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domingo, 14 de agosto de 2011 Seleção Brasileira | 23:31

GRANDE, MOLECADA!

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O fim de noite de domingo traz um ar melancólico, prenúncio da semana em que o lazer perde de goleada para o batente: 5 a 2 para a dura realidade.

Mas, pra quem gosta de futebol e ficou atento ao Mundial Sub-20 na Colômbia, pôde desligar a tv e ir dormir com aquele sorriso beatifico de quem viveu duas horas de puro prazer que nenhuma segunda-feira carrancuda pode desmanchar.

Foi um jogo, resumindo, de tal nível técnico que merecia ser a final do torneio, disputado num fio de navalha e que só poderia ser decidido nos pênaltis.

Durante os primeiros vinte minutos de bola rolando, nada de sorriso, só um misto de perplexidade e temor diante daquele tique-taque hipnótico que os espanhóis herdaram do Barcelona.

Eis, porém, que o técnico Ney Franco, mineiramente, deu o toque silencioso e discreto para quebrar o tique-taque irritante: recuou Casemiro ali para a cabeça de área, tipo líbero, entre os beques Uvini e Juan. Ora, Casemiro é um volante alto, forte, bom na marcação, mas extremamente lúcido, calmo e de passe longo exato, capaz, pois de arrumar o setor, sem cairmos na retranca convencional.

E arrumou. Tanto, que o Brasil passou a ter mais confiança e ousadia, a ponto de abrir a contagem com William José colhendo rebote da trave, depois de disparo forte de Henrique de fora da área.

Porém, os espanhóis não são sopa, não, e empataram com o brasileiro naturalizado espanhol, cujos direitos pertencem ao Bolton da Inglaterra, mas joga no português Benfica. Garoto global, esse.

Bola vai e vem, prorrogação adentro, Dudu tabela com Henrique e marca um golaço, que nem tivemos tempo de celebrar, pois os espanhóis replicaram com o empate nos pés de Vasquez.

Então, vamos para os pênaltis. Não erramos uma cobrança sequer. Todas fora do alcance do goleiro. O mesmo não se pode dizer deles, não. Ou melhor, do nosso goleiraço Gabriel, que já havia livrado a cara do time no tempo normal em duas ou três intervenções providenciais.

Pois, sem dar um passo além da risca, voou e defendeu a primeira cobrança de forma espetacular. Noutra, tocou com o pé bola que vai à trave e volta pra fora.

Êta molecada boa de bola essa. Agora, que venga o México! Pero, de espacito, de espacito, hermano, que é hora de dormir sonhando bons sonhos.

Notas relacionadas:

  1. E COMEÇA A FARRA!
  2. BRASIL SÓ PERDE PARA SI MESMO
  3. HORA DE MUDAR MESMO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011 Seleção Brasileira | 15:32

A QUESTÃO É COMO SER OFENSIVO

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O empate dos meninos do Brasil por 1 a 1 com a Bolívia já atiçou a turma da retranca. O que fez Ney Franco vir a público para dizer que não abandonará o conceito de tr~es atacantes.

Entre um e outro, ambos cometem um equívoco palmar de avaliação. Não serão três ou quatro atacantes que farão um time mais ofensivo de fato. Tampouco, três volantes e três zagueiros, para exagerar o lado contrário, formarão uma defesa inexpugnável.

Aliás, se o amigo revirar a história verá que praticamente em todo time cheio de cuidados ofensivos, ao fim do jogo quem leva o rádinho é seu goleiro. Ora, se o goleiro é acaba sendo o destaque do time, a defesa, então, não funcionou devidamente.

Em contrapartida, nos históricos times ofensivos, o goleiro mal participa do jogo.

É claro: se você mantém a bola a maior parte do tempo no campo adversário, ela estará sempre mais longe da sua meta do que se recuar sua linha de defesa, dando espaço para o adversário manobrar a partir de sua própria intermediária.

Peguemos como exemplo o mais atual e flagrante paradigma do que estou dizendo – o Barça. Xavi, Iniesta, Messi e cia. bela detêm a posse de bola por cerca de 75 por cento por partida, seja contra quem seja e em que campo for.

Mas, isso não se dá apenas pela excelência do passe desses jogadores, pois o mesmo ocorre em geral quando o Barça coloca em campo seu time reserva ou mistão.

É que, para manter esse ritmo, essa fluência, esa cadência na troca de passes, é fundamental que o time jogue compacto. Nem muito atrás, nem muito à frente, o que lhe permite dar o primeiro combate no campo adversário, e os beques colherem a sobra ou o passe de alívio já na altura do meio-campo. Isso determina a dinâmica de domínio dos espaços e da bola, sempre mais próximo da zona de finalização do que da sua área de rebate.

Se o amigo pegar a dupla de zaga Puyol e Piqué e recuá-la ao nível da linha de sua grande área, terá de trazer para a linha de defesa também o volante Busquets. Nesse dominó, Xavi e Iniesta serão forçados a começar o seu trabalho de armação á altura de sua intermediária, o que deixará Messi, David Villa e Pedrito muito distantes da armação. Aí volta mais um e se estabelece a tal ligação direta – bola da defesa ao ataque, uma verdadeira loteria.

Esse tem sido o nó do nosso futebol, antes tão pródigo na troca de bola envolvente até que ela se ofereça em condições de remate de um dos atacantes.

Ah, mas se avançarmos nossa linha de defesa, aí, sim, é que nos tornaremos mais vulneráveis, retrucará o amigo mais cauteloso. Não, necessariamente, como disse lá em cima. Mas, de qualquer forma, trata-se de um jogo, onde o risco é inerente em quaisquer circunstâncias. Exemplo disso, o empate com a Bolívia, quando pela primeira vez no torneio, o Brasil conseguiu tocar a bola, tramar boas jogadas em vários instantes da partida, meteu quatro bolas nas traves, desperdiçou mais outras tantas chances e acabou levando o empate num único contragolpe.

Ah, mas só tomou o contragolpe porque estava lá na frente, tentando o segundo gol desnecessário, no caso. Mas, quem garante que se estivesse aqui recuado, submetido ao sufoco tradicional, não levasse o empate como decorrência de um escanteio bem aproveitado, uma falta bem executada ou qualquer outro acidente típico do futebol?

Jonas, ciao

Eis que, às vésperas da Libertadores, que o Grêmio cultiva a leite e mel, Jonas arrumou sua mala e partiu para saborear no berço a deliciosa paella valenciana. De troco, deixou míseros milhãozinho e meio nos cofres do Grêmio, conta de quatro doses de pinga e uma maria-mole no mercado internacional.

Logo Jonas, o goleador implacável do Tricolor nos dois últimos anos e o quinto no ranking de artilheiros da gloriosa história do clube?

Algo que lembra, guardadas todas as diferenças, a amarga saída de Ronaldinho Gaúcho do Olímpico, anos atrás.

Sucede que a relação do jogador com a torcida gremista sempre foi ciclo tímica: ora, tapas; ora, beijos. Ainda outro dia, houve um entrevero, como gosta de dizer a gente da fronteira, entre ambos, apesar de o craque ter marcado dois gols na partida.

Não sei se isso pesou definitivamente na decisão de Jonas, que tinha contrato com o Grêmio até dezembro deste ano. Ou se sua saída foi fruto da imprevidência da diretoria anterior, que estabeleceu multa rescisória tão baixa até mesmo para o mercado brasileiro.

O que sei é que fará uma falta danada ao Grêmio num momento de inflexão do clube.

Goleadas que animam

Santos e Fluminense foram os grandes destaques dos seus respectivos campeonatos neste fim de semana. Ambos golearam seus adversários. E golearam jogando um futebol bonito de se ver.

No Engenhão, diante do Olaria, os menos votados Tartá e Rodriguinho estavam com a macaca, mas quem deslizou pelo campo feito cisne branco foi o artilheiro Fred, com seus passes, seus toques de calcanhar e seus gols.

No início, até que o campeão brasileiro levou um susto. Mas, logo se reequilibrou e fechou o placar num 6 a 2, fora as chances desperdiçadas.

Em Prudente, o Santos meteu 4 a 0 no Grêmio, para no fim, relaxar e permitir a redução do placar para 4 a 2, numa partida exemplar de Elano que parece nunca ter saído da Vila.

E olhe que o Santos, já tão desfalcado, perdeu à última hora Zé Love, transferido para o Genoa, que vinha sendo um dos destaques do time nesta temporada.

Sei bem que os campeonatos estaduais, mesmo os mais badalados, não servem de parâmetro com vistas ao resto da temporada. Mas, me parece justo imaginar como serão Flu e Santos quando estiverem completinhos e nos trinques para as disputas da Libertadores e do Brasileirão, com base no que já mostraram na temporada passada e mostram no início desta.

Notas relacionadas:

  1. PODE, COMO NÃO PODE
  2. MEDO DE QUEM?
  3. SHOW DE QUEM? DE CASEMIRO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011 Futebol internacional | 18:57

BI MESSI

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E Messi foi o escolhido, quebrando a tradição de que a Copa do Mundo é o evento chave nessas escolhas. Não que Messi tivesse falhado no Mundial da África, como Kaká, Rooney e outros craques internacionais tão decantados. Nada disso. Fez, digamos, uma boa Copa, dentro das possibilidades da sua Seleção conduzida de forma errática por Maradona.

Nesse quesito, Iniesta e Xavi se saíram melhor. Sobretudo, Iniesta, com aquele gol que definiu o título para a Espanha diante da Holanda.

Mas, o futebol de Messi é tão mágico, tamanho é seu carisma, que o colégio eleitoral se rendeu à sua magnitude e o coroou pela segunda vez consecutiva o melhor do mundo no ano de 2010.

Coroação que, pelo visto, se repetirá muitas e muitas vezes no futuro sem limites que se estende á frente do inigualável pibe argentino.

Entre outras coisas, porque Messi, com toda aquela discrição pessoal, aquele sorriso de moleque um tanto travesso, um tanto inocente, porém extremamente autêntico, nos transmite uma sensação de bem-estar muito próxima ao que se pode chamar de felicidade.

Eis, pois, o nosso rei mago, aquele que traça os caminhos das estrelas com uma bola nos pés e nos presenteia, a cada rodada, com a mirra, o incenso e o ouro do futebol.

Marta, Marta

Esta, sim, é a única pentacamepã do mundo no país do penta. Ser eleita a melhor jogadora de futebol do mundo por cinco vezes seguidas, sem que a sua Seleção tenha vencido nem o Mundial, nem as Olimpíadas, emora batesse na trave várias vezes, é um prodígio histórico.

Na verdade, seu jogo desenhado com aquela canhota encantada transcende os limites do futebol feminino. Vai além, num plano que, suponho, nenhuma outra jogadora alcançou no passado, tampouco alcançará no futuro.

Marta, meu amigo, não é penta. É única.

Notas relacionadas:

  1. MARTA, MARTA, MARTA
  2. O SIGNIFICADO DE MESSI
  3. GANSO, RONALDINHO, KAKÁ, MESSI…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

segunda-feira, 12 de julho de 2010 Copa do Mundo | 14:20

O QUE RESTOU?

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Não, claro que não foi uma Copa disputada em alto nível técnico. Tampouco, a Espanha brilhou o tempo todo, nada próximo à potencialidade desse time espanhol. Assim como a Holanda só passou a ser algo mais ou menos parecido com as melhores Holandas do passado a partir da vitória sobre o Brasil.

E as razões disso são várias.

No caso do baixo nível técnico da Copa, sobretudo nas primeiras fases da competição, a explicação passa pelo inchaço do torneio, que abriu as portas para seleções inexpressivas, que só vão à Copa para defender-se e tentar estender ao máximo sua sobrevivência no certame.

Além disso, o fato de que o calendário mundial reserva a Copa para o final de temporada dos europeus, quando os jogadores já estão exaustos, mesmo porque os grandes centros europeus ampliaram o número de suas competições, Liga disso, Liga daquilo e tal e cousa e lousa e maripousa. E, quando falo de europeus, inclua aí o amigo a imensa maioria dos sul-americanos e africanos que atuam na Europa e que compõem as suas respectivas seleções nacionais.

Numa competição disputada no limite do estresse, a condição física ganha importância extra, óbvio.

Então, o que vimos foi o desfile de decepções com craques renomados, como  Robben, Wayne Rooney, Fernando Torres, Kaká, Iniesta, Fábregas, entre outros, atuando bem abaixo do seu próprio nível por questões físicas, contusões recentes ou mal curadas.

Quanto à Espanha, a par do estado físico de Torres, seu goleador, o que limitou em muito a artilharia do time, houve um equívoco de ordem tática, só corrigido já na reta final do torneio, com a entrada de Pedrito pela direita (e, na decisão, a de Navas). Até então,  aquele lado direito todo era reservado para Sérgio Ramos namorar a girada, o que é impraticável até mesmo para um atleta que esbanja saúde.

E mais: a presença imutável de dois volantes do mesmo estilo, que pouco se arriscavam a participar do toque-toque da dupla Xavi-Iniesta, à frente. Eis por que as entradas de Fábregas no lugar de Xabi Alonso sempre foram providenciais nos momentos mais críticos da Espanha.

Mas, mesmo exibindo um futebol abaixo de suas possibilidades, a Espanha sempre soube ter o domínio das partidas que disputou, inclusive na derrota surpreendente para a Suiça, levando a bola a circular no campo adversário, provando que, si, se puede!, jogar ofensivamente até mesmo num campeonato de extrema competitividade como uma Copa do Mundo, feita á base do mata-mata.

Quanto á beleza do espetáculo, este praticamente se reduziu a alguns momentos deslumbrantes protagonizados pela Alemanha, naquelas duas goleadas históricas sobre Inglaterra e Argentina, duas das mais categorizadas equipes da Copa.

De resto, é torcer para que o resultado final contribua para que o mundo comece a ver o futebol sob um ângulo mais prazeroso e menos competitivo, pois essa foi a lição, em última análise, deixada por Espanha, Holanda, Alemanha e Argentina nos campos da África, mesmo não atingindo os seus limites.

Notas relacionadas:

  1. DOIS JOGAÇOS À VISTA
  2. ESPANHA, OLÉ!
  3. LA BALANGUERA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

domingo, 11 de julho de 2010 Copa do Mundo | 19:07

LA BALANGUERA

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É inegável que a Espanha foi melhor do que a Holanda, no tempo regulamentar, e, sobretudo, na prorrogação, quando o título foi decidido por aquele gol de Iniesta, aos 11 minutos do segundo tempo.

Teve o domínio da bola e dos espaços durante a maior parte do jogo, desde o início, quando em poucos minutos criou três boas chances para marcar – a melhor de todas, com Sérgio Ramos, que, por sinal, cumpriu performance excepcional nesta decisão, tanto atrás quanto na frente.

Depois, a Holanda apertou a marcação, truncando muito a partida, que caiu numa longa reticência, pontilhada de faltas daqui e dali.

E, no segundo tempo, quando o jogo estava mais enrolado, Robben, justamente ele, desperdiçou as duas oportunidades mais claras para abrir o placar até então, ambas conjuradas pelo goleiro Casillas.

Mas, a Espanha, embora denominada La Furia, é, acima de tudo, um time cerebral, a exemplo de seu modelo básico – o Barcelona. E, aos poucos, retomou seu toque de bola, incrementado pela entrada de Fábregas no lugar de Xabi Alonso, como já ocorrera em jogo passado.

Isso, colocou em campo Iniesta, na plenitude de sua habilidade, e as chances espanholas foram se sucedendo, ao cabo do tempo regulamentar e prorrogação adentro.

Foi, enfim, a vitória da técnica, da habilidade e da cuca fresca, que vem pautando as atuações da Espanha nos últimos quatro anos, tendo como ponto culminante, até agora, a conquista da Europa, em 2008.

Um futebol que, aos poucos, foi abandonando seu tradicional jogo furioso, raçudo, irracional mesmo, pelo jogo altamente sofisticado, tramado de maneira tão paciente e exato que me faz lembrar Maria del Mar Bonet, no pátio da Catedral Gótica de Barcelona, ao som de instrumentos medievais, na Copa de 82, interpretando La Balanguera,  canção que fala da fianderia que se confunde com a  aranha-destino tecendo sua teia invisível e mágica em torno dos pobres mortais e dos seus amores.

La Fúria, pois, pode ser chamada, doravante, de La Balanguera.

A VEZ DE INIESTA

Diego Forlán foi escolhido o craque da Copa. Nada mais merecido, por ter sido o filho de Pablo, que praticamente carregou nas costas o Uruguai, nesta campanha surpreendente da Celeste Olímpica.

Na véspera, porém, o mito holandês, Johann Cruyjff, adiantou seu voto de melhor da Copa: Xavi. Confesso que estava propenso a votar no extraordinário armador da Seleção, por quem a bola tem de passar, seja na ida ou na vinda, inexoravelmente.

E, quando parte de seus pés tem sempre a direção certa, muitas vezes inesperadas.

Mas, Iniesta, seu parceiro de Barça e Seleção, jogou tanto nesta decisão do Mundial, além de ter sido o autor do gol do título, acabou sobrepujando seu companheiro.

Dono de técnica invejável, Iniesta agrega ainda uma energia interminável, movimentação constante e muita habilidade. É daqueles jogadores capazes de partirem com a bola colada aos pés, deixando no rastro fieiras de inimigos batidos.

E, como não há nenhum lance mais importante do que um gol do título mundial, meu voto vai para Iniesta.
Meu voto e minha reverência a um craque que não tem correspondente na atual Seleção Brasileira, embora, por estilo e arte, seja até mais brasileiro do que espanhol.

Notas relacionadas:

  1. DOIS JOGAÇOS À VISTA
  2. ESPANHA, OLÉ!
  3. AS CERTEZAS DE UM PATRIOTA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

sábado, 10 de julho de 2010 Copa do Mundo | 17:56

ALEMANHA, COM JUSTIÇA

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O jogo foi disputado sobre o fio da navalha, literalmente, até o último lance, depois de Kiessling perder gol feito – aquela falta cobrada por Forlán, no travessão, . Dez centímetros pra baixo, e iríamos para a prorrogação, e, quem sabe, aos pênaltis, com desfecho imprevisível.

Mas, creio que se fez justiça: ao aguerrido, quando não heroico Uruguai, o quarto lugar, honrosa e inesperada posição para um time que, se não encantou pela técnica, comoveu pela entrega.

E, o terceiro lugar, prêmio de consolação para a Alemanha, time que ofereceu os momentos mais emocionantes e belos da Copa, praticando um futebol leve, inteligente, ofensivo e irradiando juventude de um grupo de garotos que ainda darão muito o que falar.

No toque da jabulani, especificamente, na revirada por 3 a 2 dos alemães, vale dizer que, mesmo desfalcada de alguns jogadores-chave, como o lateral Lahm e o atacante Podolski, dominou a maior parte do jogo, e criou as melhores chances para marcar.

Grande jogo e sugestivo prenúncio para a final deste domingo.

Notas relacionadas:

  1. UNIÃO É GRUPO
  2. O CIVILIZADO MANO
  3. ESPANHA, OLÉ!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 13:46

A DOIS SENHORES, NÃO

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Parece que a sucessão de Dunga se encaminha para um desfecho que não será bom nem para a Seleção, nem para o Palmeiras. Refiro-me à possibilidade de  CBF e Verdão virem a dividir os serviços de Felipão.

Trata-se de um retrocesso pra mais de meio século, quando era comum o técnico de um clube assumir ao mesmo tempo o comando da Seleção Brasileira. E olhe que, então, o time brasileiro não jogava nem um terço do joga hoje em dia, entre amistosos e torneios oficiais.

Aliás, há décadas já que todas – rigorosamente, todas – as seleções do mundo mantêm técnicos exclusivos. Um técnico dedicado a se aprimorar – estudando o futebol em todas as suas áreas -, a acompanhar de perto jogadores de todo o país (um continente, diga-se), indo aos treinamentos, aos jogos, viajando pelo mundo para manter-se em dia com possíveis inovações e tal e cousa e lousa e maripousa.

Há muito o que fazer, se realmente o sujeito tiver ganas de assumir integralmente seu ofício.
Felipão, com o respaldo do título mundial de 2002, mais a experiência internacional adquirida no últimos anos, dirigindo a Seleção Portuguesa e o Chelsea, sem dúvida me parece um nome exemplar. Ainda mais porque deu, em Portugal, sobretudo, sinais de plena evolução na sua maneira de ver o futebol.

Da mesma forma – e mais ainda -, o Palmeiras precisa de um Felipão focado apenas nos seus problemas, que não são poucos, como demonstrou na derrota para o Boca, em amistoso disputado na última sexta-feira, na despedida do atual Palestra Italia.
Já o velho livro dizia que não se pode servir a dois senhores. Logo, ou um, ou outro.

HOLAPANHA

Não há quem não identifique as digitais do Barça na Espanha que, neste domingo, decide o Mundial com a Holanda. Assim como quem acompanha a história recente do Barça não deixa de reconhecer a íntima relação entre a forma de jogar desse time com o do futebol holandês.

Desde 1973/74, época do Carrossel Holandês, quando Rinus Mitchels era o técnico de ambos, que os catalães buscam inspiração no futebol holandês.

Depois de Mitchles, Cruyjff, o maior jogador de todos os tempos de seu país e  uma legenda no Camp Nou, seguido por Van Gaal, além da legião de jogadores holandeses que vestiram a camisa grená e azul do Barça.

Dá até pra fazer uma seleção deles: Reizeger, Koeman, De Boer. Bogarde; Van Bommel, Cruyjff, Von Bronckhorst, Kluivert, sei lá quantos mais.

Assim como vários brasileiros foram atraídos pelo gosto catalão por um futebol jogado com engenho e arte, desde Evaristo de Macedo, bem antes dessa fase, passando por Romário, Ronaldo Fenômeno, Ronaldinho, Giovanni, Rivaldo e tantos outros.

Podemos, a partir daí, criar um triângulo entre os três países – Holanda, Catalunha e Brasil -, traçado por um espírito comum: o prazer pelo espetáculo do jogo da bola, acima de qualquer outro valor.

Cruyjff,  muitos anos atrás, me explicava que o conceito do Carrossel Holandês estivesse ligado ao inconsciente coletivo de seu povo, cultor de danças em rodas, de mesas circulares onde tudo se celebrava, enfim. Os catalães são conhecidos pelo seu refinado gosto pelas artes, enquanto o Brasil é o país do samba e do Carnaval.

Reduzindo: a alegria e a celebração pelo belo são os pontos de união entre povos tão díspares, o que deve fazer desta decisão pela Copa um espetáculo magnífico, onde estaremos presentes, de uma forma ou de outra, livres dos rancores e estupidez que marcaram nossa passagem cinzenta pela África.

Notas relacionadas:

  1. E A COSTA DO MARFIM?
  2. DOIS JOGAÇOS À VISTA
  3. O CIVILIZADO MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 8 de julho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 12:38

DE VOLTA AO FUTURO

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Durante décadas e décadas, sempre que a Seleção Brasileira se dava mal numa Copa do Mundo ou mesmo nos torneios continentais, a culpa do desastre estava implícita: falta de organização, pois craque temos de sobra.

Desta vez, porém, a situação foi inversa. Não faltou organização, até excessiva no tocante à disciplina interna do grupo de jogadores. Trancou-se a turma num quartel ou mosteiro, como queiram, fez-se uma lavagem cerebral completa nos jogadores, elegeu-se a imprensa como a grande inimiga da Seleção, e demos com os burros n’água, literalmente.

Faltou mesmo foi craque. Fruto dessa obsessão dos nossos treinadores em geral pelo tal futebol de resultados, desde as equipes de base dos clubes até o topo da pirâmide. Vezo que tomou conta do nosso futebol há, por baixo, duas décadas.

Não sou daqueles oportunistas, que, ao cabo de uma derrota, sai por aí clamando por mudanças radicais, como se o resultado de uma derrota num jogo de bola fosse o apocalipse.

Mas, há anos venho advertindo para os riscos desse distanciamento progressivo e letal das nossas origens futebolísticas, daquilo que o brasileiro soube desenvolver como nenhum outro no mundo – o jogo jogado com engenho e arte.

Portanto, sinto-me à vontade para botar a boca na vuvuzela e clamar por uma mudança radical nos rumos do nosso futebol.

Com o fracasso do nosso time na Copa da África e a perspectiva do próximo Mundial no Brasil, está mais do que na hora de cartolas, técnicos e mídia partirem para um mutirão em busca da nossa identidade perdida.

OS FINALISTAS

Enfim, teremos um novo campeão mundial. E, mais: o primeiro campeão mundial europeu a conquistar o título fora de seu continente, feito até agora reservado a dois sul-americanos – Brasil e Argentina.

A Holanda bem que merece, pois parte para a sua terceira final de Copa do Mundo. Em 74, assombrou o mundo com a já mítica Laranja Mecânica; e, em 78, deixou escapar o título naquela bola na trave da Argentina, de Resembrinck, no finalzinho da decisão. E sempre primou por um futebol técnico e ofensivo.

Houve, porém, outras duas gerações de ouro da Holanda que nem chegaram lá, embora também merecessem, talvez, mais do que a atual. Basta lembrar aquele time de Reijkaard, Gullit e Van Basteen. E a de Davids, Seedorf, Overmars, Kluivert e cia. bela.

Já a Espanha, que chega como uma Fúria e parte feito brisa de verão, tem na atual seleção sua melhor safra.

Aquela que pratica o futebol mais próximo do nosso glorioso passado, feito de toques, tramas inesperadas, muita movimentação e com o olho fixo no ataque. Pena que não tenha um goleador do porte de um Butragueño, por exemplo, para se esbaldar com aqueles passes e enfiadas magníficos de Xavi e Iniesta.

Aliás, se fosse aqui, de cabeça, correndo o risco de cometer graves injustiças, escalar uma Seleção da Espanha das que vi em ação, diria que, além de Butragueño, entrariam apenas, do passado, o goleiro Zubizarreta (Zamora é uma legenda de um tempo que não vivi) e Guardiola no lugar de Xabi Alonso ou Busquets.

Contudo, n Holanda, ah, quantos: Van der Sar; Suurbier, Reijkaard, Frank de Boer e Von Bronckhorst; Seedorf, Neskeens, Cruyjff e Gullit; Van Basteen e Robben. Como se vê, apenas dois do time que pode muito bem ser campeão do mundo neste fim de semana.

DESENCANTO JAMAICANO

Ao partir de volta de Johanesburgo, dividi o táxi até o aeroporto com um hóspede do hotel em que estávamos e seu filho, um garoto esperto de 11 anos de idade. Trevor é jamaicano, economista que presta serviços para o FMI e que aprendeu a falar português ao participar das negociações entre o governo brasileiro e aquele órgão internacional, anos atrás.

Deixou a mulher e a filha adolescente em casa, e partiu com seu menino para a África do Sul, repetindo o gesto de seu pai, nascido em Trinidad e Tobago, que, em 1970, levou o pequeno Trevor para ver o Brasil no México.

Tervor ficou tão encantado com a bola dos brasileiros que resolveu homenagear aquela seleção de ouro dando o nome de Jair ao garoto que o acompanha no banco de trás do táxi.  Jair, de Jairzinho, o nosso Furacão.

Queria, de coração, que o filho tivesse o mesmo encantamento ao ver o Brasil em campo. Infelizmente, foi uma enorme decepção.

O que afinal aconteceu com o futebol brasileiro de tantos artistas da bola, como Pelé, Jairzinho, Gérson, Tostão, Rivellino, ou mesmo dos dois Ronaldos, de Rivaldo, de Romário ? – perguntava-me o economista jamaicano, com amargura na voz.

Se tivesse seu e-mail, mandaria a crônica de abertura desta coluna. Talvez, ele conseguisse chegar perto da resposta à sua pergunta.

Notas relacionadas:

  1. MEDO DE QUEM?
  2. E A COSTA DO MARFIM?
  3. O CIVILIZADO MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quarta-feira, 7 de julho de 2010 Copa do Mundo | 18:32

ESPANHA, OLÉ!

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Tinha de ser Carles Puyol o herói da classificação da Espanha, pela primeira vez em sua história, para a decisão da Copa do Mundo contra a Holanda.

Na cobrança de córner da esquerda por Xavi, Puyol subiu dois degraus acima dos zagueiros alemães e testou para as redes inimigas, aos 27 minutos do segundo tempo, quando o jogo começava a ganhar contornos dramáticos.

Xavi e Puyol, os dois extremos que se encontram nesse time, conferindo-lhe o verdadeiro equilíbrio de um time de futebol: a técnica esmerada, o passe exato, a habilidade do meia por excelência, e a raça, o empenho, a entrega do zagueiro catalão, da cabeça aos pés.

Não aquele equilíbrio fajuto que tanto exaltou nosso treinador nestes anos todos de uma equipe voltada basicamente para a marcação, sem, contudo, dosar na medida exata a criação, a inventiva, o domínio de bola, essas coisa que são o sal do jogo, que lhe dão beleza e versatilidade.

E foi assim que a Espanha envolveu a poderosa Alemanha, nesta semifinal da Copa do Mundo, a partir do instante em que o técnico Del Bosque resolveu iniciar a partida com o canhoto habilidoso Pedro no lugar de Fernando Torres.

Dessa forma, Iniesta e Xavi contaram com um parceiro à altura no toque de bola que é o apanágio desse time, e que nos faz morder de saudade dos tempos em que essa era nossa maior competência.

Carles Puyol é abraçado por Sergio Ramos e Gerard Piqué após marcar

É verdade que, nesse quesito, os alemães sofreram a ausência de Muller, suspenso, um dos seus maiores destaques nesta Copa. Seu substituto, Trochowski, é apenas um bom volante, dedicado, mas de técnica reduzida.

Em consequência disso, Schweistinsteiger, o craque do time, foi o recordista de passes errados, enquanto Xavi, um dos grandes candidatos ao título de melhor da Copa e do mundo, assessorado magnificamente por Iniesta, deitou e rolou no meio de campo.

Assim, Espanha e Holanda fazem uma final inédita, em que, qualquer que seja o vencedor, será campeão mundial pela primeira vez na vida, passando a integrar o exclusivo grupo histórico de Brasil, Itália, Alemanha, Argentina, França e Inglaterra.

Dois times que, ao contrário do Brasil de Dunga, enfatizam o toque de bola, o drible, a invenção da jogada inesperada, o ataque, sem, contudo, abdicarem da defesa, que isso é essencial.

Tanto que, por exemplo, a Espanha exibe uma das melhores, se não a melhor, dupla de zagueiros do mundo – Puyol e Piqué – numa combinação medida de força e técnica. Pois, se Puyol, o herói da jornada, é, sobretudo, empenho, não nos esqueçamos que foi, de origem, um lateral-direito ofensivo e de boa técnica, enquanto Piqué é o exemplo acabado do zagueiro de porte elegante, passe especial e muita fibra.

Espanha e Holanda, quem ganhar levará com orgulho a taça, assim como teria sido se o destino tivesse escolhido a Alemanha, nesta semifinal.

São três times que praticam o verdadeiro futebol, onde arte, engenho e competitividade se equilibram em todos os setores.

O resto é papo ignorante dos treinadores que não sabem sequer o que é o futebol.

Notas relacionadas:

  1. E A COSTA DO MARFIM?
  2. DOIS JOGAÇOS À VISTA
  3. O CIVILIZADO MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

terça-feira, 6 de julho de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 19:14

O CIVILIZADO MANO

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Felipão já disse que pretende cumprir seu compromisso com o Palmeiras até 2012, quando, então pensará na possibilidade de dirigir uma seleção para a Copa do Mundo no Brasil.

Claro, macaco velho, sabe que quem entrar agora no lugar de Dunga, terá de enfrentar um bombardeio da opinião pública imenso, Mesmo porque passará os próximos dois anos testando um novo grupo, o que é sempre mais arriscado do que herdar um time já ajustado. Felipão, porém, por sua personalidade, reforçada pela aprovação praticamente unânime da crônica e do torcedor, seria a tábua de salvação para o presidente Ricardo Teixeira, inteiramente envolvida nas questões de preparação da próxima Copa. É entregar a rapadura para Felipão, e deixar a vida lhe levar.

Se realmente, Felipão não assumir a Seleção, resta como segunda alternativa outro gaúcho: Mano Menezes, já que Luxemburgo – tecnicamente, o melhor de todos, mas tão enrolado em outros tantos negócios que é sempre um pacote complicado, na cabeça do cartola e da mídia – parece fora do páreo, por enquanto.

Mano é um sujeito civilizado, e com experiência suficiente para assumir o cargo e selecionador do Brasil.
Talvez, seja, no momento, a melhor solução. Depois, só Deus sabe.

Fala-se em Leonardo, se não para técnico do Brasil, pelo menos como um coordenador de seleções. Não me parece má ideia. De qualquer forma, a Seleção Brasileira carece, ao menos, de um diretor de futebol, alguém com autoridade, competência e visão para mudar todo aquele esquema já desgastado da comissão técnica.

Alguém que tenha um nível de conhecimento sobre futebol que transcenda esse ramerrão vigente. Que mude a perspectiva fechada em resultados. Capaz, enfim, de retornar a Seleção ao caminho que lhe é devido: um time que jogue de acordo com nossa gloriosa história. E que tenha peito para segurar essa onda, nas vitórias e nas derrotas.

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Mano Menezes e Felipão em charge de Milton Trajano

HOLANDA, CLARO

O Uruguai rasgou o coração, mas deu Holanda, claro. Parodiando o Poetinha, raça é importante, mas, que me perdoem os pragmáticos de plantão, técnica é fundamental.

E a Holanda é, tecnicamente, mais bem dotada do que o Uruguai, que, por força das circunstâncias (muitos desfalques) teve de recorrer ao seu velho chavão: um time todo fechadinho lá atrás, à espera de uma chance de contragolpear mortalmente o adversário.

E assim foi. A Holanda com a bola nos pés, dominando cerca de dois terços da partida, com poucas chances reais de gol, é verdade, mas cevando o momento certo de dar o golpe fatal.

E isso se deu logo aos 17 minutos do primeiro tempo, com um disparo de canhota fenomenal de Von Bronckhorst lá do meio da rua, no ângulo esquerdo do goleiro.

Bem que o Uruguai, que deu seu primeiro chute a gol aos 35 minutos, chegou ao empate, com Forlán, também num tiro longo em que o goleirão holandês bobeou.

Mas, em dois minutos, no segundo tempo, dos 26 aos 28, os holandeses definiram a vitória, com Sneijder e Robben, de cabeça.

Sim, é verdade, o Uruguai pressionou no finzinho, depois do gol de Max Pereira, já aos 46 minutos, mas nada que colocasse em risco a vitória holandesa, justa e merecida.

Assim, os holandese vão para sua terceira final de Copa do Mundo, o que é um prodígio para um futebol que praticamente só se profissionalizou no final dos anos 60, embora o praticasse desde sempre, mas num nível quase amadorístico.

Já o Uruguai, que teve seu apogeu nos anos 20/30/40/50, pela primeira vez nas últimas décadas chega tão longe numa Copa do Mundo.

E chegou justamente porque trocou a retranca dos últimos tempos, essa aposta furada no machismo, na marcação, na violência até, por um jogo mais arejado, ofensivo, claro, dentro de suas limitações.

Quando teve de voltar ao lugar-comum, dançou.

ALEMANHA OU ESPANHA?

Alemanha ou Espanha? Confesso, meu coração balança. Balança entre o jogo fluente, técnico e ofensivo da Alemanha e o toque-toque da Espanha, herdado do nosso futebol, via Barcelona.

Se Fábregas, sob observação médica, puder jogar, a Espanha terá mais chance de impor seu jogo envolvente, quase hipnótico. Não perderá tanto, nesse sentido, se o escalado for David Silva, um canhoto habilidoso que compõem bem a parceria com Iniesta e Xavi no meio de campo.

Mas, se Del Bosque insistir com Torres lá na frente, sou capaz de apostar uma maria-mole que Khedira, Schweinsteiger, Ozil e Muller tomarão conta do setor e os espanhóis sofrerão o fogo do inferno.

De qualquer forma, um jogo de se assistir com o champanha gelando ao lado.

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

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