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28/10/2009 - 16:16

NOVIDADES DUNGAIS

Na lista de Dunga para os últimos amistosos do ano, nenhum nome doméstico, o que é ajuizado diante desse Brasileirão tão disputado. Mas, há quatro novidades de fora: dois novos laterais esquerdos (Michel Bastos e Fábio Aurélio) e dois atacantes (Hulk e Carlos Eduardo).

Fábio Aurélio era invocado por muita gente há tempos, e merece. Assim, como vale a pena vermos em ação Hulk (outro Afonso?), o hábil Carlos Eduardo (ex-Grêmio) e Michel Bastos. Não custa nada.

FUTEBOL EM 3D

Leio na Internet que o clássico mexicano entre América e Chivas foi o primeiro jogo de futebol na história a ser transmitida por tv em 3D. A notícia não entra em detalhes sobre como essa coisa funcionou.

Mas, vale lembrar que o inventor italiano Marconi, lá no começo do século passado, já imaginava a tv em cores e em três dimensões, praticamente holográfica. Isto é: uma redoma de vidro sobre um tubo, em que se poderia ver as cenas transmitidas por qualquer lado, como se o0 espectador estivesse num teatro de arena. Ainda chegaremos lá.

VIERI, QUEM DIRIA?

Vieri, o veteraníssimo artilheiro italiano, que já chegou a ser o jogador mais caro do mundo, só precisa passar nos exames médicos para desembarcar de repente no Botafogo de Ribeirão Preto. Há anos, Vieri não joga nada. Mas, que será uma grande atração para o Campeonato Paulista, ah, sem dúvida, será!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: ,
15/10/2009 - 15:27

BALANÇO FINAL

Os números são irrefutáveis: ao fim dos três anos e caquerada de Dunga à frente da Seleção, o resultado foi altamente positivo.

A Seleção de Dunga obteve cerca de 75 por cento de resultados positivos, um índice, no mínimo, impressionante; levantou duas taças importantes – a Copa América e a Copa das Confederações -; manteve uma das maiores séries invictas da história, e concluiu as Eliminatórias em primeiro lugar, com a inesperada derrota do Paraguai, em Assunção, para a Colômbia.

Mais significativo ainda é que esses feitos foram conquistados por um treinador neófito, cuja primeira experiência na condução de uma equipe de futebol foi exatamente essa, com a Seleção.

Ao longo desse período, foi evidente o crescimento de Dunga no novo ofício. Começou mal, beirou a demissão num certo período, apesar dos resultados, e a equipe só cresceu mesmo nesta temporada.

Isso porque, para o brasileiro, não basta a Seleção vencer, embora isso seja essencial. É preciso que, em cada dez partidas, pratique um futebol convincente, em pelo menos oito. Não foi esse o índice observado, porém, Por isso, tanta contestação ao trabalho de Dunga na maior parte do tempo.

A Copa América, por exemplo, foi conquistada aos trancos e barrancos. Já a Copa das Confederações, ao contrário: entre outras coisas, fez um jogo brilhante na vitória sobre a Itália, a exemplo de um amistoso com os campeões do mundo. Brilhante e briosa foi também a vitória sobre a Argentina em Rosário, pelas Eliminatórias.

Mas, sempre há que se exigir mais da Seleção, para quem a perfeição é uma meta inalcançável, mas presente no coração e na mente dos brasileiros.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: ,
13/10/2009 - 18:00

HORA DE TESTAR

O jogo contra a Venezuela não vale nada, a não ser que Dunga resolva fazer as experiências básicas para balizar suas decisões sobre o time final para a Copa.

Por exemplo, talvez seja a última chance para nosso treinador testar alguns dos recém convocados em condições adequadas, já que Diego Souza, um deles, entrou numa fria lá nas alturas de La Paz.

Nem sei se Diego Souza seja mesmo o nome indicado para ser o reserva de Kaká, ou seu parceiro, como segundo meia da Seleção. Todo indica que sim, mas, só vendo mesmo na prática.

Há ainda Alex, em quem boto fé, pelo fato de ser mais dinâmico e canhoto, um estilo de que carecemos ali entre o meio de campo e o ataque.

Por fim, Diego Tardelli, um atacante diferente dos dois cenroavantes relacionados – Luís Fabiano e Adriano. Mais fluido, hábil, capaz de invenções que escapam aos outros dois, e veloz, é o típico jogador de que não abriria mão no elenco para a Copa. Sobretudo, porque, nas poucas oportunidades que teve, demonstrou nem estar aí com o peso da amarelinha.

Mas, Dunga, que acumulou série incrível de invencibilidade antes da derrota para a Bolívia, provavelmente, não queira arriscar mais do que o mínimo nesse jogo de Campo Grande, e a tendência é que tenhamos a Seleção habitual no gramado, com as mudanças decorrentes do andamento da partida.

ESTAMOS NA FINAL

A Seleçãozinha, que segue invicta no Mundial, bateu a Costa Rica, time que havia massacrado por 5 a 0, na abertura do torneio, por 1 a 0 apenas.

A propósito, me desculpe, mas não resisto: 1 a 0, gol espírita de Alan Kardec, que disparou da linha de fundo, sem ângulo, por sobre o goleiro adversário.

Não, não foi no sufoco, jogo renhido e tal e cousa e lousa e maripousa. O Brasil simplesmente teve pleno domínio da bola e dos espaços – cerca de 70 por cento de posse de bola – de cabo a rabo, e não sofreu mais do que dois ataques dos inimigos, conjurados pelo excelente goleiro Rafael, terceiro reserva do Cruzeiro.

É verdade que não criamos muitas chances claras de gol, apesar da flagrante superioridade brasileira.

Mesmo porque a Costa Rica plantou-se na retranca do início ao fim. E o Brasil soube, como das vezes anteriores, jogar o jogo necessário: muita paciência, controle de bola, trocas constantes de passes, sempre à espera de um vacilo do inimigo que lhe permitisse dar o bote fatal.

Aliás, bem ao estilo da escola brasileira de jogar bola, com técnica, habilidade e ciência.

Agora, na final, toca-nos Gana, um jeito de jogar diferente dos demais adversários até aqui: mais plástico, ofensivo e veloz.

Acho que dá, mas não é nada garantido.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , ,
09/10/2009 - 18:56

A VEZ DE DIEGO SOUZA

Parece que Dunga já definiu seu time para o jogo contra a Bolívia, a julgarmos os dois coletivos recentes na Granja Comary.

Nesse caso, dois são os pontos básicos:  a passagem de Daniel Alves para o meio de campo, ao lado de Josué e Ramires, e a experiência com Diego Souza no lugar de Kaká, titular indiscutível.

A primeira, já foi alternativa de Dunga em vários jogos, e, talvez, se justifique pela enorme reserva energética do baiano, capaz de dobrar o problema da altitude. A segunda, uma escolha sábia para eventuais ausências de Kaká.

Afinal, nem Elano, nem Ramires, nenhum dos convocados anteriormente, tem um perfil técnivo capaz de substituir o titular. Era um dos poucos equívocos de Dunga em suas convocações. Quem sabe, Diego responda à altura. Espero.

Enfim, é esperar pra ver.

Assim como é de se ver como o Peru reagirá diante da Argentina, no jogo de Buenos Aires, dramático para os hermanos.

Sempre sobrará a lembrança amarga daquele jogo de 78 que nos impediu de decidir o título com a Holanda.

Eu estava lá, e nunca me esquecerei da entrada dos jornalistas peruanos na sala de imprensa, chorando e nos pedindo desculpas pela atuação ignóbil de sua seleção. Tempos depois, o ditador Alvarado condenou vários jogadores daquela equipe, e vários foram os testemunhos de jogadores peruanos, nos tribunais e na mídia, confessando a tramóia.

Mas, isso foi há mais de trinta anos. E não seria justo duvidar, hoje, dos peruanos, que, imagino, jogarão o que podem, o que não é muito, convenhamos.

Pelo sim, pelo não, porém…

BRASILEIRÃO

O grande clássico da rodada, sem dúvida, é o que será travado no Maracanã, entre Flamengo e São Paulo. Pois, os dois têm muito a perder e a ganhar.

Neste exato momento, o Flamengo dá sinais de estar melhor do que o São Paulo, embora a classificação na tabela diga o contrário. Além do mais, o Flamengo joga em casa, calculo, diante de uma multidão delirante.

Ah, mas o Mengão não terá Adriano, seu artilheiro e do campeonato, dirá o amigo mais cético. É verdade, mas aconselho o amigo a não desprezar a capacidade ofensiva dessa equipe, com Pet, Denis Marques e Zé Roberto, que voltou a ser aquele atacante arisco e habilidoso dos tempos do Juventus, do Cruzeiro e, principalmente, do Botafogo.

Já o São Paulo estará muito desfalcado, outra vez, embora tenha bola para encarar o Fla, lá, de igual para igual.

Aliás, é  a chance, tantas vezes desperdiçadas, para o Tricolor se aproximar do líder Palmeiras, que vai aos Aflitos pegar o Náutico, em jogo problemático, Muito mais pel0s problemas do próprio Palmeiras do que pela eventual força do adversário, que joga em desespero.

Não apenas pela ausência sentida de Diego Souza, mas, acima de tudo, pela forma como o técnico Muricy encara a alternativa para surprir essa ausência. Em vez de apenas escalar alguém, como Devyvid Saconni, cujo estilo mais se aproxima ao do titular, prefere mudar o esquema de seu time, que, em geral, não funciona, com três zagueiros e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quanto ao Galo, que dizer? Trata-se de um clássico histórico com o Cruzeiro, o que é sempre imprevisível, independendo do estágo em que esteja este ou aquele. E, sem Tradelli…

Dos integrantes do G-4, o que está melhor, novamente, na foto é o Inter, que vem de vitória, e pega em casa o Furacão em recuperação, mas nem tanto.

Eis a grande oportunidade de o Colorado voltar pra valer pela briga do título.

Sub-20

Na verdade, há um erro semântico na denominação desse torneio mundial. Não deveria ser chamado de Sub-20, desde que jogadores com a idade de 20 anos dele participam. Sub-20 seria de 19 anos pra baixo. Na verdade, é Sub-21. Mas, enfim, como ninguém mais dá bola pra essas coisas, vamos ao que interessa.

O Brasil, que deu um show na última participação, pega a Alemanha, que penou para vencer a Nigéria.

Mas, é aqui que a porca torce o rabo. Embora, o time brasileiro seja, tecnicamente, muito superiro, precisa ficar ligado no fato de que alemão não desiste até o último segundo. Aliás, foi assim que a Alemanha se classificou diante da Nigérias e é assim que se conta a história desse poderoso futebol, em todas as categorias.

Há uma forte tendência de o futebol brasileiro, desde os meninos, de, fazendo o placar, se acomodar. Diante dos alemães, não pode. Tem de jogar, pra valer, até o fim.

Jogar até o fim, por sinal, foi a palavra de ordem da Itália, que acabou caindo fora diante da Hungria, por 3 a 2, no tempo agregado – regulamentar e prorrogação. Mesmo com um jogador a menos – e, num breve momento, com dois – os italianos foram raça pura. Começaram perdendo por 1 a 0, empataram, sofreram o segundo gol já na prorrogação, empataram, e, depois de várias chances perdidas, acabaram sucumbindo, no final.

O jogo, na verdade, foi um porre, tecnicamente. Mas, uma festa emocional. Entre outras coisas, porque a Itália foi a de sempre, aquele time que pratica o calcio, não o futebol. Marca muito, sua muito e não é capaz de inventar nada.

Por seu lado, a Hungria, cuja glória passada se baseou na chamada Escola Danúbio, de muito toque e técnica refinada, foi uma Itália em ponto menor: marcou, errou passes à beça e jogou pouco.

São os novos tempos, infelizmente.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
08/10/2009 - 14:52

BRASIL NAS ALTURAS

Pode até parecer uma cilada do destino: no instante em que o técnico Dunga pode dar o arremate final no elenco que irá à Copa, o jogo é lá nas alturas de La Paz.

Quer dizer: se Dunga decidir aplicar um teste decisivo com alguns dos recém convocados, tipo Sandro, Alex, Diego Tardelli, Diego Souza etc., terá de fazê-lo numa situação atípica, em que os testados já entrarão em campo sob o peso dos efeitos da altitude.

Mas, talvez, esse também venha a ser um teste a mais, quem sabe?

Mesmo porque, na Copa, teremos de enfrentar esse problema da altitude, nunca, claro, como em La Paz. Tanto, que a CBF se programa para levar a concentração brasileira, na fase pré-Copa, para alguma de nossas montanhas friorentas, mas, sem o empecilho do ruço de Teresópolis.

O fato é que Dunga terá de aproveitar o jogo de domingo contra a Bolívia e o de quarta contra a Venezuela para colocar em ação essa nova turminha que começou a orbitar na zona da convocação final.

Aliás, eu gostaria muito de ver, por exemplo, esta formação, do meio-de-campo pra frente: Sandro e Lucas; Kaká e Alex; Nilmar e Diego Tardelli. Ou qualquer coisa no gênero. Duvido que Dunga tenha tal ousadia. Não combina com seu perfil de um treinador que, antes de tudo, busca a segurança máxima. Portanto, não abriria mão de uma escalação já mais entrosada, mantendo a base e o esquema vitoriosos nesta sua jornada à frente do time nacional.

Pelo que se consegue vislumbrar através do ruço da Granja Comary, no máximo, o nosso técnico arriscaria uma experiência com o lateral-esquerdo Filipe no lugar de André Santos. E uma ou outra das alternativas supra citadas, no decorrer da partida.

Aliás, na verdade, quem acabará escalando nosso time para o jogo de La Paz será mesmo os departamento médico, os fisiologistas, de acordo com avaliação do poder de resistência à altitude de cada um dos componentes do elenco.
Uma pena.

Isso, porque há os que sucumbem só ao pensar nessa síndrome. E há os que nem estão aí com a tal de altitude, e jogam como se estivessem à beira-mar. Nesse negócio, entram não apenas o pulmão, mas, sobretudo, a cabeça e a alma.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , ,
24/09/2009 - 18:22

ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!

Diga aí, amigo, há quanto tempo venho clamando pela chamada de meias autênticos para a Seleção de Dunga, seja para compor dupla com Kaká, seja como alternativa para eventual perda do titular absoluto nesta ou naquela partida?

Pois, obrou bem o Dunga ao convocar Diego Souza e de Alex, ex-Inter, com vistas aos jogos finais das Eliminatórias, contra Bolívia e Venezuela, dois jogos experimentais, já que estamos lá, com inédita antecedência nesta fase de turno e returno.

Diego Souza, destro, dono de tiro potente e molejo, com nítida vocação ofensiva a partir do meio-de-campo, embora volante de origem, é o que mais se aproxima do estilo de Kaká.

Alex, canhoto, que tanto pode atuar no meio, como na ala esquerda ou no ataque, a exemplo do que fez no Inter, é aquele esquerdinha hábil que tanta falta faz ao nosso time.

De resto, é o habitual, com exceção de Robinho que, machucado, cedeu seu posto a Diego Tardelli. Se bobear, perde a vaga, mesmo sendo o jogador símbolo do time de Dunga por tudo que já fez nestes últimos quatro anos com a camisa amarela, pois Tardelli tem técnica e habilidade para a função e ainda por cima é emérito artilheiro.

Assim como Felipe Melo, suspenso pela expulsão contra o Chile. Mas, este já tirou sólida carta de crédito pelas atuações anteriores. Só precisa domar seu temperamento, um tanto explosivo.

Por precaução, Dunga, ao chamar Juan, chamou também Miranda como estepe, já que o romanista, nos últimos tempos, tem sido vítima recorrente de contusões de demorada recuperação.

Gostaria de ter visto também nessa lista o nome de Cleiton Xavier, mas ele pode ter sido omitido porque se machucou na vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro.

Mas, valeu a convocação de Sandro, que está muito bem no Inter, dispensado da Sub-20 justamente para servir o time titular, ainda que como reserva de Gilberto Silva.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , ,
10/09/2009 - 00:18

NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR

Essa Seleção do Dunga está mesmo encantada: desfalcada de meio time e jogando praticamente todo o segundo tempo com um a menos, já que em noite aziaga Felipe Melo foi expulso, mesmo assim, meteu 4 a 2 no Chile.

E chegou a esse placar depois de ter levado o implausível empate quando vencia fácil por 2 a 0. Graças às mudanças feitas por Dunga e, sobretudo, à vocação de artilheiro de Nilmar, três vezes Nilmar, o nome do jogo. Que, diga-se não marcou só (só?) três gols, mas jogou muito bem o tempo todo, nas horas boas e nas más, principalmente.

Dos três que entraram no decorrer da partida – Sandro, Elano e Diego Tardelli -, Elano deu o centro que resultou no quarto gol brasileiro, Sandro cimentou a cabeça de área que começava a se esgarçar, e Diego Tardelli parecia ter saído do chuveiro e caído no pagode, de calções e toalha no pescoço.

Movimentou-se com leveza lá na frente, e, sempre que a bola chegava a seus pés, algo de diferente acontecia. Gostaria muito de ver um jogo inteiro essa dupla – Nilmar e Tardelli – com a camisa brasileira. No mínimo, seria divertido.

PELAS OROPA

A Iglaterra ingressou na Copa da Áftrica do Sul com uma goleada histórica sobre a Croácia: 5 a 1, dois de Lampard, dois de Gerrard e um de Rooney, as três estrelas do time. Mas, quem abriu o caminho para a vitória espetacular foi o garoto Lennon, um cabrochinho desses bem brasileiros, espertos, driblador, veloz, que fez o diabo pela direita: sofreu o pênalti que deu origem à abertura de contagem; fez assistências para outros dois e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que a Croácia não é nenhum San Marino, Luxemburgo ou Ilhas Faore, nada disso. É um dos centros mais evoluídos do futebol europeu, desmembramento da antiga Iugoslávia, praticante da mais lídima escola Danúbio de jogar bola.

A Espanha, também cumprindo cem por cento de campanha, bateu a Estônia por 3 a 0, em bela performance de Fabregas, e assegurou sua ida à África do Sul, juntando-se até agora à Holanda, que bateu a Escócia por 1 a 0, já classificada, e à Inglaterra.

Como a Itália, vencedora do embate com a Bulgária por 2 a 0, caminha na mesma direção, assim como a Alemanha, que goleou o Azerbajião por 4 a 0, a Europa colocará nos campos africanos sua linha de frente. Falta apenas a França, que empatou com a Sérvia por 1 a 1 e periga em seu grupo.

Mas, a verdade é que a França parece viver de seus craques excepcionais e sazonais: Kopa, nos anos 50, Platini, nos 70/80, e Zidane, na fase mais gloriosa dos azuis.

E LOS HERMANOS…

Só no primeiro tempo, o Paraguai já havia metido duas bolas nas traves do goleiro Romero e outra, nas redes. De resto, foi uma lamentável exibição dos argentinos, mais uma, sob o comando (ou seria desorientação?) de Maradona.

Pois, nem mesmo o meio de campo e o ataque, compostos por jogadores de alto nível, conseguiam armar sequer uma jogada de perigo real e talento compatível.

Choro por ti, Argentina, lágrimas tangueras e sinceras.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , ,
08/09/2009 - 19:31

DIEGO E CLEITON, UMA BOA

Alvíssaras! Dunga chamou, entre outros, Diego Souza e Cleiton Xavier, dois meias que podem suprir as ausências sentidas no elenco brasileiro nesse setor de armação.

Claro, ambos só deverão entrar contra o Chile numa eventualidade, já que, na Seleção, prevalece o critério da precedência; os que chegaram antes serão os primeiros.

Tudo bem. Compreensível e aceitável. Mas, bem que gostaria de vê-los juntos no meio-de-campo brasileiro, pelo menos, no segundo tempo. Afinal, trata-se de um jogo praticamente festivo, já que estamos classificados. Portanto, uma ótima oportunidade para Dunga testar esses dois jogadores que chegam à Seleção pela primeira vez.

Não só porque eles podem conferir maior equilíbrio ao meio-campo brasileiro, mas, também, porque trazem do Palmeiras o entrosamento que dispensa os treinos perdidos pela chamada tardia.

Mas, de qualquer forma, é preciso tomar tento com esse time do Chile, que, apesar do empate em casa inesperado, no meio de semana, sabe tocar a bola e pode se transformar em adversário ranheta nesta noite de festa na Bahia.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
07/09/2009 - 16:46

NOSSO TIME, NOSSA HISTÓRIA

Lamento, mas é preciso repetir essa ladainha, dia após dia, porque vivemos tempos em que apenas o resultado interessa, e boa parte da mídia e da opinião pública vai no embalo dessa onda sem olhar para os lados, pra trás, e, sobretudo, pra frente, onde, enfim, esse barco vai encalhar.

Futebol não é só isso. É, também, claro, pois o resultado está no cerne da competição. Mas é muito mais, esse jogo tão simples em toda a sua complexidade. Caso contrário, não seria tão devastadoramente apaixonante, único esporte de massa praticado em cada palmo de terreno deste mundão de Deus, e que circula como tema em todas as áreas da observação humana: desde tratados acadêmicos ao bate-boca nas padarias.

Seria o mesmo que resumir o ato de viver no saldo da conta bancária de cada um de nós. Parodiando o Príncipe da Viola, o futebol não é só isso que se vê; é um pouco mais… Pois, no fundo, no fundo, o segredo do êxito do futebol está no fato de que ele é a mais completa representação do cotidiano de todos nós numa praça esportiva.

Aceitar que  resultado é tudo e se basta em si mesmo é a maneira mais simplista e tosca de ver e sentir o futebol, eis a grande verdade que precisa ser repetida à exaustão para que não se perca o encanto desse jogo feito de maravilhas.

Nesse contexto, a Seleção Brasileira passa a ser um paradigma, uma das raras reinvenções do brasileiro que o mundo todo venera e teme, desde aquele distante dia em que os jogadores do Paulistano de Friedenreich desembarcaram na França para ser aclamados, dois jogos após, como Les Rois du Footbal (Os Reis do Futebol).

De lá pra cá, perdemos e ganhamos, mas nunca deixamos de encantar com nosso jogo revestido de brilho incomum, inimitável.

Na verdade, não foram os resultados que nos colocaram no trono do futebol mundial, mas, sim, o brilho de nosso jogo, que precedeu de muito a tantas conquistas, como, por exemplo, o Penta Mundial.

Por isso, é dever do crítico, aquele que conhece um pouco de nossa história e que visa espiar um pouco além do mero placar final, exigir sempre da nossa Seleção muito mais do que o simples resultado, embora jamais possa descartar este, claro, óbvio, indiscutível.

Nosso time já beirou, ao longo da história, algumas vezes, a perfeição. Como dizia Gilberto Gil, a perfeição é uma meta defendida pelo goleiro… da Seleção. Nesse sentido, literalmente, Júlio César se encaixa nos versos do baiano ilustre.

Mas, dali pra frente, o que temos? Uma linha de defesa sensacional, um meio-campo desequilibrado, já que excessivamente defensivo, e um ataque fulminante. Isso basta para ganharmos de qualquer outra seleção do mundo que nos enfrente. Mas, não basta para cumprir aqueles nosso mais altos desígnios. Ou seja: vencer, brilhando.

Digo todas essas filosofices baratas para dar os parabéns a Dunga pelos incríveis resultados obtidos à frente da Seleção: as conquistas das Copas América e das Confederações e a classificação ao Mundial com antecipação inédita na história das Eliminatórias desde sua reformulação.

Mas, me reservo o direito de seguir exigindo do técnico brasileiro uma formação de time e um jeito de jogar mais compatível com nossa identidade. E olhe o amigo que ele está a um passo disso. Basta trocar um dos três volantes por um meia de ofício, ao lado de Kaká. Pronto, Fiat Lux!

E AGORA?

O amigo é testemunha que venho cobrando de Dunga a presença de, pelo menos, mais um meia nato para compor esse grupo vencedor. Alguém, no mínimo, capaz de revezar com Kaká, embora o ideal fosse que nosso elenco dispusesse de outros dois, além desse, com características mais de armação do que de chegada à área.

Não precisa ser um craque, um malabarista, nada disso. Apenas um sujeito do ramo, que saiba receber a bola de costas no meio-de-campo, girar e iniciar a trama de ataque. Mesmo porque no no setor de meio-de-campo do Brasil, com exceção de Kaká, não há craques, apenas bons ou excelentes volantes, de acordo com a visão de cada um. Basta listar: Gilberto Silva, Felipe Melo, Lucas, Elano, Ramires, Júlio Baptista, Sandro, sei lá quantos mais. Com disse, todos bons ou excelentes… volantes, mas nenhum craque-craque.

Agora, perdemos Kaká para o jogo com o Chile. Tudo bem: é festa no Pelourinho. Já estamos classificados e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, não podemos dar sopa pro azar, nunca!

Bem, temos lá Júlio Baptista, moço instruído, articulado, bom jogador, dono de vitalidade invejável, mas de técnica reduzida. Pode até entrar no lugar de Kaká e acabar com o jogo, isso faz parte de seu repertório, mas é jogar com a sorte, não com a razão.

Melhor seria ter por ali um Diego, que está matando a pau na Juve, depois de brilhante passagem pelo futebol alemão. Ou, se quiserem, o outro Diego, o Souza do Palmeiras, que vem sendo o melhor jogador do Brasileirão nesta temporada, não só pela força, mas, sobretudo, pela técnica.

Quanto a um eventual chamado para o ataque, onde só restaram Nilmar e Adriano (só?), bem que Dunga poderia chamar para o jogo com o Chile Diego Tardelli, cujo estilo é o que mais se aproxima do de Robinho: velocidade, movimentação e drible fácil, além de ser emérito goleador e estar em plena forma.

Mas, enfim…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , , , , ,
03/09/2009 - 17:14

NERVOS NO BICO DA CHUTEIRA

Essa é a grande chance de a bola rolar catita nas pés dos argentinos, já cansados de correr atrás dos brasileiros nas últimas décadas, em vão.

A inchada estará maciça apoiando seu time no campinho de Rosário, e, viva!, lá estarão Messi, Aguero, Tevez, Mascherano, o maestro Verón e tal e cousa e lousa e maripousa.

Depois dos disparos verbais contra nosso time, Maradona recolheu-se com sua turma ao silêncio do templo, aos pés da Cruz, na esperança de que os céus também colaborem para a vitória redentora.

Afinal, para os argentinos, esse é um jogo que pode levá-los ao paraíso ou ao inferno.

Já os brasileiros estão numa boa, praticamente classificados para a Copa, time escalado – o mesmo que se tem saído bem nas últimas exibições -, nenhuma dúvida atroz (apenas Juan parece não estar nos trinques), e nenhum problema maior à vista, a não ser o circo formado em torno do campo de treinamento em Teresópolis e a acidez habitual de Dunga em relação à mídia.

No plano emocional, portanto, o Brasil dá claros sinais de que está mais bem preparado do que a Argentina, que, pelas circunstâncias, se atirará ao jogo com os nervos na ponta das chuteiras, o que sempre se assemelha a uma faca de dois gumes: tanto pode levar o time a uma conquista épica, quanto afundá-lo no desespero, a partir do primeiro percalço, para usar uma expressão bem portenha.

E isso se reflete também no plano tático, o que sugere uma Argentina, desde o início, bem mais ofensiva do que o Brasil, sobretudo se Maradona escalar os três avantes – Messi, Aguero e Tevez -, como parece ser sua inclinação, com Verón armando por trás, ao lado de Mascherano.

Do meio de campo pra frente, uma potência!

Mas, atrás, Dios, que lástima…

E aqui entramos no plano técnico. Há muitos anos os argentinos deixaram de ser uma escola de goleiros de fazer inveja ao mundo. Basta dizer que o Carrizzo de hoje nem limparia as luvas do Carrizzo de ontem, o grande Amedeo.

A zaga, então, qualquer que seja a opção de Maradona, é de dar dó. Ainda mais se o técnico cumprir a ameaça de escalar Sebá, aquele mesmo que afundou o Corinthians algumas vezes nos
tempos de Kia e cia.

E, nós? Bem, nada de excepcional, claro, a não ser a presença ameaçadora de Adriano no banco, fantasma que os argentinos tentam exorcizar com todas as magias possíveis.

Pelo gosto e tradição de Dunga temos um time habituado ao contragolpe, com a velocidade de Kaká e de Robinho e a agudeza de Luís Fabiano. Se jogar Ramires, acrescente mais um a esse grupo seleto de contragolpistas.

Logo, grandes são nossas chances de voltarmos de Rosário com um sorriso iluminado no rosto.
Um sorriso em que haverá de cintilar uma centelha de malícia, como aquele que se expressava nos lábios argentinos em décadas passadas, quando éramos freguês de caderneta deles.

INTER, TIMÃO ETC.

O Inter, ao bater, com olé e tudo, o Galo, por 3 a 0, e o Timão, que virou na raça o clássico com o Santos, estão na fita. O Inter, campeão virtual do primeiro turno, a um ponto do Palmeiras, e o Corinthians, roçando o G-4.

Juntam-se, pois ao líder Palmeiras, ao Goiás e ao São Paulo na luta direta pelo título. Mais o Inter, claro, do que o Timão, que precisará de uma arrancada prodigiosa para chegar lá em cima, o que parece improvável mas não impossível.

Possível, porque o Corinthians tem alguns trunfos na manga: a volta de Ronaldo Fenômeno e de vários outros titulares, mais as inserções de Marcelo Matos e de Defederico, recém contratados.

Mas, se espiarmos a tabela, veremos que o Palmeiras, provavelmente já com Love no ataque, periga disparar na liderança, já que recebe em casa o Barueri, Jogo duro, mas palatável.

Em contrapartida, o São Paulo pega o Cruzeiro no Mineirão, e o Inter terá de ir a Florianópolis enfrentar o Avaí, sequioso de recuperar a pose perdida outro dia.

Enquanto isso, o Corinthians ficará treinando até a próxima quarta, quando terá de encarar o Coritiba, de Marcelinho Paraíba, na casa do inimigo.

É uma vantagem significativa, convenhamos, num torneio tão parelho, e de calendário tão avaro no tempo de treinamentos.

De qualquer forma, no quadro atual, Palmeiras, Inter e São Paulo, principalmente pela tradição, seguem sendo os maiores favoritos. Quanto ao Goiás, resta recuperar aquele jogo envolvente e agudo que lhe deu tão honrosa classificação até agora.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Copa do Mundo, Seleção Brasileira Tags: , , , , , ,
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