22/07/2009 - 15:36
Quando se pensava que esse assunto já estava encerrado, eis que Muricy assina com o Palmeiras e já assume na segunda-feira. É a chance do tetra brasileiro, feito absolutamente inédito até aqui na história do nosso futebol, mesmo porque Muricy pega um Palmeiras em posição privilegiada na tabela, bem armado por Luxa e Jorginho, com todas as condições, pois, de brigar pelo título.
Dependendo dos resultados da rodada que se inicia hoje à noite, pode receber das mãos de Jorginho um Verdão líder isolado do Brasileirão.
Mesmo porque, mais do que os resultados obtidos até aqui, o Palmeiras tem revelado um futebol leve, envolvente e agressivo, agradável de se ver. Dizem que em razão da afinidade do elenco com o técnico interino. Aliás, não faltaram declarações dos jogadores nesse sentido nos últimos dias.
Mas, Muricy tem talento e personalidade para manter vivo esse vínculo com seus comandados.
Basta tocar o barco com leme firme, sem grandes desvios, que pode chegar lá.

MAIS UM NA JANELA
Outro corintiano que está com um pé sobre o batente da janela escancarada para o mundo é Douglas, um desses raros meias canhotos de toque refinado, tão pródigos no passado e tão escassos no presente futebol brasileiro.
Douglas, por isso mesmo, tem sido um ícone do Corinthians de Mano de tantas conquistas recentes. Representa a aposta de um técnico que ousou ir na contramão do estabelecido no futebol brasileiro destes tempos sombrios, arejando seu esquema e iluminando seu meio-de-campo com jogadores que jogam bola, antes de tudo o mais, sem perder a consistência defensiva. Ao contrário, o Corinthians, mesmo jogando com uma formação muito mais ofensiva do que os demais, é dono de uma defesa forte, nada vulnerável, como preconizariam os pragmáticos de plantão.
Joga e não deixa jogar, o lema mais verdadeiro de tantos que o futebol cultiva há mais de século.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Treinadores
Tags: Armadores, Corinthians, Douglas, Mano Menezes, Muricy Ramalho, Palmeiras
18/03/2009 - 20:58
Há um cheiro de óleo fervendo aos pés de Douglas, me adverte um bloguista. Não acho que seja isso. Acho mesmo que Douglas não repete nesta temporada o nível de suas apresentações na Segundona. Ficou um tempo machucado, voltou, sentiu de novo, retornou em seguida, e, nesse processo de recuperação de ritmo, o time, embora invicto, começou a ratear. Sobrevieram as críticas, que se adensaram na medida em que visivelmente o jogador passou a pisar em ovos.
Mano diz que Douglas se demora com a bola nos pés. Demora porque fica pensando demais na melhor alternativa. E abate-se ainda mais quando o passe sai em outra direção.
Quem tem medo de errar erra mais, claro. E, como mídia e torcida se apegam a este ou àquele lance infeliz – o passe que não deu a Ronaldo, isto e aquilo -, forma-se um ciclo vicioso, um círculo de giz em torno do jogador, que não o consegue romper.
Essas são situações em que o azar sai de trás da esquina e entra em cena para mais atormentar o craque. Basta rever o lance do gol de Dentinho anulado equivocadamente pelo juiz.
Douglas meteu bola açucarada por entre as canetas do beque, deixando o companheiro na cara do goleiro. Mas, ninguém se deu conta disso, pois o gol foi invalidado. Fosse marcado, como deveria, a turma estaria celebrando o passe genial de Douglas, que, numa só jogada, definiu o jogo a favor do Timão.
A receita, pois, é a de sempre: devagar com o andor, que hora dessas, Douglas volta a jogar o que sabe – muito, diga-se de passagem.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Clubes brasileiros
Tags: Corinthians, Douglas
25/02/2009 - 23:58
O Corinthians teve a bola a seus pés o tempo todo, mas sofreu para empurrá-la às redes do Noroeste: meteu duas bolas nas traves, o goleirão do Noroeste fez seu nome e as chances escoavam diante da meta como num sorvedouro.
Mas, com Douglas de cabeça, e Otacílio, de canhota, no finzinho, fez o placar necessário.
Onde não faltaram gols e chances perdidas foi em São Caetano, numa partida sensacional de Diego Souza, cheia de alternâncias, que já começou com uma surpresa: em dez minutos de bola rolando, Azulão 2, Verdão 0. Pois, quando o juiz apitou fim da fase inicial, lá estava no placar: 4 a 2 para o Palmeiras, com mais dois gols do artilheiro Keirrison.
E terminou em 4 a 3, com um gol irregular de Vandinho, depois de Keirrison e Edmílson perderem mais duas chances de ouro. Jogaço!
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Corinthians, Diego Souza, Douglas, Edmílson, Keirrison, Otacílio Neto, Palmeiras, São Caetano
25/01/2009 - 20:20
O Corinthians, sem Douglas e Jorge Henrique, foi a Bragança e arrancou uma vitória apertada, no placar, mas que não reflete o universo de chances perdidas pelo Timão: 1 a 0, gol de Lulinha.
Mas, isso não quer dizer que o Corinthians chegou a praticar aquele futebol envolvente que dele se espera. Ao contrário: foi um time convencional, sem brilho nem, fluência.
Assim como o São Paulo, que, no Canindé, meteu 2 a 0 na Lusa, dois gols do estreante Washington. Valeu pela força na marcação, pela disciplina tática da equipe, mas não fez nada que empolgasse, como de hábito, diga-se.
Quanto ao Santos, que fez um péssimo primeiro tempo contra o Noroeste, em Bauru, valeu a espetacular virada no segundo tempo, quando o técnico Márcio Fernandes avançou seu time e Souto e Kleber Pereira, de pênalti, garantiram a liderança por pontos para o Peixe.
Mas, tudo isso é ainda apenas o começo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais
Tags: Bauru, Bragantino, Corinthians, Douglas, Jorge Henrique, Kléber Pereira, Noroeste, Portuguesa, Santos, São Paulo, Washington