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Posts com a Tag Felipão

quinta-feira, 13 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 02:01

CATEGÓRICO GLORIOSO

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O Botafogo foi ao Pacaembu, pôs a bola no chão e o Corinthians na roda, meteu 2 a 0, com Loco Abreu e Maicossuel, saltou por cima do São Paulo e volta para o Rio em terceirão com todo moral do mundo para disputar pau a pau o título brasileiro.

Sim, porque, ao bater o líder tão categoricamente, o Glorioso, que já vinha no ameaço há um bom tempo, entrou na faixa de disputa justamente na reta final do campeonato.

Tão categórica foi a vitória botafoguense que seu time passou os últimos trinta minutos de jogo sem Bruno Cortês, expulso. E nem assim o Corinthians conseguiu sequer reduzir o placar, embora forçasse muito e esbarrasse na bela atuação de Renan, o reserva de Jefferson.

E, ao Timão, resta agora torcer por um tropeço do Vasco nesta quinta-feira, diante do Furacão, na Arena da Baixada, a fim de garantir-se ainda na liderança, reconquistada outro dia e já a perigo novamente.

ALÉM DA CRISE

Pois não é que o Palmeiras, metido até o pescoço em grave crise – mais uma! -, foi ao Engenhão e arrancou um empatezinho maneiro, estancando a escalada recente do Flamengo em direção à luta pelo título?

Não, não creio que o lamentável episódio vivido pelo jogador João Vítor em frente à sede da Mancha Verde, em decorrência do qual, Kleber praticamente está fora da Academia, tenha estimulado o Verdão a se desdobrar em campo e conseguir o resultado quase impossível de se prever na véspera.

Creio que o empate se deveu mais à falta de potência do Flamengo, que, desta vez, se ressentiu da ausência de Ronaldinho Gaúcho, o cara da bola parada.

Quanto a Kleber, sua revolta, embora antiprofissional, é justa, ao acusar o técnico Felipão de indiretamente incitar reações como essa de alguns torcedores, ao, repetidamente, expor os jogadores como responsáveis pelas más atuações da equipe, tirando o seu da reta.

Nas palavras, Kleber está correto; no gesto de abandono da concentração, negando-se a embarcar para o Rio, comete uma indisciplina imperdoável, se é que haja algo realmente imperdoável no futebol a não ser aquele gol perdido diante das redes vazias.

Notas relacionadas:

  1. GLORIOSO ADEUS
  2. TIMÃO, CATEGÓRICO
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 5 de outubro de 2011 Campeonato Brasileiro | 14:01

DOIS CLÁSSICOS DE MORTE

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Antes de tudo, peço desculpas por não ter conseguido postar meus comentários aqui ontem. É que demônios cibernéticos invadiram minha caverna de Ibiúna, deixando-me isolado do mundo.

Só agora pouco consegui exorcizá-los. Então, vamos ao que interessa: os dois clássicos nacionais que agitam esta noite de quarta-feira – no Olímpico, o jogo atrasado entre Grêmio e Santos, e, em Sete Lagoas, o Cruzeiro a perigo versus um São Paulo que segue sonhando com o título.

O Tricolor costuma se sair bem melhor fora e casa do que no Morumbi, outrora sua fortaleza inexpugnável. Mas, irá desfalcado de alguns titulares, como Lucas, Wellington e o paraguaio Piris. Desfalques, porém, para os quais há boas soluções entre as tantas de que pode se socorrer o treinador Adílson Batista.

Na lateral-direita, Jean, que antes da chegada de Piris vinha se virando muito bem por ali, apesar de algumas restrições, é a solução óbvia.

Já para os lugar de Lucas, o leque de opções se abre em várias direções e estilos: Carlinhos Paraíba, Rivaldo e Marlos, por exemplo.

Desconfio, porém, que bastará ao técnico escalar Carlinhos Paraíba, ao lado de Casemiro, Denílson e Cícero, no meio de campo, com a dupla de ataque formada por Dagoberto e Luís Fabiano.

Haveria a alternativa da passagem de Carlinhos Paraíba para a lateral-esquerda, onde Juan não vem correspondendo à altura e a inclusão de Rivaldo ou Marlos na ligação ao ataque. Mas, essa é outra história, mudança possível de ocorrer no transcurso da partida.

Quanto ao Cruzeiro, que vive o pior momento de sua gloriosa história no Brasileirão, precisa desesperadamente da vitória para que a situação não fique ainda mais preta. E, se o amigo espiar a escalação de Vagner Mancini, verá que o time não é para estar em posição tão delicada, apesar de todas as perdas sofridas desde os tempos em que era considerado o melhor da América, no começo da temporada.

Logo, desconfio que o problema todo está mais na cuca do que nos pés dos jogadores. E que uma vitória esta noite teria um efeito terapêutico maior do que a ida da turma toda ao divã do Gikovate.

GRÊMIO E SANTOS

Grêmio e Santos contam com uma vitória esta noite para alcançar posições mais adequadas às suas tradições. Ambos vagam ali pela metade da tabela, com um ponto de diferença a favor dos tricolores do Sul, embora ao Santos ainda reste resgatar um jogo a mais adiado, contra o Botafogo.

O cenário é mais propício ao Grêmio, claro, não apenas porque joga em casa, mas, sobretudo, porque vem de vitórias, ao contrário do Santos. E, mais, pega um Peixe sem Neymar, que é o cara, aquele que faz a diferença, como dizem por aí.

O Santos, contudo, responde com Borges, o artilheiro do campeonato, que certamente gostaria de brindar seu aniversário com um cálice cheio de vingança contra o time que o desprezou outro dia.

Muricy não adiantou se vai com três atacantes ou quatro volantes. Neste caso, confesso, isso é um tanto irrelevante.

E Celso Roth vacila entre André Lima e Brandão, que vem merecendo muitas críticas e vaias até da torcida gremista. No fundo, no fundo, ambos se equiparam – são dois centroavantes à moda antiga tão em voga recentemente, fortes, bons no cabeceio e rompedores, mas reticentes com a bola nos pés.

Justamente o oposto de Borges.

FELIPÃO NO MORUMBI?

A doce, bela e sempre bem informada Sonia Racy, em sua coluna no Estadão, revela que Felipão., quem diria?, poderá acabar no Morumbi no ano que vem. Pelo que sei da esplêndida jornalista, certamente alguém de dentro do São Paulo lhe soprou a novidade.

Quem? Não sei. Tampouco de que escalão na hierarquia tricolor.

Só sei que os maiorais do departamento de futebol do clube desmentem a mais remota intenção, neste momento, de que esse tema sequer seja tratado no Morumbi. Assim como, por meio de seu assessor de imprensa, Acaz Fellenger, Felipão segue o mesmo roteiro da negativa.

A possibilidade, todos sabemos, sempre existe, mesmo porque nesta longa caminhada pelos campos do futebol, aprendi a não confiar cegamente na palavra de cartola ou de treinador.

O improvável, nessa história toda, é o São Paulo romper todos os tetos de sua tradição para pagar a Felipão o que nunca pagou nem a Telê Santana. A não ser que a obsessão pela Libertadores se transforme em esquizofrenia.

VASCOOO!

O Almirante volta a campo, desta vez, pela Copa Sul-Americana, levando o barco devagar, como aconselha o velho vascaíno Paulinho da Viola no samba antológico. Vai a Cochabamba, carregando o barco nas costas, pois por lá o mar não lambe, com um time praticamente reserva.

Reserva, mas, nem por isso, uma baba. Lá estão, por exemplo, além dos titulares Fernando Prass, goleiro que está merecendo mais atenção do que a habitual, e o lateral-direito Fagner.

Mas, espie o amigo o resto da equipe. Lá estão os meninos Diego Rosa, um volante de estirpe, Alan, frequentador de seleções de base, Felipe Bastos e Bernardo, que sempre quando chamados para o time principal respondem à altura. E, lá na frente, o veterano Leandro e Elton, que tem feito seus golzinhos providenciais.

Quer dizer: diante do Aurora, o Vasco bem que pode levar adiante sua esperança dissimulada de conquistar nesta temporada singular a tríplice coroa – a Copa do Brasil, já na gaveta, o Brasileirão que lidera e a Sul-Americana, projetando-se para A Libertadores do ano que vem.

Feito inédito, salvo engano, na história do Vasco da Gama, incluindo seus momentos mais gloriosos, que não foram poucos.

VELHICE E REALIDADE

Vira e mexe, algum jovem posta aqui um comentário me acusando de ser velho, superado, gagá mesmo. E, por causa disso, as ideias que aqui exponho são inválidas.

Pois, quero declarar, publicamente, que sou um velho, sim, senhor. Não porque esteja celebrando o mês que vem meus 70 anos de vida. Mas, porque nasci velho.

Isso mesmo; velho como Matusalém, de barbas brancas e cabelos encanecidos, ou como aquele Benjamim Button do cinema, que desperta ancião e começa a regredir até virar um bebê.

Basta dizer que lá pelos cinco, seis anos, curtia no rádio as canções e sambas dos anos 20, 30, duas ou uma década antes de ter vindo à luz. E jamais, no tempo da minha adolescência e juventude, o rock, por exemplo, me seduziu. Até hoje.

Quando aprendi a ler, comecei com a saga de Arséne Lupin, de Maurice Le Blanc, e logo fui para Machado, Aluísio de Azevedo, Eça, passando aos onze anos pelos Diálogos de Plantão, etc.

Na pintura, nunca trocaria um Cézanne por um Picasso.

São coisas intrínsecas, que fazer?

Mas, nada disso me fez perder o juízo, creio, Imagino-me olhando o presente com um olho no passado e um terceiro, aquele que muitas culturas supõem com poderes precogniscíveis no futuro.

O que isso tudo quer dizer? Rigorosamente, nada. Pois, a memória embaça quando se busca o passado, a visão falha ao ver o presente, e o futuro a Deus pertence.

Mas, é o que sou, como sou, e, parodiando a célebre frase de Zagalo, me engula quem quiser. Quem não quiser mude de canal.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS DE DOMINGO
  2. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  3. CLÁSSICOS DE ARROMBA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 15 de agosto de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 17:13

FELIPÃO E ABEL, EM CENA

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Dois técnicos cordiais – no sentido em que o saudoso Sergio Buarque de Holanda conferia ao termo ao definir o brasileiro como um ser cordial, isto é; um tipo levado mais pelos ditames do coração do que pela razão – assomaram a cena do futebol, depois da rodada do fim de semana – Felipão e Abel Braga.

Abel é a emotividade doce; Felipão, o rompante ácido.

Abel, que foi esperado feito messias por meses a fio no Fluminense, viu seu nome grafitado nos muros das Laranjeiras, não como uma saudação e sim como uma condenação: “Fora, Abel!”.

Isso, porque seu time perdeu para o Grêmio, em pleno estádio Olímpico, por 2 a 1, resultado absolutamente normal por conta do peso das duas camisas, fator campo, a necessidade extrema de o Tricolor gaúcho sair da inhaca em que se encontrava e tal e cousa e lousa e maripousa.

E, se o Flu não foi bem, também não foi uma tragédia em campo. Até criou algumas chances de empatar, no finalzinho.

Já Felipão meteu a boca no seu Palmeiras, que, diga-se, foi até melhor do que o Vasco na maior parte do jogo. Criou muito mais oportunidades do que o oponente e tomou um gol de falta, em pleno São Januário.

E foi além o celebrado técnico: ou a diretoria troca o elenco, ou troca o técnico.

Abel, depois de apenas dois meses à frente do Flu, me parece descorçoado, como diz o caipira, já Felipão parte para o extremo, quase um confronto. E põe o dedo na ferida: a casa verde ruiu depois daquele episódio com Kleber como protagonista da novela Sai-Não-Sai.

Calma nessa hora, minha gente. O Palmeiras ainda está por ali, rondando a zona de classificação para a Libertadores, e o Flu, atual campeão brasileiro, ainda guarda uma reserva de lenha pra queimar, embora tenha perdido outro dia seu principal jogador e ídolo da torcida, o argentino Conca.

JORGINHO, O BOM

Permita-me o amigo mudar o foco destas mal traçadas linhas para a Série B do Brasileirão, em que a Lusa lidera com campanha até aqui extraordinária. Muito em função de alguns jogadores em grande forma, como os meias Henrique e Marco Antônio, o goleiro Weverton, o volante Ferdinando e o artilheiro Edno, que parece fadado a jogar na Lusa pelo resto de sua longa vida.

Quero, no entanto, saudar aqui a figura do técnico Jorginho, o Jorginho Cantinflas.

Explicando o apelido para os mais jovens: Mário Moreno, o Cantinflas, foi um comediante de fama internacional, popularíssimo aqui no Brasil nos anos 50 com seus filmes baratos e divertidos, uma espécie de Chaves de seu tempo. E o ator tinha duas marcas indeléveis: as calças com cintura rebaixada à altura dos quadris (como, aliás, os jovens usam hoje dia) e o erguer da sobrancelha direita sempre que se deparava com alguma surpresa, o mesmo arco que Jorginho exibe o tempo todo, surpreso ou não.

Mas, voltando ao que interessa: há tempos venho dizendo que Jorginho haveria de ser uma grata surpresa, sim, no mundo dos treinadores brasileiros. E sinais disso ele deu quando assumiu interinamente o Palmeiras, antes da ida ao Parque de Muricy, ainda outro dia.

Rodou por aí, ao deixar o Verdão, sem maiores sucessos, até desembarcar no Canindé, onde presta relevantes serviços. Foi bom jogador, um meia hábil e de muito descortino de jogo, atuando pelo Palmeiras, pela Lusa, pelo Galo e pelo Santos, onde, creio, teve seu melhor momento.

Sabe das coisas e curte o ideal de um futebol ofensivo, leve e inteligente como éramos antes da invasão das hordas de volantões que mataram as jogadas e o discernimento do jogo.

Torço, pois, para que decole de vez a carreira de Jorginho, para o bem do futebol brasileiro.

Notas relacionadas:

  1. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  2. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  3. A LA FELIPÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 12 de junho de 2011 Sem categoria | 22:04

NA ESTREIA DE ABEL, DEU TITE

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Na estreia de Abel Braga, o messias esperado há tento tempo nas Laranjeiras, o Fluminense perdeu por 2 a 0 do Corinthians, no Pacaembu.

Perdeu, sobretudo, no primeiro tempo, quando o Corinthians foi mais incisivo e categórico, criando boas chances a partir das descaídas de Danilo pela esquerda. Tanto que dali nasceu o gol de abertura de Willian, autor também do segundo, de pênalti, fruto de falha do goleiro Berna em chute longo de Paulinho.

O Flu também sofreu a perda de Deco, que vinha de duas excelentes exibições, ainda na primeira etapa, e só foi se recuperar, no segundo tempo, com a entrada de Souza, que dinamizou aquele meio campo até então amorfo.

Mas, aí, esbarrou em Júlio César.

Assim, o Timão assume a vice-liderança do Brasileirão e acena com boas perspectivas, principalmente depois da incorporação de Alex no time.

PÍFIO FLAMENGO

Nem mesmo o empate por 1 a 1 com o Atlético PR pode aliviar o mal-estar na Gávea, sob o prático argumento de que o jogo foi disputado na casa do inimigo. Pois o Furacão não passou de leve brisa soprando na Arena da Baixada, num dos piores jogos dos últimos tempos. E o Flamengo, nem mesmo um suspiro.

Que o Atlético jogue o que jogou é compreensível, pela ausência de um elenco mais qualificado. Mas, o Flamengo, com seus Ronaldinhos e Thiagos? Meu Deus!

A LA FELIPÃO

E não é que o Verdão foi ao Beira-Rio e voltou com um empate bem maneiro por 2 a 2 com o Inter de Falcão, o que lhe permitiu ascender para a terceira posição da tabela?

A la Felipão, o Palmeiras fechou sua marcação sobre o Inter, e apostou nas bolas paradas de Assunção, que, por um triz, não marca por duas vezes. Já o Inter, embora com a bola nos pés, não soube contornar essa situação. Tanto, que os dois primeiros gols foram contra, de Márcio Araújo e Rodrigo.

Luan, canhoto pouco valorizado nesse time, ainda que decisivo por várias vezes e muito participante o tempo todo, em jogada pessoal, virou, para Damião empatar já no apito final.

Já passou da hora de o Internacional reagir na competição. Quanto ao Palmeiras, tá bom demais, na medida do possível.

BOA, BOTA!

O Glorioso sofreu diante do excelente Coritiiba, que abriu o placar no Engenhão logo de cara e terminou o jogo aplicando um sufoco no adversário.

Mas, entre esses dois momentos cruciais, o Botafogo teve bola e organização para virar um balaio de três sobre o Coxa, graças a Elkeson, Maicossuel e Alex.

O Botafogo, muito remoçado, ainda oscila dentro da partida, o que é natural. Mas, com Maicossuel voltando à melhor forma, mais Elkeson e Alex, a chegada de Renato (ex-Santos), por certo, dará mais consistência ao meio de campo alvinegro, credenciando-o a fazer boa figura neste Brasileirão.

BAHIA E GALO

Hmmm…, que pênalti é esse, meu! Bola disparada a um metro do zagueiro atleticano, que se vira de perfil para evitar o choque de frente, evidentemente bate no braço colado ao corpo. Não há o menor vestígio de intenção do atleticano em levar o braço à bola, única situação que se configura faltosa em lances desse tipo.

De qualquer forma, Souza abriu o placar para o Bahia, num Pituaçu delirante, e o Galo empatou com Berola, na estreia de Ricardinho no Bahia.

Não vi o jogo, mas, quem lá esteve garante que o Galo foi melhor, criou várias chances e foi barrado pelo goleiro Marcelo Lomba.

O Galo promete e o Bahia começa a ter um contorno interessante, com Jobson, Ricardinho e Lulinha, sob o comando de Renê Simões.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
  2. CLÁSSICO DE VERDADE
  3. FLA, TIMÃO E TRAVESTIS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 5 de maio de 2011 Copa do Brasil | 22:14

COXA, ESPETACULAR!

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Ah, mas esse Coritiba só enfrenta pé de chinelo, campeonato paranaense, essas molezas; quero ver quando pegar os grandões do Brasil – diziam os céticos e soberbos dos grandes centros, enquanto o Coxa ia batendo recordes sobre recordes nesta temporada.

Pois, pegou o Palmeiras, pela Copa do Brasil. O mesmo Palmeiras que liderou a maior parte da fase de classificação do Paulistão, tido e havido como o mais disputado do país O Palmeiras de Felipão, mestre em mata-mata, do Kleber Gladiador e tal e cousa e lousa e maripousa..

Pegou, torceu o pescoço do Periquito e fez uma canja do adversário, no Couto Pereira: 6 a 0. Ou, para os mais jovens, de gosto tão duvidoso, fez um porco assado com batatas coradas. Tá bom, ou querem mais?

É verdade que Rivaldo foi expulso, aos 17 minutos do segundo tempo, justamente, diga-se. Mas, aí, o placar já era de 4 a 0 para o Coxa, que dominava plenamente a partida.

A não ser que, no jogo da volta, o Palmeiras consiga um prodígio, algo que beire o sobrenatural, o Coritiba já está na próxima fase da Copa do Brasil. caso contrário, até o futuro de Felipão no Palestra estará ameaçado.

BONDE DESCARRILOU

E o bonde sem freio descarrilou ao bater de frente com o Ceará, que foi ao Engenhão carimbou a faixa de campeão do Flamengo e voltou para Fortaleza com grandes chances de seguir nos trilhos da Copa do Brasil que conduzem à Libertadores.

Afinal, fez 2 a 0, gol de falta de  Nicácio, no finzinho do primeiro tempo, e ampliou
em bela infiltração de Geraldo (a bola tocou no seu braço, involuntariamente), aos 20 minutos do segundo tempo. O mesmo Geraldo que perderia o gol mais feito do jogo, logo depois de o Flamengo reduzir o placar com Vanderlei, que entrara no lugar do inócuo Deivid.

Sim, claro, o Flamengo apertou, quase chegou ao empate, não fossem as boas intervenções do goleiro Fernando Henrique. Mas, foi pouco para o brilho de suas atrações internacionais, como Ronaldinho Gaúcho, por exemplo, que se mexeu o tempo todo, buscou o jogo, lutou, e acabou saindo de campo, no final, sob vaias.

Atenção, porém: o Flamengo, apesar do desastre, ainda tem bala para voltar aos trilhos da Copa do Brasil.

Notas relacionadas:

  1. CRISE NA LIBERTADORES
  2. COXA E VERDÃO NA FOTO
  3. INVICTOS EM CAMPO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

sábado, 2 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 08:19

ATAQUE VERSUS DEFESA

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É o confronto entre o melhor ataque do Paulistão e a melhor defesa do Brasil. Pelo menos, é o que dizem as estatísticas.

Mas, Santos e Palmeiras, o clássico deste domingo na Vila, podem nos oferecer algo mais do que dizem os números – um espetáculo de alto nível técnico, sobretudo se Valdívia for aprovado nos testes finais.

Então, poderíamos ter Valdívia, Lincoln e Kleber conferindo mais qualidade ao ataque da melhor defesa. E, do outro lado, Ganso e Neymar juntam-se a Zé Love e Keirrison na busca dos gols que ratificariam o poder de fogo santista.

O fato é que ambos, já classificados para o mata-mata que se seguirá a esta fase esdrúxula do campeonato, lutam por uma posição que neste momento transcende até mesmo à tradição do clássico. Ou seja: a liderança do torneio.

O Palmeiras, com um ponto de vantagem sobre o Santos defende o posto. E, defender, é o negócio de Felipão, que conseguiu a mágica de arrumar esse Palmeiras tão desacreditado no início da temporada.

Mas, o Santos também tem no seu DNA, como gosta de dizer seu presidente, a enzima do gol.

É jogo pra se ver em HD.

IMPERADORXFABULOSO

Corinthians e São Paulo também brigam pela liderança do Paulistão neste domingo, contra Botafogo e Mirassol, respectivamente.
Mas, no Parque e no Morumbi, só se fala na nova dupla de artilheiros do futebol paulista; Adriano, no Timão, e Luís Fabiano, no Tricolor, apresentados esta semana pelos dois clubes – no Morumbi, uma apoteose; no CT do Parque Ecológico, discreta cerimônia.

Fabuloso volta à casa como o filho pródigo, ídolo eterno da torcida tricolor; Adriano vai chegando de mansinho, ainda sob olhares desconfiados acerca de seu comportamento fora de campo, garantindo que está curado de seus males e que vai dar tudo pelo Alvinegro.

Mas, o que vai valer mesmo será quando entrarem em campo.

Ambos recuperam-se de lesões e nenhum deles poderá jogar neste Paulistão. Mas, Luís Fabiano, talvez, possa entrar ainda na Copa do Brasil. Isso, se o São Paulo não repetir no Morumbi o vexame que deu no Arrudão diante do Santa Cruz.

Já disse e repito, a propósito, quando o São Paulo achou sua melhor formação na temporada, com Casemiro e Carlinhos Paraíba como volantes, Lucas armando, e Dagoberto e Fernandinho concluindo mais à frente: sossega o pito, Carpegiani!

Porém, e quando Fabuloso puder jogar? Simples, basta sacar um dos três zagueiros e colocar o artilheiro lá na frente, no seu lugar de origem.

Quanto ao aproveitamento de Adriano no Corinthians, o cenário passa a ser mais rebuscado. Simplesmente substituir Liedson, impensável. Então, o goleador Liedson terá de buscar mais os lados do campo, o que o afastará da área onde tem reinado desde sua volta ao Corinthians. E Tite será obrigado a sacrificar ou Dentinho ou Jorge Henrique, o que reduzirá a velocidade do ataque corintianos, além da marcação na saída de bola do adversário.

Tudo isso, contudo, é mero exercício de futurologia.

O melhor é esperar pra ver.

CERCANDO O GANSO

O cerco sobre Ganso e Neymar aperta a cada dia. Inter de Milão, Barcelona, Milan e Chelsea já enviaram mensagens ao Sargento Garcia para a captura dos nossos dois Zorros.

Os corações dos meninos disparam, enquanto o de Luís Álvaro se confrange, na certeza de que, mais cedo ou mais tarde, terá de abrir mão desses dois craques fora de série.

Aliás, o presidente do Santos veio a público para revelar que os investidores detentores de parte dos direitos de Ganso estão colocando o jogador em leilão, oferecendo-o não apenas ao futebol europeu mas também a Corinthians,São Paulo e Palmeiras.

Nesse caso, não se trata de Zorro, mas de uma zorra total.

Que fazer, se a vida é essa, é um segundo que se esvai depressa; todos nós temos o nosso momento; depois dele, só o esquecimento, como dizia o poeta popular.

Notas relacionadas:

  1. E DEU A LÓGICA
  2. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  3. UM ATAQUE DE ARRASAR PARA O FLA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 24 de março de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 16:52

OS CAMINHOS DE MANO

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O Brasil pega a Escócia, num amistoso em Londres, ainda à procura de uma opção para Ganso, como meia-armador, essa entidade expurgada do nosso futebol há duas décadas desde a instituição dos dois ou três volantes, que faz a cabeça dos nossos treinadores até hoje.

Infelizmente, não há outro com todos os atributos de Ganso para essa função. Antigamente, e aqui estendo esse tempo dos anos 30 aos 80, sobravam craques nessa posição, de Romeu e Tim a Zizinho e Jair Rosa Pinto, passando por Didi, Rubens – o Dr. Rúbis do Flamengo -, Gérson e o diabo a quatro.

Qualquer time pequeno ou médio tinha lá seu armador de escol. Hoje, o que temos por aqui são três gringos que sequer atuam pela seleção de seu país: Montillo, D’Alessandro e Conca. Palmas para eles, e vergonha para nós.

Mas, voltando à vaca fria. Nesse jogo contra a Escócia, Mano Menezes deverá testar Renato Augusto nessa função. O rapaz tem talento para tanto, mas não sei se tem estofo Vai ter de provar.

De qualquer forma, espero que mano não escale ao seu lado mais um volante, além de Lucas e Ramires, tipo Elano ou Elias, pois vai enfrentar uma retranca histórica, que exige habilidade e velocidade para rompê-la. Alguém como Lucas, o menino do São Paulo.

Justamente porque esse é o período de experiências em que Mano deve tentar o máximo do potencial do elenco convocado.

O FLU E ABEL

Tive boa impressão do atual presidente do Flu, no contato que mantivemos durante o programa Arena Sportv, na quarta. Mas, veja o amigo em que camisa de força se meteu o cartola em, ao vivo, no ar, se comprometer com Abel Braga, que falava pelo telefone das arábias.

E se o interino Endesron Moreira, que atuou com esmero na heroica virada do Flu diante do América do México, seguir reproduzindo tal desempenho?

O rapaz foi firme e providencial nas substituições dos jogadores certos naquele jogo, o que é essencial para qualquer treinador. Ao colocar Deco e Araújo em campo, no segundo tempo, projetou, com ciência, seu time ao ataque e chegou ao resultado que parecia improvável, pelo andar da carruagem até então.

Vai que o bicho pegue no breu, ponha seu time para jogar ofensivamente, como queremos todos, dê a volta por cima na Taça Rio e ainda consiga avançar na Libertadores nesses dois meses que antecedem à chegada de Abel?

Abel está muito fora do nosso futebol, e já anunciou de lá que, por exemplo, Edinho é seu titular, sem dúvidas. Ora, Edinho é bom jogador, como volante ou zagueiro, mas nada excepcional.

Digamos que dê na telha de Enderson escalar o meio de campo do Flu com Diguinho, um volante que sai pro jogo, Souza, Deco e Conca, mais Emerson ou Araújo e Fred. E que esse time desembeste, como na teoria o sugere, a meter gols mais gols nos adversários. Onde Abel encaixará Edinho? Só se for de zagueiro.

Aí, tudo bem.

A VOLTA DE LINCOLN

Felipão continua reticente quanto ao aproveitamento de Lincoln ao lado de Valdívia, Patrik e Kleber. Posso ainda acrescentar mais um: Luan.

“Os quatro, não, pois teremos problemas com a marcação”. Só porque quer. Ou melhor: porque não quer compactar o time, com os zagueiros mais avançados, próximos dos dois volantes – Marcos Assunção e Márcio Araújo.

Esse é o vezo dos treinadores brasileiros: só conhecem uma fórmula de jogar, de preferência, a mais segura no seu modo de ver, e dela não arredam pé, nem que o destino lhe ofereça algo maior.

Lincoln estava há  dois meses afastado do time. Voltou e esmerilhou num setor em que o Palmeiras é mais carente do que o do centroavante por que Felipão tanto clama.

Já passou da hora de a turma avançar, em todos os sentidos.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  3. VALEU, MANO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sexta-feira, 11 de março de 2011 Clubes brasileiros | 17:13

O TWITTER E O CRAQUE

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Esse tal de twitter veio para subverter toda relação entre as pessoas, públicas ou privadas. Passou a ser um Big Brothers voluntário, suprindo e superando a necessidade de  a turma interagir com seus semelhantes, em que os indivíduos abdicam de sua privacidade em favor da comunicação.

Seja porque reféns da violência urbana, que os conduzem à frente da Internet como única alternativa de se comunicar com outros. Seja pelo fascínio que  a Internet oferece. Isso é irrelevante. O fato é que a turma precisa conversar com alguém.

O ser humano, pelo visto, carece do conflito, consigo mesmo ou com outrem. Caso contrário, as novelas não teriam tanto sucesso. Nunca, ou quase nunca, as coisas correm de acordo com os nossos anseios. Sempre tem uma pontinha ali que incomoda.

Muito antes do twitter, da Internet, da televisão, havia a janela da Candinha, que esquadrinhava a rua e ia catalogando comédias, dramas e tragédias do cotidiano.que se desenrolavam ao seu olhar crítico.

No fundo, nada de novo sob o sol.

Digo essas obviedades a propósito da refrega travada entre um ídolo palmeirense, o Gladiador Kleber,  e o técnico Felipão.

Felipão, no velho estilo, pra evitar mais problemas além daqueles que o Verdão enfrentava, proibiu até mesmo as declarações dos seus jogadores no intervalo do jogo. E foi além, nem depois da partida, só nas entrevistas programadas.

Na cabeça de Felipão, um quase sessentão, não havia o twitter, nem outra forma de os jogadores se expressarem, a não ser nos microfones de rádio e tv Mas, surgiu o twitter, e Kleber detonou o treinador.

Malandro velho, Felipão deu a volta, na resposta à tv, no dia seguinte.

Misto de paizão e sargentão, Felipão faz lembrar de seu ilustre conterrâneo, Osvaldo Brandão, que, a exemplo de Felipão, conjugava os verbos ganhar, empatar e perder em três formas distintas: eu ganhei, nós ganhamos e eles perdeream.

Ambos foram grandes ganhadores, dirigindo vários times, mas a postura sempre foi a mesma, com mais ou menos sutilezas.

Ambos foram mestres em driblar as adversidades.

Meno male, para o Palestra, nesta quadra crítica de sua vida.

Notas relacionadas:

  1. FELIPÃO VERSUS VITÓRIA
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. UM SOBE E O OUTRO DESCE?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 7 de março de 2011 Futebol internacional | 15:36

OS CAMINHOS DE KAKÁ

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O Milan anuncia que receberia Kaká com toda a pompa que merece o Príncipe de Milão, mas não na mesma circunstância, pois teria de baixar seu vertiginoso salário, no máximo, ao nível do que recebe Ibrahimovic, o mais caro do clube.

Kaká deixou uma legenda em Milão, com uma série de partidas memoráveis, desde sua surpreendentemente rápida adaptação ao futebol italiano. Chegou e abafou, e acabou sendo negociado por valor inconcebível com o Real, onde foi abatido pela séria lesão que carregava desde o início do ano passado, se não muito antes.

Levou meio ano se recuperando, e, a volta tem sido assim um tanto frustrante, intermitente: entrou em algumas partidas; numas, teve bons momentos; noutras, passou em branco.

Jornais espanhóis insinuam que Kaká e o técnico Mourinho já não se bicam. O craque, em seu twitter, desmente. Mas, o fato é que, por exemplo, o jogo do fim de domingo contra o Racing estava na medida para Kaká. O Real vencia fácil e dominava o jogo, sem correr maiores riscos e tal e cousa e lousa e maripousa.

Mourinho fez as três substituições de praxe. E, nada de Kaká.

Segundo a assessoria do Real, há um acordo entre o jogador e o técnico para que ele estenda seu período de recondicionamento atlético antes de voltar definitivamente à equipe.

Bem, pelo sim, pelo não, do jeito que está jogando o Real, mesmo em forma, não será fácil Kaká reconquistar uma vaga, por exemplo, no lugar do alemão Özil, que vem esmerilhando com aquela canhotinha hábil e inteligente.

Benzema voltou a ter a confiança dos seus tempos de ídolo francês, e passou a marcar gols após gols. Di Maria luta, articula, dá assistências essenciais e também faz seus gols. E Cristiano Ronaldo, obviamente, é intocável.

Mas, não pense o amigo que Kaká, numa eventual volta ao Milan, atual líder do Campeonato Italiano, teria vida mais fácil.

Lá, Robinho, Pato e Ibra dão as cartas e jogam de mão. São os artilheiros e aqueles que dão o toque de classe à equipe, num futebol onde abrir mão de três volantes é simplesmente um anátema.

Aliás, se varrermos com o olhar os grandes da Europa, veremos que não há lugar garantido para o estilo e a função de Kaká em nenhum deles.

Remeto-me, então, a uma conversa que tive com Kaká antes da Copa de 2006, em Teresópolis, quando, prevendo a trajetória que o destino lhe reservava, perguntei-lhe se não estava na hora de o craque ir pensando em se adaptar a uma nova função, a de meia-armador, aquele meia que joga um tanto mais atrás, descortinando o jogo para os companheiros. Posição de que o futebol brasileiro, sobretudo, carecia e muito.

Afinal, ele tem técnica e inteligência para tanto. E, carregando a bola em rushes vertiginosos estaria mais exposto a sérias contusões.

A resposta de Kaká foi enfática: de jeito nenhum!

Quem sabe não esteja na hora dele repensar a respeito, hein?

Ataque a Felipão

Leio que há, nas entranhas do Palmeiras, uma frente unida contra Felipão e todos os altos custos assumidos pelo clube em vários departamentos. Mas, só vejo o nome de Gilto Avallone sendo citado a respeito.

Ora, conheço Gilto de outros carnavais. Durante um par de anos dividimos a mesma mesa do restaurante Giovanni Bruno, ali na rua Martinho Prado, ao lado do Rayola, do Primo e tutti quanti. Buona gente, mas um corneteiro irreprimível, atávico, genético, da velha banda de cornetas do Parque Antárctica.

Sempre está na oposição, seja qual for a situação. E, embora estridente, sua corneta não soa como a flauta de Hamlin. Não congrega, não agrega. Mas, agita (quase escrevi agilta).

E agita porque o Palmeiras está realmente nessa encruzilhada: afundado em dívidas, ou consegue obter um aporte imensurável de grana com possíveis investidores, ou terá de reduzir drasticamente seus custos.

E essa decisão cabe ao recém empossado presidente, Arnaldo Tirone Filho, que está como aquele menino holand~es, com o dedo enfiado no buraco do dique fatal.

Barça e Arsenal

Já disse e repito que o destino foi ingrato ao escolher por sorteio que Barcelona e Arsenal se cruzariam nesta fase da Liga dos Campeões. Ambos, que praticam o futebol mais agradável de se ver, deveriam decidir o título, isso, sim.

Mas, que fazer?
No Emirates, no jogo de ida, o Barça ganhava por 1 a 0 e tinha o controle do jogo, até tomar a virada, no fim, bem ao estilo inglês que, desde os tempos da Rainha Virgem, até o minuto final, não se curva à Esquadra Invencível.

O Barça, porém, não é de entregar o ouro espanhol antes da hora. Joga em casa, e, embora não venha praticando o futebol dos sonhos nas últimas rodadas de seu certame, tem bola para revirar a situação, nesta terça-feira.

São dois times jogando diante do espelho. Ambos, valorizam a posse de bola, o envolvimento como tom maior, a marcação a partir do campo adversário e um futebol ofensivo por essência.

Desconfio que o Barça se safa dessa. Mas, é apenas uma desconfiança, baseada no fato de que o Arsenal, na hora H, mia. Pelo menos, tem sido assim. Não sei seguramente se será. Mas, que vença o melhor. Qualquer um deles será uma celebração ao melhor futebol.

Notas relacionadas:

  1. KAKÁ E O DUCE
  2. O QUE HÁ COM KAKÁ?
  3. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

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Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

  1. Primeira
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