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Posts com a Tag Fluminense

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012 Clubes brasileiros, Libertadores | 00:15

VALEU PELA VITÓRIA, SÓ

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Só não foi um desastre total porque o Fluminense deixou o Engenhão com 1 a 0 no placar, gol de Fred, conquistado logo no início da partida, quando o Tricolor encetou uma blitz sobre o Arsenal de Sarandi, desenhando no ar a expectativa da goleada que não veio.

Ao contrário: aos poucos, o Flu refluiu, perdeu o compasso e acabou sendo até pressionado pelo frágil time argentino no final.

Não sei se os brasileiros ficaram nervosos porque passaram a errar muitos passes, ou se passaram a errar os passes porque ficaram nervosos. o que seria um contrassenso para um time que jogava em casa e vencia.

Só sei que a turma perdeu o controle da bola, dos espaços e dos nervos, a ponto de ter dois jogadores expulsos, com toda razão: Wagner, que chutou um adversário pelas costas numa bola parada, e Eusébio, que desferiu um coice no argentino no chão.

Wagner, que deveria dividir o trabalho de criação com Deco, foi ausente a maior parte do jogo em que o seu parceiro de meio de campo, enquanto teve pernas, foi o único a jogar bola de verdade. E Eusébio, além de perder todas de cabeça na sua própria área, quando tinha a bola aos pés, despachava-a de qualquer jeito pra frente.

E, nem mesmo a entrada de Thiago Neves, aos 17 do segundo tempo, no lugar de Sóbis, foi suficiente para conferir ao Flu o mínimo de organização em campo.

Placar magro, exibição pobre, descontrole emocional… O Flu vai ter de melhorar muito para justificar tanta expectativa criada em torno da qualidade de seu elenco.

FALCÃO NO BAHIA

Falcão, o maior volante da história do futebol brasileiro (o amigo pode sentir o tamanho dessa escolha para quem cultuou a vida toda nessa posição o nome sagrado de José Carlos Bauer, o Monstro do Maracanã), acaba de assumir o lugar de Joel Santana no Bahia.

Antes de tudo, admiro a persistência desse amigo. Aos 58 anos, idade em que a imensa maioria das pessoas quer mesmo é se aposentar, rico, famoso, um ícone do futebol mundial, largou ofício confortável e posição invejável na Rede Globo para perseguir um sonho que mais se assemelha a pesadelo: o de vencer definitivamente também na carreira de técnico de futebol, talvez, a mais ingrata de todas as profissões, como ele próprio já sentiu na pele, ainda outro dia, ao ser demitido pelo seu Inter, mesmo sagrando-se campeão gaúcho.

Gaúcho por adoção, o que inclui a absorção de todos os valores do povo da fronteira, dentre eles, o gosto pelos desenhos táticos e estratégicos de um time de futebol, Falcão, na Itália, onde esses mesmos valores são reverenciados ao extremo, ganhou a coroa de Rei de Roma e o epíteto de o Médio Tático.

Como um craque com tal formação aliada à lucidez e a experiência vivida nos dois hemisférios do mundo, líder como jogador e de fácil poder de comunicação, não conseguiu decolar na carreira de treinador? Um desses tantos mistérios da vida.

Quando Falcão ainda comandava dentro do campo aquele Inter espetacular do bicampeonato brasileiro de 75/76, escrevi que ele, ao pendurar as chuteiras, viria a ser o maior técnico do futebol brasileiro desde Zezé Moreira.

A chance recomeça, depois da punhalada vermelha, agora, no Bahia, um dos grandes do Brasil, de imensa e festiva torcida, que está em terceiro lugar no Campeonato Baiano, cinco pontos atrás de seu homônimo de Feira e apenas um acima do eterno rival Vitória, dirigido justamente por Cerezo, seu parceiro na Copa do Mundo de 82 e na Roma.

Torço pela realização do sonho de Falcão, como amigo e por sabê-lo capaz de imprimir novos rumos ao futebol brasileiro, e para que o Bahia, com ele, inicie uma nova era de grandes conquistas.

Notas relacionadas:

  1. VALEU, MANO!
  2. VALEU PELA RAÇA
  3. EMPATES E EMPATES, VITÓRIAS E VITÓRIAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 9 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 23:11

NA VOLTA DE ADRIANO, A LIDERANÇA

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Na festa pela volta do Imperador aos campos de futebol, a Fiel acabou celebrando mesmo a reconquista da liderança do Brasileirão, em grande estilo.

Pois, logo de início, o Corinthians botou a bola no chão e imprimiu-lhe a velocidade certa para quebrar a boa organização do Atlético GO. E aos 7 minutos, Leandro Castán, de cabeça, em cobrança de corner pela direita por Alex, abriu o placar.

Antes, vale dizer, Danilo, também de cabeça, havia criado grande chance, e, depois, William iria se incumbir de marcar um golaço, de canhota, de fora da área, no ângulo oposto do goleiro.

E, pra evitar a água no chope da comemoração alvinegra, antes do final do primeiro tempo, Alex recebeu com açúcar de Danilo, e, de direita, emplacou o terceiro gol corintiano.

Com o placar definido e a liderança assegurada, o segundo tempo foi apenas uma longa espera por Adriano, o que aconteceu lá pelos dez minutos finais, quando o craque, se estivesse em forma, teria aproveitado aquela bola rolada por Ramirez na área.

Mas, isso já seria ir além da conta para a Fiel delirante.

O LÍDER CAI

E caiu feio o Vasco no Beira-Rio. Foi de 3 a 0, mas poderia ter sido uma goleada histórica, se o ótimo arqueiro Fernando Prass não pegasse um caminhão de bolas venenosas.

O domínio do Inter foi de cabo a rabo e em todos os setores. E as ausências de Dedé e Juninho Pernambucano não explicam tudo. Afinal, o Inter também estava desfalcado, simplesmente do goleador da temporada no Brasil – Leandro Damião.

Foi, isso sim, uma tarde inspirada do Colorado combinada com um dia absolutamente infeliz do Almirante, que tem time para continuar perseguindo o título.

FLAMEJANTE

O clássico do Engenhão acabou pegando fogo no fim, por conta das excessivas reclamações do técnico Abel, inconformado pela virada do Fla sobre o Flu, por 3 a 2.

Realmente, depois de ver e rever várias vezes o lance cheguei à conclusão de que não houve falta no lance que antecedeu o gol de empate de Bottinelli, o dono do jogo.

Mas, esse erro da arbitragem não diz tudo sobre o jogo, dominado a maior parte do tempo pelo Flu, mas resgatado pelo Fla depois das entradas de Bottinelli e Negueba. E definido no finalzinho pela pilha que Abel acabou metendo nos seus jogadores a partir da beira do campo.

De resto, foi um jogo emocionante, com alguns lances de categoria das duas partes, afora todo aquele bafafá em torno da cotovelada de Renato em He Man, cujo epílogo – a cusparada de Rafael em Renato – não poderia ter sido mais lamentável.

PEIXE EM BANHO-MARIA

O primeiro tempo do clássico na Vila foi uma tremenda perda de tempo, um longo bocejo produzido por um Santos burocrático e um Palmeiras sem nenhuma inspiração.

Aliás, se faltava inspiração ao Palmeiras, com a saída de Maikon Leite, perdeu a última gota de velocidade, capaz de explorar qualquer contragolpe verde.

No segundo tempo, o Santos tomou mais tento e passou a exigir mais do goleiro Deola, sobretudo, em bolas alçadas à área para Alan Kardec, que quase fatura por duas vezes.

Na terceira, Borges não desperdiçou e plantou no placar o resultado final: 1 a 0 para o Santos.

Pelas tantas ausências de parte a parte, até que se entende o baixo nível da partida. Mas, pela necessidade de vitória de ambos, de jeito nenhum.

Notas relacionadas:

  1. ADRIANO, GANSO E MARLOS
  2. ADRIANO, COMO DEVE SER
  3. DE VOLTA À CASA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 3 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 15:09

CARIOCAS, DE GOLEADA

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Nesse Rio-São Paulo paralelo ao Brasileirão, os cariocas vão ganhando dos paulistas de goleada: 13 a 7. Isto é, treze vitórias dos cariocas contra apenas sete dos paulistas, no confronto entre  os clubes dos dois estados.

Acrescente aí o amigo o fato de que o Rio levantou as duas últimas taças brasileiras Fla e Flu) e o Vasco vai liderando a deste ano, e teremos um quadro nítido da superioridade de um futebol que, anos antes, andava a reboque não só dos paulistas como também de gaúchos e mineiros.

Quem gosta de futebol e curte as coisas deste Brasil gentil só pode saudar a prodigiosa recuperação dos cariocas, que mandaram nos campos brasileiros durante as décadas de 30 e 40 e depois perderam essa hegemonia para São Paulo – mais tarde Minas e Rio Grande.

Os paulistas, que haviam reinado nas duas primeiras décadas do século passado, nos tempos de Fried, Neco, Heitor, Rubens Salles, Amílcar, Lagreca, Grané e cia. bela, só começaram a se recuperar nos anos 50, quando seus clubes ganharam de enfiada vários torneios Rio-São Paulo, assim como a Seleção Paulista sagrou-se cinco vezes em seguida campeã brasileira dos extintos Campeonatos Brasileiros de Seleções Estaduais.

A tal ponto que o recém-inaugurado Maracanã, hoje apenas uma lembrança, era chamado de o Recreio dos Bandeirantes. E veja que nesse período todo os clubes cariocas e suas respectivas seleções tinham  craques inexcedíveis e timaços de primeiríssima, como Zizinho, Danilo, Didi, Garrincha, Nilton Santos, e aqueles tantos Botafogos dos anos 60 e 70, além do Flamengo de Zico, já nos 80, para resumirmos o papo.

Em contrapartida, os paulistas respondiam com o Santos de Pelé, simplesmente o maior de todos os tempos no mundo, e as várias Academias do Palmeiras, com o São Paulo disparando nos anos 90 e início dos 2000.

Hoje, porém, pode-se dizer que, Maracanã abaixo, o apodo mudou de senha e lugar: o Morumbi passou a ser o Recreio dos Cariocas. Sim, porque, entre outras coisas, o São Paulo, por exemplo, ali perdeu todos os jogos disputados contra times cariocas. E ali pode estar enterrando suas esperanças de disputar o título pra valer.

Dos seis primeiros colocados na tabela do Brasileirão, neste momento, quatro são cariocas, contra apenas dois de São Paulo. Outra goleada, de capote, como se dizia antigamente.

Claro, trata-se de um registro momentâneo, mas é também indicador de uma tendência. A partir do instante em que os principais clubes cariocas começaram a investir nas suas infraestruturas – concentrações decentes, campos de treinamento, instalações modernas para fisioterapia, essas coisas todas -, o vento passou a soprar a favor.

Nada é por acaso, meu.

SALVO PELO GONGO

Meu querido Mano Menezes foi salvo pelo gongo: na última hora, Sandro se machucou no jogo pelo Tottenham, neste final de semana, e Ralf foi chamado para seu lugar.

Não que a Seleção Brasileira necessariamente ganhe mais força com este ou aquele. Ambos são bons volantes de contenção, com características e técnica similares.

A questão aqui é outra, digamos, mais política, pois Mano vinha sendo criticado por poupar apenas o Corinthians, dentre os candidatos ao título, na convocação para o amistoso de sexta-feira contra a Costa Rica.

Era como se Mano, ex-treinador do Timão, estivesse protegendo o Alvinegro por razões de afeto. Bobagem, mas, pelo sim, pelo não, aí está o Corinthians também desfalcado de um titular importante, a exemplo de Vasco, São Paulo, Flamengo etc.

Acabou a prosa.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, DE GOLEADA; INTER, LÍDER…
  2. ESSE RIO-SÃO PAULO PARALELO
  3. GOLEADA AZUL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 1 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 22:04

JOGO DE CAMPEÕES

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Foi um jogo lancinante entre o campeão brasileiro e o da América, que terminou sobre o fio da navalha naquele gol redentor de Márcio Rosário, já nos descontos.

E, se o primeiro tempo foi lá e cá, com gols de Neymar para o Santos e de Marquinho para o Flu, o segundo seguia mais manso, até as mudanças feitas pelos dois treinadores e a expulsão de Digão.

No Flu, a entrada de Deco instilou uma dose de talento extra no meio de campo tricolor, e a de Sóbis, mais contundência ao ataque – não por acaso, o gol de desempate veio do pé direito de Sóbis, uma bomba no ângulo, de fora da área.

No Peixe, Renteria e Ibson dinamizaram a armação e o setor de finalização da equipe. Também não foi por acaso que Renteria acertou aquele tiro rasteiro no canto de Cavallieri, estabelecendo o empate que parecia ser o placar final.

Mas, aí, já nos descontos, veio a bola alçada em escanteio por Sóbis que Rosário subiu no meio de seis defensores santistas e cabeceou sem pressão no cantinho de Rafael.

Assim, o Flu se aproxima da zona da Libertadores, enquanto o Peixe cai naquela região cinzenta onde não habitam nem o perigo, nem a ambição.

REINO DA INTRIGA

O jogo em si e seu resultado opaco – 1 a 1 – não provocou emoções extremas, nem para o bem, nem para o mal. O Verdão, na volta de Valdívia, enquanto o chileno teve fôlego, até que praticou um futebol de razoável pra bom, e conseguiu seu gol da maneira habitual – cobrança de falta de Assunção que o zagueiro desviou das mãos do goleiro.

E o lanterninha América fez o que pôde e colheu um resultado aceitável, enfim, no Canindé.

O que, porém, tomou conta da cena pós-jogo foi, mais uma vez, esse ti-ti-ti todo em torno da lei do silêncio imposta pelo Palmeiras a seus jogadores.

Sou de um tempo em que não havia essas frescuras, com o perdão da palavra. Imprensa, jogadores, cartolas, técnicos, trocavam ideias livremente, quando não confidências. Estas, obviamente passavam pelo crivo da consciência do repórter, que buscava mais acumular informações para entender a realidade e transmiti-la à opinião pública na sua versão mais verdadeira, do que em espalhar fofocas, até mesmo deformando declarações destes ou daqueles para obter repercussão cada vez maior.

Ah, sim, também havia os fofoqueiros de plantão, os comentaristas do escândalo, que emitem opiniões bombásticas só para colher a repercussão, e tal e cousa e lousa e maripousa. Isso, sempre houve e haverá.

Hoje, com a interatividade oferecida pelas tais redes sociais, então…

Nessas circunstâncias, pode até se explicar essa lei do silêncio imposto na Academia Verde, que vive sob o reinado da intriga há muito tempo.

Inaceitável, porém. Ainda mais por se tratar, na verdade, de uma pegadinha, uma cilada armada para capturar e exterminar aquele jogador que, por acaso, não reze na cartilha do técnico.

Isso, Felipão deixou bem claro na entrevista depois do jogo, ao enfatizar que nenhum jogador está proibido de falar à imprensa fora dos portões da Academia. Melifluamente, incitou até os repórteres a apelarem para esse expediente. E acrescentou: de fato, quer é saber quem vai dizer algo que fuja ao que está estabelecido por ele e pela diretoria.

Isto é: o que seria água vira lenha jogada na fogueira da intriga que arde na Academia.

Uma pobreza de espírito que rasteja abaixo até do padrão técnico da equipe.

A VOLTA DO FABULOSO

Luís Fabuloso está confirmadíssimo para o clássico com o Flamengo, num Morumbi lotado, e o Imperador Adriano, depois de cogitado para jogar meia horinha, ao menos, foi vetado para a partida contra o Vasco, que vale a liderança e muito mais, dependendo de seu desdobramento.
Seriam duas atrações extras da rodada de fogo do Brasileirão que começa a entrar em sua reta final. Dois centroavantes de Copa do Mundo que vêm de longa recuperação de graves lesões.

Pelo que se sabe, Luís Fabiano está um passo adiante de Adriano nessa corrida pela plena reabilitação. Já vem treinando com bola há umas duas semanas e andou marcando gols em coletivo e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mas, evidentemente, não estará nos trinques totais. Haverá de faltar-lhe ritmo de jogo, além de certa preocupação com possíveis lesões musculares decorrentes do longo tempo sem atividade regular, muito comum nesses casos.
Mas, o bicho é uma máquina de fazer gols, esteja ou não na plenitude de sua forma física e técnica.

Ademais, a sua simples presença em campo, por estilo e função, muda a face do Tricolor. Embora se movimente muito, Fabuloso é um centroavante genuíno, daqueles que estão sempre a postos para dar o golpe fatal na área, seja por baixo, seja pelo alto.

O técnico Adílson Batista esconde a nova formação do time que começará o jogo vital para as pretensões tricolores em relação ao título, mesmo porque poderá contar novamente com Dagoberto, o artilheiro da equipe até aqui. E, com Lucas, ainda mais animado pela bela participação na vitória do Brasil contra a Argentina, quando marcou um golaço.

Não creio, pois, que Adílson seja tão cauteloso a ponto de colocar no banco um desses dois, que, por certo, dariam suporte maior ainda a Luís Fabiano, lá na frente. Mesmo porque o Tricolor joga em casa, diante de uma torcida delirante, e precisando vencer para permanecer na cola dos líderes.

Denílson está disponível; Casemiro é essencial; Carlinhos Paraíba e Wellington dinamizam o meio de campo tricolor; Cícero é o que mais se assemelha a um meia-armador, carência crônica do São Paulo; e ainda temos aí Rivaldo, inflado pela torcida e pelos gols estratégicos marcados neste Brasileirão, que clama por jogar desde o início.

Some aí, amigo: seis para três vagas.

Êta dilema delicioso! Mas, igualmente, traiçoeiro, se o técnico errar na conta.

VALE LIDERANÇA

Quanto ao aproveitamento de Adriano em São Januário,  Tite preferiu adiar a estreia do Imperador, mesmo porque, se não terá o Xeique, vítima e réu daquela expulsão estúpida no último jogo, poderá contar com Liedson, liberado pelo tribunal do segundo jogo de suspensão. E isso conta muito.

Não sei, entretanto, se a simples presença do artilheiro bastará para inverter o favoritismo do Vasco, que ainda ontem pôde já contar com Felipe, Alecssandro e Eder Luís no seu treinamento. Três reforços de peso que se juntarão a Juninho Pernambucano, Diego Souza, em fase esplêndida, e cia. bela.

Não vai ser fácil a vida do time na Colina. Todavia, se conseguir vencer e recuperar a liderança.
Aí, então, com Adriano já mais readaptado ao time e à bola, a história do Brasileirão poderá muito bem ter outro desfecho.

Notas relacionadas:

  1. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  2. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
  3. JOGO FATAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 16 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 18:52

TEMPO DE CRISE E REDENÇÃO

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A crise e a redenção rondam a rodada do Brasileirão que começa nesta quarta-feira.

O Fluminense, por exemplo, recebe o Figueira no Engenhão, sob saraivada de vaias da torcida, expressas nos muros do clube em forma de grafites agressivos. E não é que Fred, um dos principais alvos da torcida, está fora, por sentir dores no corpo?

Essa história não vai acabar bem…

Já o Cruzeiro, que se redimiu na última rodada com aquela goleada estupenda sobre o Avaí, vai pegar o Furacão, de tão brava recuperação nas mãos de Renato Gaúcho, na Arena da Baixada, onde o rubro-negro não é sopa, não.

Sem Wallyson, machucado, e Thiago Ribeiro, em processo de transferência, para o Cagliari, o ataque da Raposa será entregue à dupla a Anselmo e Wellington Paulista, enquanto Keirrison, recém-contratado não tem sua situação regularizada na CBF.

Mas, Keirrison tem ido tão mal por seu périplo desde a saída do Palmeiras que nem sei se representa de fato uma esperança.

O Grêmio, por sua vez, cheio de esperanças pela vitória sobre o Fluminense, tenta confirmar a recuperação diante do Ceará, em Fortaleza e sua delirante torcida. É hora de Celso Roth provar que é o cara, pois o time é assim, assim.

Não é bem o caso de Muricy que não tem mais o que provar. Tem é que dar um jeito nesse Peixe que recebe na Vila o Coritiba de bola bem arredonda por Marcelo Oliveira. E o Santos tem time, sim, para dar a volta por cima. Mas, nem sei se a questão do Santos se resuma aos planos táticos do treinador ou à excelência do time. O buraco parece ser mais embaixo. Ou, não: é apenas uma fase ruim, que desaparece ao dobrar a próxima esquina. Vejamos.

Agora, subamos para a região onde não há nem crise, nem redenção. Ou seja: a turma do G-4 ou proximidades.

Quer dizer: crise e Corinthians são indissociáveis na rica história do clube. A atual, porém, convenhamos, é quase irrelevante. Trata-se apenas de reajustar o time, que, depois de extraordinária arrancada, passou a perder gordura e se encontra no limiar de perder a liderança.

O Timão vai a Ipatinga enfrentar um Galo de crista baixa, mas sob nova direção – o competente Cuca, que já tirou muita gente boa desse sufoco no passado. E vai sem um lateral-esquerdo de ofício, mas com Liedson, muito provavelmente, em melhor forma do que na volta contra o Ceará.

Quanto ao Vasco, pega o Avaí, em Floripa. Fácil? Provável. Mas, atenção que o Vasco não terá Felipe, figura de proa na barca enfunada do Almirante.

Já o Bota, sem Loco Abreu, vai ao Beira-Rio, onde o Inter começa a se remontar sob o comando de Dorival Jr., treinador sensato e de métodos simples.

Talvez seja exatamente do que careça o Inter, de voos tão altos e recente trajetória mais terrena.

A FALA DE RIVALDO

De hábito, Rivaldo é um tipo que prefere o silêncio ou respostas breves, quando questionado. Pois, nesta terça, abriu o bico na longa entrevista de imprensa.

E, levantou uma questão que, num dia sem notícias ou fofocas mais estridentes, levou a turma a refletir sobre o assunto. E o que disse nosso Rivaldo que tem seu nicho intacto na galeria dos melhores do mundo eleitos pela Fifa?

Disse que acha mais que legal, necessária, a saída imediata dos nossos jovens astros para a Europa. Não só para acelerar a maturidade de um Neymar, um Ganso, um Lucas, mas, sobretudo, para que, quando a Copa chegar, a turma lá de fora venha a ser mais prudente diante desses craques já conhecidos e badalados no plano internacional.

Diria que é uma faca de dois legumes, lembrando o saudoso Vicente Matheus. Pode ser assim: Neymar, por exemplo, vai para o Real ou Barça. Chega e logo vai mostrando sua bola vertiginosa, metendo medo no mundo todo.

Kaká foi assim no Milan, lembram?

Mas, vai que Neymar chegue no Real ou no Barça de tantas estrelas, estranhe o novo ambiente, a língua, os costumes, a comida, o estilo do futebol lá praticado, essas coisas todas, e não consegue reproduzir seu futebol de início.

Vai para o banco, sente-se desprezado, é tomado pelo banzo ou se irrita além da conta, e, pronto!, o ano acabou, a Copa se aproximou, e essa experiência não poderia ter sido mais deletéria para a alma do craque, refletindo-se, claro, no seu futebol.

Com Robinho foi mais ou menos isso, não foi?

O que quero dizer é que não existe uma receita pronta para esses casos. Cada um é cada um e cada experiência é própria. O cara pode ficar aqui, agasalhado pelos companheiros, pela família próxima, e crescer a ponto de chegar na Copa e brilhar.

Vale ouvir Rivaldo e pensar a respeito. Mas, sempre levando em conta que suas palavras são abalizadas, mas não uma sentença irrefutável.

NOSSOS MENINOS

E chegou a hora de pegar o touro mexicano a unha.

O México ainda não tem a devida marca de grandeza no plano internacional. Mas, tem time, sim, senhor. Ainda outro dia, o México saiu campeão de um desses Mundiais das categorias de base.

Mas, boto fé nos nossos meninos, que já mostraram cabeça e bola para seguir avante nesse Mundial Sub-20.

BARÇA E REAL

No empate por 2 a 2, no campo do Real, o Barça deu o tom dessa Supercopa da Espanha.

Não só por chegar a virar o placar para 2 a 1, mas, sobretudo, porque impôs, mais uma vez, seu toque-toque sobre o rival eterno.

Contudo, atenção: enquanto o Barça nesta fase preparatória da temporada, andou rateando mais do que o Real, que é outro – mais ofensivo e confiante – daquele da temporada passada.

A coisa está mais equilibrada, agora, acredito.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. BOTA E CRUZEIRO EMBOLANDO
  3. TEMPO DE BOAS ESCOLHAS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 5 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 00:55

TRICOLOR SEGURA AS PONTAS

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E o São Paulo se manteve na terceira colocação do Brasileirão, ao vencer o Bahia por 3 a 0, no Morumbi.

Mas, atenção, não se iluda o amigo tricolino com o placar, pois, dois gols foram gêmeas lambanças da defesa baiana, aproveitadas com categoria por Dagoberto e Lucas, e o outro foi de pênalti, convertido por Rogério, que agora não resta a menor dúvida – acabou de marcar o centésimo nas contas da Fifa.

O São Paulo mereceu? Mereceu. Teve a bola a seus pés o tempo todo e fez os gols necessários para evitar maiores sobressaltos. Mas, embora dominasse a bola e os espaços, não agrediu o suficiente para construir um placar largo desses.

FLU E FRED

O Fluminense venceu o Inter por 2 a 0 no Engenhão, e o tititi todo era sobre a ausência de Fred, que abandonou a concentração, pouco antes, por sentir-se abalado com a perseguição de alguns arapongas de araque das noites cariocas.

Sempre que isso ocorre, aqui ou ali, fico me perguntando se esses idiotas não têm nada melhor pra fazer na noite a não ser bisbilhotar jogador de futebol. Pô! Com tantas atrações e prazeres à disposição, os caras ficam ali espionando as idas e vindas dos craques, como comadres de cortiço vigando a vizinha pela fresta da janela.

Vamos ao jogo que é o mais interessante. E, no jogo, se o Flu não tinha Fred, tinha Souza, que, desde quando foi fixado na equipe titular, deu ao meio-campo aquele toque de habilidade e eficiência de que tanto carecia o Tricolor, sobretudo depois da saída de Conca.

E Souza abriu a contagem, de cabeça, para Rafael He Man completar o placar de pênalti.

Por falar em pênalti, D’Alessandro perdeu o seu e o juiz furtou do Flu outros dois.

Mas, isso é do jogo.

QUEDA ANUNCIADA

Não deu um mês e Julinho Camargo já não é mais técnico do Grêmio. Era o que se esperava desde a mudança da diretoria de futebol do clube. Entre outras coisas, porque Julinho, embora possa ser um profissional competente, não tem currículo nem carisma para segurar essa barra pesada.

E, novamente, Celso Roth assume o leme do Tricolor gaúcho.

Também não tem carisma, mas tem vasto currículo, e, com certeza, possui bala para tirar o Grêmio dessa incômoda posição de coadjuvante no campeonato.

NOSSOS MENINOS

O Brasil Sub-20 classificou-se em primeiro lugar de seu grupo na Copa do Mundo da categoria, ao golear o frágil Panamá por 4 a 0, em Barranquilla, na Colômbia.

Poderia ter sido o dobro, se a garotada se empenhasse mais na busca de gols, pois o domínio brasileiro foi pleno e a diferença técnica individual, abissal.

P. Coutinho fez dois, Henrique e Dudu, os outros dois. Todos de bela feitura, fruto de jogadas coletivas sincronizadas e individuais estilísticas.

A Seleçãozinha, depois de uma estreia vacilante diante do Egito, vai pegando no breu, e a esperança do penta também nessa categoria não é vã.

Notas relacionadas:

  1. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
  2. A RAPOSA E O OSSO DURO TRICOLOR
  3. NOITE TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 1 de julho de 2011 Campeonato Brasileiro | 00:53

INTER E PALMEIRAS EM ALTA

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O grande placar da noite desta quinta no Brasileirão, sem dúvida, foi a goleada do Inter sobre o Galo, em Sete Lagoas, por 4 a 0, com gols dos quatro jogadores de frente – Leandro Damião, Zé Roberto, D’Alessandro e Oscar.

Assim, o Inter soma oito gols nos dois últimos jogos, graças, sobretudo, à presença de dois meias de escol – D’Alessandro e o menino Oscar -, uma dupla capaz de fazer a bola rolar com ciência à frente como poucas. Oscar, então, esmerilhou nessa goleada sobre o Galo.

O resultado, porém, mais importante, em termos de classificação, foi a vitória do Palmeiras sobre o Atlético GO, no Canindé, que recolocou o Verdão na terceira posição da tabela, abaixo apenas de São Paulo e Corinthians.

Com um detalhe: desta vez, o Palmeiras não foi aquele time encruado, que achou o resultado num contragolpe ou numa bola parada, embora o segundo gol o fosse, mais uma vez, com Assunção. Desta vez, o Palmeiras, mesm o sem Kleber (vai ou não vai para a Gávea?), mas, com Luan de volta e Maikon Leite estreando com um gol, fez a bola circular e ganhou categoricamente.

Já no Engenhão o Fluminense meteu 3 a 1 no lanterna Atlético PR, mas a turma tricolor saiu do estádio jururu. Afinal, pelo que se sabe, pode ter sido a última apresentação de Conca com a gloriosa camisa do Fluminense. Um negócio da China, dizem, que servirá para o Tricolor carioca concluir seu Centro de Treinamento, finalmente.

Se assim for, é bom Deco se recuperar rápida e definitivamente.

Enquanto isso, o Coritiba aproveitou para levantar a crista diante do Ceará, voltando a jogar bem: 3 a 1. Menos mal.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  2. PALMEIRAS, INTER E SÃO PAULO
  3. PALMEIRAS, HERÓICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 19 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 20:56

RECORDE E DECEPÇÕES

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O placar mais estridente desta rodada do Brasileirão foi a goleada do Palmeiras sobre o Avaí, por 5 a 0, no Canindé, o que não seria nenhum espanto pela péssima campanha do lanterna Avaí até aqui. Mas, sim, pelo fato de que o Palmeiras não é dado a esses exageros, nesta quadra modesta de sua gloriosa história.

Ainda mais porque o Verdão não só goleou como passeou diante do Avaí, deu as cartas e jogou de mão, podendo até ter ampliado o bizarro placar.

Mas, a vitória mais significativa foi a do líder São Paulo em Fortaleza: 2 a 0 no Ceará, com direito a gol de placa de Lucas. Com esse resultado, o São Paulo atingiu o recorde de cinco vitórias consecutivas desde o início do Brasileirão, na era dos pontos corridos, com nove gols marcados e apenas um tomado. Pudera! Com esse goleiro. Sim, porque Rogério Ceni pegou um pênalti e ainda fez mais três ou quatro defesas decisivas.

Já Cruzeiro e Fluminense foram as grandes decepções no sábado.

O empate por 1 a 1 com o América mineiro, o que custou à Raposa cair lá para a rabeira da tabela, cumprindo o pior início de Brasileirão de sua história, também derrubou o técnico Cuca, substituído por Joel Santana, famoso por descascar abacaxis como esse.

Assim como não poderia ter sido mais decepcionante o empate por 0 a 0 no clássico carioca, entre Flamengo e Botafogo. A tal ponto que a maior estrela do espetáculo, Ronaldinho Gaúcho, depois de opaca atuação, saiu de campo substituído e vaiado pela torcida que dele tanto espera desde sua chegada à Gávea.

Já o Vasco foi ao Olímpico pela primeira vez com seu time titular e arrancou um empate por 1 a 1 com o Grêmio. Mas, quem resolveu a parada vascaína foi o reserva de luxo Bernardo que cruzou lá direita e o destino desviou a bola para as redes de Victor. Quanto ao Grêmio, bem, as vaias da torcida ao cabo do empate de Roberson dizem tudo.

Outro que decepcionou foi o Galo, que, em casa, teve de suar para chegar ao empate com o seu xará de Goiás por 2 a 2, perdendo a chance de entrar no chamado G-4, dando chance ao Figueirense, que lá chegou ao bater o Furacão por 2 a 0, resultado que, somado aos demais do Atlético, coloca Adílson Baptista em maus lençóis. .

Os mesmos que envolvem o meu querido Falcão, cujo Inter foi a Curitiba, e mais uma vez não conseguiu vencer. Aliás, o empate por 1 a 1 puniu mais o Coritiba, que foi melhor do que o Inter a maior parte do jogo.

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sexta-feira, 17 de junho de 2011 Campeonato Brasileiro | 17:23

CLÁSSICOS E A RODADA

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Nesta rodada do Brasileirão, teremos um clássico nacional – Grêmio e Vasco, no Olímpico – e dois estaduais: Flamengo x Botafogo e América mineiro x Cruzeiro. Sim, porque, depois da reascensão do América, que já teve no passado a maior torcida de Minas, esse confronto com o Cruzeiro pode ser considerado novamente um clássico local.

E ele se trava numa situação curiosa, pois o Cruzeiro, tido e havido, não sem razão, um dos principais candidatos ao título, está abaixo do América, na tabela, algo impensável antes de a bola rolar no Brasileirão.

Portanto, não pode o Cruzeiro, que só acumulou tropeços neste início de campeonato, pensar algo além da vitória. Mas, como, se segue desfalcado de alguns jogadores-chave, como Thiago Ribeiro e Roger?

Sei lá. Só sei que com Montillo, Wallyson, Henrique, Marquinhos Paraná, Fabrício, Gilberto etc. a Raposa tem bola para se recuperar. É só ajustar a sintonia fina, e exorcizar o demônio do Once Caldas que ainda ronda a Toca famosa.

JÁ NO OLÍMPICO...

O Grêmio, ainda instável, recebe o Vasco de vela enfunada com a conquista da Copa do Brasil e, agora, com seu time titular em campos do Brasileirão, finalmente.

E, se o amigo fizer um cotejo de jogador por jogador, verá que o Vasco entra no Olímpico com a virtual vantagem técnica.

Mas, o Grêmio é sabidamente Imortal, e, no Olímpico, quase imbatível. É de se ver.

E NO ENGENHÃO?

No Engenhão, esse Flamengo de tantas estrelas e montado há algum tempo, pega o Botafogo em formação, sob o comando de Caio Jr. Sucede que, apesar do título carioca, e de estar armado há muito mais tempo, o Flamengo não consegue escapar do lugar-comum, sem ser, no entanto, uma frustração completa. Está sempre naquela ponta do trampolim, prestes a dar o grande salto, mas dali não sai.

O Botafogo, de seu lado, apesar do desencontro entre torcida e time, vai se ajeitando sob os pés de Maicossuel, finalmente, voltando a jogar, e de Elkeson, sua mais justa contratação nos últimos tempos.

Um clássico de arrepiar, pelo visto.

O FLU DE ABEL

O Fluminense que receberá neste sábado, no Engenhão, o Bahia, pela escalação prevista já começa a tomar os traços de Abel Braga, que estreou outro dia com derrota para o Corinthians.

A começar pela presença de Souza em seu meio-campo, craque que não consigo entender como não foi devidamente aproveitado nem no Grêmio, nem mesmo no Flu, até agora.

Por sua versatilidade (joga de lateral-direito, segundo volante, meia e até de atacante), habilidade, dinamismo e precisão nas bolas paradas, deveria ser o encanto de qualquer treinador. Pois, não é. Está sempre obrigado a matar um leão por dia.

Mas, a grande novidade será a estreia do atacante Ciro, ao lado de Fred, lá na frente. Revelado pelo Sport, eis um atacante do tipo que me fascina – artilheiro, mas que sabe jogar com a bola nos pés. Se Fred estiver nos trinques, desconfio estar nascendo nas Laranjeiras uma dupla ofensiva de fazer figura.

Quanto ao Bahia de Renê Simões, todas as fichas são apostadas em Jobson, aquele! O que sabe jogar muito com a bola e se embaraça no trato com a vida.

NO CEARÁ, NÃO!

O São Paulo desembarca em Fortaleza para defender sua liderança cem por cento. Mas, no Ceará não tem disso, não, como reza o forró antológico.

Lá, diante de sua torcida empolgada, o Ceará cresce e não vê pela frente um líder, mas, sim, um time como outro qualquer.

Sucede que a diferença de pontos entre os dois é grande. E, se o Ceará tem lá seu Iarley, seu Thiago Humberto, o São Paulo responde com sua garotada afiada, sob o comando de Rogério Ceni e Dagoberto, os mais experientes – goleiro e goleador.

O diabo é que, com o São Paulo, é uma no cravo, outra na ferradura. Vem ganhando todas, mas só contra o Grêmio conseguiu acertar uma partida de nível, sem ter sido espetacular, nada disso.

E é com a mesma formação que irá a Fortaleza. Vejamos onde a marreta acerta – no cravo ou na ferradura.

DESFOLHANDO O VERDE

O Palmeiras de hoje está  lembrando aquele Corinthians dos tempos das vacas magras, dos vinte e poucos anos de fila, dos 50 aos 70: quando vai mal, não sai da crise; quando vai bem, arruma um pé para entrar em crise.

Até agora, o Palmeiras vinha bem no Brasileirão, mais do que se esperava pelas limitações de seu elenco. Pelo menos, em termos de resultado. Eis, contudo, que, de repente, começam as encrencas: a diretoria tromba com a parceira DIS; Felipão, com Tinga, Wellington Paulista e o garoto Vinícius; a torcida pega no pé de Luan, justamente um dos mais regulares da equipe, além de decisivo em várias partidas recentes, e assim vai.

Bem, apesar disso tudo, ouso dizer que o Verdão tem bala para derrubar o Avaí, no Canindé, domingo. Com dificuldades, suponho, mas isso é de lei.

HORA DO COXA E DO INTER

Já está na hora de o Coritiba mostrar aquela bola redonda e insinuante do início da temporada. Todavia, é mais do que hora de o Inter de Falcão sair da situação deprimente em que se encontra no Brasileirão.

Surpreende-me mais, confesso, a péssima campanha do Inter do que a do Coritiba.

Não só porque o Colorado tem um elenco mais qualificado, como por apostar na inteligência de Falcão, embora esses confrontos com parte da imprensa gaúcha (ou, especificamente, um comentarista de lá) não contribuam em nada para desanuviar o clima denso no Beira-Rio.

O fato é que, expresso claramente nos números da campanha colorada, o Inter não vai bem. Falcão despreza a ditadura dos números – e, nesse sentido, estou com ele. Muitas vezes, o resultado de uma partida não reflete o comportamento do time. Ora, joga mal e ganha; ora, joga bem e perde. Esse, aliás, é o sal do futebol.

É fato, também,, que não tenho visto o Inter jogar bem. Pelo menos, não no nível em que seu elenco possibilitaria.

O certo é que esta é a hora de o Coritiba provar que está em campo para ser protagonista e o Inter de se impor de uma vez como um dos sérios postulantes ao título.

ATLÉTICOS NA ÁREA

O Galo, sob o comando ajuizado de Dorival Jr., mais mineiro que paulista naquele seu jeitão conciliatório, em que a esperteza se dissimula em recato, recebe em Sete Lagoas, o seu xará goiano.

Sem ter um time de cintilantes estrelas, o Atlético Mineiro vem cumprindo excelente campanha, guardando a quarta posição do Brasileirão. Não é pouco, apesar de o campeonato estar no início, apenas.
Mas, o seu xará cumpre percurso inesperado neste Brasileirão: vem de uma goleada estupenda sobre o Ceará, e se segura ali na oitava posição, sob a regência do sempre ligado PC Gusmão.

Por jogar em casa e ter um elenco mais qualificado, o Galo é favorito.

FIGUEIRA E FURACÃO

O Figueirense vai bem, obrigado. Ocupa a sexta colocação, joga em casa e pega um Furacão que sopra uma brisa amena lá nos finais da tabela.

Nenhum dos dois é, pra valer, um candidato à faixa de campeão, a não ser que ocorra daqui pra frente uma grande reviravolta no Brasileirão, o que é sempre possível, mas improvável.

Diante desse cenário, e dependendo dos demais resultados, é bem possível o Figueira, por exemplo, ascender ao G-4, por que não?

CHEIRO DE ITAQUERÃO

Começa a cheirar muito mal o Itaquerão que ainda nem saiu do papel e já está eleito como o estádio para a abertura da Copa do Mundo, em 2014. E não são os eventuais gases  exalados pelas tubulações subterrâneas do terreno destinado ao seu soerguimento.

Falo desse projeto que corre na Câmara Municipal de São Paulo, isentando o estádio, seus construtores e o Corinthians, de impostos no valor de mais de quatrocentos milhões de reais.

Meu amigo paulistano, é o seu, o meu, o de todos nós que será destinado a uma aventura que deveria se restringir à iniciativa privada – o Corinthians e a empreiteira. A mais ninguém, a não ser possíveis patrocinadores particulares.

Sou capaz de apostar que essa quantia é o equivalente ao custo real da empreitada. O resto – mais de o dobro -, será repartido equanimente entre os demais interessados, não tenha dúvida.

É por esses absurdos, mais ou menos recorrentes há séculos, que não temos escolas suficientes, hospitais, postos de saúde, asfalto decente, moradias adequadas e tudo o mais.

Nada contra a construção do Itaquerão, que ele venha a ser a sede da abertura da Copa e sirva ao Corinthians pelo resto da vida, além de melhorar a vida dos moradores da região.. Mas, sim, que isso seja feito com o dinheiro privado, não com o dinheiro público, como, aliás, foi prometido desde o início das gestões.

Charge do iG Esporte

Charge do iG Esporte

Notas relacionadas:

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domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

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Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

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  1. Primeira
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  3. 2
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