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Posts com a Tag Fluminense

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008 Clubes brasileiros | 12:54

UM RIO-SÃO PAULO DE MERCADO

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Lá pelos entornos da década de 30, como gosta de dizer meu querido Lança, instalou-se o profissionalismo no futebol brasileiro. O Fluminense, clube mais rico do país, entre outras coisas porque dono do estádio mais importante do Brasil – as Laranjeiras -, baixou em São Paulo e fez um rapa geral. Levou praticamente toda a Seleção Paulista da época.

A investida foi tão poderosa que a diretoria do Palestra Itália (hoje, Palmeiras) resolveu esconder seus jogadores numa chácara em Atibaia (à época, o fim do mundo), cercando-os de jagunços armados instruídos a botar pra correr os possíveis emissários cariocas.

Inútil medida, pois Romeu, Gabardo, Sandro, Tim, Hércules, Orozimbo, quase toda a elite do futebol paulista, se transferiram para as Laranjeiras. Era o poder da grana, que fala mais alto, que fala primeiro, como no samba do saudoso e genial Ataulpho.

Quase um século depois, dá-se o troco. Os clubes paulistas, neste período de contratações, foram ao Rio e fizeram a festa. Quase dá para escalar uma seleção de cariocas ilustres que, duas semanas, trocaram a Cidade Maravilhosa pela Paulicéia Desvairada. Vejamos: Wagner Diniz, Renato Silva, Triguinho, Júnior César, Arouca, Lúcio Flávio, Washington, Jorge Henrique, seu lá quantos mais.

Dos paulistas, o mais guloso foi o São Paulo, que trouxe do Botafogo o zagueiro Renato Silva, do Botafogo, o lateral-direito Wagner Diniz, e do Fluminense, numa feira, Washington, Júnior César e Arouca, que só deve se apresentar em abril, caso não haja negociação entre os dois Tricolores para abreviar esse prazo.

O que isso quer dizer? Que a grana segue sendo, como sempre, o valor que fala mais alto e que fala primeiro?

É muito provável. Mas, no caso do Flu, me parece que há uma predisposição para desmontar de vez aquele timaço que tantas esperanças deu aos tricolores e que acabou a temporada simplesmente escapando do rebaixamento.

Quem sabe, no âmago do inconsciente tricolor, pulse a lembrança do Timinho, uma equipe modesta mas briosa, que, sob o comando do saudoso Zezé Moreira, conquistou títulos impossíveis.  

Há clubes que viram reféns desta ou daquela tradição. O Flu, por exemplo, foi uma equipe estrelada nos anos 30. Nos 50, um time competitivo, apenas, embora lá estivesse um dos maiores craques da história do nosso futebol – Didi. Foi vencedor nos dois períodos, como o foi nos anos 70, com Flávio, e, mais tarde, com o casal 10 – Assis e Washington.

Vivo me perguntando por que será que a massa dos torcedores (não só a do Flu) e a mídia esportiva em geral preferem ressaltar e cultuar justamente aquela última imagem, a do time guerreiro, o out-side, o que sai do limbo para levantar a taça? 

Suponho por que sejamos todos – a imensa maioria dos brasileiros – uns perdedores de véspera. Nunca vai dar certo. Quando dá, êia!, eis o prodígio que sobrevive a tudo e a todos.

Notas relacionadas:

  1. VAIVÉM NO SÃO PAULO E PALMEIRAS
  2. BAMBI, SALTANDO À CENA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008 Campeonato Brasileiro, Ex-jogadores | 14:52

A TEORIA DA CONSPIRAÇÃO

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Fico perplexo ao constatar que a teoria da conspiração, hoje em dia, passou a ser tese corriqueira. Desconfio mesmo que a maioria dos torcedores, aqui e ali, adota essa explicação nos casos mais estapafúrdios.

Claro, não sou besta de achar que nunca houve marmelada em futebol. Mas, não na proporção e abrangência com que sonham os adeptos da teoria da conspiração, multiplicados, diga-se, depois do advento da Internet, onde qualquer anônimo pode postar um delírio qualquer que se espalha rapidamente feito chuva radioativa.

Aqui, um juiz é subornado, ali, um goleiro ou um beque, mais adiante são os cartolas que se arreglam, isso sem falar em formas mais sutis de se tentar alterar o resultado de um jogo.

Mas, a idéia de que se possa juntar o time todo, mais os reservas, no vestiário e pedir-lhes que percam um jogo já passa para o campo do absurdo.

Sim, é verdade, há casos em que o acerto entre cartolas de dois clubes pode ser catalogado como suborno, como aconteceu anos atrás quando o Guarani, para salvar o Palmeiras do descenso no Paulistão, escalou dois jogadores não inscritos – Dante e Flamarion. O Guarani perdeu os pontos no tribunal, claro, e o Palmeiras safou-se da queda.

Sou de um tempo em que não havia esse eufemismo de mala branca. Era tudo mala preta, fosse para subornar alguém, fosse para estimular este ou aquele time que não tivesse motivação especial em determinado jogo. Mala preta porque escusa, imoral, ainda que, no caso do bicho extra, não seja ainda considerada ilegal.

Esse, porém, é um campo minado, num tempo de ética tão difusa.

Mesmo porque não sei funciona muito bem, desde que se desconhece seus limites.

Por exemplo: Fluminense e Goiás, que obtiveram resultados ruins para dois clubes que disputam privilégios – o São Paulo, o título; o Flamengo, vaga na Libertadores.

Ora, o desempenho de Flu e Goiás não diferem nem um pouco daquele que eles vinham apresentando nas últimas rodadas. O Goiás teve um segundo turno exemplar, enquanto o Flu renasceu sob os bigodes filosofais de Renê Simões. São dois times com um nível respeitável de bons jogadores, que não andavam bem das pernas ou da cuca, mas que há tempos vêm se recuperando. Logo, com mala branca ou preta, o comportamento dos dois no último domingo foi compatível com essa reação.

Digamos, num exercício de imaginação, que Palmeiras e Cruzeiro, que disputam com o Flamengo vagas na Libertadores, tenham descarregado uma fortuna na porta dos fundos da concentração do Goiás. E daí?

Daí que o Cruzeiro foi ao Beira-Rio e perdeu dos reservas do Inter, como, aliás, tem acontecido com freqüência, quando a Raposa sai da Toca. E o Palmeiras não foi além de um empate de zero a zero com o Vitória, que, por sua vez, deveria, segundo essa hipótese, ter recebido um baú dourado, cheio de patacões azuis e rubro-negros.

Moral da história amoral: Que las hay, las hay, mas não na proporção que muitos imaginam.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 14:05

EMOÇÃO EM DOBRO

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Há tempos venho repetindo o bordão de que, pelo equilíbrio técnico entre os concorrentes ao Brasileirão, o emocional passa a ter uma influência ainda maior do que a habitual.

E, mais uma vez, isso se confirmou no Morumbi lotado, domingo. O São Paulo deu claros sinais de ansiedade, que alguns confundem com dispersão ou falta de empenho extra. Já o Flu, ao contrário: foi de uma energia ímpar, centrado o tempo todo na retomada da bola a partir de seu meio-campo, livre do peso da responsabilidade de decidir um título ali mesmo, naquela hora.

Isso não quer dizer que o São Paulo jogou mal, não. Jogou mais ou menos o que vem jogando neste segundo turno, período em que acumulou expressiva série invicta e chegou ao topo da tabela, de onde não sairá mais, mesmo que perca o título.

Curiosa essa situação: na combinação de resultados do próximo domingo (derrota do São Paulo e vitória do Grêmio), os dois Tricolores terminam o campeonato em primeiro lugar, empatados em pontos conquistados. Mas, a taça vai para o Olímpico, pelo critério de desempate – uma vitória a mais.

Isso só reforçaria a justeza do sistema por pontos corridos em dois turnos.

O Grêmio foi o melhor no primeiro turno; o São Paulo, no segundo.

Não caberia, então, uma decisão em dois jogos, lá e cá, como apregoam os defensores de uma grande final? Por hipótese, até que sim, mas especificamente em casos como este, em que ambos cheguem empatados em primeiro lugar ao cabo de toda a disputa. Obviamente, não me refiro à decisão deste ano, em que as regras devem e serão cumpridas. Mas, para o futuro.

Sucede que, embora seja uma saída atraente para a mídia e torcidas eventualmente envolvidas nessa história, ainda assim será um golpe no espírito do sistema por pontos corridos. Ou seja: quem ganha mais, ao longo de todo o campeonato, leva.

Mas, voltando à vaca fria da importância do emocional nesses momentos decisivos, não resta dúvida de que o São Paulo saiu do cenário de festa abatido, apesar de um resultado rigorosamente dentro das normas do jogo entre dois grandes, enquanto o Grêmio, goleando o Ipatinga em casa, veste de novo seu manto de imortal.

E assim teremos não uma grane final, mas duas, no próximo domingo.

Notas relacionadas:

  1. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
  2. PLANO DE VÔO DO GRÊMIO
  3. AS APARÊNCIAS ENGANAM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 27 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro, Sem categoria | 16:31

AS APARÊNCIAS ENGANAM

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Esse  sera um domingo encantado, porque ele se encontra ali, isolado, flutuando no zênite da esperança e do pânico de uma pá de times em conflito. Esse clássico nacional, por exemplo, entre São Paulo e Fluminense, num Morumbi lotado.

É jogo que pode definir o título para o São Paulo. Basta que vença, por meio a zero. E mesmo que perca, ainda lhe restará a chance final na rodada seguinte, diante do Goiás, caso o Grêmio passe pelo Ipatinga, no Olímpico, o que parece favas contadas.

Sublinho parece, porque se uma lição nos tem dado este Brasileirão é a de que as aparências enganam: o que se prenuncia assim acaba assado e vice-versa, meu endereço, na fala rouca e saudosa de Seo Barbosa.

A lógica diz que favas contadas também seriam os três pontos finais a conquistáveis pelo São Paulo no Morumbi. Afinal, o Tricolor paulista joga em casa, estimulado por torcida delirante, e vem de uma arrancada incontrolável – dezesseis jogos invictos, dez vitórias nas últimas onze rodadas –, o que o colocou sozinho lá no topo da tabela, enquanto o Tricolor carioca ainda luta para escapar definitivamente do descenso, mas já distante o suficiente para não entrar em pânico.

Se, porém, futebol é momento, como bem decretou anos atrás mestre Rubens Minelli, seguindo nesse rumo dos lugares-comuns, neste exato flagrante, o Fluminense não é aquele da tabela. É outro, mais próximo do time que esteve a um pique de levantar a um passo de ser campeão da América e que entrou no Brasileirão como sério candidato ao título.

Desde que Renê Simões assumiu o comando do time, o Flu passou a cumprir campanha similar à do São Paulo, o que o coloca, hoje, como um adversário de igual porte. Com a vantagem de que joga um tanto despreocupado, pois o descenso está mais longe dele do que o título brasileiro do São Paulo.

Assim, não dá, meu chapa, para incitar o tricolino amigo a berrar desde já o hexa ou o tri, como queira.

Mas, dá para acreditar.

Notas relacionadas:

  1. UMA BIABA DO FLU
  2. VIRADA COMOVENTE DO FLU
  3. ÓBVIA BLINDAGEM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

terça-feira, 25 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 15:30

ÓBVIA BLINDAGEM

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Faz muito bem o técnico Muricy em blindar sua equipe, protegendo-a o máximo possível do oba-oba corrente na nação tricolor. Pois, o segredo do êxito do São Paulo, nesta arrancada decisiva no Brasileirão, é justamente a combinação exata de doses extras de serenidade, empenho e espírito de equipe.

Como bem costuma dizer o próprio Mura, minha querida, você pune quem desvia o olhar para as nuvens.

Mesmo porque nem os tricolores gaúchos estão mortos e enterrados, nem os tricolores cariocas – próximo adversário – são favas contadas.

O Grêmio, apesar de todas as oscilações no segundo turno, segue sendo um time guerreiro e de técnica bastante para vencer os jogos que lhe restam, enquanto torce por um tropeço do líder.

E o Fluminense, apesar do péssimo desempenho no Brasileirão, nesta reta final do campeonato, começou a se recuperar e está a um passo de escapar do descenso definitivamente. Além do mais, cada jogo é um jogo, meu.

Desculpe, amigo, a obviedade deste tópico. Mas, há momentos em que o óbvio precisa ser enfatizado.

Notas relacionadas:

  1. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
  2. OLHO, NINGUÉM ME RESPONDE
  3. O TRICOLOR E O CINZA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 18 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 23:04

RENÉ LA FONTAYNE, OU ESOPO SIMÕES

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René La Fontayne ou Esopo Simões, pouco importa. O que importa é que o técnico Renê Simões, para motivar seus jogadores a escapar da mordida da onça, conta-lhes fábulas como as do grego Esopo recicladas séculos depois pelo francês La Fontayne.

A fábula tem o poder de evitar o conflito direto com o poder vigente da realidade, e, por oblíquos caminhos, abrir olhos ingênuos e indicar-lhes caminhos na direção tanto da moral quanto da conquista, nem sempre tão morais.

Ora, se virmos o futebol como uma fábula sem fim, em que lobo come cordeiro, mas também é enganado por raposas devorado por onças, leões e gaviões,  que, por sua vez, são engolidos por serpentes, dragões e outros bichos que o homem come desde que o mundo é mundo, esse bem que pode ser um recurso eficiente para tirar o Fluminense definitivamente do buraco mitológico em que se encontra.

Mais civilizado, e certamente mais eficiente, do que o chicote que a malta vive exigindo em casos como esses. Um jeito de provocar reflexão e novos reflexos muito mais eficiente do que tirar sangue da pele da turma, pelo menos. Se vai dar certo ou não, é outra história, uma fábula sem moral.

Notas relacionadas:

  1. VIRADA COMOVENTE DO FLU
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 15 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 20:01

VIRADA COMOVENTE DO FLU

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No mínimo, comovente a virada do Fluminense no Maracanã sobre a Lusa, que abriu a contagem, no primeiro tempo, com um golaço de Edno, esse excelente canhoto que dificilmente continuará no Canindé na próxima temporada: recebeu na meia-direita, cortou Luís Alberto, e tocou com mestria no ângulo direito de Fernando Henrique.

Mas, no segundo tempo, com os meninos Maicon e Tartá entraram nos lugares de Everton Santos e Ratinho, o Flu abriu seus jogo pelas pontas, e o final da história foi aquela virada espetacular: 3 a 1, gols de Washington, Tartá e Romeu, que entrara no final.

Assim, o Tricolor carioca não apenas se manteve à tona, na zona da morte, como dá sinais ao Tricolor paulista que o encontro da semana que vem provocará faíscas.

Notas relacionadas:

  1. FLA, HUMMM…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 25 de outubro de 2008 Sem categoria | 18:00

UMA BIABA DO FLU

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Que me desculpem os palestrinos de melhor cepa, foi um baile, uma biaba, um arraso do Fluminense, no Maracanã.

Olhando assim, pela ótica da tabela, o Palmeiras é mais time, claro, do que o Fluminense. Mas, em campo, na bola rolando, deu-se o inverso, com sobras: 3 a 0, gols de Carlinhos, Maurício, contra, e Júnior César. Com um detalhe: raríssimas foram as vezes em que o Palmeiras chegou à área tricolor em condições de reduzir essa diferença flagrante.

O fato é que, desde a chegada às Laranjeiras do técnico Renê Simões, o Fluminense, que descambava para a Segundona, aprumou-se, levantou a crista e começou a escapar de tão incômoda posição.

Ora, como o time não é assim tão ruim – ao contrário: é muito melhor do que a maioria dos que transitam pela zona do rebaixamento -,o Flu, firmando o pé, passa a ser um adversário do mesmo porte dos bambambãs do campeonato.

Já o Pameiras, desde que Luxemburgo aderiu à moda dos três zagueiros, passou a ser um outro qualquer.

Ainda mais sem Diego Souza, seu principal e único articulador, desde a saída de Valdívia, caiu na vala comum e termina a rodada fora da área da Libertadores.

Mas, nada disso é irreversível, neste caldeirão da reta final do Brasileirão.

 

Notas relacionadas:

  1. PROFECIA DO PASSADO
  2. JOGO DE CONTRADIÇÕES
  3. GARFO NA INCOMPETÊNCIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

  1. Primeira
  2. 10
  3. 11
  4. 12
  5. 13
  6. 14
  7. 15
  8. Última