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Posts com a Tag Grêmio

terça-feira, 11 de novembro de 2008 Seleção Brasileira | 14:25

A SELEÇÃO DE MURICY

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O amigo viu o Bem, Amigos desta segunda? Não? Pois perdeu mais um show de Muricy, que, segundo informações colhidas e divulgadas pelo companheiro Renato Maurício do Prado, está com um pé na vaga de Dunga na Seleção, a ser aberta antes do fim do ano.

Muricy apenas ouviu e nada comentou a respeito, a não ser que não foi procurado por ninguém da CBF e que o técnico, para ele, é Dunga.

Mas, não se esquivou de escalar outra seleção, a do Brasileirão, com um ressalva: para efeitos óbvios, excluiu qualquer jogador de seu time, o líder São Paulo.

E, para surpresa de quem não conhece seu pensamento, formou o time com dois e não três zagueiros. Lá vai, nega: Bruno; Vítor, Índio, Thiago Silva e Juan; Rafael Carioca, Ramires, Alex e Wagner; Guilherme e Kleber Pereira.

Portanto, três do Cruzeiro, dois do Inter, dois do Flamengo e um de Goiás, Flu, Grêmio e Santos.

Mas, o que você não veria nem ouviria, mesmo se estivesse ligado na tv, é como seria a Seleção Brasileira, neste exato momento, sob eventual comando de Muricy, inferência do colunista de tantos papos com o treinador: Júlio César; Maicon, Lúcio, Miranda e Juan; Hernanes, Ramires, Kaká e Alex (Inter); Robinho e Luís Fabiano.

Ué, e Ronaldinho Gaúcho? Só se estiver fisicamente tinindo. Então, entraria no lugar de Alex. Por enquanto, não.  Entre outras coisas, porque o futebol de Alex enche os olhos de Muricy.

O amigo deve estar, nestas alturas, intrigado com a presença de Maicon na lateral-direita. Muricy explica: se vai jogar com dois volantes leves e de baixa estatura, como Hernanes e Ramires, por exemplo, precisa de um lateral mais taludo e contido na defesa. Ainda mais com Juan, driblador e ofensivo pela própria natureza, atacando pela esquerda.

E, na ausência eventual de Juan, não me surpreenderia se ele escalasse Maxwell, que está jogando muito bem na Inter de Milão.

Bem, esse é Muricy, um cara com os pés no chão e os olhos conferindo tudo que rola pelos campos do mundo. Olhos que constatam um fato incontestável: a tendência atual, o moderno, nas zonas mais avançadas do planeta é um futebol ofensivo, aberto pelas pontas e fundado em dois pilares básciso: velocidade e talento.

Hernanes e Muricy Ramalho
Hernanes e Muricy Ramalho: meio-campista torce para convidarem o “professor”

Notas relacionadas:

  1. NÃO DÁ PRA ENTENDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 6 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 15:53

PLANO DE VÔO DO GRÊMIO

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O Grêmio, pelo visto, perdeu o senso, como diria o poeta das estrelas. Talvez, porque tenha visto e se encantado com mais estrelas em seu céu azul e preto do que o destino lhe havia reservado.

Todos se lembram – sobretudo os mais fiéis gremistas -, que, de início, o Grêmio não passava de um figurante no campeonato, que, no máximo, por sua história gloriosa, poderia aspirar por um lugar na Libertadores. Eram muitos os favoritos á sua frente.

Quem sabe, por isso mesmo, com a alma leve de maiores responsabilidades, tenha alçado aquele vôo prodigioso que o manteve acima dos demais ao longo de quase todo o campeonato. Vôo, diga-se,  que, se foi perdendo altura neste segundo turno,  não entrou em parafuso, ainda. Longe disso: está lá na zona da Libertadores, a rala distância do líder.

O campeonato por pontos corridos é interessante exatamente por isso: sendo de longo curso, premia aquele que souber equilibrar num bom nível técnico juízo e pertinácia. Aliás, esses foram os atributos que marcaram o longo período de liderança do Grêmio.

São Paulo e Palmeiras, líder e vice, que oscilaram em campo várias vezes durante o percurso, jamais perderam o rumo. Isto é: nem a torcida, nem os cartolas, muito menos as comissões técnicas e os jogadores entraram em pânico.

Já no Grêmio, seus mais recentes episódios revelam que bateu no Olímpico o descontrole: a torcida foi lá no treino cobrar raça, gesto típico nos times que estão em crise no Brasil; os dirigentes já anunciam que o técnico Celso Roth não seguirá no comando da equipe, ano que vem etc.

Eis a fórmula praticamente infalível de levar um time á derrocada, ao parafuso tão temido.

Cabeça fria e coração quente, esta, sim, é a fórmula do sucesso, principalmente no futebol.

O Grêmio, se bem analisada a questão, pode até perder para o Palmeiras no Palestra Itália, resultado plenamente inserido na lei das possibilidades, e, mesmo assim, seguir na luta pelo título, dado o equilíbrio entre todas as forças em confronto.

Mas, tem que manter o Plano B vivíssimo, no campo e na galera. E o Plano B é a Libertadores. Com o Plano B, pode até chegar ao Plano A. Mas, sem plano nenhum perdendo o norte, só lhe restará a frustração completa.

E, isso, meu amigo, está escrito nas estrelas há séculos e séculos.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. E O SÃO PAULO CHEGOU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 4 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 14:32

PALMEIRAS, BOTA E INTER

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Pelo visto, Luxemburgo resolveu jogar a toalha na Copa Sul-Americana. Afinal, enviou uma delegação de apenas catorze jogadores para Buenos Aires, com vistas ao jogo contra o Argentino Juniors, na noite desta quarta-feira.

O grosso da turma ficou por aqui mesmo, treinando, de olho no Grêmio, jogo-chave para ambos na corrida em direção á taça do Brasileirão. Mas, pelo sim, pelo não, Luxa não mandou pra lá a rebarba, não. Aqui e ali preencheu com alguns titulares, como Kleber, que não poderá enfrentar o Grêmio, Denílson, seu décimo-segundo jogador, Martinez e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quer dizer: jogou a toalha mas não muito longe: um pé em cada canoa, na esperança de que as duas se mantenham à tona.

Já Botafogo e Inter não podem se dar a esse luxo. Para os dois, que têm ralas chances de chegar até mesmo à zona da Libertadores, o negócio é tentar salvar os dedos nesta temporada. Nesse sentido, a Copa Sul-Americana vem a calhar.

Dos dois, o Inter é o que está um passo à frente, embora seu adversário, na quinta à noite, seja um papão de títulos internacionais como poucos neste hemisfério – o Boca. Mas, será o Boca mesmo? Pois, no Beira-Rio, foi um Boca reserva e o Colorado soube se aproveitar disso e fazer o placar que lhe dá boa vantagem lá: 2 a 0. 

Quanto ao Botafogo, que pega o Estudiantes, na quarta, a desvantagem é significativa, pois perdeu a primeira, na Argentina, por 2 a 0. E o Estudiantes, embora não seja aquele bicho feroz dos anos 70, tem lá seus Veróns que provocam muito calor em qualquer adversário, mesmo jogando no Engenhão.

Enfim…

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 21:09

AS DECEPÇÕES DO DOMINGO

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As duas grandes decepções do domingo foram, sem dúvida, Grêmio e Cruzeiro.

Dos dois, o Cruzeiro era quem pegava a maior pedreira – o Goiás, no Serra Dourada. Empate ou derrota, nesse caso, não seriam absurdos, nada disso. Mas, a forma como o Cruzeiro perdeu é que causa espanto: em 17 minutos, o Goiás fez o placar de 3 a 0, numa blitz incontrolável. Parte, por seus próprios méritos, mas também pela abulia cruzeirense, um time entregue do início ao fim.

Já o Grêmio lutou muito para empatar com o Figueira em casa. Mas, lutou sem aquele equilíbrio entre emoção e técnica que marcou seus melhores momentos no Brasileirão.

Ah, sim, sobre a marcação daquela falta do goleiro do Figueira, que antecedeu o lance do gol de empate gremista. Não sei até agora o que o juiz marcou. Se foi sobrepasso, errou, pois isso já não mais existe, a não ser quando o goleiro, depois de segurar a bola, tocá-la novamente no chão.

De acordo com a Regra 12, o juiz deverá marcar tiro indireto se o goleiro cometer uma destas quatro infrações dentro da área: Pergunto: o goleiro do Figueira infringiu qualquer uma dessas regrinhas? Se infringiu, não percebi, e já antecipo minhas desculpas. Se não…

1. demorar mais de seis segundos para colocar a bola em disputa, após tê-la controlado com as mãos;

2 voltar a tocar a bola depois de tê-la colocado em disputa, antes que qualquer outro jogador a tenha tocado;

3. tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua equipe faça-lhe um passe com o pé intencionalemente;

4. tocar a bola com as mãos depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral executado por um companheiro.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

Campeonato Brasileiro | 20:47

E O SÃO PAULO CHEGOU

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Com o empate do Grêmio e a incrível derrota do Cruzeiro, cabe ao Palmeiras, que bateu o Santos, na Vila, por 2 a 1, com aquele gol salvador de Léo Lima, no fim, dar o primeiro passo. Tudo ainda é possível, mas começa a ficar improvável.

Por Milton Trajano
Por Milton Trajano

É aquela velha história: deixaram o São Paulo chegar; agora, vão ter de gramar para desalojá-lo da liderança isolada. Pois, o São Paulo chegou e chegou firme, metendo 3 a 0 no Internacional (ainda que um mistão do Colorado) com categoria – seguro na defesa e insinuante no ataque.

Improvável porque, segundo os analistas da tabela de jogos do Brasileirão, de todos os candidatos ao título, o São Paulo é aquele que mais se beneficia da sequência programada. Entre outras coisas, porque é o único que não terá de cruzar com os rivais do G-5.

Mas, isso seria até irrelevante se o time não estivesse crescendo tanto nesta hora tão propicia. Nem falo da vitória em si sobre o Inter, mas, sim, do jeito como se comportou o São Paulo nas últimas rodadas – com autoridade. Ao contrário, por exemplo de Grêmio, Cruzeiro e até mesmo o Palmeiras, que foi dominado a maior parte do tempo pelo Santos.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 16:21

OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE

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Grêmio e São Paulo dividem a liderança do Brasileirão, por pontos ganhos. O Grêmio assume a predominância pelo quesito número de vitórias – uma a mais do que o São Paulo.

Mas, quem é melhor? Bem, poderia resumir essa resposta a um sofisma: aquele que, no fim, levantar a taça, já que a busca quase exclusiva pelo resultado pauta o espírito e as ações dessas duas equipes.

Nem Grêmio, nem São Paulo, na verdade, buscam a excelência plena – isto é, ganhar e dar espetáculo. Mesmo porque essa é uma utopia repudiada por quase todos que militam no futebol brasileiro hoje em dia.

Os dois Tricolores jogam no mesmo esquema – 3-5-2 -, e enfatizam a marcação, a luta pela posse da bola, acima de tudo, como, de resto, a imensa maioria dos demais competidores. São praticamente imbatíveis em seus respectivos redutos, e, em muitas situações, têm sido ajudados pela sorte.

O São Paulo tem um elenco (soma de titulares e reservas) um tanto mais qualificado do que o Grêmio. Mas, o Grêmio tem dois meias de habilidade que o São Paulo não tem: Souza e o menino Douglas Costa, deficiência que o técnico Muricy tenta compensar com o apoio de dois volantes de técnica refinada – Jean e Hernanes.

Nesta reta final, é visível a ascensão do São Paulo e, se não decréscimo, talvez estagnação, do Grêmio. Uma questão, possivelmente, mais anímica do que técnica.

Então, permita-me o amigo, que vou subir no muro. De onde poderei ver com maior abrangência o que está por vir. Como diria o gênio Noel: olho, ninguém me responde; chamo, não vejo ninguém.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 15:56

A GIGANTESCA ARMAÇÃO

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Na exata medida em que a disputa pelo título brasileiro se acirra com a presença de cinco sérios candidatos à faixa de campeão – fato até então inédito -, cresce a teoria da conspiração na cabeça do torcedor.

A juizada tá roubando! Ora, pro São Paulo, ora pro Flamengo, que, por misteriosas forças, dominam os bastidores. E o esquema Traffic-Palmeiras, então, nem se fala! A brigada gaúcha, por sua vez, sai por aí protegendo o Grêmio por vias indiretas, enquanto o Cruzeiro, de tão mineiro, mas tão mineiro, nem se percebe suas armações. Pero que las hay, las hay.

Ora, meu amigo, vá ver se estou na esquina. É armação demais para minha pobre cabeça. Tão gigantesca, que envolve CBF, Globo, cartolas de todos os matizes, técnicos, jogadores, comissão de arbitragem, juizes, bandeirinhas, empresários, enfim, praticamente todo o universo do futebol.

Quer um exemplo desse mega-complô? O gol anulado do Botafogo no São Paulo. Pois, está aí um lance que considerei e continuo considerando um erro do bandeirinha, mas cujo desenho justifica plenamente a sinalização do auxiliar do árbitro. Não foi nenhum lance escabroso, escandaloso, nada disso. Tanto, que muita gente – e não só os tricolores paulistas – aprovou a atitude do bandeira.

Afinal, o atacante botafoguense estava em posição de impedimento desde o início da jogada. E, sim, fez um movimento no sentido de tirar o pé da direção da bola. Isso pode ser interpretado como intervenção? Pode. Atrapalhou a visão do goleiro? É possível, embora a câmera por trás capte imagem que sugere o inverso.

Quer dizer: trata-se de um lance tão discutível que considerá-lo inserido num esquema de favorecimento a este ou àquele time raia a paranóia. Se essa, pois, é uma prova da armação global, passo.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:14

A ROLETA GIRANDO

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Grêmio, São Paulo e Flamengo, a prevalecer o mando de campo com a intensidade recorrente neste campeonato, são os favoritos na rodada deste fim-de-semana. Dos três, o São Paulo é o que enfrenta o adversário mais tradicional – o Inter. Mas, dos três, o Tricolor paulista é o que tem revelado espírito mais competitivo.
Já o Grêmio recebe o Figueira no Olímpico, com todas as condições de se reabilitar da derrota para o Cruzeiro; e o Flamengo, em pleno Maracanã, pega a Lusa – nem pensar, num tropeço, né?
Quanto a Palmeiras e Cruzeiro, que enfrentam Santos e Goiás, nas casas dos inimigos, têm, no papel, tarefa mais árdua.

O Santos, na Vila, está em ascensão, fugindo rapidamente da zona da morte, e o Goiás, mordido pelos insucessos recentes, no Serra Dourada, deverá se desdobrar em campo.

Mas, quaisquer que sejam os resultados, a roleta do Brasileirão continuará girando, desconfio, até a última rodada, quando, só então emergirá o campeão, no mais acirrado torneio nacional desde sua instituição no formato atual.

 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

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terça-feira, 28 de outubro de 2008 Sem categoria | 15:48

CADA RODADA, UMA ENXADADA

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Nesta noite de quarta-feira, teremos quatro jogos-chave na disputa pelo título Brasileiro. Mas, um deles, é uma chave de ouro que tanto pode abrir a porta dos céus para um quanto do purgatório para outro.

Refiro-me, claro, ao clássico do Mineirão, entre Cruzeiro e Grêmio. Quem perder, não necessariamente estará fora do páreo, nada disso. Mas, é que o vencedor terá acumulado seis pontos numa só rodada. Num luta tão acirrada, isso conta muito, creia, meu anjo.

O Grêmio, líder, parece ser mais encorpado, sobretudo na marcação, o que não é nenhuma novidade. O Cruzeiro, mais leve e solto, o que também não é novidade alguma. É o confronto de dois estilos, duas escolas, cujo resultado final não ouso arriscar. Mesmo porque ambos se eqüivalem em força técnica e apenas o Mineirão pode representar um ponto de vantagem para a Raposa. Mas, nada decisivo.

Nos demais jogos, todos igualmente difíceis para os principais concorrentes, o Palmeiras é quem enfrenta situação mais delicada. Por jogar em casa, contra o Goiás, e por ter caído fora do G-4, tem que vencer de qualquer jeito, para manter acesa a chama da esperança. Mas, será verde contra verde, portanto, uma esperança simbolicamente bem dividida.

Já o São Paulo, que parece ter pegado no breu na hora certa, enfrenta o Botafogo, no Engenhão. Joguinho traiçoeiro, pois o Bota, apesar da recuperação neste segundo turno, já refluiu novamente, e estará desfalcado de alguns jogadores importantes, dentre eles, Lúcio Flávio, seu principal armador.

E o Mengão vai a Salvador pegar o Vitória que já brilhou mais do que agora, num jogo em que o fator campo não deverá ser tão determinando, pois a massa rubro-negra lá em cima é de se tirar o chapéu.

Parodiando o caipira, diria que, até o fim, cada rodada é uma enxadada

Notas relacionadas:

  1. PROFECIA DO PASSADO
  2. JOGO DE CONTRADIÇÕES
  3. TAREFAS IGUAIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 11
  4. 12
  5. 13
  6. 14
  7. 15
  8. Última