AS SURPRESAS DA RODADA
O placar mais surpreendente, sem dúvida, foi esse do Palmeiras sobre o Grêmio: 4 a 2 para o Verdão. Surpreendente porque o Grêmio, apesar da desclassificação recente nas semifinais da Copa do Brasil e de um inÃcio hesitante no Brasileirão, vem de vento em popa ao longo da temporada, enquanto o Palmeiras não conseguia sair da depressão herdada do ano passado.
Mas, a jogada mais surpreendente da rodada deste sábado foi o entrevero entre o menino Caio e o veterano Herrera, dois atacantes do Botafogo, que resultou na expulsão de ambos. Surpreendente, sobretudo, porque o Botafogo metia 3 a 0 no Goiás, no Engenhão, assumindo a liderança provisória do Brasileirão.
Por falar em expulsões, na sessão final do Palestra Itália, que vai sofrer uma cirurgia plástica, o cartão vermelho mostrado para Marcos Assunção e Douglas, no finzinho do primeiro tempo, definiu o jogo.
Sim, porque o Gêmio, mesmo perdendo por 2 a 1 para o Verdão, dois gols de Ewerthon contra o de Jonas, foi melhor na primeira fase, sob o comando de Douglas, que organizava tudo em seu time. Com sua saÃda, o Grêmio perdeu a clarividência no meio de campo. Ou melhor: entregou-a a Cleiton Xavier, que conduziu o Palmeiras à vitória espetacular por 4 a 2, gols de Hugo (Grêmio), MaurÃcio Ramos e o próprio Cleiton Xavier, em jogada inspirada do menino Vinicius, de 16 anos de idade.
Já o que poderia ser outra grande surpresa da rodada: a vitória do mistão do Santos sobre o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. Isso, porque os meninos pisaram na bola, na véspera, e ficaram na Vila de castigo. Sem Neymar, Ganso, André e Madson, punidos por chegarem tarde à concentração, e Robinho, na Seleção, o Peixe vacilou um pouco no primeiro tempo, mas disparou no segundo, bem ao seu estilo: fez 2 a 0 com Wesley (a cada jogo, melhor e mais importante para sua equipe) e Zé Eduardo; deu o nome do jogo ao goleiro adversário, Márcio e só tomou um, de Boka, já no finalzinho.
Confesso que, para mim, neste caso, não houve nenhuma surpresa, pois o elenco do Santos é bom, embora pouco afamado. E o técnico Dorival Júnior adotou de vez o estilo ofensivo dos Meninos da Vila e o mantém, com eles ou sem eles.
INTER PAPA-TUDO
O técnico José Mourinho chegou a Milão prometendo mudar a cara do futebol italiano, dando-lhe o toque de graça e agressividade ofensiva de que tanto carece o jogo da Bota.
Pois, acaba de levantar a taça da Europa jogando mais à italiana do que Trappatoni, por exemplo. Diante de um Bayern mais versátil e ofensivo, fechou-se lá atrás, e, em dois contragolpes mortÃferos do argentino Diego Milito fez o placar que deu a Mourinho o terceiro tÃtulo do ano, feito memorável, diga-se.
De resto, contou com a presença impressionante do goleiro brasileiro Júlio César, como sempre, quando não com a sorte ou os erros de finalização de seu ataque, que se ressentiu da ausência do francês Ribéry.
De qualquer forma, a Inter tem, além dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, todos da Seleção, um elenco de elite, o que lhe confere equilÃbrio, até mesmo quando exagera na defesa, e merece, claro, o tÃtulo de campeão europeu desta temporada.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-GO, Bayern, Botafogo, Caio, Cleiton Xavier, Diego Milito, Dorival Júnior, Douglas, Ewerthon, Goiás, Grêmio, Herrera, Inter de Milão, José Mourinho, Júlio César, Liga dos CAmpeões, Lúcio, Maicon, Márcio, Palmeiras, Santos, Wesley