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domingo, 12 de dezembro de 2010 Clubes brasileiros | 15:00

NÓS, NA LIBERTADORES

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Definida a última vaga na Libertadores, então teremos dois gaúchos, dois paulistas, um mineiro e um carioca representando o futebol brasileiro na principal competição do continente

Apesar da heroica campanha do Goiás na Copa Sul-Americana, melhor do que o Independiente em mais de três quartos da soma dos jogos (e prorrogação) finais, convenhamos, o Grêmio me parece mais habilitado a melhor representar nossa bandeira na Libertadores.

Tem mais camisa, experiência nesse tipo de disputa e vem num embalo impressionante desde o início do segundo turno do Brasileirão.

Mas, o que esperar de Corinthians e Santos, os dois paulistas que estarão em ação?

É cedo para fazer uma projeção mais exata, pois ambos começaram agora a mexer os pauzinhos para se reforçar com vistas à próxima temporada.

O Corinthians, ainda sob o impacto da brusca queda para o terceiro lugar no Brasileirão, o que o obrigará a disputar a pré-Libertadores, ele que sonhava com o título, acaba de perder Elias, um dos dois esteios do time nas últimas temporadas. E até o vice-presidente de futebol se demitiu.

Além do mais, não sabe o que esperar de Ronaldo Fenômeno, e parece mais preocupado em se livrar do que restou da legião de contratados equivocadamente para a Libertadores passada – Danilo, Iarley etc. – do que em acertar o alvo nas eventuais novas contratações.
Fixado em trazer Adriano, não revela outras opções mais exequíveis. Como, por exemplo, a volta do He Man, que anda em estado de graça no Goiás.

Já o Santos dá sinais de que está mais lúcido na parada.

Zé Roberto, que teve tão auspiciosa passagem pela Vila, tempos atrás, diz que pretende, sim, voltar para o Peixe, a fim de formar um meio-campo de se tirar o chapéu: ele, Arouca, Elano e Ganso.

Mas, ainda há a possibilidade de Fabrício trocar o Cruzeiro pelo Santos de Adílson, seu ex-treinador, aquele que o fez renascer para o futebol na Toca da Raposa.

De qualquer forma, fica faltando um homem a mais lá na frente, para dividir com Neymar a tarefa de encher de gols as redes inimigas. Quem sabe uma possível volta de André? Seria a sopa no mel.

Já o Cruzeiro, mesmo que perca Fabrício, tem um elenco sólido, como o Inter, que está em plena disputa do título Mundial. E este pode ser um divisor de águas. Uma eventual perda da faixa de campeão mundial, pode abalar o Inter, já que é favorito na disputa, num momento muito ruim de seu xará de Milão.

Quanto ao Flu, está nadando de braçada, com o título brasileiro e a possibilidade de, na pré-temporada colocar nos triqnues seu quarteto de escol – Deco, Conca, Fred e Emerson. Mas, bem que caberia um volante de alta classe para apoiar essa turma. Só Diguinho é pouco.

A expectativa, porém, do0 múltiplo Richarlyson já é um alento.

Ronaldinho no Palestra

O Palmeiras parece mesmo empenhado em tentar trazer para o Palestra Itália o nosso Ronaldinho Gaúcho, que, depois de uma breve recuperação no início do ano, caiu novamente em desgraça no Milan.

Seria, sem dúvida, a maior atração do Ano Novo no futebol brasileiro.
Mas, tenho minhas dúvidas se viria a ser a grande solução para esse Palmeiras tão fragmentado em todos os setores e sentidos.

A não ser que Felipão consiga o milagre de injetar-lhe um novo ânimo para jogar bola, e só jogar bola.

Sucede que a caixa de milagres de Felipão parece estar com a tampa enferrujada nos últimos tempos: perdeu a Eurocopa em casa, para a modestíssima Grécia, com a maior geração de craques portugueses desde os tempos de Eusébio e Coluna; teve pífia e breve passagem pelo Chelsea, e, no regresso ao Palmeiras, apostou tudo na Sul-Americana e acabou sendo desclassificado pelo rebaixado Goiás.

Mas, Ano Novo, vida nova. Espero.

O cartola Ronaldo

Ronaldo Fenômeno revelou uma faceta desconhecida de sua personalidade naquele fórum produzido por Carlos Alberto Parreira, no Rio. Não só acertou na mosca ao culpar o calendário brasileiro pelos maiores problemas do nosso futebol, como se dispôs a ter uma atuação decisiva na luta em favor da imensa maioria de jogadores profissionais que, ao contrário dele próprio e alguns poucos escolhidos pela sorte e talento, ganham uma mixaria por esses brasis afora.

Festival de reservas

Falando em calendário, um lembrete aos amigos que acham o sistema híbrido de pontos corridos e mata-mata a grande solução para evitar que este ou aquele time entre em campo com seus reservas, por conta da disputa simultânea em outra competição, como fizeram Palmeiras, Galo, Inter e Goiás na reta final do Brasileirão: a última rodada da fase de grupos da Liga dos Campeões foi um festival de reservas em campo. E daí?

O brasuca Conca

O quê? O argentino Conca com a camisinha canarinho? Pois, olhe que pode até ser, já que o craque tricolor está providenciando sua naturalização brasileira. E, como nunca jogou pela Seleção Argentina, não haveria empecilhos burocráticos para sua inscrição pelo Brasil.

Pelo que sei, seria o primeiro estrangeiro a defender o Brasil nos campos do futebol. Já houve no passado, lá pela virada dos anos 70 para os 80, um outro estrangeiro cogitado para jogar pelo Brasil: o uruguaio Dario Pereyra. Mas, a coisa não andou. Agora, seria um tapa de luva de pelica nesses treinadores brasileiros da base e das divisões profissionais que preferem taludos volantes a meias de habilidade como Conca.

Notas relacionadas:

  1. ROGÉRIO, LIBERTADORES E LIGA
  2. LIBERTADORES, COPA BR E OBINA
  3. CRISE NA LIBERTADORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010 Copa Sul-Americana, Copa do Mundo | 15:40

O GOIÁS, NA FITA

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A brilhante vitória do Goiás sobre o Independiente, num Serra Dourada pleno e vibrante, coloca os verdes na fita para a conquista da Copa Sul-Americana e, consequentemente, de uma das vagas restantes para a Libertadores do ano próximo.

Foi por 2 a 0, mas poderia ter sido o dobro, pelas chances criadas, sobretudo naquelas ultrapassagens de Carlos Alberto pela direita ou nas investidas pelo meio do He Man, o artilheiro que renasceu em Goiânia.

E olhe que, nesse jogo, o Goiás não foi aquele time refém das bolas aéreas lançadas à área inimiga para o cabeceio certeiro de Rafael. Nada disso. Botou a bola no chão, envolveu os argentinos durante todo o primeiro tempo, e só foi apelar para bolas longas no início do segundo tempo, quando os rojos passaram a pressionar um pouco, até a justa expulsão de Silvera. A partir daí, só deu Goiás.

Se me surpreendeu o estilo do Goiás, surpreendeu-me ainda mais a fragilidade do meio de campo e da defesa do Independiente. Mas, certo está o técnico Arthur Neto, que pede pra turma fincar os pés no chão, pois o jogo, em Avellaneda, poderá ser outro, embora esse Independiente que vi na quarta-feira não me inspire maiores temores, não.

A quarta vaga

Com essa vitória, o Goiás, jogou água no chope de Grêmio e Botafogo, adversários do domingo pelo Brasileirão, com os olhos voltados pela eventual quarta vaga da Libertadores.

Mas, a coisa ainda não está decidida, e Tricolores e Alvinegros têm de jogar a alma no Olímpico, e, depois, um deles, o vencedor, fazer figa para que o Goiás seja vice em Avellaneda.

De qualquer forma, tanto para Grêmio quanto para o Botafogo será uma honra terminar o Brasileirão em quarto lugar, essas coisas precisam ser ditas para um povo que só valoriza o título e nada mais.

Rússia e Qatar?

Hummm… Sinto cheiro de arroz queimado nessa escolha pelo Comitê da Fifa para as sedes das duas próximas Copa do Mundo, depois da do Brasil – Rússia e Qatar.

Mais precisamente, afinando o olfato, cheiro de máfia russa e de petrodólares, que perfumam a séria de disparos da imprensa mundial sobre a integridade de vários membros do tal Comitê.

Pena que o charme de uma disputa conjunta em Espanha-Portugal e Holanda-Bélgica não tenha seduzido os jurados da escolha.

Marketing peixeiro

O Santos acaba de apresentar Elano como novo reforço para a Libertadores. Bom reforço. Jogador experiente, que, embora revelado pelo Guarani, ganhou status na Vila Belmiro, naquele inesquecível de Robinho, Diego, Renato etc., dono de tiro exato, seja nos cruzamentos, seja nas cobranças de falta, seu futebol não tem o brilho dos Meninos da Vila, mas é altamente eficiente.

Mas, o Santos não está só olhando seu time principal de futebol. Já trouxe Marta e Cristiane, duas das melhores jogadores do futebol feminino em todo o mundo, e acaba de apresentar também Falcão, o inexcedível Falcão do futsal.

Pois imaginemos o que está bolando o marketing do Santos: um jogo festivo em que Marta, Cristiane e Falcão se juntem a Neymar e cia. bela.

Periga, depois, o Peixe ter de quebrar todas as barreiras ainda existentes no futebol profissional.

PS: Desculpe o amigo e a amiga pelo atraso deste post. É que fiquei fora do ar ontem, o dia todo.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO, GALO, GOIÁS, EM FRENTE!
  2. JOGO FATAL
  3. O CHORO E O RENASCIMENTO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 25 de novembro de 2010 Copa Sul-Americana | 02:21

O CHORO E O RENASCIMENTO

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O choro convulso daquele garotinho nas arquibancadas, choro incontrolável, profundo, daqueles que vêm das cavernas da alma traduz ao pé da letra o que significou esse inesperado resultado para o torcedor palestrino.

Porque poucas vezes um time foi tão favorito, e, na sua história gloriosa, raríssimos foram os episódios em que o Palmeiras precisasse tanto da vitória (ou, neste caso, até mesmo do empate) para cicatrizar tantas feridas abertas nos últimos tempos. Pelo menos, desde a perda do Brasileirão do ano passado.

Mas, à dor palestrina se sobrepõe o feito do Goiás, que bateu o Palmeiras em pleno Pacaembu, de virada, por 2 a 1. Rebaixado outro dia para a Segunda Divisão do Campeonato Brasileiro, e vindo de duas derrotas consecutivas em casa – a última, um vareio do Santos, pelo Brasileirão -, a passagem para as finais da Copa Sul-Americana, nessas condições, seria, no mínimo, uma iluminação, o que seu técnico anunciara, aliás, como o renascimento do Verdão goiano.

E, foi, num jogo parelho, sem brilho mas tenso.

O Goiás, assim, saiu do Pacaembu envolto num halo luminoso desses que lembram personagens de histórias sobrenaturais. E o Palmeiras aprofunda-se nas trevas do caos, de volta aos seus fantasmas, sob o som do choro do garotinho da arquibancada.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO, GALO, GOIÁS, EM FRENTE!
  2. E LÁ VAI O PALESTRA
  3. JOGO FATAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quarta-feira, 24 de novembro de 2010 Copa Sul-Americana | 02:14

DÁ VERDÃO. MAS, QUAL?

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Depois do treino, Felipão reuniu a tropa no meio de campo e aplicou dez minutos de injeção de ânimo e concentração ao Palmeiras que, nesta noite de quarta, jogará sua sorte diante do Goiás.

São dez anos de fila de um clube acostumado a grandes conquistas, e meter a mão na taça sul-americana não só quebrará esse jejum como salvará a pátria alviverde numa temporada, de resto, deplorável. Foi isso, em suma, o que disse Felipão, daquele jeitão convincente de sempre.

Certa vez, o zagueiro uruguaio Lugano, ex-São Paulo, ao ser perguntado sobre esse negócio motivacional, febre dos tempos modernos, respondeu indignado que ele dispensava qualquer discurso desse tipo, pois a motivação tinha de ser inerente a qualquer competidor.

Mas, nem todos são Luganos, e essa coisa pega, quando injetada com jeito na alma dos tais grupos de jogadores.

De qualquer forma, esse é o grande trunfo do Palmeiras para o jogo fatal de hoje à noite; as artes de Felipão no manejo dos instrumentos disponíveis para esse tipo de mata-mata, mesmo porque as artes no futebol não façam parte de seu repertório.

Além disso, claro, o fator campo, a mira certeira de Marcos Assunção, o moral elevado do time nessa competição e tal e cousa e lousa e maripousa, tudo isso confira ao verdão paulista amplo favoritismo diante do Goiás.

Porém, atenção: o Goiás também tem camisa – e verde como a do Palmeiras. E, como o Palmeiras, passou um ano de cão, prestes a entrar no próximo já na Segundona e tudo mais. Da mesma forma, esse é o jogo que lhe pode garantir um título internacional – o, na pior das hipóteses, de vice-campeão da Copa Sul-Americana. Não é nada, não é nada, mas é um fio de compensação para tão pífia temporada.

Logo, vai peitar o Verdão paulista com igual ênfase, o que haverá de provocar faíscas em campo, não tenho dúvidas.

E que gol!

O gol de Ronaldinho Gaúcho contra o Auxerre é pra ser recortado e colado na cartilha que ensina a turma a jogar bola. Ronaldinho entrou no lugar de Ibra, autor do primeiro gol do Milan, já no finzinho da partida. E ficou lá na frente, feito centroavante de verdade.

E foi ali que recebeu a bola de Robinho, que passara, num drible de calcanhar, por dois defensores e lhe rolou a bichinha de jeito. Ronaldinho então parou diante do zagueiro, olhou através dele, ajeitou e deu um toque mágico de canhota para a bola rodear o goleiro e entrar justinha no canto esquerdo. Só vendo e revendo.

Os olhos extras da Fifa

Eis que a Fifa, tão resoluta em evitar o uso da mais moderna tecnologia no futebol, resolveu acrescentar dois auxiliares de linha de fundo ao trio de arbitragem, sem falar no já tradicional quarto árbitro.

Pois bem: bola com Cristiano Ronaldo, na ponta-esquerda. O português dá aquele seu drible clássico de letra e invade a área do Ajax, sob o olhar atento do tal auxiliar extra, postado na linha de fundo, não mais do que meio metro do lance.

O beque, então, desfere uma rasteira de fazer inveja a Mestre Pastinha, histórico capoeira baiano, que atinge as duas pernas do craque do Real e nem trisca na bola, que escorre sonolentamente para fora, aos pés do auxiliar. O ínclito e concentrado homem de amarelo simplesmente afivela uma cara de paisagem e sai de lado assobiando, como se nada acontecera, para desespero de Cristiano Ronaldo.

Mistão no mata-mata

Ah, sim, o Real foi a passeio a Amesterdã, com um time misto, pois já está classificado para a próxima fase da Liga dos Campeões, e meteu 4 a 0 no Ajax. E aí fiquei coçando a cabeça: mas, então, como fica o argumento desse pessoal que quer o mata-mata de volta no Brasileirão, sob o pretexto de que isso evitaria este ou aquele time entrar com reservas em campo, o que prejudicaria terceiros e quartos ou quintos outros pretendentes ao título?

Virada romana

A virada da Roma sobre o Bayern de Munique, no estádio Olímpico, foi algo emocionante. Perdia por 2 a 0 no primeiro tempo e não dava o mínimo sinal de que poderia sequer evitar uma catástrofe no segundo.

Mas, foi justamente o contrário: os romanos voltaram como verdadeiros gladiadores e viraram o jogo para 3 a 2, com gol de pênalti cobrado por Totti já nos acréscimos. O que mudou no intervalo, além da provável injeção de ânimo aplicada pelo treinador? Ouso dizer que a entrada do brasileiro Simplício, que deu outro molejo ao ataque romano, embora volante de ofício, antes da inclusão decisiva no jogo do veterano e sempre genial Totti.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO, GALO, GOIÁS, EM FRENTE!
  2. VERDÃO, NOITE SOFRIDA
  3. E LÁ VAI O PALESTRA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 14 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 23:42

AH, FLU…

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Apesar do acúmulo de tropeços dos líderes neste Brasileirão, confesso que esse eu não esperava. Jogando em casa, diante de delirante torcida, com Fred e Deco de volta ao time e sob o comando de Muricy, mestre nesse tipo de torneio nos últimos cinco anos, o Fluminense não poderia deixar de vencer o Goiás no Engenhão.

Pois, empatou. Empatou, sobretudo, porque desperdiçou todo o primeiro tempo, quando o Goiás abriu a contagem com Rafael Moura. E desperdiçou justamente por causa da presença de Deco, um craque consumado, mas fora de forma pelo longo tempo que esteve ausente do time se recuperando de séria lesão.

Tanto, que, ao substituí-lo no intervalo por Dieguinho, Muricy arrumou seu meio de campo e partiu pra cima do Goiás. Para seu desespero, porém, nem com uma dupla de artilheiros consagrados como Fred e Washington acionada pelo melhor jogador do campeonato, Conca, o Flu conseguiu converter em gols as tantas chances criadas. E teve de se consolar com o gol de pênalti de Conca, já no finzinho da partida.

Assim, o Flu, que liderou boa parte do campeonato, caiu para a vice-liderança a três passos do final de tudo.

Mas, atenção: as cascas de banana estão espalhadas por todos os campos do Brasileirão. Logo, nem Flu, nem Cruzeiro devem desistir da esperança maior. Assim como o líder Corinthians, diga-se.

Vasco e São Paulo

Dois golaços, um pra cada lado, defesas providenciais de Fernando Prass e Rogério e uma montanha de passes errados. Contudo, um jogo disputado em alta velocidade, o que, talvez, explique o excessivo número de passes errados.

Acima de tudo, porém, valeram os dois gols. O do Vasco, um passe magistral de Felipe, que jogou muito, para Eder Luís, que limpou dois adversários e fuzilou no ângulo de Rogério que nem se mexeu, só espiou a bola varar sua meta. O do São Paulo, uma arrancada de Jean, que vai se transformando num excelente lateral-direito, pela direita, o cruzamento exato para o toque de letra do menino Lucas Gaúcho, que acabara de entrar em campo.

É, no fim de tudo, o que conta mesmo.

Furacão soprando

Foi um jogo lancinante na Arena da Baixada, lá e cá, interrompido por um lance inusitado: o juiz teve de ser atendido pelos médicos, ao machucar o ombro, sozinho.

E, para não fugir ao roteiro, Paulo Bayer deixou o campo consagrado pelos dois gols que deu a vitória ao Atlético PR sobre o Grêmio Prudente, mantendo viva a chama paranaense de chegar a uma vaga na Libertadores, ainda.

Notas relacionadas:

  1. A ROLETA GIRANDO
  2. A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO
  3. FLU, PERDENDO DE VISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 12 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana, Seleção Brasileira | 03:03

JOGO FATAL

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Eis um jogo que será fatal para um dos dois, se não o for para ambos.

Sim, porque um empate entre Corinthians e Cruzeiro, combinado com uma vitória do Fluminense sobre o Goiás, deixará o Tricolor carioca com uma das mãos na taça, na reta final da disputa pelo título.

Portanto, não é de se esperar um daqueles confrontos ranhetas, reticentes, repletos de faltinhas no meio de campo e cheios de dedos dos dois treinadores com vistas a evitar o gol do adversário mais do que realizar os seus.

E, tanto Corinthians quanto Cruzeiro têm bala na cartucheira para disparar ataques arrasadores um sobre o outro, o tempo todo. A começar pela potência de seus respectivos meio de campo, Ali se concentram o que de melhor há em cada um deles, sem falar nos ataques, reforçados pela volta de dois titulares afastados há um bom tempo: Wellington Paulista, no Cruzeiro, e Jorge Henrique, no Corinthians.

Wellington, pelo visto, deverá já entrar em campo de início. Já a Jorge Henrique, recuperado antes do prazo previsto, haverá de faltar ritmo de jogo e fôlego para cumprir suas múltiplas funções habituais no Timão, o que sugere um banco esperto, de onde sairá em caso de extrema necessidade.

O Corinthians leva a vantagem de jogar num Pacaembu desde já lotado pela Fiel em delírio. Mas, essa Raposa é ladina, gente…

Verde que te quero verde

Os dois Verdões se enfrentarão na semifinal da Copa do Brasil, depois das vitórias do Palmeiras sobre o Atlético, na quarta, e do Goiás sobre o Avaí, em plena Ressacada, na noite seguinte.

Vitória um tanto inesperada, com aquele gol solitário de Rafael Moura, que ainda se permitiu a desperdiçar mais duas chances claras, pelo menos, para ampliar o placar. E olhe que o empate classificaria o Avaí, que vive seu inferno astral.

E o que era apenas uma espécie de humor negro começa a desenhar como uma possibilidade, caso o verde de Goiás elimine o verde paulista: um dos representantes brasileiros na próxima Libertadores estará disputando a Segundona do campeonato nacional.

Copa América

O sorteio de grupos da Copa América, a ser disputada na Argentina nos reservou como adversários iniciais Paraguai, Equador e Venezuela.

Moleza, fosse em tempos passados. Mas, os tempos são outros. Tão bizarros que o mapa dessa disputa, o antigo Campeonato Sul-Americano, consegue o prodígio (o que a grana não faz!) de inserir no nosso continente o asiático Japão e o norte-americano México.

Contudo, apesar do nivelamento geral, com devidas graduações, a dureza maior nesse grupo parece ser mesmo o Paraguai, como de hábito. Como o Equador não poderá contar com seu principal aliado – a altitude de Quito -, e a Venezuela, por mais que tenha evoluído, ainda acendeu a luz de perigo permanente, nossa passagem para a próxima fase dependerá tão somente de nós.

Notas relacionadas:

  1. ÊTA JOGO BOM DE SE VER
  2. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 21 de outubro de 2010 Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana | 01:31

VERDÃO, GALO, GOIÁS, EM FRENTE!

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Palmeiras e Atlético Mineiro será um dos confrontos das quartas-de-final da Sul-Americana. E o curioso é que ambos entraram em campo nesta noite de quarta-feira com planos opostos.

O Palmeiras juntou todas as suas forças para bater o Sucre, na Arena de Barueri, por 3 a 1, três gols de cabeça, pela ordem, Kleber, Luan e Danilo, em dois cruzamentos exatos do menino Gabriel, e falta ao estilo de Marcos Assunção, fechada sobre o goleiro.

Já o Galo, ao contrário: enviou a Bogotá apenas dezesseis jogadores e o auxiliar do técnico Dorivalç Jr., que preferiu ficar em Belô afiando seus titulares para o clássico com o Cruzeiro, pelo Brasileirão.

É que, se, para o Palmeiras a meta é ganhar uma vaga na Libertadores – e o atalho mais suave para isso é a Sul-Americana -, para o Atlético Mineiro, escapar da zona de reabaixamento é questão de vida ou morte. Mais até do que conquistar uma vaga para a Libertadores.

Resultado: mesmo perdendo para o Santa Fé, em Bogotá, o Galo vai em frente na competição. E até poderá enfrentar o Palmeiras em circunstâncias mais favoráveis no Brasileirão, o que, certamente, haverá de mudar o braço da viola.

O curioso, nessa disputa é que o Goiás, que está na área da degola do Brasileirão, passou também pelo Peñarol, mesmo perdendo em Montevidéu por 3 a 2, e o Avaí, que flerta com a região da queda, pega nesta quinta o Emelec, na Ressecada, com boas chances de saltar também para as quartas-de-final.

Moral da história: em se configurando esse cenário, bem que poderemos ter na próxima Libertadores um campeão da Sul-Americana na Segundona do Brasileirão.

Os vários Brasileirões

Curioso este Brasileirão, que, parodiando o poeta popular não é um só, é muitos. Pelo menos, três: um campeonato disputado antes da Copa do Mundo; outro, logo após sua realização, com aquela parada de 40 dias; e, por fim, este se inicia agora, com rodadas só aos fins de semana
.
Sim, porque esta segunda fase que se finda foi pontilhada por uma série monumental de contusões em praticamente todos os disputantes, sobretudo, os que se mantinham e se mantêm ainda no topo da tabela.

Foram tantos os desfalques – alguns que nem terão tempo para voltar ainda neste Brasileirão – que todo o cenário da disputa ganhou traços dramáticos, colocando em campo não mais dois ou três candidatos, mas, por baixo, meia-dúzia deles, uns mais próximos, outros, porém, em condições de escalar a montanha dourada.
Muricy, por exemplo, que esteve no Bem, Amigos de segunda, onde fez um longo desabafo a respeito ainda da sua frustrada ida para a Seleção, é da mesma opinião.
Portanto, nunca esteve tão em aberto a disputa do título como neste limiar das últimas oito rodadas.

Mesmo porque, se na primeira parte do campeonato, Corinthians e Fluminense dispararam na frente, o Cruzeiro arrancou justamente em meio à devastação geral de titulares, e, agora, Santos e São Paulo dão sinais de que, com seu futebol ofensivo, desabrido, podem surpreender correndo por fora na reta final, embora as chances tricolores sejam bem mais reduzidas do que as dos demais pretendentes.

E, sim, olhai o Grêmio chegando, montado em pingo veloz e zebrado de azul e negr, além, claro, do Furacão, que voltou a soprar forte..

Mas, Fluminense, com as voltas de Deco e de Emerson, mais adiante, tem caixa para manter-se no páreo, assim como o Corinthians, já com Tite e vários titulares recuperados, pode sonhar em recuperar a liderança perdida.

Contudo, por enquanto, é o Cruzeiro quem leva vantagem nessa disputa final.

Mais Real

O Real ganhou fácil do Milan, por 2 a 0, gols de Cristiano Ronaldo, de pênalti, e de Ozil, em bela jogada de Cristiano Ronaldo. Aliás, foi pouco diante do domínio espanhol.Não que o Real tenha criado um volume tal de chances de gols que mereceria meter uma goleada no adversário. Mas, fez mais do que o suficiente para vencer, com folga.

Mano e Ronaldinho

O técnico Mano Menezes, da Seleção Brasileira, deve ter ficado decepcionado com Ronaldinho Gaúcho, que não jogou nada nessa partida. Mas, mesmo assim, deve chamar o jogador para a partida com a Argentina, por tudo que já viu do craque nessa sua estada na Itália.

A propósito, pelo que está jogando o garoto turco-alemão, Ozil, Kaká terá de se esmerar muito para recuperar a posição. Pelo menos, essa, a de meia ofensivo.

Chelsea bala

O Chelsea, em Moscou, pegou uma carne de pescoço, o Spartak, de Ibson e Wwlliton (fazer o quê, se o a grafia legal do jogador é essa?). E desfiou, beleza: 2 a 0, gols de Zhirkov e de Anelka. Zhirkov, diga-se, entrou no lugar do nosso Ramires. É um daqueles canhotos técnicos e inteligentes, e seu gol foi espetacular – um petardo de esquerda de fora da área. Ramires terá de rebolar para recuperar o posto.

Sem Rooney

O Manchester sonhava em manter Wayne Rooney, que estreou na sua equipe principal com 18 anos de idade, até o fim da vida. Coisa semelhante a Giggs, que já beira vinte anos de Diabos Vermelhos. Mas, Rooney virou a cara para o técnico Sir Alex Ferguson, o Manchester, e está de saída. Manchester City e Chelsea já entraram na rinha para arrebanhar Rooney.

Mesmo sem seu principal jogador, e com Berbatov no banco, o Manchester United, logo aos 7 minutos de jogo, com um golaço de Nani, definiu sua questão com o Bursaspor, e segue adiante na Liga dos Campeões. Embora, tenha controlado bem a partida, o Manchester certamente já não é aquele time espetacular de tempos recentes.

Com Messi

O Barça também já não é o mesmo. Mas, ainda é superior à maioria, entre outras coisas, porque tem Messi, autor dos dois gols contra o Copenhague. Além, claro, de Xavi, Iniesta e cia. bela.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. VERDÃO SOB FOGO
  3. VERDÃO, INGLESES E MENGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 5 de outubro de 2010 Campeonato Brasileiro | 17:16

TRÊS JOGOS CRÍTICOS

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Os três jogos mais críticos desta rodada do Brasileirão de quarta-feira são, sem dúvida, são os que envolvem os ponteiros do campeonato, dois mineiros, dois paulistas e um carioca, justamente o líder Fluminense.

O Flu recebe o Santos, no Engenhão, com Fred no banco, o que é uma grande esperança de gols, embora sem o lateral Mariano, servindo à Seleção, jogador vital no esquema de Muricy.

De qualquer forma, o líder tem as maiores chances de vencer, mantendo-se no topo e, quem sabe, dependendo do resultado de Galo e Timão, o vice, abrir a vantagem que lhe dê tranquilidade para fincar sua bandeira ali até o desfecho do torneio.

É verdade que o Flu sentirá a ausência, além da de Mariano, de Deco, mas Marquinho tem entrado bem por ali e pode quebra um bom galho.

O maior problema é o adversário, que tem Neymar e um time interessante, mesmo em transição. Recomendo ficar de olho nesse menino Alan Patrick, sabe jogar.

O vice Corinthians

O outro jogo crítico é o do vice Corinthians, que vai pegar o Galo em Sete Lagoas.

Sem poder contar com vários titulares, dentre eles, Jorge Henrique, que se machucou seriamente no treino e deverá ficar de fora do resto do Brasileirão, e Elias, servindo à Seleção, o Corinthians está em perigo, depois dos recentes fracassos.

O lenitivo é a volta de Dentinho, pelo menos, para o segundo tempo.

Raposa no Serra Dourada

O Goiás é rabeira, e o Cruzeiro está ali, na bica de se aproveitar de um tropeço dos líderes. A Raposa é mais ladina do que o Goiás, e a possibilidade de sair do Serra Dourada celebrando uma vitória é maior do que pegar o avião deprimido por uma derrota.

Estreias

No Flamengo, há a estreia de Luxemburgo, contra o Atlético Goianiense, dirigindo o Flamengo em crise aberta.

Crise, sobretudo, aprofundada com a saída de Zico, que acaba de dar uma entrevista ao companheiro Eric Farias, na Sportv. Zico esclareceu que saiu da Gávea porque a presidente Patrícia Amorim, negou-lhe o direito de se defender no Conselho Fiscal das sucessivas acusações que lhe dirigiam em consequência do acordo entre seu ex-clube ZFC e o Flamengo.

E, foi além: teve de assumir como suas as equivocadas convocações que antecederam sua posse, e ainda por cima deixaram de levar em conta algumas sugestões, como, por exemplo, a de Montillo, que está esmerilhando no Cruzeiro.

Resumindo: Zico só volta à Gávea a bordo de um mandato de presidente. Ponto final.

Agora, para seu lugar, dizem que os nomes na mesa são os de Velloso e de Kleber Leite, dois ex-dirigentes do clube que somaram mais desditas do que êxitos. É a volta ao lugar-comum.

Nessas circunstâncias, o Fla entregou-se a Luxemburgo. Cortou-lhe os excessos da comissão técnica, mas concedeu-lhe plenos poderes como manager, sonho eterno do treinador.

E, talvez, sua própria armadilha.

Sim, porque Luxa é um técnico excepcional, mas tenho minhas dúvidas se é um manager dotado de todos os predicados que essa função exige.

A outra estreia é a de Carpegiani no São Paulo, que enfrenta o Vitória na Arena de Barueri, já que o Morumbi foi cedido para um show de música pop internacional.

Chegou ao CT do São Paulo ontem já treinando a equipe, e anunciou uma boa nova: o time vai jogar ofensivamente, O diabo é a falta de tempo para treinar adequadamente seu sistema. Mas, esse é um problema geral.

Notas relacionadas:

  1. CINCO JOGOS BÁSICOS
  2. TRÊS VEZES OBINA
  3. EMPATE EM TRÊS CORES
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 28 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:37

VASCO, ATÉ QUE ENFIM

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Ufa, até que enfim o Vasco venceu uma. E não foi contra um adversário qualquer, não. Meteu 3 a 1 no Santos de Neymar e cia., em São Januário.

Mas, não foi fácil, apesar do que sugere o placar. Isto é: poderia ter sido fácil, pois o Vasco, jogando bem melhor do que o adversário, disparou 2 a 0, gols de Fagner, em bela jogada de Eder Luís, e de Felipe, na recarga de pênalti por ele mesmo cobrado e defendido por Rafael.

Mas, no segundo, porém – e sobretudo depois da expulsão de Jumar -, o Santos pressionou, sempre a partir dos pés mágicos de Neymar, reduziu aos 10 minutos, com Danilo, e, quando parecia que o empate seria inevitável, já nos descontos, Eder Luís, sempre ele, arrancou em contragolpe e selou o placar com categoria.

Era do que estava precisando o Vasco, assim como não chega a ser um desastre para o Santos, que, contudo, vai vendo o sonho do Brasileirão cada vez mais distante.

Fla, na hora H

O jogo era no Serra Dourada, mas, pela vibração da galera rubro-negra, parecia ser no velho Maracanã. E o Flamengo até que parecia estar mesmo jogando em casa, apesar do campo encharcado, pois partiu pra frente, mais voluntarioso do que técnico, embora não chegasse a criar chances claras de gol.

E quem abriu o placar, logo aos 2 minutos do segundo tempo, foi o Goiás, com a colaboração decisiva do zagueiro flamenguista Jean.

O gol, em vez de abater o campeão brasileiro, animou-o ainda mais, principalmente depois das entradas de Diogo e de Petkovic e da expulsão de Rafael Moura, e o empate chegou quando o juiz já levava o apito final à boca: um tiro seco de Deivid, que desvia no zagueiro e vence Harlei.

Empate ruim para ambos, em termos de tabela. Mas, um alívio para o Flamengo, que corria o risco de terminar esta rodada já na zona de rebaixamento.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. REFUNDANDO O VASCO
  3. VASCO, SANTOS E… PELÉ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

domingo, 26 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 01:20

FLU, DE NOVO LÁ EM CIMA

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E o Flu voltou ao topo da tabela, metendo 2 a 1 no Vitória, no barradão. E é aqui que reside a vantagem do Flu sobre o Corinthians, que perdeu para o Inter, no Beira-Rio, por 3 a 2: o Tricolor, fora de casa, é mais cancã.

Não, o Flu não brilhou, mas esmerou. E conseguiu, com gols de Conca, de pênalti, e de Rodriguinho, logo após o empate do Vitória, marcar 2 a 1 e recuperar a liderança do Brasileirão.

Já o Corinthians, num jogo muito disputado no Beira-Rio, acabou perdendo por 3 a 2 do Inter, já nos descontos, em gol de falta de Andrezinho.

Na verdade, o Inter foi senhor da partida durante todo o primeiro tempo, e o Corinthians só se reergueu no segundo, graças, sobretudo, à dinâmica de jogo imprimida por Jorge Henrique. Mas, o Inter estava aceso e conseguiu, no último alento, desempatar, derrubando o Corinthians da liderança, e, ele, Inter subindo um degrau na tabela.

Essa tem sido a diferença: o Flu é implacável, fora; o Corinthians, vacilante.

Santos, Verdão, Ih!, Tricolor

O Santos de Neymar goleou e deu show na Arena de Barueri diante de um Cruzeiro que vinha embalado a bordo de longa série invicta e já roçando os calcanhares do líder. Mais do que isso: o Cruzeiro vinha apresentando um futebol de primeira, que se encolheu diante da severa marcação do Peixe, que, no entanto, jamais deixou de fazer a bola rolar com fluência ao ataque, nem no seu estilo leve e agressivo desta temporada.

Não, Neymar não chegou a brilhar como de hábito. Mesmo porque foi, mais uma vez, vítima de sucessivas faltas dos adversários, no rodízio servido a preço de banana. Mas, fez uma assistência e deixou o seu nas redes de Fábio, na goleada por 4 a 1. E, o principal, caiu, levantou, sacudiu a poeira e deu a volta por cima, sem chiar.

Mas, se não foi Neymar o herói do jogo, Roberto Brum e Arouca podem dividir os louros dessa vitória, obtida, aliás, com um jogador a menos, pois Zé Eduardo foi expulso. Os dois volantes conseguiram anular o gringo Montillo, o centro nervoso das ações da Raposa.

Contudo, o momento de brilho mais cintilante foi produzido por Alex Sandro, um lateral-esquerdo que anda atuando pela meia. Foi um golaço: o menino disparou,e, diante do goleiro deu um totó por cima, coisa de gente grande.

Palestra in rete!

Se o Palmeiras, por sua vez, não chegou a dar um espetáculo, com todos aqueles volantes de plantão, obteve uma vitória espetacular diante do Flamengo, na nova casa do atual campeão brasileiro – o Engenhão.

Aliás, dentre todas as lambanças deste ano cometidas na Gávea, uma das principais perdas do Rubro-Negro foi exatamente a do Maracanã, palco e agente principal, em várias ocasiões, dos grandes momentos do Fla. No Maracanã, o Fla é um; fora, é outro, mesmo jogando na sua maravilhosa cidade.

Já o Palestra está virando o rei dos visitantes. Ao bater o Flamengo por 3 a 1, em tarde-noite inspirada de Kleber Gladiador, autor de dois gols, somou cinco vitórias e quatro empates lá fora. É um prodígio, para as limitações técnicas desse time, que não é tamanha, como dizem, mas o suficiente para impedi-lo de crescer muito mais nessa temporada.

É verdade que a volta de Lincoln, autor de um dos gols palestrinos, e a progressiva evolução de Valdívia haverão de conferir ao Verdão um toque, mínimo que seja, de classe.

De qualquer forma, o Palmeiras conseguiu, pelo menos, um avanço sobre seu velho rival, o São Paulo, de humilhante desempenho diante do semilanterna Goiás, nessas tantas disputas paralelas do Brasileirão sem fim.

Morumbi humilhado

É isso mesmo: o Tricolor, em pleno Morumbi, quando se esperava que partiria para uma arrancada em direção a posições mais dignas na tabela, levou de 3 a 0 do Goiás, numa atuação desastrosa no primeiro tempo.

Raramente, aliás, vi um time errar tanto quanto errou o São Paulo nesse período da partida.

É verdade que melhorou muito no segundo tempo e até poderia ter empatado o jogo, então, caso Harlei não fechasse o gol goiano, como costuma fazer de vez em quando. Mas…

PS: Desculpem o atraso na publicação deste post. É que, de súbito, minha caverna em Ibiúna foi invadida por demônios invisíveis que se infiltraram na minha rede de comunicações me deixando fora do ar por um bom tempo.

Notas relacionadas:

  1. EMPATES E O NOVO INTER
  2. NEM POR BAIXO, NEM POR CIMA
  3. TIMÃO LÁ EM CIMA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

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