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terça-feira, 14 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 13:16

JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO

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Há quem veja nesse Fluminense e Corinthians uma decisão do campeonato antecipada.

Na verdade, em torneios de pontos corridos como o Brasileirão, todo jogo é decisivo. A diferença, no caso, é que, neste exato momento, Tricolor e Timão brigam ali, pau a pau, pela liderança do certame.

Depois, a história passa a ser outra. Ou não.

O fato é que Ronaldo Fenômeno não joga, mas Roberto Carlos deve voltar.

Pelo Flu, não jogam Emerson e Diguinho, dois desfalques consideráveis. Mas, o Flu joga em casa, no Engenhão, é líder e isso lhe dá o favoritismo no confronto.

Mas, o Corinthians já se acostumou a jogar sem Ronaldo, e, mesmo perdendo para o Grêmio, no fim de semana, massacrou o adversário durante o segundo tempo todo.

Vai sair faísca desse clássico.

Os três corações de Riva

Mestre Rivellino é um dos maiores ídolos tanto do Corinthians quanto do Fluminense. E, sempre que eles se defrontam, tira o corpo fora de qualquer previsão. Mas, o que poucos sabem é que, menino ainda, Riva era palestrino fanático.

Deco é outro que nasceu no Corinthians, rodou mundo, e acabou nas Laranjeiras, onde está comendo a bola. Curiosidade: Deco só fez duas partidas pelo time principal do Corinthians, quando era rapaz. Uma delas, justamente contra o Flu.

Promessa de Neymar

Reclamei no Bem. Amigos desta segunda-feira, no Sportv, da leniência do juiz do jogo Ceará e Santos naquela falta sofrida por Neymar, depois do inesperado carretel do menino da Vila. E reclamei como consumidor, cidadão que paga o pay-per-view para ver justamente essas belezas inventadas por craques como Neymar, não para colecionar imagens de pontapés, socos, cotoveladas e outras pancadarias. Afinal, uma jogada genial como aquela pode nunca mais se repetir, concluí.

Pois, findo o programa, Neymar deu-me um abraço de despedida e sussurrou: “Fique tranquilo. Prometo que vou fazer de novo só pro senhor.” Já agradeço, em nome do futebol. E que nenhum juizinho venha a impedir o cumprimento da promessa do menino-gênio da Vila.

Em contrapartida, diante de tanto tititi em torno do rapaz, tantos conselhos sisudos, sobretudo de jovens que nasceram velhos, dei-lhe minha dica final: feche os ouvidos e faça seu discurso único, original, definitivo, com a bola nos pés. Ele sorriu e confirmou com um sim de cabeça.

Notas relacionadas:

  1. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
  2. MAIS LÍDER AINDA
  3. PEIXE E TRICOLOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 30 de outubro de 2008 Campeonato Brasileiro | 00:31

QUE CAMPEONATO É ESSE?

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O grande feito da rodada foi do São Paulo, ao bater o Botafogo, no Engenhão, por 2 a 1. É verdade que o Fogão chegou ao empate mas o juiz anulou, apoiando sinalização do bandeira, em bola que não foi tocada por Wellington Paulista, o atacante em posição de impedimento no lance.

Mais até do que vencer o Botafogo, na casa do inimigo, o que elevou o Tricolor ao topo da tabela, empatado em pontos com o Grêmio, valeu a forma como o São Paulo jogou.

Teve o domínio da bola e dos espaços a maior parte do tempo, com exceção de um período de predomínio do Bota no segundo tempo, e correu poucos riscos.

Foi, é verdade, beneficiado pelos erros de saída de bola do goleiro Renan e do volante Diguinho nos gols de Jean e Hernanes, assim como Miranda vacilou no tento do Botafogo, marcado por Wellington Paulista.

Assim, o São Paulo vai consolidando sua linha ascendente na hora H.

Verdão, menos

Já o Palmeiras jogou pela conta do chá diante do Goiás, no Palestra Itália: 1 a 0, gol de pênalti do artilheiro Alex Mineiro, e muito pouco mais do que isso. Sucede que o Goiás também não estava nada inspirado, a não ser no fechamento de sua área, e só chegou lá uma escassa vez, com Iarley, em magnífica intervenção de Marcos.

De qualquer forma espremeu-se de novo ali no chamado G-4, que vai ganhando os contornos de um closet de apartamento de conjunto habitacional.

Mais Cruzeiro

Esse, sim, foi um jogaço, com exibição impecável do Cruzeiro, tanto no plano tático quanto no técnico. Sobretudo, porque o Grêmio não se entregou jamais, apesar de ter levado aquele golpe fatal logo aos 14 segundos de bola rolando, Guilherme mete belo passe e Wagner fuzila.

Quando o Grêmio deu por si e encetou uma reação no comecinho do segundo tempo, Jonathan surge livre pela direita, vai ao fundo, e, mesmo sem ângulo, pimba!: 2 a 0. Por fim, Guilherme, dez minutos depois, encerra o papo com o terceiro gol.

Excelente resultado para o Cruzeiro, que interrompe a série de insucessos diante dos seus pares pela luta direta ao título, e lhe dá estofo para seguir na briga. E nenhuma tragédia para o Grêmio, que segue líder, apenas com a presença incômoda do São Paulo ao seu lado.

E o Flamengo?

Pois é: apenas empatou por 0 a 0 com o Vitória, em Salvador. Apenas? E lá isso é coisa fácil?

O Vitória, que já freqüentou por um par de rodadas a turma da frente, só não está lá ainda porque a concorrência extrapola neste campeonato.

É verdade que o Fla, com Obina, esteve a pique de fazer seu golzinho, mas o empate ficou de bom tamanho, pois o mantém vivíssimo na disputa.

Que campeonato é esse, hein, meu?

 

Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,