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16/11/2009 - 15:32

QUAL DELES LEVA A TAÇA?

35rodada

São Paulo, Flamengo ou Palmeiras, quem vai levar a taça, ao cabo das três rodadas que faltam para o apito final do Brasileirão?

Dos três, o único que pode alcançá-la sem olhar para mais ninguém é o Tricolor paulista. Aos outros dois, resta torcer pelo tropeço tricolor e vencer os jogos que lhe cabem.

Isso, grosso modo, porque infinitas são as possibilidades de fracassos e êxitos desses três times na briga pelos nove pontos restantes.

Assim como tedioso e inútil é tentar garimpar maiores ou menores dificuldades  nos jogos que a tabela reserva para cada um, num campeonato tão nivelado como este, em que os aparentemente fracos criam forças diante dos aparentemente fortes e vice-versa, meu endereço, como me sussurra da varanda a estátua em papel machê de mestre Adonirã Barbosa.

Nestas alturas do campeonato, é tudo pedreira, porque a tensão extrema precede a entrada dos times em campo e, bola rolando, ela pode ser fatal.

Sobra-me, pois, uma única alternativa de análise, aquela que indica para os quesitos técnico e anímico.

Neste aspecto, o Palmeiras é o que me parece mais fragilizado nesse momento. Empatou um jogo que deveria ter e caiu, numa só rodada, da liderança para a terceira posição. Isso abala, cara. Mais ainda porque o time vem jogando mal há várias rodadas.

Contudo, se Muricy puder injetar ânimo novo na equipe e escalar o que tem de melhor, o Verdão continuará no páreo.

Já o Flamengo, dos três, é o que vem em disparada desde lá debaixo, neste segundo turno, praticando um futebol de primeira. Some-se a isso a força de sua torcida, que se espalha por esses brasis afora, delirante, e, então, o bicho pega.

Tecnicamente, é o que está jogando o melhor futebol, embora o Tricolor tenha dado sensíveis sinais de melhora na vitória sobre o Vitória. E, pela experiência de seu grupo tricampeão brasileiro, pode muito bem espantar o temor natural que invade a caça nesta reta final de perseguição.

Traduzindo: o São Paulo, pelos pontos de vantagem, O Flamengo, pelo futebol que está jogando, embora revele certo cansaço na segunda etapa, e o Palmeiras, já mais distante, pela possibilidade de jogar inteiro, nessa ordem, podem levantar a taça, é claro.

Vai apenas depender de quem tropece, onde e quando, neste campeonato dos tropeções históricos.

SIMPLESMENTE ANDRADE

Não há dúvida de que o ponto de inflexão desse Flamengo foi a entrada em cena, de surpresa, do meia Petkovic. Com ele em campo, Adriano, outro destaque do time, passou a jogar mais e está fazendo a diferença, como artilheiro do campeonato.

Assim como a recuperação de Zé Roberto, a chegada de Maldonado e a fixação do menino Airton e de Álvaro lá atrás contribuíram decisivamente para a prodigiosa arrancada do Mengo.

Mas, por trás disso tudo, esconde-se, em sua proverbial modéstia, a figura de Andrade, um dos mais completos volantes da história do nosso futebol, que tanto marcava com eficiência como sabia jogar com elegância e talento, naquele Flamengo inesquecível do começo dos anos 80.

Andrade não tem aqueles arroubos de chefe cheio de verdades, próprios dos nossos treinadores, ainda que iniciantes, nada disso. Apenas, tem a sabedoria de olhar o futebol com a clareza da simplicidade, esse atributo tão sofisticado que para os simplórios metidos a inteligentes soa como demérito, falta de sintonia com os tempos modernos, essas baboseiras todas.

Simplesmente, Andrade deu apoio àqueles que ele julgava capazes de responder positivamente em campo; armou sua equipe sob o sistema mais racional para obter o necessário equilíbrio entre defesa, meio de campo e ataque, e deixou rolar a harmonia decorrente dessas decisões.

Andrade não é daqueles sábios que estudam a semana inteira o adversário e montam sua equipe em função disso, muitas vezes alterando a escalação ou determinando funções não peculiares a este ou aquele jogador. Nada disso,aposta na quintessência de qualquer esporte coletivo, sobretudo o futebol: o entrosamento entre os atletas em campo, que só se aprimora com o tempo e a repetição dos movimentos de cada um.

Simples assim, como Andrade.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
15/11/2009 - 19:42

ADRIANO, COMO DEVE SER

O campeonato pode ser imprevisível, cheio de altos e baixos, mas certo mesmo é que o Flamengo chegou, ao bater o Náutico, nos Aflitos, por 2 a 0, gols emblemáticos, pois de Petkovic, pegando a sobra de um bate-rebate, e de Adriano, aproveitando exato cruzamento de Zé Roberto.

E o Flamengo chega, nas asas de sua torcida, praticando um futebol ofensivo e aprazível, mas eficiente na defesa também.

Diante do Náutico, o Flamengo jogou na conta do chá para vencer, sem sustos, nem ressalvas. E, se Pet, apesar do gol, não reprisou as belas atuações anteriores, Adriano tratou de jogar pelos dois: fez gol, deu assistências, combateu aqui atrás, armou, enfim, deu um exemplo irretocável de como se deve jogar o futebol, como diriam os mais jovens. pois, digo: deu o exemplo de como se deve jogar bola sempre, ontem, hoje e amanhã.

A polarização entre São Paulo, o líder, e Flamengo, o vice, seria inevitável, não fosse este campeonato tão volúvel e inexplicável.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
09/11/2009 - 15:57

A DIFERENÇA TRICOLOR

Não, não, meu caro, nem o Palmeiras dançou de vez, nem o Galo perdeu definitivamente a chance de ainda disputar o título brasileiro nesta reta final do campeonato. Tampouco o São Paulo já pode ir polindo a taça, embora, na teoria, a sequência de jogos que lhe restam pareça menos árdua do que a dos demais, talvez com exceção do Flamengo, este, sim, já tão próximo da liderança que todas as esperanças rubro-negras são plenamente justificáveis.

Ah, sim, e não nos esqueçamos do Cruzeiro, que faz um seguindo turno exemplar, o que lhe permitiu chegar à zona de disputa do título, também.

A propósito, em meio a esse clima de total imprevisibilidade, já que os times sobem e descem ao sabor da maré, vale aqui ressaltar apenas o aspecto técnico e suas diferenças entre esses cinco pretendentes ao título.

São Paulo e Palmeiras, ainda que na frente dos demais, são os que têm apresentado o futebol mais desconexo. Fortes na defesa, comandada por dois goleiraços – Rogério Ceni e Marcos – e eficientes no ataque, carecem, contudo de uma armação no meio-de-campo mais fluente e consistente.

O Verdão, quando pode contar com a dupla de meias – Diego Souza e Cleiton Xavier -, desde que o técnico Muricy não insista na formação com três zagueiros, melhora cem por cento nesse quesito. Mas, o São Paulo ainda não resolveu de vez essa questão.

Em contrapartida, Flamengo, Cruzeiro e Galo são os que apresentam um jogo mais harmônico, com maikor equilíbrio entre os três setores – defesa, armação e ataque.

Mas, cada um deles tem sido extremamente dependente deste ou daquele jogador fundamental. O Flamengo se transformou a partir da chegada de Álvaro, Maldonado e, sobretudo, Petkovic . O Galo é refém de Diego Tardelli, não só o artilheiro do time, mas aquele atacante que contribui demais na armação. O Palmeiras, da dupla Diego-Xavier, e assim por diante.

Só o São Paulo dá a sensação de que não depende deste ou daquele jogador, embora Rogério e Hernanes tenham sido essenciais.

Na rigor, não há muita distância técnica entre titulares e reservas do São Paulo parece ser bem menor do que nos outros rivais ao título. E isso, talvez, justifique sua liderança temporária, que pode acabar sendo definitiva, ao fim de tudo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
31/10/2009 - 21:49

SÃO PAULO E FLA NA GALERA

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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São Paulo e Flamengo, dois dos mais fortes concorrentes ao título e a vaga na Libertadores, foram os grandes vencedores deste sábado, embora ambos praticassem um futebol bem abaixo do possível. Mas. nessa quadra do campeonato, onde os nervos tolhem a imaginação e desviam os passes, isso é natural.

No Morumbi, o Tricolor, que saltou momentaneamente para a liderança, bateu o Barueri por 1 a 0 – e até poderia ampliar esse placar com Washington e Dagoberto -, gol de Jorge Wagner, na sequencia de cobrança de falta por Hernanes. Mas, foi dominado pelo adversário a maior parte do jogo.

Mais ou menos o que aconteceu com o Flamengo, num Maracanã em festa, contra o Santos. Léo Moura levantou e Adriano, de cabeça, finalizou, o mesmo Adriano que ainda meteu uma bola na trave.

Em contrapartida, o menino Ganso cobrou dois pênaltis aparados por Bruno, o que não é pouco, convenhamos.

Agora, resta torcer para que o Corinhians se agigante contra o Palmeiras, em Presidente Prudente, que o Goiás ressurja no Serra Dourada frente ao Galo, que o Inter tropece no Beira-Rio contra o Botafogo e que o Flu apronte no Mineirão sobre o Cruzeiro.

Haja torcida, pois apenas o clássico paulista tem um grau de imprevisibilidade capaz de contrair o coração do torcedor. Mais pela força da tradição do que pela capacidade atual de Corinthians e Palmeiras.

Mesmo porque o Verdão parece ter reacendido a centelha de campeão com a goleada da última rodada.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
22/10/2009 - 17:16

E AGORA?

Bem, agora, resta ao Palmeiras torcer para que o ritual das últimas rodadas se repita neste fim-de-semana, com os tropeços concomitantes dos seus mais próximos caçadores. Se isso ocorrer, o que não é nada improvável, continuará à frente, com certa folga.

Mas, se o jogo descambou para o campo da autoconfiança, o que parece ter acontecido, o Galo, apesar de pegar em casa um adversário traiçoeiro – o Vitória -, tem tudo para reduzir essa desvantagem para um ponto, o que, na ordem das coisas, não vale nada. Sobretudo, porque o moral do Verde está abaladíssimo, claro.

Assim como é de se prever um salto ainda mais prodigioso do Flamengo, que, embora enfrente um clássico doméstico contra o Botafogo, outrora sua asa negra, vem tão embalado que basta a massa rubro-negra nas arquibancadas para lhe dar uma imensa vantagem inicial.

Um pouco diferente da situação de Inter e São Paulo, que também enfrentam clássicos estaduais, mas sem a mesma euforia, pois vêm patinando na hora de arrancar.

Quanto ao líder, a impressão que me dá é a de que, menos por razões táticas ou técnicas, sua queda de rendimento se dá, sobretudo, pela perda de confiança dos seus jogadores.

É um tal de rifar a bola e errar passes, uma incapacidade de trocar bolas, impressionantes, em jogadores que têm, naturalmente, competência para tanto.

Como reverter essa situação, não sei. Só sei que alguém tem que meter a mão na massa nesse sentido, seja o técnico, a diretoria, os líderes do time, quem tiver mais autoridade sobre o time, enfim.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
19/10/2009 - 17:01

A PERPLEXIDADE DE MURICY

Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.

Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.

Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.

Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.

Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.

Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.

Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.

Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal…

Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.

Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.

VELHINHOS PIMPÕES

Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.

Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.

Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.

Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.

Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.

Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.

Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
18/10/2009 - 19:38

PET, DEEEZZZ!

No intervalo do jogo, o goleirão Marcos foi, como sempre, direto ao ponto:

- Se sabíamos que o Pet era importante? Sabíamos. Se treinamos para anular o Pet? Treinamos. Mas, no campo, Pet fez a diferença, por causa de seu talento.

E essa era só a metade da história, pois Pet, que havia sido anulado por Edmilson até os 24 minutos do primeiro tempo, tabelou com Juan pela esquerda, invadiu a área, limpou dois zagueiros do Palmeiras e tocou no lado esquerdo da meta verde, fora do alcance de Marcos.

A outra metade deu-se aos 17 do segundo tempo, quando Pet cobrou um córner da esquerda, e transformou-o em gol olímpico, com Marcos embaralhando-se com a bola dentro da meta.

Assim, o Flamengo meteu 2 a 0 no Palmeiras, quebrando a invencibilidade do líder no Palestra Itália, e chegou-se às proximidades do G-4, com grandes chances de ganhar uma vaga na Libetradores e até de disputar o título brasileiro, já que os demais candidatos insistem em patinar.

O Inter, por exemplo, não conseguiu ir além de um empate por 2 a 2 com o lanterna Fluminense, fora de casa.

Mas, voltando ao jogo do Palestra, fica estabelecido que Petkovic foi o herói da jornada. Aos 37 anos de idade, dado como sepultado para o futebol ainda outro dia, o sérvio, que se considera iugoslavo apesar das mudanças geopolíticas, Pet segue sendo uma dos mais técnicos e hábeis jogadores do futebol brasileiro.

E foi sua presença que transformou o Flamengo, um time, até então, comum.

Às vésperas da partida, o foco se centrava em Diego Souza e Adriano, as duas maiores expressões de Palmeiras e Fla. E quem assumiu o centro do palco foi Petkovic, não é fácil num torneio tão difícil como o Brasileirão.

Podem os técnicos criar qualquer esquema, que, no fim, prevalece o craque.

Toró anulou iego Souza, é verdade. Maurício marcou bem Adriano, e Edmílson tentou até às entranhas impedir que Pet jogasse. Conseguiu em parte. Parte que não conseguiu, definiu o placar.

Claro, não foi uma tragédia para o Palmeiras, que segue líder, com quatro pontos de vantagem sobre o Galo, vice-lder. Mas, se não der uma volta por cima, corre sério risco de ser desbancado na hora final.

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PEIXE, TIMÃO E DIABOS

O Santos já jogou a toalha há tempos, tanto em relação ao título quanto a uma vaga na Libertadores. O time é limitado, embora tenha alguns bons jogadores, mas não deu liga. Obviamente, melhorará com a volta de Ganso, mas não o suficiente para mudar o panorama. Quanto a Luxemburgo, que ele se dedique as 24 horas do dia a remontar esse Peixe. Caso contrário, o investimento nele não valeu nada.

A derrota do Goiás para o Avaí, de virada, praticamente tira o verde da disputa pelo título e, quem sabe, até de um lugar para a Libertadores, já que o Flamengo embalou. Uma pena para um clube bem estruturado e que contava com a volta de fernadão para dar aquele salto de qualidade.

E o Corinthians, hein? Não consegue mesmo se rearmar depois da perda de André Silva, Douglas e Cristian. Nenhum dos substitutos deu sinais de que cumpriria o papel dos que saíram. E, sem Ronaldo, a coisa fica ainda mais complicada, como vimos na derrota para o Sport, em Recife.

No Campeonato Inglês, o mais charmoso do mundo hoje em dia, o Manchester United caminha com segurança para a conquista de uma glória inédita num futebol mais do que secular: o tetra pra valer, quatro títulos em sequência, mesmo sem sua maior estrela, Cristiano Ronaldo, negociado com o Real. E até mesmo sem Wayne Rooney, seu melhor jogador, como foi na vitória por 2 a 1 sobre o Bolton. Os Diabos Vermelhos são o diabo mesmo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , ,
11/10/2009 - 00:06

PET E RONALDO, O SAL DO JOGO

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Bem, se o São Paulo não parece estar tão a fim de brigar pelo título, a ponto de perder tantas chances para se aproximar do líder Palmeiras, o Flamengo está sedento por uma vaga na Libertadores, no mínimo.

E, no Maracanã, recuperou-se do empate com o Vitória no Barradão, no meio de semana, metendo 2 a 1 no São Paulo, de virada.

O placar em si está dentro da lei das probabilidades, já que se tratava de um clássico, disputado na casa do vencedor, por uma diferença mínima de gols. A diferença está na forma como ambos encararam a partida e como se comportaram em campo.

O Flamengo, com sua formação ofensiva, leve, insinuante, em que Petkovic é sempre o centro nervoso da equipe, jogou pra ganhar, mesmo quando perdia, vítima daquele gol de Hernanes no primeiro tempo.

Por isso mesmo, no segundo tempo, inverteu o placar, com pênalti cobrado em dobro por Pet, o mesmo Pet que, aos 35 enfiou bola surpreendente para Zé Roberto escapar pela esquerda e fuzilar Rogério, de canhota.
Portanto, mais do que merecida a vitória rubro-negra.

Já no Pacaembu, o Corinthians bateu o Grêmio, entre outras coisas, por causa de Ronaldo Fenômeno. Veterano, gordo, trilionário, emerso de sei lá quantas cirurgias nos joelhos que teriam encerrado a carreira de muita gente, Ronaldo, claro, participou pouco do jogo.

Só que essa reduzida participação resultou nos dois gols do seu time. No primeiro, recebeu nas cercanias da área, balançou diante de dois adversários e disparou de canhota bola que repicou no beque e enganou o goleiro. No segundo, partiu do meio de campo, tabelou com um companheiro recebeu na área, limpou e serviu Elias de bandeja.

Pet e Ronaldo, o sal da rodada até aqui

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , ,
09/10/2009 - 18:56

A VEZ DE DIEGO SOUZA

Parece que Dunga já definiu seu time para o jogo contra a Bolívia, a julgarmos os dois coletivos recentes na Granja Comary.

Nesse caso, dois são os pontos básicos:  a passagem de Daniel Alves para o meio de campo, ao lado de Josué e Ramires, e a experiência com Diego Souza no lugar de Kaká, titular indiscutível.

A primeira, já foi alternativa de Dunga em vários jogos, e, talvez, se justifique pela enorme reserva energética do baiano, capaz de dobrar o problema da altitude. A segunda, uma escolha sábia para eventuais ausências de Kaká.

Afinal, nem Elano, nem Ramires, nenhum dos convocados anteriormente, tem um perfil técnivo capaz de substituir o titular. Era um dos poucos equívocos de Dunga em suas convocações. Quem sabe, Diego responda à altura. Espero.

Enfim, é esperar pra ver.

Assim como é de se ver como o Peru reagirá diante da Argentina, no jogo de Buenos Aires, dramático para os hermanos.

Sempre sobrará a lembrança amarga daquele jogo de 78 que nos impediu de decidir o título com a Holanda.

Eu estava lá, e nunca me esquecerei da entrada dos jornalistas peruanos na sala de imprensa, chorando e nos pedindo desculpas pela atuação ignóbil de sua seleção. Tempos depois, o ditador Alvarado condenou vários jogadores daquela equipe, e vários foram os testemunhos de jogadores peruanos, nos tribunais e na mídia, confessando a tramóia.

Mas, isso foi há mais de trinta anos. E não seria justo duvidar, hoje, dos peruanos, que, imagino, jogarão o que podem, o que não é muito, convenhamos.

Pelo sim, pelo não, porém…

BRASILEIRÃO

O grande clássico da rodada, sem dúvida, é o que será travado no Maracanã, entre Flamengo e São Paulo. Pois, os dois têm muito a perder e a ganhar.

Neste exato momento, o Flamengo dá sinais de estar melhor do que o São Paulo, embora a classificação na tabela diga o contrário. Além do mais, o Flamengo joga em casa, calculo, diante de uma multidão delirante.

Ah, mas o Mengão não terá Adriano, seu artilheiro e do campeonato, dirá o amigo mais cético. É verdade, mas aconselho o amigo a não desprezar a capacidade ofensiva dessa equipe, com Pet, Denis Marques e Zé Roberto, que voltou a ser aquele atacante arisco e habilidoso dos tempos do Juventus, do Cruzeiro e, principalmente, do Botafogo.

Já o São Paulo estará muito desfalcado, outra vez, embora tenha bola para encarar o Fla, lá, de igual para igual.

Aliás, é  a chance, tantas vezes desperdiçadas, para o Tricolor se aproximar do líder Palmeiras, que vai aos Aflitos pegar o Náutico, em jogo problemático, Muito mais pel0s problemas do próprio Palmeiras do que pela eventual força do adversário, que joga em desespero.

Não apenas pela ausência sentida de Diego Souza, mas, acima de tudo, pela forma como o técnico Muricy encara a alternativa para surprir essa ausência. Em vez de apenas escalar alguém, como Devyvid Saconni, cujo estilo mais se aproxima ao do titular, prefere mudar o esquema de seu time, que, em geral, não funciona, com três zagueiros e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quanto ao Galo, que dizer? Trata-se de um clássico histórico com o Cruzeiro, o que é sempre imprevisível, independendo do estágo em que esteja este ou aquele. E, sem Tradelli…

Dos integrantes do G-4, o que está melhor, novamente, na foto é o Inter, que vem de vitória, e pega em casa o Furacão em recuperação, mas nem tanto.

Eis a grande oportunidade de o Colorado voltar pra valer pela briga do título.

Sub-20

Na verdade, há um erro semântico na denominação desse torneio mundial. Não deveria ser chamado de Sub-20, desde que jogadores com a idade de 20 anos dele participam. Sub-20 seria de 19 anos pra baixo. Na verdade, é Sub-21. Mas, enfim, como ninguém mais dá bola pra essas coisas, vamos ao que interessa.

O Brasil, que deu um show na última participação, pega a Alemanha, que penou para vencer a Nigéria.

Mas, é aqui que a porca torce o rabo. Embora, o time brasileiro seja, tecnicamente, muito superiro, precisa ficar ligado no fato de que alemão não desiste até o último segundo. Aliás, foi assim que a Alemanha se classificou diante da Nigérias e é assim que se conta a história desse poderoso futebol, em todas as categorias.

Há uma forte tendência de o futebol brasileiro, desde os meninos, de, fazendo o placar, se acomodar. Diante dos alemães, não pode. Tem de jogar, pra valer, até o fim.

Jogar até o fim, por sinal, foi a palavra de ordem da Itália, que acabou caindo fora diante da Hungria, por 3 a 2, no tempo agregado – regulamentar e prorrogação. Mesmo com um jogador a menos – e, num breve momento, com dois – os italianos foram raça pura. Começaram perdendo por 1 a 0, empataram, sofreram o segundo gol já na prorrogação, empataram, e, depois de várias chances perdidas, acabaram sucumbindo, no final.

O jogo, na verdade, foi um porre, tecnicamente. Mas, uma festa emocional. Entre outras coisas, porque a Itália foi a de sempre, aquele time que pratica o calcio, não o futebol. Marca muito, sua muito e não é capaz de inventar nada.

Por seu lado, a Hungria, cuja glória passada se baseou na chamada Escola Danúbio, de muito toque e técnica refinada, foi uma Itália em ponto menor: marcou, errou passes à beça e jogou pouco.

São os novos tempos, infelizmente.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
04/10/2009 - 21:05

VERDÃO, NO TRONO

27rodada

O Verdão manteve o trono intacto, ao bater o Santos por 3 a 1, num jogo equilibrado no primeiro tempo, e mais ameno no segundo, quando o placar começou a rebolar.

E olhe que foi o Santos quem saiu na frente, com um disparo fatal de Luizinho da direta, logo aos 9 minutos da etapa final.

Mas, o Palmeiras estava bem postado e empatou logo em seguida, com Diego Souza, o nome do jogo, de cabeça, para ampliar aos 28, com Robert, que entrara no lugar de Obina.

Por fim, Love sacramentou os 3 a 1, numa bela trama de Cleiton Xavier e Robert, que limpou do goleiro, antes de o artilheiro empurrar para as redes vazias.

Assim, o Palmeiras permanece na liderança, com folga, com pinta de quem não irá entregar o ouro facilmente, enquanto o Santos segue patinando lá pelo meio da tabela.

OS PERDEDORES

Os grandes perdedores desta rodada foram, sem dúvida Goiás e Inter.

O Goiás, que levou de 3 a 1 em pleno Serra Dourada, na maior surpresa deste fim-de-semana, pelo menos se mantém ali na órbita da clasificação para a Libertadores.

Mas, o Inter caiu fora da zona de classificação e começa a ver o líder Palmeiras com a perspectiva embaçada. O diabo é que não se trata de um tropeço esporádico, desses que podem acontcer com qualquer um, como, por exemplo, parece ter ocorrido com o Goiás, pois o Inter vem somando insucessos um atrás de outro, depois de um fulgurante momento no campeonato.

O último, esse diante do Coritiba no Couto Pereira, por 2 a 0, quando foi dominado a maior parte do tempo pelo Coxa, que poderia tre ampliado o escore, casa Marcelinho Paraíba alcançasse aquela bola que zunia a meta desguarnecida do Colorado.

Ou muito me angano, ou o Beira-Rio va pegar fogo.

A FESTA CONTINUA

No embalo da escolha para sede da Olimpíada, o Rio invadiu o Maracanã, no mais clássico dos clássicos brasileiros – o Fla-Flu.

Só que desta vez, a festa não foi de todos os cariocas, só dos rubro-negros, que mais uma vez revrenciaram o Imperador, autor dos dois gols da vitória do Fla sobre o Flu, que segue cada vez mais lanterna do campeonato.

Em contrapartida, o Flamengo já começa a rondar a zona da Libertadores, com todo o potencial para lá chegar, no final das contas.

Pois, além do Imperador, tem Pet, tem Zé Roberto em plena recuperação anímica e técnica e tem esse timoneiro tranquilo, capaz de tocar o barco em meio às recorrentes ondas de euforia e depressão que costumam invadir a Gávea – Andrade.

INGLESANDO

O Arsenal levou 1 a 0, empatou, levou 2 a 1 e, em seguida, despejou um caminhão de gols sobre o Blackburn – 6 a 2, numa tarde de gala do armador Fabregas. Foi um shoew de toque-toque do Arsenal, mesmo quando perdia o jogo, que dirá quando passou a vencer. Dá gosto ver esse time jogar.

Já o Manchester vacilou, e só conseguiu empatar seu jogo com o Sunderland, em pleno Old Trafford. E empatou no finalzinho, com um gol canhestro de Evra, embora o seu primeiro, de Berbatov fosse uma pintura – um voleio vertiginoso.

Quem não vacilou foi o Chelsea, que, no clássico com o Liverpool, meteu 2 a 0, em plena inspiração de Drogba, e assumiu a liderança do campeonato mais gostoso de se ver, seja pela técnica, seja pelo empenho, seja pela emoção presente o tempo todo, e qualquer jogo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional Tags: , , , , , ,
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