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29/09/2009 - 19:29

CHEIRO DE ARROZ QUEIMADO

Huuumm… Tem cheiro de arroz queimado nessa história do Morumbi e a Copa do Mundo de 2014 no Brasil.

Agora, foi a vez do presidente da Fifa, em visita ao Brasil, reforçar o lobby contra o estádio do São Paulo, como possível centro de abertura da Copa.

A tese é a de que o Morumbi não está, neste momento, preparado para receber jogos de excelência do Mundial.

Pergunto: qual dos atuais estádios brasileiros, neste momento, está? Nenhum. Rigorosamente, nenhum. Mas, isso não passa de um flagrante, um retrato de agora, o que nada tem a ver com a prospeção do futuro.

Mesmo porque, certamente, nenhum dos estádios candidatos, estará em 2014 como estão agora, óbvio.
Caso contrário, a Copa terá de ser transferido para outro país, claro.

O mais intrigante é que, das declarações de Sepp Blatter, flutuou uma peninha: diz ele que soube pelo prefeito de São Paulo que outro estádio será erguido pelo poder público na Capital, talvez uma profunda reforma do Pacaembu.

Bem, o Pacaembu está tombado pelo Patrimônio Histórico, o que implicará numa batalha extra para submetê-lo a qualquer reforma. Além do mais, é inaceitável que o poder público gaste um tostão sequer do nosso bolso para construir ou reformar estádios, desde que haja uma alternativa como o Morumbi, pertencente á iniciativa privada.

Todo e qualquer tostão a ser gasto pelo Município, Governo Estadual e União, deverá ser em benefício da população, obras de infra-estrutura, como metrô, avenidas, aeroportos, transporte coletivo etc.

Tem coisa aí, simpatia.

MASSACRES NA LIGA

Vi em tela dividida dois jogos da Liga dos Campeões Europeus. Pois, fora dois massacres técnicos e táticos, com resultados modestos pelo volume de ações ofensivas criadas tanto pelo Barça quanto pelo Barcelona: 2 a 0.

No Nou Camp, o Barça acuou o Dínamo de Kiev por quatro quintos da partida, e só não aplicou uma goleada histórica porque o goleiro ucraniano pegou tudo e mais alguma coisa, fora os gols desperdiçados.
Messi e Xavi deram as cartas.

Em Londres, o Arsenal, idem com batatas, contra o Olympiacos: plantou-se o tempo todo no campo adversário, meteu uma bola no travessão e fez o nome de Nikpolidis, o arqueiro grego, em tarde de Fabregas.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol internacional Tags: , , , , ,
05/02/2009 - 17:05

FESTA FIFA

A Copa é nossa. E sua infra-estrutura, também?

Rapaz, está uma festa esse périplo dos investigadores da Fifa pelo Brasil.

Por onde passam, são recebidos em palácio por tapetes vermelhos, é paparicação pra cá, é carinho pra lá, afinal eles é que devem indicar à Fifa quais as cidades-sedes mais adequadas para a Copa do Mundo de 2014.

E o Brasil inteiro quer entrar nessa boquinha, cujas presas, pelo que inspira nossa história, serão de mamute.

Pelo mindinho se conhece o gigante. Estou, pois, curioso para saber quanto o Brasil (nós, no fim das contas) gastará nessa breve e alegre excursão dos cartolas da Fifa. Suponho que alguns milhões, troco de cafezinho para o que aí vem, quando as grandes obras se iniciarem.

Já que o estupro nos nossos bolsos é inevitável, que pelo menos nos deixem de consolo obras de infra-estrtura necessárias e adequadas, além do emprego temporário para tantos brasileiros famintos pelos quatro anos que se avizinham.

E que as autoridades tenham a decência de fiscalizar devidamente essas obras e expor seus reais gastos publicamente, sem máscaras nem paetês.

Enfim, fazer exatamente o oposto do que foi feito no Pan do Rio, ao cabo do qual, restaram apenas ruínas esportivas e nenhuma obra de infra-estrutura das tantas prometidas quando da candidatura da Cidade Maravilhosa a sede do evento.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo Tags: , , ,
18/12/2008 - 14:57

ASSIM, NÃO DÁ

Urge, como diria o ínclito senador da Velha República, reformular essa Copa do Mundo de Clubes. Aliás, quando o esquema atual foi anunciado, balancei a cabeça, pensando com meus botões com o sotaque do Cafu: “Isso não vai dar certo”.

Claro que uma Copa do Mundo de Clubes tem que escalar em campo representantes de todos os continentes, caso contrário não se trata de um certame mundial. Mas, a simples exceção de incluir o time da casa onde a competição será realizada, seja em Yokohama, seja em Dubai, como se anuncia, já dá a dimensão de que não se trata apenas de uma disputa esportiva.

Nesse instante, acrescentam-se dois valores indispensáveis: o espetáculo e o a garantia de presença maciça dos torcedores no estádio. Diante disso, por que não estender esse marketing para o mundo todo, acrescentando à competição um nível de interesse e de qualidade técnica superiores, que seduzam as grandes audiências em todo o planeta?

Ora, a própria fórmula de disputa, em que os classificados por continentes onde o futebol é evidentemente inferior participam de uma eliminatória preliminar, atesta isso. No fim, a não ser que haja uma zebra imensurável, será a liça entre o campeão da Libertadores e o campeão da Liga dos Campeões. Reduz-se, pois, a Copa do Mundo de Clubes, à antiga disputa entre sul-americanos e europeus, em Tóquio, depois, Yokohama.

O que quero dizer é simples: essa Copa carece de mais representantes sul-americanos e europeus para ganhar a dimensão a que se propõe. Como? Não sei. Mas, há várias formas de fazê-lo, basta a Fifa repensar o tema.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Libertadores, Sem categoria Tags: ,
25/11/2008 - 16:07

LIBERTADORES SEM SORTEIO

O Peru, por causa da intervenção do governo em sua federação, está, temporariamente, suspenso pela Conmebol, em atendimento a exigências básicas da Fifa.

Logo, três de seus times que disputariam a Libertadores do próximo ano abriram espaço para as manobras políticas de praxe com o fito de preenchimento das vagas desocupadas.

Fala-se em sorteio (já realizado) entre os países restantes. Os sorteados, então, escalariam seus novos representantes na competição. Um absurdo!

Só há um caminho decente para a solução desse problema: aquele que indica para uma decisão de ordem técnica. Isto é: os três sairiam da repescagem da própria disputa – em vez de dois classificados, cinco. Ponto final. O resto é arreglo.

Foto: Efe
Sorteio da Libertadores

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Libertadores Tags: , ,
21/10/2008 - 15:36

O STJD E O VT

Esse negócio está fugindo de controle mesmo. Que o STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) julgue o jogador flagrado pelas câmeras de tv agredindo outro, fora do alcance do olhar da arbitragem, tudo bem. Já é uma prática estabelecida pela Fifa em Mundiais, a Uefa etc.

Mas, julgar um atleta que cometeu esta ou aquela infração assinalada pelo árbitro com base no vt do jogo já é extrapolar as funções do tribunal. Se o juiz, no ato, julgou que a falta não mereceu um cartão vermelho, ponto final. Pela lei do jogo, o juiz é a autoridade suprema numa partida de futebol e a súmula por ele redigida é a rainha das provas em qualquer tribunal esportivo.

Em caso de extrema e flagrante benevolência do árbitro, neste ou naquele lance, caberia, sim, ao tribunal julgar o árbitro, não o atleta. Mas, nem isso, já que o código displinar não prevê, até onde sei, jurisdição do tribunal sobre os árbitros de futebol. Estes, na verdade, são fiscalizados pela comissão de arbitragem, que, por decisão administrativa pode afastá-los das escalas por tempo determinado ou mesmo rescindir seus contratos de vez.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: ,
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