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Posts com a Tag Flamengo

sábado, 19 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 13:45

DOIS CLÁSSICOS: SÓ UM VALE

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Dois clássicos deste domingo se diferenciam no valor dos pontos disputados.

Afinal, Flamengo e Botafogo jogam pela vaga na final da Taça Guanabara, o primeiro turno do Cariocão.

Já Corinthians e Santos jogam pela tradição e o desejo de afirmação, pois essa estúpida fórmula do Paulistão classifica todo mundo e mais alguns para as fases decisivas.

O Santos, com Neymar, briga para recuperar a liderança e para conferir um pouco de paz ao técnico Adílson Batista, perseguido sistematicamente por boa parte da torcida peixeira, acusado, ora, por ser extremamente ofensivo; ora, por ser excessivamente defensivo. Durma-se com um barulho desses.

Pela escalação que rola na internet, o Santos de Adílson, neste domingo, deverá ser, teoricamente, mais defensivo do que ofensivo, pois lá estão listados entre os titulares, três volantes – Adriano, Possebon e Arouca.

Já o Corinthians, que começa a se despedir de Jucilei, terá Paulinho em seu lugar. Mas, daí pra frente, um quarteto mais leve e agressivo: Morais, Ramirez, Jorge Henrique ou Dentinho e Liedson, que, em três jogos pelo Timão já marcou quatro gols.

Quanto ao clássico carioca, o Flamengo vem estrelado, com Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e cia. bela. E, com uma formação, que não despertou suspiros na estreia na Copa do Brasil, a não ser depois das entradas de Egídio, na lateral-esquerda, e Negueba na frente.

Por seu lado, o Botafogo do ladino Papai Joel aposta tudo na força de sua defesa reforçada e no instinto assassino da dupla de gringos – Herrera e Loco Abreu. E dá-lhe bola alta na área rubro-negra!

Bem, chegou a hora de Ronaldinho Gaúcho tirar algo mais de sua cartola mágica, pois, agora é decisão.

Notas relacionadas:

  1. PRA FRENTE, BRASIL!
  2. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Campeonato Brasileiro, Libertadores | 07:32

GOLEADA AZUL

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O que parecia ser uma dureza, virou moleza. E, por mais irônico que seja, o Cruzeiro deve essa exibição impecável e a maior goleada de um time brasileiro sobre um argentino em Libertadores ao seu eterno rival – o Galo.

Sim, porque depois da derrota para o Atlético, pelo estadual mineiro, sábado, o técnico Cuca perdeu o sono e a paciência. Resultado: mexeu em meio time para a estreia e mexeu bem.

Por exemplo, a entrada de Roger, que parecia carta fora do baralho azul, até outro dia. Pois, Roger, ao lado do argentino Montillo, deu fluência e habilidade ao meio-campo, reforçado pela volta de Marquinhos Paraná, o que facilitou a vida de Wallyson, outro que entrou de última hora no time, no lugar de Thiago Ribeiro.

E assim, a Raposa, que estava com o Estudiantes entalado no gogó, despejou sobre o time de Verón essa goleada de 5 a 0, decorada por uma exibição simplesmente espetacular.

Ah, Inter…

Já o Inter voltou de Guaiaquil com um travo amargo na boca.

Afinal, vencia o Emelec por 1 a 0, gol do estreante argentino Bolatti, quando aos 49 minutos do segundo tempo, tomou o empate.

E olhe que o Inter poderia ter disparado até uma goleada, caso Leandro Damião aproveitasse as três ótimas chances desperdiçadas.

Tricolor e Mengo

Em Campinas Grande, um show do menino Lucas, na vitória do São Paulo por 3 a 0 sobre o Treze. O mesmo placar obtido pelo Flamengo diante do Murici, nas Alagoas, no jogo em que Ronaldinho Gaúcho marcou seu primeiro gol com a camisa do Mengão.

E um gol inusitado para o malabarista Ronaldinho: de cabeça, como autêntico centroavante, função que ele passou a exercer no segundo tempo, quando o Flamengo se arrumou em campo, depois de uma etapa inicial vacilante.

É que Luxemburgo desfez o malfeito, trocando Wellinton, um dos três zagueiros iniciais, pelo lateral-esquerdo Egídio, o que reequilibrou o time. Além disso, a entrada de Negueba agitou o ataque rubro-negro e, a partir daí, a coisa fluiu.

Já Carpegiani, em Campina Grande, não abriu mão dos três zagueiros, nem mesmo quando teve de substituir Miranda. E exaltou, ao cabo, o nível de segurança defensiva demonstrado pelo time diante do Treze.

Pura verdade, se abstrairmos a fragilidade do ataque adversário.

Mas, de qualquer forma, o São Paulo fez uma bela exibição. Muito por conta do dinamismo imposto por Carlinhos Paraíba, que marcava, armava e se aproximava do ataque, sem parar. Mais ainda pelas investidas de Fernandinho pela esquerda e a movimentação agressiva de Dagoberto, autores dos três gols tricolores.

Sobretudo, porém, pela atuação deslumbrante do menino Lucas, que chegou à Paraíba ainda embalado pela conquista do Sul-Americano Sub-20, botou a bola no chão, deu arrancadas sensacionais, driblou, passou, chutou, fez o diabo.

Vai longe esse garoto.

Notas relacionadas:

  1. CÉU AZUL
  2. NOITE TRICOLOR… E AZUL
  3. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Libertadores | 01:22

O VEXAME E A LÓGICA

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Foi um vexame, mas não uma surpresa. Afinal, essa saída precoce do Corinthians da Libertadores, ainda na fase de classificação do torneio, já se insinuava desde o início da temporada, acentuando seus traços no melancólico empate com o Tolima no Pacaembu por zero a zero.

Não se tratava apenas da formação do time, do estado atlético dos jogadores, da escolha do esquema e das táticas adotadas pelo treinador, não. Tudo isso, combinado, contribuiu decisivamente para o desfecho vergonhoso.

Mas, sei lá: havia algo mais, algo relacionado com a alma da equipe. Não, não estou falando dessa famigerada falta de garra à qual o torcedor comum se apega a qualquer desdita de seu time. É quase, mas não é exatamente isso. Uma certa abulia, talvez. Alguma coisa que flutua entre o medo e a incapacidade de vencê-lo, que paralisa, inibe, e faz a centelha do vencedor apagar-se sem que se perceba.

Some-se ainda a quebra de expectativa de suas duas maiores estrelas internacionais, aquelas que poderiam dar o toque extra de classe e malandragem à equipe. Pois, Roberto Carlos sucumbiu às dores na coxa e nem entrou em campo, e Ronaldo entrou, mas foi como se não o tivesse feito.

Em contrapartida, o Grêmio simplesmente cumpriu o seu destino traçado nas estrelas desde o empate inicial por 2 a 2 com o Liverpool, no estádio Centenário.

Aqui, no Olímpico, não perderia a vaga na Libertadores nem por decreto de Zeus e seus raios fatais. E, não deu outra: 3 a 1, depois de um leve susto inicial.

E assim, enquanto o Timão fica à beira da estrada lambendo suas feridas, o Tricolor segue impávido Libertadores adentro.

A festa de Ronaldinho

Omo foi a estreia de Ronaldinho Gaúcho, na vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o nova Iguaçu, num Engenhão lotado e em delírio?

Para o Ronaldinho que mora no nosso imaginário, diria que foi uma atuação discreta, com esta ou aquela cintilação de praxe.

Agora, convido o amigo a mudar a perspectiva. Veja esse camisa 10 do Flamengo como um anônimo que algum olheiro do clube garimpou num campo qualquer dos pampas, e, por qualquer motivo, está estreando nesse jogo com o Nova Iguaçu.

Estaríamos nós aqui louvando o novo astro que se insinua naqueles poucos momentos em que Ronaldinho esteve em contato com a bola, imaginando tudo que esse novato poderá ainda nos oferecer.

Prefiro essa visão a qualquer outra.

Palestra!

E não é que o Palmeiras, tido como carta fora do baralho no início do ano, sem reforços de nomeada, em plena crise, ganhou cinco jogos em seguida, e já desbancou o Santos da liderança do Paulistâo?

E, novamente, diante do Mirassol, o menino Patrik entrou para resolver o impasse, o zero a zero que caminhava para se fixar definitivamente no placar.

Pouco antes, o Santos, ainda sem uma batelada de titulares, ausências reforçadas por mais alguns que o técnico decidiu poupar, empatara por 2 a 2 com a Ponte, em Campinas, outra vez com gols de Elano e Maikon Leite, so artilheiros do campeonato, com seis gols cada.

Só que, desta vez, o Peixe jogou pouco, quase nada. Entre outras coisas, porque em nome de reforçar  seu sistema defensivo, Adílson resolveu apelar para o sistema com três zagueiros. Resultado: nem reforçou a defesa, pois tomou dois gols, nem fez a bola rolar com ciência do meio de campo pra frente, pela ausência de um armador que cedera seu lugar ao zagueiro.

No segundo tempo, o técnico desfez o malfeito e o time conseguiu reagir até chegar ao empate.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. E DEU A LÓGICA
  3. GRÊMIO, SIM; TIMÃO, NÃO.
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011 Clubes brasileiros | 14:19

RONALDO, RONALDINHO E RIVALDO

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Ronaldinho, Rivaldo e Ronaldo foram os heróis da conquista de 2002.

Ronaldo

Ronaldo já voltou ao Brasil há dois anos. E, pelo Corinthians, teve atuações decisivas nos títulos do Paulistão e da Copa do Brasil, antes de declinar sob o peso de literal de seu talhe físico passando a ser apenas uma expectativa intermitente – fica mais fora do que dentro do campo. E, agora, passa a ser a grande esperança corintiana para o jogo do meio de semana contra o Tolima, lá, última fresta em direção à verdadeira Libertadores.

Ronaldinho

Ronaldinho desembarcou na Gávea outro dia, a bordo de um badalado projeto de marketing, mais ou menos calcado na contratação de Ronaldo pelo Corinthians. Sem maiores problemas físicos, a queda do craque na Europa se deveu mais ao espírito do que ao corpo. Espírito que se renova agora, às vésperas de sua estreia contra o Nova Iguaçu, pelo Campeonato Carioca, onde o Fla navega de vento em popa.

Sua relação com a bola é algo que beira o encantamento. Mas, seu relacionamento com o coletivo de uma equipe tem sido problemático. O mais deslumbrante momento de sua carreira foi quando atuou ali pela ponta-esquerda do Barcelona, época em que levantou dois canecos de melhor jogador do mundo.

O desafio para o técnico Luxemburgo, que o lançou na Seleção Brasileira há uma década, é achar o lugar certo para Ronaldinho exibir toda a sua arte sem interferir negativamente na dinâmica do conjunto.

Sobretudo, porque o Flamengo ainda tem dois meias de escol para formar ao lado de Ronaldinho: Thiago Neves e o gringo Bottinelli. Contra o Nova Iguaçu, Bottinelli estará no banco, ainda. E Ronaldinho, pois deverá simplesmente ocupar uma das meias, deixando Thiago Neves com a outra.

Mas, ambos não são lá de correr atrás dos adversários quando seu time perde a bola. Além do mais, mesmo que quisessem, nesta quadra da temporada, nenhum deles está, atleticamente, nos trinques. Logo, imagino que Luxa armará sua equipe com três volantes, Ronaldinho na criação e Thiago Neves mais á frente, ao lado de Deivid.

Rivaldo

Quanto a Rivaldo, que despencou de súbito no Morumbi, sem planejamento algum, estreia pelo São Paulo contra o Linense, na quinta, no Morumbi.

Sem ter a menor noção de como está, física e tecnicamente, o craque, a exemplo de seus ilustres parceiros lá de cima também já eleito por duas vezes o melhor do mundo, é impossível localizá-lo no time atual do Tricolor.

Carpegiani, na verdade, diz que o deixará solto a partir da intermediária adversária, deixando praticamente para o jogador escolher o seu melhor lugar na equipe.

Nesse caso, me parece a melhor alternativa.

E que tudo dê certo para esses três ícones da história do nosso futebol, que tanto carece de um toque de classe extra.

Notas relacionadas:

  1. RONALDINHO NA ENCRUZILHADA
  2. RONALDINHO E A FESTA
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 30 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 23:27

PEIXE, VERDÃO, FLA E GRÊMIO

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No domingo dos clássicos estaduais, Santos, Palmeiras, Flamengo e Grêmio saíram premiados de campo.

O Santos porque, mesmo desfalcado de uma batelada de titulares – dentre ele, ninguém menos do que Neymar e Ganso -, venceu o São Paulo por 2 a 0, em jogo que se esperava vertiginoso, cá e lá. Não foi. Foi, contudo, um clássico digno desse nome, bem jogado, em que o Tricolor, mesmo perdendo, saiu de campo com a fronte erguida, pois criou mais chances do que o campeão, que foi, porém, mais positivo.

O Palmeiras porque, apesar de todas as desditas recentes e limitação de elenco, passou pela Lusa, também por 2 a 0, placar cavado já no finalzinho de um jogo renhido mas sem brilho.

Já o Flamengo, que bateu um Vasco destroçado, deu as primeiras cintilações que virão por aí: aquela penetração de Thiago Neves pela direita, que culminou nas redes, por fora, e o golaço que uma das novas estrelas da cia. executou – bola no peito, chapéu no goleiro e rede!

Por fim, o Grêmio, que de virada bateu seu o Inter no mais insólito dos clássicos da gloriosa história de tão antiga e ferrenha rivalidade: o Inter jogou com seu time B – só garotada – e o Grêmio, com uma equipe reserva. Talvez, esse tenha sido o fator da virada, quando prevaleceu a maior experiência dos tricolores.

Mas, cá entre nós, desconfio que, no fundo, prevaleceu o fator campo: afinal, o Grêmio é mais uruguaio do que o Inter; tanto, que já chegou a usar a Celeste como seu uniforme várias vezes. E o jogo, todos sabem, foi em Rivera, do outro lado da fronteira.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO, PRIVACIDADE, GRÊMIO, PATO…
  2. PEIXE, DIABOS, VERDÃO, GLORIOSO E INTER
  3. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 18:22

INSÓLITO GRENAL E OUTROS CLÁSSICOS

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Este será um domingo de clássicos – alguns insólitos – em vários campeonatos regionais.

Na verdade, insólito é o Gre-Nal, a ser disputado em Rivera, no Uruguai, com os dois rivais entrando em campo com seus times reservas. Ou melhor; o Grêmio, com um mistão; o Inter, com o time B. nem reservas, mas que cumpriu bela façanha na última rodada do Gauchão.

Mas, onde seja, como for, é sempre o confronto de dois rivais tão empedernidos que, lá no Sul, costuma se dizer que é sempre um campeonato à parte.

E a escolha de Rivera como sede do embate, por certo, é uma homenagem dos gaúchos a uma cultura que lhes é muito cara e próxima.

Lembro que tempos atrás, quando fui fazer uma palestra sobre futebol e literatura em Passo Fundo, conheci o jornalista e scritor afamado Aldyr Schlee, autor do design do uniforme brasileiro, a canarinho, adotado desde os anos 50 pela CBD (hoje, CBF).

Pois me contava o Aldyr que, em certas tardes de domingo, pegava a mulher, atravessava a fronteira e ficava passeando pelas cercanias do estádio Centenário de Montevidéu, só aspirando o ar e colhendo os ecos que vinham da torcida lá dentro.

Um prazer inexcedível, segundo ele.

Son cosas del bandoneón, cujos acordes ainda perpassam as noites de Buenos Aires e Montevidéu, num contraponto com a gaita (ou sanfona) tipicamente gaúcha.

Clássico?

Pois é. É voz corrente de que, por exemplo, esse Lusa e Palmeiras, que se ferirá no domingo, no Pacaembu, não pode mais ser chamado de clássico. Afinal, a Lusa abandonou a cena principal do futebol brasileiro e paulista há um bom tempo.

Discordo. Eu, ou qualquer léxico que o amigo consultar. O clássico não se configura pelo presente efêmero. Nem mesmo se refere especificamente ao confronto entre dois clubes grandes.

O derbi campineiro será sempre um clássico, estejam Ponte e Guarani onde estiverem no cenário do futebol brasileiro ou mesmo paulista. Assim como Espanyol e Barça fazem o clássico da Catalunha, ainda que o Espanyol seja um clube pequeno e o Barça um gigante em todos os sentidos.

É a tradição, não o momento, que timbra a expressão. A tradição, não como um instante congelado no passado, mas, na sua etimologia: transição, informações em movimento, de geração para geração.

Portanto, Lusa e Palmeiras fazem um clássico no seu mais vívido significado.

Se vai ser um jogaço, quem sabe? Esse é outro departamento. A Lusa está em crise. Desfalcada de vários titulares, acaba de perder o lateral-esquerdo Fabrício, sua última revelação, que deve se transferir para o Santos.

Já o Palmeiras, depois de andar jururu em volta de si mesmo, encetou três vitórias consecutivas, saltou ao lado do líder Santos em pontos ganhos, e espera iniciar sua grande volta por cima.

Mas, aqui é que entra aquela velha palavrinha – clássico – que carrega no seu bojo uma variedade incrível de sortilégios.

Vasco e Fla

Vasco e Fla, se não é, talvez o mais charmoso historicamente (isso pertence ao Fla-Flu), sem dúvida, é o clássico mais renhido do Rio.

O Fla vem eufórico, na esteira dos bons resultados no Cariocão, mas, sobretudo, pela expectativa da estreia de Ronaldo Gaúcho ao lado de Thiago Neves e do gringo Bottinelli.

Isso, porém, ainda está no campo das expectativas. De fato, só Thiago Neves poderá ser escalado por Luxa no clássico carioca de domingo.

E não é pouco, diga-se, principalmente diante da crise que se abateu sobre o Vasco nesta temporada. O técnico PC Gusmão acaba de ser demitido depois de seu Vasco varar esse início de campeonato sem uma mísera vitória.

Além do mais, Carlos Alberto, a estrela da companhia, que joga muito mas não joga nunca, bateu boca no vestiário com o presidente Dinamite, e, pelo visto já está fazendo as malas.

Contudo, é nessas horas adversas que a tradição entra em campo e o leão ruge. O rugido é sempre assustador, mas é preciso saber se o leão em causa não está com suas garras derruídas e as presas careadas.

San-São

O clássico paulista, de todos, me parece o mais sugestivo.
O Santos que, mesmo empatando na última rodada, é líder e cumpre excepcional campanha, se considerarmos que tem jogado desfalcado de seus principais jogadores – uma batelada, diga-se.

Já o São Paulo, que está a um ponto do líder, mesmo completo, ainda está em busca de uma formação ideal. Menos mal que Carpegiani abriu mão do tal terceiro zagueiro, embora Adílson, pelo Santos, cultiva a má ideia de implantar esse sistema no seu time.

Vamos bater ficha, minha gente! Nesta fase do Paulistão, cujo desfecho será aquele que todos sabemos – só se houver uma catástrofe, os quatro grandes deixarão de estar entre os oito que disputarão de verdade o título -, pelo menos, ofereçamos ao público o espetáculo do gol em profusão, do jogo jogado nas regras da arte, sem medo, nem vacilos.

Nada de três zagueiros, três volantes, esses cuidados excessivos que não levam a nada, nem mesmo à garantia de uma defesa mais ou menos sólida.

Vamos pro jogo, que a ousadia é a bênção dos deuses e o medo, o estigma dos mortais.
Chelsea, hummm…

O Chelsea, apesar de todos os seus investimentos, não consegue decolar. Não brilha no Campeonato Inglês, e, embora possa seguir adiante na Copa da Inglaterra, não deu sinais de que o fará  diante do Everton, no empate por 1 a 1.

O Everton abriu o placar e foi melhor até os momentos finais, quando o Chelsea, sob o impulso do nosso Ramires, chegou ao empate, com Kalou.

O Chelsea tem elenco, camisa, treinador experiente, mas não consegue se impor com deveria.

Termina quando acaba

Já disse e repito: um dos tantos encantos do Campeonato Alemão é que o jogo só termina quando acaba, segundo a lei do Chacrinha.

Pois, pegue esse confronto entre Werder Bremen e Bayern de Munique. Sei lá, até os 30 minutos do segundo tempo, o Bremen vencia por 1 a 0. Eis que Robben domina na direita, dribla dois e centra bola que cruza a área inimiga sem um solitário companheiro na área. Na sequência, bola na esquerda, cruzo e eis Robben surgindo num salto acrobático para empatar.

A partir daí, uma blitz do Bayern, que terminou em 3 a 1 e poderia ter sido de mais.

Notas relacionadas:

  1. TRÊS CLÁSSICOS BRASILEIROS
  2. DOMINGO DE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Libertadores | 05:20

GRÊMIO, SIM; TIMÃO, NÃO.

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O Grêmio foi a Montevidéu e cavou um resultado bem mais interessante do que o futebol apresentado diante do Liverpool. Os 2 a 2, com o valor dobrado dos gols fora, somam maiores esperanças de classificação para o Grêmio, por exemplo, do que para o Corinthians, que, em casa, não saiu do zero contra o colombiano Tolima.

A propósito, Fred Rincón, no Arena Sportv comandando pelo Alexandre Oliveira, já avisara que o Tolima não é nenhum bicho-papão, mas poderia ser uma pedrinha na chuteira alvinegra. E foi. Mais até do que se esperava, pois poderia ter saído do Pacaembu com a vitória, se o juiz não fosse tão camarada, anulando gol legítimo dos colombianos ainda no primeiro tempo.

Ou, talvez, se esse gol fosse validado, o Timão tivesse despertado para o significado da partida, e partisse para uma ação ofensiva mais organizada, criativa e eficiente.

Depois do jogo, Roberto Carlos fez um discurso animador para o jogo da volta, mas, sei não… Confesso que há um bom tempo incomoda-me uma pulguinha atrás da orelha sempre que vejo esse Corinthians em ação, desde a temporada passada.

Parece que falta mesmo é aquele tônus espiritual que separa os verdadeiros vencedores dos vencedores eventuais.

Quanto ao Grêmio, abalado pela perda irreparável de seu artilheiro Jonas, volta para o Olímpico mais animado, claro. Sobretudo, por ter constatado que a linha de defesa dos uruguaios é muito vulnerável, principalmente por cima, e o goleiro… Bem, deixa pra lá.

Rio-São Paulo

Na rodada desta quarta nos campeonatos carioca e paulista, só o Santos vacilou.

Abriu o placar, levou surpreendente virada do lanterna do campeonato, o São Caetano, revirou espetacularmente, com direito a gol de Keirrison de alta classe, mas, no fim, entregou o ouro: 3 a 3.

Mesmo tropeçando, o Peixe não perdeu a pose nem a liderança.

Isso porque o São Paulo foi a Americana e, num jogo de sete gols, quebrou a invencibilidade do outro líder do campeonato, e saltou para o segundo lugar na tabela. Mas, só conseguiu essa proeza no segundo tempo, quando Carpegiani desfez o malfeito, trocando o terceiro zagueiro pelo atacante Fernandão. Aí o time embalou, virou o placar adverso e chegou aos 4 a 2 antes de tomar o terceiro, de pênalti inexistente, já nos acréscimos.

Já o Flamengo, na estreia de Thiago Neves em Macaé, não sofreu para meter 2 a 0 no Americano e manter a liderança de seu grupo no campeonato carioca. Ao contrário: com a expulsão de Felipe, logo aos 19 minutos, a coisa ficou mais amena ainda. Contudo, o que determinou mesmo a vitória foi a entrada do atacante Wanderley, autor dos dois gols do Mengão, e, sobretudo, a passagem de Renato Abreu para a lateral-esquerda, situação que deve se cristalizar quando Ronaldinho, Thiago Neves e o gringo Bottinelli estiverem nos trinques.

Assim como o Botafogo, apesar da breve turbulência na véspera, enfiou mais uma goleada no campeonato que lidera em seu grupo, à espera de eventual mas imprevisível tropeço do Flu, nesta quinta, contra o Macaé no Engenhão.

Desta vez, a vítima de Joel e Loco Abreu foi o Madureira: 4 a 1. Mas, não foi tão fácil assim, segundo os relatos dos que lá estiveram. De qualquer forma, tai o Fogão cumprindo dignamente seu papel.

Notas relacionadas:

  1. SELEÇÃO, PAULISTÃO E GRÊMIO
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. BRILHANTE GRÊMIO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 25 de janeiro de 2011 Copa SP de Juniores, Seleção Brasileira | 17:37

PAPO COM MANO

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Jadson? Meu Deus, que Jadson é esse que está entre os relacionados de Mano Menezes para o amistoso contra a França?

Nada melhor, pois, do que ouvir da própria voz do treinador brasileiro justificativa de sua convocação. E Mano, como sempre, pelo telefone, me explicou que Jadson foi seu jogador nos juvenis do Inter, nos tempos de Nilmar. Por questão de caixa, o Inter acabou negociando o menino com o Atlético Paranaense, onde se sagrou vice-campeão brasileiro.

Meia-atacante, destro, hábil o suficiente para armar, mas com vocação para infiltrar-se área adentro.

- No Shakhtar, ele, ao lado de Douglas Costa, é aquele meia que se aproxima de Luís Adriano, ex-Inter, e de Willian, ex-Corinthians. – acrescenta o técnico.

Na verdade, Mano vinha cogitando da convocação do rapaz há tempos. E, para se ter uma ideia do desempenho habitual de Jadson, não seria exagero dizer-se que, se ele estivesse no lugar de Ronaldinho Gaúcho contra a Argentina, talvez o resultado fosse outro, justamente por sua capacidade de invadir a área. Exagero? Só o tempo dirá.

Jadson

Jadson em ação pelo Shakhtar Donetsk, da Ucrânia

Quanto a Renato Augusto, outra surpresa na convocação de Mano, o técnico o situa mais ou menos na mesma posição que Elano costumava exercer na Seleção: ali pelo lado direito de apoio do meio-campo.

- É um meia, destro, de bom passe e combativo, mas que tem uma habilidade individual capaz de criar jogadas inesperadas. Está muito bem no Leverkusen.

E Nenê, de quem Mano encheu a bola numa entrevista para a imprensa francesa? Bem, digamos, que se trata de um savoir faire. Embora admire o futebol de Nenê, contra ele há o fator idade, quase 30 anos, o que o deixaria distante da Copa, embora não impossibilitado de uma convocação., dependendo das circunstâncias futuras.

O certo é que passa pela cabeça de Mano, neste momento (e futebol é momento, como dizia sabiamente mestre Minelli), uma formação com Júlio César; Dani Alves, Thiago Silva, David Luís e André Santos; Lucas, Ramires ou Elias; Anderson, Renato Augusto ou Jadson; Robinho e Pato.

Um bom time para enfrentar a renovada França de Nasri e cia., sem dúvida.

O resultado, bem, esse é outro departamento.

Menguinho campeão!

Os meninos da Gávea, com méritos, justiça e autoridade, meteram 2 a 1 no Bahia e levantaram a Copa São Paulo Jr., na celebração do aniversário da cidade fundada por Anchieta, há 457 anos.

O Bahia, que cumpriu brilhante campanha ao longo da competição, marcou sua presença pela força coletiva de seu time. Já o Flamengo, que começou titubeando, impôs-se pelas individualidades, como esse zagueiro de escol, Frauches, autor de um golaço, diga-se.

Confirmando, aliás, o slogan que encima as folhas de tantas tradições do Mengo: “Craque, a gente faz em casa”.

É verdade. Poderíamos mergulhar no túnel do tempo e emergir lá pelo início dos anos 40, quando um garoto mirrado, mulato, rosto marcado pela bexiga, desembarcou de Niterói na Gávea carregando sob o braço um par de chuteiras embrulhadas em papel de jornal, pedindo uma chance de mostrar seu futebol no Flamengo.

Por desígnio do destino, naquele exato momento, Leônidas da Silva, o Homem de Borracha, o Diamante Negro, o artilheiro da Copa do Mundo da França, maior ídolo brasileiro desde Arthur Friedenreich, machucou-se durante o coletivo. Flávio Costa, o técnico, então mandou Zizinho entrar no lugar de Leônidas. Não era sua posição, mas a bola e o garoto de Niterói mantinham tão íntima e secreta intimidade que o meia virou centroavante,  acabou com o treino, e, se transformou no mais completo jogador brasileiro, na opinião, entre outras, de Pelé.

Mas, a usina de craques da Gávea não parou por aí. Seguiu em frente, produzindo craques vindos do Brasil inteiro, entre eles, o alagoano Dida, Henrique e tantos outros na década seguinte. E, já nos 60, ninguém menos do que Zico, ídolo incomparável do clube. Veio, depois, a trupe do primeiro título da Copinha: Paulo Nunes, Marcelinho Carioca, Djalminha, Jr. Baiano etc.

Se quisermos escalar uma seleção rubro-negra de craques feitos em casa, lá vai: Júlio César; Leandro, Aldair, Mozer e Júnior; Andrade, Zico, Zizinho e Djalminha; Marcelinho Carioca e Índio. Isso, assim, de cabeça, com direito a ausências inaceitáveis.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  3. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

sábado, 22 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:57

A VOLTA DE RIVALDO

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Rivaldo evita se manifestar a respeito. Mas, neste sábado em que o São Paulo levou um baile da Ponte na derrota por 1 a 0, o site oficial do clube anuncia a contratação do craque de 38 anos de idade, presidente do Mogi Mirim, diga-se.

O negócio está ainda meio nebuloso, mas o certo é que a ideia nasceu de um encontro entre Rivaldo e Rogério Ceni, outro dia. E, tudo indica, implica numa parceria do São Paulo com o Mogi.

Como se vê, não se trata de coisa pensada, arquitetada sob um projeto de marketing, essas coisas muito em voga no futebol brasileiro. Nada disso. Simplesmente, pintou na área e a coisa pode rolar.

Se vai ser bom negócio, não sei. Só o tempo dirá o que Rivaldo poderá acrescentar em campo a esse time do São Paulo, Há anos não o vejo atuar. Só sei que jogou muito, e que, se produzir, sei lá, trinta por cento do que produzia, já será de inestimável valor.

Também sei que se o Tricolor espera que ele venha a ser aquele tal camisa 10 tão desejado, engana-se redondamente. A não ser que Rivaldo, nestes últimos tempos, tenha mudado muito suas características. Pois, em toda sua gloriosa carreira, Rivaldo sempre foi um meia-atacante de excelentes assistências e muitos gols, não um organizador de jogadas no meio-campo.

Sem Lucas

Lucas, que depois de estreia hesitante jogou muito bem na vitória sobre a Colômbia, pelo visto, estará de fora, machucado, do jogo deste domingo contra a Bolívia, pelo Sul-Americano Sub-20.

Perda considerável para o Brasil de Ney Franco, que terá de optar entre Oscar e Alan Patrick. Duas grandes promessas, mas que, neste torneio não chegaram a convencer, embora ambos tenham jogador pouco tempo até agora.

Pelos relatos que nos vem de Tacna, Peru, Ney Franco estaria inclinado também a promover as voltas do volante Zé Eduardo e do atacante Henrique, expulsos na estreia contra o Paraguai.

Sei não. Fernando, contra a Colombia, pareceu-me mais sereno e produtivo do que Zé Eduardo, e Diego Maurício mais ativo e veloz do que Henrique.

De qualquer forma, o mais importante é Ney Franco conseguir compactar esse time, e estimular a troca de bola envolvente, em vez da ligação direta da defesa ao ataque, que tem sido a marca do Brasil nessa competição.

Copinha

Bahia e Flamengo passaram por Desportivo Brasil e América MG, duas equipes que deixaram a melhor das impressões na Copa São Paulo Jr.

O fato é que os meninos de dois dos clubes de massa do futebol brasileiro fazem a final do tradicional torneio, no dia do aniversário da cidade de São Paulo, cujos representantes ficaram pelo caminho.

Vai ser um belo presente de aniversário para a cidade, sem dúvida.

Barça, como sempre

Foi a décima quarta vitória consecutiva do Barça no Campeonato Espanhol (a derrota para o Bétis, no meio de semana, era pela Copa do Rei, onde os catalães seguem em frente, diga-se). Desta vez, a vítima foi o Racing Santander: 3 a 0, naquela base de sempre – bola de pé em pé até que Pedro, Messi e Iniesta a mandassem para as redes inimigas.

Diabos arrasadores

Outro que vai somando incrível invencibilidade na Europa é o Manchester United.

Neste sábado simplesmente arrasou o Birmingham, no Teatro dos Sonhos: 5 a 0, com direito a três gols de Berbatov, o artilheiro do campeonato. Aliás, o que está jogando o búlgaro é brincadeira.

Em desta vez, os Diabos Vermelhos botaram a bola no chão e deram um belo espetáculo de tramas coletivas e jogadas individuais, o que lhes teria permitido alcançar uma goleada bizarra, coisa de 10 a 0, sem exagero.

Mas, se Berba fez três, o holandês Van Persie, não deixou por menos – marcou os três gols da vitória do Arsenal sobre o Wigan, o que o elevou à vice-liderança, já que o City acabou perdendo por 1 a 0 para Aston Villa.

Dá gosto ver Manchester United e Arsenal em campo.

Notas relacionadas:

  1. VOLTA AO MUNDO
  2. LOVE, LOVE
  3. DECISÃO PRA FRENTE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 18 de janeiro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 03:04

NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR, NEYMAR

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O que mais me impressiona em Neymar é que o menino não pipoca diante das maiores pressões. Foi assim quando, sob intensa expectativa, estreou pra valer no time titular do Santos, no início do ano. Foi assim quando estreou na Seleção principal, fazendo gols e outros bichos.

Mas, nesta madrugada de terça-feira, extrapolou.

Desembarcou em Tacna, no Peru, para disputar o Sul-Americano Sub-20, sob todos os holofotes, cercado de microfones, manchetes e fotos em profusão nos jornais, gritos histéricos dos fãs, essas coisas todas. Era a estrela da companhia, a estrela do torneio, em verdade.

Pois, entrou em campo, e, sob intenso bombardeio das pernas duras dos defensores paraguaios, meteu quatro gols, os últimos dois num momento crítico para a Seleção Brasileira, depois da expulsão de Zé Eduardo e na esteira do primeiro gol inimigo.

E, quanto mais os paraguaios acertavam as canelinhas do nosso Neymar, mais canetas, chapéus, dribles em série, passes espertos, o garoto ia espalhando pelo gramado.

Coisa de craque, na alma e nos pés, centelhas de gênio, ousaria dizer.

Afora Neymar

Afora Neymar, se isso é possível, já que ele foi o centro de tudo na vitória do Brasil sobre o Paraguai por 4 a 2, vale dizer que a nossa Seleçãozinha promete.

O Paraguai, em qualquer categoria, sempre foi osso duro de roer. Os índios correm feito o diabo, se entregam à luta de corpo e alma, além de possuírem uma técnica cada vez mais respeitável.

Mesmo assim, os meninos do Brasil, embora um tanto esparsos demais em campo pra meu gosto (preferia a linha de zaga mais próxima do meio de campo e este do ataque, numa formação compacta de intermediária à intermediária), botaram a bola no chão, fizeram 2 a 0, com Neymar, de pênalti, e numa escapada pela esquerda, e poderiam sair para o intervalo já goleando.

No início do segundo tempo, porém, houve a expulsão de Zé Eduardo seguida do gol de Viera, em cobrança de corner, o que desestabilizou nosso time.

O técnico Ney Franco foi rápido no gatilho: sacou o meia Oscar para reforçar a marcação de meio-campo com o volante Fernando, e, na sequência trocou o lateral-direito Danilo por Galhardo.

Mas, foi um balão lá de trás, convertido em golaço de Neymar, que reequilibrou nossa equipe. O quarto de Neymar, que peitou o goleiro e concluiu de cabeça sobre a risca fatal, apenas cimentou a goleada. E, nem mesmo a expulsão de Henrique e o segundo gol paraguaio, de Montenegro, em saída em falso do goleiro Gabriel, chegou a ameaçar a vitória final.

Destaques? O lateral-esquerdo Alex Sandro, o volante Casemiro, o zagueiro Uvini, e, claro, Neymar.

Oscar e Lucas, pelo que já mostraram nesta temporada, ficaram devendo um pouco, e o goleiro Gabriel assustou em três saídas de gol.

Há, porém, que se descontar o nervosismo da estreia, e a determinação dos paraguaios, que não é mole.

Cariocão

O mais charmoso e bem arquitetado campeonato estadual do Brasil, apesar do excesso de clubes que o disputam, começa amanhã com Vasco e Flamengo em campo.

O Vasco recebe o Resende em São Januário, quem sabe com Carlos Alberto, seu mais expressivo jogador, em campo. Dou esse tom de dúvida sobre a presença do craque em campo porque tem sido essa a história de Carlos Alberto no Almirante, ou Gigante da Colina, como preferem os mais jovens: uma sucessão de ausências pontilhada por alguma presenças.

Carlos Alberto me encantou quando surgiu muito jovem no Fluminense e nas categorias de base da Seleção Brasileira. Via-o como um meia-armador de habilidade e desortino. Menino ainda transferiu-se para o Porto, onde Moutinho resolveu colocá-lo mais à frente, naquela célebre conquista da Liga dos Campeões.

Mas, já então, Carlos Alberto mostrava-se um jogador ciclotímico, dado a súbtos destemperos em campo. Rodou mundo, jogou no Corinthians, onde peitou o técnico Leão, que não é figura fácil de se conviver, e finalmente, desembarcou em São Januário, onde seguiu a rotina de longas esperas.

Mas, Carlos Alberto está escalado, embora o Vasco deva sentir outras ausências, de jogadores como Eduardo Costa, Dedé, a grande revelação vascaína na zaga, e Anderson Martins, por razões burocráticas.

Não sei da força do Resende, mas, apesar de tudo, acho que dá Vasco.

Já o Flamengo, sem seus estelars reforços – Ronaldinho Gaúcho e Thiago Neves -, pega o Volta Redonda, no Engenhão.

Ronaldinho, segundo a previsão da comissão técnica rubro-negra, só daqui a dez dias.

Fosse eu o Luxa, colocaria desde já Ronaldinho em campo. Não só para atender a expectativa da nação rubro-negra, mas, sobretudo, porque Ronaldinho já cumpriu sua pré-temporada, que, na Europa, é no meio do ano.

Até outro dia estava treinando e jogando pelo Milan, apesar de o técnico Allegri o ter aproveitado pouco no time titular. Logo, é se livrar das toxinas das Festas de Fim de Ano, o que deve ter feito em Londrina, e partir para a luta.

E, com todo o respeito pelo Time do Aço, esse confronto seria aquele amistoso do qual Ronaldinho não participou, bom para afiar o ritmo de jogo do craque, essas coisas.

Mas, enfim…

Notas relacionadas:

  1. ATÉ QUE ENFIM, SÃO PAULO
  2. NEYMAR, FRED, KAKÁ, GANSO E PATO
  3. SEM GANSO E NEYMAR, TÁ BOM ASSIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

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