PERDEMOS, OUTRA VEZ
A justÃssima expulsão de Hernanes, que atingiu o peito de Benzema ainda no primeiro tempo, virou o jogo de cabeça pra baixo. Até então o Brasil estava com o controle da bola e dos espaços. Basta dizer que detinha 66 por cento do domÃnio de bola.
Não chegou, é verdade, a criar grandes chances de gol. A França, com Benzema, num isolado contragolpe, foi mais incisiva nesse sentido,
Mas, a partir dessa nova realidade, o Brasil só somou equÃvocos, embora os franceses também não chegassem a se aproveitar devidamente da vantagem de um homem a mais. Até Benzema marcar o gol da vitória da França, mais uma, nessa série invicta de quase vinte anos.
O primeiro equÃvoco foi Mano retirar de campo Robinho. Não que Robinho estivesse jogando bem, nada disso. Mas, trata-se de um jogador veloz, múltiplo, que podia compensar a desvantagem de um mais,
O segundo equÃvoco foi optar por Sandro, um volante especificamente de contenção, em vez de Anderson, mais versátil, que tanto marca quanto avança.
Mas, tudo isso flutua entre o que foi e o que poderia ser, uma zona imprecisa que cai no absoluto subjetivismo.
Som, claro, o Brasil poderia ter empatado esse jogo, em duas oportunidades (pouco), assim com ao França teve chances de ampliar o marcador, e só não o fez graças a Júlio César, o goleirão que voltou em plena forma à Seleção.
De resto, é louvar a participação de Júlio César, mais uma vez, e a de André Santos, que anulou o mais incisivo francês, Menez, a não ser no lance que antecedeu gol, quando o francês passou de passagem pelo brasileiro. Mas, nesse lance, a jogada era de Robinho, que acompanhou o adversário até o momento final, e desistiu na hora H.
Quanto aos estreantes – afora Hernanes, que vinha bem, mas resvalou na falta absurda -, Renato Augusto vinha jogando razoavelmente antes da expulsão do companheiro, E Jadson, que entrou em seu lugar, só fez um passe esperto para Pato, que não se completou.
Dado a tantas alternativas que ficaram de fora na convocação – Neymar, Ganso etc. – a perda de mais um jogo para a França, nessas circunstâncias, não é nenhuma tragédia.
Digamos que, apenas, algo desagradável.
Quase lá
Foi apertado, mas foi: 1 a 0, gol de Casemiro, de cabeça, outra vez. E o Brasil passou pelo Equador, no Sul-Americano Sub-20 e está a um passo de Londres, que é o que interessa.
Sem Neymar e a dupla de zagueiros titular, nossos meninos dominaram o primeiro tempo, quando poderiam ter ampliado o placar, e seguraram as pontas no segundo, quando estiveram a pique de entregar o ouro.
O importante, porém, foi passar por um obstáculo que poderia ter sido fatal para nosso sonho olÃmpico.
Ah, Flu…
Confesso que esperava muito mais do Fluminense, nessa estreia na Libertadores, contra o Argentino Juniors, no Engenhão.
Claro que Fred fez falta, embora seu substituto, o He Man, Rafael Moura, tivesse salvado o Tricolor com dois gols. Mas, esse nem foi o caso. O caso foi que o Fluminense jogou em ritmo de valsa, quando a batida exigia um samba rasgado.
Esse empate por 2 a 2 foi um alerta para o Flu, que terá de se desdobrar daqui pra frente.
Duas vezes Liedson
A estreia de Liedson no Corinthians não poderia ser mais auspiciosa. O artilheiro, que desembarcou no Parque na véspera, entrou em campo de imediato, fez dois gols e deu ao ataque do Corinthians a energia que vinha faltando desde quando Ronaldo, há dois anos, deixou de ser decisivo.
Se a vitória apertada sobre o Palmeiras, no fim de semana, serviu para apaziguar os ânimos no Parque, a goleada por 4 a 0 sobre o Ituano, por certo, haverá de infundir novo ânimo à equipe, daqui pra frente.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: amistoso, André Santos, Argentinos Juniors, Brasil, Casemiro, Corinthians, Dunga, Equador, Fluminense, França, Júlio César, Libertadores, Liedson, Mano Menezes, Pato, Robinho, sub 20, Sul-Americano Sub-20
