iG
iBest BrTurbo

Publicidade

Publicidade

18/11/2009 - 21:41

NA LINHA DO GOL

Portugal e França passaram pelo buraco da agulha e, finalmente, chegaram à África do Sul. Com um gol de Meirelles, Portugal bateu a Bósnia, na casa do inimigo, mesmo placar obtido em terras lusitanas dias atrás. E a França teve de penar diante de sua torcida para empatar com a Irlanda, na prorrogação, com um gol vergonhosamente ilegal de Gallas.

No gol da França, aos 13 minutos do primeiro tempo da prorrogação, Henry ajeitou a bola com a mão esquerda, descaradamente, e cruzou para Gallas concluir de cabeça. Um escândalo, a comprovar que não é só aqui que os juízes cometem erros colossais. Na verdade, se o amigo espiar bem o lance, verá que a infração só poderia ser vista por um outro bandeirinha que corresse deste lado do campo, pois o árbitro e o auxiliar do outro lado não tinham visão plena da jogada. Ou, então, o óbvio: se o juiz pudesse recorrer às câmeras de TV. O fato é que tanto Portugal quanto França cumpriram pálidas Eliminatórias e precisam melhorar muito se quiserem fazer boa figura na Copa.

Nem vale discutir se justa ou injusta a decisão do tribunal que suspendeu o trio tricolor por três jogos, justamente a conta para o final do campeonato. Pois, são tantos os meandros e as armadilhas do código que cada um pode interpretá-lo a seu modo. O que vale mesmo é discutir se esse modelo de justiça esportiva no futebol já não está superado há anos.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional Tags: , , ,
10/09/2009 - 00:18

NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR

Essa Seleção do Dunga está mesmo encantada: desfalcada de meio time e jogando praticamente todo o segundo tempo com um a menos, já que em noite aziaga Felipe Melo foi expulso, mesmo assim, meteu 4 a 2 no Chile.

E chegou a esse placar depois de ter levado o implausível empate quando vencia fácil por 2 a 0. Graças às mudanças feitas por Dunga e, sobretudo, à vocação de artilheiro de Nilmar, três vezes Nilmar, o nome do jogo. Que, diga-se não marcou só (só?) três gols, mas jogou muito bem o tempo todo, nas horas boas e nas más, principalmente.

Dos três que entraram no decorrer da partida – Sandro, Elano e Diego Tardelli -, Elano deu o centro que resultou no quarto gol brasileiro, Sandro cimentou a cabeça de área que começava a se esgarçar, e Diego Tardelli parecia ter saído do chuveiro e caído no pagode, de calções e toalha no pescoço.

Movimentou-se com leveza lá na frente, e, sempre que a bola chegava a seus pés, algo de diferente acontecia. Gostaria muito de ver um jogo inteiro essa dupla – Nilmar e Tardelli – com a camisa brasileira. No mínimo, seria divertido.

PELAS OROPA

A Iglaterra ingressou na Copa da Áftrica do Sul com uma goleada histórica sobre a Croácia: 5 a 1, dois de Lampard, dois de Gerrard e um de Rooney, as três estrelas do time. Mas, quem abriu o caminho para a vitória espetacular foi o garoto Lennon, um cabrochinho desses bem brasileiros, espertos, driblador, veloz, que fez o diabo pela direita: sofreu o pênalti que deu origem à abertura de contagem; fez assistências para outros dois e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que a Croácia não é nenhum San Marino, Luxemburgo ou Ilhas Faore, nada disso. É um dos centros mais evoluídos do futebol europeu, desmembramento da antiga Iugoslávia, praticante da mais lídima escola Danúbio de jogar bola.

A Espanha, também cumprindo cem por cento de campanha, bateu a Estônia por 3 a 0, em bela performance de Fabregas, e assegurou sua ida à África do Sul, juntando-se até agora à Holanda, que bateu a Escócia por 1 a 0, já classificada, e à Inglaterra.

Como a Itália, vencedora do embate com a Bulgária por 2 a 0, caminha na mesma direção, assim como a Alemanha, que goleou o Azerbajião por 4 a 0, a Europa colocará nos campos africanos sua linha de frente. Falta apenas a França, que empatou com a Sérvia por 1 a 1 e periga em seu grupo.

Mas, a verdade é que a França parece viver de seus craques excepcionais e sazonais: Kopa, nos anos 50, Platini, nos 70/80, e Zidane, na fase mais gloriosa dos azuis.

E LOS HERMANOS…

Só no primeiro tempo, o Paraguai já havia metido duas bolas nas traves do goleiro Romero e outra, nas redes. De resto, foi uma lamentável exibição dos argentinos, mais uma, sob o comando (ou seria desorientação?) de Maradona.

Pois, nem mesmo o meio de campo e o ataque, compostos por jogadores de alto nível, conseguiam armar sequer uma jogada de perigo real e talento compatível.

Choro por ti, Argentina, lágrimas tangueras e sinceras.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , ,
Voltar ao topo