Equador | Blog do Alberto Helena Jr.

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quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011 Clubes brasileiros, Seleção Brasileira | 20:46

PERDEMOS, OUTRA VEZ

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A justíssima expulsão de Hernanes, que atingiu o peito de Benzema ainda no primeiro tempo, virou o jogo de cabeça pra baixo. Até então o Brasil estava com o controle da bola e dos espaços. Basta dizer que detinha 66 por cento do domínio de bola.

Não chegou, é verdade, a criar grandes chances de gol. A França, com Benzema, num isolado contragolpe, foi mais incisiva nesse sentido,

Mas, a partir dessa nova realidade, o Brasil só somou equívocos, embora os franceses também não chegassem a se aproveitar devidamente da vantagem de um homem a mais. Até Benzema marcar o gol da vitória da França, mais uma, nessa série invicta de quase vinte anos.

O primeiro equívoco foi Mano retirar de campo Robinho. Não que Robinho estivesse jogando bem, nada disso. Mas, trata-se de um jogador veloz, múltiplo, que podia compensar a desvantagem de um mais,

O segundo equívoco foi optar por Sandro, um volante especificamente de contenção, em vez de Anderson, mais versátil, que tanto marca quanto avança.

Mas, tudo isso flutua entre o que foi e o que poderia ser, uma zona imprecisa que cai no absoluto subjetivismo.

Som, claro, o Brasil poderia ter empatado esse jogo, em duas oportunidades (pouco), assim com ao França teve chances de ampliar o marcador, e só não o fez graças a Júlio César, o goleirão que voltou em plena forma à Seleção.

De resto, é louvar a participação de Júlio César, mais uma vez, e a de André Santos, que anulou o mais incisivo francês, Menez,  a não ser no lance que antecedeu gol, quando o francês passou de passagem pelo brasileiro. Mas, nesse lance, a jogada era de Robinho, que acompanhou o adversário até o momento final, e desistiu na hora H.

Quanto aos estreantes – afora Hernanes, que vinha bem, mas resvalou na falta absurda -, Renato Augusto vinha jogando razoavelmente antes da expulsão do companheiro, E Jadson, que entrou em seu lugar, só fez um passe esperto para Pato, que não se completou.

Dado a tantas alternativas que ficaram de fora na convocação – Neymar, Ganso etc. – a perda de mais um jogo para a França, nessas circunstâncias, não é nenhuma tragédia.

Digamos que, apenas, algo desagradável.

Quase lá

Foi apertado, mas foi: 1 a 0, gol de Casemiro, de cabeça, outra vez. E o Brasil passou pelo Equador, no Sul-Americano Sub-20 e está a um passo de Londres, que é o que interessa.

Sem Neymar e a dupla de zagueiros titular, nossos meninos dominaram o primeiro tempo, quando poderiam ter ampliado o placar, e seguraram as pontas no segundo, quando estiveram a pique de entregar o ouro.

O importante, porém, foi passar por um obstáculo que poderia ter sido fatal para nosso sonho olímpico.

Ah, Flu…

Confesso que esperava muito mais do Fluminense, nessa estreia na Libertadores, contra o Argentino Juniors, no Engenhão.

Claro que Fred fez falta, embora seu substituto, o He Man, Rafael Moura, tivesse salvado o Tricolor com dois gols. Mas, esse nem foi o caso. O caso foi que o Fluminense jogou em ritmo de valsa, quando a batida exigia um samba rasgado.

Esse empate por 2 a 2 foi um alerta para o Flu, que terá de se desdobrar daqui pra frente.

Duas vezes Liedson

A estreia de Liedson no Corinthians não poderia ser mais auspiciosa. O artilheiro, que desembarcou no Parque na véspera, entrou em campo de imediato, fez dois gols e deu ao ataque do Corinthians a energia que vinha faltando desde quando Ronaldo, há dois anos, deixou de ser decisivo.

Se a vitória apertada sobre o Palmeiras, no fim de semana, serviu para apaziguar os ânimos no Parque, a goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, por certo, haverá de infundir novo ânimo à equipe, daqui pra frente.

Notas relacionadas:

  1. RESERVA POR RESERVA…
  2. BRASIL PROTAGONISTA
  3. VALEU PELA RAÇA
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sexta-feira, 12 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Copa Sul-Americana, Seleção Brasileira | 03:03

JOGO FATAL

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Eis um jogo que será fatal para um dos dois, se não o for para ambos.

Sim, porque um empate entre Corinthians e Cruzeiro, combinado com uma vitória do Fluminense sobre o Goiás, deixará o Tricolor carioca com uma das mãos na taça, na reta final da disputa pelo título.

Portanto, não é de se esperar um daqueles confrontos ranhetas, reticentes, repletos de faltinhas no meio de campo e cheios de dedos dos dois treinadores com vistas a evitar o gol do adversário mais do que realizar os seus.

E, tanto Corinthians quanto Cruzeiro têm bala na cartucheira para disparar ataques arrasadores um sobre o outro, o tempo todo. A começar pela potência de seus respectivos meio de campo, Ali se concentram o que de melhor há em cada um deles, sem falar nos ataques, reforçados pela volta de dois titulares afastados há um bom tempo: Wellington Paulista, no Cruzeiro, e Jorge Henrique, no Corinthians.

Wellington, pelo visto, deverá já entrar em campo de início. Já a Jorge Henrique, recuperado antes do prazo previsto, haverá de faltar ritmo de jogo e fôlego para cumprir suas múltiplas funções habituais no Timão, o que sugere um banco esperto, de onde sairá em caso de extrema necessidade.

O Corinthians leva a vantagem de jogar num Pacaembu desde já lotado pela Fiel em delírio. Mas, essa Raposa é ladina, gente…

Verde que te quero verde

Os dois Verdões se enfrentarão na semifinal da Copa do Brasil, depois das vitórias do Palmeiras sobre o Atlético, na quarta, e do Goiás sobre o Avaí, em plena Ressacada, na noite seguinte.

Vitória um tanto inesperada, com aquele gol solitário de Rafael Moura, que ainda se permitiu a desperdiçar mais duas chances claras, pelo menos, para ampliar o placar. E olhe que o empate classificaria o Avaí, que vive seu inferno astral.

E o que era apenas uma espécie de humor negro começa a desenhar como uma possibilidade, caso o verde de Goiás elimine o verde paulista: um dos representantes brasileiros na próxima Libertadores estará disputando a Segundona do campeonato nacional.

Copa América

O sorteio de grupos da Copa América, a ser disputada na Argentina nos reservou como adversários iniciais Paraguai, Equador e Venezuela.

Moleza, fosse em tempos passados. Mas, os tempos são outros. Tão bizarros que o mapa dessa disputa, o antigo Campeonato Sul-Americano, consegue o prodígio (o que a grana não faz!) de inserir no nosso continente o asiático Japão e o norte-americano México.

Contudo, apesar do nivelamento geral, com devidas graduações, a dureza maior nesse grupo parece ser mesmo o Paraguai, como de hábito. Como o Equador não poderá contar com seu principal aliado – a altitude de Quito -, e a Venezuela, por mais que tenha evoluído, ainda acendeu a luz de perigo permanente, nossa passagem para a próxima fase dependerá tão somente de nós.

Notas relacionadas:

  1. ÊTA JOGO BOM DE SE VER
  2. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 12 de março de 2009 Seleção Brasileira | 16:31

A SELEÇÃO DE DUNGA

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Dunga

Dunga convocou a Seleção para os jogos com Equador e Peru. Única novidade, a presença de Miranda no lugar de Juan, machucado, além da volta de Kleber, na lateral-esquerda.

Miranda merecia uma chamada desde o ano passado, por baixo. Embora jovem ainda, é um desses raros zagueiros que não sujam o calção e cometem poucas faltas, pois tem um extraordinário senso de colocação e um bote quase cirúrgico sobre o adversário. Se vai dar certo na Seleção, é outro departamento, mas que merecia, ah, disso não resta a menor dúvida.

Quanto a Kleber, que já teve momentos mais prófícuos na carreira, entra mais com a experiência, creio, no banco de Marcelo, que, por sua vez, está em ascensão no Real, apesar da goleada diante do Liverpool, pela Liga dos Campeões, desastre em que ele foi um dos poucos a sair com poucas escoriações.

Quem inexplicavelmente segue de fora das convocações de Dunga é o volante Hernanes, do São Paulo, que há dois anos vem esmerilhando no meio-de-campo tricolor.

De resto, é esperar que Kaká esteja plenamente recuperado até lá, que Ronaldinho Gaúcho, na reserva do Milan, aproveite mais esta chance para se recuperar,  e que o Brasil repita a atuação contra a Itália. Isso basta. 

Ah, sim, ia me esquecendo na primeira edição do post o que os bloguistas me lembraram: além de Hernanes, Ramires e Keirrison. Nos lugares de quem? Ora, de Gilberto Silva, Elano, que jogaram muito bem contra a Itália, diga-se, e Adriano. Mas, enfim… 

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE MURICY
  2. PRA FRENTE, DUNGA!
  3. AS SURPRESAS DE DUNGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 2 de novembro de 2008 Futebol internacional | 14:03

PRA TODO MUNDO VER

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E ainda há quem reclame quando critico esse futebol chato, cheio de dedos e medos, praticado no Brasileirão, em geral, e exalto o destemor e a graça do campeonato inglês.  Eles jogam pra ganhar, não para evitar apenas a derrota.

No meio de semana, já Arsenal e Tottenham nos ofereceram um espetáculo lancinante, com os 4 a 4 finais, empate obtido pelo Tottenham nos últimos minutos de partida.

No sábado, quase um replay, na vitória do Manchester United sobre a surpresa do campeonato, o benjamim ou caçula, como queiram, o Hull City. Os Diabos Vermelhos venciam por 4 a 1, quando o Hull atirou-se ao ataque e marcou seus dois gols.

Como? Se diante de tal ameaça, Sir Fergunson logo foi protegendo seu time com um bando de cabeças-de-área e zagueiros? Nada disso: seguiu atacando e, na última jogada da partida, Tevez quase amplia para 5 a 3.

Enquanto isso, o Chelsea metia 5 a 0 no Sunderland, com três gols de Anelka, o artilheiro francês que Felipão está recuperando para o futebol. É lá e cá, o tempo todo.

Ah, mas na Old Albion a distância entre os quatro grandes e os pequenos, por questões de grana, é abissal. Nem tanto, nem tanto. Os médios e pequenos de lá, por força da grana também, montam times com o que há de melhor na chamada periferia do futebol: titulares de seleções africanas, do Leste Europeu, alguns daqui abaixo do Equador etc.

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,