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Posts com a Tag Diego Tardelli

quarta-feira, 12 de agosto de 2009 Seleção Brasileira | 17:14

O CANTO DAS SEREIAS

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Se bem visto esse amistoso do Brasil com a Estônia, valeu mais pela execução dos respectivos hinos nacionais, protagonizada por uma deusa de ébano, bela e afinadíssima gaúcha, e por uma ninfa báltica de cabelos dourados, olhos azuis e voz agradável. Perfeita harmonia de cores e vozes num mundo tão desarmônico. 

De resto, um tédio.

O Brasil, de quem se esperava, no mínimo, uma vitória folgada, embaçou-se naquela fixação com três volantes de contenção, e não criou praticamente nada, embora tivesse a bola a seus pés quase sempre. E a Estônia fez o que lhe era possível: guardou-se com eficiência e até chegou, no final, a pressionar o adversário ilustre.

Resultado: 1 a 0, gol de Luís Fabiano, na sequência de passes entre Robinho, Kaká, no rebote do beque, e o artilheiro, que girou bem para a meta estoniana.

O fato é que, com tantos volantes, no primeiro tempo, Kaká teve de atuar como o único armador da equipe. Não é a dele, embora possa vir a ser no futuro, quando os anos pesarem e a volúpia do gol diminuir. E, mesmo sendo isso muito evidente, ao perder Kleberson por contusão, Dunga insistiu no mesmo esquema com Elano.

Na verdade, não tinha muitas opções por usa própria opção de não chamar meias de escol para essas eventualidades. Tanto, que, no segundo tempo, trocou Kaká por Júlio Baptista, o que resultou no esperado – isto é, nada.

Tudo espremido, porém, caíram-me duas gotas de observação.

A primeira, que André Santos, de tantas esperanças numa posição ainda em aberto, me pareceu desnecessariamente tenso – a cada erro de passe ou drible, o jogador demonstrava extremo lamento.

A segunda, que Diego Tardelli, na sua estreia, houve-se muito bem. Não errou uma jogada, a não ser aquele chute por cima, fez primorosa assistência para Júlio Baptista, que disparou ao léu, e mostrou que pode muito bem pode estar nesse grupo.

Sim, sei bem, que a vitória entra na estatística prodigiosa de dezoito jogos invictos do Brasil, o que assegura a Dunga uma primazia.

E, talvez, essa seja a fórmula para se ganhar um Copa do Mundo, quem sabe?

Só sei que o nosso futebol, apesar de todas as regressões, pode oferecer muito mais, seja como espetáculo, seja como eficiência.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, NILMAR E RAMIRES
  2. A VEZ DE TARDELLI
  3. GALO OU PERIQUITO?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

terça-feira, 28 de julho de 2009 Seleção Brasileira | 18:14

A VEZ DE TARDELLI

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Sou admirador do futebol desse rapaz desde quando o vi jogando pelo União Barbarense, aos 18 anos, de onde logo se mudou para o Morumbi, onde teve altos e baixos. Nunca por razões técnicas e sempre pelos embalos da juventude, que, tudo indica, o casamento e o filho, refrearam, agora, aos 24 anos, esmerilhando no Galo líder do Brasileirão.

Tardelli é daqueles atacantes de fina estirpe, toque fácil, inventivo e, sim, goleador emérito. Veloz na ação e no pensamento, cria e conclui com extrema facilidade, como se estivesse passeando pelo campo.

Excelente convocação, pois, de Dunga para o amistoso com a Estônia, e, quem sabe, para a rodada seguinte das Eliminatórias.

Já Marcelo para o lugar de Kleber quer dizer que André Santos não agradou tanto ao olhar de Dunga como imaginávamos.

Marcelo não participou desses jogos preparatórios do Real, mas, quando o fez, no final do campeonato espanhol, jogou como armador pela esquerda, não como lateral. Mas, enfim…

De resto, é o de sempre: muitos volantes e poucos meias. Diego Souza, pelo menos, merecia uma chance. Assim como Cleiton Xavier, nos lugares de Júlio Baptista e Kleberson, por exemplo.

Mas, que fazer, se Dunga despreza a inteligência, como insinuou no Placar, para meu chapinha Milton Neves, ao citar-me e Falcão?

Notas relacionadas:

  1. ALEX E NENA, DUAS CELEBRAÇÕES
  2. AS SURPRESAS DE DUNGA
  3. A SELEÇÃO DE DUNGA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 23 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 23:30

GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!

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Os goleiros Aranha e Felipe foram os heróis da noite, no Mineirão e no Pacamebu, o que assegurou a liderança isolada do Galo e o salto do Corinthians à quarta posição da tabela.

No Mineirão, o Atlético bateu o Fluminense, na estréia do técnico Renato Gaúcho, por 2 a 1, mas não foi mole. Embora dominasse o primeiro tempo e tivesse obtido a vantagem por 2 a 0, já no segundo, com gols de Serginho e Tardelli, o Galo, em seguida, entregou a bola e os espaços para o Tricolor carioca que reduziu com Kieza (não foi contra?) e imprimiu, nos minutos finais, tal pressão que o empate zumbiu no ouvido das traves alvi-negras.

Assim também foi no Pacaembu, onde o Corinthians, já desfalcado dos que pularam a janela, e tenso pela iminência de novas defecções, fez 2 a 0 no Vitória, com Dentinho e Jean, em passes exatos de Ronaldo e Douglas, e depois pendurou-se nos braços de Felipe, durante praticamente todo o segundo tempo, quando o Vitória foi soberano em todos os sentidos.

De qualquer forma, aí está o Galo, com todos os méritos somados lá no topo, e o Corinthians chegando, apesar das perdas pelo caminho.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. O PERFIL DO GALO
  3. E O GALO TÁ LÁ!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

domingo, 19 de julho de 2009 Campeonato Brasileiro | 20:52

VERDÃO E O CANTO DO GALO

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O Palmeiras, no sábado, ao bater o Santo André por 1 a 0, foi dormir líder.

O Galo, porém,anunciou a alvorada do domingo com um canto frágil mas suficiente para recuperar a liderança diante do Vitória, no Barradão, com o empate por 0 a 0. Levando-se em conta que jogou desfalcado, sobretudo de Diego Tardelli, seu principal jogador, trata-se de um feito.

De qualquer forma, o Verdão já se assenta na segunda colocação e, pelo andar da carruagem, daqui pra frente vai disputar o título pra valer.

Principalmente, porque seu mais próximo concorrente – o Inter -, ao perder para o Grêmio, num daqueles jogos fatídicos, pela dimensão da rivalidade gaúcha, periga entrar em entropia.

TIMÃO CHEGANDO

Quem vem chegando é o Timão, que meteu 2 a 1 no Cruzeiro, em pleno Mineirão, com direito a várias chances desperdiçadas e um pênalti cobrado por Ronaldo Fenômeno que o goleiro Fábio defendeu magnificamente.

Sim, a propósito, Ronaldo falhou, pois falha toda cobrador de pênalti que não converte o tiro fatal. Mas, não se pode deixar de louvar a defesa de Fábio, que fingiu ir para a direita e voltou para pegar a bola na esquerda, depois da paradinha do artilheiro.

Contudo, estava escrito – Ronaldo haveria de fazer seu gol, nessa volta gloriosa ao Mineirão. E isso ocorreu aos 32 minutos do segundo tempo, quando recebeu bola açucarada de Jucilei, em bela arrancada, e só tocou para assegurar a vitória alvi-negra.

E não foi só isso. Espie só o passe que Ronaldo enfiou, a la Zizinho, para Jorge Henrique limpar o goleiro e concluir, aos 22 do primeiro tempo, abrindo a contagem. Coisa de craque.

Quanto ao Cruzeiro, embora tivesse a bola aos seus pés a maior parte do tempo, obviamente, ainda tenta exorcizar o fantasma da perda da Libertadores. Reduziu o placar com Kleber, de pênalti, mas carece de rápida recuperação, pelo menos, para escapar da incômoda situação que se encontra no Brasileirão.

SANSÃO MENOS FRACO

O clássico Sansão até que saiu melhor do que a encomenda. Não muito, mas, diante das baixas expectativas, tivemos um jogo disputado, em que o São Paulo foi ligeiramente melhor do que o Santos e acabou vencendo por 2 a 1, dois gols de Washington, de súbito, trazido à luz pelo técnico, e de Roni, para o Santos.

Ambos apostaram muito mais num futebol cauteloso, cheios de zagueiros e volantes, mas conseguiram, apesar disso, criar alguns lances de emoção. Nada que os credenciem desde já a campanhas extraordinárias neste campeonato. Mas, quem sabe, o bastante para recuperar a dignidade de cada um.

A esperança dos santistas tem um nome: Vanderlei Luxemburgo, que acaba de assumir o comando técnico da equipe, pela quarta vez. Luxa tem currículo invejável porque tem competência invejável, desde que volte a se dedicar exclusivamente a dirigir seus times, sem tergiversações. No campo de treinamento, não há outro igual, dentre os nossos. Fora, huummm…

Quanto a Ricardo Gomes, em plena celebração da vitória no clássico, é bom que nem se iluda, nem siga refém de tantas dúvidas. Embora uma das inconveniências de sua contratação era o fato de estar divorciado da realidade tricolor, já está por aqui tempo suficiente para definir um esquema, um time e apostar nos dois.

DE SUFOCO EM SUFOCO

Parecia que o Botafogo, ufa!, iria escapar da zona do rebaixamento justamente diante de seu eterno rival – o Flamengo. Que nada: deu a escrita, e, no finalzinho da partida, Emerson acerta um tiro venenoso no canto, depois de ter atropelado Lúcio Flávio, à entrada da área alvi-negra. Falta que entrou no balaio de erros do juiz, de lá pra cá, de cá pra lá.

O fato é que, depois de um primeiro tempo confuso, ambos fizeram um excelente segundo tempo, com direito a um final eletrizante.

Os 2 a 2 tão recorrentes nesse confronto, contudo, não aliviou a vida de nenhum dos dois, pois o Flamengo segue numa posição intermediária, enquanto o Botafogo recebe o bafo dos ínferos.

Quem, porém, escapou desses miasmas aterrorizantes foi o Avaí, já tido e havido como rebaixado de antemão. Ao bater o Sport, jogou o Leão no fogo e ascendeu uns dois degraus acima da zona do sufoco.

Mas, falta muito, gente.

Notas relacionadas:

  1. GALO E LEÃO, NA CABEÇA
  2. E O GALO TÁ LÁ!
  3. DOIS PIPAROTES DO GALO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

segunda-feira, 27 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais, Sem categoria | 15:49

ENTÃO, FICAMOS ASSIM…

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Quer dizer, então, que depois dos jogos iniciais das decisões em São Paulo e Minas, está tudo resolvido?

Quase, pelo menos, em São Paulo, onde o resultado de 3 a 1 para o Corinthians oferece, obviamente, mais chances de ser recuperado pelo Santos do que a goleada de 5 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo.

Goleada, aliás, que revelou uma superioridade da Raposa sobre o Galo ainda maior do que se supunha. Que o Cruzeiro era melhor, nunca restou dúvida. Mas, a sensação, ao longo do Campeonato Mineiro, era a de que essa diferença havia diminuído, oferecendo campo para o Atlético até surpreender.

E não é que o Galo tenha eivado o Mineirão de erros primários, nada disso. Até tomar o segundo gol, encarou o Cruzeiro. Fez, enfim, o que estava ao seu alcance, naquelas circunstâncias. Mas, o Cruzeiro é que se impôs, com o refino dos seus jogadores e objetividade ímpar. Diria, grosso modo, que a Raposa converteu coisa de 80 por cento das chances criadas, o que é um índice de se tirar o chapéu, convenhamos.

Já o Campeonato Paulista parece estar mais decidido no aspecto anímico do que no plano dos números. Os peixeiros estão de crista baixa, depois da derrota em casa, sobretudo pela montanha de gols desperdiçados por ninguém menos que o seu artilheiro Kléber Pereira. Em contrapartida, o Timão flutua nas nuvens, com as asas de Ronaldo, o Fenômeno, na expectativa de confirmar no Pacaembu uma campanha histórica – campeão invicto, o que já foi, mas num passado remoto.

Baixando a bola para o duro chão da realidade, porém, há um ponto de interrogação plantado ali no meio da zaga corintiana, com a ausência de Chicão. Sim, porque o beque Chicão não é apenas seu principal defensor, mas é também o artilheiro do time. 

E, se o amigo fizer um cotejo desapaixonado entre os dois times, jogador por jogador, verá que, com exceção da exceção chamada Ronaldo, ambos se equilibram. Digo: não há assim uma supremacia absoluta de um sobre o outro, embora, nem de longe se possa comparar as campanhas de ambos ao longo do campeonato.

Mas, equilíbrio mesmo, pra valer, se verifica no Rio, onde Flamengo e Botafogo deixaram em aberto a decisão, com o empate de 2 a 2 no jogo inicial. Não apenas pelo placar igual, mas, sobretudo, pela equivalência dos dois times, ainda que o Botafogo tenha sido melhor na soma dos dois turnos.

O que assusta General Severiano, porém, é a iminente ausência de Maicosuel, jogador-chave no esquema de Ney Franco e aquele meia-atacante que cumpre desempenho excepcional nesta temporada carioca.

Mas, é sempre jogo pra mais de metro.

GRÊMIO DANDO A VOLTA

O Grêmio, que tem amargado sucessivas derrotas para o eterno rival Inter, em fase de esplendor, está a um passo de fechar esta fase da Libertadores como líder geral da competição: basta vencer o Chicó, em pleno Olímpico desvairado, o que passa do provável.

Com isso, o Tricolor teria a vantagem de mando de campo pelo resto do torneio, quesito sempre valioso numa disputa difícil como essa.

E só a eventual conquista da Libertadores é que tirará do gremista esse gosto de fel na boca. Daqui pra frente, no Olímpico, é tudo ou nada.

A LIGA DOS SONHOS

Começam nesta terça-feira as quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, com Barcelona e Chelsea, numa perna, e, noutra, Manchester United e Arsenal, jogo lá e cá.

O Barça recebe o Chelsea, no Camp Nou, com uma campanha absurdamente exemplar até aqui: foi o líder dos quatro finalistas na fase de classificação, com dez gols de saldo, e aquele time que apresentou a melhor defesa e o futebol mais deslumbrante de todos, um toque hipnótico a partir do meio de campo em direção ao trio atacante mais implacável do futebol mundial no momento: Messi, Eto’o e Henry.

Mas, quando se trata de enfrentar um dos quatro grandes da Inglaterra é sempre bom fazer o placar em casa, mesmo porque o Chelsea, depois dos vacilos dos tempos de Felipão, sob o comando do holandês Hiddink vem em plena ascensão.

Quanto ao Manchester, que declinou neste final de temporada, parece ter retomado aquela auto-confiança letal, ao virar de forma espetacular o último jogo do Campeonato inglês.

Pega o Arsenal, de belas tramas mas pouca conclusão, em Old Trafford, e, apesar de ser um clássico britânico, não deve deixar escapar essa chance.

Confesso que não sou de torcer por times, mas, sim, pelo futebol superior deste ou daquele, neste ou naquele tempo, mas gostaria muito que a final se desse entre Barça e Manchester, como prêmio pela campanha excepcional de ambos na temporada toda, seja na Liga, seja em seus respectivos campeonatos nacionais.

Aí, sim, que vença o melhor entre os melhores.

De qualquer forma, a simples conjunção desses quatro times na fase decisiva da Liga já representa uma vitória sensacional do futebol na sua mais viva expressão, aquele jogado pra frente, sob o signo da técnica e da habilidade, em que cada um, com suas próprias característica, é digno exemplo.

Notas relacionadas:

  1. RIXA OU ATENTADO À VIDA?
  2. SIMPLES ASSIM, GOL
  3. DECISÕES E A GRANDE VIRADA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , ,

domingo, 12 de abril de 2009 Campeonatos Estaduais | 19:14

TIMÃO, FLA E GALO

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Resumo da ópera: ganhou aquele que entrou em campo programado para ganhar, num jogo emocionante em que o Corinthians foi dominante do início ao fim.

Sim, porque Mano Menezes escalou sua equipe com apenas um volante – Cristian -, justamente o que deu a vitória nos últimos segundos da partida, dois zagueiros, dois laterais que avançaram o tempo todo, dois meias e três atacantes.

Já o São Paulo, pela ausência de Zé Luís, voltou ao esquema com três zagueiros de ofício e dois atacantes de ofício, o que enfraqueceu seu meio de campo, inteiramente controlado pelo Corinthians.

Apesar disso, quem saiu na frente foi o Tricolor, graças à jogada de bola parada, sua infalível e recorrente arma: aos 25 minutos do primeiro tempo, na cobrança de bola presa por Dentinho, em dois lances, Jorge Wagner (sempre ele!) levantou para Miranda desviar de cabeça.

Em menos de quatro minutos, porém, Elias, em bela jogada pessoal, passou no meio de dois defensores e tocou de canhota no canto de Rogério Ceni.

Um prêmio para Elias, que acabou se transformando no melhor em campo, não apenas pelo gol marcado, tampouco pelo gol salvo em cima da linha, em novo cabeceio de Miranda, no finzinho da etapa inicial.

Nessas alturas, o Tricolor já havia perdido Arouca, machucado, trocado por Joílson, o que acabou dando um certo equilíbrio ao time, já que Arouca como ala direito é uma escolha equivocada do técnico Muricy – o rapaz não tem velocidade, nem habilidade para essa função.

Mas, não houve muito tempo para essa substituição surtir algum efeito, pois, logo aos 11 minutos do segundo tempo, André Dias foi expulso e, em seguida, Joílson foi substituído por Renato Silva.

O fato é que o Corinthians continuou jogando em cima do São Paulo e as chances se multiplicaram, inclusive pelas falhas e defesas oportunas de Rogério Ceni, sobretudo no duelo direto com Ronaldo.

O mesmo Ronaldo, que fez duas ou três jogadas de alto nível, tomou um amarelo justo pela entrada sobre André Dias e, mesmo perdendo três boas oportunidades, semeia todas as esperanças na Fiel para o jogo decisivo.

Assim, o cenário inverteu: o Corinthians é que ficou com a vantagem do empate no jogo do Morumbi. Porém, isso não é tudo.

FLA-FLU RUBRO-NEGRO

O Flamengo passou pelo Fluminense por 1 a 0, placar enganoso, já que os rubro-negros criaram cerca de meia dúzia de chances incríveis para ampliar o resultado, quase todas conjuradas por Fernando Henrique.

O mais irônico, contudo, é que o gol de Juan foi fruto de uma falha do goleiro tricolor. Azar de goleiro.

Assim, o Flamengo volta a encarar o Botafogo numa decisão carioca. Parece replay.

O GALO DE LEÃO 

Em Minas, Diego Tardelli deu o tom, ao marcar o primeiro gol do Galo, na vitória por 2 a 0 sobre o Rio Branco de Andradas (o segundo foi de Eder Luís). E aqui vale repisar sobre o óbvio: com Leão, Diego Tardelli é fera. Foi assim no São Paulo e está agora sendo no Atlético.

E é aqui que quero prestar minhas homenagens ao técnico Leão, com quem tenho bicado muitas vezes. O maior mérito de um treinador, a meu modesto ver, não é o de inventar sistemas, táticas mirabolantes, manter a tropa em formação militar, nada disso. É dar uma espiada no elenco e nos jogadores disponíveis no mercado, e escolher os que têm mais potencial para jogar. Por fim, tendo-os sob seu comando, armar esquemas que permitam explorar o máximo de cada um. Leão é um dos poucos treinadores brasileiros que fazem isso.

Notas relacionadas:

  1. TIMÃO, TRICOLOR E PEIXE
  2. OS HUMORES DO TIMÃO E DO TRICOLOR
  3. VERDÃO, TIMÃO E A DIFERENÇA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última