MAIS LÍDER AINDA
Não foi fácil, mas foi justa a vitória do Corinthians sobre o Galo ,no Pacaembu, por 1 a 0, gol de Bruno, tiro que desviou no zagueiro atleticano e foi às redes de Fábio Costa. Isso, já lá pelo segundo tempo.
O Galo manteve sempre a crista alta, o que dificultou muito a ação do Timão, que continua se ressentindo demais da ausência de um homem de área á altura do resto do time.
Mesmo assim, teve o domínio do espírito do jogo e poderia ter ampliado o placar, antes ou depois, embora o Atlético tenha obrigado o goleiro Júlio César a praticar, por baixo, duas defesas providenciais. Mas, digamos que se Chicão tivesse convertido aquele pênalti logo no começo da partida, as coisas pudessem ter sido mais fáceis para o Corinthians.
Entre outras coisas, porque, se o Corinthians de Mano Menezes está definido, ainda que com a ausência crônica de Ronaldo Fenômeno, o Atlético de Luxemburgo busca sua melhor formação, depois da saída de alguns jogadores, como Correa, por exemplo, e a chegada de outros, como Diego Souza.
O fato é que, com a derrota do Ceará para o Inter, o Corinthians segue líder, agora, isolado do Brasileirão, o que não é pouco para um dos times candidatos ao título nacional, embora muito caminho haja que ser percorrido até lá.
Estreia aziaga
Felipão, finalmente, estreou no banco do Palmeiras. Resultado: 4 a 2 para o Avaí, na Ressacada.
Claro que uma coisa não é consequência da outra. Simplesmente, trata-se da primeira tomada de posição de Felipão nessa sua volta ao Palmeiras, cercada de tantas esperanças.
Mesmo porque o Palmeiras saiu na frente, tomou a virada e soube reagir para chegar ao empate, antes de levar os dois gols fatais já nos acréscimos da partida. E até que não se pode dizer que o Verdão jogou mal.
Nada disso. Apenas, o Avaí foi melhor, ou mais oportuno na hora de decidir o jogo.
O que não cabe é esse espírito messiânico que cerca a volta de Felipão, como se a sua simples presença bastasse para transformar a água em vinho.
Milagres não existem. Existe trabalho, isso, sim. E talento. Só a combinação de ambos farão do Palmeiras um time como sempre foi no passado, com Felipão, ou antes de Felipão.
Foi uma vitória heroica do Fluminense, que, na Vila, desdobrou-se em campo para vencer o Santos por 1 a 0, gol de Alan, numa das raras escapadas que deram certo.
De resto, foi o Santos cercando a área tricolor, naquele seu estilo, sob o comando de Ganso, com seus passes medidos, suas enfiadas de bola geniais e tal e cousa e lousa e maripousa, sem, contudo, chegar ao que realmente interessa – o gol.
Teve bola na trave, defesas providenciais de Fernando Henrique, e, no fim, a vice-liderança para o time de Muricy, que vai cumprindo excelente campanha.
Quanto ao Santos, mesmo quando perde, dá espetáculo. E isso já é um grande consolo para os amantes do verdadeiro futebol.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-MG, Avaí, Brasileirão, Bruno César, Corinthians, Felipão, galo, Luiz Felipe Scolari, Mano Menezes, Palmeiras, Vanderlei Luxemburgo