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Posts com a Tag Goiás

quarta-feira, 3 de dezembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:55

OS NÚMEROS DA ALMA

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Claro que o São Paulo, no rigor dos números, tem mais chances de celebrar o título neste domingo do que o Grêmio.

Afinal, joga num estádio neutro contra o Goiás por dois resultados em três – empate ou vitória -, enquanto ao Grêmio só a vitória interessa, contando com um tropeço do rival em Gama.

Mas, os números refletem o passado, não a alma do jogo que virá. Sobretudo, a alma dos jogadores.

E, nesses casos extremos, os nervos e a ambição acabam sendo mais eloqüentes do que os números e a lógica da decisão.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
  3. ÓBVIA BLINDAGEM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 Campeonato Brasileiro, Ex-jogadores | 14:52

A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

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Fico perplexo ao constatar que a teoria da conspiração, hoje em dia, passou a ser tese corriqueira. Desconfio mesmo que a maioria dos torcedores, aqui e ali, adota essa explicação nos casos mais estapafúrdios.

Claro, não sou besta de achar que nunca houve marmelada em futebol. Mas, não na proporção e abrangência com que sonham os adeptos da teoria da conspiração, multiplicados, diga-se, depois do advento da Internet, onde qualquer anônimo pode postar um delírio qualquer que se espalha rapidamente feito chuva radioativa.

Aqui, um juiz é subornado, ali, um goleiro ou um beque, mais adiante são os cartolas que se arreglam, isso sem falar em formas mais sutis de se tentar alterar o resultado de um jogo.

Mas, a idéia de que se possa juntar o time todo, mais os reservas, no vestiário e pedir-lhes que percam um jogo já passa para o campo do absurdo.

Sim, é verdade, há casos em que o acerto entre cartolas de dois clubes pode ser catalogado como suborno, como aconteceu anos atrás quando o Guarani, para salvar o Palmeiras do descenso no Paulistão, escalou dois jogadores não inscritos – Dante e Flamarion. O Guarani perdeu os pontos no tribunal, claro, e o Palmeiras safou-se da queda.

Sou de um tempo em que não havia esse eufemismo de mala branca. Era tudo mala preta, fosse para subornar alguém, fosse para estimular este ou aquele time que não tivesse motivação especial em determinado jogo. Mala preta porque escusa, imoral, ainda que, no caso do bicho extra, não seja ainda considerada ilegal.

Esse, porém, é um campo minado, num tempo de ética tão difusa.

Mesmo porque não sei funciona muito bem, desde que se desconhece seus limites.

Por exemplo: Fluminense e Goiás, que obtiveram resultados ruins para dois clubes que disputam privilégios – o São Paulo, o título; o Flamengo, vaga na Libertadores.

Ora, o desempenho de Flu e Goiás não diferem nem um pouco daquele que eles vinham apresentando nas últimas rodadas. O Goiás teve um segundo turno exemplar, enquanto o Flu renasceu sob os bigodes filosofais de Renê Simões. São dois times com um nível respeitável de bons jogadores, que não andavam bem das pernas ou da cuca, mas que há tempos vêm se recuperando. Logo, com mala branca ou preta, o comportamento dos dois no último domingo foi compatível com essa reação.

Digamos, num exercício de imaginação, que Palmeiras e Cruzeiro, que disputam com o Flamengo vagas na Libertadores, tenham descarregado uma fortuna na porta dos fundos da concentração do Goiás. E daí?

Daí que o Cruzeiro foi ao Beira-Rio e perdeu dos reservas do Inter, como, aliás, tem acontecido com freqüência, quando a Raposa sai da Toca. E o Palmeiras não foi além de um empate de zero a zero com o Vitória, que, por sua vez, deveria, segundo essa hipótese, ter recebido um baú dourado, cheio de patacões azuis e rubro-negros.

Moral da história amoral: Que las hay, las hay, mas não na proporção que muitos imaginam.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 11 de novembro de 2008 Seleção Brasileira | 14:25

A SELEÇÃO DE MURICY

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O amigo viu o Bem, Amigos desta segunda? Não? Pois perdeu mais um show de Muricy, que, segundo informações colhidas e divulgadas pelo companheiro Renato Maurício do Prado, está com um pé na vaga de Dunga na Seleção, a ser aberta antes do fim do ano.

Muricy apenas ouviu e nada comentou a respeito, a não ser que não foi procurado por ninguém da CBF e que o técnico, para ele, é Dunga.

Mas, não se esquivou de escalar outra seleção, a do Brasileirão, com um ressalva: para efeitos óbvios, excluiu qualquer jogador de seu time, o líder São Paulo.

E, para surpresa de quem não conhece seu pensamento, formou o time com dois e não três zagueiros. Lá vai, nega: Bruno; Vítor, Índio, Thiago Silva e Juan; Rafael Carioca, Ramires, Alex e Wagner; Guilherme e Kleber Pereira.

Portanto, três do Cruzeiro, dois do Inter, dois do Flamengo e um de Goiás, Flu, Grêmio e Santos.

Mas, o que você não veria nem ouviria, mesmo se estivesse ligado na tv, é como seria a Seleção Brasileira, neste exato momento, sob eventual comando de Muricy, inferência do colunista de tantos papos com o treinador: Júlio César; Maicon, Lúcio, Miranda e Juan; Hernanes, Ramires, Kaká e Alex (Inter); Robinho e Luís Fabiano.

Ué, e Ronaldinho Gaúcho? Só se estiver fisicamente tinindo. Então, entraria no lugar de Alex. Por enquanto, não.  Entre outras coisas, porque o futebol de Alex enche os olhos de Muricy.

O amigo deve estar, nestas alturas, intrigado com a presença de Maicon na lateral-direita. Muricy explica: se vai jogar com dois volantes leves e de baixa estatura, como Hernanes e Ramires, por exemplo, precisa de um lateral mais taludo e contido na defesa. Ainda mais com Juan, driblador e ofensivo pela própria natureza, atacando pela esquerda.

E, na ausência eventual de Juan, não me surpreenderia se ele escalasse Maxwell, que está jogando muito bem na Inter de Milão.

Bem, esse é Muricy, um cara com os pés no chão e os olhos conferindo tudo que rola pelos campos do mundo. Olhos que constatam um fato incontestável: a tendência atual, o moderno, nas zonas mais avançadas do planeta é um futebol ofensivo, aberto pelas pontas e fundado em dois pilares básciso: velocidade e talento.

Hernanes e Muricy Ramalho
Hernanes e Muricy Ramalho: meio-campista torce para convidarem o “professor”

Notas relacionadas:

  1. NÃO DÁ PRA ENTENDER
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 21:09

AS DECEPÇÕES DO DOMINGO

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As duas grandes decepções do domingo foram, sem dúvida, Grêmio e Cruzeiro.

Dos dois, o Cruzeiro era quem pegava a maior pedreira – o Goiás, no Serra Dourada. Empate ou derrota, nesse caso, não seriam absurdos, nada disso. Mas, a forma como o Cruzeiro perdeu é que causa espanto: em 17 minutos, o Goiás fez o placar de 3 a 0, numa blitz incontrolável. Parte, por seus próprios méritos, mas também pela abulia cruzeirense, um time entregue do início ao fim.

Já o Grêmio lutou muito para empatar com o Figueira em casa. Mas, lutou sem aquele equilíbrio entre emoção e técnica que marcou seus melhores momentos no Brasileirão.

Ah, sim, sobre a marcação daquela falta do goleiro do Figueira, que antecedeu o lance do gol de empate gremista. Não sei até agora o que o juiz marcou. Se foi sobrepasso, errou, pois isso já não mais existe, a não ser quando o goleiro, depois de segurar a bola, tocá-la novamente no chão.

De acordo com a Regra 12, o juiz deverá marcar tiro indireto se o goleiro cometer uma destas quatro infrações dentro da área: Pergunto: o goleiro do Figueira infringiu qualquer uma dessas regrinhas? Se infringiu, não percebi, e já antecipo minhas desculpas. Se não…

1. demorar mais de seis segundos para colocar a bola em disputa, após tê-la controlado com as mãos;

2 voltar a tocar a bola depois de tê-la colocado em disputa, antes que qualquer outro jogador a tenha tocado;

3. tocar a bola com as mãos depois que um jogador de sua equipe faça-lhe um passe com o pé intencionalemente;

4. tocar a bola com as mãos depois de tê-la recebido diretamente de um arremesso lateral executado por um companheiro.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:14

A ROLETA GIRANDO

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Grêmio, São Paulo e Flamengo, a prevalecer o mando de campo com a intensidade recorrente neste campeonato, são os favoritos na rodada deste fim-de-semana. Dos três, o São Paulo é o que enfrenta o adversário mais tradicional – o Inter. Mas, dos três, o Tricolor paulista é o que tem revelado espírito mais competitivo.
Já o Grêmio recebe o Figueira no Olímpico, com todas as condições de se reabilitar da derrota para o Cruzeiro; e o Flamengo, em pleno Maracanã, pega a Lusa – nem pensar, num tropeço, né?
Quanto a Palmeiras e Cruzeiro, que enfrentam Santos e Goiás, nas casas dos inimigos, têm, no papel, tarefa mais árdua.

O Santos, na Vila, está em ascensão, fugindo rapidamente da zona da morte, e o Goiás, mordido pelos insucessos recentes, no Serra Dourada, deverá se desdobrar em campo.

Mas, quaisquer que sejam os resultados, a roleta do Brasileirão continuará girando, desconfio, até a última rodada, quando, só então emergirá o campeão, no mais acirrado torneio nacional desde sua instituição no formato atual.

 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

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