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terça-feira, 31 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:51

O FAVORITO: CUIDADO COM KLEBER

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O Palmeiras vai ao Maracanã pegar o líder Fluminense, certamente, todo fechadinho. Afinal, essa estratégia não apenas parece ser a melhor num Periquito trocando de penas, como se ajusta bem ao estilo de Felipão.

Amparado no empate obtido pelo São Paulo, nas mesmas condições, o Palestra bem que pode surpreender, sobretudo se Kleber repetir a atuação do fim de semana. É o jogador que faltou ao São Paulo diante do Flu, que mesmo assim segue sendo o grande favorito para este confronto.

Entre outras coisas, porque terá o atacante Emerson de volta, ao lado de Washington, o que dará mais equilíbrio e poder de fogo ao Fluminense que, com Deco e Conca, seguirá no sistema 4-4-2. Falta mesmo fará o lateral-direito Mariano, que está jogando muito. O volante Thiaguinho, deslocado para ali, pode dar certo, mas é uma aposta, por enquanto.

Galo biruta

O Galo está parecendo aquela sua representação nas birutas fincadas nos tetos das velhas fazendas, apontando para onde o vento sopra – ora, pra cá; ora, pra lá; ora, girando feito torvelinho.

Pois não é que o técnico Luxemburgo, para quem o time vinha crescendo, apesar dos maus resultados, de súbito, sacou dentre os titulares suas três principais estrelas – Ricardinho, Diego Tardelli e Diego Souza?

Nos seus lugares, contra o Goiás, entram Fabiano, Obina e Jackson. Convenhamos…

Luxa é um baita treinador, disso ninguém pode ter dúvida. O melhor do país nos últimos, sei lá, vinte anos, somando-se todos os seus feitos. Mas, claramente, não anda em boa fase.

Diante dos maus resultados de um Atlético que ele mesmo formou de cabo a rabo, passou a contrariar suas próprias convicções, ao adotar o sistema com três zagueiros,o que acabou levando-o a escalar Ricardinho, um jogador lento por natureza e já trintão, como ala-esquerda, botou Diego Souza – um segundo volante com condições de atuar como meia – lá na frente ao lado de Tardelli, enfim, mudou de curso como a biruta do fazendeiro.

Tá na hora de Luxa parar de girar e centrar de vez suas ações na velha e simples solução: esqueça as sutilezas sobre como joga o adversário da hora, fixe nas suas convicções que sempre deram certo, escale o time com os melhores em seus respectivos e toque em frente, porque pior não pode ficar.

A chance de Baresi

A única chance de Baresi permanecer no comando do time tricolor é ousar. Ousar na escolha do esquema de jogo, ousar na formação da equipe, ousar nas palestras aos jogadores e manter um discurso público simples e direto. Caso contrário, dança, logo, logo, se é que já não esteja dançando.

Porque, se ficar preso aos medos dos demais treinadores, às mesmas fórmulas convencionais e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá o lugar para um deles, com mais fama, o que, neste momento, livraria a cara da diretoria.

O torcedor são-paulino já está exausto desse modelo esgotado de um time que mais se defende do que ataca. Ganhou vários títulos dessa forma, é verdade, mas já cansou. É hora de mudar. Aliás, se Muricy tivesse ouvido a voz da razão, estaria até hoje lá, somando troféus.

Por exemplo: no jogo com o Flu, depois de um bom primeiro tempo, quando virou para 2 a 1, ao tomar o empate no comecinho do segundo, logo depois, Fernandão se contundiu.

Ora, Fernandinho estava matando a pau na esquerda, apesar da dupla marcação, portanto, não poderia sair nunca. Como o Flu partiu pra cima do São Paulo, urgia colocar Marlos, um meia-atacante ágil e hábil, para formar com Marcelinho e Fernandinho um trio veloz e insinuante para aproveitar os contragolpes inevitáveis.

Pois Baresi preferiu um volante lento como Cleber Santana que, desde a sua volta ao futebol brasileiro, não dá sinais daquele jogador que partiu do Santos para a Espanha. Matou qualquer possibilidade de o São Paulo contra-atacar na medida certa.

E, quando colocou Marlos, sacou Fernandinho: o famoso seis por meia dúzia, só para preservar um placar cômodo, embora tivesse todas as chances do mundo para ir além, já que os riscos estavam sob controle com tantos volantes em campo.

Vale dizer que essa mesma leitura do jogo foi feita pelo meu querido parceiro de Bem, Amigos, Caio Ribeiro, arguto observador do futebol, sem que tenhamos trocado figurinhas antes.

Portanto, caro Baresi, meta os peitos e espante todos os seus receios, porque o pior que pode acontecer é perder um emprego já na marca do pênalti, inevitável, se continuar seguindo a trilha já gasta por seus antecessores.

Robinho no Milan

Robinho acaba de acertar com o Milan, que estreou com goleada no Campeonato Italiano, em tarde de Ronaldinho Gaúcho, Pato e Thiago Silva. Robinho segue na esteira de Ibrahimovic, ex-Barça. Aliás, esperava que Robinho acabasse no Barça, como era desejo do clube catalão. Xavi, Iniesta, Messi, David Villa e Robinho, já pensaram? No Barça, pelo estilo de jogo dos catalães, isso não seria apenas viável, mas inevitável.

Já no Milan tenho minhas dúvidas que treinador e mídia cogitem sequer de reunir na mesma equipe Robinho, Pato, Ronaldinho e Ibra. Ousadia excessiva para o tempero lombardo. Suponho que Robinho ficará no banco, à espera de entrar no segundo tempo no lugar de Pato ou de Ronaldinho, o que não é o ideal para nosso craque.

Notas relacionadas:

  1. GUILHERME POR KLEBER
  2. KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
  3. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 9 de agosto de 2010 Seleção Brasileira | 16:04

O PRIMEIRO PASSO

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É apenas o primeiro passo, incerto ainda, vacilante, claro, como quem desembarca de uma longa e incômoda viagem num lugar novo e desconhecido. Portanto, não se pode esperar na estreia de Mano Menezes na Seleção, nesta terça, em Nova Jersey, nada mais do que a possibilidade de enxergar-se algo que ainda poderá vir a ser, mas não é por enquanto.

O grupo escolhido por Mano para este amistoso contra os EUA não é, obviamente, o definitivo. Tampouco, aquele que ele escolheria se tivesse à mão vários jogadores de nomeada em perfeita forma física (e técnica), dentre os que atuam na Europa, por exemplo. Ou mesmo daqui, que não estivessem envolvidos em disputas importantes, como o Inter em plena decisão da Libertadores.

E não é definitivo, embora o tempo possa vir a ratificá-lo como tal, porque o novo técnico já avisou, sabiamente, que o retrospecto dos craques conta, mas conta mais o momento, o que sugere maior rotatividade dos selecionados a cada nova convocação.

Aliás, tem de ser assim mesmo, sobretudo nestes quatro anos que nos separam da Copa do Mundo, período em que não disputaremos as Eliminatórias. Pois, a Copa é jogada em sete rodadas apenas e quem lá estiver com a camisa canarinho deverá estar absolutamente nos trinques. Não adianta ficar montando grupo agora para daqui quatro anos.

Sim, boa parte dos jogadores que vierem a ser convocados doravante deverá, ao cabo da filtragem feita pelo treinador, formar a base do time da Copa. Mas, até lá, quem sabe quantos Gansos e Neymares surgirão de súbito?

O mais importante, porém, na Seleção que entra em campo em Hobboken, terra de Sinatra, é que ela já dá o tom da grande virada promovida por Mano Menezes em relação ao caminho percorrido por Dunga, nos últimos anos: trata-se de um time formado por jogadores mais leves e habilidosos, com ênfase no jogo ofensivo e sem muitas amarras táticas, a não ser o indispensável para manter o equilíbrio entre defesa e ataque.

Equilíbrio conferido, principalmente, pela escolha dos homens de meio de campo, o elo entre os dois setores extremos. Lá estão quatro volantes, nenhum cabeça-de-área fixo, leão-de-chácara de zagueiro, feroz no combate e covarde no passe.

Lucas, Hernanes, Jucilei e Ramires são bons no combate pela bola, mas, quando a têm nos pés, sabem jogar. Com exceção de Hernanes, mais cadenciado no estilo, todos são velozes e gostam de sair para o jogo, o que, certamente, reduz os espaços entre defesa e ataque.

Mas, o mais significativo é que logo à frente deles, Mano reincorporou a figura do meia, fundamental para dar fluência e descortino às ações ofensivas: o destro Ederson e os canhotos Ganso e Carlos Eduardo, que pode ser empurrado para a ponta-esquerda, conforme as circunstâncias do jogo.

E, no ataque, cinco jogadores de muita movimentação, juventude e habilidade: Robinho, Neymar, André, Pato e Diego Tardelli.

Esse elenco, sem dúvida, oferece uma infinidade de variações durante uma disputa. Isso, claro, na teoria, mesmo porque se trata de um jogo apenas, em que essa turma nem teve tempo de se entrosar em campo, a não ser o quarteto santista que leva a alegre harmonia da Vila para a Seleção.

E, pior: vai pegar uma casca de ferida – os EUA que tem sido um adversário ranheta do Brasil e que já vem prontinho da Copa da África, onde, aliás, cumpriu boa campanha para as suas limitações.

Vai ser uma experiência interessante, ainda que o resultado possa até vir a ser desastroso, nunca se sabe. Mas, é apenas o primeiro passo.

Notas relacionadas:

  1. RAMIRES, UM PASSO À FRENTE
  2. GLORIOSO ADEUS
  3. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 16 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 20:45

TIMÃO, LÍDER

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O grande feito da rodada. Sem dúvida, foi a vitória do Corinthians sobre o Grêmio, em pleno estádio Olímpico: 2 a 1, gols de Ralf. de cabeça, Souza, em lambança da defesa, e Maylson.

Esse mesmo Corinthians, que resolveu voltar ao esquema com três atacantes, e que começa a recuperar sua pose, a ponto de ocupar hoje a liderança do campeonato.

Já o São Paulo, com seus três zagueiros e um time misto, levou de 2 a 1 do Botafogo no Morumbi, depois de ter aberto o placar com Léo Lima, de cabeça. Mas, o Bota virou, com o beque Antoio Carlos e Renato Cajá, no finzinho do jogo.

Por sua vez, o Santos, na Vila, não conseguiu ir além do empate por 1 a 1 com o Ceará, quando o que se esperava era um show do meninos. Mas, não foi, embora o Peixe tivesse o domínio absoluto do jogo, e Ganso executasse uma dúzia de jogadas de altíssima classe, coisa de derreter o coração de um monge de pedra, quanto mais de Dunga.

O Ceará, porém, exerceu marcação rigorosa, abriu a contagem e resistiu bravamente à pressão do Santos, que diminuiu com pênalti cobrado por Neymar, que, por sua vez, perdeu outro, em seguida.

Por fim, o Palmeiras, em São Januário, escapou de uma derrota, mas não foi além de um empate por 0 a 0, placar que espelha exatamente o que foi o jogo: uma chatura, sem momentos de emoção, nem chutes a gol, de parte a parte.

Grande mesmo, foi o Inter, que perdia por 2 a 0 do Goiás, e virou para 3 a 2 . com seu time reserva e graças aos disparos certeiros de Walter.

Com tudo isso, o Corinthians assume a liderança do Brasileirão, o que é animador para o Timão, mas nem um pouco decisivo, já que o campeonato mal começou.

Pedra 90

Pedro, tu és pedra. Pedra 90. Pelo menos, foi assim o menino Pedro, que, na rodada final do campeonato espanhol, recebeu a bola pela esquerda, driblou o marcador e cruzou para Prieto jogar contra suas próprias redes. Em seguida, pela direita, Pedro recebeu passe exato de Messi e tocou por baixo das pernas do goleiro do Valladolid para fazer o segundo gol, aquele que já garantia, de sobra, o título para o Barça.

Isso, logo depois de o Barça ter sofrido os primeiros minutos de jogo sob pressão do adversário, em pleno Camp Nou. Mas, aos poucos, retomou seu domínio à base daquele toque de bola hipnótico, comandado por Xavi, e iniciar a goleada que se completaria com dois gols espetaculares de Messi, esse craque incomparável. Enquanto isso, o Real não ia além de um empate por 1 a 1 com o Málaga, o que lhe permitia celebrar o vice-campeonato, se tanto.

No outro campeonato decidido na última rodada, a Inter levou, mais uma vez a taça, vencendo o Siena por 1 a 0, gol do argentino Milito, como sempre, enquanto a Roma ganhava por 2 a 0 do Chievo, Mas, para nós, o grande feito foi a vitória do Milan sobre a Juve, um clássico italiano, por 3 a 0, com direito a dois gols e uma exibição de gala de Ronaldinho Gaúcho, aplaudido em pé pela torcida milanista.

Aliás, aplaudido em pé também foi o nosso Leonardo, que o Duce da Lombardia, Sílvio Berlusconi, dispensara dias antes. Leo é um desses raros casos de jogador estelar que, como cartola e técnico, revelou-se de extrema competência. Será devidamente reconhecido com o tempo.

Notas relacionadas:

  1. REFUNDANDO O VASCO
  2. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
  3. INTER E TUTTI QUANTI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 9 de maio de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 19:26

SÓ PODIA VENCER

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Bem, ao Corinthians não restava nada menos do que a vitória, depois da pífia campanha no Paulistão e da desclassificação na Libertadores. Afinal, jogava em casa e o adversário, de tradicional camisa, o Furacão, não nada lá bem das pernas.

E não é que o Atlético saiu na frente? Uma bola alçada à área por Wagner Diniz passou por todo mudo e morreu nas redes alvinegras.

E olhe que o Timão demorou para reagir. Reagiu, porém, no segundo tempo, quando o Atlético já estava sem um jogador, simplesmente o craque da equipe – Paulo Baier. Mas, só chegou ao empate depois da entrada de Souza no lugar do lateral Alessandro. Souza empatou e sofreu o pênalti que Ronaldo converteu no gol da vitória.

Isso, claro, depois de forte pressão exercida pelo Corinthians, sobretudo depois da segunda expulsão do goleiro atleticano.

Mas, cá entre nós, vai ter de melhorar muito esse time para transformar o centenário numa celebração.

Empate misto

No Maracanã, Flamengo e São Paulo, de olho ainda na Libertadores, entraram em campo com times mistos – parte reserva, parte titular. E não deu outra: 1 a 1, gols de Washington, em bela trama do ataque tricolor, e Denis Marques, em lançamento primoroso lá de trás de Michael.

O São Paulo foi melhor no primeiro tempo e o Fla, no segundo.

Resultado, porém, mais favorável ao São Paulo. Não apenas porque arrancou um empate do campeão brasileiro no Maracanã, mas, principalmente, porque revelou equilíbrio para trabalhar dignamente com tantos reservas.

Vitória mista

Misto por misto, deu Cruzeiro no Beira-Rio, graças ao títular indiscutível, Kleber, o Gladiador, que marcou os dois de seu time, nos 2 a 1 sobre o Inter.

E assim esses dois grandões do Brasil vão seguindo caminhos opostos na temporada: enquanto o Cruzeiro ascende, o Inter regride, quando não empaca. E olhe que ambos têm elencos de excelência comparável.

Galo não perdoa

Enquanto isso, o Galo não perdoa: recuperou-se rapidamente da queda diante do Santos, na Copa do Brasil, para bicar o Almirante no Mineirão: 2 a 1, sem gols de Tardelli, imagine!

Quer dizer: aquele de Muriqui deveria ser creditado a Tardelli, cujo disparo tinha endereço certo; Muriqui apenas empurrou já sobre a linha do gol.

Mas, o Galo, escreva, vai ainda dar o que falar neste Brasileirão.

LÁ FORA

O Bayern, sob o comando desse magnífico canhoto holandês, Arjien Robben, autor de dois gols, ao bater o Hertha, em Berlim, por 3 a , sagrou-se campeão alemão já, o que lhe dá moral e folga para esperar o embate com a Inter de Milao, pelo título europeu.

Inter que, apesar de meter 4 a 3 no Chievo, terá de buscar a faixa de campeão italiano na rodada final, pois a Roma, que venceu o Cagliari por 2 a 1, continua na sua cola.

Pau a pau também continua o Campeonato Espanhol, com o Barça um passo à frente do Real. Ambos venceram bem no sábado. O Barça, depois de disparar 3 a 0 sobre o Sevilha, na Andaluzia, relaxou e tomou dois gols no fim, um deles, de Luís Fabiano, mas teve pleno domínio da partida. E o Real goleou o Bilbao em casa, por 5 a 1, em mais uma exibição de gala de Cristiano Ronaldo, que voltou a jogar aquela bola dos tempos de melhor do mundo. Essa encrenca só se decide na rodada final.

Já o mais espetacular campeonato nacional do mundo acabou, espetacularmente: o Chelsea simplesmente massacrou em casa o Wigan – 8 a 0. Isso mesmo: 8 a 0! O que não chega a ser grande surpresa, já que o Chelsea, neste torneio somou duas goleadas por sete gols e alcançou, no final, a marca de 103 gols na campanha inglesa. Um prodígio! E, que diria, sob o comando do italiano Carlo Ancelotti, tido e havido, na época em que dirigia o Milan, como emérito retranqueiro, o que sugere a paródia do velho ditado: em Roma, como os romanos; em Londres, como os londrinos.

Sim, porque o vice-campeão, que tentava o tetra inédito no futebol inglês, o Manchester United, despediu-se com uma goleada por 4ª 0 sobre o Stokes, no Teatro dos Sonhos, Lá ganha quem faz mais gols, claro.

Notas relacionadas:

  1. DOMINGO TENSO
  2. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
  3. O DOMINGÃO E OS DIABOS CAMPEÕES
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quinta-feira, 29 de abril de 2010 Sem categoria | 01:00

HEROICO MENGÃO

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No primeiro tempo, o jogo naufragou no campo encharcado pela chuva inclemente que desabou sobre o Maracanã. E a expulsão de Michael, logo aos 36 minutos de bola afundando, traçou o cenário da fase final: na medida em que  a chuva diminuía, mais crescia o domínio de bola do Corinthians, restando ao Flamengo tentar aquele contragolpe fatal.

E isso ocorreu aos 19 minutos, quando Moacir derrubou Juan na área. Pênalti, que Adriano converteu no gol da vitória, uma vitória heroica, por tudo que cercou o Mengo nos últimos dias e até mesmo no jogo.

Quanto ao Corinthians, que tem tudo para se reabilitar no jogo da volta, faltou-lhe, sobretudo, o principal: a finalização. Tinha a bola aos seus pés, mas não era capaz de criar as chances necessárias. E, quando o fazia, Ronaldo Fenômeno desfazia. Ainda muito fora de forma, Ronaldo não conseguia compensar com sua técnica esmerada. Pensava a jogada, mas era incapaz de realizá-la, até as mais corriqueiras para ele.

Por tudo isso, deveria ter saído em vez de Dentinho, quando Mano Menezes resolveu colocar em campo Jorge Henrique e Iarley. Afinal, com o gramado mais seco e o Fla fechadíssimo, a mobilidade e a habilidade de Dentinho seriam mais úteis do que a imobilidade de Ronaldo.

Tricolor no zero

Bem que o São Paulo poderia ter marcado ao menos um golzinho em Lima. Não só porque o adversário, o Universitário, é bem fraquinho, tecnicamente, e, mesmo sem jogar uma bola deslumbrante, o São Paulo criou três ou quatro boas oportunidades para chegar lá.

A coisa só se complicou um pouco pela expulsão de Richarlyson (mais uma), mas nada que ameaçasse seriamente o São Paulo.

Mesmo porque, dada a fragilidade dos peruanos, o Tricolor não deverá sofrer muito no Morumbi para seguir em frente na Libertadores.

Ah, Colorado…

Essa derrota por 3 a 1 para o Banfield, bom time mas sem nenhuma expressão em Libertadores (aliás, até mesmo no futebol argentino), não estava no cardápio do churrasco colorado.

Mas, nada de desespero. Aquele golaço de Kleber, que acabou expulso depois, vale ouro, pois permite ao Inter obter uma vitória, digamos, por 2 a 0, no Beira-Rio, placar perfeitamente plausível.

Que jogaço!

Como se esperava, pelo perfil dos dois times e de seus treinadores, Galo e Peixe ofereceram um espetáculo de gala num Mineirão em festa.

Ambos buscaram o gol o tempo todo e o resultado foram cinco, num festival de outros tantos perdidos: três para o Atlético, em noite de Diego Tardelli, e dois para o Santos, que, com isso, vai ao Pacaembu, no jogo de volta, de fronte erguida e com muitas chances de passar para a decisão da Copa do Brasil, sim, senhor.

Notas relacionadas:

  1. INVOCANDO O GÊNIO
  2. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  3. CRUZEIRO E INTER
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sábado, 24 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:20

GALO, CISCANDO, CISCANDO…

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E o Galo foi ciscando, ciscando, e chegou lá, a apenas um ponto do líder Palmeiras: mesmo sem Correa, Carlos Alberto Eder Luís, três jogadores preciosos na brilhante campanha do time neste Brasileirão, ganhou por 1 a 0 do Vitória, no Mineirão, gol de Diego Tardelli, claro.

Mas, se não no campo de jogo, onde o Atlético penou para vencer essa partida, embora Tardelli desperdiçasse um pênalti e Evandro um gol feito, pelo menos no coração da galera carijó, as ausências foram compensadas pela volta de Marques, que entrou no finalzinho e, em duas ou três pontadas pela esquerda, bem ao seu estilo, mostrou a que veio.

E esse é um detalhe que distingue o Galo dos demais concorrentes ao título brasileiro: vem se reforçando justamente no instante em que os demais perdem força, a partir do início do segundo tempo.

Marques, obviamente, está ainda longe de sua melhor forma física e técnica, mas é daqueles atacantes lisos, incisivos, e experientes que acrescentam ao ataque de qualquer time mais contundência sempre. Além do mais, é um ídolo da torcida atleticana pelas várias passagens pelo terreiro do Galo no passado, todas empolgantes.

Na pior das hipóteses, o Galo vai distribuir bicadas a valer até o apito final do campeonato. Na melhor, leva a taça.

Notas relacionadas:

  1. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
  2. ÓI O GALO CHEGANDO…
  3. O GALO DE TARDELLI
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

sábado, 17 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro | 21:42

O GALO DE TARDELLI

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Veja mais charges no blog do Milton Trajano

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Aquele que perdesse poderia ir se preparando para esquecer a disputa do título e passar a cultivar o desejo apenas por uma vaga na Libertadores.

Claro, há uma pá de pontos em disputa ainda, e, no rigor dos números, o perdedor – no caso, o São Paulo – tem possibilidades, sim, de seguir lutando pela taça. Mas, pelo andar da carruagem, já era. Afinal, no instante em que se esperava do Tricolor uma arrancada em direção ao topo, o time engatou uma marcha-à-ré e só faz descer a ladeira.

Já o Galo, que estacionara um pouco atrás, engrenou e passou por cima do São Paulo, em pleno Morumbi, justamente com um gol de cara de Diego Tardelli, craque que há muito pouco tempo o tricampeão brasileiro desprezou.

Na verdade, o Galo sofreu nas últimas duas rodadas a ausência desse que tem sido um jogador precioso nesta temporada. Sim, porque Tardelli não se limita a ser um artilheiro de escol, tanto, que divide o topo da artilharia do Brasileirão com Adriano, o Imperador.

O bicho é leve, ágil, inteligente, hábil e atua com fluidez e desenvoltura em qualquer ponto do campo, da intermediária à frente. Dribla, passa, retém a bola quando necessário, dispara em direção à meta, quando pode e tal e cousa e lousa e maripousa.

Aliás, assim tem sido esse Galo prodigioso que pode até nem chegar ao título, mas, sem dúvida, pelo que já fez neste campeonato, fechará o ano como o time que pratica o futebol mais gostoso de se ver por estes campos tão vazios em invenção e talento.

Notas relacionadas:

  1. O PERFIL DO GALO
  2. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
  3. OLHO NO GOIÁS E NO GALO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 28 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:08

OLHO NO GOIÁS E NO GALO

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A tendência – tanto dos torcedores, quanto da mídia especializada -, ao se projetar um cenário final para o campeonato, é a de se excluir Goiás e Galo da disputa final, elegendo-se acima deles Palmeiras, São Paulo e Inter. O Goiás, por força da tradição, e o Galo porque não teria elenco suficiente para chegar lá nesta reta final do torneio.

Bem, vale lembrar que o Goiás, embora nunca tenha sido campeão brasileiro e tal e cousa e lousa e maripousa, é um dos clubes mais bem organizados do Brasil, muito mais do que vários dos que ostentam uma galeria de títulos e uma marca nacional revestida da mais gloriosa tradição.

Mas, história á parte, no aqui e agora, o Goiás se sustenta em campo em dois laterais de primeira linha – Vitor e Júlio César – e num ataque impiedoso, com iarley e Felipe, sem falar em Fernandão, que já começa a produzir o que sabe. Por fim, é uma equipe bem armada em campo. Portanto, nem de longe pode ser considerado carta fora do baralho.

Quanto ao Galo, tem sido vítima de um clichê, que, se até outro dia podia refletir uma realidade, agora, já não. Refiro-me à formação de elenco, reforçado recentemente pelas presenças importantes do goleiro uruguaio Carini, pelo volante Correa, que se encaixou perfeitamente ao lado do excelente Márcio Araújo; de Ricardinho e de Rentería. 

Para completar, há Diego Tardelli, um dos artilheiros do Brasileirão, e que atravessa fase esplendorosa, ao lado de Eder Luís.

Ah, sim, vale lembrar que, de todos os vanguardeiros na tabela, é aquele que vem exibindo o futebol mais agradável de se ver, embora isso não conte muito em termos de resultado.

De qualquer forma, antes de entrar nesse barco furado, espero esperar para onde vai a maré de um campeonato que longe está para se definir de vez, ainda que o Palmeiras venha dando claros sinais de que está ungido, a ponto de vencer até mesmo quando joga mal e merecia perder, como aconteceu no sábado, diante do Furacão.

Notas relacionadas:

  1. INTER, VASCO E GALO
  2. O PERFIL DO GALO
  3. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:50

DIEGO DEPENDÊNCIA

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O técnico Muricy, depois do tropeço do líder Palmeiras no Barradão, disse que o Palmeiras sofreu muito pela ausência de Diego Souza, considerado, com razão, um dos melhores jogadores do Brasileirão na atualidade.

É verdade. Diego Souza faria falta a qualquer time nesta quadra auspiciosa de sua carreira. Assim como Cleiton Xavier, seu ilustre parceiro na armação desse Palmeiras.

Contudo, ainda outro dia, ao perder Xavier num jogo, Muricy simplesmente o substituiu por Deyvid Sacconi, um meia de talhe parecido (não igual, parecido), e o time seguiu fluentemente em direção à vitória.

Já, domingo, na falta de Diego Souza, Muricy preferiu substituí-lo por um terceiro zagueiro, o que deixou Cleiton Xavier sozinho, nu e com a mão no bolso, no meio de campo estéril do seu time.

Diego é imprescindível, sim. Mas, não insubstituível, desde que a escolha seja mais judiciosa.

GRÊMIO CHEGANDO

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, nos Aflitos, o Grêmio não apenas exorcizou o fantasma que o assombra fora de casa como deu um passo significativo para juntar-se aos quatro ou cinco vanguardeiros (se o Corinthians vencer o jogo atrasado com o Coritiba, passa a ser o quinto do bloco da frente).

O Grêmio tem tradição e time para brigar pelo título, sim, senhor. Mas, pelo que vi no jogo dos Aflitos, precisa de mais confiança para impor seu estilo nesses cotejos, pois passou os últimos quinze minutos só lá atrás, rebatendo tudo.

É verdade que perdeu Souza, seu grande articulador, ao lado de Tcheco, pouco antes do sufoco, o que explica em parte esse comportamento, que já não é mais a praia do Grêmio, com a atual formação, onde Fábio Rochemback caiu como uma luva, na marcação e apoio.

O GALO VOLTOU

O Atlético Mineiro, que depois de súbita ascensão teve uma recaída, voltou ao G-4, com a queda progressiva do Goiás, onde Fernandão ainda não se acertou.

Já Renteria, no Galo, começa a dar sinais de que está disposto a recuperar aquele futebol dos tempos de júnior, quando foi a sensação de um desses campeonatos sub-qualquer-coisa, na defesa de sua Seleção.

Com Diego Tardelli jogando muito e ainda tendo a alternativa de Eder Luís para compor um eventual trio de atacantes, o Galo, no mínimo, se credencia a assegurar essa vaga na Libertadores. No máximo, a brigar pela faixa de campeão brasileiro. Ainda mais que vem gente aí, novos reforços e Márcio Araújo, essencial no meio-de-campo, recuperando-se de lesão.

Dos novos contratados, sem dúvida, o de maior nomeada é Ricardinho, meia-esquerda que fez fama no Corinthians, campeão do mundo em 2002, e que andava pela Turquia.

Não sei como está Ricardinho hoje, física e tecnicamente. Sei, porém, que se trata de um desses raros meias armadores autênticos de que tanto carecem alguns dos mais sérios candidatos ao título.

Notas relacionadas:

  1. GALO OU PERIQUITO?
  2. EMBATE DE LÍDERES
  3. NA DECISÃO, VERDÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Copa do Mundo, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 00:18

NILMAR, TRÊS VEZES NILMAR

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Essa Seleção do Dunga está mesmo encantada: desfalcada de meio time e jogando praticamente todo o segundo tempo com um a menos, já que em noite aziaga Felipe Melo foi expulso, mesmo assim, meteu 4 a 2 no Chile.

E chegou a esse placar depois de ter levado o implausível empate quando vencia fácil por 2 a 0. Graças às mudanças feitas por Dunga e, sobretudo, à vocação de artilheiro de Nilmar, três vezes Nilmar, o nome do jogo. Que, diga-se não marcou só (só?) três gols, mas jogou muito bem o tempo todo, nas horas boas e nas más, principalmente.

Dos três que entraram no decorrer da partida – Sandro, Elano e Diego Tardelli -, Elano deu o centro que resultou no quarto gol brasileiro, Sandro cimentou a cabeça de área que começava a se esgarçar, e Diego Tardelli parecia ter saído do chuveiro e caído no pagode, de calções e toalha no pescoço.

Movimentou-se com leveza lá na frente, e, sempre que a bola chegava a seus pés, algo de diferente acontecia. Gostaria muito de ver um jogo inteiro essa dupla – Nilmar e Tardelli – com a camisa brasileira. No mínimo, seria divertido.

PELAS OROPA

A Iglaterra ingressou na Copa da Áftrica do Sul com uma goleada histórica sobre a Croácia: 5 a 1, dois de Lampard, dois de Gerrard e um de Rooney, as três estrelas do time. Mas, quem abriu o caminho para a vitória espetacular foi o garoto Lennon, um cabrochinho desses bem brasileiros, espertos, driblador, veloz, que fez o diabo pela direita: sofreu o pênalti que deu origem à abertura de contagem; fez assistências para outros dois e tal e cousa e lousa e maripousa.

E olhe que a Croácia não é nenhum San Marino, Luxemburgo ou Ilhas Faore, nada disso. É um dos centros mais evoluídos do futebol europeu, desmembramento da antiga Iugoslávia, praticante da mais lídima escola Danúbio de jogar bola.

A Espanha, também cumprindo cem por cento de campanha, bateu a Estônia por 3 a 0, em bela performance de Fabregas, e assegurou sua ida à África do Sul, juntando-se até agora à Holanda, que bateu a Escócia por 1 a 0, já classificada, e à Inglaterra.

Como a Itália, vencedora do embate com a Bulgária por 2 a 0, caminha na mesma direção, assim como a Alemanha, que goleou o Azerbajião por 4 a 0, a Europa colocará nos campos africanos sua linha de frente. Falta apenas a França, que empatou com a Sérvia por 1 a 1 e periga em seu grupo.

Mas, a verdade é que a França parece viver de seus craques excepcionais e sazonais: Kopa, nos anos 50, Platini, nos 70/80, e Zidane, na fase mais gloriosa dos azuis.

E LOS HERMANOS…

Só no primeiro tempo, o Paraguai já havia metido duas bolas nas traves do goleiro Romero e outra, nas redes. De resto, foi uma lamentável exibição dos argentinos, mais uma, sob o comando (ou seria desorientação?) de Maradona.

Pois, nem mesmo o meio de campo e o ataque, compostos por jogadores de alto nível, conseguiam armar sequer uma jogada de perigo real e talento compatível.

Choro por ti, Argentina, lágrimas tangueras e sinceras.

Notas relacionadas:

  1. ENFIM, NILMAR E RAMIRES
  2. HORA DA CONFIRMAÇÃO
  3. AGORA, A ÁFRICA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

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