Ganso | Blog do Alberto Helena Jr.

Publicidade

Posts com a Tag Ganso

quarta-feira, 30 de maio de 2012 Olimpíada, Seleção Brasileira | 23:35

NO CAMINHO CERTO

Compartilhe: Twitter

Outra vez, o Brasil fez um primeiro tempo exemplar, marcando no campo adversário e, por consequência disso, disparando logo de cara 2 a 0 no placar. Um, de pênalti cobrado por Neymar, em bola roubada por Oscar (tá virando hábito, muito salutar, diga-se) e servida na medida para Leandro Damião, que chutou para o beque cortar com o braço. Outro, por Thiago Silva, de cabeça em cobrança de corner de Neymar.

Nesse meio tempo, Oscar, que trabalhou incessantemente costurando todo o time brasileiro, enfiou bola mágica para Damião perder diante do goleiro.

Tomamos um gol de Gomez, de cabeça, no finzinho do primeiro tempo. Mas, logo no início do segundo, bela trama pela esquerda, e Neymar serviu Marcelo de colher para emplacarmos 3 a 1.

A partir daí, a exemplo do que já ocorrera contra a Dinamarca, nosso time refluiu. Rõmulo salvou em cima da risca gol feito deles, a trave salvou outro, e Rafael timbrou seu passaporte para Londres com uma série de defesas providenciais, duas delas em sequência, à queima-roupa.

Por fim, já aos 41 minutos da etapa derradeira, Marcelo levanta bola exata para Pato, que havia entrado no lugar de Damião, matar no peito e bater cruzado: 4 a 1. Era o gol que o mesmo Pato havia perdido pouco antes, mandando ao poste passe medido de Neymar.

Placar excessivo? Bem, pelas chances criadas pelos norte-americanos no segundo tempo, a diferença poderia ser menor, uns 5 a 3 seria o mais justo.

Mas, o placar é irrelevante nestas alturas da preparação da Seleção Brasileira com os olhos postos em Londres.

O importante é ver a Seleção Brasileira mudar seu modelo de jogo, indo na direção do discurso inicial de Mano Menezes, aquele que preconizava a volta do nosso time à condição de protagonista. Isto é: o time que dita o ritmo e impõe o espírito do jogo.

Foi exatamente isso que fizemos nos dois primeiros tempos dos jogos com a Dinamarca e os EUA. Quer dizer: diante de duas escolas diferentes. E, se a Dinamarca revelou certa fragilidade, os EUA, ao contrário – jogando em casa, vindo de uma vitória expressiva sobre a Escócia outro dia, mostraram ser uma equipe organizada e determinada, além de veloz nas investidas à frente.

A lamentar apenas a entrada muito tardia de Lucas e numa posição que não lhe é nada confortável – ali pela esquerda, no lugar de Neymar.

E a saudar o extraordinário trabalho de armação de Oscar, que só fico imaginando-o ao lado de Ganso, quando o santista voltar aos campos em plena forma.  Essa, na verdade, era a grande experiência que Mano pretendia fazer nesses amistosos. Pena que não pôde.

Notas relacionadas:

  1. A CARA DO BRASIL
  2. A VEZ DOS OLÍMPICOS
  3. O POLICHINELO DA VILA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sexta-feira, 25 de maio de 2012 Olimpíada, Seleção Brasileira | 16:31

BRASIL SEM GANSO

Compartilhe: Twitter

O dilema Ganso continua a infernizar a vida do técnico Mano Menezes que, em Hamburgo, inicia a série preparatória para as Olimpíadas, no amistoso com a Dinamarca, neste sábado.

Jogador essencial para a formação do meio de campo da Seleção, por ser um dos raríssimos meias armadores autênticos do nosso futebol, Ganso era a chave para que Mano arriscasse um esquema mais ofensivo, quebrando um protocolo que há muito rege nossa Seleção.

A possibilidade de entrarmos num desses amistosos – quase certo, contra os EUA – com um volante apenas (Rômulo), dois meias (Ganso e Oscar) e três atacantes  (Lucas, Damião e Neymar) era enorme. Assim como, eventualmente, pudéssemos até atuar sem um centroavante de ofício, com um segundo volante (Sandro) sustentando uma linha móvel ofensiva formada por Ganso, Oscar, Lucas e Neymar.

Todas essas alternativas perderam força com mais uma cirurgia a que se submeterá Ganso. Entre outras coisas, porque Mano terá de adaptar Oscar a essa função, resguardando-se com dois volantes, já que outro empecilho surgiu no meio do caminho – a contusão de David Luiz, que será substituído por Juan (o jovem, não aquele ex-Flamengo).

Oscar, na verdade é um meia ofensivo, mas que cumpriu com louvor a função de armador no Mundial Sub-20. Portanto, perfeitamente habilitado a substituir Ganso.

É verdade que, se Mano quisesse experimentar aquela nova fórmula poderia entrar com Giuliano no lugar de Sandro, digamos. Mas, aí correria riscos que ele não pode correr pela situação crítica em que se encontra à frente da Seleção. Mesmo porque a Dinamarca, embora seja aqui encarada como galinha morta, está classificada para a Eurocopa e não é nada boba, não.

O diabo é que para este jogo com a Dinamarca, ainda não poderemos contar com Neymar, que viajará diretamente para os EUA. Hulk entra em seu lugar, quebrando assim a sequência de raciocínio de Mano, que era a de começar já no primeiro amistoso com o máximo de olímpicos possível.

De qualquer forma, lá estarão em campo Danilo, Rômulo, Sandro, Oscar, Lucas e Leandro Damião, além de Juan, todos com idade olímpica Já é uma base, um ponto de partida.

Notas relacionadas:

  1. SEM GANSO E NEYMAR, TÁ BOM ASSIM
  2. A VEZ DOS OLÍMPICOS
  3. O POLICHINELO DA VILA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

quinta-feira, 10 de maio de 2012 Seleção Brasileira | 16:11

O POLICHINELO DA VILA

Compartilhe: Twitter

Ganso e Neymar: presença certa na lista

Foi um show de bola na Vila? Nem tanto, pois o Santos insistiu demais nas bolas alongada, o que conferiu certa reticência a seu jogo.

Foi mesmo um show de gols – o mais bonito, o de Ganso, de calcanhar, colhendo passe do parceiro de sempre – e um show de Neymar, autor de dois tentos, três assistências e uma pré que resultou no toque genial de Ganso a Borges: 8 a 0 no Bolivar, pela Libertadores.

Show em que Neymar agradecia os aplausos da galera com aquele salamaleque típico do polichinelo (em napolitano, Pulecenella), personagem da commedia dell’arte, arteiro, provocador, cheio de manhas e ardis para desmoralizar os figurões e divertir o respeitável público.

Pois esse é o papel de Neymar no palco da bola – destruir os adversários com seu talento e divertir o público com suas artes feitas de riso infantil.

E assim vai o nosso Polichinelo da Vila fazendo vítimas e quebrando recordes. Só nesta noite, já ultrapassou de uma vez João Paulo e Chulapa, como o maior artilheiro do Santos pós-Pelé. E distribuiu gargalhadas em campo com seus carretéis, pedaladas, fieiras, dribles, passes de calcanhar, piruetas e tombos espetaculares, típicos do Pulecinella que habita em cada um de nós, louco pra se livrar dos laços das convenções que nos prendem ao lugar-comum de todo dia.

A VEZ DOS OLÍMPICOS

Nesta sexta-feira, o técnico Mano Menezes revela o nome dos 23 jogadores que formarão a Seleção Brasileira para os próximos amistosos, contra Dinamarca, México, EUA e argentina, já com vistas às Olimpíadas.

Portanto, é de se esperar nesta convocação a presença maciça de meninos abaixo dos 23 anos de idade, e, no máximo, meia dúzia de atletas acima desse limite. Dentre estes, os zagueiros de área David Luiz e Thiago Silva são favas contadas (Dedé, machucado, fica pra próxima), assim como é certa a ausência de Ronaldinho Gaúcho, algo que já estava decidido há algum tempo. Quanto ao resto, não sei.

Mas, sei que Oscar estará ao lado de Neymar, Ganso, Danilo, Alex Sandro, Fernando, volante do Grêmio, Sandro, Casemiro, Lucas, Leandro Damião, Wellington Nem, já recuperado, além do goleiro santista Rafael.

Leia mais: Presidente da CBF não quer Ronaldinho Gaúcho nas Olimpíadas de Londres

Aí já temos praticamente o time-base para esses amistosos: Rafael, Danilo, David Luís, Thiago Silva e Alex Sandro;  Sandro, Fernando e Ganso; Lucas, Damião e Neymar.

Mas, não me surpreenderia se jogarmos, em alguns momentos, sem o tal centroavante de referência, com Oscar formando dupla de armação com Ganso para Lucas ou Wellington Nem e Neymar, pois, desta vez, Mano terá tempo para treinar a equipe em modelos diferentes dos que estamos acostumados por aqui.

Por exemplo: não descarte o amigo a eventualidade de termos diante dos EUA uma formação ainda mais ousada, com Fernando, Oscar, Ganso, Lucas, Damião ou Wellington Nem e Neymar, todos juntos.

Gostaria muito de ver isso acontecer. Pode vir a ser um desastre, mas, se pegar no breu, que deslumbre! O importante, nesta hora, é escapar do lugar-comum que não nos tem levado a nada – nem aos resultados, nem ao deleite, as duas faces dessa mesma moeda chamada futebol.

Ronaldinho Gaúcho: em baixa no Flamengo e fora da lista que Mano divulga nesta sexta

A HORA DA GALERA

Tite declarou que o Vasco é o adversário que ele mais temia enfrentar, enquanto Juninho Pernambucano apontava para o Corinthians, no confronto fatal entre ambos pela próxima fase da Libertadores.

No fundo, trata-se daquele jogo de empurra, em que nenhum dos dois quer provocar a ira do outro na hora da decisão em 180 minutos.

Corinthians e Vasco disputaram o Brasileirão passado ali, ó, no pau a pau. E, se o Corinthians revela maior harmonia entre seus setores, com ênfase no sistema defensivo, o Vasco tem em Juninho e Felipe aqueles craques capazes de desequilibrar, justamente o que falta ao Timão tão coeso.

Veja também: Corinthians tem melhor defesa entre brasileiros na história da Libertadores

Em contrapartida, fora do campo, nas arquibancadas, o Corinthians leva a vantagem de a Fiel já ter superado suas desconfianças em relação ao trabalho de Tite, o que confere ao time mais tranquilidade para jogar o seu jogo de paciência. O contrário do que ocorre em São Januário, onde a torcida vascaína, depois de um período de namoro, passou a pegar no pé do técnico Cristóvão Borges, o que é sempre um fator negativo.

Numa disputa letal, de ida e volta, essas coisas contam muito, quando não são decisivas.

Leia ainda: Vasco tem tempo para descansar e volta fortalecido após triunfo na Argentina

LIGA BRAVA

É assim que os espanhóis denominam seu campeonato nacional, quase sempre dividido entre Real e Barça, o que leva muita gente boa a desqualificar a grandeza desses dois portentos da Europa, justificando-a com a pequenez dos demais times da Península.

Traduzindo: não é que Barcelona e Real Madrid sejam isso tudo; é que seus adversários domésticos não valem nada. Não valem? Pois veja o amigo aí a decisão da Liga Europa, o segundo mais importante torneio daquelas bandas, do qual participam mais de cem agremiações de todo o continente, inclusive os das Ilhas Britânicas, disputada pelos dois Atléticos, o de Madri e o de Bilbao, vencida pelos madrilenhos com três belos gols – dois do colombiano Falcão Garcia e pelo brasileiro Diego, ex-Santos.

Não fosse a surpresa da desclassificação de Real e Barça, por Bayern e Chelsea, nas semifinais da Liga dos Campeões, e teríamos duas decisões europeias com quatro clubes espanhóis.

O que estou querendo dizer é que Barça e Real dividem entre si os títulos espanhóis não por consequência da fragilidade excessiva de seus demais adversários caseiros. E, sim, por seu extremo poderio, tal que os faz serem considerados os dois melhores times da atualidade no planeta, apesar da queda na Liga dos Campeões.

A força de uns não implica necessariamente na fraqueza dos outros.

Notas relacionadas:

  1. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  2. A SELEÇÃO DE MANO
  3. DO FENÔMENO À ENCRENCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 4 de março de 2012 Sem categoria | 21:14

O DISCRETO BRILHO DE GANSO

Compartilhe: Twitter

Quando encho a bola de Ganso aqui, na tv, na padaria, até mesmo com meus botões, é porque há muitos anos não vejo um meia-armador, canhoto, brasileiro, com tamanho domínio da posição, o que implica em serenidade, descortino e exatidão no passe profundo, arriscado, surpreendente, capaz de decidir um jogo com apenas essa jogada.

Reveja a assistência de Ganso para Ibson, no gol da vitória do Santos sobre o Corinthians, na festa de reabertura da Vila Belmiro – um primor de vislumbre e exatidão. Visto assim, de cima, parece um lance simples, banal, item do repertório de qualquer sujeito que vive de chutar uma bola de futebol.

Ganso beija seu afilhado, filho de Neymar

Banal, não. Mas, simples, sim. Aquela simplicidade tão complexa como as coisas realmente eternas.

Mas, o futebol de Ganso, no clássico paulista, não se resumiu a essa jogada genial, o que bastaria para o craque levar nota 10. Não. Ganso ditou o ritmo de sua equipe, produziu outros lances de igual refinamento, como aquela tabela com Neymar, que concluiu pra fora, e acabou sendo o centro de todas as ações.

Falando em Neymar, o garoto, ao contrário, desta vez, não brilhou. Mas, protagonizou, por baixo, meia dúzia de lances de alta classe e tensa emoção. Quem, além de Ganso, jogou muito foi Arouca, o múltiplo Arouca, que, desta vez, cansou e saiu antes do apito final.

Quanto ao Corinthians, muito desfalcado, esteve sempre firme na defesa, e até  chegou a criar chances perigosas, embora a maior delas tenha sido oferecida pelo goleiro Rafael a Jorge Henrique, numa lambança em devolução com os pés.Outra: um cruzamento de Jorge Henrique para Adriano, na cara de Rafael, emendar pra fora, de direita, numa das raras participações do Imperador na partida.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, NO MERGULHO
  2. INVOCANDO O GÊNIO
  3. A AMÉRICA PARA OS BRASILEIROS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012 Seleção Brasileira | 15:18

A VEZ DOS OLÍMPICOS

Compartilhe: Twitter

Outro dia, quando a CBF anunciou a série de amistosos marcados para a Seleção Brasileira neste primeiro semestre, disse aqui que melhor seria, nesse caso, utilizarmos a garotada que participará das Olimpíadas em Londres, com os devidos reforços acima dos 23 anos exigidos pelo COI.

O fato é que isso acontecerá mesmo, mas só em junho, quando o Brasil fará seus amistosos nas chamadas datas-Fifa, período em que os jogadores lá de fora poderão ser convocados por Mano Menezes.

Antes, teremos de nos valer apenas dos craques que atuam pelo Brasil, o que provocará chiadeira geral dos clubes, sobretudo os que têm munição para oferecer ao arsenal canarinho. Justamente aqueles que estarão aí disputando Libertadores y otras cositas más.

Isso, por certo, forçará o técnico a balancear as convocações, tentando não prejudicar demais este ou aquele clube. No caso do Santos, porém, será inevitável, pois Ganso e Neymar são figurinhas carimbadas.

Mas, se Mano chamar mesmo os melhores, praticamente será a Seleção Olímpica, do meio de campo pra frente.

Sim, porque o que minha bola de cristal revela para junho o seguinte time, até mesmo contra a Argentina titular, imagino: Rafael ou Neto; Danilo, David Luís, Thiago Silva e Alex Sandro; Rômulo e Casemiro (se voltar a jogar a bola do Mundial Sub-20); Ganso e Lucas; Leandro Damião e Neymar.

E ainda terá Pato, Dudu, P. Coutinho, quem sabe Wellington Nem, de volta ao Flu, Oscar, que, pra mim, seria titular no lugar de Lucas, e quem mais se destacar até lá, que essa coisa, no Brasil, é sempre muito dinâmica.

Restará ao treinador escolher a defesa só com jogadores que atuam por aqui.

Que tal Jefferson ou Victor; Bruno ou Fágner; Dedé, Antônio Carlos ou Rodolpho e Cortês ou Kleber?

Dê a sua sugestão, amigo.

TRICOLORES

Antes das rodadas iniciais dos estaduais do Rio, São Paulo e Rio Grande, listei aqui os três times que melhor e mais se reforçaram neste início de ano: o Fluminense, o São Paulo e o Grêmio.

O Grêmio, que foi a grande decepção, ao perder para o Lajeadense por 2 a 0, em pleno Olímpico, contudo, tem elenco pra virar esse jogo de tão mal começo.

Ainda mais se vierem também Carlos Eduardo e Giuliano (ex-Inter), contratações que, no entanto, ficam mais difíceis a cada hora que passa.

Já Fluminense e São Paulo passaram bem pelo primeiro teste. O Flu, com seu time reserva; o São Paulo, com dois reforços apenas, ainda no aguardo de acertar com Nilmar e Osvaldo, ex-Ceará, o que conferirá ao ataque um poder de fogo extra, sem dúvida.

Mas, é muito cedo para euforias ou depressões. Tudo não passa, por enquanto, de meras expectativas.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DE OLHO NO FUTURO
  3. O QUARTETO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 6 de junho de 2011 Ex-jogadores, Seleção Brasileira | 17:17

DO FENÔMENO À ENCRENCA

Compartilhe: Twitter

Nunca um apelido coube tão bem num jogador de futebol como o Fenômeno do Ronaldo. Fenômeno de superação nas adversidades intermitentes sofridas em sua cintilante carreira. Fenômeno no trato com a bola e na intimidade com o gol. Fenômeno na quebra de tantos recordes. Fenômeno de marketing, capaz de tirar de letra várias situações constrangedoras, suficientes para arranhar a imagem pública de qualquer um, definitivamente. E, por aí, vai.

mano_neymar_afp

Mano orienta Neymar na véspera de Brasil x Romênia: técnico não está preocupado com festa para Ronaldo, mas sim com a Copa América (AFP)

Portanto, nada mais justa do que essa homenagem que lhe será prestada amanhã, no Pacaembu, na sua despedida oficial da Seleção Brasileira, no amistoso contra a Romênia.

Mas, passados os dez, quinze minutos de tributo ao craque, voltemos nossos olhos para a Seleção de Mano, que inicia sua entrada no funil em direção à Copa América.

Nosso time sofrerá várias mudanças, sobretudo na defesa, com as dispensas de Júlio César, Daniel Alves e Lúcio. Até aí, nenhum problema aparente. Os três goleiros reservas – Victor, Fábio e Jefferosn – estão prontos para substituir Júlio César a qualquer momento.

Maicon, um dos destaques da Inter, reassume simplesmente o posto que foi seu no período todo em que Dunga esteve comando o time nacional. E David Luiz, guindado à zaga titular por Mano, na fase em que Lúcio não vinha sendo chamado, não só foi muito bem com a canarinho, como acaba de ser eleito uma das grandes revelações do futebol inglês.

Assim como a dupla de volantes – Lucas Leiva e Ramires – tem dado conta do recado.

A encrenca começa aqui, no chamado terceiro homem de meio de campo, onde Ganso tem cadeira cativa, desde que possa jogar. Afinal, foi o único meia autêntico, com poder de organização e de criação superior, que entrou no time e resolveu logo de cara.

Mano, seguindo o roteiro por ele estabelecido no início de seu trabalho, na ausência forçada de Ganso, passou a testar alguns meias que poderiam fazer esse papel: Douglas, Renato Augusto e Jadson, se não me escapam outros, por exemplo. Não funcionou.

Então, animado pelo ótimo desempenho de Elano nos três primeiros meses da temporada, na sua volta ao Santos, Mano resolveu dar um passo atrás na sua proposta, escalando um terceiro volante por ali.

Há quem garanta ser Elano um meia genuíno. Não concordo. Mas, nem talvez seja esse o caso, pois Elano tem bom passe, experiência, e bate na bola como poucos de longa e média distâncias, assim como é mestre em bolas paradas. Mas, já nos últimos tempos vem revelando lentidão excessiva e pouca participação nos jogos, seja defendendo, seja armando.

Se quiser reornar ao caminho inicial, cabe ao treinador brasileiro, escolher entre estas alternativas para a posição, no elenco atual: Anderson ou Thiago Neves.

Anderson leva a vantagem de ser mais solidário na marcação e no fechamento dos espaços na nossa intermediária. Thiago, porém, é aquele canhoto de drible fácil e chute potente.

Há, porém, outra possibilidade: Lucas, que tem atuado, mais ou menos, como esse meia no São Paulo, embora não seja seu perfil futebolístico. Lucas é mais chegado ao drible e à condução de bola.

Na cabeça de Mano, a posição ideal de Lucas é no ataque, ali pela direita, fechando para o meio, quando o time estiver sem a bola. Bem pensado. Isso, porém, implicaria ou na saída de Robinho, ou na ausência de um centroavante típico.

Quanto a este, Fred desperdiçou sua chance diante da Holanda. Portanto, a hora, agora, é de Leandro Damião. O certo mesmo é que Neymar segue firme lá na frente. E nem poderia ser de outra maneira.

De qualquer jeito, não gostaria de estar nas botas de Mano, como diria aquele velho texano.

Notas relacionadas:

  1. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  2. DOUGLAS, A NOVIDADE NA SELEÇÃO
  3. SELEÇÃO PREVISTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quarta-feira, 11 de maio de 2011 Copa do Brasil, Futebol internacional, Libertadores | 17:34

PEIXE, ALÉM DAS ADVERSIDADES

Compartilhe: Twitter

Diante de todas as adversidades que o Santos teve de enfrentar, a vitória por 1 a 0 sobre o Once Caldas, em Manizales valeu por uma goleada. Sobretudo, porque o Peixe, a maior parte do tempo, pôs a bola no chão, envolveu o adversário, correu poucos riscos, a não ser aquela pressãozinha de final de jogo, natural nessas circunstâncias, e até poderia ter ampliado o placar em dois lances, pelo menos.

Falo, claro, daquela chegada de Alan Patrick diante do goleiro e da cobrança de falta por Elano que se chocou com a trave.

Quanto ao gol marcado, mais uma vez nasceu da clarividência de Neymar, que percebeu a entrada pela esquerda de Alan Patrick e serviu-lhe de colher para o substituto de Ganso mandar a bola às redes colombianas.

O mesmo Neymar, que, apesar do evidente cansaço, protagonizou os lances mais inventivos, quando não hilariantes, da partida, além de ter dado a assistência para o gol e provocado a expulsão de Calle, o que, óbvio, facilitou as coisas para o Santos.

A propósito, aliás, vale dar os parabéns ao técnico Muricy, que, além de armar bem seu time, principalmente, o sistema defensivo, só foi apelar para o terceiro zagueiro já lá perto dos acréscimos, quando Elano arriara de vez.

Agora, resta reunir as tais forças extras para decidir o Paulistão na Vila com o Corinthians e pegar, em seguida, o Once Caldas, no jogo da volta, reavivando na memória a trágica noite de quarta do Cruzeiro, frente ao mesmo time.

Depois, se tudo der certo, aí, sim, celebrar, e juntar os cacos para o que der e vier..

A CARROÇA E O BONDE

A Carroça sem Freio abalroou o Bonde sem Freio, acreditem!, e tirou o técnico Luxemburgo dos trilhos, que saiu atirando sobre o juiz e o chefe da arbitragem da CBF.

E olhe que o Flamengo teve a classificação às semifinais da Copa do Brasil a seus pés até a metade do primeiro tempo, quando disparou 2 a 0, ambos de Thiago Neves (o primeiro, um primor de técnica e reflexos).

Momentos em que Ronaldinho Gaúcho, o R-10, produziu seu melhor futebol desde que desembarcou na Gávea. Dentre eles, o passe pelo alto para Thiago Neves marcar o primeiro gol.

Mas, aos poucos, sobretudo depois da entrada de Osvaldo no lugar de Vicente, o Ceará reagiu, sob o comando do veteraníssimo Geraldo, o G-10 do Ceará – um canhoto prodigioso que até hoje não sei por que nunca foi contratado por um dos grandes do Rio, de Minas, do Rio Grande ou de São Paulo.

E, via Washington, aquele mesmo ex-Palmeiras e tantos outros clubes, empatou o jogo, placar suficiente para seguir adiante na Copa do Brasil.

A propósito das extremadas reclamações do técnico Luxemburgo e dos jogadores flamenguistas, quero dizer que não vi irregularidade nenhuma no segundo gol do Ceará, tampouco questiono a expulsão de Angelim, pelo segundo cartão amarelo que avermelhou o defensor rubro-negro.

Foi, de qualquer forma, um jogo disputado no fio da navalha, que poderia ter sido vencido por um dos dois sem causar espanto algum. Mas, o mais comovente foi realmente a participação da torcida do Ceará – um show de empolgação e alegria.

QUEDA DO ULTIMO INVICTO

Claro, não se podia esperar que o Palmeiras conseguisse, no mínimo, alcançar o mesmo placar bizarro obtido pelo Coritiba no Paraná. Mas, jogando no Pacaembu, ainda que pleno apenas de protestos das tais torcidas uniformizadas, bem que o Palmeiras poderia fazer o que fez – vencer o Coxa, por 2 a 0, quebrando a histórica sequência de vitórias dos paranaenses.

Foi na base de muito empenho e pouca técnica, mas foi. Não compensa, nem consola, mas, pelo menos, ameniza.

Pior para o Palmeiras não é a lembrança da goleada passada, mas do nebuloso futuro em relação ao sagrado Jardim Suspenso em ruínas.

Não é crível que cartolas de um clube que já foi exemplo de administração num passado remoto e empreiteiros de renome cheguem a esse extremo: derrubar um estádio, com o objetivo  de construir outro em seu lugar, e, por falta de entendimento entre as partes, o que deveria estar definido, tim-tim por tim-tim antes da primeira marretada, no papel e nas mentes dos dois contratantes, tudo estanca e o futuro fica pendurado no ar.

Um absurdo jamais visto em lugar nenhum.

BARÇA, TU É O MAIÓ!*

De nada valeu o Real golear o Getafe na véspera, a não ser impulsionar Cristiano Ronaldo para a liderança da tabela dos artilheiros, com seus quatro gols no jogo.

Pois, o Barça sacramentou o título espanhol, o terceiro em seguida, diga-se, com o empate por 1 a 1 contra o Levante. Empate, aliás, fruto de duas ciladas do destino: a falha de Piqué, o impecável Piqué, no gol de Caicedo, do Levante, e aquela bola no poste de Messi, que, depois de driblar quatro adversários, tocou no canto, por baixo do goleiro.

Seria o gol mais emblemático, a coroar a conquista do melhor time do mundo nos pés do melhor jogador do mundo, em jogada que ele reproduziu à exaustão ao longo de toda a temporada.

Como emblemático foi o gol do Barça, o passe pelo alto de Xavi, o centro nervoso dessa maravilhosa equipe, para o cabeceio de Keita. Esse Xavi que passa meses sem errar um passe, justamente o mais fundamental requisito de jogo da bola.

Aliás, a troca de passe, um-dois, sincronizado, hipnótico, de uma constância inalterada, seja em casa ou no campo inimigo, em qualquer competição, é o atributo mágico desse campeão histórico, pois, inscreve-se já na galeria dos maiores times de todos os tempos.

Veja só o amigo. O Barça jogava por um empate para levantar a taça, contra o pequeno Levante, mas no campo adversário, acossado pela aproximação do maior rival, o Real. Contudo, em nenhum momento da partida, recuou suas linhas, para jogar pelo resultado. Nem quando abriu o placar, nem quando tomou o gol de empate.

Só no finalzinho do jogo, ficou ali na sua intermediária trocando passes, mesmo porque o Levante não esboçava o menor interesse em mudar o cenário já estabelecido, com medo de levar o gol de desempate.

De resto, postou-se, como sempre, lá na frente, naquele toque-toque proverbial, em busca da brecha perfeita para tentar a conclusão. Apelar? Jamais! Basta isto: já lá pelos 23 minutos do segundo tempo, jogo empatado, sabe quantas faltas o Barça havia cometido? Três. Isso mesmo, três faltas num jogo decisivo e no campo do oponente.

Ah, sim, e com Mascherano no time, meu!

Se vai exorcizar os Diabos Vermelhos, no sagrado templo de Wembley, não sei, pois o Manchester United é outro departamento. Mas, que merece, ah, disso não tenho a menor dúvida.

*Esse era o bordão do saudoso Brandão Filho no popularíssimo humorístico do rádio e da tv dos anos 50/60, Balança, Mas, nao Cai. No Rio, era Mngo, tu é o maió! Em São Paulo: Curintia, tu é o maió!

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. A LONGA JORNADA DO PEIXE
  3. PEIXE, UFA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de maio de 2011 Clubes brasileiros | 15:38

GANSO E O ESTRESSE

Compartilhe: Twitter

O discurso é mais velho do que andar a pé: por que os caras reclamam de estresse, cansaço, esse papo todo, se eles são jovens, treinam todo dia, viajam de primeira classe, ficam em hotéis cinco estrelas, ganham uma fortuna…  e, eu, que trabalho doze horas por dia, seis dias por semana, não tenho estresse algum, e ainda bato uma bolinha toda semana?

Você, meu amigo, não é parâmetro para um atleta profissional de alta competitividade. E, tampouco, ele, por mais jovem e bem adestrado fisicamente que seja, é máquina. Sem falar que mesmo as mais sofisticadas e duradouras máquinas uma hora emperram.

Há ainda aqueles que acrescentam: tudo bem, mas, então, o jogador tem que buscar no fundo da alma aquele algo mais, e superar o cansaço. Pois, é o que, em geral, os jogadores fazem quando nessa situação extrema. Mas, uma coisa é o estresse mental ou a falta de gás para correr os 90 minutos, coisas desse tipo. Aí, o cérebro comanda as ações e produz as substâncias necessárias para que o organismo responda acima de suas expectativas de momento.

Mas, meu amigo, músculo não tem cérebro. Não há força mental, desejo d’alma, senso de responsabilidade extremo capaz de evitar um rompimento muscular, quando o bicho está estressado. Só descanso e tratamento adequado.

E isso vale pra jovem, pra velho, pra qualquer um.

Ouço inclusive absurdos como este, no caso da lesão de Ganso: ora, o rapaz ficou sete meses parado, como pode estar estressado? Acrescente aí Arouca, que voltou ao time só há quatro ou cinco jogos e caiu baleado no músculo lá em Querétaro.

Ora, justamente por isso mesmo. A longa paralisação altera a configuração muscular. Para o atleta voltar aos trinques, longa será também a recuperação em campo. E isso implica em observação acurada e o tempo certo para tirar ou pôr o jogador em campo, até ele atingir a forma ideal para jogar sem sustos.

Sim, no caso de Ganso, que ficará seis semanas de molho, foi um trauma. Isto é: ao dobrar o joelho direito e esticar a perna esquerda, quadris e coxa fizeram movimentos antagônicos e quem pagou o pato foi o músculo reto da coxa direita. Não tem nada a ver com estresse?

Pode ser, quem sou pra ditar regras a respeito? Mas, pergunto: se Ganso viesse jogando normalmente, sem ter tido a parada que teve e ainda em fase de recuperação, esse músculo não estaria mais resistente, capaz de resistir ao impacto?

O fato é que não cabe desprezar o malefício que esse nosso calendário faz ao futebol brasileiro, sobretudo a ausência de uma pré-temporada decente, base de todo o condicionamento físico dos jogadores para o resto da temporada.

Notas relacionadas:

  1. CASABLANCA, NEYMAR E GANSO
  2. O DIVINO E O GANSO
  3. O CASO GANSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

sábado, 30 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 19:39

E DEU PEIXE!

Compartilhe: Twitter

O que dá pra rir dá pra chorar, diz o velho samba. Breque: e vice-versa! Foi mais ou menos isso o que aconteceu no Morumbi, nesta tarde de sábado, pelas semifinais do Paulistão: o São Paulo, com seus três tradicionais zagueiros, acabou dominando o Santos, com dois, durante o primeiro tempo.

Diante disso, Muricy resolveu retomar o caminho que sempre lhe foi mais familiar e retrucou, no intervalo, com Bruno Aguiar no lugar de Zé Love. E não é que deu Santos?

Quer dizer: o Santos, que poderia ter escolhido outras alternativas para quebrar o controle do adversário, diga-se, bateu ficha – mesmo esquema do adversário, o que encaixou a marcação, como gostam de ensinar os professores da bola.

E, a partir daí, sobressaiu o maior talento de Ganso e Neymar, esses dois craques incomuns. Aos 16 minutos da etapa final, Ganso recebe de Neymar na área, e, com a frieza e exatidão de um Ademir da Guia, um Zidane, mete na medida na cabeça de Elano: 1 a 0.

E, aos 28, Ganso lança Neymar que invade a área, pisa na bola e conta o tempo para Ganso chegar à marca fatal da finalização, justamente entre beque e goleiro: 2 a 0.

Como? Se estou me rendendo ás mágicas do 3-5-2? Nem pensar! Sucede que esse recurso é um como outro qualquer, a que o técnico pode recorrer neste ou naquele momento, de acordo com sua leitura do jogo. Nada contra isso, pois o futebol é dinâmico e amorfo, muda de forma e conteúdo de uma hora pra outra.

O que me exaspera é quando o treinador se agarra a um só modelo e dele não larga mão nem quando a realidade clama por uma alteração evidente. Como, no caso presente, em relação ao São Paulo, que diante da virada da música, não soube mudar o braço da viola.

Carpegiani, ao tirar o volante Casemiro, que vinha fechando os espaços de Ganso, em vez de um zagueiro, para a entrada de Fernandão, abriu a porteira para o craque santista decidir a partida.

E o campeão, que já é, na pior das hipóteses, vice, só espera o clássico de amanhã para saber com quem vai brigar pelo bi.

Charge de Milton Trajano com os técnicos de São Paulo e Santos

GALOOO!

Foi uma virada emocionante do Galo sobre o América MG, pelas semifinais do Campeonato Mineiro, sobretudo, por ter sido perpetrada com dez jogadores contra onze. Sim, pois logo no começo do segundo tempo, na primeira bola que disputou, Richarlyson foi expulso. Reclamação? Foi o que pareceu.

Aí, num vacilo fatal de Guilherme Santos, o América abriu o placar, o que não bastava para sequer levar o jogo aos pênaltis. Mas, o Galo, nos ombros de Serginho e nos pés oportunistas de Magno Alves, partiu para o revide, depois de um tempo de hesitação: Giovani escalou pela direita e serviu para Magno girar em direção às redes americanas, e, logo depois, numa arrancada prodigiosa, Serginho recebeu de Magno Alves e guardou.

E lá vai o Galo ciscando em direção ao título, se a Raposa não invadir seu terreiro, claro.

MILAN, QUASE

O Milan, com um gol de Flamini, em passe esperto de Robinho, venceu o Bolonha por 1 a 0 e está a dois passos do título italiano, embora perseguido por Napoli e Inter, de perto.

Sem Pato e Ibrahimovic, seus dois artilheiros, o Milan segue em frente, entre outras coisas, graças a Robinho, que está jogando o fino.

FOGO INGLÊS

Pegou fogo o Campeonato Inglês, que parecia definido há tempos pelo Manchester United, que chegou a botar dez pontos de diferença do Chelsea, diferença reduzida  a três, na última rodada.

Claro, os Diabos Vermelhos, diante da perspectiva de disputar a Liga dos Campeões da Europa, onde praticamente estão nas finais, relaxaram no campeonato nacional. E, agora, estão sob séria ameaça do Chelsea e até do Arsenal, que os venceram por 1 a 0 neste domingo, no Emirates.

Mas, cá entre nós, acho que o Manchester não deixará essa. E periga levar a outra também.

MISTÕES NO ESPAÇO

Real e Barça levaram ferro neste sábado, pelo Campeonato Espanhol.

Ambos estão de olho só naquilo: a decisão pelas semifinais da Liga dos Campeões. A diferença foi a que o Real perdeu para o Zaragoza jogando mal, enquanto o Barça manteve a mesma postura habitual, na virada que sofreu do Real Sociedad, no fim.

BELA CAMISA

Estava assistindo ao jogo entre Manchester City, fissurado na camisa do Weste Ham, que me remeteu à primeira imagem que tive de um time inglês, lá na virada dos anos 40 para os 50, quando o Arsenal nos visitou, numa daquelas excursões que já não existem mais.

Houve um encanto geral pelo uniforme do Arsenal: uma espécie de suéter vermelho, com mangas e golas brancas. Design que, apesar de sedutor, não se espalhou pelo mundo.

Muito menos por aqui, onde apenas um time já extinto arriscou um modelito similar.

Refiro-me ao São Caetano, não esse Azulão, de recente criação. Falo do São Caetano, fruto da fusão entre o Comercial, alvirrubro da Capital, e o azul e branco São Bento, de São Caetano, lá nos finais dos anos 50.

Pois, esse São Caetano, de breve existência, adotou essa camisa, com a jaqueta vermelha e as mangas e golas azuis. O visual era bonito, mas o time…

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, NO MERGULHO
  2. PEIXE, DISPARADO
  3. PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 15 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Copa do Brasil | 16:30

A ESTREIA DE FALCÃO

Compartilhe: Twitter

O Inter de Falcão estreia neste sábado, pelo Gauchão, contra o Santa Cruz. Retifico: Falcão estreia neste sábado, pois o Inter de Falcão, por certo, levará mais um tempinho para se configurar como tal.

Claro, porque o Bola-Bola reassume o time de sua alma, depois de tantos anos, não para aplicar o lugar-comum aí vigente. Mas, para extrair desse time o máximo que ele pode oferecer em termos de eficiência e de espetáculo.

Falcão, como todo amante do futebol de verdade, sabe que está na hora de mudar o braço da viola no ofício de conduzir uma equipe. Mas, isso implica em mudanças de estilo, tática e comportamento que levam tempo para esse conjunto ser absorvido pelo grupo de jogadores.

Portanto, calma nessa hora, minha gente colorada.

COXA AÇO

Esse Coxa está mesmo um aço. Ao golear o Caxias, pela Copa do Brasil, o Coritiba atinge a incrível marca de vinte e três jogos invictos, com apenas dois empates nesta temporada.

Ah, mas está jogando só lá no Paraná, onde o campeonato não é essa coisa toda, dirá o sempre bilioso torcedor dos demais grandes do país – quero ver no Brasileirão.

Também quero, meu amigo envenenado. Porque, se nenhum campeonato estadual – não só o paranaense – serve de parâmetro para o Brasileirão, o que encanta é saber que o Coxa está obtendo esses resultados expressivos jogando o fino da bola, um futebol ofensivo e envolvente.

E isso independe da força do adversário. É jeito, não confronto.

FORLÁN NO MORUMBI?

Na Copa da África, dividi o mesmo hotel com Pablo Forlán e sua fascinante família. Foi um reencontro de trinta anos, por baixo.

Forlán, também chamado pelos amigos de Pachamé (ele não gosta muito, não), foi um marco na história do São Paulo, na virada dos anos 60 para os 70.

Ele foi o primeiro da quadra de ases a ser contratada para ressuscitar um São Paulo em coma durante o longo período da construção do Morumbi. Logo em seguida, vieram Gérson, Edson Cegonha e Toninho Guerreiro. Mais tarde, Pedro Rocha.

E o São Paulo ganhou o bi paulista de 70/71, foi vice brasileiro e outros bichos, graças à genialidade de Gérson, ao oportunismo de Toninho, mas, também, pelas escaladas do uruguaio na direita, sua raça, sua gula de vitórias.

Bem, estou me deixando levar pela memória, quando quero apenas dizer que, lá, em Johanesburgo, Pachamé me confidenciou que seu grande sonho é ainda ver o filho ilustre, Diego, vestindo a camisa do São Paulo.

Portanto, neste momento em que Diego Forlán curte uma reserva no Atlético de Madri e que o São Paulo anuncia uma contratação de vulto, com repercussões internacionais, nada mais natural do que levar a imprensa a acreditar que a tal contratação seria a de Forlán.

Mas, eis que Leco, o vice-presidente tricolor, vem a público para desmentir tudo, qualificando esse eventual negócio como uma “insensatez”.

Inclusive porque as notícias a respeito implicavam na possível ida de Casemiro para Madri, como moeda de troca.

Dizem, contudo, que a transação está sendo conduzida pelo presidente Juvêncio, que ainda hoje reiterou sua intenção de se entronizar na direção do clube por mais três anos. E sensatez não me parece ser o principal atributo do cartola.

Logo…


QUE RODADA É ESSA?

Espie só essa rodada final da fase de classificação do Paulistão, o mais longo da competição, diga-se.

O Palmeiras, líder durante a maior parte do torneio, está simplesmente se lixando para essa honra, na prática, de inútil valor. Tanto, que entrará em campo, no Moisés Lucarelli, com um time misto para enfrentar a Ponte, que, muito provavelmente também poupará seus titulares.

E o São Paulo, vice, a um ponto apenas do Palmeiras, igualmente despreza a disputa pela liderança, pois enfrentará o Oeste com um time de reservas, com exceção do fominha Rogério e do menino Lucas.

Quer dizer: o que deveria ser uma apoteose, a rodada decisiva, tão decisiva que a FPF marcou todos os jogos para o mesmo horário, não passa de mero cumprimento de tabela. A não ser para São Caetano, Americana. Lusa e Paulista, que concorrem à última vaga dos oito que irão para o mata-mata.

Então, na fase em que realmente o título estará em jogo, aquele que liderou por meses o campeonato pode cair, em 90 minutos, diante do oitavo colocado.

Na verdade, seria muito emblemático, se nas quartas-de-final, os quatro grandes caíssem fora da disputa, o que é improvável, mas não impossível. Mata-mata, sacumé….

Aí, sim, teríamos o desfecho adequado para torneio tão mal engendrado por nossos desmiolados cartolas.

A IMAGEM DE GANSO

O presidente do Corinthians, Andrés Sanchez, veio a público para informar que nem é sócio, nem consultor da empresa de Ronaldo Fenômeno. E que foi à tal reunião com Ganso a convite apenas, não tratando em nenhum momento de aliciar o craque santista para seu clube.

Digamos que isso tudo é a mais pura expressão da verdade – e adianto que nada tenho para duvidar do cartola, de hábito muito franco em suas declarações. Nesse caso, Ronaldo Fenômeno, que entra na arena das imagens agora, pisou feio na bola.

A imagem de Ganso já estava desgastada com essa história da renovação do contrato e dos eventuais convites para o craque deixar a Vila, inclusive utilizando-se o Corinthians como ponte para a Europa.

Convidar Sanchez para a mesma mesa de Ganso não poderia ter sido veneno mais letal para a imagem pública de Ganso. Qualquer um que tenha dois neurônios funcionando saberia disso e evitaria tal encontro.
E isso vale para ambos: Fenômeno e Sanchez – um não deveria ter feito o convite; o outro não deveria ter aceitado.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. INTER NA FITA, MAS…
  3. A EFICIÊNCIA DO FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. 3
  5. 4
  6. Última