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terça-feira, 12 de abril de 2011 Libertadores | 19:34

CRUZEIRO EM LA PLATA

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O Cruzeiro vai a La Plata sem Montillo, seu principal jogador. Mas, lá, encontrará um Estudiantes sem Verón e mais quatro titulares.

Nada mal para quem, na partida em casa. meteu um chocolate quente, com chantilly e canela nos argentinos.

Mesmo porque, se o volante de contenção Leandro Guerreiro deverá ocupar a vaga de Montillo, os outros dois da mesma função – Marquinhos Paraná e Henrique – sabem sair jogando com ciência. E, no meio do caminho, sempre estará Roger, em fase esplêndida, para acionar o lépido ataque formado por Thaigo Ribeiro e Wallyson.

Sim, claro, tudo pode acontecer num jogo desses, de tamanha rivalidade. Mas, esperar que o Cruzeiro perca de goleada igual a que implantou no Estudiantes aqui já é viajar até Bangcoc e voltar.

FRITANDO O GANSO

Confesso que não sei quem leva a maior culpa nessa embrulhada em que meteram o craque Ganso, se o Santos, o jogador ou os investidores DIS.

Só sei o que leio e ouço a respeito. E o que leio e ouço forma um catatau de negativa: O jogador, que admite seu sonho de um dia jogar na Europa (aliás, como qualquer jogador brasileiro, desde o berço), nega todo o resto; O agente do jogador nega que esse negócio com o Corinthians tenha sido tratado; O presidente do Corinthians nega que seu clube estaria disposto a fazer o papel de ponte para Ganso voar em direção à Europa; O presidente do Santos garante que seu congênere do Parque lhe deu a palavra de honra de que nunca tratou desse assunto; Ronaldo Fenômeno nega ter tentado aliciar Ganso para o Corinthians; E, por fim, o assessor de imprensa nega tudo isso e muito mais.

Será possível que está todo mundo negando com a boca e acenando positivamente com a cabeça?

Já disse que nada nesta vida mais me surpreende. Mas, me parece improvável que estejamos todos sendo espectadores de uma grande farsa coletiva.

O fato é que, venham de onde vierem essas informações sobre a saída imediata do jogador  só estão servindo de mais lenha na fogueira em que o menino Ganso está sendo fritado junto à torcida do Peixe.

Se é o que querem, estão conseguindo.

DIABOS E BARÇA

Como se esperava, Manchester United  e Barça passaram para a próxima fase da Liga dos Campeões, ao baterem seus respectivos adversários desta terça-feira: o Chelsea e o Shaktar.

Mas, o que não se esperava era A canseira que nossos rapazes de Donestk dariam ao melhor time do mundo. Sim, o Barça venceu por 1 a 0, gol de Messi, em esperta combinação com Daniel Alves, e o próprio Messi, antes, teve a chance de marcar, naquele seu típico chapeuzinho sobre o goleiro, que soube cortar-lhe a copa em tempomas que passou apertado, ah, isso passou.

E olhe que o Barça tinha, além de Messi, Xavi, Villa e cia. bela. Mas, não tinha Iniesta, e isso conta muito.

Já o Manchester United, que sofreu certa pressão do Chelsea, no Old Trafford, mesmo jogando com apenas um volante de ofício – Carrick -, mais uma vez, foi impecável na defesa e sempre perigoso nos contragolpes.

Foi nesse período inicial que esse sensacional goleiro Van der Sar, um dos melhores da história do futebol do planeta, protagonizou lance extraordinário. Bola lançada por Essien colhe Anelka sozinho, invadindo pela direita, por trás de toda a zaga vermelha.

Pois, Van der Saar escapou rapidamente de sua meta, e, lá na ponta-direita do ataque azul, com o pé esquerdo desarmou o atacante e, num átimo, com o direito, já no chão, tocou para a lateral. Coisa de Domingos da Guia, meu!

Aliás, o que mais me impressiona nesse goleiraço nem é tanto a capacidade de jogar com os pés, que, diga-se, serviu de modelo para Rogério Ceni. É que raramente Van der Sar solta uma bola. Só rebate aquelas realmente impossíveis de agarrar. De resto, faz das mãos tenazes e do peito um ninho.

E olhe que ele está se despedindo da bola este ano, aos 40 anos de idade, mas com o mesmo talhe físico, reflexos e agilidade dos 20 anos, quando assumiu o gol do Ajax, aquele timaço dos anos 90.

Um fenômeno.

Assim como seu contemporâneo galês, o incrível Ryan Giggs, autor das duas assistências que deram a vitória aos Diabos Vermelhos, por 2 a 1 sobre o Chelsea (sem falar naquela do jogo de ida, quando seu time venceu por 1 a 0).

A primeira, ao invadir a área pela direita e meter a bola nos pés de Chicharito, no segundo pau. A segunda, ao dar uma cavadinha que surpreendeu Park sozinho na esquerda, um minuto depois de o Chelsea ter empatado com Drogba.

Não só por isso, porém. Reveja este lance: já pra lá dos 40 minutos do segundo tempo, eis Giggs cortando passe perigoso em sua própria grande área e saindo com estilo, bichinha colada na canhota mágica, para iniciar mais um contragolpe.

Marcou, armou, lançou, movimentou-se pelo campo todo e deixou no Old Trafford sua assinatura, aquela que timbra o coração de todos os Diabos Vermelhos para sempre: Mr. Manchester.

Notas relacionadas:

  1. SPORT E CRUZEIRO NO TOPO
  2. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  3. CRUZEIRO, NOSSO GUIA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: ,

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011 Libertadores | 15:16

TUDO AZUL NA TOCA

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Dos quatro brasileiros que iniciam a semana da Libertadores, só o Cruzeiro caminha leve e solto para a Venezuela, levando em sua bagagem as duas estrondosas vitórias iniciais sobre Estudiantes e Guarani do Paraguai para enfrentar o Tolima, de tão sinistra lembrança para a Fiel.

Não só por isso, mas, sobretudo, porque o time parece ter achado sua melhor formação, como comprovou na vitória sobre o América TO, pelo Mineirão por 2 a 1, embora sofresse para chegar ao segundo gol.

E, mais uma vez, o menino Wallyson mostrou que está encantado: oito gols em quatro jogos, meu!

Mas, a viagem é longa e encardida. E a Raposa precisará ser muito esperta para manter essa campanha cem por cento obtida até agora.

Grêmio

Depois da brilhante vitória do Grêmio sobre o Cruzeiro gaúcho, por 4 a 2, com três gols de Borges – o que lhe deu vaga na final do Gauchão contra o Caxias -, Renato Gaúcho rasgou elogios ao futebol de Douglas, o Maestro, como passou a ser chamado no Sul.

E é com esse moral que o Tricolor gaúcho espera o León de Huánuco, no Olímpico, quinta-feira.

Com Douglas metendo aquelas bolas e Borges voltando a acertar o pé, dificilmente o Tricolor terá maiores dificuldades para seguir animado em frente na Libertadores.

Fluminense

Ah, o Flu… Esse, que carrega o peso de ainda não ter vencido na Libertdaores, mesmo jogando em casa, somado ao vexame da desclassificação nas semifinais da Taça Guanabara para o modesto Boa Vista, terá de encarar, na quarta, o América e altitude da Cidade do México.

Muricy, que deixou sua marca como jogador e técnico por lá, descarta os problemas  fisiológicos causados pelos dois mil e poucos metros de altitude. Preocupa-se, porém, com a velocidade da bola, maior em lugares de ar mais rarefeito, claro.

Mesmo assim, acha que em dois dias dá para superar essa questão.

De qualquer jeito, se confirmadas as suspeitas dos setoristas nas Laranjeiras, o Flu vai mais do que fechadinho, com três zagueiros de ofício e mais dois volantes. E, sem Fred, ainda contundido.

Não vai ser fácil. E uma derrota lá pode praticamente tirar o Flu da fase seguinte da Libertadores, o que, sem dúvida, provocaria um rebuliço nas Laranjeiras, cujos aristocráticos salões parecem ter se transformado em verdadeiros becos de intriga.

Santos

Por fim, o Santos, que vem de tantas desventuras recentes, culminadas com a demissão do técnico Adílson Batista, recebe na quarta-feira o Cerro Porteño na Vila.

E o que, em princípio é uma arma peixeira – o mando de campo -, poderá se transformar num tiro no próprio pé. Pois, se o time não pegar no breu, sob o comando interino de Marcelo Martelotte, o Alçapão da Vila se abrirá, rapidamente, engolindo o Peixe e suas esperanças de continuar vivo na competição.

Mas, algo me diz que esse time começará a se recuperar a partir de agora, caso Marcelo retome o caminho trilhado por Dorival Jr.,colocando em campo um time ofensivo e identificado com o exigente torcedor santista.

Algo assim, digamos: Rafael; Pará, Edu, Durval e Léo; Arouca, Danilo e Alan Patrick; Maikon Leite, Zé Love e Neymar.

Mas, em casos como esse, tudo fica muito imprevisível.

Aliás, a propósito da saída de Adílson, leio que o Santos está pensando em Ney Franco. Ótimo nome. Mas, duvido que ele deixe agora seu cargo de treinador das bases da Seleção Brasileira.

Pelo papo que tivemos outro dia, Ney não só está muito animado com as perspectivas que esse trabalho lhe oferece como ainda por cima é gato escaldado quanto as relações dos treinadores com os clubes de futebol brasileiros.

Melhor mesmo é a diretoria santista sossegar o pito, e ir deixando Marcelo Martelotte, que me parece um sujeito centrado, tocar o barco até que um novo messias surja no horizonte praiano.

Notas relacionadas:

  1. CÉU AZUL
  2. TODOS FORA
  3. GOLEADA AZUL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2011 Campeonato Brasileiro, Libertadores | 07:32

GOLEADA AZUL

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O que parecia ser uma dureza, virou moleza. E, por mais irônico que seja, o Cruzeiro deve essa exibição impecável e a maior goleada de um time brasileiro sobre um argentino em Libertadores ao seu eterno rival – o Galo.

Sim, porque depois da derrota para o Atlético, pelo estadual mineiro, sábado, o técnico Cuca perdeu o sono e a paciência. Resultado: mexeu em meio time para a estreia e mexeu bem.

Por exemplo, a entrada de Roger, que parecia carta fora do baralho azul, até outro dia. Pois, Roger, ao lado do argentino Montillo, deu fluência e habilidade ao meio-campo, reforçado pela volta de Marquinhos Paraná, o que facilitou a vida de Wallyson, outro que entrou de última hora no time, no lugar de Thiago Ribeiro.

E assim, a Raposa, que estava com o Estudiantes entalado no gogó, despejou sobre o time de Verón essa goleada de 5 a 0, decorada por uma exibição simplesmente espetacular.

Ah, Inter…

Já o Inter voltou de Guaiaquil com um travo amargo na boca.

Afinal, vencia o Emelec por 1 a 0, gol do estreante argentino Bolatti, quando aos 49 minutos do segundo tempo, tomou o empate.

E olhe que o Inter poderia ter disparado até uma goleada, caso Leandro Damião aproveitasse as três ótimas chances desperdiçadas.

Tricolor e Mengo

Em Campinas Grande, um show do menino Lucas, na vitória do São Paulo por 3 a 0 sobre o Treze. O mesmo placar obtido pelo Flamengo diante do Murici, nas Alagoas, no jogo em que Ronaldinho Gaúcho marcou seu primeiro gol com a camisa do Mengão.

E um gol inusitado para o malabarista Ronaldinho: de cabeça, como autêntico centroavante, função que ele passou a exercer no segundo tempo, quando o Flamengo se arrumou em campo, depois de uma etapa inicial vacilante.

É que Luxemburgo desfez o malfeito, trocando Wellinton, um dos três zagueiros iniciais, pelo lateral-esquerdo Egídio, o que reequilibrou o time. Além disso, a entrada de Negueba agitou o ataque rubro-negro e, a partir daí, a coisa fluiu.

Já Carpegiani, em Campina Grande, não abriu mão dos três zagueiros, nem mesmo quando teve de substituir Miranda. E exaltou, ao cabo, o nível de segurança defensiva demonstrado pelo time diante do Treze.

Pura verdade, se abstrairmos a fragilidade do ataque adversário.

Mas, de qualquer forma, o São Paulo fez uma bela exibição. Muito por conta do dinamismo imposto por Carlinhos Paraíba, que marcava, armava e se aproximava do ataque, sem parar. Mais ainda pelas investidas de Fernandinho pela esquerda e a movimentação agressiva de Dagoberto, autores dos três gols tricolores.

Sobretudo, porém, pela atuação deslumbrante do menino Lucas, que chegou à Paraíba ainda embalado pela conquista do Sul-Americano Sub-20, botou a bola no chão, deu arrancadas sensacionais, driblou, passou, chutou, fez o diabo.

Vai longe esse garoto.

Notas relacionadas:

  1. CÉU AZUL
  2. NOITE TRICOLOR… E AZUL
  3. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Libertadores | 17:17

TIREÓIDE E OUTROS BICHOS

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Joaquim Grava é um craque em medicina esportiva, reconhecido internacionalmente, sujeito limpo que sofreu uma grande injustiça no Corinthians, antes de ser reabilitado com todas as honras devidas, a ponto de cunhar seu nome ao centro de tratamento do clube.

Mas, ninguém é perfeito. E Grava pisou na bola, tempos atrás, ao declarar para o IG, que essa história sobre a tiroide do rapaz era “pura balela”. E acrescentou: “Se fosse o caso, acha que não o estaríamos tratando?”.

Bem, diante da própria declaração do craque na sua despedida, não se tratava de balela alguma. Era a mais pura verdade.

Compreendo que, por razões éticas, o Corinthians, através de seu médico, não quisesse divulgar esse problema clínico do jogador, sem sua explícita autorização. Mas, também, pelas mesmas razões éticas, não precisava descartar publicamente uma verdade que só beneficiaria Ronaldo, no fim das contas.

Sim, porque, ao negar uma das especulações sobre os motivos que impediam o craque de entrar em forma física aceitável, abriram-se as portas para todas as demais especulações negativas à imagem do craque: é glutão incontrolável; enche a cara todo o dia, não se cuida, e por aí vai.

(Lembro que, certa vez, Ronaldo foi ao Bem, Amigos. Depois do programa fomos à tradicional ceia no Lellis. No dia seguinte, um companheiro de imprensa, que fazia reportagem exatamente sobre os hábitos alimentares do jogador, me ligou para perguntar o que ele havia comido, se muito, se pouco.

Juro que não prestei atenção no seu apetite, mas posso assegurar que não foi maior do que de todos à mesa. Não pediu o segundo prato, não exagerou no vinho, nada que valesse uma nota especial a respeito).

Na pior das hipóteses, se a ética proíbe o médico de revelar algo protegido pelo sigilo de sua relação com o paciente, a fórmula mais adequada é aquela que encerra o papo: sem comentários. Ou, perguntem a ele.

Não conheço a legislação específica sobre o assunto, mas é óbvio que a revelação sobre o estado clínico do jogador não o incriminaria em nada. Ao contrário, o absolveria de muitas suspeitas indevidas.

Por fim, a questão do eventual doping, caso Ronaldo tomasse os tais hormônios que combateriam a disfunção metabólica, segundo sustentou o jogador na sua despedida.

Por tudo que li e ouvi dos especialistas, não seria o caso. Esse tratamento não incidiria na lei antidoping.

Nada disso, porém, diminui a história de Grava, nem a obra de Ronaldo. Mas, serve de lição para casos futuros. Vai na conta das nossas naturais imprecisões.

charge_ronaldo

Charge de Milton Trajano sobre o adeus de Ronaldo

Inter e Cruzeiro

São os dois brasileiros que entram em cena na Libertadores nesta quarta-feira.

O Inter, pleno de argentinos, alguns em campo, outros no banco, vai ao Equador pegar o Emelec, dividido entre a glória de ostentar o título continental e o vexame de ter sido eliminado antes da hora no Mundial de Clubes.

O diabo é saber quais dos dois sentimentos prevalecerá em campo, pois o adversário, convenhamos, não é nenhum bicho-papão. E o Inter, sem ser um timaço, é uma boa equipe, capaz de perfeitamente voltar do Equador com a classificação para a próxima fase já praticamente garantida.

Já o mesmo não se pode dizer do Cruzeiro. Menos pelo poderio da equipe e muito mais pela força do adversário, o Estudiantes.

Mesmo jogando em casa, que não é sua casa, pois sua casa – como a do Galo – é o Mineirão em obras, o Cruzeiro terá de dar tudo para assegurar uma posição digna em seu grupo.

Copa do Brasil

O São Paulo, desabituado à essa disputa porque há sete anos era protagonista da Libertadores, volta à Copa do Brasil, em Campina Grande, contra o Treze. E volta com seus meninos de ouro do Sul-Americano Sub-20: Casemiro, Lucas, Henrique e William.

Pelo visto, Casemiro e Lucas começam jogando, enquanto Henrique e William guardam o banco.

Os garotos estão cansados e relaxados pela conquista magnífica com a camisa canarinho. Mas, são meninos e podem extrair algo mais de  seu cansaço.

Com eles, se Carpegiani tiver juízo – não agora, mas um pouco mais à frente -, o Tricolor, enfim, poderá montar um time sugestivo e capaz de dar um salto fora da mediocridade (no literal sentido) atual.

Mas, se Carpeginia resolveu poupar para esse joo Rivaldo, Luxemburgo vai com tudo a Alagoas para encarar o Murici.

Claro, pois estamos no início da preparação, e tanto Ronaldinho Gaúcho quanto Thiago  Neves carecem de ritmo de jogo. E isso só se obtém jogando.

É esperar se ambos egrenam e o Fla ganhe aquele status superior que as estrelas sugerem.

Notas relacionadas:

  1. A VOLTA DO FENÔMENO
  2. VALEU, MANO!
  3. INSÓLITO GRENAL E OUTROS CLÁSSICOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sexta-feira, 21 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Libertadores, Treinadores | 00:30

INTER, LÁ; FLA, FORA

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Foi uma conquista heroica. Em dois minutos, ainda no primeiro tempo o Estudiantes fez o placar que o levaria para as semifinais da Libertadores: 2 a 0 – o primeiro gol num lançamento magistral de Verón.

Mas, o Estudiantes se resume em Verón, e o Inter se distribui em vários outros jogadores de nível, embora o time, como conjunto, não tenha chegado até agora a atingir o estádio que lhe é possível.

De qualquer forma, tinha o domínio da bola e dos espaços. E só precisava de um maldito golzinho para seguir avante no torneio. E o gol veio já aos 40 minutos do segundo tempo, com Giuliano, que entrara no lugar de D’Alessandro, invadindo a área argentina pela direita.

O técnico Fossati, por certo, será incensado por ter feito essa substituição e também por ter trocado um de seus três zagueiros pelo atacante Walter, o que, a meu ver, deu-se tarde. Mas, olhe o amigo para o lado oposto: eis o técnico Sabella tirando um meio-campista por um terceiro zagueiro para preservar o placar de 2 a 0.

No fundo, no fundo, é tudo uma troca protocolar, dentro dos padrões vigentes, em que o resultado, enfim, acaba sendo apenas circunstancial. Mas, o fato é que, bola rolando, o Inter mereceu mais do que o Estudiantes essa vaga para a próxima fase da Libertadores.

Ah, Fla…

Assim como o Flamengo mereceu vencer o Universidad de Chile, lá em Santiago, por 2 a 1, gols de Love, na sequência de bicicleta de Adriano, e de Adriano, em jogada iniciada por Petkovic, que deveria ter jogado desde o início.

Mas, tomou um golaço do argentino Montillo, e dançou. Dançou porque foi pífio no jogo de ida, no Maracanã. Agora, só lhe resta encarar pra valer o bicampeonato brasileiro, possível, sim, mas ainda mais difícil.

A dança dos técnicos

Parraga, das divisões de base, ex-integrante daquela Ponte Petra histórica dos anos 70, assumiu o Palmeiras, interinamente. E se declarou fã do futebol jogado com técnica e habilidade. Mas, não quis adiantar o time que entrará em campo neste fim de semana, pelo Brasileirão, contra o Grêmio, no Palestra. Logo o Grêmio, que apesar da desclassificação na reta final da Copa do Brasil, vem de magnífica campanha, com um time afiado?

É a chance de se consagrar. Mas, como, se Robert, o único que fazia gols nesse Verdão, foi demitido, por causa daquele quiproquó com o também dispensado técnico Zago? Robert junta-se, pois a Wagner Love e Diego Souza, postos pra correr pela torcida verde. A bola da vez quem será? Cleiton Xavier? Quem sabe Marcão? Aí não restará no Verdão um pingo de técnica e habilidade em que se basear o jogo de Parraga.

Gaúcho não resistiu à horrorosa exibição do Vasco contra o Palmeiras e cedeu seu posto interino para o titular Celso Roth, que chegou a São Januário comandando aos gritos a assustada boleirada. Às vezes, funciona; outras, não. Mas Roth é do ramo.

Por falar em técnicos, a cujo lugar certo Dorival Júnior alojou depois da vitória sobre o Grêmio (“Dá-se demais importância ao treinador no Brasil”), a França já anunciou seu comandante para depois da Copa: Blanc, extraordinário zagueiro dos bleus campeões do mundo e europeus nos finais dos anos 90. Na Copa de 98, na França, tive um breve papo com Blanc, que me causou excelente impressão. Cara articulado, que pensa o futebol dentro do melhor figurino do jogo. Acho que vai dar samba. Ops! Aquele puladinho ao som da concertina que eles lá cultivam na Provença.

Notas relacionadas:

  1. INTER E TUTTI QUANTI
  2. ATÉ AGORA, SÓ O INTER
  3. TODOS FORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 12 de dezembro de 2009 Futebol internacional | 23:55

MUNDIAL DE CLUBES?

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O amigo já de deu conta que estamos em plena disputa do Mundial de Clubes, lá nas arábias? Pois é, um time congolês, outro neozelandês, um terceiro, sul-coreano, um mexicano etc. já jogaram entre si e tal e cousa e lousa e maripousa, sem que alguém tivesse o desejo de espiá-los mais do que alguns minutos na telinha.

Na verdade, esse Mundial da Fifa acaba sendo uma paródia do antigo, aquele em que os campeões da Libertadores e da Liga dos Campeões Europeus se encontravam no Japão para um tira-teima direto, sem delongas nem babados.

Claro, sempre pode dar uma zebra, tipo Barça desclassificado na quarta-feira, ou o Estudiantes, na terça, quem sabe até os dois. Afinal, os sul-coreanos correm o diabo e têm lá um artilheiro brasileiro, Denílson, do qual só agora ouço falar, e os mexicanos costumam ser sempre osso duro de roer.

Mas, bem que a dona Fifa poderia repensar esse torneio, conferindo-lhe mais substância técnica e interesse, com a presença de mais clubes expressivos da América e da Europa, extraídos, talvez do ranking da própria entidade, sei lá.

CRIME E CASTIGO

A torcida organizada do Palmeiras promoveu um protesto contra alguns jogadores e a diretoria do clube, desta vez, mais bem humorado do que violento. Meno male.

Contudo, marcado por um forte traço de patrulhamento pessoal, tão odioso como o sentimento de homofobia que se espalha pelos estádios, alastrando-se pelos comentários de blogs esportivos etc. Esse pensamento generalizado que leva esse pessoal ao extremo de varejar as noites em busca de jogadores que estejam se divertindo em casas noturnas ou restaurantes, é de uma estupidez atroz, pois julga que a ameaça e até mesmo até mesmo a agressão são boas conselheiras para os alvos visados.

Não são, nunca foram e jamais serão. Essa coisa serve apenas para prejudicar o próprio clube, que investiu o que não podia em jogadores de alto nível (Wagner Love, por exemplo, foi recebido como o ídolo que havia sido no Palmeiras), pra depois perdê-los por pressão dessa “torcida” que torce mais contra do que a favor.

Do ponto de vista dos resultados, esse tipo de pensamento e ação valem tanto quanto um tiro no pé.

Enquanto isso, em Curitiba, a polícia encanava mais quinze vândalos que participaram daquele inominável ato de selvageria no Couto Pereira, ao fim do Brasileirão.

Eis uma grande oportunidade para o Estado do Paraná – Ministério Público, polícia e judiciário, em conjunto -  dar um exemplo ao resto do país fazendo esses delinquentes receberem o devido castigo pelos crimes cometidos.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. OBRIGADO, BARÇA
  3. BOM PARA A ALMA TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 16 de julho de 2009 Futebol internacional, Libertadores | 00:31

COSAS DEL BANDONEÓN

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Por Milton Trajano
Veja mais charges de Milton Trajano no iG Esporte

O Cruzeiro foi o anti-Cruzeiro, e o Estudiantes, simplesmente o Estudiantes de sempre. Eis a razão básica do funéreo desenlace da Copa Libertadores num Mineirão com atmosfera de Maracanazo.

Quando não lento, apressado, tenso, incapaz de botar a bola no chão e fazer seu jogo, o Cruzeiro só viveu um breve momento no início do segundo tempo. E foi aí que tudo se deu, para o bem e para o mal: o gol de Henrique – um tiro de fora da área que desviou no beque e enganou o goleiro.

A celebração excessiva, como se ali a taça já era azul, sinalizava para uma sequência desastrosa, fruto do relaxamento posterior. E não deu outra: sob a regência do eterno maestro Verón, o Estudiantes nem se assustou, nem se apressou. Botou a bola no chão e seguiu no mesmo cantochão, barrando o adversário no meio-de-campo, só esperando a hora de dar o bote, o que ocorreu logo em seguida, aos 12 minutos, em bola cruzada na área, que Fernandez guardou.

A pá de cal veio aos 28, em córner cobrado na medida por Verón, que Basolli, artilheiro da competição, conferiu de cabeça. O resto foi apenas uma agonia que terminou com aquele disparo de Thiago Ribeiro no travessão, já quando os cortejos se dividiam: os gringos, em direção à taça onde repousava o vinho da vitória; os brasileiros, pra casa, sorvendo o fel da derrota.

Como diria o velho sábio portenho, cosas del bandoneón.

Notas relacionadas:

  1. KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
  2. GRÊMIO E CRUZEIRO NA LIBERTADORES
  3. RAPOSA VERSUS IRRESPONSABILIDADE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

terça-feira, 7 de julho de 2009 Libertadores | 18:15

RAPOSA VERSUS IRRESPONSABILIDADE

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Mais uma vez, a cartolagem sul-americana se mostra insensível e irresponsável diante de um cenário grave como esse da pandemia de gripe suína, que, por estas bandas, assola a vizinha Argentina.

Tudo sugeria que esse primeiro jogo da decisão em 180 minutos fosse adiado, até que a febre passasse. Mas, não: a Conmebol, essa excrescência continental, um escritório gerido por um ancião, apesar dos apelos da CBF e do Cruzeiro, insistiu em marcar o jogo para La Plata.

Não bastasse o Estudiantes ser um bom time (o único a vencer o Cruzeiro na fase de classificação, embora em jogo atípico, em que os azuis tiveram de se trocar no próprio ônibus), comandado por esse excepcional Verón, que, se jogar será à meia-boca, o Cruzeiro vai lá atado mais pelo medo de contrair a gripe do que de enfrentar o adversário em campo.

O pior para os brasileiros é saber que, nos últimos tempos, esse critério no qual o segundo jogo beneficia o time de melhor campanha mudou o braço da viola. Tem acontecido exatamente o contrário: o que obtém melhor resultado na primeira partida, acaba levando.

O consolo é saber que o Cruzeiro tem um time excelente, com um goleiro de primeira, um meio-campo ativo e de toque envolvente e um ataque onde Kleber, o Gladiador, se destaca pelo vigor e pela habilidade.

Além do que, tem se dado muito bem fora de casa.

É a nossa esperança.

TIMÃO E FLU

O Corinthians recebe em casa o Fluminense, o mais completo possível, menos o becão William, com um problema antigo no tornozelo, que agora vai ser atacado pra valer.

E não é um desfalque qualquer, não, pois tanto o técnico Mano Menezes quanto seus companheiros de equipe consideram William um jogador especial, capaz de aliar em seu jogo um senso de liderança positiva a uma visão tática refinada.

É hora, pois, de se verificar como reage o Timão ao natural relaxamento que sempre sobrevém às grandes conquistas. Resumindo: o uísque depois do orgasmo.

Mesmo porque o Corinthians, para não levar esse relaxamento além da conta, o que poderia criar desdobramentos negativos até à Libertadores tão sonhada, tem de mergulhar no Brasileirão de cabeça.

Já o Fluminense, segundo os relatos que me chegam do Rio, prepara-se para esse jogo sob um clima de despedida do atual elenco e de incertezas sobre aquele que tentará reerguê-lo no segundo semestre. Isso pode ser para o bem ou para mal.

O certo é que a bola está no campo do Timão. Resta saber se saberá levá-la às redes adversárias com juízo e empenho.

CORINALDO

Ronaldo Fenômeno esteve no Bem, Amigos do Galvão, e, naquele jeitão simpático, deixou transparecer que sua associação com o Corinthians vai mesmo muito além de um mero contrato de prestação de serviços.

Trata-se de uma autêntica parceria, em que o atleta entra com sua fama e prestígio internacionais para levantar recursos com vistas à construção de um CT alvinegro à altura de suas pretensões.

Mais do que o tão decantado estádio corintiano, o CT é essencial para que o clube tenha uma verdadeira base de trabalho, tanto para os profissionais quanto para a formação de talentos, que é uma tradição alvinegra, apesar de tão poucos recursos existentes nesse sentido.

Notas relacionadas:

  1. GRÊMIO E CRUZEIRO NA LIBERTADORES
  2. SÃO PAULO, CRUZEIRO E SANTOS
  3. A HORA DA RAPOSA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 Copa Sul-Americana | 00:37

INTER, NILMAR E O CANECO

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O sofrido gol de Nilmar, no finzinho da prorrogação, não foi por acaso, embora todo o desenho da jogada possa sugerir o contrário. O gol de Nilmar, que deu ao Inter o primeiro título de um clube brasileiro da Copa Sul-Americana, na verdade, só podia ter sido de Nilmar, como timbre de nobreza a esse craque renascido tantas vezes das cinzas.

Desde que voltou de seu último longo estágio de recuperação, Nilmar vem jogando um bolão, cada vez mais fino, rodada a rodada do Brasileirão, rodada a rodada da Sul-Americana. E marcando gols providenciais, de canelça, de cabeça, no bate e rebate com este contra o Estudiantes, quando não irretocáveis pequenas obras-primas.

Nesta noite de quarta, por exemplo, foi sempre o jogador mais agudo de seu time, aquele que, leve e veloz, infiltrava-se na zaga inimiga com o perigo expresso nos dois pés. Sobretudo, numa noite de pouca inspiração de seu parceiro ilustre, o canhoto Alex, cuja substituição foi um equívoco do técnico Tite, embora Taison, seu substituto, tenha dinamizado o lado direito do Inter, zona morta até então.

Mas, é que Alex, num chute à meia ou longa distância, numa cobrança de falta, poderia definir um jogo tão enroscado para o Inter como esse, em que tomou o gol de Alayes aos 20 minutos do segundo tempo e deixou-se dominar até a metade da prorrogação.

Mas, entre mortos e feridos, salvaram-se todos, como dizia aquele apresentador japonês da TV Lusitânia, e o Inter meteu a mão no caneco transbordando de leite e mel. E é isso o que interessa neste momento de plena celebração. 

 

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA DO INTER
  2. INTER DE NILMAR
  3. INTER GUERREIRO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 26 de novembro de 2008 Copa Sul-Americana | 23:31

INTER GUERREIRO

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Claro, nem poderia ser um espetáculo desses de deslumbrar o espectador pela técnica e habilidade dos jogadores. Era mais guerra do que jogo. E o Inter entrou para pelear, como dizem os gaúchos, com quatro zagueiros, três volantes e apenas D’Alessandro, Alex e Nilmar com a dupla tarefa de criar e concluir.

Não que o Estudiantes, em casa, tentasse se impor pela violência ou catimba. Ao contrário: tentou jogar a bola que não sabe. Quem se excedeu, na verdade, foi outro argentino, mas do Inter, o ótimo Guiñazu, que acabou sendo expulso justamente ainda no primeiro tempo.

O Colorado, porém, bem postado em campo, soube levar a diferença e chegou ao seu gol, de pênalti, com Alex, outro argentino, que revelou serenidade e talento quando o juiz mandou voltar a primeira cobrança.

Só uma hecatombe tira o título sul-americano do Inter, o primeiro na história do nosso futebol nessa competição.

PS: Desculpem mais esta falha, dentre centenas que cometo diariamente. Foi Alex, claro, o autor do gol do Inter. Explicar o erro não explica nada. Vi o jogo, de cabo a rabo, anotei Alex e escrevi D’Alessandro.

Notas relacionadas:

  1. A VITÓRIA DO INTER
  2. INTER, VASCO E GALO
  3. INTER, LÂMINA AFIADA
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