HERRERA, EM PLENILÚNIO
Herrera é isso, Herrera é aquilo, mas, na verdade, Herrera é um desses atacantes que pode não ser, como não é, um artista da bola, dono de futebol refinado, cheio de surpresas, nada disso. Mas, tem um coração do tamanho do Parque São Jorge, e está sempre metendo seus gols, apesar do apelido pejorativo que trouxe na bagagem da Argentina: Casi goal.
Quase gol, uma ova! É de cabeça, de esquerda, de direita, de fora ou dentro da área, limpando o beque e batendo ou pegando sobra, é gol de todo jeito que o gringo acumulou nesta sua passagem pelo Corinthians.
Neste sábado mesmo fez dois dos 3 a 1 que o Corinthians emplacou no Vila Nova, num Pacaembu em festa. E, quando foi substituÃdo, a Fiel desmanchou-se em aplausos.
Sim, tõ cansado de saber que esse tipo de atacante é de lua; na cheia, farta-se de marcar gols; na lua nova, entra em irritante estiagem.
Mas, se futebol é momento, como reza uma das mais poderosas máximas desse universo, o momento de Herrera, como do Corinthians, é de plenilúnio, lua cheÃssima, redonda feito bola luminosa.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Série B Tags: Casi Goal, Corinthians, Herrera, Pacaembu, Vila Nova