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Posts com a Tag Flamengo

domingo, 2 de novembro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:01

FLA, HUMMM…

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Houve um tempo em que a Lusa era chamada de Robin Hood, o time que roubava dos grandes para servir aos pequenos. Nenhum pequeno, a não ser a própria Lusa, se assim se pode classificar o time do Canindé nesta quadra de sua gloriosa existência, se aproveitou do empate por 2 a 2 com o Flamengo, em pleno Maracanã. Apenas os outros grandões.

O fato é que, para ambos, tratava-se de um jogo de vida ou morte: o Fla, visando o título e, na pior das hipóteses, uma vaga para a Libertadores; a Lusa, buscando escapar da zona da morte, que ronda praticamente ao longo de todo o campeonato.

O Flamengo começou melhor, fez seu gol num chicote ardido de Fábio Luciano, mas, aos poucos, refluiu, e, no comecinho do segundo tempo, quando a Lusa dominava o cenário, levou o empate com Jonas, que, diga-se, está esmerilhando no Canindé. E, em seguida, veio o segundo, com Athirson, cria da Gávea, de cabeça.

Baixou definitivamente a ansiedade no Flamengo, a torcida passou a vaiar, e só no final, sobretudo depois da entrada de Everton, o Rubro-Negro conseguiu se reequilibrar e chegar ao empate com Max. Tá fora, tá dentro, depois desse tropeço no Maracanã? Chi lo sa? Pois, a roleta segue girando.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
  3. A GIGANTESCA ARMAÇÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sexta-feira, 31 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 15:56

A GIGANTESCA ARMAÇÃO

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Na exata medida em que a disputa pelo título brasileiro se acirra com a presença de cinco sérios candidatos à faixa de campeão – fato até então inédito -, cresce a teoria da conspiração na cabeça do torcedor.

A juizada tá roubando! Ora, pro São Paulo, ora pro Flamengo, que, por misteriosas forças, dominam os bastidores. E o esquema Traffic-Palmeiras, então, nem se fala! A brigada gaúcha, por sua vez, sai por aí protegendo o Grêmio por vias indiretas, enquanto o Cruzeiro, de tão mineiro, mas tão mineiro, nem se percebe suas armações. Pero que las hay, las hay.

Ora, meu amigo, vá ver se estou na esquina. É armação demais para minha pobre cabeça. Tão gigantesca, que envolve CBF, Globo, cartolas de todos os matizes, técnicos, jogadores, comissão de arbitragem, juizes, bandeirinhas, empresários, enfim, praticamente todo o universo do futebol.

Quer um exemplo desse mega-complô? O gol anulado do Botafogo no São Paulo. Pois, está aí um lance que considerei e continuo considerando um erro do bandeirinha, mas cujo desenho justifica plenamente a sinalização do auxiliar do árbitro. Não foi nenhum lance escabroso, escandaloso, nada disso. Tanto, que muita gente – e não só os tricolores paulistas – aprovou a atitude do bandeira.

Afinal, o atacante botafoguense estava em posição de impedimento desde o início da jogada. E, sim, fez um movimento no sentido de tirar o pé da direção da bola. Isso pode ser interpretado como intervenção? Pode. Atrapalhou a visão do goleiro? É possível, embora a câmera por trás capte imagem que sugere o inverso.

Quer dizer: trata-se de um lance tão discutível que considerá-lo inserido num esquema de favorecimento a este ou àquele time raia a paranóia. Se essa, pois, é uma prova da armação global, passo.

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
  2. A ROLETA GIRANDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 14:14

A ROLETA GIRANDO

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Grêmio, São Paulo e Flamengo, a prevalecer o mando de campo com a intensidade recorrente neste campeonato, são os favoritos na rodada deste fim-de-semana. Dos três, o São Paulo é o que enfrenta o adversário mais tradicional – o Inter. Mas, dos três, o Tricolor paulista é o que tem revelado espírito mais competitivo.
Já o Grêmio recebe o Figueira no Olímpico, com todas as condições de se reabilitar da derrota para o Cruzeiro; e o Flamengo, em pleno Maracanã, pega a Lusa – nem pensar, num tropeço, né?
Quanto a Palmeiras e Cruzeiro, que enfrentam Santos e Goiás, nas casas dos inimigos, têm, no papel, tarefa mais árdua.

O Santos, na Vila, está em ascensão, fugindo rapidamente da zona da morte, e o Goiás, mordido pelos insucessos recentes, no Serra Dourada, deverá se desdobrar em campo.

Mas, quaisquer que sejam os resultados, a roleta do Brasileirão continuará girando, desconfio, até a última rodada, quando, só então emergirá o campeão, no mais acirrado torneio nacional desde sua instituição no formato atual.

 

Notas relacionadas:

  1. QUE CAMPEONATO É ESSE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

terça-feira, 28 de outubro de 2008 Futebol internacional | 15:51

RONALDINHO, NA ESPERA

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Foi um papo agradável e elucidativo com Ronaldo Fenômeno, no Bem, Amigos, na volta do Galvão Bueno. Agradável porque o craque não foi nem dissimulado, nem esquivo: respondeu com humor e precisão, driblando-nos com suas pausas tranqüilas entre as frases, a todas as questões levantadas.

Resumindo o papo: se recuperar mesmo sua forma física, prefere recomeçar a carreira no Flamengo, seu time de coração; criticou a organização do Brasil na Copa de 2006, mas não tirou o corpanzil fora da reta; elegeu Kaká o melhor do mundo e garantiu que apenas sua mulher não o deixa esquecer da lambança daquela noite fatídica. Já passou. Na verdade, tudo passa. Só Ronaldo ainda está na expectativa.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

Sem categoria | 15:48

CADA RODADA, UMA ENXADADA

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Nesta noite de quarta-feira, teremos quatro jogos-chave na disputa pelo título Brasileiro. Mas, um deles, é uma chave de ouro que tanto pode abrir a porta dos céus para um quanto do purgatório para outro.

Refiro-me, claro, ao clássico do Mineirão, entre Cruzeiro e Grêmio. Quem perder, não necessariamente estará fora do páreo, nada disso. Mas, é que o vencedor terá acumulado seis pontos numa só rodada. Num luta tão acirrada, isso conta muito, creia, meu anjo.

O Grêmio, líder, parece ser mais encorpado, sobretudo na marcação, o que não é nenhuma novidade. O Cruzeiro, mais leve e solto, o que também não é novidade alguma. É o confronto de dois estilos, duas escolas, cujo resultado final não ouso arriscar. Mesmo porque ambos se eqüivalem em força técnica e apenas o Mineirão pode representar um ponto de vantagem para a Raposa. Mas, nada decisivo.

Nos demais jogos, todos igualmente difíceis para os principais concorrentes, o Palmeiras é quem enfrenta situação mais delicada. Por jogar em casa, contra o Goiás, e por ter caído fora do G-4, tem que vencer de qualquer jeito, para manter acesa a chama da esperança. Mas, será verde contra verde, portanto, uma esperança simbolicamente bem dividida.

Já o São Paulo, que parece ter pegado no breu na hora certa, enfrenta o Botafogo, no Engenhão. Joguinho traiçoeiro, pois o Bota, apesar da recuperação neste segundo turno, já refluiu novamente, e estará desfalcado de alguns jogadores importantes, dentre eles, Lúcio Flávio, seu principal armador.

E o Mengão vai a Salvador pegar o Vitória que já brilhou mais do que agora, num jogo em que o fator campo não deverá ser tão determinando, pois a massa rubro-negra lá em cima é de se tirar o chapéu.

Parodiando o caipira, diria que, até o fim, cada rodada é uma enxadada

Notas relacionadas:

  1. PROFECIA DO PASSADO
  2. JOGO DE CONTRADIÇÕES
  3. TAREFAS IGUAIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 23 de outubro de 2008 Sem categoria | 22:00

TAREFAS IGUAIS

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A encrenca era mais ou menos do mesmo tamanho para os três. Todos jogavam em casa, mas enfrentavam adversários tinhosos, bem armados e de campanhas ilustres nesta temporada: Sport, Vitória e Coritiba.

Mas, só o Flamengo teve vida fácil, ao golear o Coritiba, em pleno Maracanã, por 5 a 0, em noite de Obina, autor de um gol e de uma assistência primorosa para o quarto de seu time, feito por Max. Isso, sem falar em outras investidas perigosas.

Quer dizer; o coração do técnico Caio Jr. balançava entre Josiel e Vandinho e acabou se rendendo ao imprevisível Obina.

Enquanto isso, no Olímpico, o líder Grêmio saiu na frente logo aos 3 minutos de bola rolando; o mesmo Reinaldo meteu outa no travessão, e aí… Aí o Grêmio refluiu, refluiu, até sofrer sufoco no final. O consolo foi curtir meia dúzia de jogadas de fina arquitetura do menino Douglas Costa, inexplicavelmente substituído por Souza, já pelas tantas do segundo tempo.

Por fim, o São Paulo, naquele seu jeitão um tanto tosco, mas eficiente, foi surpreendido com o gol de cabeça de Leonardo Silva, aos 14 minutos de jogo, mas conseguiu o empate ainda no primeiro tempo, em cobrança de falta de Hernanes, virou, com Hugo (deesculpem a falha anterior), de cabeça, no comecinho do segundo.

 Virou, mas por ali ficou, lançando bolas pra frente, enquanto o Vitória a colocava no chão e seguia pressionando até o fim. Sim, o São Paulo perdeu dois gols feitos, com Dagoberto e Hugo, mas contou com o beneplácito do juiz no pênalti de Rodrigo em Rodrigão, ainda na etapa inicial.

Enfim, Grêmio, São Paulo e Flamengo passaram pelo teste básico nesta reta final do campeonato: vencer em casa. E é isso que conta nestas alturas da vida.

Notas relacionadas:

  1. SALIVA PRESS
  2. RICOS E POBRES TEMPOS
  3. PROFECIA DO PASSADO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 14 de outubro de 2008 Sem categoria | 20:06

SALIVA PRESS

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É espantosa a falta de criatividade das pautas jornalísticas, sobretudo às vésperas de um clássico como esse entre Palmeiras e São Paulo.

Tudo se resume num tititi de cortiço, comandada pelas donas Concettas de plantão: fulano disse isso, beltrano aquilo, chiiii…

Quanta bobagem. Que desperdício de papel e éter.

E tome debates sobre o que um disse e outro replicou, entrevistas, enquetes, no rádio, na tv, na Internet, nas padarias e botequins da esquina.

Técnicos transformam esse diz-que-diz em tema de palestras flamejantes; outros, baixam a lei da mordaça no seu pedaço e assim caminha a humanidade, à beira do gramado, onde a saliva perde de goleada para o suor e o talento.

O caso mais patético é esse factóide criado pelo presidente do Flamengo, que anunciou a festa do hexa às vésperas da biaba que seu time levou do Galo, e, não satisfeito, espicaçou o Vasco, o que arregimentou os jururus cruzmaltinos em torno de uma Cruzada contra o Urubu no clássico se avizinha entre Mengo e Vasco.

No dia seguinte, então baixou um cala-boca geral, da comissão técnica ao mais estrelado jogador de seu time.

Groucho Marx deve estar se revirando no caixão.

PS: Pra quem não está ligado, Groucho, foi o rei do no sense.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

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