Herrera | Blog do Alberto Helena Jr.

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sábado, 22 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 23:10

AS SURPRESAS DA RODADA

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O placar mais surpreendente, sem dúvida, foi esse do Palmeiras sobre o Grêmio: 4 a 2 para o Verdão. Surpreendente porque o Grêmio, apesar da desclassificação recente nas semifinais da Copa do Brasil e de um início hesitante no Brasileirão, vem de vento em popa ao longo da temporada, enquanto o Palmeiras não conseguia sair da depressão herdada do ano passado.

Mas, a jogada mais surpreendente da rodada deste sábado foi o entrevero entre o menino Caio e o veterano Herrera, dois atacantes do Botafogo, que resultou na expulsão de ambos. Surpreendente, sobretudo, porque o Botafogo metia 3 a 0 no Goiás, no Engenhão, assumindo a liderança provisória do Brasileirão.

Por falar em expulsões, na sessão final do Palestra Itália, que vai sofrer uma cirurgia plástica, o cartão vermelho mostrado para Marcos Assunção e Douglas, no finzinho do primeiro tempo, definiu o jogo.

Sim, porque o Gêmio, mesmo perdendo por 2 a 1 para o Verdão, dois gols de Ewerthon contra o de Jonas, foi melhor na primeira fase, sob o comando de Douglas, que organizava tudo em seu time. Com sua saída, o Grêmio perdeu a clarividência no meio de campo. Ou melhor: entregou-a a Cleiton Xavier, que conduziu o Palmeiras à vitória espetacular por 4 a 2, gols de Hugo (Grêmio), Maurício Ramos e o próprio Cleiton Xavier, em jogada inspirada do menino Vinicius, de 16 anos de idade.

Já o que poderia ser outra grande surpresa da rodada: a vitória do mistão do Santos sobre o Atlético Goianiense, no Serra Dourada. Isso, porque os meninos pisaram na bola, na véspera, e ficaram na Vila de castigo. Sem Neymar, Ganso, André e Madson, punidos por chegarem tarde à concentração, e Robinho, na Seleção, o Peixe vacilou um pouco no primeiro tempo, mas disparou no segundo, bem ao seu estilo: fez 2 a 0 com Wesley (a cada jogo, melhor e mais importante para sua equipe) e Zé Eduardo; deu o nome do jogo ao goleiro adversário, Márcio e só tomou um, de Boka, já no finalzinho.

Confesso que, para mim, neste caso, não houve nenhuma surpresa, pois o elenco do Santos é bom, embora pouco afamado. E o técnico Dorival Júnior adotou de vez o estilo ofensivo dos Meninos da Vila e o mantém, com eles ou sem eles.

INTER PAPA-TUDO

O técnico José Mourinho chegou a Milão prometendo mudar a cara do futebol italiano, dando-lhe o toque de graça e agressividade ofensiva de que tanto carece o jogo da Bota.

Pois, acaba de levantar a taça da Europa jogando mais à italiana do que Trappatoni, por exemplo. Diante de um Bayern mais versátil e ofensivo, fechou-se lá atrás, e, em dois contragolpes mortíferos do argentino Diego Milito fez o placar que deu a Mourinho o terceiro título do ano, feito memorável, diga-se.

De resto, contou com a presença impressionante do goleiro brasileiro Júlio César, como sempre, quando não com a sorte ou os erros de finalização de seu ataque, que se ressentiu da ausência do francês Ribéry.

De qualquer forma, a Inter tem, além dos brasileiros Júlio César, Maicon e Lúcio, todos da Seleção, um elenco de elite, o que lhe confere equilíbrio, até mesmo quando exagera na defesa, e merece, claro, o título de campeão europeu desta temporada.

Notas relacionadas:

  1. RODADA DECISIVA, COMO TODAS
  2. RODADA DE FOGO
  3. RODADA DE FOGO? MORNA…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Série B | 20:15

HERRERA, EM PLENILÚNIO

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Herrera é isso, Herrera é aquilo, mas, na verdade, Herrera é um desses atacantes que pode não ser, como não é, um artista da bola, dono de futebol refinado, cheio de surpresas, nada disso. Mas, tem um coração do tamanho do Parque São Jorge, e está sempre metendo seus gols, apesar do apelido pejorativo que trouxe na bagagem da Argentina: Casi goal.

Quase gol, uma ova! É de cabeça, de esquerda, de direita, de fora ou dentro da área, limpando o beque e batendo ou pegando sobra, é gol de todo jeito que o gringo acumulou nesta sua passagem pelo Corinthians.

Neste sábado mesmo fez dois dos 3 a 1 que o Corinthians emplacou no Vila Nova, num Pacaembu em festa. E, quando foi substituído, a Fiel desmanchou-se em aplausos.

Sim, tõ cansado de saber que esse tipo de atacante é de lua; na cheia, farta-se de marcar gols; na lua nova, entra em irritante estiagem.

Mas, se futebol é momento, como reza uma das mais poderosas máximas desse universo, o momento de Herrera, como do Corinthians, é de plenilúnio, lua cheíssima, redonda feito bola luminosa.

Notas relacionadas:

  1. PALMAS PARA O TIMÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,