DOMINGO DE GALA
São dois clássicos de arrepiar: no Maracanã, o líder Flu de Muricy contra a estrela ascendente – o Vasco de PC Gusmão; no Pacaembu, o vice Corinthians de Adílson, ainda tomando tento no Parque, contra um São Paulo que se prevê mais ofensivo do que o habitual, agora sob o comando do novato Sérgio Baresi.
No Maracanã, há ainda a expectativa do confronto entre os dois quartetos ofensivos, além da estreia de Deco no Tricolor. Mas, na pior das hipóteses, pelos menos três deles de cada lado estarão em campo, o que já garante a probabilidade de um jogo emocionante e ousado.
No Pacaembu, findou a expectativa da volta de Ronaldo Fenômeno, o que deixa o Corinthians ainda carente de um centroavante de porte, ao contrário do São Paulo que, nesse quesito, sobra, pois tem dois para a mesma posição – Fernandão e Ricardo Oliveira – que podem jogar juntos.
E, se o técnico Baresi optar por Fernandinho em lugar de Richarlyson, pois essa é sua dúvida, Fernandão e Ricardo Oliveira, dois eméritos cabeceadores, por certo, serão favorecidos pelas infiltrações do ponta-esquerda até a linha de fundo.
De qualquer forma, um domingo de gala na ponte Rio-São Paulo.
Mano, treinando
Como a CBF não conseguiu fechar amistosos de nível para as duas próximas datas-Fifa, Mano decidiu chamar uma seleção de “estrangeiros” para fazer dois jogos-treinos lá na Europa.
É uma chance de conviver um pouco mais com os jogadores selecionáveis, observando de perto, sobretudo, os mais jovens candidatos a uma vaga na Seleção Olímpica.
Esse me parece o caso de Douglas Costa e P. Coutinho, que já chegou agradando em Milão. São dois meias de estilo e habilidade, do tipo de que tanto necessitamos e ao gosto do modelo que Mano pretende implantar no time nacional.
Surpreende a chamada de Hulk, que já não tem idade para as Olimpíadas mas estará em plena maturidade na época do Mundial. Embora badalado no futebol português, confesso que não tiver sorte nas poucas vezes em que o vi em ação.
Luís Fabiano, neste momento, me parece muito mais habilitado a uma convocação dessas. Vale, porém, a tentativa de Mano de ver mais de perto esse jogador, quem sabe…
Chuva de gols na Inglaterra
O Chelsea, campeão inglês, repetiu diante do Wigan a mesma goleada da estreia no campeonato imposta ao Weste Bromwich: 6 a 0. Não é mole, meu – doze gols marcados nas duas primeiras rodadas do certame sem levar unzinho sequer.
E olhe que o Wigan, no primeiro tempo, jogou melhor do que o Chelsea, apertou e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, foi um massacre.
Massacre igual ao praticado pelo Arsenal sobre o caçula Blckpool, que esteara cheio de vento, metendo 4 a 0 no Wigan. Outro placar de 6 a 0, sem contar umas vinte chances claras – não é exagero, não – de ampliar esse placar já dilatado, raças à espetacular atuação do ponta Theo Walcott, ponta-ponta mesmo, desses que avançam pela direita, aos dribles e em alta velocidade.
Estarão os grandes times ingleses tão mais bem equipados do que os demais? Ou, estes é que não passam de frágeis coadjuvantes? Há um pouco de cada uma dessas coisas. Mas, acho que, acima de tudo, está a fome de gols que assola o futebol inglês. É a compulsão pelo espetáculo que move esses times a não se acomodarem quando alcançam um placar seguro.
Veja o caso do Arsenal. Já goleava por uns quatro ou cinco, não me lembro bem, quando, aproveitando-se da expulsão de um adversário, o técnico Wenger trocou o único volante de ofício da equipe (Diaby) por um meio-campista de extrema habilidade, passe exato e chute a gol, Fábregas.
É só uma questão de ver o que é melhor para o público ou o que é mais conveniente para o treinador.
Que beleza!
Bem que a CBF, onde a grana se acumula até o teto sem outro destino além da Seleção, poderia se mirar no exemplo alemão. A abertura do Campeonato Alemão, neste sábado, no Allianza Arena, foi digna de uma Copa do Mundo. Um espetáculo visual bonito, de bom gosto, sem exageros, e no tempo certo para não adiar demais o começo da partida entre Bayern de Munique e Wolfsburg, um belo jogo, diga-se.
O Bayern venceu por 2 a 1, com um gol de Schweinsteiger no finzinho do jogo, depois de o Wolfs ter criado e desperdiçado uma pá de oportunidades claras, sobretudo com o bósnio Dzek, um desses centroavantes espigados, que batem pra gol do jeito que a bola vem e de qualquer lugar.
E isso é só o começo.
Fogão, lá
O Botafogo, confirmando sua ascensão no campeonato, venceu o mistão do Avaí, numa tarde-noite festiva no Enegenhão. Festiva pela presença maciça dos torcedores alvinegros e, principalmente, pela homenagem prestada a um dos maiores ídolos da história do Botafogo – Jairzinho Furacão -, materializada numa bela estátua em bronze a se eternizar ao lado das de Garrincha e de Nilton Santos.
Na verdade, o Botafogo não jogou tudo o que vinha jogando nas últimas partidas, mas fez o suficiente para ganhar, com um gol de cabeça do zagueirão Fábio Ferreira numa daquelas cobranças de falta enviesadas que são o tormento de todas as defesas.
Mais que isso: o suficiente para abrir as portas do G-4 e passar a sonhar, na ilustre posição de terceiro colocado, sonhar em surpreender mais á frente Corinthians e Flu, por que não?
Grêmio, cá
Chiii… Logo na estreia de Mário Sérgio como treinador do Ceará, Renato Gaúcho sofreu sua primeira derrota no comando do Grêmio, que caiu para aquela incômoda posição limítrofe à zona do rebaixamento.
Segundo o próprio Mário Sérgio foi um jogo entre dois Grêmios, aqueles Grêmios que a torcida tricolor adora, muita força na disputa de bola e no congestionamento do meio-campo e da defesa.
- Cheguei no Ceará, olhei em volta e escolhi os jogadores mais fortes, pois conheço bem o futebol gaúcho – completou Mário Sérgio.
Resultado: um gol contra de cada um e o da vitória, de Geraldo, o veterano Geraldo, cuja força maior ainda é a habilidade.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: Arsenal, Campeonato Alemão, Campeonato Inglês, Chelsea, Clássicos, Corinthians, Douglas Costa, Fluminense, Hulk, Mano Menezes, Philippe Coutinho, São Paulo, Seleção Brasileira, Vasco