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sexta-feira, 22 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:31

CLÁSSICOS DE ARROMBA

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São quatro clássicos estaduais de arromba, como na festa dos sonhos do Tremendão. Os de maior rivalidade, diga-se, em São Paulo, Rio, Rio Grande e Minas.

Vasco e Fla

Em alguns deles, além da extrema rivalidade, estarão em jogo pontos preciosos nesta reta final do Brasileirão. Menos, talvez, no caso de Vasco e Flamengo, já que ambos estão numa situação na tabela que não lhes permite almejar muito mais do que uma vaga para a Sul-Americana, embora, sacumé, esse campeonato, pelo andar da carruagem, promete ainda desvios e solavancos.

Mesmo assim, Vasco e Flamengo é sempre um clássico renhido, ainda mais com Luxemburgo tentando dar a volta por cima na Gávea, e PC Gusmão, seu ex-auxiliar, disposto a provar que o discípulo superou o mestre.

Raposa e Galo

Já o clássico de Minas – creio que pela primeira vez disputado fora de Belô – é o encontro de dois polos: o líder Cruzeiro e o ameaçado Galo, que se encontra a um passo de escapar da zona de degola.

O Cruzeiro, obviamente, cumpre campanha muito superior à do Atlético. Além do mais, tem um excelente elenco etc., o que lhe confere certo favoritismo dentro de toda essa imprevisibilidade que cerca esse tipo de rivalidade histórica.

Mas, é bom lembrar que o Galo, apesar do péssimo desempenho no campeonato, tem um seleto grupo de jogadores, que, sob o comando de Dorival Jr., começam a dar sinais de vida.

Portanto, não me surpreenderia se a zebra listrada de preto e branco disparasse pelo gramado de Uberlândia.

O Grenal

Por fim, o Grenal, que, como dizem os gaúchos, é sempre um campeonato à parte, não importa em que situação esteja esse, aquele ou ambos.

E, convenhamos, neste momento, a melhor situação é a do Grêmio, que joga em casa e vem nas asas de uma campanha extraordinária neste segundo turno do certame.

Já o Inter, quer queira ou não, embora ostente a faixa de campeão das Américas e se encontre em posição mais privilegiada na tabela, está dividido entre o Brasileirão e o Mundial de Clubes, daqui um beiço, ó.

Praticamente, jogou a toalha em relação à disputa do título brasileiro, única posição que lhe interessaria nesse caso, e, portanto, só lhe resta amparar-se na feroz rivalidade entre os dois para jogar sua alma nessa partida.

Tem time, porém, para vencer, sim, senhor.

Osso duro

O Fluminense, ainda sem seu ataque titular dos sonhos – Fred e Emerson -, vai à Arena da Baixada digladiar com o Furacão, que passou a soprar forte neste segundo turno e que almeja alcançar uma vaga na Libertadores ainda, com todas as chances, diga-se de passagem.

Osso duro para o Tricolor, que não pode mais vacilar. Mais do que isso: é a sua grande chance de retomar a liderança, caso o Galo dê uma bicada fatal na Raposa.

Jogo, pois, pra mais de metro.

O Derby paulista

O Palmeiras vem de brilhante vitória sobre o Sucre por 3 a 1, classificando-se para as quartas-de-final da Copa Sul-Americana, quando enfrentará o Galo, num clássico nacional.

Isso, certamente, lhe tira um peso enorme dos ombros para o Derby de domingo, contra seu mais feroz rival – o Corinthians. Sim, porque estando mais próximo da Libertadores via Sul-Americana, o caminho mais pedregoso através do Brasileirão passa a ser um pouco mais suave.

O mais significativo, porém, na conquista verde da noite de quarta foi o jogo fluente e ofensivo que exibiu diante do Sucre.

Ah, mas os bolivianos são muito fraquinhos para servirem como parâmetro de eventual evolução do futebol palmeirense. Certo. Porém, já cansei de ver muito time cheio de estrelas cair do cavalo jogando contra o vento.

E essa formação, com Tinga atuando pela direita, quase como um ponta; Luan, pela esquerda, e Valdívia chegando para juntar-se a Kleber pelo meio, pareceu-me muito interessante.

Mas, agora, a história é outra. Trata-se do Corinthians, um Corinthians que precisa resgatar rapidamente seu melhor futebol para não ver o título escapar entre os dedos por mera desorganização emocional.

Justamente para isso é que aí está Tite, estreando no Timão, depois de dois, três dias de contato com o elenco. Se não, de imediato, traçar táticas mirabolantes, pelo menos, para botar a cabeça da moçada no devido lugar, pois time para chegar lá o Corinthians tem.

E, do ponto de vista técnico, que, por se tratar de quem é, a primeira medida de Tite foi anunciar que Ronaldo jogará todas as partidas de sua equipe, até o final do campeonato.

Mesmo gripado, Ronaldo treinou e se diz disposto a repetir a boa atuação do fim de semana passado.

Só isso já é um alento para a alma alvinegra.

Hora do Peixe

A hora é essa, se o Santos quiser dar aquele embalo em direção ao título, contando com eventuais tropeços de Cruzeiro, Fluminense e Corinthians, nesta reta final do campeonato.
Afinal, pega o Grêmio Prudente no Alçapão, com o moral alto, apesar da derrota, em jogo histórico, para o São Paulo, no último domingo. Perdeu, mas jogou bola ao seu estilo, que é o que importa para a sequência do campeonato.

E os bons ventos voltaram a soprar na Vila, com o retorno a campo de uma pá de jogadores contundidos, dentre eles Marquinhos, Madson e Keirrison.

Marquinhos e Madson, essenciais – o primeiro, para organizar o meio de campo; o segundo para acelerar o ataque com sua velocidade e dribles desconcertantes.

Quanto a Keirrison, ainda segue sendo uma expectativa que não se realizou até agora.

Quem sabe, daqui pra frente, o garoto não desencanta? Aí o Santos ganhará um goleador de escol, além de Neymar e Zé Love.

Que conta é essa?

O São Paulo, que sob o comando de Carpegiani remoçou-se, ganhando mais leveza nas ações ofensivas, terá testado seu equilíbrio diante de um Ceará que já chegou a liderar o campeonato, caiu muito, mas que continua dono de defesa renitente. E, lá, em Fortaleza.

Fala-se, erradamente, que o futebol mais ofensivo adotado por Carpegiani escancarou a defesa e é responsável pelo saldo zero de gols na tabela do campeonato.

Êpa! Façamos as contas direitinho. Esse novo São Paulo, nas três últimas vitórias de Carpegiani, somou nove gols a favor e cinco contra. O saldo, pois é de quatro gols a favor, não zero.

O zero vem da soma dos tempos em que o Tricolor jogava fechadinho, mesmo assim tomava gols e fazia poucos.

Não vem, não!

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 17 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:33

SHOW DE PATINAÇÃO E DE BOLA

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Pelo jeito, a turma lá de cima está querendo trocar o título do Brasileirão pelo prêmio de patinação artística. Sim, porque Fluminense e Corinthians continuam patinando há várias rodadas, e o Cruzeiro, que vinha numa escalada prodigiosa até o topo da tabela, parece ter sido contagiado pelo gosto dos parceiros.

Sei, claro, estou fazendo uma gracinha, pois perder para o Grêmio, neste momento encantado dos gaúchos, por 2 a 1, no Olímpico, não é nenhuma patinada. Simplesmente, faz parte das regras daquele jogo do grande come grande.

Além disso, o jogo foi parelho, com ligeiro predomínio do Grêmio, graças ao talento de Douglas e ao oportunismo de Jonas.

O mesmo não se pode dizer do Corinthians, que, ao empatar com o Guarani por 0 a 0, em Campinas, deixou escapar mais uma vez a chance de avançar em direção ao resgate da liderança, já que o Flu voltou a empatar, desta vez, com o rei dos empates, o Botafogo.

É verdade que Ronaldo, apesar de roliço como sempre (talvez, um pouco menos), fez a sua parte. E que parte! Algo próximo de suas dimensões… técnicas, me entendam bem: marcou dois gols legítimos, embora aquele do braço acidental possa ser interpretado como intencional, como reza a cartilha da arbitragem, participou ativamente das jogadas ofensivas de seu time, perdeu por pouco um gol de cabeça e deu uma assistência para Moacir furar na cara do gol.

O mais animador, porém, foi perceber que o Timão, coletivamente, jogou melhor do que o vinha fazendo nessa série de infortúnios recentes.

Com a chegada de Tite, técnico experiente e competente, embora distante demais da realidade atual do Corinthians, e tempo para recuperação de parte da legião de lesionados do Parque, a coisa haverá de melhorar.

É o que se pode dizer do Flu, também muito desfalcado. Emerson e Diguinho, por exemplo, que voltaram diante do Botafogo, visivelmente não estão nos trinques. Tanto, que foram substituídos no decorrer da partida. Partida, aliás, muito convencional, truncada, e com raríssimos momentos de emoção.

Emoção e beleza, contudo, não faltaram ao clássico do Morumbi, vencido pelo São Paulo por 4 a 3 com gol de Jean no último segundo dos acréscimos.

E os primeiros vinte minutos de bola rolando? Um delírio, meu! Era lá e cá, sem tempo para respirar. Basta dizer que, só nesse curto período de jogo, tivemos cinco gols, três para o Tricolor, dois para o Peixe, que foi buscar o empate no comecinho da fase final e quase vira no lance que precedeu o gol da vitória de Jean.

E olhe que o São Paulo jogou com um a menos (Richarlyson, mais uma vez, foi expulso, por entrada criminosa num adversário) praticamente o segundo tempo todo. Mas, as entradas do lateral-esquerdo Diogo, menino da base, e de Marlos deram o equilíbrio necessário para o Tricolor sair do sufoco que se avizinhava e ainda criar duas boas chances com Jean, antes do gol decisivo.

Na verdade, como se esperava, aliás, o Sansão ergueu um brinde ao melhor futebol, aquele que faz da conquista do gol seu maior objetivo.

Notas relacionadas:

  1. MUITA TENSÃO E POUCA BOLA
  2. A BOLA COM VERDÃO E GALO
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 16 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 11:15

A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR

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O líder Cruzeiro vai ao Olímpico pegar um osso duro de roer. Afinal, é o encontro dos dois melhores desempenhos do segundo turno do Brasileirão. E o Grêmio está a galope no pingo, com o facão girando no ar à espera do golpe fatal na Raposa.

Mesmo porque, depois de um primeiro turno deplorável, o Tricolor já vislumbra – em vencendo o Cruzeiro neste domingo – aproximar-se de tal forma dos líderes que a fuga ao descenso ameaça transformar-se numa corrida até pelo título, senão por uma vaga na Libertadores.

O diabo é que Jonas, que já não tem Borges há tempos como parceiro, também não será escoltado por André Lima, que se machucou ao tentar driblar uma garrafa de água, depois do treino de outro dia. Esqueceu, no empenho, que até garrafa de água gremista entra pra valer em qualquer dividida.

Jonas, porém, tem sido tão implacável neste Brasileirão, que, pode-se dizer, dispensa até as mais ilustres companhia, e, quem sabe Júnior Viçosa não surpreenda?

Aliás, por falar nisso, o técnico Renato Gaúcho driblou, como nos seus bons tempos de hábil atacante, a pergunta dos repórteres sobre se iria ou não providenciar marcação especial sobre Montillo, que joga mesmo recuperando-se de lesão.

Não sei. Aqui à distancia, desconfio que a presença de Vilson no meio de campo tricolor, no lugar de Adílson, possa ser um indício de que o maravilhoso gringo azul não terá vida fácil no Olímpico.

Mas, embora Montillo venha sendo o craque da equipe, o Cruzeiro não se resume só a ele. Não é líder por acaso, e sim porque tem uma equipe bem ajustada por Cuca, que pratica um futebol compatível com suas tradições – técnico e ofensivo.

Enfim, Tite

O Corinthians, que vive seu inferno astral, com todos os insucessos recentes, culminando com a tradicional e inócua cobrança dos manos gaviões antes do treino de sexta-feira, que acabou tirando o atacante Souza dos eixos, enfim, acertou com Tite para dirigir doravante sua equipe.

Mas, enquanto Tite não se desvencilha do seu clube nas arábias, o interino vai tocando o barco cheio de furos provocados pela perda de tantos titulares, em direção ao Brinco de Ouro da Princesa, contra o Guarani..

Mas, acena com a volta de Ronaldo Fenômeno, de talhe um pouco mais afilado do que o dos últimos tempos.

Bem, na pior das hipóteses, Ronaldo haverá de espantar a zaga adversária, só pelo nome e pela presença imperial em campo. Na melhor, Ronaldo fará os gols necessários para retirar o Timão do fundo do poço emocional em que se encontra nesta quadra do campeonato.

Basta uma vitória, se possível conjugada com derrotas do líder e do vice, pronto!, céu azul sobre o Parque São Jorge. E, convenhamos, ganhar do Guarani, mesmo em Campinas, embora não seja moleza, também não chega a ser tarefa tão impossível.

Clássico Vovô

No Engenhão, mais um capítulo da gloriosa história do clássico mais antigo do Rio: Flu x Bota.

O Flu não pode mais bobear, e, para recuperar seu porte de sério candidato à faixa de campeão, terá de volta três jogadores vitais para o esquema de Muricy: o lateral-direito Mariano, o volante Diguinho e o atacante Emerson, o Xeique.

Mariano tem sido o melhor de sua posição nesse campeonato, ao equilibrar com justeza as duas funções básicas de um verdadeiro lateral: defender bem e atacar com presteza e exatidão.

Diguinho é aquele volante lépido, que, de repente se enfia entre Conca e Marquinho para surpreender o sistema de marcação do adversário.

E Emerson, o atacante veloz e hábil, artilheiro nato, que certamente, por sua movimentação, haverá de colocar em campo Washington, tão apagado nas últimas partidas.

Se nas Laranjeiras as coisas começam a clarear, em General Severiano, reina o mistério. Papai Joel preferiu esconder da imprensa parte do treino, anunciando que falta ainda uma coisinha a ser resolvido no time, basicamente o mesmo dos últimos tempos.

Talvez, a volta de Marcelo Matos, que se recupera de lesão, ou, então, qualquer outra pegadinha que o matreiro treinador esteja cogitando.

Certo é que ambos precisam da vitória, cada um diante de seus respectivos objetivos. O Flu, de olho na liderança perdida; o Bota, na vaga da Libertadores, ainda ameaçada.

Teremos, pois, um Vovô irado neste domingo no Enegenhão.

Forte Sansão

Já o clássico paulista – São Paulo e Santos, o Sansão – tem outro viés.
O São Paulo não luta propriamente nem pelo título, nem pela vaga na Libertadores, embora esta seja possível no universo infinito dos números. Mas, sim, para readquirir parte de sua grandeza, com vistas a montar um time para a próxima temporada.

E a escolha do novo estilo tricolor pelo técnico Carpegiani, nesse sentido não poderia ser melhor, diante das circunstâncias: um jogo ofensivo, mais leve e técnico do que o habitual recente, protagonizado por um leque de garotos campeões da Taça São Paulo Jr.

Um estilo, digamos assim, mais próximo de… do… Do Santos, pronto, já disse, seu adversário deste domingo no Morumbi.

Sim, esse Santos que conseguiu o prodígio de varar tantas adversidades, depois do deslumbrante primeiro semestre – a perda de meio time, entre os negociados e os lesionados, a vai não vai de Neymar e suas atribulações em seguida, a queda do técnico Dorival Jr. etc. – e chegar nesta quadra do campeonato com chances até de disputar o título.

Neymar sossegou o pito e incrementou o desassossego nas defesas inimigas. E o Peixe vai somando vitórias expressivas sobre os mais expressivos inimigos, tipo Cruzeiro, Flu e Inter, por exemplo.

Se vai seguir nessa toada diante do Tricolor, não sei. Só sei que esse clássico se prenuncia emocionante e agradável de se ver.

Vitórias em vermelho e negro

Mais do que a exibição correta do Flamengo e a vitória expressiva por 3 a 0, o que me impressionou foi a inoperância ofensiva do Inter, que foi ao Engenhão com praticamente todas as suas estrelas – D’Alessandro, Tinga, Giuliano, Alecsandro etc.

Teve a bola nos pés, durante todo o primeiro tempo, mas não deu um chute a gol sequer. E, no segundo, idem, sem a posse de bola.

Já o Flamengo, que vai sendo moldado por Luxemburgo ao feitio de um clube grande que sempre foi, marcou bem, e contragolpeou sempre com perigo, numa jornada de redenção do atacante Deivid, autor de dois dos três gols rubro-negros: um, de pênalti contestado pelos colorados, e outro, de cabeça, em cobrança de corner. Renato fez o segundo gol de sua equipe de falta. Muitos acharam falha de Renan, mas me pareceu que a bola foi fugindo do braço do goleiro, entrando rente à trave.

Assim, o Flamengo vai saindo daquela zona de desconforto, Luxa começa a recuperar sua proverbial autoconfiança, que, às vezes, se confunde com soberba, e o rubro-negro amigo já pode descansar a cabeça no travesseiro em paz.

Quanto ao outro rubro-negro, lá do Paraná, este, meu amigo, está a mil: o Furacão, na Arena da Baixada, venceu o Goiás por 2 a 1 e segue rondando a área de classificação para a Libertadores.

A curiosidade desse jogo foi o seguindo gol do Atlético, em que restou no ar apenas a dúvida se a bola cabeceada por Gonzales passou inteira pela risca da meta, antes de ser despachada pelo beque goiano.

Pra mim, passou. Quer dizer: acho que passou. Mas, talvez não tenha passado, quem sabe?

Na Velha Albion

Grande mancada do Manchester United, que meteu 2 a 0 no West Brom, no primeiro tempo, desperdiçando mais umas quatro chances claras de ampliar, e acabou sofrendo o empate.

Pior para Sir Alex Frrguson, que manteve Rooney no banco de reservas e, no fim, teve de apelar para o cra1que da equipe, desta vez, em vão.

Já o Arsenal, naquele toque-toque proverbial, envolveu o Birmingham, e, mesmo levando o primeiro gol, num dos raros avanços do adversário, virou para 2 a 1, com direito a um gol tramado com extrema exatidão, até o toque final de Charmakh, um centroavante de toques tão refinados que muita gente interpreta como firula excessiva. Às vezes, é.

Mas, esse o traço característico desse Arsenal de Wenger, desde sempre.

O Milan e Ronaldinho

Se Mano Menezes, que ficou na Europa para ver ao vivo algumas realidades, queria Ronaldinho Gaúcho mais solto pela meia, em vez dos grilhões que o prendem há anos na ponta-esquerda, a vitória milanista por 3 a 1 sobre o Chievo não poderia ter sido mais expressivo.

Pela primeira vez, Ronaldinho atuou como verdadeiro meia, flutuando pelo meio de campo e os dois lados do ataque, com velocidade e potência, coisa rara de se ver nos últimos tempos.

De quebra, se Mano estava lá, como prometeu, viu aquele golaço de chicote de Pato, em cruzamento da esquerda de Antonini, um dos dois do jovem brasileiro, e o terceiro, de Robinho, limpando o goleiro em passe magistral de Ronadinho.

Pelo comportamento ativo e versátil de Ronaldinho Gaúcho nesse jogo, é evidente que o cara está a fim de voltar à Seleção. Nós, meros espectadores, merecemos.

Olé, Madrid!

O Barça penou para virar sobre o Valencia, por 2 a 1. Fez um mau primeiro tempo e só melhorou um pouco no segundo, o suficiente para desalojar o Valencia da liderança do campeonato, colocando, porém, no trono o Real, seu maior rival.

Já o Real deu olé no Málaga, em show particular de Cristiano Ronaldo, na goleada por 4 a 1. Aliás, fazia tempo que o craque lusitano não nos oferecia um espetáculo desses feitos de dribles, passes, assistência e gols. Deu dois para Higuain e fez os outros dois.  Já era hora.

Notas relacionadas:

  1. VAI SER DURO
  2. TOQUE TRICOLOR
  3. A RAPOSA, AS UVAS E A QUEDA DE ADILSON
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 14 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 16:28

A LEVE RAPOSA E O ARTILHEIRO JONAS

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O líder Cruzeiro, que enfrenta o Grêmio em plena ascensão no Olímpico, solo sagrado do Tricolor, tem se beneficiado, além do excelente elenco, do fato de ter mantido boa parte de seu time principal fora da enfermaria.

Isso se deve, talvez, ao estilo mais leve de jogar. Empenha-se menos, toca mais a bola, e vai levando o campeonato na valsa. É uma tese.

A Raposa, pois, é ladina, mas o confronto com um time tinhoso tipo Grêmio, que bate de frente, e que tem o artilheiro do campeonato, Jonas, talvez contenha seu ímpeto de avanço.

Como disse, é uma tese, Na prática, vejamos

A queda do Flu

Não se pode dizer que o Flu está caindo. Afinal, caiu apenas um degrau, segue vice-líder, embora tenha perdido gordura suficiente para botar algumas rugas na testa do Tricolor. Rugas que podem se acentuar neste domingo, quando cruza no Engenhão com o Botafogo, num clássico carioca, sempre imprevisível.

Bota que está vivo ainda na disputa tanto por uma vaga na Libertadores quanto até mesmo, mais remotamente, pelo título do Brasileirão.

O que tem empacado mesmo o Fluminense é justamente essa devastadora invasão de sua enfermaria por jogadores que teriam sido essenciais nos momentos mais decisivos do time nas últimas rodadas.

Pegue, o amigo, por exemplo, o simples fato de que até agora, a nove rodadas do final da competição, o Fluminense não ter conseguido reunir seus craques maiores – Deco, Conca, Emerson e Fred – uma única e singela vez no campeonato.

E, o pior: não poderá fazê-lo mais neste campeonato, segundo as péssimas previsões sobre a recuperação de Deco, que deverá ficar afastado do time por um mês, no mínimo.

Ora, futebol é gol, que, em inglês, língua dos inventores desse esporte, significa objetivo, meta, alvo. Isto é tudo que se faça em campo é para conseguir meter a bola nas redes, entre aqueles três paus, ou seja lá de que material se compõe esse conjunto de postes e trave nos dias de hoje.

Se tivesse contado com esses quatro jogadores, juntos, digamos, pelo menos, meia dúzia de rodadas, o Fluminense teria disparado uma diferença tal que os seus mais próximos adversários não alcançariam jamais.

Mas, enfim, quase o mesmo pode-se dizer dos demais, também desfalcados de jogadores-chaves, como o caso do Corinthians, cuja perda de Jorge Henrique e de Dentinho, lhe foi fatal nas últimas seis rodadas de insucessos.

Peixe voador

O Santos, é, sem dúvida a maior surpresa da temporada. No primeiro semestre, exibiu aquele futebol deslumbrante e eficiente a ponto de levantar os dois títulos em disputa – o Paulistão e a Copa do Brasil, garantindo assim uma vaga para a Libertadores.

Depois, entrou em turbulência. Neymar sai não sai para o exterior, meio time foi vendido, Ganso vai para o estaleiro, Neymar entra em ebulição, o técnico Dorival Jr. cai, e pra completar até os que sobraram – como Madson e Keirrison – se machucam.

Pois bem, diante de tantas vicissitudes, o Peixe não muda de conduta, nem de estilo, não se acua, e parte pra cima dos cancãs do campeonato: bate o Flu, com categoria, goleia o Cruzeiro e acaba de passar pelo Inter, seu mais próximo concorrente a criar uma nova situação na disputa pela faixa de campeão.

E a beleza disso tudo é que, com exceção de Keirrison, que até agora não mostrou a que veio, o Santos não gastou um mísero centavo em contratações. Utiliza, isso sim, a turma que lá está, da base ou vindo a preço de banana.

Por exemplo: Léo, que teve delicada contusão na vitória sobre o Inter, na Vila, será substituído por Alex Sandro. Quem? Pois é, aquele mesmo garoto que, diante do Inter, quando maior era o sufoco a que seu time estava submetido, com um chapeuzinho, livrou o perigo da área, disparou, passou por três e deixou Zé Eduardo frente à frente com o goleiro Rena, que evitou gol certo.

Venha cá, amigão, aproxime seu ouvido, para que ninguém possa nos ouvir. Assim, tá bom. Pois, lhe confesso, gostaria muito que esse Santos encerrasse a já vitoriosa jornada nesta temporada com o título de campeão brasileiro. Por nada, não. Apenas pela ousadia de apostar na habilidade, na técnica e na força ofensiva de sua equipe.

Seria tão bom para o nosso futebol…

Notas relacionadas:

  1. RAPOSA BAIXOU A GUARDA
  2. CHAMAS E CINZAS
  3. A RAPOSA, AS UVAS E A QUEDA DE ADILSON
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

domingo, 3 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:23

SÓ OS GAÚCHOS SE SALVARAM

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Numa rodada de tantos empates, os grandes vencedores foram os gaúchos – O Inter, que bateu, fácil, o Guarani por 3 a 0, mesmo com vários meninos no time, e o Grêmio, que, no Barradão, enfiou 3 a 0 no Vitória, saltando assim para a oitava posição, ótimo para quem já rondara a zona de rebaixamento.

E, mesmo empatando, o grande derrotado da rodada foi o Cruzeiro, que, em Sete Lagoas, não conseguiu sair do zero diante do Furacão. Não que o Cruzeiro tenha jogado mal ou o Atlético seja um adversário frágil, ao contrário. Mas, porque se tivesse vencido, o Cruzeiro ultrapassaria o Corinthians, ficando nos calcanhares do líder Fluminense. E, só não conseguiu realizar essa proeza porque o goleiro Neto, convocado para a Seleção, diga-se, fechou o gol, defendendo, por baixo, quatro bolas incríveis.

Em todo caso, como o líder Flu e o vice Corinthians empacaram em dois empates opostos, a Raposa segue na trilha do título ainda.

E, se o empate por 2 a 2 com o Ceará em casa, apesar de surpreendente, acabou sendo comemorado pelos alvinegros, dadas as circunstâncias do jogo, pois o Ceará abriu 2 a 0 de vantagem e o Timão conseguiu tirar a diferença, com direito a gol de bola e tudo de Paulinho, o do Flu, diante do Prudente, por 1 a 1, foi uma decepção para os tricolores.

Sim, porque o Flu jogou mais, criou mais e acabou tomando um gol na sequência de bola perdida na saída para o ataque e, por pouco, não toma o segundo no finalzinho.

Valeu para o Corinthians o registro de sua capacidade anímica para reagir diante da adversidade, apesar da ausência de Elias, seu principal jogador, e, para o Flu, a certeza de que o time não perdeu a embocadura – foi apenas vítima das circunstânicas.

Entre os feitos dos gaúchos e os desfeitos dos líderes, ressaltam-se as duas grandes viradas da rodada: os 3 a 2 do Vasco sobre o Goiás, na noite de sexta, e a mesma contagem a favor do Galo sobre o Atlético Goianiense, no Serra Dourada.

Ambos perdiam por 2 a 1 e conseguiram virar para 3 a 2. No caso do Vasco, mais uma vez, graças à esperteza de Eder Luís, e, no do Galo, o que mais sobressaiu, além da sensível melhora no toque de bola, foi, sem dúvida, aquele golaço de bicicleta do zagueiro Rever.

Já os empates por 1 a 1 nos clássicos paulista e carioca está dentro do critério da tradição, mas resvalaram mais para o enfadonho do que para o emocionante.

Assim foi o jogo entre Botafogo e Flamengo, que deixou Silas mais do que nunca com a corda no pescoço, já que se fala muito mais na ida de Luxemburgo para a Gávea do que na permanência do atual treinador. Um belíssimo gol de falta de Lúcio Flávio e um rebote de Leo Moura em cobrança de pênalti de Pet que o goleiro rebateu.
De resto, só tititi.

Assim como o 1 a 1 na Vila, entre Santos e Palmeiras. O tititi ficou por conta de Felipão, irritado depois do jogo, sobretudo pela reação negativa de Valdívia, autor de magnífica assistência para Kleber fulminar o goleiro Rafael, quando foi substituído por Lincoln.

O Santos, que sofreu muito com a perda precoce de Marquinhos, acabou empatando em bela jogada de seu substituto Alan Patrick, embora a conclusão da jogada só se desse pela intromissão do beque Danilo, que fez contra.

Por fim, o tedioso empate por 0 a 0 entre São Paulo e Avaí, no Ressecada. Tedioso, a partir dos 25 minutos do primeiro tempo. Pois, o Avaí, de início, botou o Tricolor paulista na roda, meteu bola na trave e o diabo. Depois, mesmo com um jogador a menos, pela expulsão de Richarlyson, o São Paulo se acertou em campo, e se defendeu com brio o mais organizado.

Assim, só me resta desejar felizes votos a todos, e que os céus nos protejam.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, GAÚCHOS E BARUERI!
  2. FLU, PERDENDO DE VISTA
  3. FLU, MAIS LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 02:09

FLU, MAIS LÍDER

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Não, não foi um futebol de líder, mas foi um futebol de campeão.

O que eu quero dizer é que o Fluminense venceu, em Volta Redonda,o Avaí por 1 a 0, gol de Conca, já quando o desespero rondava a alma tricolor, numa bola parada, sem o brilho que o líder já mostrou neste Brasileirão.

Na verdade, sofreu diante de um Avaí que periga descambar para a zona do rebaixamento, o que só ratifica o equilíbrio marcante neste campeonato entre praticamente todas as equipes – do ponteiro ao rabeira.

É aqui que entra essa história de futebol de campeão, pois, em tais circunstâncias, o que importa é vencer, de bola parada, gols contra, o diabo que for. E o Flu, que disparou na ponta no primeiro turno e teve leve turbulência recentemente, segue somando três  pontos, mantendo-se a uma distância maneira do Corinthians, que, ao contrário, refluiu, depois de ter recuperado a liderança outro dia.

Timão empaca

Nesta noite de quarta-feira mesmo, não conseguiu ir além de empate por 1 a 1 com o Botafogo, em pleno Pacaembu e sob os ecos das celebrações de seu centenário.

Pior: esteve a pique de perder o segundo jogo consecutivo, pois Herrera fez um segundo gol legalíssimo que o juiz anulou.

O Corinthians, é certo, fez um bom primeiro tempo, quando abriu a contagem logo aos 3 minutos de jogo em belo disparo de canhota de Bruno César. Mas, sofreu o empate, aos 26, na jogada típica do Botafogo – bola alçada na área, que Loco Abreu concluiu exato de cabeça.

Mas, o Bota dominou a maior parte do segundo tempo, fez aquele gol anulado, e levou perigo duas vezes à meta de Júlio César, antes de Caio, no finzinho, desperdiçar uma chance com a meta corintiana escancarada.

Sim, houve duas grandes oportunidades do Corinthians – uma delas, incrível, aos pés de Paulinho – e, nos últimos dez minutos exerceu aquela típica pressão de fim de jogo, em vão. Pouco para o time que é.

Raposa dá a volta

O Cruzeiro, na cidade mineira de idílico nome – Sete Lagoas -, recebeu o Atlético Goianiense, e, num piparote, meteu 3 a 0, dando a volta por cima na recente goleada sofrida diante do Santos.

A Raposa segue no rastro dos dois lá de cima. Que, se bobearem, ó, nhoc!

O Tricolor bom

Na briga dos Tricolores, no Olímpico, deu Grêmio – 4 a 2. E deu porque o Tricolor gaúcho foi muito mais coordenado e aceso do que o Tricolor paulista, que leva mais uma goleada, apesar de seus três zagueiros de ofício e aquela legião de volantes.

Mas, há que se ressaltar também a reação do São Paulo no segundo tempo, quando chegou ao empate por 2 a 2, antes de desabar de vez.

O fato é que, enquanto o Tricolor de cá segue em sua fase de transição, o de lá parece ter ganhado segurança e tranquilidade nas mãos de Renato e ameaça já arrancar para a disputa de uma vaga mais nobre do que a simples sul-americana.

Ave, Palestra

Por falar em voos mais altos, Felipão já saltou na frente da cena e advertiu: “Tá bom assim, vamos ganhando nossos pontos, subindo o que der para subir, mas não me venham falar em voos mais altos!”.

É, mas essa vitória por 2 a 0 sobre o Inter, que ainda outro dia havia batido o então líder Corinthians, é pra comemorar com uma bela pizza napolitana, regada a honesto chianti.

Quer dizer: uma celebração saborosa e consistente, frugal, digamos, mas nada mais sofisticado. Exatamente como foi a bola do Palmeiras na Arena de Barueri diante do poderoso Inter, embora desfalcado de seus dois principais jogadores – D’Alessandro e Tinga.

Lá, o Palmeiras, com dedicação e ciência, soube enredar o Inter, anular o jogo do adversário, e impor-se no placar com duas magistrais cobranças de falta desse implacável Marcos Assunção.

Tá pra lá de bom, nas circunstâncias em que vive o Palestra.

Furacão soprando

Vale destacar mais uma vitória do Atlético PR, que bateu em casa o Vitória por 1 a 0.

O Furacão também não fez um grande jogo, mas somando todas as últimas rodadas, olhe ele aí soprando forte no cangote dos grandes favoritos à vaga para a libertadores. Que não sobrevenha a calmaria, hein.

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quinta-feira, 16 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 00:45

TIMÃO DECISIVO

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Foi uma autêntica decisão, em que a tensão anulou a técnica e a atenção inibiu a criatividade. Assim, o jogo transcorreu a maior parte do tempo numa disputa atroz pela posse da bola no meio de campo, com poucas ações agudas de área.

E, nesse quesito, o Corinthians, aos poucos foi ganhando terreno, pois seus três volantes – Paulinho, Jucilei e Elias -, mais o meia Bruno conseguiam conjugar melhor aos seus pés a arte de marcar e armar do que o meio de campo do Flu, reduzido em número de participantes pela presença de um terceiro zagueiro lá atrás.

E foi justamente um desses três volantes, aliás, o melhor jogador em campo, Jucilei, quem abriu o placar, no finzinho do primeiro tempo, com categoria: bola alçada à área tricolor, que o corintiano matou no peito com estilo e girou para as redes de Fernando Henrique.

No segundo tempo, Muricy tentou reequilibrar seu time, trocando o beque André Luís pelo atacante Rodriguinho, e o Flu passou a pressionar, entre outras coisas porque ganhou velocidade na frente. Mas, num contragolpe puxado por Alessandro, Iarley empurrou para o gol a bola da vitória corintiana, ameaçada logo depois pelo tento de Washington.

Raposa no galinheiro

Enquanto isso, o Cruzeiro, em sua nova casa, vacilou diante do Guarani, permitindo o empate por 2 a 2, depois de ter disparado 2 a 0 no placar, mas se reaprumou a tempo de pespegar a goleada por 4 a 2 no Bugre.

Assim, com a dupla Flu-Timão na ponta da tabela, a Raposa se aproxima do galinheiro de forma perigosa, tentando abocanhar, mais cedo ou mais tarde, o prêmio maior.

Neymar, Neymar…

Na Vila, o Santos conseguiu uma virada espetacular sobre o Atlético Goianense: goleou por 4 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0.

Mas, todas as atenções se centraram num bate-boca entre Neymar e o técnico Dorival Júnior, a ponto de merecer um discurso hiperbólico e demagógico do técnico Simões, do Atlético. Coisa do tipo: “Estamos criando um monstro!”

O monstro, creia, é Neymar… Ora, vá ver se estou na esquina.

Cada bocejo do menino vira vendaval, e ainda querem que ele se comporte como um cavalheiro inglês da era vitoriana.

A grande surpresa

Sem dúvida, a grande surpresa da rodada foi a goleada imposta pelo Goiás sobre o Botafogo, que vinha de vento em popa escalando a tabela: 4 a 1.

Papai Joel não gostou nem um pouquinho e, certamente, vai puxar as orelhas da rapaziada.

Mengão, ufa!

Quando o juiz já levava o apito final à boca, Toró salvou a pátria rubro-negra diante do Grêmio Prudente: 2 a 1.

Nem quero pensar a que alturas subiria o termômetro da Gávea se o jogo terminasse em 1 a 0 para o Prudente, placar que predominou a maior parte do tempo.

A vitória mais importante

Grêmio e Palmeiras estavam iguais na tabela, com as mesmas expectativas: levantar de vez a cabeça, escapando das campanhas medíocres que vêm cumprindo neste Brasileirão.

Era noite de festa tricolor: 107 anos de vida. Mas, no fim de tudo, um réquiem em vez de Parabéns a Você. Afinal, o Palmeiras do trigremista Felipão meteu 2 a 0 e só levou o gol de honra do Gr~emio no finalzinho.

E tudo por conta de Marcos Assunção, que cobrou mais uma falta impecável, no primeiro gol, e alçou a bola perfeita na cabeça de Ewerthon, no segundo.

É esperar que o Verdão, assim, ganhe um pingo, ao menos, de confiança para se reerguer de vez. Quanto ao Grêmio, fica pra próxima.

Notas relacionadas:

  1. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 26 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:22

FLU, PERDENDO DE VISTA

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No duelo paralelo no Brasileirão, entre líder e vice-líder, o Fluminense afastou-se ainda mais do Corinthians. E, afastou-se com a fronte erguida, ao meter 3 a 0 no Goiás, lá casa do inimigo, o Serra Dourada.

Mais do que vencer e abrir vantagem de cinco pontos para o vice-líder, vale exaltar a forma como esses resultados foram obtidos. O Flu, depois de um primeiro tempo vacilante no esquema 4-4-2, quando o novo meio-campo, onde despontam Conca e Deco, buscava seu melhor posicionamento no gramado, voltou um aço para a etapa final. E chegou ao placar definitivo em jogadas tramadas, com participação decisiva de seus dois meias.

Num desses gols, de Emerson, o Tricolor aplicou um contragolpe que poderia ser recortado e colado no ar1quivo dos contragolpes como um lance exemplar. Partiu pra cima da defesa adversária com cinco jogadores, e urdiu com ciência a série de passes que culminou com a finalização de Emerson, livre, na cara do gol.

Assim, o Flu não só abre essa vantagem temporária como, sobretudo, abre as portas de maiores expectativas ainda quando essa dupla – Deco e Conca – se ajustarem na sintonia fina, finíssima, na verdade, como a qualidade de seu futebol.

Já o Corinthians foi flama e ousadia o tempo todo contra o Cruzeiro, em Uberlândia, em vão. O Cruzeiro entrincheirou-se desde o início do jogo atrás do placar aberto e fechado por esse excelente gringo Montillo, e resistiu até o apito final, graças, sobretudo, ás ações providenciais do goleirão Fábio.

O fato é que, para alcançar o líder, o Corinthians precisa fazer como o Flu: ganhar os jogos fora de casa com a mesma frequência do time do Muricy. Não é fácil.

Peixe e Inter

Os outros dois grandes vencedores da rodada, sem dúvida, foram o Santos, que venceu o Grêmio de virada em pleno Olímpico, e o Inter, que bateu o forte Avaí, na Ressacada, por 1 a 0, na despedida do garoto Taison que vai para o Leste Europeu.

Entre outras coisas, porque ambos são os únicos no Brasileirão que têm um jogo a menos na tabela, o que aumenta muito a possibilidade de chegarem mais perto do Flu do que muitos imaginavam.

O Peixe sofreu o diabo diante da severa marcação gremista aos seus dois meninos de ouro – Ganso e Neymar -, e aos pés hábeis de Souza e Douglas. Foi quando tomou o gol de Borges, sempre ele.

Mas, no segundo tempo, voltou aceso, empatou em pênalti cobrado por Neymar, que perderia um segundo, mais tarde, e virou com Rodriguinho, no bico do corvo, num chute longo e certeiro.

A lamentar apenas a saída de Ganso, que, pelo jeito, sofreu lesão preocupante, no mínimo, no instante do pênalti em Zé Eduardo.

Assim, como o colorado amigo deve lamentar a partida de Taison, um menino de grande futuro que pode se ofuscar lá nas distâncias da Ucrânia. Mesmo porque, apesar da excelência de seu elenco, o Inter não poderia ter perdido esse menino logo agora, às vésperas de uma arrancada ao título brasileiro e da Copa Mundial de Clubes.

São Paulo e Vasco

Basta só colocar na mesa este dado: no segundo tempo do jogo do Morumbi, o São Paulo disparou quinze vezes sobre a meta de Fernando Prass, diga-se, o melhor em campo, enquanto o Vasco não conseguiu dar sequer um chute ao gol de Rogério Ceni.

Apesar do maciço domínio tricolor, um time mais solto e leve do que o habitual, com as entradas de Fernandinho e Marcelinho desde o início, o jogo terminou sem gols. Uma pena.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  3. TIMÃO, CATEGÓRICO
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terça-feira, 10 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 16:42

FELIPÃO VERSUS VITÓRIA

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Vitória, na verdade, não tem sido a peça de resistência no cardápio de Felipão, desde sua festejada volta ao Palmeiras. Há quem diga que, a propósito dos cinco jogos sem vitória sob o seu comando, Felipão dungou.

Não me parece preciso isso. Afinal, Felipão sempre foi assim, meio desbocado, irritadiço, um tanto temperamental nos momentos críticos, embora também saiba recorrer ao bom humor quando lhe convém. Diria que está mais para Muricy do que para o Dunga da Copa do Mundo.

Os mais maldosos, então, garantem que nesta noite de quarta-feira, enfim, Felipão conhecerá, não necessariamente a vitória, mas com certeza o Vitória, vice-campeão da Copa do Brasil – Toninho Cecílio, que ele conhece de longa data, diga-se.

O problema é que Felipão voltou para o Palestra Itália a bordo de uma negociação milionária e cercada de uma expectativa quase messiânica.

No imaginário verde, era chegar e tocar aquela lata-velha para transformá-la em ouro reluzente na hora. Ora, na vida real sabemos que não é bem assim que as coisas acontecem.

Em primeiro lugar, o elenco palmeirense não é nenhuma lata-velha, embora não seja nem de longe uma Ferrari. Mas, não é inferior, por exemplo, ao líder Fluminense, que corre lá na ponta, anos-luz à frente do Palmeiras.

Felipão, na verdade, nunca se notabilizou por ser um estrategista de sofisticadas soluções técnicas ou táticas, ainda que seja excelente treinador de times. É muito mais, no entanto, um motivador, um líder que sabe mexer com os brios de sua equipe e tal e cousa e lousa e maripousa.

E é justamente na sua praia que Felipão não está conseguindo até agora obter os resultados desejados, pois o time segue inseguro, hesitante, como o era nas mãos de Muricy e todos os outros que o antecederam nos últimos tempos, com exceção daquele breve período sob o comando do interino Jorginho.

Desconfio que seja essa a origem das reações um tanto intempestivas do treinador, não propriamente as perguntas dos repórteres sobre quais explicações ele pode dar para a série de cinco jogos sem vitória.
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INTERINO DEFINITIVO

O São Paulo acaba de anunciar algo inusitado: um técnico interino que até pode se transformar em definitivo, enquanto dure. Sérgio Baresi, que apesar do apelido herdado do extraordinário italiano Franco, foi um zagueiro que não conseguiu alçar grandes voos, mas que fez bela figura á frente dos juniores do São Paulo na última Copa São Paulo.

Não apenas porque a conquistou, mas, sobretudo, porque traçou um perfil muito distinto daquele adotado pelos titulares: uma equipe ofensiva, leve, envolvente, com bom toque de bola e aguda no ataque. Se conseguir transplantar esse modelo para o time titular, Baresi não será apenas definitivo, mas eterno.

Com Baresi, o São Paulo tem a chance de iniciar uma remodelação progressiva. Não só da equipe, renovando-a com o lançamento de garotos que estejam em condições de já ir entrando na equipe principal para pegar cancha. Mas, principalmente, implantar um novo modelo de jogo, mas próximo do que se pratica nos principais centros do mundo, algo mais semelhante ao nosso Santos do que essa retranca, sucata dos anos 90, que tem prevalecido nos últimos tempos, para o bem e para o mal.

FALANDO EM SANTOS…

Ao contrário de Felipão que resolveu jogar a toalha no Brasileirão e apostar tudo na Sul-Americana, Dorival Júnior, no Bem, Amigos, foi enfático: mesmo já com vaga assegurada na próxima Libertadores, vai encarar tanto esse torneio continental quanto o Brasileirão com igual interesse.

Prevejo, porém, problemas maiores do que o esperado se o Santos perder agora o volante e meia Wesley, não tão badalado quanto Ganso e Neymar, por exemplo, mas essencial para manter esse ritmo alucinante com que o Santos, que pega nesta quinta o Avaí, na Vila, passa da defesa ao ataque.

De qualquer forma, Dorival Júnior já deu uma pista, no papo que se sucedeu ao programa, na mesa do Lellis. Lembrando seu ilustre tio Dudu, um meia ofensivo de muita vitalidade e habilidade insuficiente para a época, embora excelente tecnicamente, que foi recuado para a cabeça-de-área, onde plantou seu nome para a eternidade, Dorival deu a dica – é o que pretende fazer, sempre que possível.

É muito melhor você recuar um meia não tão hábil para a posição de volante do que inverter o processo, tendência dos últimos vinte anos, transformando um volante em meia, pois abre espaço para meias autênticos ao mesmo tempo em que qualifica o setor dos volantes, mais técnicos e hábeis do que os habituais brucutus de plantão.

Aliás, foi o que fez Antonio Lopes com Wesley, nos tempos do Atlético PR: recuou o garoto, que era um meia contestado, para transformá-lo num volante de fino desempenho.

RENATO DE VOLTA AO LAR

A verdade é que Silas não conseguiu passar pelo goto, assim mesmo, sem “s” (quem não souber, procure no dicionário, hábito que todos deveriam cultivar principalmente nestes tempos de internet), do torcedor gremista, desde que lá chegou.

Ganhou o Gauchão, montando um time leve demais para o gosto (agora, com “s”) da torcida tricolor, e passou esse tempo todo sob intenso bombardeio, com alguns breves momentos de trégua.

Com a crítica situação na tabela do Brasileirão, não havia como mantê-lo no comando do Grêmio. E a diretoria foi rápida e certeira no gatilho: trouxe logo sua antítese – Renato Gaúcho, ídolo revelado pelo próprio clube, onde foi campeão mundial e outros bichos de bom tamanho.

Agora, é esperar pra ver como toda essa energia se transformará em sinergia, pelo menos, o suficiente para arrancar o Grêmio da situação incômoda atual.

Notas relacionadas:

  1. TARDE DE VINGANÇAS
  2. RODADA DE FOGO
  3. JOGANDO NO COLO ALHEIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sábado, 31 de julho de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 15:22

CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS

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São tantos clássicos, que até me perco. O principal deles – não necessariamente pelo significado em si – é  Flamengo e Vasco. Sim, claro, este tem um histórico singular. Mas, sucede que, se o Flamengo cumpre campanha mais ou menos à altura de seu elenco empobrecido, o Vasco estreia uma penca de novas atrações: Felipe, lateral ou meia de extrema habilidade; Zé Roberto, atacante que fez sucesso no Botafogo e no Flamengo, sem contar a volta de Carlos Alberto, meia essencial na volta do Vasco à Primeirona.

Palmeiras e Corinthians fazem o clássico paulista. Felipão busca sua primeira vitória desde que voltou como uma espécie de Messias do Parque. Adílson, o Capitão América na conquista do Grêmio de Felipão da Libertadores, estreia no Corinthians. Mas, quem vai definir o jogo nem é um, nem outro. São os jogadores. E, nesse quesito, o Corinthians está melhor, o que quer dizer pouco num clássico desse porte.

Outro clássico regional é Galo e Raposa. Na tabela, o Cruzeiro está bem melhor do que o Atlético. Mas, isso quer dizer pouco numa disputa dessa tradição. Aliás, acho mesmo que o Galo está mais a fim, o que poderá reproduzir uma surpresa nesse confronto Mas, é apenas um pressentimento.

E o Grenal? Bem, nessa história da guerra eterna dos gaúchos não meto a colher, Nesses casos, não há previsão, nunca. Quando um está em alta, o outro está em baixa, isso é recorrente.

Neste momento, o Inter está em cima e o Grêmio embaixo. Mas, o confronto pode, no fim, determinar a mudança da gangorra, já que isso é tudo para o torcedor e a mídia gaúchos.

Como o Inter está voltado por inteiro na decisão da semifinal da Libertadores contra o São Paulo, não me surpreenderia se o Grêmio levasse a palma.

Emirates Cup

O Milan, que se prenuncia uma catástrofe nesta temporada, levou um baile do Arsenal, mas conseguiu sair de campo com o empate por 1 a 1, graças, a um gol de cabeça de Pato, por sinal, o único milanista a criar duas ou três jogadas de categoria.

Teve o apoio de Flamini, é verdade, e a garantia do goleiro Abiatte, que salvou uns três gols feitos do Arsenal, muito melhor, apesar de todos os desfalques.

O gol do Arsenal foi do estreante franco-marroquino Chamakh, que me fez lembrar do atacante Dinei, ex-Corinthians, na leveza dos movimentos, na invenção dos toques e no talhe físico.

Nada mais injusto do que esse empate, assim como nada mais injusto o empate por 2 a 2 entre Lyon e Celtic, na preliminar. O Lyon dominou três quartos do jogo, fez 2 a 0, com toda a autoridade, mas, depois das várias alterações, tomou o empate nos últimos minutos.

Mas, enfim, esse é o jogo…

Notas relacionadas:

  1. TRÊS VEZES OBINA
  2. VERDÃO SOBE E FLU DESCE
  3. TIMÃO, LÍDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última