Fluminense | Blog do Alberto Helena Jr. - Part 2

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quinta-feira, 9 de junho de 2011 Sem categoria | 16:48

ABELÃO, O BÃO

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Abel Braga acaba de assumir o Fluminense, depois de longa e persistente espera. E estreia dirigindo seu time contra o Corinthians, no Pacaembu, neste domingo.

Antes de mais nada, quero dizer que Abelão é um sujeito bão, como se diz nos interiores do Brasil. Apesar daquele corpanzil todo, que à primeira vista sugere um tipo rude e tosco, Abelão não consegue esconder uma alma leve e sensível.

Por exemplo, o amigo pode imaginá-lo diante de um piano executando Chopin com lágrimas nos olhos? Pois, Abelão é assim. Como zagueirão do Flu, do Vasco, da Seleção, ao mesmo tempo em que não escondia a marreta no calção, era capaz de tratar a bola no pé com os cuidados com que seus dedos percorrem o teclado branco e preto do piano.

Exuberante, às vezes, fala demais. Mas, melhor exceder-se na espontaneidade do que espreitar-se na dissimulação.

Técnico vitorioso, campeão do mundo pelo Inter, entre tantas outras conquistas menores não pode ser timbrado como um estrategista emérito, um desses treinadores que inventaram moda no futebol brasileiro, tipo Flávio Costa, com sua célebre Diagonal, ou Zezé Moreira, com sua universal Marcação por Zona.

Mas, gosta de embicar seus times de forma mais ofensiva do que a habitual nos últimos tempos do futebol brasileiro.

No Fluminense, por certo, com o elenco de que dispõe, poderá deitar e rolar nessa praia.

É o que espero.

JADSON E O CLICHÊ

Vira e mexe, o bloguista amigo posta um comentário do tipo: “Pô, você viu outro jogo…” , e lá vem malho no blogueiro.

Às vezes, o amigo viu melhor o jogo do que este velho cronista, caçando imagens de várias partidas ao mesmo tempo. Mas, em geral, vi mesmo outro jogo, aquele visto pelo olhar mais frio do analista, não do torcedor, que torce e distorce naturalmente os fatos.

Claro, traio-me também pela emoção, que futebol não é jogo de xadrez, embora guarde algumas remotas semelhanças. Mas, posso assegurar que isso é coisa rara.

Tenho a convicção, porém, de que busco fugir do clichê, do preestabelecido, do estigma, como o diabo da cruz. Ao contrário de muitos companheiros que a eles se entregam de alma lavada.

Nada mais me causa repulsa do que aquela história de dizer que Fulano é isso. Fulano, Beltrano, Sicrano, não são isso ou aquilo. Foram, isso ou aquilo, nesta ou naquela partida, neste ou naquele momento, nesta ou naquela temporada. Mesmo porque as pessoas não são as mesmas do primeiro vagido ao último suspiro.

Estou dando voltas para chegar à atuação de Jadson no jogo contra a Romênia.

Vale dizer que a chamada desse jogador pela primeira vez por Mano, causou-me certa estranheza. Nem sequer me lembrava de sua atuação aqui no Brasil, pelo Atlético PR, se não me engano.

Além do mais, o bicho jogava lá no Shaktar da Ucrãnia, escondidinho da tv e dos noticiários. Eis, porém, que, sob seu comando, o Shaktar chega ás quartas de final
da Liga dos Campeões, feito inédito na história desse time.

Nos poucos minutos em que esteve em campo, na estreia pela Seleção, Jadson nada acrescentou, acentuando a ideia de que se tratava de um equívoco de Mano.

Mas, contra a Romênia, jogou de cabo a rabo, e jogou bem. Nada excepcional, para entrar nos anais da CBF ou ganhar definitivamente o coração do torcedor. Mas, jogou bem. Melhor do que Elano, na partida contra a Holanda. Deu ritmo ao meio-campo, distribuiu passes rápidos e precisos, participou decisivamente do gol brasileiro, deu duas ou três enfiadas espertas, e, sim, errou este ou aquele drible, este ou aquele serviço, normal.

No dia seguinte, ligo o rádio, abro os jornais, a Internet, e é aquela enxurrada de críticas em cima de Jadson. É isso, é aquilo. Não tem cabedal para vestir a camisa 10 que já foi de Pelé e outras tontices mais.

Claro que Jadson não tem talento para vestir a camisa de Pelé. Ninguém tem, nem terá até o juízo final. Sem falar nessa crônica desinformação sobre a tal Camisa 10, que tanto foi de Pelé e Zico, dois meias ofensivos, como foi de Ademir da Guia e é de Ganso, dois meias armadores.

No máximo, será reserva de Ganso, se este se recuperar plenamente.

A propósito, sem fugir do tema, Gérson era 8 no Botafogo e foi 10 no São Paulo. Mesma transferência de Zizinho, que era 8 no Flamengo, 9 no Bangu e 10 no São Paulo. Isso se deve á herança do sistema Diagonal de Flávio Costa, que, em alguns clubes, o 10 era o armador e, em outras, era o ponta-de-lança. Mas, vá enfiar isso na cabeça dessa moçada, que nem sabe o que é Diagonal, quem foi Flávio Costa ou, sequer, quando o número foi impresso nas camisas dos clubes e por quê.

Mas, que diabo! No jogo contra a Romênia, Jadson cumpriu seu papel melhor do que a maioria dos que têm ocupado esse espaço desde a contusão de Ganso. Custa dizer isso, em vez de ficar repisando velhos clichês?

Notas relacionadas:

  1. QUE NOITE, CARIOCAS!
  2. A PERPLEXIDADE DE MURICY
  3. CONCA, ELIAS, JUCILEI E THIAGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 5 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:17

BRASILEIRÃO DE RESULTADOS

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O  grande placar da rodada foi, sem dúvida, a goleada por 5 a 1 que o Coritiba aplicou no Vasco, no Couto Pereira. Mas, também, foi o mais ilusório, pois os dois times, que decidirão a Copa do Brasil na quarta, jogaram com seus reservas, salvo esta ou aquela exceção.

O diabo, para os vascaínos, é que o Almirante desfilava na ponta da tabela até esta tarde de domingo, jogando com esse mesmo Expressinho que descarrilou em Curitiba.

Logo abaixo, vem a goleada do Inter contra o América mineiro, em Campo Grande: 4 a 2, em tarde inspirada do menino Oscar, autor de dois gols e outros babados. Já está na hora de Falcão fixá-lo ali, ao lado de D’Alessandro, para que o garoto possa ganhar experiência, ritmo de jogo e esmerilhar aos poucos ainda mais sua bola já redondinha.

Já os mais ínfimos foram o 1 a 0 do Palmeiras sobre o Furacão, sábado, no Canindé, e o 1 a 1 entre Flamengo e Corinthians, num Engenhão em festa no tributo a Petikovic, que se despediu da camisa rubro-negra.

No Canindé, em jogo desinteressante, o Palmeiras colheu mais uma vitória, graças á pontaria certeira de Assunção, que cobrou corner na cabeça de Chico – o desvio e o gol solitário. Solitário, mas precioso, sobretudo porque não se pode exigir muito mais desse Palmeiras de bolsos vazios e elenco reduzido.

E, no Engenhão, o empate frustrante para o Fla e animador para o Timão, num espetáculo comovente da torcida homenageando seu ídolo que parte, um jogo razoável, no geral, com alguns momentos interessantes, como, por exemplo, os dois gols – de William, em assistência exata de Weldinho, o estreante, e de Renato Abreu, numa cobrança de falta magistral.

Jogo de nível superior mesmo foi o de sábado, na vitória do Flu por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, em mais uma bela exibição de Deco. Excelente resultado para o Tricolor, mas péssimo para o Cruzeiro que não consegue se reerguer neste Brasileirão do trauma sofrido contra o Once Caldas, na Libertadores. Cá entre nós, porém, já era tempo.

Por fim, o Peixe, pela primeira vez neste campeonato com sua equipe titular, salvo os contundidos e convocados para a Seleção, meteu 3 a 1 no Avaí, na Vila, na estreia de Borges, autor de dois gols.

Caso o Santos consiga reunir todas as suas estrelas antes da Copa América, a presença de Borges ali vai ser fundamental para transformar em gols todas as tramas tecidas por Ganso, Neymar e cia. bela.

De qualquer forma, vale sempre ressaltar a atuação impecável e dinâmica de Arouca, um volante que põe no bolso todos aqueles que se preparam na Seleção para enfrentar a Romênia, terça.

Notas relacionadas:

  1. O BRASILEIRÃO E AS BOTAS DO TEXANO
  2. A GANGORRA DO BRASILEIRÃO
  3. E COMEÇA O BRASILEIRÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sexta-feira, 3 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 18:25

ENTRE A CAUTELA E A OUSADIA

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O Brasil entra contra a Holanda, no amistoso do Serra Dourada, amanhã à tarde, com uma formação pautada entre a cautela e a ousadia. A cautela se impõe pela presença de três volantes – Lucas Leiva, Ramires e Elano. A ousadia, pela escalação de um trio ofensivo – Robinho, Fred e Neymar.

Pelo menos, foi o que sugeriu o coletivo de hoje, embora não me surpreendesse se o time brasileiro começasse já com Anderson no lugar de Robinho, que, de fato, não seria verdadeiramente um atacante, mas meia de ligação entre a linha média e o ataque.

Não é a minha formação preferencial, embora seja ajuizado utilizar os santistas Elano e Neymar, mais Robinho, que até outro dia estava na Vila, em nome de um melhor entrosamento para uma equipe com tão pouco tempo de ajuste.

A meu ver, valeria mais à pena Mano tentar uma formação escalonada a partir do meio de campo. Digamos, Lucas Leiva, Ramires, Anderson, Lucas ou Robinho; Fred e Neymar. No segundo tempo, sai Fred, entra Lucas, avançando Robinho.

Isso tudo, claro, em tese. Lá no campo, a história é outra. Ou não.

De qualquer forma, a Holanda, mesmo sem Sneijder, vem aí com um trio de frente pra ficarmos de olho dobrado: Kuyt, Van Persie e Robben, esse extraordinário canhoto que só não está há anos no topo da lista dos melhores do mundo porque passa mais tempo na enfermaria do que em campo.

Jogo bom de se ver.

CLÁSSICOS BRASILEIROS

Na rodada deste fim de semana, dois clássicos nacionais assomam a cena: Flu e Cruzeiro, amanhã, e Flamengo versus Corinthians, no domingo.

O Cruzeiro começou o Brasileirão tropeçando no placar. Mas, no jogo da bola rolada, no geral, foi tão fluente como no início da temporada. Chegará ao Engenhão desfalcado do goleirão Fábio e do volante Henrique. E, se Fábio tem sido um bastião na meta azul, Henrique tem substituto à altura – Fabrício, titular até se machucar e levar um tempão no estaleiro.

Já o Flu não terá Fred, mas, obviamente, Rafael Moura ocupará seu lugar. Tecnicamente, há um abismo entre ambos. A diferença é que a técnica também depende do físico, e, nesse quesito, Fred está pisando na bola. Já Rafael Moura exala energia por todos os poros.

O mais importante, porém, para o Tricolor carioca, é que Deco parece ter finalmente recuperado sua melhor forma. Jogou muito na rodada anterior, e, dizem, matou a pau no coletivo final. Se Conca voltar a jogar como na temporada passada, então, esse jogo vai pegar fogo.

No clássico das duas maiores torcidas do Brasil, festa de despedida para Petikovic, o Flamengo sai na frente, em teoria. Primeiro, porque joga em casa. Segundo, porque tem mais time do que o Corinthians, neste exato momento. E, por fim, com Pet em campo, mesmo sem jogar há muito tempo, não deverá sentir tanto a ausência de Thiago Neves.

Além do mais, Ronaldinho Gaúcho, se continua muito distante daquele melhor do mundo dos tempos do Barça, dá sinais de progressão na busca de um futebol mais condizente com suas reais possibilidades.

Quanto ao Corinthians, o retorno de Jorge Henrique como titular, ao lado de Danilo, na armação do meio de campo, é sempre uma boa expectativa de que Liedson e William recebam as bolas certas, no lugar certo, na hora certa.

Expectativa maior, porém, fica em torno da presença do Xeique Emerson no banco. Quem sabe, entrando, né? Pode ser.

Contudo, apesar do favoritismo rubro-negro, é sempre um clássico. E, como tal…

Notas relacionadas:

  1. AH, FLU…
  2. DIEGO MAURÍCIO, UFA!
  3. ROGÉRIO, NOTA 100
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 29 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 21:51

EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS

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Reza a cartilha do Brasileirão que é sempre bom negócio ganhar em casa e empatar fora. Nem sempre, nem sempre… Há empates e empates fora, assim como vitórias e vitórias em casa.

Por exemplo, esse empate do Flamengo com o Bahia, em Salvador, certamente não foi bom negócio para o Rubro-Negro. Não apenas porque vencia por 3 a 2, de virada, e, mesmo com um jogador a mais, permitiu o empate, o que sempre deixa um gosto amargo na boca do time e dos torcedores. Mas, sobretudo, porque, no jogo da estratégia ao longo do campeonato, se há um time a ser vencido agora pelos eventuais candidatos ao título como o Fla, esse é o Bahia, recém-chegado à Série A e ainda em fase de formação, como declara seu técnico Renê Simões.

Mais à frente, com o time organizado e aquela torcida delirante do Pituaçu, o Bahia, aí, sim, vai ser parada dura.

Já o empate do Palmeiras em Sete Lagoas contra o Cruzeiro, um dos sérios postulantes ao titulo, apesar do início trôpego, esse, sim, pode ser celebrado como um feito pelo Verdão. Principalmente, pela forma com que atuou, equiparando-se, na maior parte do jogo, com o Cruzeiro, tecnicamente, superior, mas que só foi apertar mesmo o adversário no finalzinho da partida, e ali esbarrou em São Marcos.

Assim como há vitórias e vitórias em casa. A do Corinthians sobre o mistão do Coritiba, por 2 a 0, em Araraquara, transmite mais preocupação do que desejo de comemorar. Resumindo: ganhou, mas, não convenceu.

Já a vitória por 3 a 0 do Expressinho do Vasco contra o América mineiro só anima mais a tropa do Almirante, cuja luneta está assestada para a outra frente de batalha decisiva, a da Copa do Brasil, com o Coritiba.

Por outro lado, Grêmio e Flu ganharam seus respectivos jogos na casa do inimigo.

O Grêmio, desfalcado de sete titulares, conseguiu sair da Arena da Baixada com a vitória por 1 a 0, agradecendo ao zagueiro do Atlético PR, Rafael Santos, pelo bizarro gol contra.

E o Flu, em bela exibição de Deco, finalmente, bateu o Atlético GO, no Serra Dourada. Mas, também, não mostrou um futebol digno de seu elenco.

Notas relacionadas:

  1. MISTURANDO AS ESTAÇÕES
  2. O POSSÍVEL E O PROVÁVEL
  3. E COMEÇA A SARABANDA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 22 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 21:36

TRIO DE FERRO E A SURPRESA

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O domingo do Brasileirão foi do Trio de Ferro, que saiu de campo vitorioso. E olhe que só o Palmeiras, dos três, jogou em casa. Quer dizer, mais ou menos, pois o Palestra está no chão e o Pacaembu ou a Arena de Barueri interditados para o Verdão que teve de receber o Botafogo em Rio Preto.

Dentro de suas limitações, o Palmeiras fez o que podia e um pouco mais. Isto é: defendeu-se bem, como de hábito, e ainda criou mais chances do que o Botafogo, culminando com um golaço de Kleber, o Gladiador.

Já no Olímpico, o jogo rolou em banho-maria durante todo o primeiro tempo, e bastou o Grêmio abrir o placar, na cobrança de pênalti de Castán no menino Leandro (o beque atirou seu corpo contra o do atacante) para o Corinthians despertar.

Três minutos depois, Ramires atira e Neuton salva sobre a risca. Em seguida, pênalti de Lúcio em Liedson, que Chicão converte. O Grêmio, como resposta, passa a trabalhar a bola melhor até que Liedson colhe aquele sensacional chicote na área: 2 a 1.

A partir daí, deu pane na defesa do Grêmio e o Corinthians, mesmo sem ser espetacular, poderia ter ampliado o placar.

Por fim, em São Januário, o São Paulo conquistou uma bela vitória sobre o atual campeão brasileiro, o Fluminense, por 2 a 0. E olhe que poderia ter sido de mais, pois, no segundo tempo, o Tricolor paulista foi um aço, com Casemiro apoiando aquela dupla de atacantes, lisos feito quiabo – Dagoberto e Lucas.

Vitória para aliviar a atmosfera pesada do Morumbi e para ainda mais acentuar o mal-estar nas Laranjeiras, onde já se começa a esperar Abel Braga como um verdadeiro messias.

De resto, a surpresa da derrota do Cruzeiro para o Figueirense, por 1 a 0, embora as oportunidades de gol desperdiçadas pela Raposa foram suficientes para não abalar as esperanças azuis.

E a suspeita plantada na Arena do Jacaré de que o Bahia não chegou para ficar, além da certeza de que o verdadeiro Coritiba ainda não estreou.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 21 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:33

E COMEÇA A SARABANDA

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Daqui a pouco, a turma já começa a entrar em campo de olho no título nacional. E é bom sempre lembrar que, nesse sistema de dois turnos e pontos corridos, cada jogo é decisivo, do primeiro ao último.

Mas, nosso calendário capenga impede que assim seja visto pelos clubes, sobretudo aqueles empenhados em outras frentes de batalha, tipo Libertadores e Copa do Brasil. Estes – Santos, Coritiba, Avaí, Vasco e Ceará – só vão poder encarar o Brasileirão pra valer mais adiante. Acrescente-se a isso, a janela do meio do ano e a disputa da Copa América, que, durante um mês desfalcará a nata dos jogadores que atuam por aqui.

O Santos, campeão paulista, por exemplo, deverá ficar sem seu trio de ouro – Elano, Neymar e Ganso – e já recebe neste sábado o poderoso Inter de Falcão, campeão gaúcho, com praticamente um time reserva, o que certamente cria um desequilíbrio nessa disputa.

Ceará e Vasco estão no mesmo barco da Copa do Brasil, e, se um deles leva vantagem nesta rodada inicial do Brasileirão, certamente, é o Ceará, que joga em casa, sob delirante torcida.

Já o Flamengo tem tudo a seu favor, no confronto com o Avaí, que vai a Macaé todo desfalcado: camisa, torcida, Ronaldinho Gaúcho, que, se não atingiu ainda o patamar técnico esperado, é sempre um craque, Thiago Neves, mais animado ainda pela convocação de Mano, e cia bela.

E, no embate dos dois Atléticos, o Galo é favorito diante do Furacão, não só pelo fator campo, mas, também, porque me parece mais bem acertado.

No domingo, Palmeiras e Botafogo fazem um clássico nacional em São José do Rio Preto, onde tudo pode acontecer. Principalmente, um empate tedioso, já que o Verdão, desfalcado de Valdívia e Lincoln, pouco pode oferecer além de uma defesa sólida, enquanto o Bota, como sempre, nos últimos tempos, aposta todas as fichas no ídolo Loco Abreu.

Jogo mais sugestivo se prenunciava o do Couto Pereira, onde o Coritiba, depois do espetacular início de temporada, insinua-se como uma das surpresas do Brasileirão, diante do Atlético GO, campeão goiano e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, o Coxa, pelo visto, também entrará em campo poupando vários titulares.

Grêmio e Corinthians, no Olímpico, está mais para o Tricolor, pois o Corinthians acaba de perder Dentinho e Bruno César, e ainda não conseguiu suprir essas ausências. O diabo é que o Grêmio também não conseguiu se reaprumar depois da fraca campanha na Libertadores.

No outro clássico nacional, o dos Tricolores carioca e paulista, o Flu, que quebrou todas as expectativas até aqui na temporada, recebe um São Paulo abalado por tantas trapalhadas de sua diretoria que culminaram com a péssima notícia da cirurgia em Luís Fabiano, que deixará a grande esperança do Morumbi no estaleiro, talvez, pelo campeonato inteiro.

E,mais:  ao liberar o lateral-esquerdo Júnior César para o Fla não só resolve um sério problema na Gávea, como fica sem alternativa para Juan, que, diga-se, ainda não conseguiu reproduzir no São Paulo suas magníficas atuações dos tempos bons do Rubro-Negro.

Por fim, a chance de mais dois mineiros estrearem com o pé direito no Brasileirão neste domingo: o belo time do Cruzeiro, campeão estadual, enfrentando o Figueira, em Floripa, e o redivivo América recebendo o tão festivo Bahia na Arena do Jacaré.

Mas, isso é só o preâmbulo do início. Até o final do torneio, muita água vai rolar, e é impossível prever quem levantará a taça, com tantas alterações previstas.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Libertadores | 00:33

QUE NOITE, MEU!

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Nunca houve noite mais trágica para o futebol brasileiro na Libertadores do que a desta quarta-feira negra. Numa só pancada, os quatro brasileiros – favoritos ou não -, dois deles jogando em casa, foram eliminados da competição da maneira mais absurda possível.

Começou com o Inter, em pleno Beira-Rio, diante do Peñarol, com o qual havia empatado por 1 a 1 em Montevidéu. Pois, o Inter logo de cara abriu o placar, com o menino Oscar, pôs a bola no chão e dominou o jogo até o intervalo.

Na volta, porém, em 13 segundos, o Peñarol empatou e, em cinco minutos, já vencia por 2 a 1. O Inter, tenso e apressado, apertou o adversário, que se defendeu com segurança, sobretudo porque o Colorado abdicou das jogadas pelos lados do campo, concentrando-se na vã tarefa de furar o bloqueio pelo meio, justamente o ponto mais reforçado da defesa uruguaia.

Em seguida, veio o triplo fracasso ao mesmo tempo: o Grêmio, que já havia ido para o Chile em desvantagem, perdeu para o Universidad Católica, enquanto o Cruzeiro levava um show de bola do Once Caldas, em Sete Lagoas, e o Fluminense se encolhia feito time pequeno no Defensores del Chaco, diante do modesto Libertad.

O Cruzeiro, sem seu lépido ataque titular – Thiago Ribeiro e Wallyson, machucados –, sofreu um apagão tático e técnico, sobretudo depois da expulsão de Roger, ainda no primeiro tempo. Expulso por jogo violento, o Roger, acredite se quiser.

Resultado: 2 a 0 para os colombianos que se deram ao luxo de perder mais uns três praticamente feitos, impulsionados por Rentería, aquele!, que destroçou sozinho a defesa azul.

Para completar, Cuca perpetrou o mais infeliz lance da noite, ao meter o cotovelo na cara de Rentería, ao recolher uma bola que havia saído pela lateral.

Em todo caso, o Cruzeiro, ao menos, partiu pra cima do Once Caldas nos minutos finais, embora desarvorado.

Ao contrário do Flu, em Assunção, que sequer esboçou uma reação ao menos, apesar de toda vantagem com que entrou em campo. Ficou lá atrás, de cabo a rabo, com o centroavante Rafael jogando de lateral-esquerdo, enquanto o Libertad ia construindo o placar final de 3 a 0.

Resumindo; uma vergonha para o futebol brasileiro, representado na próxima fase da Libertadores apenas pelo Santos, que, na véspera, conseguiu a duras penas resistir ao assédio do América do México, em Querétaro.

Pode ter sido um capricho dos deuses da bola, uma trágica coincidência, ou algum outro sortilégio. Mas, acho que a turma deve sentar, respirar fundo, e refletir muito sobre isso tudo, pois algo mais há de existir por trás desse desastre coletivo.

Notas relacionadas:

  1. NOITE DE GALA TRICOLOR
  2. SÓ O PEIXE NESTA NOITE
  3. PEIXE EM NOITE SERENA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 3 de maio de 2011 Libertadores | 15:48

PEIXE, UFA!

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O Peixe passou, mas, que sufoco, meu!

Não fossse a noite inspirada do jovem goleiro Rafael, tão criticado por parte da torcida, e o América do México teria ficado com a vaga ma Libertadores, em Querétaro. Basta dizer que fez, por baixo, umas cinco defesas providenciais, sem falar na bola no poste, no primeiro tempo.

Em contrapartida, o Santos só atirou aquela bola na trave, em cobrança de falta de Ganso, no início do segundo tempo. De resto, ficou lá atrás, em bloco, se defendendo. Atitude que tem lá suas razões: além da estafante viagem, a ausência de Elano, a contusão de Arouca e a pressão do empate que lhe abriria passagem para a próxima fase.

O importante foi a calssificação. Agora, é respirar fundo e partir para a decisão do Paulistão contra o Corinthians.

Ufa!

OS MILAGREIROS

Dos quatro brasileiros que entram em campo, pela Libertadores nesta quarta-feira, os dois mais a perigo, claro, são Grêmio e Fluminense, entre outras coisas porque jogam fora. E, dentre esses dois, a tarefa parece mais árdua caberá ao Grêmio, porque, vai pegar um adversário qualificado, o Universidad Católica, que, por sinal, bateu outro dia o Tricolor Gaúcho por 2 a 1, em pleno Olímpico.

Pior ainda, o Grêmio carrega para o Chile a perda recente da Taça Farroupilha para seu eterno rival, o Inter, e com seu artilheiro, Borges, sob intenso bombardeio, pela expulsão no jogo com os chilenos e a perda de pênalti na decisão contra o Colorado.

Não é mole, não, meu camaradinha. Mas, é sempre bom lembrar que o Grêmio, em sua história mais recente, tem produzido alguns milagres que lhe valeram o título de Imortal. Como tal…

Assim como o Fluminense, que já parecia morto e enterrado na Libertadores, e, de súbito, renasce das cinzas vai para o Paraguai com a vantagem de dois gols sobre o Libertad e todas as esperanças do mundo.

Pena que deixasse na esteira, no Rio, o múltiplo Souza, por mera questão de “otoridade” do técnico iniciante, Enderson Moreira. Souza sempre foi boquirroto, mas, numa hora dessas, o verdadeiro chefe bota os interesses do time acima de suas próprias susceptibilidades, e tira de letra qualquer mal-entendido. E, o Flu, nessa caminhada pela Libertadores, não poderia abrir mão de um jogador tão experiente e versátil como Souza. Enfim…

Cruzeiro, o melhor time da América, recebe em Sete Lagoas, o Once Caldas, enquanto o Inter, que vai tomando forma nas mãos de Falcão, estimulado pela conquista da Taça Farroupilha diante do Grêmio, pega o Peñarol, no Beira-Rio.

Favas contadas? Praticamente. Sempre, porém, dando aquele espaço para o tal de imponderável se movimentar em campo, quando menos se espera.

O Cruzeiro, além de contar com a vantagem dos 2 a 1 obtidos lá, leva pra campo esse desejo insopitável de marcar gols, quanto mais, melhor. Isso é sempre muito animador.

Quanto ao Inter, basta-lhe um empate por zero a zero para seguir em frente. Pouco, mas pode ser o suficiente, pois, se o primeiro tempo, no estádio Centenário, foi todo do Peñarol, no segundo, o Colorado ergueu a fronte e Leandro Damião cuidou de empatar tudo em 1 a 1, sobretudo depois da entrada do menino Oscar no lugar de Sobis.

Algo, porém, me diz que o Inter não jogará pelo empate de zero a zero, e chegará até a uma vitória convincente. Tem time pra isso.

A ESTREIA DO FABULOSO

Ele ainda não está nos trinques, recuperando-se de lesão no joelho. Talvez, nem aguente os 90 minutos. Mas, trata-se de Luís Fabiano, o Fabuloso para a torcida tricolor, que estreia nesta quarta-feira contra o Avaí, pela Copa do Brasil, no Morumbi.

E estreia ao lado de Dagoberto, em fase esplêndida, mas sem o apoio de Lucas, o menino-sensação do Tricolor, que segue no estaleiro.

São Paulo e Avaí vêm de frustradas tentativas nos estaduais – o Avaí empatou com o Chapecoense e ficou de fora da disputa do título catarinense, e o São Paulo levou chumbo do Santos e também saiu do páreo pela faixa de campeão paulista.

A diferença é que o Avaí vem destroçado pelas punições impostas a seus jogadores – sobretudo, Marquinhos, o cérebro do time –, em razão da briga generalizada com seus colegas do Botafogo, no último confronto pela Copa do Brasil.

Visto assim, o jogo está muito mais para o Tricolor paulista.

EM CAMPO, A REAÇÃO

Furacão e, como querem os mais jovens, Gigante da Colina fazem o outro jogo da quarta pela Copa do Brasil. Ambos ainda tentam cicatrizar as feridas das eliminações recentes em seus respectivos campeonatos estaduais, diante dos principais rivais.

O Vasco, que vinha em franca ascensão, entregou o ouro ao Flamengo, nos pênaltis, e o Atlético PR se remói de inveja do seu tradicional adversário, o Coritiba, que vai somando recordes impressionantes nesta temporada.

Os dois, portanto, encaram este jogo como a grande oportunidade de dar uma volta por cima em grande estilo. Afinal, a Copa do Brasil leva à Libertadores, enquanto os estaduais são apenas um prazer passageiro.

A princípio, dependendo das escalações, o Vasco é melhor, tecnicamente. Mas, o Furacão joga em casa e tem bala para começar sua recuperação antes do Brasileirão. Afinal, lá estão Kleberson, Madson, Robston (todos suecos?), jogadores capazes de fazer isso ou aquilo.

BARÇA, IRRESISTÍVEL

Se há um time neste planeta, pela força e versatilidade de seu elenco, que possa encarar o Barça, esse é o Real. Esse Real mais desabrido do que aquele que Mourinho vinha escalando nos jogos posteriores, traumatizado pela goleada de cinco no primeiro turno do campeonato espanhol.

Tanto, que, até os 20 minutos do primeiro tempo, nesta decisão pela Liga dos Campeões, o Real, com uma escalação devida, foi melhor do que o Barça. E, no final, 1 a 1, com gols de Pedrito e o nosso Marcelo.

Mas, o Barça é simplesmente irresistível, com aquele toque-toque hipnótico, que começou a aplicar a partir desse momento. Pois, o Barça é assim: se o adversário partir pra cima, como partiu o Real, fica na moita, à espera da perda de concentração do inimigo no tocante à marcação implacável a Xavi, Iniesta e Messi, seu tripé mágico.

Aí, na medida da perda de foco do inimigo, vai tomando conta do jogo e criando suas chances.

Consulto minhas anotações, e verifico que, entre os 25 minutos do primeiro tempo e o intervalo, o Barça criou cinco chances claras de gol. Uma ou duas, convertidas em gol. definiriam a história.

Nesse mesmo primeiro tempo, o Barça teve 69 por cento de posse de bola, cometeu apenas quatro faltas e sofreu catorze.

Os números não mentem, sobretudo diante do que nossos olhos veem. E a proporção foi praticamente a mesma no segundo tempo: 65 por cento de domínio do Barça e 31 a 10, no número de faltas contra o Real.

Talvez, se Mourinho não tivesse, nesse percurso, mudado tanto o braço da viola, o Real pudesse, no seu porte histórico, estar agora celebrando sua passagem para a final da Liga dos Campeões. Talvez.

Notas relacionadas:

  1. FLU E PEIXE NA HORA DA MORTE
  2. RAPOSA E PEIXE, SÓ ALEGRIA
  3. A LONGA JORNADA DO PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 29 de abril de 2011 Clubes brasileiros, Libertadores | 02:31

BONS RESULTADOS. MAS…

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Os resultados foram bons tanto para o Inter quanto para o Flu, nesta rodada da Libertadores. Mas, o desempenho de ambos, não.

A dificuldade maior era a do Inter, que foi a Montevidéu enfrentar o Peñarol, que há muito já não é mais aquele, mas vem se recuperando nos últimos tempos, juntamente com o Nacional, as duas forças mais tradicionais do Uruguai.

Portanto, o empate por 1 a 1, graças a um golaço de Leandro Damião, sempre ele!, no segundo tempo, período em que o Inter melhorou seu jogo, depois de um certo sufoco passado na primeira etapa, quando o goleiro Renan foi decisivo para evitar o pior.

Melhorou, entre outras coisas, por conta da entrada de Oscar no lugar de Sobis, o que conferiu ao meio campo uma dose a mais de criatividade, levando o Inter mais á frente.

Não tenho dúvidas de que, no Beira-Rio, o Colorado será outro.

Já o Fluminense, no Engenhão, cortejou com o desastre ao tomar aquele gol de empate do pequeno Libertad, mas se safou em dois lances colados: um belo disparo de canhota de Marquinho e a magistral falta cobrada por Conca.

A vantagem de dois gols para o jogo da volta é sempre significativa, mas não decisiva. Sobretudo, quando se trata de um Flu tão imprevisível como esse.

COXA RECORDISTA

Não há nenhuma comprovação oficial sobre esses números. Mas, é voz corrente que o Coritiba, ao bater o Caxias por 1 a 0, na casa do inimigo, pela Copa do Brasil, bateu o recorde que pertenceria ao Palmeiras de 96: vinte e duas vitórias consecutivas.

Mesmo que os mais céticos venham com aquele argumento surrado de que o Coxa não enfrentou nenhum grande obstáculo nessa caminhada vitoriosa, é um feito de se estender tapete vermelho.

Entre outras coisas, porque o Coritiba alcançou esse recorde jogando em duas competições oficiais – o campeonato paranaense e a Copa do Brasil. Não foi enfrentando o Chapettuba FC, nada disso.

E, se o campeonato paranaense não é nenhuma Liga dos Campeões Europeus, tampouco se trata de um torneio mequetrefe. Está, ali, mais ou menos no nível dos demais deste país. País cuja distância entre grandes e pequenos não chega a ser assim tão abissal para que se desmereça a gloriosa conquista do Coxa.

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  2. A QUEDA DE TITE
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

domingo, 24 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais | 21:24

COXA, INACREDITÁVEL

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O amigo pode considerar o campeonato paranaense uma disputa de nível inferior. Não acho. Acho mais ou menos equivalente a todos os demais estaduais dos centros avançados do futebol brasileiro. Menos do que uns, mais do que outros.

São dois, três, no máximo quatro, como no Rio e em São Paulo, eternos candidatos ao título. Os outros fazem figuras. Vez por outra, este ou aquele surpreende. Mas, é vez por outra.

De qualquer forma, a conquista do Coritiba é histórica, seja em qualquer circunstância. Ao meter 3 a 0 no Atlético, em plena Arena da Baixada, campo do inimigo eterno, levanta o segundo turno e a taça definitiva, invicto e jogando uma bola redondinha, só comparável ao do Cruzeiro, no Brasil atual.

E olhe que lá estão jogadores rodados, muitos reprovados em clubes mais afamados do país, mas nenhum cabeça de bagre, o que só eleva o trabalho do técnico Marcelo Oliveira, mineiro de boa cepa e cabeça.

MAIS FLA QUE FLU

Quer dizer: na bola rolando, o Flu até que teve melhores momentos do que o Fla. Nada, porém, que valesse uma vantagem significativa no placar, além daquele gol de Rafael Moura, em impedimento, diga-se.

Mas, o Fla conseguiu o empate, com um inusitado gol de cabeça de Thiago Neves, levou a decisão para os pênaltis da qual saiu com a vaga para as semifinais da Taça Guanabara, graças a Diego Maurício.

Ao Fluminense, pois, resta o consolo de se atirar de corpo e alma na Libertadores, onde já esteve em coma e reviveu em esplendor.

Charge de Milton Trajano com Felipe, do Fla, e Berna, do Flu

PRIMEIRA BICADA

O Galo deu sua primeira bicada nas semifinais do Mineirão, ao bater o América MG, que recentemente está recuperando seu status de grande: 3 a 1, de virada.

Sofreu no início, com o gol americano, mas, quando o jogo bateu ficha, lá e cá, disparou no placar, com aquele gol final de Neto Berola, tão aclamado pela galera carijó.

VERDÃO NA FITA

O Palmeiras até podia ter emplacado um placar mais folgado diante do excelente Mirassol, pois teve chances pra tanto, sobretudo nos pés de Luan. Mas, os 2 a 1 foram o suficiente para se ver agora diante do Corinthians, nas semifinais do Paulistão.

Graças a um golaço de Valdívia e um tiro certeiro de longe de Márcio Araújo, mais uma vez o melhor em campo.

TRICOLOR EM FRENTE

O São Paulo passou pelo único clássico das quartas de final num jogo sonolento de início. A tal ponto que Carpegiani logo aos 30 minutos do primeiro tempo resolveu trocar o volante Souto pelo atacante Henrique, o que conferiu ao seu time mais agudeza e dinâmica lá na frente.

Mas, quem decidiu a parada mesmo foi Ilsinho, que começara já no lugar de Lucas, poupado por dores musculares: abriu o placar de cabeça, em cruzamento de Jean, e deu a assistência medida para Dagoberto definir o placar.

Agora, vai bater ficha com o Santos. Jogaço, imagino.

A LAMBRETA DE DAMIÃO

Foi o lance mais espetacular do jogo e o decisivo: já no fim, jogo empatado, Leandro Damião escala pela direita, e, barrado pelo beque, dá-lhe uma lambreta e serve Tinga para marcar o gol da vitória do Inter sobre o Juventude.

Lance típico de meia ou ponta habilidoso, não de um centroavante genuíno, daqueles de resolver as coias lá dentro da área, sem muitos fricotes. O que é muito animador, diga-se.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

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