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24/10/2009 - 21:20

GALO, CISCANDO, CISCANDO…

E o Galo foi ciscando, ciscando, e chegou lá, a apenas um ponto do líder Palmeiras: mesmo sem Correa, Carlos Alberto Eder Luís, três jogadores preciosos na brilhante campanha do time neste Brasileirão, ganhou por 1 a 0 do Vitória, no Mineirão, gol de Diego Tardelli, claro.

Mas, se não no campo de jogo, onde o Atlético penou para vencer essa partida, embora Tardelli desperdiçasse um pênalti e Evandro um gol feito, pelo menos no coração da galera carijó, as ausências foram compensadas pela volta de Marques, que entrou no finalzinho e, em duas ou três pontadas pela esquerda, bem ao seu estilo, mostrou a que veio.

E esse é um detalhe que distingue o Galo dos demais concorrentes ao título brasileiro: vem se reforçando justamente no instante em que os demais perdem força, a partir do início do segundo tempo.

Marques, obviamente, está ainda longe de sua melhor forma física e técnica, mas é daqueles atacantes lisos, incisivos, e experientes que acrescentam ao ataque de qualquer time mais contundência sempre. Além do mais, é um ídolo da torcida atleticana pelas várias passagens pelo terreiro do Galo no passado, todas empolgantes.

Na pior das hipóteses, o Galo vai distribuir bicadas a valer até o apito final do campeonato. Na melhor, leva a taça.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
17/10/2009 - 21:42

O GALO DE TARDELLI

Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.

Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.

Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.

Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.

O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.

Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , ,
28/09/2009 - 15:08

OLHO NO GOIÁS E NO GALO

A tendência – tanto dos torcedores, quanto da mídia especializada -, ao se projetar um cenário final para o campeonato, é a de se excluir Goiás e Galo da disputa final, elegendo-se acima deles Palmeiras, São Paulo e Inter. O Goiás, por força da tradição, e o Galo porque não teria elenco suficiente para chegar lá nesta reta final do torneio.

Bem, vale lembrar que o Goiás, embora nunca tenha sido campeão brasileiro e tal e cousa e lousa e maripousa, é um dos clubes mais bem organizados do Brasil, muito mais do que vários dos que ostentam uma galeria de títulos e uma marca nacional revestida da mais gloriosa tradição.

Mas, história á parte, no aqui e agora, o Goiás se sustenta em campo em dois laterais de primeira linha – Vitor e Júlio César – e num ataque impiedoso, com iarley e Felipe, sem falar em Fernandão, que já começa a produzir o que sabe. Por fim, é uma equipe bem armada em campo. Portanto, nem de longe pode ser considerado carta fora do baralho.

Quanto ao Galo, tem sido vítima de um clichê, que, se até outro dia podia refletir uma realidade, agora, já não. Refiro-me à formação de elenco, reforçado recentemente pelas presenças importantes do goleiro uruguaio Carini, pelo volante Correa, que se encaixou perfeitamente ao lado do excelente Márcio Araújo; de Ricardinho e de Rentería. 

Para completar, há Diego Tardelli, um dos artilheiros do Brasileirão, e que atravessa fase esplendorosa, ao lado de Eder Luís.

Ah, sim, vale lembrar que, de todos os vanguardeiros na tabela, é aquele que vem exibindo o futebol mais agradável de se ver, embora isso não conte muito em termos de resultado.

De qualquer forma, antes de entrar nesse barco furado, espero esperar para onde vai a maré de um campeonato que longe está para se definir de vez, ainda que o Palmeiras venha dando claros sinais de que está ungido, a ponto de vencer até mesmo quando joga mal e merecia perder, como aconteceu no sábado, diante do Furacão.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
14/09/2009 - 15:50

DIEGO DEPENDÊNCIA

O técnico Muricy, depois do tropeço do líder Palmeiras no Barradão, disse que o Palmeiras sofreu muito pela ausência de Diego Souza, considerado, com razão, um dos melhores jogadores do Brasileirão na atualidade.

É verdade. Diego Souza faria falta a qualquer time nesta quadra auspiciosa de sua carreira. Assim como Cleiton Xavier, seu ilustre parceiro na armação desse Palmeiras.

Contudo, ainda outro dia, ao perder Xavier num jogo, Muricy simplesmente o substituiu por Deyvid Sacconi, um meia de talhe parecido (não igual, parecido), e o time seguiu fluentemente em direção à vitória.

Já, domingo, na falta de Diego Souza, Muricy preferiu substituí-lo por um terceiro zagueiro, o que deixou Cleiton Xavier sozinho, nu e com a mão no bolso, no meio de campo estéril do seu time.

Diego é imprescindível, sim. Mas, não insubstituível, desde que a escolha seja mais judiciosa.

GRÊMIO CHEGANDO

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, nos Aflitos, o Grêmio não apenas exorcizou o fantasma que o assombra fora de casa como deu um passo significativo para juntar-se aos quatro ou cinco vanguardeiros (se o Corinthians vencer o jogo atrasado com o Coritiba, passa a ser o quinto do bloco da frente).

O Grêmio tem tradição e time para brigar pelo título, sim, senhor. Mas, pelo que vi no jogo dos Aflitos, precisa de mais confiança para impor seu estilo nesses cotejos, pois passou os últimos quinze minutos só lá atrás, rebatendo tudo.

É verdade que perdeu Souza, seu grande articulador, ao lado de Tcheco, pouco antes do sufoco, o que explica em parte esse comportamento, que já não é mais a praia do Grêmio, com a atual formação, onde Fábio Rochemback caiu como uma luva, na marcação e apoio.

O GALO VOLTOU

O Atlético Mineiro, que depois de súbita ascensão teve uma recaída, voltou ao G-4, com a queda progressiva do Goiás, onde Fernandão ainda não se acertou.

Já Renteria, no Galo, começa a dar sinais de que está disposto a recuperar aquele futebol dos tempos de júnior, quando foi a sensação de um desses campeonatos sub-qualquer-coisa, na defesa de sua Seleção.

Com Diego Tardelli jogando muito e ainda tendo a alternativa de Eder Luís para compor um eventual trio de atacantes, o Galo, no mínimo, se credencia a assegurar essa vaga na Libertadores. No máximo, a brigar pela faixa de campeão brasileiro. Ainda mais que vem gente aí, novos reforços e Márcio Araújo, essencial no meio-de-campo, recuperando-se de lesão.

Dos novos contratados, sem dúvida, o de maior nomeada é Ricardinho, meia-esquerda que fez fama no Corinthians, campeão do mundo em 2002, e que andava pela Turquia.

Não sei como está Ricardinho hoje, física e tecnicamente. Sei, porém, que se trata de um desses raros meias armadores autênticos de que tanto carecem alguns dos mais sérios candidatos ao título.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , ,
10/09/2009 - 00:18

NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR

Essa Seleção do Dunga está mesmo encantada: desfalcada de meio time e jogando praticamente todo o segundo tempo com um a menos, já que em noite aziaga Felipe Melo foi expulso, mesmo assim, meteu 4 a 2 no Chile.

E chegou a esse placar depois de ter levado o implausível empate quando vencia fácil por 2 a 0. Graças às mudanças feitas por Dunga e, sobretudo, à vocação de artilheiro de Nilmar, três vezes Nilmar, o nome do jogo. Que, diga-se não marcou só (só?) três gols, mas jogou muito bem o tempo todo, nas horas boas e nas más, principalmente.

Dos três que entraram no decorrer da partida – Sandro, Elano e Diego Tardelli -, Elano deu o centro que resultou no quarto gol brasileiro, Sandro cimentou a cabeça de área que começava a se esgarçar, e Diego Tardelli parecia ter saído do chuveiro e caído no pagode, de calções e toalha no pescoço.

Movimentou-se com leveza lá na frente, e, sempre que a bola chegava a seus pés, algo de diferente acontecia. Gostaria muito de ver um jogo inteiro essa dupla – Nilmar e Tardelli – com a camisa brasileira. No mínimo, seria divertido.

PELAS OROPA

A Iglaterra ingressou na Copa da Áftrica do Sul com uma goleada histórica sobre a Croácia: 5 a 1, dois de Lampard, dois de Gerrard e um de Rooney, as três estrelas do time. Mas, quem abriu o caminho para a vitória espetacular foi o garoto Lennon, um cabrochinho desses bem brasileiros, espertos, driblador, veloz, que fez o diabo pela direita: sofreu o pênalti que deu origem à abertura de contagem; fez assistências para outros dois e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que a Croácia não é nenhum San Marino, Luxemburgo ou Ilhas Faore, nada disso. É um dos centros mais evoluídos do futebol europeu, desmembramento da antiga Iugoslávia, praticante da mais lídima escola Danúbio de jogar bola.

A Espanha, também cumprindo cem por cento de campanha, bateu a Estônia por 3 a 0, em bela performance de Fabregas, e assegurou sua ida à África do Sul, juntando-se até agora à Holanda, que bateu a Escócia por 1 a 0, já classificada, e à Inglaterra.

Como a Itália, vencedora do embate com a Bulgária por 2 a 0, caminha na mesma direção, assim como a Alemanha, que goleou o Azerbajião por 4 a 0, a Europa colocará nos campos africanos sua linha de frente. Falta apenas a França, que empatou com a Sérvia por 1 a 1 e periga em seu grupo.

Mas, a verdade é que a França parece viver de seus craques excepcionais e sazonais: Kopa, nos anos 50, Platini, nos 70/80, e Zidane, na fase mais gloriosa dos azuis.

E LOS HERMANOS…

Só no primeiro tempo, o Paraguai já havia metido duas bolas nas traves do goleiro Romero e outra, nas redes. De resto, foi uma lamentável exibição dos argentinos, mais uma, sob o comando (ou seria desorientação?) de Maradona.

Pois, nem mesmo o meio de campo e o ataque, compostos por jogadores de alto nível, conseguiam armar sequer uma jogada de perigo real e talento compatível.

Choro por ti, Argentina, lágrimas tangueras e sinceras.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira Tags: , , , , , , , ,
12/08/2009 - 17:14

O CANTO DAS SEREIAS

Se bem visto esse amistoso do Brasil com a Estônia, valeu mais pela execução dos respectivos hinos nacionais, protagonizada por uma deusa de ébano, bela e afinadíssima gaúcha, e por uma ninfa báltica de cabelos dourados, olhos azuis e voz agradável. Perfeita harmonia de cores e vozes num mundo tão desarmônico. 

De resto, um tédio.

O Brasil, de quem se esperava, no mínimo, uma vitória folgada, embaçou-se naquela fixação com três volantes de contenção, e não criou praticamente nada, embora tivesse a bola a seus pés quase sempre. E a Estônia fez o que lhe era possível: guardou-se com eficiência e até chegou, no final, a pressionar o adversário ilustre.

Resultado: 1 a 0, gol de Luís Fabiano, na sequência de passes entre Robinho, Kaká, no rebote do beque, e o artilheiro, que girou bem para a meta estoniana.

O fato é que, com tantos volantes, no primeiro tempo, Kaká teve de atuar como o único armador da equipe. Não é a dele, embora possa vir a ser no futuro, quando os anos pesarem e a volúpia do gol diminuir. E, mesmo sendo isso muito evidente, ao perder Kleberson por contusão, Dunga insistiu no mesmo esquema com Elano.

Na verdade, não tinha muitas opções por usa própria opção de não chamar meias de escol para essas eventualidades. Tanto, que, no segundo tempo, trocou Kaká por Júlio Baptista, o que resultou no esperado – isto é, nada.

Tudo espremido, porém, caíram-me duas gotas de observação.

A primeira, que André Santos, de tantas esperanças numa posição ainda em aberto, me pareceu desnecessariamente tenso – a cada erro de passe ou drible, o jogador demonstrava extremo lamento.

A segunda, que Diego Tardelli, na sua estreia, houve-se muito bem. Não errou uma jogada, a não ser aquele chute por cima, fez primorosa assistência para Júlio Baptista, que disparou ao léu, e mostrou que pode muito bem pode estar nesse grupo.

Sim, sei bem, que a vitória entra na estatística prodigiosa de dezoito jogos invictos do Brasil, o que assegura a Dunga uma primazia.

E, talvez, essa seja a fórmula para se ganhar um Copa do Mundo, quem sabe?

Só sei que o nosso futebol, apesar de todas as regressões, pode oferecer muito mais, seja como espetáculo, seja como eficiência.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , ,
28/07/2009 - 18:14

A VEZ DE TARDELLI

Sou admirador do futebol desse rapaz desde quando o vi jogando pelo União Barbarense, aos 18 anos, de onde logo se mudou para o Morumbi, onde teve altos e baixos. Nunca por razões técnicas e sempre pelos embalos da juventude, que, tudo indica, o casamento e o filho, refrearam, agora, aos 24 anos, esmerilhando no Galo líder do Brasileirão.

Tardelli é daqueles atacantes de fina estirpe, toque fácil, inventivo e, sim, goleador emérito. Veloz na ação e no pensamento, cria e conclui com extrema facilidade, como se estivesse passeando pelo campo.

Excelente convocação, pois, de Dunga para o amistoso com a Estônia, e, quem sabe, para a rodada seguinte das Eliminatórias.

Já Marcelo para o lugar de Kleber quer dizer que André Santos não agradou tanto ao olhar de Dunga como imaginávamos.

Marcelo não participou desses jogos preparatórios do Real, mas, quando o fez, no final do campeonato espanhol, jogou como armador pela esquerda, não como lateral. Mas, enfim…

De resto, é o de sempre: muitos volantes e poucos meias. Diego Souza, pelo menos, merecia uma chance. Assim como Cleiton Xavier, nos lugares de Júlio Baptista e Kleberson, por exemplo.

Mas, que fazer, se Dunga despreza a inteligência, como insinuou no Placar, para meu chapinha Milton Neves, ao citar-me e Falcão?

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , ,
23/07/2009 - 23:30

GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!

Os goleiros Aranha e Felipe foram os heróis da noite, no Mineirão e no Pacamebu, o que assegurou a liderança isolada do Galo e o salto do Corinthians à quarta posição da tabela.

No Mineirão, o Atlético bateu o Fluminense, na estréia do técnico Renato Gaúcho, por 2 a 1, mas não foi mole. Embora dominasse o primeiro tempo e tivesse obtido a vantagem por 2 a 0, já no segundo, com gols de Serginho e Tardelli, o Galo, em seguida, entregou a bola e os espaços para o Tricolor carioca que reduziu com Kieza (não foi contra?) e imprimiu, nos minutos finais, tal pressão que o empate zumbiu no ouvido das traves alvi-negras.

Assim também foi no Pacaembu, onde o Corinthians, já desfalcado dos que pularam a janela, e tenso pela iminência de novas defecções, fez 2 a 0 no Vitória, com Dentinho e Jean, em passes exatos de Ronaldo e Douglas, e depois pendurou-se nos braços de Felipe, durante praticamente todo o segundo tempo, quando o Vitória foi soberano em todos os sentidos.

De qualquer forma, aí está o Galo, com todos os méritos somados lá no topo, e o Corinthians chegando, apesar das perdas pelo caminho.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , ,
19/07/2009 - 20:52

VERDÃO E O CANTO DO GALO

O Palmeiras, no sábado, ao bater o Santo André por 1 a 0, foi dormir líder.

O Galo, porém,anunciou a alvorada do domingo com um canto frágil mas suficiente para recuperar a liderança diante do Vitória, no Barradão, com o empate por 0 a 0. Levando-se em conta que jogou desfalcado, sobretudo de Diego Tardelli, seu principal jogador, trata-se de um feito.

De qualquer forma, o Verdão já se assenta na segunda colocação e, pelo andar da carruagem, daqui pra frente vai disputar o título pra valer.

Principalmente, porque seu mais próximo concorrente – o Inter -, ao perder para o Grêmio, num daqueles jogos fatídicos, pela dimensão da rivalidade gaúcha, periga entrar em entropia.

TIMÃO CHEGANDO

Quem vem chegando é o Timão, que meteu 2 a 1 no Cruzeiro, em pleno Mineirão, com direito a várias chances desperdiçadas e um pênalti cobrado por Ronaldo Fenômeno que o goleiro Fábio defendeu magnificamente.

Sim, a propósito, Ronaldo falhou, pois falha toda cobrador de pênalti que não converte o tiro fatal. Mas, não se pode deixar de louvar a defesa de Fábio, que fingiu ir para a direita e voltou para pegar a bola na esquerda, depois da paradinha do artilheiro.

Contudo, estava escrito – Ronaldo haveria de fazer seu gol, nessa volta gloriosa ao Mineirão. E isso ocorreu aos 32 minutos do segundo tempo, quando recebeu bola açucarada de Jucilei, em bela arrancada, e só tocou para assegurar a vitória alvi-negra.

E não foi só isso. Espie só o passe que Ronaldo enfiou, a la Zizinho, para Jorge Henrique limpar o goleiro e concluir, aos 22 do primeiro tempo, abrindo a contagem. Coisa de craque.

Quanto ao Cruzeiro, embora tivesse a bola aos seus pés a maior parte do tempo, obviamente, ainda tenta exorcizar o fantasma da perda da Libertadores. Reduziu o placar com Kleber, de pênalti, mas carece de rápida recuperação, pelo menos, para escapar da incômoda situação que se encontra no Brasileirão.

SANSÃO MENOS FRACO

O clássico Sansão até que saiu melhor do que a encomenda. Não muito, mas, diante das baixas expectativas, tivemos um jogo disputado, em que o São Paulo foi ligeiramente melhor do que o Santos e acabou vencendo por 2 a 1, dois gols de Washington, de súbito, trazido à luz pelo técnico, e de Roni, para o Santos.

Ambos apostaram muito mais num futebol cauteloso, cheios de zagueiros e volantes, mas conseguiram, apesar disso, criar alguns lances de emoção. Nada que os credenciem desde já a campanhas extraordinárias neste campeonato. Mas, quem sabe, o bastante para recuperar a dignidade de cada um.

A esperança dos santistas tem um nome: Vanderlei Luxemburgo, que acaba de assumir o comando técnico da equipe, pela quarta vez. Luxa tem currículo invejável porque tem competência invejável, desde que volte a se dedicar exclusivamente a dirigir seus times, sem tergiversações. No campo de treinamento, não há outro igual, dentre os nossos. Fora, huummm…

Quanto a Ricardo Gomes, em plena celebração da vitória no clássico, é bom que nem se iluda, nem siga refém de tantas dúvidas. Embora uma das inconveniências de sua contratação era o fato de estar divorciado da realidade tricolor, já está por aqui tempo suficiente para definir um esquema, um time e apostar nos dois.

DE SUFOCO EM SUFOCO

Parecia que o Botafogo, ufa!, iria escapar da zona do rebaixamento justamente diante de seu eterno rival – o Flamengo. Que nada: deu a escrita, e, no finalzinho da partida, Emerson acerta um tiro venenoso no canto, depois de ter atropelado Lúcio Flávio, à entrada da área alvi-negra. Falta que entrou no balaio de erros do juiz, de lá pra cá, de cá pra lá.

O fato é que, depois de um primeiro tempo confuso, ambos fizeram um excelente segundo tempo, com direito a um final eletrizante.

Os 2 a 2 tão recorrentes nesse confronto, contudo, não aliviou a vida de nenhum dos dois, pois o Flamengo segue numa posição intermediária, enquanto o Botafogo recebe o bafo dos ínferos.

Quem, porém, escapou desses miasmas aterrorizantes foi o Avaí, já tido e havido como rebaixado de antemão. Ao bater o Sport, jogou o Leão no fogo e ascendeu uns dois degraus acima da zona do sufoco.

Mas, falta muito, gente.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , ,
27/04/2009 - 15:49

ENTÃO, FICAMOS ASSIM…

Quer dizer, então, que depois dos jogos iniciais das decisões em São Paulo e Minas, está tudo resolvido?

Quase, pelo menos, em São Paulo, onde o resultado de 3 a 1 para o Corinthians oferece, obviamente, mais chances de ser recuperado pelo Santos do que a goleada de 5 a 0 do Cruzeiro sobre o Galo.

Goleada, aliás, que revelou uma superioridade da Raposa sobre o Galo ainda maior do que se supunha. Que o Cruzeiro era melhor, nunca restou dúvida. Mas, a sensação, ao longo do Campeonato Mineiro, era a de que essa diferença havia diminuído, oferecendo campo para o Atlético até surpreender.

E não é que o Galo tenha eivado o Mineirão de erros primários, nada disso. Até tomar o segundo gol, encarou o Cruzeiro. Fez, enfim, o que estava ao seu alcance, naquelas circunstâncias. Mas, o Cruzeiro é que se impôs, com o refino dos seus jogadores e objetividade ímpar. Diria, grosso modo, que a Raposa converteu coisa de 80 por cento das chances criadas, o que é um índice de se tirar o chapéu, convenhamos.

Já o Campeonato Paulista parece estar mais decidido no aspecto anímico do que no plano dos números. Os peixeiros estão de crista baixa, depois da derrota em casa, sobretudo pela montanha de gols desperdiçados por ninguém menos que o seu artilheiro Kléber Pereira. Em contrapartida, o Timão flutua nas nuvens, com as asas de Ronaldo, o Fenômeno, na expectativa de confirmar no Pacaembu uma campanha histórica – campeão invicto, o que já foi, mas num passado remoto.

Baixando a bola para o duro chão da realidade, porém, há um ponto de interrogação plantado ali no meio da zaga corintiana, com a ausência de Chicão. Sim, porque o beque Chicão não é apenas seu principal defensor, mas é também o artilheiro do time. 

E, se o amigo fizer um cotejo desapaixonado entre os dois times, jogador por jogador, verá que, com exceção da exceção chamada Ronaldo, ambos se equilibram. Digo: não há assim uma supremacia absoluta de um sobre o outro, embora, nem de longe se possa comparar as campanhas de ambos ao longo do campeonato.

Mas, equilíbrio mesmo, pra valer, se verifica no Rio, onde Flamengo e Botafogo deixaram em aberto a decisão, com o empate de 2 a 2 no jogo inicial. Não apenas pelo placar igual, mas, sobretudo, pela equivalência dos dois times, ainda que o Botafogo tenha sido melhor na soma dos dois turnos.

O que assusta General Severiano, porém, é a iminente ausência de Maicosuel, jogador-chave no esquema de Ney Franco e aquele meia-atacante que cumpre desempenho excepcional nesta temporada carioca.

Mas, é sempre jogo pra mais de metro.

GRÊMIO DANDO A VOLTA

O Grêmio, que tem amargado sucessivas derrotas para o eterno rival Inter, em fase de esplendor, está a um passo de fechar esta fase da Libertadores como líder geral da competição: basta vencer o Chicó, em pleno Olímpico desvairado, o que passa do provável.

Com isso, o Tricolor teria a vantagem de mando de campo pelo resto do torneio, quesito sempre valioso numa disputa difícil como essa.

E só a eventual conquista da Libertadores é que tirará do gremista esse gosto de fel na boca. Daqui pra frente, no Olímpico, é tudo ou nada.

A LIGA DOS SONHOS

Começam nesta terça-feira as quartas-de-final da Liga dos Campeões da Europa, com Barcelona e Chelsea, numa perna, e, noutra, Manchester United e Arsenal, jogo lá e cá.

O Barça recebe o Chelsea, no Camp Nou, com uma campanha absurdamente exemplar até aqui: foi o líder dos quatro finalistas na fase de classificação, com dez gols de saldo, e aquele time que apresentou a melhor defesa e o futebol mais deslumbrante de todos, um toque hipnótico a partir do meio de campo em direção ao trio atacante mais implacável do futebol mundial no momento: Messi, Eto’o e Henry.

Mas, quando se trata de enfrentar um dos quatro grandes da Inglaterra é sempre bom fazer o placar em casa, mesmo porque o Chelsea, depois dos vacilos dos tempos de Felipão, sob o comando do holandês Hiddink vem em plena ascensão.

Quanto ao Manchester, que declinou neste final de temporada, parece ter retomado aquela auto-confiança letal, ao virar de forma espetacular o último jogo do Campeonato inglês.

Pega o Arsenal, de belas tramas mas pouca conclusão, em Old Trafford, e, apesar de ser um clássico britânico, não deve deixar escapar essa chance.

Confesso que não sou de torcer por times, mas, sim, pelo futebol superior deste ou daquele, neste ou naquele tempo, mas gostaria muito que a final se desse entre Barça e Manchester, como prêmio pela campanha excepcional de ambos na temporada toda, seja na Liga, seja em seus respectivos campeonatos nacionais.

Aí, sim, que vença o melhor entre os melhores.

De qualquer forma, a simples conjunção desses quatro times na fase decisiva da Liga já representa uma vitória sensacional do futebol na sua mais viva expressão, aquele jogado pra frente, sob o signo da técnica e da habilidade, em que cada um, com suas próprias característica, é digno exemplo.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
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