Giuliano | Blog do Alberto Helena Jr.

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segunda-feira, 11 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 18:08

BRASIL PROTAGONISTA

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Há gaúcho burro e gaúcho inteligente. Como paulista, carioca, mineiro, pernambucano etc.  Só baiano burro nasce morto, no verso do saudosos Gordurinha imortalizado na voz de Jackson do Pandeiro. Mas, mesmo isso é  uma licença poética. Afinal, burros e inteligentes se distribuem por todos os quadrantes e etnias. É da natureza humana.

Pois, Mano Menezes pertence à imensa categoria dos gaúchos inteligentes, lídimo herdeiro da percepção de um Ênio Andrade, dentre os tantos frutos da rica escola gaúcha de treinadores.

Se não basta o que diz, sobressai-se o que faz.

Ao assumir a Seleção Brasileira, Mano sentenciou que pretendia fazer o Brasil voltar a ser protagonista. Isto é: um time que se imponha diante de qualquer adversário, ao contrário do que ouro gaúcho, Dunga, propunha para o nosso time.

E é isso que está fazendo à frente do time nacional.

Reveja essa vitória sobre a Ucrânia, por 2 a o, em Derby, na Inglaterra.

O Brasil tomou a iniciativa do jogo do início ao fim. Os ucranianos, como acontecia no passado, preferiram fixar-se numa retranca atroz, com medo da bola brasileira. Tocou a bola no campo adversário, meteu 2 a 0, com gols de Daniel Alves, em belo lançamento de Robinho, e de Pato, em outra enfiada de Robinho.

Poderia ter ampliado o placar, assim, como poderia ter tomado um gol – aquela bola no poste de Victor. Isso é do jogo, um jogo, não uma equação matemática.

O fato é que, com exceção desse lance, o Brasil com essa formação mais ofensiva, não sofreu nenhum assédio da Ucrânia, time que, se não é de primeira, também não é de quinta,.

E aqui vale ressaltar, mais uma vez, da dupla de zaga, formada por Thiago Silva e David Luiz, uma grande revelação na Seleção, aquele quarto-zagueiro à antiga, que marca e sabe sair jogando. Lembra, aliás, por estilo e talhe o grande Dani Blind, daquele Ajax imbatível dos anos 90, campeão europeu e do mundo.

E, lá na frente, a nova postura de Pato, que muitos julgavam ser apenas um segundo atacante, aquele que cai de um lado e de outro, nunca a tal referência, como a turma gosta de cunhar.

Pois, Pato, nesse jogo atuou como autêntico centroavante. Fez a tal parede, enfrentou os beques de cara, e, como tem recursos técnicos extras, soube sair e jogar. Fez um gol na exata posição e desperdiçou mais dois, como é de lei para qualquer artilheiro.

Outro detalhe: mesmo jogando com apenas dois zagueiros, os laterais cumpriram na medida exata suas funções: marcaram e atacaram sem parar. Pelo menos, enquanto André Santos esteve em campo, pois Adriano, que entrou no segundo tempo, não manteve a mesma dinâmica.

Por fim, novamente, Giuliano, ao entrar no lugar de Carlos Eduardo, deu outro dinamismo ao meio-campo brasileiro.

Mas, é tudo, por enquanto, experiência, com promissores resultados até agora.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NAS ALTURAS
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 19 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Libertadores | 02:20

INTER, CAMPEONÍSSIMO!

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Ainda bem, pois zebras, surpresas e outros bichos são exceções até mesmo nesse caprichoso joguinho da bola. Então, celebre à vontade, meu caro colorado, pois o título de campeão das Américas (já que tem mexicano na parada) é do Inter, como só poderia ser.

Afinal, o Inter, desta vez, não foi apenas um rico elenco à deriva, mas o melhor time de todos ao longo do campeonato, sobretudo depois da chegada ao Beira-Rio do técnico Celso Roth, que deu rumo certo à equipe. E o destino do Inter, desde muito tempo, é jogar uma bola mais refinada e contundente do que a maioria dos seus pares.

Uma bola, assim, como a do menino Giuliano, talvez a grande personagem dessa gloriosa caminhada concluída na noite desta quarta-feira com a vitória sobre o Chivas, por 3 a 2, de virada.

Não só pelos seus gols providenciais ou mesmo pelas jogadas de alto nível com que marcou sua passagem pela Libertadores. Mas, porque ele personifica as oscilações do time durante essa campanha e representa o ponto de inflexão entre a derrota e a vitória final..

Com o técnico Fossati, Giuliano, a exemplo de Taison, dois meninos de futuro mais que promissor, amargaram uma reserva injusta, determinada por conceitos táticos já superados. Ambos, porém, renasceram à luz de Roth, e deu no que deu: a lógica.

O jogo em si, claro, foi tenso, reticente, sofrido, mas assim mesmo acabou prevalecendo o talento sobre a força, e o Inter leva a taça, a vaga já assegurada na próxima Libertadores e o direito de disputar o maior de todos os títulos: o Mundial de Clubes.

De quebra, passa agora a lutar pelo Brasileirão, pleno de ânimo e categoria.

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quinta-feira, 12 de agosto de 2010 Clubes brasileiros, Copa Sul-Americana, Futebol internacional, Libertadores | 01:22

INTER EM SINTONIA

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Só foi de virada porque o Chivas achou um gol no primeiro tempo. Caso contrário, no jogo da bola rolada, o Inter, naturalmente, chegaria a 2 a 0, com folga, pois foi muito melhor do que o time mexicano.

E foi melhor, entre outras coisas, porque o técnico Celso Roth, em sintonia com a onda de bom senso que assola o país do Santos de Dorival e a Seleção de Mano, não recuou diante do bicho feio: escalou o meia Giuliano e botou seu time pra jogar lá fora como jogaria em casa, com toques envolventes e pra frente.

Pena que Alecsandro tenha se machucado ainda no primeiro tempo, pois, com ele em campo, a vitória poderia ter sido ainda mais folgada.

Assim, se não subir no salto alto, o Colorado escala o pódium da Libertadores e levanta a taça que já lhe é de direito.

Fechando a fresta

Diante do impasse em que o seu Palmeiras não ganhava um jogo desde sua estreia como salvador da pátria, Felipão foi ao Baradão, escalou três zagueiros de área, quatro volantes e jogou a chave da retranca fora.

Resultado: Vitória, 2 a 0, o que deixa apenas uma fresta por onde Felipão deverá conduzir seu Palmeiras em direção à única luz que brilha no horizonte verde, segundo o próprio treinador – a Copa Sul-Americana.

Depois do jogo, Felipão anunciou que, se for preciso, troca quatro ou cinco titulares. Mas, troca por quem, se o próprio treinador vem repetindo que o Palmeiras não tem elenco suficiente e precisa urgentemente de reforços?

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. INTER, LÂMINA AFIADA
  3. INTER NA FITA, MAS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,