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Posts com a Tag Diego Souza

domingo, 20 de março de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros | 21:59

VASCO VOLTANDO

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No único clássico da rodada, nos principais centros, o Vasco bateu o Botafogo por 2 a 0, ratificando sua fase de recuperação, depois de um período de baixa assustadora. E isso não é de graça. Custou a contratação de alguns jogadores como Bernardo, menino de alta qualidade revelado pelo Cruzeiro, e Diego Souza, que fez sua estreia já marcando o primeiro gol cruzmaltino.

Diego, segundo os relatos, não jogou tudo o que sabe, o que é natural para quem vem de longa inatividade. Mas, o gol num clássico é sempre animador.

Desanimadora foi a saída de campo de Papai Joel, com cara de sogro injuriado, sob vaias de sua torcida. Mas, isso é fruto de um processo de desgaste que já vem de algum tempo. A torcida quer um time mais leve e ofensivo, claro. Contudo, o elenco de que Joel dispõe conspira ao contrário. Assim…

Enquanto isso, o Flamengo, sem a dupla Ronaldinho e Thiago Neves, não saiu do zero diante do Cabofriense, num jogo tedioso que deixou o Rubro-Negro numa situação delicada na tabela da Taça Rio.

Mas, sempre há como recuperar. Mesmo porque, como campeão da Taça Guanabara, o Mengo já está na decisão do título carioca.

TRIO DE FERRO

Ao São Paulo bastou jogar quinze minutos para garantir a liderança do Paulistão. Mais especificamente, a partir da entrada do menino Henrique, na segunda metade da etapa final, autor do gol da vitória em jogada bem tramada com Marlos, um dos destaques do Tricolor diante do Prudente.

O outro destaque foi Carlinhos Paraíba, que melhora de rodada a rodada.

Já o Corinthians dependeu mais uma vez de Liedson, que vai cumprindo marca superior a um gol por partida desde que desembarcou de volta ao Parque São Jorge.

Mas, é preciso dizer que o Corinthians, sem encantar, jogou bem e mereceu a vitória.

Ao contrário do Palmeiras, que jogou mal e não conseguiu vencer o São Caetano, no ABC.ficou no empate por 1 a 1, ressentindo-se muito da ausência de Valdívia, mais uma vez.

MARCELO E DAVID LUÍS

No sábado, novamente o lateral-esquerdo brasileiro esmerilhou com a camisa do Real, ele que já havia jogado muito no meio de semana pela Liga dos Campeões.

Mas, o domingo foi de David Luís, que entrou outro dia no Chelsea como se lá estivesse há anos. Como jogou esse rapaz na vitória do seu time sobre o City, pelo Campeonato Inglês!

Anulou o bósnio Dzek, recente sensação do futebol europeu, com intervenções cirúrgicas, e, ainda por cima, saiu jogando como um verdadeiro armador. Ou atacante, quando investiu pela ponta-esquerda, pedalou diante do zagueiro e sofreu falta. Na cobrança, bola na área, e eis David Luís, de cabeça, abrindo um placar que estava fixo no zero, impassível, ao longo de quase toda a partida.

Joga muito esse rapaz.

Notas relacionadas:

  1. VASCO, COM TODA JUSTIÇA
  2. VASCO, SANTOS E… PELÉ
  3. VASCO, ATÉ QUE ENFIM
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

terça-feira, 31 de agosto de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:51

O FAVORITO: CUIDADO COM KLEBER

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O Palmeiras vai ao Maracanã pegar o líder Fluminense, certamente, todo fechadinho. Afinal, essa estratégia não apenas parece ser a melhor num Periquito trocando de penas, como se ajusta bem ao estilo de Felipão.

Amparado no empate obtido pelo São Paulo, nas mesmas condições, o Palestra bem que pode surpreender, sobretudo se Kleber repetir a atuação do fim de semana. É o jogador que faltou ao São Paulo diante do Flu, que mesmo assim segue sendo o grande favorito para este confronto.

Entre outras coisas, porque terá o atacante Emerson de volta, ao lado de Washington, o que dará mais equilíbrio e poder de fogo ao Fluminense que, com Deco e Conca, seguirá no sistema 4-4-2. Falta mesmo fará o lateral-direito Mariano, que está jogando muito. O volante Thiaguinho, deslocado para ali, pode dar certo, mas é uma aposta, por enquanto.

Galo biruta

O Galo está parecendo aquela sua representação nas birutas fincadas nos tetos das velhas fazendas, apontando para onde o vento sopra – ora, pra cá; ora, pra lá; ora, girando feito torvelinho.

Pois não é que o técnico Luxemburgo, para quem o time vinha crescendo, apesar dos maus resultados, de súbito, sacou dentre os titulares suas três principais estrelas – Ricardinho, Diego Tardelli e Diego Souza?

Nos seus lugares, contra o Goiás, entram Fabiano, Obina e Jackson. Convenhamos…

Luxa é um baita treinador, disso ninguém pode ter dúvida. O melhor do país nos últimos, sei lá, vinte anos, somando-se todos os seus feitos. Mas, claramente, não anda em boa fase.

Diante dos maus resultados de um Atlético que ele mesmo formou de cabo a rabo, passou a contrariar suas próprias convicções, ao adotar o sistema com três zagueiros,o que acabou levando-o a escalar Ricardinho, um jogador lento por natureza e já trintão, como ala-esquerda, botou Diego Souza – um segundo volante com condições de atuar como meia – lá na frente ao lado de Tardelli, enfim, mudou de curso como a biruta do fazendeiro.

Tá na hora de Luxa parar de girar e centrar de vez suas ações na velha e simples solução: esqueça as sutilezas sobre como joga o adversário da hora, fixe nas suas convicções que sempre deram certo, escale o time com os melhores em seus respectivos e toque em frente, porque pior não pode ficar.

A chance de Baresi

A única chance de Baresi permanecer no comando do time tricolor é ousar. Ousar na escolha do esquema de jogo, ousar na formação da equipe, ousar nas palestras aos jogadores e manter um discurso público simples e direto. Caso contrário, dança, logo, logo, se é que já não esteja dançando.

Porque, se ficar preso aos medos dos demais treinadores, às mesmas fórmulas convencionais e tal e cousa e lousa e maripousa, perderá o lugar para um deles, com mais fama, o que, neste momento, livraria a cara da diretoria.

O torcedor são-paulino já está exausto desse modelo esgotado de um time que mais se defende do que ataca. Ganhou vários títulos dessa forma, é verdade, mas já cansou. É hora de mudar. Aliás, se Muricy tivesse ouvido a voz da razão, estaria até hoje lá, somando troféus.

Por exemplo: no jogo com o Flu, depois de um bom primeiro tempo, quando virou para 2 a 1, ao tomar o empate no comecinho do segundo, logo depois, Fernandão se contundiu.

Ora, Fernandinho estava matando a pau na esquerda, apesar da dupla marcação, portanto, não poderia sair nunca. Como o Flu partiu pra cima do São Paulo, urgia colocar Marlos, um meia-atacante ágil e hábil, para formar com Marcelinho e Fernandinho um trio veloz e insinuante para aproveitar os contragolpes inevitáveis.

Pois Baresi preferiu um volante lento como Cleber Santana que, desde a sua volta ao futebol brasileiro, não dá sinais daquele jogador que partiu do Santos para a Espanha. Matou qualquer possibilidade de o São Paulo contra-atacar na medida certa.

E, quando colocou Marlos, sacou Fernandinho: o famoso seis por meia dúzia, só para preservar um placar cômodo, embora tivesse todas as chances do mundo para ir além, já que os riscos estavam sob controle com tantos volantes em campo.

Vale dizer que essa mesma leitura do jogo foi feita pelo meu querido parceiro de Bem, Amigos, Caio Ribeiro, arguto observador do futebol, sem que tenhamos trocado figurinhas antes.

Portanto, caro Baresi, meta os peitos e espante todos os seus receios, porque o pior que pode acontecer é perder um emprego já na marca do pênalti, inevitável, se continuar seguindo a trilha já gasta por seus antecessores.

Robinho no Milan

Robinho acaba de acertar com o Milan, que estreou com goleada no Campeonato Italiano, em tarde de Ronaldinho Gaúcho, Pato e Thiago Silva. Robinho segue na esteira de Ibrahimovic, ex-Barça. Aliás, esperava que Robinho acabasse no Barça, como era desejo do clube catalão. Xavi, Iniesta, Messi, David Villa e Robinho, já pensaram? No Barça, pelo estilo de jogo dos catalães, isso não seria apenas viável, mas inevitável.

Já no Milan tenho minhas dúvidas que treinador e mídia cogitem sequer de reunir na mesma equipe Robinho, Pato, Ronaldinho e Ibra. Ousadia excessiva para o tempero lombardo. Suponho que Robinho ficará no banco, à espera de entrar no segundo tempo no lugar de Pato ou de Ronaldinho, o que não é o ideal para nosso craque.

Notas relacionadas:

  1. GUILHERME POR KLEBER
  2. KLEBER, LUZ, RAIOS E TROVÕES
  3. FLU, TIMÃO E AQUELE TIME DE AZUL E AMARELO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 22 de maio de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:39

E SE KAKÁ MIAR?

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O amigo haverá de se perguntar: e se Kaká miar, na hora H, por causa de suas lesões?

Bem, na primeira entrevista coletiva da Seleção, o médico Runco foi enfático: não há mais nenhum problema com o púbis do jogador, sempre uma contusão complicada; tudo se resume, agora, na distensão do músculo adutor, que é grave mas não insolúvel.

Mas, e se não houver solução?

Na entrevista de Dunga e de Daniel Alves, subsequentes, ficou muito claro que este será o substituto de Kaká, numa eventualidade, mesmo porque, entre os vinte e três convocados, não há nenhum outro com características próximas à do titular. Mesmo porque, numa dessas conquistas – Copa das Confederações ou Copa América -, já nem me lembro qual, Daniel Alves entrou pelo meio e foi decisivo, graças à sua habilidade e, sobretudo, à sua velocidade.

Sim, claro, há também a alternativa de Michel Bastos, que tem jogado dessa forma no Lyon, embora lateral-esquerdo de origem e pela convocação ao time de Dunga.

Ambas, porém, serão ou seriam improvisações, como se não houvesse alternativa no mercado com jogadores de estilo mais próximo ao de Kaká. Tipo, Wagner, ex-Cruzeiro, os dois Alex (ex-Inter e Fenerbahçe), Cleiton Xavier, Diego Souza, eleito o melhor jogador brasileiro no ano passado (está em litígio com o Palmeiras, mas sua bola é a mesma), sem falar em Ganso, a mais insana de todas as ausências, já que Copa do Mundo é um tiro curto onde prevalece o momento.

Uns, com viés mais de armação; outros, mais ofensivos, por vocação e talhe técnico. Mas, enfim, todos meias de origem. Diante disso, pergunto: o que está fazendo lá Júlio Baptista lá? Na teoria, seria o substituto imediato de Kaká. Forte, veloz, compulsivamente ofensivo, costuma carregar a bola ao jeito de Kaká. Mas… Passa a ser a terceira opção da posição em que seria a segunda.

Júlio Baptista, embora seja reserva do seu time, a Roma, como de resto na maioria dos clubes que defendeu, desde o São Paulo, onde foi revelado, tem um lugar reservado no coração de Dunga. Afinal, nas grandes decisões do time atual, foi decisivo. E é isso que conta para Dunga.

Mas, nem tanto, já que o técnico cogita de outras alternativas para a posição. Pelo sim, pelo não, melhor é rezar para que Kaká esteja nos trinques durante a Copa.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
  3. BALANÇO FINAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

sábado, 16 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Copa SP de Juniores, Futebol internacional | 23:12

VERDÃO E O SÁBADO DE GOLEADAS

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Por Milton Trajano

Por Milton Trajano

O Palmeiras não só estreou no Paulistão com vitória como simplesmente arrasou o Mogi-Mirim: 5 a 1, com direito a bola na trave e outros babados. Mais do que isso: construiu a goleada botando a bola no chão, como manda o figurino e sugere a formação do time adotada pelo técnico Muricy: dois zagueiros, dois laterais, dois volantes que sabem sair para o jogo, três meias típicos e um atacante.

Assim, o Verdão fez a bola circular com ciência, sob o comando sutil de Cleiton Xavier, e até o gol de pênalti, que encerrou o placar, acabou sendo fruto de uma trama dessas, abortada pela falta em Diego Souza dentro da área.

Ah, mas o Mogi é uma teta, dirá o mais cético. É verdade. Porém, já cansei de ver time com jogadores ainda mais afamados do que este do Palmeiras perder para si mesmo, jogando contra o vento.

O mais importante é um time ter padrão definido, no qual o passe se insira como algo fundamental que sempre foi, é e será.

Destaques? Além dos óbvios Cleiton Xavier e Diego Souza, a entrada de Sacconi, no intervalo, em lugar de William, o que acentuou a velocidade e o molejo da equipe. E, sim, as ótimas estreias de Márcio Araújo e Léo.

VASCO E BOTAFOGO

O Vasco venceu a duras penas o Tigres por 1 a 0, falha do goleiro em falta cobrada de longe por Fagner. Não vi o jogo todo, mas sofri um pouco com um primeiro tempo tedioso.

Contudo, pelos jogadores que lá estão, mais o comando competente de Wagner Mancini, é de se espera melhoras sensíveis daqui pra frente.

Já o Botafogo encheu os olhos com um futebol prático e incisivo, na estreia de Herrera, autor do gol de abertura, em Macaé, cujo time surpreendeu com uma virada de 2 a 1, em seguida. Mas, o Glorioso, sob a batuta de Lúcio Flávio, que fez um golaço de falta e deu as outras duas assistências, revirou tudo.

E olhe que ainda falta um Loco nessa turma.

NA COPINHA

O São Paulo, mais uma vez, brilhou e meteu 5 a 1 no Guarani, completando uma campanha espetacular na Copinha até aqui: em cinco jogos, vinte e quatro gols marcados (média acima de quatro por partida) e apenas um tomado. E tudo na base do toque-toque para Lucas Gaúcho rematar lá na frente.Só nesse jogo, fez três, três passes açucarados de Zé Victor, o nome do jogo.

Por outro lado, o Corinthians naufragou diante do Juventude e caiu fora do torneio antes do previsto. Na verdade, o Corinthians, que chegou na Copinha cercado de muitas expectativas, naufragou mesmo no seu próprio copo d’água.

Não jogou nada e acabou sendo superado por um Juventude mais determinado.

MESSI 101

Parecia que Messi iria mesmo ficar paralisado diante da síndrome do seu centésimo gol oficial pelo Barça. Entre outras coisas, porque o goleiro Palop, do Sevilha, estava em tarde de graça, pegando tudo. Por duas vezes, aliás, Messi chegou na cara do gol e Palop defendeu.

Mas, craque é craque, e Messi não só acabou marcando o gol de número 100, como abriu nova centena, com a habilidade de sempre.

Além do mais, com essa posse de bola habitual de seu time – coisa de 65 a 70 por cento -, sob a regência desse Xavi de passe exato e perturbador, mais cedo ou mais tarde, Messi chegaria lá e muito mais.

O Barça, porém, é isso mesmo: toca-toca, e mete um gol atrás do outro. Desta vez, foram quatro. Nenhuma novidade.

Espantosa novidade foi o show dado pelo Chelsea diante do Stoke City, na casa do inimigo: 7 a 2, fora o baile. E, sem Drogba, Essien e outros bichos.

Enfim, um sábado cheio de gols e muitas esperanças de que o futebol volte aos trilhos. Definitivamente.

Notas relacionadas:

  1. BECKHAM, MESSI E ROBBEN
  2. ENCONTRO EM MARSELHA
  3. LIBERTADORES, GOLEADAS E…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

sexta-feira, 9 de outubro de 2009 Campeonato Brasileiro, Seleção Brasileira | 18:56

A VEZ DE DIEGO SOUZA

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Parece que Dunga já definiu seu time para o jogo contra a Bolívia, a julgarmos os dois coletivos recentes na Granja Comary.

Nesse caso, dois são os pontos básicos:  a passagem de Daniel Alves para o meio de campo, ao lado de Josué e Ramires, e a experiência com Diego Souza no lugar de Kaká, titular indiscutível.

A primeira, já foi alternativa de Dunga em vários jogos, e, talvez, se justifique pela enorme reserva energética do baiano, capaz de dobrar o problema da altitude. A segunda, uma escolha sábia para eventuais ausências de Kaká.

Afinal, nem Elano, nem Ramires, nenhum dos convocados anteriormente, tem um perfil técnivo capaz de substituir o titular. Era um dos poucos equívocos de Dunga em suas convocações. Quem sabe, Diego responda à altura. Espero.

Enfim, é esperar pra ver.

Assim como é de se ver como o Peru reagirá diante da Argentina, no jogo de Buenos Aires, dramático para os hermanos.

Sempre sobrará a lembrança amarga daquele jogo de 78 que nos impediu de decidir o título com a Holanda.

Eu estava lá, e nunca me esquecerei da entrada dos jornalistas peruanos na sala de imprensa, chorando e nos pedindo desculpas pela atuação ignóbil de sua seleção. Tempos depois, o ditador Alvarado condenou vários jogadores daquela equipe, e vários foram os testemunhos de jogadores peruanos, nos tribunais e na mídia, confessando a tramóia.

Mas, isso foi há mais de trinta anos. E não seria justo duvidar, hoje, dos peruanos, que, imagino, jogarão o que podem, o que não é muito, convenhamos.

Pelo sim, pelo não, porém…

BRASILEIRÃO

O grande clássico da rodada, sem dúvida, é o que será travado no Maracanã, entre Flamengo e São Paulo. Pois, os dois têm muito a perder e a ganhar.

Neste exato momento, o Flamengo dá sinais de estar melhor do que o São Paulo, embora a classificação na tabela diga o contrário. Além do mais, o Flamengo joga em casa, calculo, diante de uma multidão delirante.

Ah, mas o Mengão não terá Adriano, seu artilheiro e do campeonato, dirá o amigo mais cético. É verdade, mas aconselho o amigo a não desprezar a capacidade ofensiva dessa equipe, com Pet, Denis Marques e Zé Roberto, que voltou a ser aquele atacante arisco e habilidoso dos tempos do Juventus, do Cruzeiro e, principalmente, do Botafogo.

Já o São Paulo estará muito desfalcado, outra vez, embora tenha bola para encarar o Fla, lá, de igual para igual.

Aliás, é  a chance, tantas vezes desperdiçadas, para o Tricolor se aproximar do líder Palmeiras, que vai aos Aflitos pegar o Náutico, em jogo problemático, Muito mais pel0s problemas do próprio Palmeiras do que pela eventual força do adversário, que joga em desespero.

Não apenas pela ausência sentida de Diego Souza, mas, acima de tudo, pela forma como o técnico Muricy encara a alternativa para surprir essa ausência. Em vez de apenas escalar alguém, como Devyvid Saconni, cujo estilo mais se aproxima ao do titular, prefere mudar o esquema de seu time, que, em geral, não funciona, com três zagueiros e tal e cousa e lousa e maripousa.

Quanto ao Galo, que dizer? Trata-se de um clássico histórico com o Cruzeiro, o que é sempre imprevisível, independendo do estágo em que esteja este ou aquele. E, sem Tradelli…

Dos integrantes do G-4, o que está melhor, novamente, na foto é o Inter, que vem de vitória, e pega em casa o Furacão em recuperação, mas nem tanto.

Eis a grande oportunidade de o Colorado voltar pra valer pela briga do título.

Sub-20

Na verdade, há um erro semântico na denominação desse torneio mundial. Não deveria ser chamado de Sub-20, desde que jogadores com a idade de 20 anos dele participam. Sub-20 seria de 19 anos pra baixo. Na verdade, é Sub-21. Mas, enfim, como ninguém mais dá bola pra essas coisas, vamos ao que interessa.

O Brasil, que deu um show na última participação, pega a Alemanha, que penou para vencer a Nigéria.

Mas, é aqui que a porca torce o rabo. Embora, o time brasileiro seja, tecnicamente, muito superiro, precisa ficar ligado no fato de que alemão não desiste até o último segundo. Aliás, foi assim que a Alemanha se classificou diante da Nigérias e é assim que se conta a história desse poderoso futebol, em todas as categorias.

Há uma forte tendência de o futebol brasileiro, desde os meninos, de, fazendo o placar, se acomodar. Diante dos alemães, não pode. Tem de jogar, pra valer, até o fim.

Jogar até o fim, por sinal, foi a palavra de ordem da Itália, que acabou caindo fora diante da Hungria, por 3 a 2, no tempo agregado – regulamentar e prorrogação. Mesmo com um jogador a menos – e, num breve momento, com dois – os italianos foram raça pura. Começaram perdendo por 1 a 0, empataram, sofreram o segundo gol já na prorrogação, empataram, e, depois de várias chances perdidas, acabaram sucumbindo, no final.

O jogo, na verdade, foi um porre, tecnicamente. Mas, uma festa emocional. Entre outras coisas, porque a Itália foi a de sempre, aquele time que pratica o calcio, não o futebol. Marca muito, sua muito e não é capaz de inventar nada.

Por seu lado, a Hungria, cuja glória passada se baseou na chamada Escola Danúbio, de muito toque e técnica refinada, foi uma Itália em ponto menor: marcou, errou passes à beça e jogou pouco.

São os novos tempos, infelizmente.

Notas relacionadas:

  1. DIEGO E CLEITON, UMA BOA
  2. DIEGO DEPENDÊNCIA
  3. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quinta-feira, 24 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 18:22

ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!

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Diga aí, amigo, há quanto tempo venho clamando pela chamada de meias autênticos para a Seleção de Dunga, seja para compor dupla com Kaká, seja como alternativa para eventual perda do titular absoluto nesta ou naquela partida?

Pois, obrou bem o Dunga ao convocar Diego Souza e de Alex, ex-Inter, com vistas aos jogos finais das Eliminatórias, contra Bolívia e Venezuela, dois jogos experimentais, já que estamos lá, com inédita antecedência nesta fase de turno e returno.

Diego Souza, destro, dono de tiro potente e molejo, com nítida vocação ofensiva a partir do meio-de-campo, embora volante de origem, é o que mais se aproxima do estilo de Kaká.

Alex, canhoto, que tanto pode atuar no meio, como na ala esquerda ou no ataque, a exemplo do que fez no Inter, é aquele esquerdinha hábil que tanta falta faz ao nosso time.

De resto, é o habitual, com exceção de Robinho que, machucado, cedeu seu posto a Diego Tardelli. Se bobear, perde a vaga, mesmo sendo o jogador símbolo do time de Dunga por tudo que já fez nestes últimos quatro anos com a camisa amarela, pois Tardelli tem técnica e habilidade para a função e ainda por cima é emérito artilheiro.

Assim como Felipe Melo, suspenso pela expulsão contra o Chile. Mas, este já tirou sólida carta de crédito pelas atuações anteriores. Só precisa domar seu temperamento, um tanto explosivo.

Por precaução, Dunga, ao chamar Juan, chamou também Miranda como estepe, já que o romanista, nos últimos tempos, tem sido vítima recorrente de contusões de demorada recuperação.

Gostaria de ter visto também nessa lista o nome de Cleiton Xavier, mas ele pode ter sido omitido porque se machucou na vitória do Palmeiras sobre o Cruzeiro.

Mas, valeu a convocação de Sandro, que está muito bem no Inter, dispensado da Sub-20 justamente para servir o time titular, ainda que como reserva de Gilberto Silva.

Notas relacionadas:

  1. ALEX E NENA, DUAS CELEBRAÇÕES
  2. BOTA MEIA NESSE TIME, DUNGA!
  3. DIEGO E CLEITON, UMA BOA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

segunda-feira, 14 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 15:50

DIEGO DEPENDÊNCIA

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O técnico Muricy, depois do tropeço do líder Palmeiras no Barradão, disse que o Palmeiras sofreu muito pela ausência de Diego Souza, considerado, com razão, um dos melhores jogadores do Brasileirão na atualidade.

É verdade. Diego Souza faria falta a qualquer time nesta quadra auspiciosa de sua carreira. Assim como Cleiton Xavier, seu ilustre parceiro na armação desse Palmeiras.

Contudo, ainda outro dia, ao perder Xavier num jogo, Muricy simplesmente o substituiu por Deyvid Sacconi, um meia de talhe parecido (não igual, parecido), e o time seguiu fluentemente em direção à vitória.

Já, domingo, na falta de Diego Souza, Muricy preferiu substituí-lo por um terceiro zagueiro, o que deixou Cleiton Xavier sozinho, nu e com a mão no bolso, no meio de campo estéril do seu time.

Diego é imprescindível, sim. Mas, não insubstituível, desde que a escolha seja mais judiciosa.

GRÊMIO CHEGANDO

Com a vitória por 2 a 0 sobre o Náutico, nos Aflitos, o Grêmio não apenas exorcizou o fantasma que o assombra fora de casa como deu um passo significativo para juntar-se aos quatro ou cinco vanguardeiros (se o Corinthians vencer o jogo atrasado com o Coritiba, passa a ser o quinto do bloco da frente).

O Grêmio tem tradição e time para brigar pelo título, sim, senhor. Mas, pelo que vi no jogo dos Aflitos, precisa de mais confiança para impor seu estilo nesses cotejos, pois passou os últimos quinze minutos só lá atrás, rebatendo tudo.

É verdade que perdeu Souza, seu grande articulador, ao lado de Tcheco, pouco antes do sufoco, o que explica em parte esse comportamento, que já não é mais a praia do Grêmio, com a atual formação, onde Fábio Rochemback caiu como uma luva, na marcação e apoio.

O GALO VOLTOU

O Atlético Mineiro, que depois de súbita ascensão teve uma recaída, voltou ao G-4, com a queda progressiva do Goiás, onde Fernandão ainda não se acertou.

Já Renteria, no Galo, começa a dar sinais de que está disposto a recuperar aquele futebol dos tempos de júnior, quando foi a sensação de um desses campeonatos sub-qualquer-coisa, na defesa de sua Seleção.

Com Diego Tardelli jogando muito e ainda tendo a alternativa de Eder Luís para compor um eventual trio de atacantes, o Galo, no mínimo, se credencia a assegurar essa vaga na Libertadores. No máximo, a brigar pela faixa de campeão brasileiro. Ainda mais que vem gente aí, novos reforços e Márcio Araújo, essencial no meio-de-campo, recuperando-se de lesão.

Dos novos contratados, sem dúvida, o de maior nomeada é Ricardinho, meia-esquerda que fez fama no Corinthians, campeão do mundo em 2002, e que andava pela Turquia.

Não sei como está Ricardinho hoje, física e tecnicamente. Sei, porém, que se trata de um desses raros meias armadores autênticos de que tanto carecem alguns dos mais sérios candidatos ao título.

Notas relacionadas:

  1. GALO OU PERIQUITO?
  2. EMBATE DE LÍDERES
  3. NA DECISÃO, VERDÃO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 19:29

DUNGA NO RUMO CERTO

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Depois do jogo, Cleiton Xavier confidenciou que Dunga garantiu a ele e a Diego Souza que ambos ainda terão chance para provar seu valor na Seleção. Só isso basta para mostrar que Dunga está no caminho certo.

Apesar de todos os feitos recentes do atual elenco, o técnico brasileiro não está adotando aquela postura tacanha, na base de o grupo está fechado e é com esse que eu vou, até cair no chão, lembrando a velha marchinha-de-carnaval.

Mesmo porque a Copa é um torneio de tiro curto, mata-mata, em que os jogadores devem estar nos trinques, naquele exato momento, nem antes, nem depois.
O passado de cada um conta e muito, claro.

Mas, não é tudo nesse caso.

Ora, se esse mesmo elenco que nos deu Copa América, Copa das Confederações e a classificação para o Mundial com antecipação inédita estiver em plena forma às vésperas da convocação final, tudo bem. Mas, até lá, quem sabe?

Ainda assim, acho que Dunga desconfia que está faltando um retoque final nesse grupo: um reserva para Kaká, com perfil técnico mais próximo do titular do que Júlio Baptista, e um outro meia, mais de armação, para compensar a presença de tantos volantes. Pouca coisa, mas fundamental.

DANIEL ALVES

Esse foi o trunfo que Dunga tirou da manga, na hora H, repetindo, aliás, experi~encia por ele mesmo já feita tempos atrás.

Na verdade, Daniel Alves, de todo o elenco que estava na Bahia é o que tem o melhor talhe físico e técnico para atuar por ali, uma espécie de meia aberto mais pela direita: é veloz, sabe receber a bola de costas e fazer o giro rápido, cruza bem e tem um disparo potente e bem direcionado a gol, além de muita resistência e aplicação.

Não é à toa que ainda outro dia foi selecionado como um dos cinco jogadores do Barça candidatos ao título de melhor da Europa, empalmado por Messi, claro.

O fato é que deu uma boa dinâmica ao setor, em combinação com Maicon, lembrando as experiências feitas por Claudio Coutinho há mais e três décadas, com o seu célebre overlaping (ultrapassagem), com Nelinho e Toninho Baiano, dois laterais revezando-se ali pelo lado direito da defesa e do ataque.

Errou muitos passes, é verdade. Fruto justamente da velocidade com que pretende resolver a jogada, uma postura mais intuitiva do que cerebral. Mas, nada que prejudicasse demais sua atuação.

Sucede que temos opções melhores, mais bem dotadas de técnica e habilidade, para esse setor específico. E é nisso que Dunga deve se deter daqui pra diante.

Ali, na função de meia, Daniel será sempre uma alternativa, nunca uma solução definitiva e programada.

A ARGENTINA VAI?

Bem, pelo que tem jogdo o time de Maradona… Apesar de contar com um seleto grupo de jogadores (Zanetti, Verón, Mascherano, Messi, Aguero, Tevez e Dátolo, por exemplo), os argentinos são uma banda de rock em que cada um desafina mais à medida em que o conjunto se esgarça na absoluta falta de uma pauta geral.

Mas, creio ainda que consegue chegar em quinto, o que lhe seria até muito conveniente com vistas à Copa. Caindo na repescagem, haverá tempo e juízo para a AFA redirecionar seus planos: cai Maradona, entra alguém que consiga infundir mais confiança a esse elenco evidentemente humilhado e sem um pingo de auto-confiança e que lhe confira um conceito tático básico, ao menos.

Se isso acontecer, a Argentina até pode chegar à Copa, e, lá, supreender os que a consideram carta fora do baralho.

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE DUNGA
  2. A VOLTA DO IMPERADOR
  3. DIEGO E CLEITON, UMA BOA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

terça-feira, 8 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 19:31

DIEGO E CLEITON, UMA BOA

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Alvíssaras! Dunga chamou, entre outros, Diego Souza e Cleiton Xavier, dois meias que podem suprir as ausências sentidas no elenco brasileiro nesse setor de armação.

Claro, ambos só deverão entrar contra o Chile numa eventualidade, já que, na Seleção, prevalece o critério da precedência; os que chegaram antes serão os primeiros.

Tudo bem. Compreensível e aceitável. Mas, bem que gostaria de vê-los juntos no meio-de-campo brasileiro, pelo menos, no segundo tempo. Afinal, trata-se de um jogo praticamente festivo, já que estamos classificados. Portanto, uma ótima oportunidade para Dunga testar esses dois jogadores que chegam à Seleção pela primeira vez.

Não só porque eles podem conferir maior equilíbrio ao meio-campo brasileiro, mas, também, porque trazem do Palmeiras o entrosamento que dispensa os treinos perdidos pela chamada tardia.

Mas, de qualquer forma, é preciso tomar tento com esse time do Chile, que, apesar do empate em casa inesperado, no meio de semana, sabe tocar a bola e pode se transformar em adversário ranheta nesta noite de festa na Bahia.

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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais | 23:58

TIMÃO E VERDÃO SENSACIONAL

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O Corinthians teve a bola a seus pés o tempo todo, mas sofreu para empurrá-la às redes do Noroeste: meteu duas bolas nas traves, o goleirão do Noroeste fez seu nome e as chances escoavam diante da meta como num sorvedouro.

Mas, com Douglas de cabeça, e Otacílio, de canhota, no finzinho, fez o placar necessário.

Onde não faltaram gols e chances perdidas foi em São Caetano, numa partida sensacional de Diego Souza, cheia de alternâncias, que já começou com uma surpresa: em dez minutos de bola rolando, Azulão 2, Verdão 0. Pois, quando o juiz apitou fim da fase inicial, lá estava no placar: 4 a 2 para o Palmeiras, com mais dois gols do artilheiro Keirrison.

E terminou em 4 a 3, com um gol irregular de Vandinho, depois de Keirrison e Edmílson perderem mais duas chances de ouro. Jogaço!

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  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última