ENFIM, CAMPEÃO
Foi sofrido, mas valeu. Enfim, depois de três anos de seca, o Grêmio levanta uma taça, com dose extra do néctar da vitória por levar o ilustre nome do cartola da banda de lá, a dos colorados.
Ferdinando, tão castigado pelas vaias de seus torcedores, num disparo longo e fatal, deu o título do primeiro turno do Gauchão ao Grêmio, diante do Novo Hamburgo, a zebra da hora.
O fato é que o Grêmio vai se moldando nas mãos hábeis de Silas e uma conquista como essa, por certo, sedimentará o moral da tropa, o que haverá de facilitar a tarefa do treinador. Sobretudo, se a torcida sossegar um pouco o pito.
MENINOS IMPOSSÍVEIS
Ó, gente de pouca fé! Em cada esquina, em cada padaria, em cada boteco, em cada escritório ou oficina há sempre um pragmático de plantão repetindo o mesmo mantra: quero ver esses meninos diante de um time de gente grande, não contra essa mulambada do Paulistão.
Pois, veio o São Paulo, time cascudo, tantas vezes campeão, todo reforçado para a Libertadores e tal e cousa e lousa e maripousa, e os Meninos da Vila passaram brincando, com direito a gol de letra merecedora de nota 10 de Di Franco, o mestre da caligrafia, dos tempos em que ainda se escrevia à mão.
Agora, foi a vez do Corinthians, com todas as suas celebridades comandadas por Mano Menezes, técnico sóbrio e zeloso, destinado a voos muito maiores, e os peixinhos botaram na roda também, completando nove vitórias seguidas, no Paulistão e na Copa do Brasil: 2 a 1, dois gols tramados com ciência e talento, pé em pé – Neymar, de virada, e André. Sem falar no pênalti perdido por Neymar.
Isso, antes de o Corinthians ter dois jogadores expulsos. Mesmo porque, depois, os meninos perderam o gosto pela brincadeira, embora seguissem dominando e atacando.
Contudo, o nome da rodada foi o de outro garoto: Fernandinho, que saiu de delicada cirurgia para entrar no transcorrer do jogo do São Paulo e marcar quatro dos cinco gols de seu time contra o Monte Azul.
Já o Palmeiras, em Rio Claro, tomou um gol de início e passou o resto do tempo tentando fazer a bola emergir do charco em que o campo se transformou. Quando conseguia, esbarrava no dique montado pelo Rio Claro diante de sua meta. E foi assim que o Verdão naufragou pela primeira vez sob o timão de Antônio Carlos.]

PATO E OUTROS BICHOS
Ainda na vitória do Milan sobre o Atalanta, neste domingo, Pato fez dois dos três gols de seu time. Um golaço, de voleio, em passe de Ronaldinho Gaúcho, que voltou a jogar muito, e outro que seria uma pintura se o beque, no momento final, não tivesse tocado contra suas redes: Pato dominou na área, limpou o goleiro e completaria com classe lance primoroso.
De qualquer forma, o menino não estava mesmo destinado a servir à Seleção neste amistoso com a Irlanda, mesmo que Dunga o convocasse. Num contragolpe rápido, sentiu o músculo posterior da coxa e deverá baixar enfermaria por um bom tempo.
Os Diabos Vermelhos levantaram mais uma taça neste domingo – a da Liga Inglesa -, ao bater o Aston Villa, na casa do adversário, por 2 a 1, de virada. E, não preciso dizer que o gol da vitória foi de Wayne Rooney, de cabeça, como conclusão de bela trama entre Berbatov e Valência.
Nada mais merecido, pois o Manchester United foi superior ao Aston o tempo todo, como de hábito. E Rooney, escrevam aí, será sério candidato ao título de melhor do mundo, segundo a Fifa, neste ano. Não por esse gol isolado porém decisivo, mas, pelo que vem jogando, partida após partida.
Outro que está esmerilhando no futebol europeu é o holandês Robben, do Bayern de Munique, que neste domingo assumiu pela primeira vez a liderança do Campeonato Alemão, cumprindo sua décima sétima partida invicta.
Robben é o dono do time, embora Van Bommel, outro holandês, volante de irreprimível vocação ofensiva, tenha sido o dono do jogo contra o Hamburgo, na vitória por 1 a 0, gol do francês Ribéry, a segunda estrela da equipe.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Corinthians, Ferdinando, Gauchão, Grêmio, Neymar, Novo Hamburgo, Paulistão, Santos