O FAVORITO: CUIDADO COM KLEBER
O Palmeiras vai ao Maracanã pegar o líder Fluminense, certamente, todo fechadinho. Afinal, essa estratégia não apenas parece ser a melhor num Periquito trocando de penas, como se ajusta bem ao estilo de Felipão.
Amparado no empate obtido pelo São Paulo, nas mesmas condições, o Palestra bem que pode surpreender, sobretudo se Kleber repetir a atuação do fim de semana. É o jogador que faltou ao São Paulo diante do Flu, que mesmo assim segue sendo o grande favorito para este confronto.
Entre outras coisas, porque terá o atacante Emerson de volta, ao lado de Washington, o que dará mais equilíbrio e poder de fogo ao Fluminense que, com Deco e Conca, seguirá no sistema 4-4-2. Falta mesmo fará o lateral-direito Mariano, que está jogando muito. O volante Thiaguinho, deslocado para ali, pode dar certo, mas é uma aposta, por enquanto.
Galo biruta
O Galo está parecendo aquela sua representação nas birutas fincadas nos tetos das velhas fazendas, apontando para onde o vento sopra – ora, pra cá; ora, pra lá; ora, girando feito torvelinho.
Pois não é que o técnico Luxemburgo, para quem o time vinha crescendo, apesar dos maus resultados, de súbito, sacou dentre os titulares suas três principais estrelas – Ricardinho, Diego Tardelli e Diego Souza?
Nos seus lugares, contra o Goiás, entram Fabiano, Obina e Jackson. Convenhamos…
Luxa é um baita treinador, disso ninguém pode ter dúvida. O melhor do país nos últimos, sei lá, vinte anos, somando-se todos os seus feitos. Mas, claramente, não anda em boa fase.
Diante dos maus resultados de um Atlético que ele mesmo formou de cabo a rabo, passou a contrariar suas próprias convicções, ao adotar o sistema com três zagueiros,o que acabou levando-o a escalar Ricardinho, um jogador lento por natureza e já trintão, como ala-esquerda, botou Diego Souza – um segundo volante com condições de atuar como meia – lá na frente ao lado de Tardelli, enfim, mudou de curso como a biruta do fazendeiro.
Tá na hora de Luxa parar de girar e centrar de vez suas ações na velha e simples solução: esqueça as sutilezas sobre como joga o adversário da hora, fixe nas suas convicções que sempre deram certo, escale o time com os melhores em seus respectivos e toque em frente, porque pior não pode ficar.
A chance de Baresi
A única chance de Baresi permanecer no comando do time tricolor é ousar. Ousar na escolha do esquema de jogo, ousar na formação da equipe, ousar nas palestras aos jogadores e manter um discurso público simples e direto. Caso contrário, dança, logo, logo, se é que já não esteja dançando.
Porque, se ficar preso aos medos dos demais treinadores, às mesmas fórmulas convencionais e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá o lugar para um deles, com mais fama, o que, neste momento, livraria a cara da diretoria.
O torcedor são-paulino já está exausto desse modelo esgotado de um time que mais se defende do que ataca. Ganhou vários títulos dessa forma, é verdade, mas já cansou. É hora de mudar. Aliás, se Muricy tivesse ouvido a voz da razão, estaria até hoje lá, somando troféus.
Por exemplo: no jogo com o Flu, depois de um bom primeiro tempo, quando virou para 2 a 1, ao tomar o empate no comecinho do segundo, logo depois, Fernandão se contundiu.
Ora, Fernandinho estava matando a pau na esquerda, apesar da dupla marcação, portanto, não poderia sair nunca. Como o Flu partiu pra cima do São Paulo, urgia colocar Marlos, um meia-atacante ágil e hábil, para formar com Marcelinho e Fernandinho um trio veloz e insinuante para aproveitar os contragolpes inevitáveis.
Pois Baresi preferiu um volante lento como Cleber Santana que, desde a sua volta ao futebol brasileiro, não dá sinais daquele jogador que partiu do Santos para a Espanha. Matou qualquer possibilidade de o São Paulo contra-atacar na medida certa.
E, quando colocou Marlos, sacou Fernandinho: o famoso seis por meia dúzia, só para preservar um placar cômodo, embora tivesse todas as chances do mundo para ir além, já que os riscos estavam sob controle com tantos volantes em campo.
Vale dizer que essa mesma leitura do jogo foi feita pelo meu querido parceiro de Bem, Amigos, Caio Ribeiro, arguto observador do futebol, sem que tenhamos trocado figurinhas antes.
Portanto, caro Baresi, meta os peitos e espante todos os seus receios, porque o pior que pode acontecer é perder um emprego já na marca do pênalti, inevitável, se continuar seguindo a trilha já gasta por seus antecessores.
Robinho no Milan
Robinho acaba de acertar com o Milan, que estreou com goleada no Campeonato Italiano, em tarde de Ronaldinho Gaúcho, Pato e Thiago Silva. Robinho segue na esteira de Ibrahimovic, ex-Barça. Aliás, esperava que Robinho acabasse no Barça, como era desejo do clube catalão. Xavi, Iniesta, Messi, David Villa e Robinho, já pensaram? No Barça, pelo estilo de jogo dos catalães, isso não seria apenas viável, mas inevitável.
Já no Milan tenho minhas dúvidas que treinador e mídia cogitem sequer de reunir na mesma equipe Robinho, Pato, Ronaldinho e Ibra. Ousadia excessiva para o tempero lombardo. Suponho que Robinho ficará no banco, à espera de entrar no segundo tempo no lugar de Pato ou de Ronaldinho, o que não é o ideal para nosso craque.
Notas relacionadas:
Autor: Alberto Helena jr. Tags: Atlético-GO, Atlético-MG, Baresi, Diego Souza, Diego Tardelli, Fluminense, Kléber, Palmeiras, Ricardinho, Robinho no Milan, São Paulo, Vanderlei Luxemburgo

