvincentes: quer dizer que ele saiu da reunião com o presidente certo de que o acordo sobre a punição de Neymar era um, e, para o presidente era outro?
Faltou para o técnico uma conversa mais direta? Huummm…
Por falar em São Paulo…
O Tricolor ganhou um jogo importante para sua caminhada em direção à plena recuperação neste campeonato: 2 a 1, no Guarani, gols de Marlos e de Ricardo Oliveira, que entrou no segundo tempo, em lugar de Fernandão, e deu nova dinâmica ao ataque tricolor.
Assim, o São Paulo vai, aos pouquinhos se aproximando da zona de classificação da Libertadores, embora para chegar lá o caminho ainda seja longo e cheio de obstáculos de toda aquela turma que já está lá há tempos.
Palestra, ufa!
Depois de um primeiro tempo esquecível, o Palmeiras conseguiu, na etapa final, meter seu golzinho salvador, com Márcio Araujo, no Prudentão.
Mais uma vez, portanto, o Palmeiras colhe um resultado positivo fora de casa, onde tropeça mais do que avança. O que prova a teoria da cuca fermentada. Diante de sua torcida, sempre exigente, o time vacila mais do que lá fora.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: Corinthians, Cruzeiro, Dorival Jr, Fluminense, Iarley, Luxembugo, Neymar, Palmeiras, Santos, São Paulo