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quinta-feira, 5 de maio de 2011 Libertadores | 17:45

NEM TANTO À TERRA…

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Ei, ei, ei! Calma nessa hora, minha gente! A derrocada geral dos brasileiros na Libertadores, nesta quarta-feira negra, não é, necessariamente, sintoma de que estamos tecnicamente falidos. Nada disso.

Cada caso é um caso. Cada jogo é um jogo. Cada história, uma história. Se houve um desfecho comum é porque, apesar das particulariedades de cada jogo, há um elemento, ou vários, em comum, que explicam parte da derrocada geral, não tudo.

Por exemplo: essa crônica, estúpida e criminosa falta de pré-temporada adequada para os times brasileiros, embora o Cruzeiro esteja fora dessa, pois o calendário mineiro deste ano foi o mais ajuizado de todos.

Sem pré-temporada de um mês, a tendência é, nesta fase do ano, a turma abrir o bico, ou baixar enfermaria com lesões musculares. Isso vem sendo repetido há milênios, e os nossos cartolas, de olho em seus próprios interesses pecuniários ou políticos olham para o outro lado.

O Brasil é um continente, e a América outro, maior ainda, como qualquer criança que aprende a andar e falar sabe. Ora, quando se estabelece um calendário, seja nacional, seja continental, há que se levar isso em conta isso.

O fato de os times brasileiro terem, nos últimos anos, chegado às fases finais da Libertadores com vários clubes, a ponto de a Conmebol mudar a regra do jogo, criando artifícios no regulamento para que cruzássemos entre nós antes das semifinais, prova que a questão não é tão técnica, ainda que isso possa ocorrer de tempos em tempos.

Não é o caso atual. O Cruzeiro vinha voando nas fases e jogos anteriores em céu azul, e o Inter estava em plena estabilidade até aqueles cinco minutos do início do segundo tempo quando sofreu um apagão, como disse Falcão, e sucumbiu aos nervos.

Enfim, o futebol é feito de tantos detalhes… Sobretudo, em jogos de mata-mata, que extrair desses resultados, embora tão assombrosos, uma explicação plausível, definitiva e única é tarefa da qual me eximo. Entre outras coisas, porque ela não existe, quando se trata de um jogo, onde o acaso intervém com sua própria natureza – de repente.

Mas, se dermos um mês de preparação para os times depois das férias; se os treinadores brasileiros adotarem sistemas mais compatíveis com nossa história de futebol ofensivo e técnico, e se os jogadores resolverem se dedicar friamente ao jogo de tantas variações emocionais, por certo, estaremos sempre numa posição de destaque.

Notas relacionadas:

  1. TODOS FORA
  2. AH, ESSE GOLZINHO FORA…
  3. TIREÓIDE E OUTROS BICHOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 21 de outubro de 2009 Sem categoria | 20:09

SURPRISES!

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A grande surpresa na Liga dos Campeões, sem dúvida, foi a derrota do Barça para o Rubin, em pleno Camp Nou. Por 2 a 1. Mas reveja o jogo, meu amigo. E verá que o Barça teve mais de sententa por cento de domínio de bola, meteu duas bolas nas traves, com Ibrahimovic e Touré, criou uma pá de chances para golear o adversário e saiu de campo derrotado.

O Barça é assim: quando perde, se perde, perde jogando infinitamente mais do que seu inimigo. Claro, não teve a mesma sincronização de sempre, não tocou a bola ao seu estilo como de hábito. Mas, jogou mais e merecia melhor placar.

Assim como outra surpresa foi a virada espetacular do Milan, no Santiago Bernabéu, sobre o Real Madri, que saiu na frente numa lambança do nosso Dida, que Raul aproveitou ao seu feitio: Dida, já com a bola dominada de um chute à distância, tentou sair rapidamente, se embaralhou e Raul guardou.

Mas, no segundo tempo, de repente o Milan, que vinha de campanhas pífios, tanto no Campeonato Italiano quanto na Liga dos Campeões, teve uma epifania, uma revelação súbita, cobriu-se de luz e virou para 2 a 1, num disparo longo de Pirlo e numa arrancada revestida de discreta finta de Pato sobre o goleiro Casillas, que saiu mal do gol, e empatou.

Empatou e sofreu o empate em seguida, com um tiro certo de Drenthe. Mas, teve de completar a vitória por duas vezes: num cabeceio de Thiago Silva, absolutamente legal, que o juiz anulou, e no bate-pronto de Pato, em levantamento magistral de Seedorf, que o juiz legitimou. Ah, sim, antes, no primeiro tempo, houve pênalti em favor do Real.

Notas relacionadas:

  1. OS MELHORES, SOFRENDO
  2. GOSTO DE MEL INGLÊS
  3. DIABOS, SÓ 1 A 0?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,