Publicidade

Posts com a Tag Fluminense

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 16:13

NENÊ? E POR QUE NÃO?

Compartilhe: Twitter

Parece até transmimento de pensação, como dizia o caipira. Pois, outro dia, estava vendo um jogo do PSG, em que o grande destaque foi o meia Nenê, e me veio à cabeça a possibilidade de o ex-craque do Palmeiras e do Santos merecer uma chamada de Mano.

Claro que não há nada de esotérico nisso. Afinal, creio haver uma sintonia fina entre a minha maneira de ver o futebol e a do técnico brasileiro, que tenta resgatar nosso estilo verdadeiro de jogar bola na Seleção, tão vilipendiado nos últimos tempos.

Eis, pois, que leio na Internet declaração do treinador, segundo a qual está de olho em Nenê, abrindo até a perspectiva de chamá-lo dias desses. Canhoto, hábil, solidário, e agora até goleador, Nenê não é nenhum super craque, mas pode, sim, vir a ser útil, sobretudo com sua experiência internacional, nessa fase de transição da equipe brasileira.

Cariocão

O Fluminense, que acaba de apresentar mais dois reforços – o volante-zagueiro Edinho e o atacante Araújo, revelado pelo Goiás anos atrás -, estreia no Cariocão ainda sem Conca e Emerson, mas com Souza e Deco armando as jogadas para Tartá e Fred.

Sugestiva formação, diga-se, para pegar o Bangu no Engenhão.

Claro que o campeão brasileiro não estará cintilando desde já, assim como todos os outros grandes do Brasil, que tiveram sua pré-temporada capada pela imediata disputa dos estaduais.

Mas, é de se esperar coisa de meia hora de bom futebol do Flu, pelo menos.

Já o Botafogo, que recebe o Duque de Caxias, na rodada dupla do Engenhão, ainda não poderá contar com seus novos reforços – Rodrigo Mancha, volante, ex-Santos; o meia-atacante Everton e o uruguaio Arévalo “Cacha” Rios, contratado para substituir Leandro Guerreiro.

O esquema é praticamente o mesmo do Brasileirão, com três zagueiros de ofício, e as estrelas solitárias do Botafogo continuam sendo o técnico Joel e o centroavante Loco Abreu.

Vejamos no que vai dar.

Paulistão

O campeão paulista, ainda desfalcado de uma batelada de titulares, recebe o Mirassol, no Pacaembu, com duas novidades de escol: Jonathan, ex-Cruzeiro, e Elano, na sua reestreia no clube da Vila.

Na sua estreia no Paulistão, o Santos não brilhou, mas goleou, e a manutenção da base vitoriosa sempre dá um novo estímulo.

Já São Paulo e Corinthians não golearam na rodada de abertura, mas venceram seus jogos, o que também serve para animar a tropa.

O Tricolor tem a vantagem de reincorporar dois titulares contra o caçula São Bernardo, que entrou com o pé direito na competição, no fim de semana: Dagoberto e Marlos. Ao contrário do Corinthians, que vai a Bragança sem Ronaldo Fenômeno, aquele que faz diferença, mesmo longe de sua melhor forma física.

Por fim, o Palmeiras, único grande paulista a tropeçar na estreia do Brasileirão, empatando por 0 a 0 com o Botafogo. Ainda sem Valdívia (até quando?) e com Lincoln contundido, Felipão terá de tirar da manga do colete um armador para dar uma pitada de sal no seu meio-campo. Ora, colmo colete não tem manga…

Seleção Europeia

Por falar em estrela solitária, o lateral-direito Maicon é o único brasileiro escalado na Seleção da Uefa de 2010. Em contrapartida, o Barça cede nada menos que meia dúzia de craques: a dupla de zaga Piqué e Puyol, Xavi, Iniesta, Messi e David Villa, ratificando mais uma vez – o Barça é o melhor do mundo, tanto coletivamente quanto individualmente.

E olhe que, no ano findo, Danel Alves, também do Barça, jogou mais do que Maicon, sobretudo no segundo semestre quando tomou a posição do interista na Seleção Brasileira de Mano Menezes. Seriam, portanto sete.

Completam a equipe o goleiro Iker Castillas e Cristiano Ronaldo, do Real, o meia Sneijder, da Inter, e o inglês Ashley Cole, do Chelsea, formando um time dos sonhos que, infelizmente, nunca entrará em campo de verdade: Casillas; Maicon, Piqué, Puyol e
Cole; Xavi, Iniesta e Sneijder; Messi, David Villa e Crstiano Ronaldo.

Renato x Grêmio

A lua-de-mel do técnico Ronaldo Gaúcho e a direção do Grêmio chegou a um impasse, digamos, a primeira briga do casal, consequência da vitória da oposição nas urnas tricolores.

Renato, dizendo-se cansado de tanta trabalheira e de olho exclusivo na pré-Libertadores, anunciou publicamente que não irá aos jogos de seu time no interior gaúcho e que, talvez, nem participe em campo do Gre-Nal, o que, lá nos pagos, significa mais do que uma heresia.

E, mais: contrariando os desejos da nova diretoria, espalha aos quatro ventos o andamento de sua renovação de contrato, as buscas por novos reforços e tal e cousa e lousa e maripousa.

Pelo visto, isso não vai dar certo.

Tudo bem: Renato é uma legenda na história do Grêmio, como jogador, e, como treinador, conseguiu a proeza de elevar o time da zona do rebaixamento à vaga na Libertadores, no Brasileirão passado.

Mas, sacumé, nessa fogueira de vaidades que arde sem cessar no mundo do futebol, se o cara não souber evitar as fagulhas, acaba sendo mesmo é fritado.

*Leia mais sobre Nenê no blog de futebol francês do iG Esporte clicando aqui

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
  2. FÓRMULAS E EUFORIAS
  3. CARIOCAS, LOGO LÁ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 15:09

O TOQUE DE CLASSE DO MENGO

Compartilhe: Twitter

Com a chegada de Thiago Neves, canhoto habilidoso, dono de chute forte, que se projetou no Flu e logo foi para as estranjas, o Flamengo acrescenta ao seu time mais um toque de qualidade extra, ao lado de Ronaldinho Gaúcho.

Foi justamente o que faltou ao Flamengo na temporada passada, embora o time fosse praticamente o mesmo da anterior, quando o Mengão sagrou-se campeão brasileiro, numa arrancada fulminante nas últimas rodadas.

A diferença entre o time campeão de 2009 e o que lutou para escapar da zona da degola no ano seguinte foi exatamente a ausência desse toque extra que lhe conferiram Peti, brilhante, e Adriano, implacável. Adriano voltou à Itália, Peti caiu em franco declínio, e nenhum deles teve um substituto à altura.

Ronaldinho, por mais distante que possa estar de seu auge, ainda é um craque excepcional, capaz de fazer coisas que até Deus duvida com a bola. Pode ser que não venha a fazê-lo com a constância desejada, mas, quando o fizer levará a galera rubro-negra ao delírio.

E Thiago Neves, também um desses meias que tira coelhos da cartola, estimulado pelo parceiro ilustre, por certo, haverá de oferecer momentos de êxtase à nação rubro-negra.

Caso Deivid volte a jogar o que sabe, então, o Mengo terá um trio de altíssima qualidade lá na frente, o que dará ao Campeonato Carioca que se aproxima um tom especial.

Assim como certo será que teremos alguns Fla-Flu dignos de sua longa tradição, pois o Tricolor, campeão brasileiro, não está deixando por menos, reforçando-se à altura de suas necessidades, sob o comando do sempre vitorioso Muricy Ramalho.

Gauchão

São dois os campeonatos, dentre os dos grandes centros, que começam neste fim de semana: o Paulistão e o Gauchão.

O Gauchão, como todos sabem, é uma disputa eterna entre Grêmio e Inter. Basta dizer que nos últimos cinquenta anos ambos dividiram quarenta e oito títulos regionais, permitindo que apenas Caxias e Juventude levassem dois prêmios de consolação.

Mas, este é um campeonato especial para Grêmio e Inter. Os dois grandes do Sul estarão com os olhos e todos os sentidos voltados para a disputa da Libertadores, o que os fará caminharem pelo Gaúchão pisando em ovos.

É verdade que o Grêmio, tendo como exemplo a desastrosa participação do rival no Mundial de Clubes, depois de tantos cuidados no Brasileirão, se dispõe a dar tudo no estadual, também. Sem essa de poupar aqui para investir ali.

É uma tese perfeitamente defensável. Mas, há coisas no futebol que viram qualquer tese em papo furado, da noite pro dia.

De qualquer forma, é a melhor chance dos últimos tempos para um dos chamados pequenos gaúchos quebrar a escrita secular do Grenal.

Paulistão

Já o Paulistão, num formato estúpido, em que todos jogam contra todos, num longo e previsível turno, para que se extraía o grupo de oito clubes que realmente disputarão o título, num mata-mata final. Uma volta aos tempos das cavernas.

Mas, enfim, é tudo que cabe na cabeça dos cartolas da federação que querem se perpetuar no cargo, bajulando os votos dos pequenos – a maioria, diga-se.

Menos animador ainda é saber de antemão que esse início de campeonato terá um Palmeiras dividido entre a falta de reforços significativos, o clima sombrio entre jogadores e diretor de futebol, o bufante Felipão à espera dos craques que não vêm
e as eleições do clube, na próxima semana.

Apesar disso tudo, o Verdão, que pega no sábado o Botafogo de Ribeirão no Pacaembu não é esse time desprezível que muitos querem fazer crer. Se conseguir controlar a ansiedade, bem que pode fazer boa figura.

Assim como o Santos, que vai a Lins pegar o Linense de craques históricos como Leivinha e Américo Murolo, de volta à divisão de elite paulista: longe de ter a força daquele time campeão do último Paulistão, o Santos, mesmo desfalcadíssimo – dentre eles, Neymar e Ganso, suas duas mais cintilantes estrelas – sugere um jogo ofensivo e capaz de aguentar as pontas até que possa ter toda a turma titular à disposição do estreante Adílson Batista.

Quanto ao Corinthians, que estreia já num clássico com a Lusa de Dodô e cia., estará praticamente completo. Até Ronaldo Fenômeno, sempre uma incerteza, deverá entrar em campo. Pena que Jorge Henrique sentisse um incômodo que, se vetado, deverá ser substituído por Paulinho, o que muda a cara do time, claro.

Por fim, o São Paulo, ainda sem aquele meia de que tanto carece há tempos, vai a Mogi enfrentar o time de Rivaldo, aquele!, dublê de presidente do clube e ainda jogador. E Denílson, forjado nas categorias de base do próprio São Paulo, a quem deu o maior lucro da história ao ser negociado, anos atrás, com o Bétis da Espanha.

Mas, parece que Denílson, por razões burocráticas, ainda não pode jogar.

O Tricolor, porém, que promoverá a estreia do lateral-esquerdo Juan, ex-Flamengo, também c

Notas relacionadas:

  1. A VOLTA DE FRED
  2. VERDÃO, INGLESES E MENGO
  3. RONALDINHO NA ENCRUZILHADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 4 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional | 15:03

RONALDINHO NA ENCRUZILHADA

Compartilhe: Twitter

Ronaldinho, literalmente, está na encruzilhada de sua vida, talvez, a última em sua brilhante carreira. Aos 30 anos de idade, marca fatal para um craque que atingiu o ápice há quatro ou cinco anos, eleito o melhor do mundo por duas vezes, campeão mundial pelo Brasil, sem falar nos tantos títulos nacionais e continentais conquistados em seus tempos gloriosos de Barcelona, antes de tudo, o craque terá que conversar consigo mesmo para definir se quer mesmo tentar um salto derradeiro em sua carreira, ou deixar o barco vogar ao sabor dos ventos afortunados do passado.

Resolvida essa questão existencial, então, caberá escolher um dos três caminhos que se abrem à sua frente: o que o levará de volta ao calor do berço do Olímpico; o que o conduzirá aos braços de uma nação em vermelho e preto, na Gávea; ou aquele que lhe permitirá acrescentar mais uma pequena fortuna à sua já recheadíssima conta bancária, com possibilidade de se transformar num dos maiores ídolos do Palestra Itália de todos os tempos.

Até onde se sabe, a proposta do Palmeiras, financeiramente, é a mais tentadora, tanto para o Milan quanto para o agente do craque, seu irmão Assis.

Mas, o Flamengo, gente, é o Flamengo! Aquele abraço! Aquele embalo sem fim. As noites cariocas, sol, mar, o barquinho vai, a tardinha cai…

Contudo, nenhum dos dois participará da Libertadores, a grande vitrine continental, título que falta ao rico acervo de troféus de Ronaldinho. Além do mais, dos três que oferecem a mão ao craque, é justamente ao qual Ronaldinho tem uma dívida de gratidão, por sua traumática saída do time que forjou sua vida de craque e que ficou a ver navios na sua ríspida partida para o PSG.

Por fim, é o Grêmio aquele time mais ajustado tecnicamente e animado pela súbita e exitosa reação no Brasileirão, em que Ronaldinho cairia como a cereja no bolo, sem tanta responsabilidade de ser o salvador da pátria, papel que parece não se encaixar em seu perfil, diga-se.

Essa, pois, é a hora da verdade para Ronaldinho. Só espero que faça a escolha certa, para ele e os amantes de seu futebol inigualável, do qual todos sentimos saudade.

A volta de Kaká

Ele entrou aos 30 minutos do segundo tempo, quando o Real batia o Getafe por 3 a 1. E entrou, para minha surpresa, com tudo, dando aqueles piques pelo meio e pela esquerda que lhe fizeram fama e fortuna, além do título de melhor do mundo, nos tempos do Milan.

E por pouco não deixou sua marca nas redes do Getafe, numa bola que lhe enfiou de jeito o português Cristiano Ronaldo.

Kaká é um desses jogadores por quem a gente torce de graça, seja por seu talento indiscutível, seja por seu temperamento do qual a sensatez só se evadiu em dois lances: a associação já desfeita com aquela dupla suspeita do templo que frequentava e pela investida contra Juquinha, o Traquinas, na Copa da África, negando o que depois se confirmou: a lesão no joelho que o afastou por mais de meio ano dos gramados.

Mas, isso são águas passadas. Agora, é hora de celebrar a expectativa de que, com o novo ano, vida nova. Ou melhor: renovada, verdadeiramente.

Campeão reforçado

O campeão brasileiro, Fluminense, salta na frente dos demais candidatos brasileiros à Copa Libertadores, ao levar para as Laranjeiras dois jogadores preciosos: o goleiro Diego Cavalieri, que não sei até hoje por que cargas d’água não deu certo na Itália, onde arqueiros, como Doni, por exemplo, de menor talento conseguiram êxitos inesperados, e o múltiplo Souza, meia, volante, lateral, o que queiram que seja.

Ah, sim, e ainda estão engatilhados mais dois; Edinho, de extrema utilidade por poder jogar tanto de zagueiro quanto de volante de contenção, bem ao gosto de Muricy, e Araújo, aquele atacante driblador, incisivo, goleador, revelado pelo Goiás, anos atrás.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  2. RONALDINHO, O MELHOR DA DÉCADA
  3. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 7 de dezembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:12

O SONHO DE MURICY

Compartilhe: Twitter

Muricy revelou que, na véspera do jogo final do Brasileirão, sonhou com Telê Santana sorrindo-lhe e dando-lhe um fraternal abraço. Quando acordou, Muricy teve a doce sensação de que se sagraria mais uma vez campeão brasileiro.

Telê, que conheci tão bem, nunca perdeu a oportunidade de exaltar a figura de Zezé Moreira, seu técnico e mentor nos tempos em que ele era o Fio da Esperança do Fluminense.

Íntegro, trabalhador, Zezé, que nunca abandonou o terno e gravata discretos ao longo de toda a sua vitoriosa carreira, era tido como um disciplinador austero. Mas, apesar de ter sido um lateral impetuoso, a ponto de ser cunhado como Zé Cavalo, cultivava certa sensibilidade na armação tática de suas equipes.

Basta dizer que Zezé inventou o sistema de marcação por zona, num tempo em que predominava a marcação individual, o que acabou se constituindo numa prática geral até agora. E que levou o Cruzeiro ao título da Libertadores, perdendo o Mundial para aquele Bayern inconcebível de Beckenbauer e cia., base da Seleção Alemã campeã de 1974.

Construiu, entre outros, aquela histórica equipe do Fluminense, o Timinho, campeão carioca de 1951. Chamado de Timinho, porque enfrentou e venceu os timaços do Vasco, do Flamengo, do Botafogo e do América, num torneio inesquecível para os tricolores cariocas.

Mas, um Timinho que tinha, entre outros, Didi, Orlando Pingo de Ouro, Carlyle e Telê Santana, um ponta-direita de múltiplas funções, de técnica irrepreensível e de incansável colaboração coletiva.

Telê voltava para marcar e atacava para definir ou colocar seus companheiros em condições excepcionais para finalizar, seja cruzando na medida ou enfiando bolas exatas.

Telê não era, como os pontas de sua época, um driblador emérito, embora aplicasse suas fintas e dribles essenciais. Era, antes de tudo, um servidor, um assistente, para os craques da equipe. E, sobretudo, um auxiliar na marcação ao adversário, como Zagallo, mais tarde, o seria para o Flamengo, Botafogo e Seleção Brasileira no bimundial de 58/62.

Ao pendurar as chuteiras, Telê começou a acumular títulos pelo Brasil afora. Foi campeão pelo Flu, pelo Grêmio, pelo Palmeiras, acho que pelo Sport, enfim, campeão de Norte a Sul do país, o que fez o presidente da CBF na época o escolher como técnico da Seleção Brasileira, numa história cumprida que já contei e recontarei outro dia.

Enfim, para resumir, Telê foi técnico em duas Copas do Mundo – 82 e 86 -, e campeão mundial de clubes pelo São Paulo duas vezes, enfrentando na final nenhum outro senão Barcelona e Milan.

E, Muricy, que havia sido um craque para rivalizar com ninguém menos do que Zico, o que não ocorreu por uma contusão letal no joelho, acabou á sombra de Telê, como técnico auxiliar, responsável pelo chamado, na época, Expressinho Tricolor, campeão da Taça Conmebol.

De Telê, como havia recebido os ensinamentos de Minelli, quando jogador, Muricy herdou a integridade pessoal e os talentos táticos que o tornaram no técnico da década ; em seis Brasilerões, quatro conquistados, um vice e outro que bateu na trave.

Zezé, Telê e Muricy, uma linhagem, cujo emblema é a integridade, antes de tudo, além da competência e do talento.

Notas relacionadas:

  1. E DEU MURICY NO PALESTRA
  2. O FLU DE MURICY, TELÊ E ZEZÉ
  3. RECOMPENSA PARA MURICY
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 23:48

TEMPO DE BOAS ESCOLHAS

Compartilhe: Twitter

Entre as Seleções do Brasileirão da revista Placar/Espn Brasil e a da CBF/Globo, há só uma discrepância – a dupla de zagueiros. Numa, Alex Silva e Chicão; noutra, Dedé e Miranda, o que destaca o alto valor da zaga são-paulina – Alex Silva e Miranda.

Outro detalhe: em ambas, o Corinthians, terceiro colocado no campeonato, tem mais jogadores escolhidos do que os do campeão Flu e do vice, Cruzeiro. O Flu, porém, entra com três unanimidades  nas duas listas – o lateral-direito Mariano; o craque do campeonato, Conca; e o técnico Muricy Ramalho, como o campeão de seu ofício.

O fato é que se vestirmos de canarinho qualquer uma dessas duas formações, teríamos um time digno de figurar como favorito em qualquer disputa internacional.

Ah, sim, ia esquecendo que isso não seria possível. Afinal, lá estão nas duas meias dois gringos excepcionais – Montillo e Conca, um destro; outro, canhoto, que foram o sal do torneio, jogando por Cruzeiro e Fluminense.

Dois meias que nem foram cogitados até hoje para integrar a Seleção Argentina, apesar de sua altíssima qualidade técnica. Tipo de meias que, para ser encontrado um no nosso futebol, é preciso procurar com a lupa.

Sim, tivemos uma pequena compensação, com a escolha de Bruno César para revelação do certame, ele que joga mais ou menos no mesmo estilo dos gringos maravilhosos.

Mas, cá entre nós, se o destino não tivesse sido tão cruel, tenho certeza que neste momento estaríamos, sim reverenciando Montillo, Conca e DÁlessandro, mas celebrando o advento do novo melhor jogador da posição no Brasil: Paulo Hnerique Ganso, aquele carinha que mudou até o jeito de nossa Seleção verdadeira jogar.

Fica para os próximos anos.

Trio barcelonês

A Fifa espremeu os cinquenta nomes indicados para craque do ano e pingaram na balança três gotas douradas: Messi, Iniesta e Xavi, o trio que faz do Barcelona o melhor time do mundo há algum tempo.

Messi, que detém o título de melhor do mundo, sem dúvida, é o maior talento dos três. Mas, Xavi e Iniesta ostentam no peito, sobre a camisa catalã, a faixa de campeão do mundo com as cores da Espanha.

Iniesta, inclusive, se destaca por ter sido o autor do gol histórico que deu a taça à Espanha na África. Joga muito Iniesta., cujo futebol alia aplicação a invenção, dribles e passes, penetrações e finalizações, tudo feito com uma transparência luminosa.

Já Xavi me faz lembrar de uma passagem que me foi contada séculos atrás pelo saudoso Tim, El Peón, Elba de Pádua Lima, craque do Brasil na Copa de 38 e técnico iluminado nas décadas seguintes.

Ao ser perguntado por uma estagiária se Romeu, seu parceiro de Flu e Seleção, jogava mesmo isso tudo que os antigos falavam, Tim afagou o bigode e respondeu:

- Olhe, minha filha. Não sei se jogava isso tudo, não. Só sei que passava meses sem errar um passe.

O passe, o mais singelo e fundamental movimento do jogo, aquele gesto que une o seu time numa trama coletiva capaz de enredar o adversário, num sufoco lento, progressivo e letal.

Pois para definir o futebol de Xavi roubaria a frase de Tim sobre Romeu: passa meses sem errar um passe. E se Messi e Iniesta se destacam com suas invenções individuais, muito se deve a Xavi e sua usina interminável de passes exatos, a alma do Barça e da Seleção campeã do mundo.

Notas relacionadas:

  1. EMPATE EM TRÊS CORES
  2. FLU, MAIS LÍDER
  3. O CAMPEÃO DA PARCERIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 5 de dezembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 20:41

O CAMPEÃO DA PARCERIA

Compartilhe: Twitter

A cena daquele bando de jogadores do Flu dando o banho da vitória em Muricy em plena entrevista coletiva do treinador, depois da vitória por 1 a 0 sobre o Guarani, resume bem o segredo do campeão brasileiro – a parceria fechada entre o elenco e o treinador. Parceria sedimentada a partir do instante em que Muricy, lá atrás, preferiu cumprir sua palavra ao Flu a assumir a Seleção Brasileira, a maior honra para qualquer treinador brasileiro. Além de honra, o pote de ouro ao pé do arco-íris, claro.

Tal gesto teve a força de atrair para o treinador, definitivamente, a alma do elenco tricolor. Quem, em sã consciência, diante de tamanha retidão, se atreveria a fazer mau juízo de Muricy ou deixar de acompanhá-lo nessa gloriosa jornada em direção ao título?

O fato é que o Fluminense, se não foi um time deslumbrante, refletiu em campo o espírito de Muricy, feito de muita transpiração e concentração absoluta.

Varou a maior parte do campeonato como líder, e encerrou a caminhada com uma vitória sofrida mas luminosa diante de um Guarani aguerrido, no Engenhão delirante em três cores. Gol de Emerson, em cruzamento de Carlinhos desviado por Washington já quando a tensão atingia o paroxismo na galera tricolor.

Espírito que foi encarnado, sobretudo, por esse maravilhoso gringo, Dario Conca, o craque de jogo refinado que se entrega ao coletivo por inteiro, jogo após jogo, ao longo das 38 partidas disputadas pelo seu time. Um prodígio de regularidade e persistência.

Eis, enfim, um título limpo, transparente, alva flor brotando nesse lodo todo atirado em torno do futebol brasileiro por meia dúzia de desocupados que conseguem ainda influenciar boa parte da mídia esportiva.

Ô, Timão…

Perder o título na última rodada é sempre lastimável. Mas, perder desse jeito…

Falo obviamente do Corinthians, que foi a um Serra Dourada pintado de alvinegro, e não conseguiu ir além de pálido empate por 1 a 1 com os reservas do Goiás, cujos titulares, diga-se, acabam de ser rebaixados nesse mesmo Brasileirão.

Claro, se aquele chute de Ronaldo entrasse, em vez de se chocar com o poste, nem assim o Corinthians levaria a taça. Mas, pelo menos, encerrava o ano de seu centenário de forma menos melancólica.

Contudo, nem se trata do resultado em si, mas, sobretudo, da maneira como o Timão enfrentou esse último desafio. Era pra entrar de cabeça sobre o Goiás, rasgar o coração e comer a bola, criando uma infinidade de chances de gol e tal e cousa e lousa e maripousa.

O que se viu, porém, foi um time jogando uma bolinha convencional, sem criatividade nem ousadia. Era como se cumprisse tabela apenas.

Que tristeza…

Prêmio de consolação

O Cruzeiro sofreu diante dos reservas do Palmeiras, em Sete Lagoas, mas teve bola e força espiritual para virar o jogo e encerrar a temporada com o prêmio de consolação: o vice-campeonato.

Não é tudo, mas também não é nada como o brasileiro costuma encarar essa nobre posição em qualquer torneio. É sempre o reconhecimento da bela campanha da Raposa no campeonato  e um alento para a disputa da Libertadores que aí vem.

Notas relacionadas:

  1. E DEU MURICY NO PALESTRA
  2. O FLU DE MURICY, TELÊ E ZEZÉ
  3. FLU: O QUE É E O QUE PODERIA TER SIDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 4 de dezembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 22:50

RECOMPENSA PARA MURICY

Compartilhe: Twitter

Não se trata de soberba, nem de fé cega. É apenas fruto da mais elementar lógica: o Fluminense está com as duas mãos na taça. E se encontra nessa privilegiada situação por sua própria conta, pois soube caminhar ao longo de todo o campeonato com os cuidados e as ousadias necessárias para chegar à fita final nessas condições ideais.

O primeiro desses passos foi, sem dúvida, o decisivo, aquele de segurar com as duas mãos o técnico Muricy Ramalho nas Laranjeiras.

Cara honesto, trabalhador, raríssima vocação para treinador de futebol, desde os tempos em que pendurou as chuteiras e passou a ser auxiliar de Telê, no São Paulo, Muricy tem sido um profissional vitorioso por onde passou até agora.

E, na fosse por tudo que já fez à beira do campo, merece levar mais esta como recompensa por sua postura digna e íntegra, ao renunciar, com a alma em chagas, o maior de todos os prêmios para um treinador brasileiro – a Seleção -, para cumprir sua palavra dada ao Flu.

Essas coisas não têm preço. Entre outras coisas, porque já saíram do mercado há muito tempo, se é que um dia estiveram de fato ali expostas.

Fé da Fiel

A Fiel tem fé, porque este é seu alimento inesgotável. Mas, lá no fundo, sabe que se trata apenas de fé, aquele sentimento que vem da alma, não da sua rede de neurônios, pois esta lhe diz que o título já é do Fluminense.

Afinal, o líder recebe em casa um Guarani arrasado pelo rebaixamento, e, mesmo que o moral da tribo se eleve com eventual desembarque de polpuda mala alvinegra no Brinco, ainda assim o Tricolor carioca é muito melhor e só deixará de levar a taça se houver uma catástrofe no Engenhão.

Mas, catástrofes acontecem, e cabe ao Timão cumprir sua tarefa final – bater o Goiás, no Serra Dourada. Um Goiás com os dois olhos e todos os sentidos voltados para a partida decisiva com o Independiente, em Avellaneda, semana que vem, pela Copa Sul-Americana.

Há a expectativa de que Ronaldo possa jogar. Mesmo sem condições, basta sua presença em campo para conferir maior consistência ao time. Também terá Elias de volta, o que é ótimo.

A hora, pois é ir com tudo sobre o Goiás, e esperar que a fé se transforme em milagre.

Não creio em milagres, pero que los hay, los hay… Pode o amigo chamá-los simplesmente de O Inexplicável.

Peixe e Urubu

O Santos, já fora de qualquer disputa, recebe na Vila o Flamengo, ainda aspirante a uma vaga na Sul-Americana do próximo ano, mas com Neymar disposto a melhorar sua marca de artilheiro neste Brasileirão.

Aliás, Neymar, cujos direitos econômicos receberam um aporte de grupo de conselheiros, diz que nem férias quer tirar. O garoto quer é jogar bola, sua mais gratificante diversão. Esse é o espírito da coisa, do autêntico profissional, aquele sujeito que, mesmo se entupindo de dinheiro, gosta do que faz e gosta de fazê-lo.

Enquanto isso, nomes circulam em torno de Neymar para o ano que vem.

Elano já chegou, e, sem dúvida, é um excelente reforço para a garotada. Outros, citados, nem tanto.
A sensação que me passa é a de que o Peixe corre o risco de cair na mesma cilada armada no Parque São Jorge, quando o Corinthians, visando a Libertadores, contratou uma legião de veteranos, o que mudou sua maneira de jogar, resultando na saída brusca do torneio continental.

Cuidado, Peixe, que essa água aí é mais turva do que parece.

Raposa na bica

O Palmeiras, só com seus reservas, enfrenta o Cruzeiro, na casa provisória dos mineiros. Enfrenta? Modo de dizer, claro, pois se o Cruzeiro é muito melhor do que os titulares alviverdes, que dirá em relação aos reservas?

O fato é que o Palmeiras está esfacelado, em todos os sentidos. E só poderá começar a pensar em se reerguer depois das eleições administrativas do clube, que ocorrem agora, nos próximos dias.

E, mesmo assim, vai ter de cuidar antes de tudo de suas finanças arruinadas por anos de descalabro. Pois, o básico no futebol, como na vida, é pagar em dia suas contas. Sobretudo, salários e direitos de arena dos jogadores. Time que não recebe, meu caro, não joga.

O Cruzeiro, porém, não tem nada com isso e vai para o jogo atrás de uma vitória que, eventualmente somada a derrotas de Corinthians e Flu, lhe dê o título inesperado mas não impossível.

Cá entre nós, se isso ocorrer, não será nenhuma injustiça, não.

Notas relacionadas:

  1. ÓBVIA BLINDAGEM
  2. E DEU MURICY NO PALESTRA
  3. O FLU DE MURICY, TELÊ E ZEZÉ
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

segunda-feira, 29 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 15:38

QUALQUER UM SERÁ O MELHOR

Compartilhe: Twitter

Tem sido um viés recorrente de cada final de Brasileirão, desde que se instalou o sistema de pontos corridos: se não é conspiração para que os juízes favoreçam este ou aquele, é time entregando o jogo só para prejudicar um terceiro, geralmente rival doméstico histórico, ou, então manobras escusas do tribunal e tal e cousa e lousa e maripousa.

O fato é que tudo isso sempre existiu, de uma maneira ou de outra, em seus devidos graus de intensidade. Mas, no fim das contas, quase sempre o melhor leva a taça.

Ah, mas o Flamengo não era o melhor do Brasileirão passado e ficou com o título. É verdade. Mas, também não era dos piores – estava ali, mano a mano, com os demais. Afinal, era o Fla de Pet, jogando muito, e do Império do Amor lá na frente, marcando gol adoidado. E, se vacilou na primeira parte do campeonato, teve uma arrancada espetacular na fase decisiva, enquanto seus rivais – sobretudo, Palmeiras e São Paulo – refluíram na hora H.

Além do mais, o sistema de pontos corridos ganhou outra dimensão a partir do instante em que a Fifa alterou a contagem de pontos, passando a vitória a valer três pontos contra apenas um do empate. Isso permite súbitas recuperações de times que passam boa parte do torneio lá pelo meio da tabela, ou mesmo que venham do fundão.

O exemplo mais visível disso é a extraordinária campanha do Grêmio neste segundo turno, se comparada com a do Botafogo, que com ele disputa a virtual quarta vaga da Libertadores: o Grêmio ganhou quase todas; o Bota somou empates demais.

Outro fator fundamental: a janela do meio de ano, que tanto pode reforçar este como enfraquecer aquele, dependendo do jogo das transações de jogadores.

Por fim, a paridade técnica entre todos os disputantes. O rebaixado, na prática, tecnicamente não se distancia tanto assim do campeão, não. Pois, não há um timaço daqueles no qual você pode apostar tudo de olho fechado.

O Santos do primeiro semestre, de Ganso, Neymar, Arouca, Wesley, Robinho, André e cia. bela, campeão paulista e da Copa do Brasil, seria esse timaço, que, se não desconstruído no meio do ano, certamente teria quebrado essa escrita, disparando na ponta do Brasileirão.

O fato é que chegamos á última rodada, mais uma vez, com três times na fita: Flu, Corinthians e Cruzeiro, cada um distante do outro apenas um ponto. Quer dizer, dependendo da combinação de resultados do domingo, qualquer um pode ser o campeão.

E ouso dizer que o título brasileiro estaria em boas mãos, qualquer que seja o escolhido pelos deuses da bola, pois tecnicamente se equivalem e cumpriram campanhas mais do que dignas ao longo de todo o torneio. Sobretudo, Flu e Corinthians, já que o Cruzeiro só foi disparar lá pelo meio do certame.

Dos três, o Fluminense poderia ter sido aquele time especial, caso pudesse contar no segundo turno com Deco, Conca, Emerson e Fred, juntos e em plena forma. Assim como o Corinthians certamente teria melhor aproveitamento se tivesse contado com o Ronaldo da temporada passada por, pelo menos, metade de seus jogos.

O certo é que, com todas as “entregas” de jogo, os muitos erros dos juízes e seus acertos considerados como erros pela paixão, as ações do tribunal e tudo o mais, da rodada final sairá o campeão, o melhor dentre todos, seja ele qual for entre os três pretendentes a quem Teresa dará a mão.

Por baixo do pano

A notícia vem de Zurique: o presidente da CBF, Ricardo Teixeira, assim como os presidentes da Confederação Africana, Isaa Hayatou, e da Conmebol, Nicolás Leoz, teriam recebido grana por baixo do pano da empresa de marketing SMM/ISL ligada à Fifa, mesmo depois da falência dessa firma, um grande escândalo na época, diga-se.

Os negócios estariam relacionados à venda dos direitos de televisão de jogos de futebol.

Os três denunciados por um jornal suíço são membros do Comitê Executivo da Fifa para a escolha das sedes das próximas duas Copas do Mundo. E Teixeira é candidato à presidência da Fifa nas próximas eleições – às vésperas do Mundial no Brasil -, com total apoio de seu sogro João Havelange.

O mesmo Teixeira, que, anos atrás, sob fogo cruzado da CPI sobre corrupção no futebol do Congresso Nacional, anunciou sua saída da CBF, para, depois, voltar atrás dessa decisão.

Bem, o futebol, nas últimas três décadas, pelo menos, transformou-se num macro negócio, tão vultoso que nem dá para medir a dinheirama que rola em seu entorno e que dele jorra como lava de vulcão em erupção.

Entre outras coisas, porque passou a servir de gigantesca lavanderia de dinheiro sujo, vindo de todas as máfias ainda existentes por esse mundão afora.

Isso, sem falar na jogatina desenfreada, via Internet, que movimenta grana sentida no planeta todo, que ficou deste tamanhozinho atado pelas redes virtuais de comunicação.

Para onde vai esse dinheiro todo, só Deus sabe.

Aos homens de bem cabe seguir o rastro de todas essas intrincadas e veladas operações e trazer á luz os nomes dos responsáveis. E, puni-los devidamente. De preferência, antes de o sol esfriar.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. FLU, DE NOVO, LÁ
  3. POR UM POUCO DE DIGNIDADE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 28 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:07

COM A TAÇA NA MÃO

Compartilhe: Twitter

Digamos que o Palmeiras simplesmente não tenha se empenhado além de seus limites. Isso não é crime, mesmo porque é tão flagrante a superioridade técnica do Flu sobre o Verdão, que ninguém pode garantir seria outro o placar caso os palestrinos colocassem os bofes pra fora na Arena de Barueri.

Assim, o Tricolor carioca vai para a rodada final com as duas mãos na taça. É só não fazer nenhuma besteira que o título vai para as Laranjeiras, entre outras coisas porque o adversário da vez será um Guarani já rebaixado, desmoralizado e, muito provavelmente, sem forças para se antepor à caminhada gloriosa do Flu.

Mas, bem que o Verdão assustou, no início, com aquele disparo fatal de Dinei, lá do meio da rua, que abriu a contagem. Mas, o Flu estava lá munido de seu quarteto de escol – Deco, Conca, Fred e Emerson. E, nem precisou tanto deles para virar o jogo. Deco saiu logo de cara, machucado e a dupla Emerson-Fred, apesar das investidas iniciais, não resolveram. Só Conca manteve o nível de sempre, e os que decidiram as coisas foram Carlinhos e Tartá.

De resto, foi deixar o tempo passar, sob o delirante apoio da torcida tricolor e a lamentável demonstração de incivilidade dos palmeirenses que se postaram atrás do gol de Deola pedindo para o goleiro abrir a porteira.

Que pobreza de espírito, meu Deus… E que falta de respeito ao Fluminense, que chegou onde está com suas próprias pernas e dispensa essa torcida auxiliar, perversa e imbecil.

torcida-xinga-deola

Na torcida para o Fluminense, palmeirenses hostilizam Deola em Barueri

Timão vivo

Não, meu amigo, não espiei nenhuma bola de cristal, tampouco saquei da caixa de milagres a ideia aqui exposta dias atrás sobre a possibilidade de Danilo substituir Ronaldo no jogo com o Vasco, no Pacaembu, neste domingo.

Foi apenas uma reflexão baseada na lógica do jogo (sim, futebol tem lógica, meu caro, e como!). Danilo seria a melhor alternativa, nesse caso específico. E foi, como provaram sua atuação e seu gol de cabeça, o segundo, na vitória do Corinthians sobre o Vasco, por 2 a 0.

Isso mantém o Timão respirando na última rodada, na esperança de que um milagre (aí, sim) ocorra no Brinco de Ouro da Princesa.

Salve, salve, Dorival!

Ele salvou o futebol brasileiro do ramerrão em que se encontrava há décadas, juntando aqueles meninos da Vila, e nos oferecendo o maior espetáculo do ano, naquele deslumbrante primeiro semestre do Santos de Ganso, Neymar e cia., um time que, além de dar show, marcou mais gols em quatro/cinco meses do que a imensa maioria consegue marcar em dois anos.

E ele acaba de salvar o Galo da suprema humilhação do rebaixamento, ao bater o Goiás por 3 a 1, em Sete Lagoas.

E olhe só a diferença. No Santos, moldou um time de garotos anônimos que, rapidamente atingiram o estrelato. No Atlético, remontou um time de famosos que haviam perdido a alma e o brilho sob o comando de Luxemburgo, o maior de todos os treinadores brasileiros. Elenco escolhido a dedo, que custou os tubos, mas que não saía da zona de descenso nem a pau, nem a reza braba.

Bastou, porém, Dorival Jr. desembarcar na Pampulha, e, zás!, como num passe de mágica, o Galo levantou a crista e saiu das trevas a bicadas certeiras pra todos os lados.

Esse bicho é bom e tem estrela.

Notas relacionadas:

  1. QUAL DELES LEVA A TAÇA?
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. TIMÃO, CATEGÓRICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

Compartilhe: Twitter

Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 3
  3. 4
  4. 5
  5. 6
  6. 7
  7. 10
  8. Última