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segunda-feira, 10 de outubro de 2011 Campeonatos Estaduais, Seleção Brasileira | 14:45

O BRASIL E SUA CARA

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O Brasil volta a campo, em Torreón, contra o México, muito mudado em relação ao fiasco de San José da Costa Rica.

Entram no time o goleiro Jefferson, os laterais Dani Alves e Marcelo, os volantes Lucas Leiva e Fernandinho, e, no lugar de Fred, Hulk. Mais de meio time, como se vê.

Se vai funcionar, quem sabe? Sim, porque essa Seleção, apesar dos talentos que lá estão e da mistura de jovens promessas e craques consumados, não consegue decolar, nem contra os grandes, nem contra os pequenos. E o México está a meio caminho de uns e outros, numa posição capaz de nos criar problemas sérios sempre que o enfrentamos nos últimos tempos.

É óbvio que não se pode exigir de um time em formação – mais campo de experiência de individualidades por parte do técnico do que de afinação de um conjunto propriamente dito – um jogo coletivo de alto padrão, com os craques soltos nas asas da imaginação e da improvisação, que sempre foram nossa marca.

Mesmo porque não há tempo para treinar devidamente. Assim como, por conta desse odioso e insano calendário brasileiro, quase nunca o técnico pode convocar todos os jogadores que povoam suas expectativas.

Ora, são só os de fora; ora, os de casa; ora, com os olhos postos na Copa de 2014; ora, nas Olimpíadas. Enfim, um cipoal por onde o técnico Mano Menezes tem de se mover com cuidado e ao mesmo tempo ousadia, carregando nos ombros o peso eterno dos resultados.

Tudo isso, creio, acaba se refletindo na cara da Seleção, um rosto sem expressão definida, sem personalidade, onde se sobressaem mais as rugas da incerteza do que o ar desabrido do desejo de conquistas.

Diante disso, impossível prever o que acontecerá em Torreón amanhã à noite (e aqui não excluo até uma derrota humilhante).

Se Ronaldinho Gaúcho, Lucas e Neymar jogarem o que sabem, em harmonia resultante dos jogos recentes em que atuaram juntos, podemos até fazer bonito. Caso contrário, será aquela inhanha de sempre.

Nesse sentido, a presença de Fernandinho, o menos votado dos que entram no time, pode vir a ser catalisadora. Não que Fernandinho seja um craque ungido pelos deuses, longe disso. Mas, é um volante mais ativo do que Luiz Gustavo e Hernanes, que ocuparam essa vaga na vitória sobre a Costa Rica, e dono de passe suficientemente bom para servir bem os companheiros lá da frente.

Além do mais, Dani Alves e Marcelo, por certo, darão maior suporte pelos lados do campo do que o fizeram Fábio e Adriano no jogo de sexta.

E Hulk? Bem, apesar do físico taludo, o atacante do Porto não é um centroavante de ofício.  Na verdade, prefere mais é atuar pela direita, apesar de canhoto. Em compensação, movimenta-se muito mais do que Fred e tem um disparo longo potente, o que, em muitos casos, é o melhor caminho para um time sem o devido entrosamento.

Suponho que, com a entrada de Hulk, Lucas seja deslocado para o meio, partindo mais detrás, próximo a Ronaldinho. É onde o menino mais gosta de jogar, como um meia ofensivo, não como ponta.

Por fim, Jefferson, a par da contusão que desligou Júlio César da delegação, já está merecendo uma sequência de jogos no arco brasileiro, em razão de suas excelentes atuações no Botafogo nestas duas últimas temporadas.

É de se ver no que vai dar tudo isso.

TIMÃO FAVORITO?

Nem o mais fanático fiel alvinegro, do fundo da alma, cravaria neste momento com absoluta convicção o Corinthians como a um passo do título brasileiro. Como pode, num campeonato doidinho, doidinho, como esse?

Mas, se há hoje um time que possa ser chamado de favorito, esse é o Corinthians, sem dúvida. Não porque esteja na tabela um degrauzinho acima dos mais próximos concorrentes, como Vasco, São Paulo e Botafogo. E, sim, porque dentre tantos vacilantes candidatos à faixa de campeão, tem sido o que menos vacila. Ou melhor: quando entra naquele limbo da hesitação constante, não despenca de vez.

Fica ali, esperando a hora de o vento mudar de rumo. Vento a favor, dispara, e recupera a liderança que ocupou a maior parte do campeonato.

E olhe que mesmo sob fogo cerrado da Fiel contra Tite e alguns jogadores do time. Não é fácil.

Pois, se há um fator importante nisso tudo, sem dúvida, é a barragem criada pela diretoria corintiana em torno de Tite, que, se não é nenhum gênio, nada fica devendo a seus pares.  Com algo mais: o equilíbrio emocional que lhe permite atravessar sem chiliques os momentos mais cruciais na caminhada do seu time.

Deve-se também essa, digamos, estabilidade num torneio tão instável ao elenco corintiano, capaz de suprir ausências significativas ao longo da competição.

Pegue-se o jogo de domingo como exemplo. Sem Liedson, sem Emerson e com Adriano pró-forma, nunca em forma, o ataque corintiano conseguiu se virar sem um artilheiro de ofício, a ponto de disparar 3 a 0 ainda no primeiro tempo.

Os meias Alex e Danilo se revezaram naquela função final tão bem que a defesa goiana se viu órfã de uma referência e desestruturou-se toda.

São pequenos detalhes que formam um todo, no fim das contas. Mas que o Corinthians e a Fiel não considerem desde já esses números favas contadas. Ainda virá por aí muita trepidação.

Notas relacionadas:

  1. MASCATE BRASIL
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

terça-feira, 14 de junho de 2011 Clubes brasileiros, Futebol internacional, Libertadores, Seleção Brasileira | 15:47

CHEGOU A HORA DO PEIXE

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Depois de tantas peripécias – vai de avião, de ônibus (olha a cinza aí, meu!) -, o Santos, finalmente, desembarcou em Montevidéu para a primeira parte da decisão da Libertadores, contra o Peñarol.

Agora, resta Muricy definir o esquema e o time que vai jogar, sem Edu Dracena, Léo, Jonathan e Ganso, que até queria embarcar, mas os médicos vetaram, achando melhor o craque ficar pela Vila se cuidando para estar nos trinques no jogo da volta.

Quanto à tática a ser adotada, seja num 3-5-2, seja num 4-4-2 ou qualquer variação em torno desses temas, é quase certo que o Santos será mais cauteloso do que ousado. É natural, nesses casos. Mas, nem sempre aconselhável, sobretudo porque o Peñarol, se é meio estabanado na defesa, tem lá na frente um trio de respeito – Martinuccio, pretendido pelo Palmeiras, Míer e Oliveira.

Se deixar essa turminha manobrar a bola peto de sua área, o Peixe corre sérios riscos, sobretudo pela ausência de Edu Dracena, seu capitão e experiente zagueirão.

Mas, a verdade é que o Peñarol, mesmo em casa, não é de sair muito para o jogo, velha tradição uruguaia.

Por seu turno, o Santos tem ninguém menos do que Neymar, capaz de, sozinho, infernizar qualquer defesa, ainda mais aquele bando de mal-humorados botinudos, comandados por nosso velho conhecido Lugano.

Prevejo, pois, um embate renhido, com boas chances, porém, de o Peixe voltar de lá com suas escamas intactas.

DANILO NA MIRA DE MANO

Isso mesmo: Danilo, o volante e lateral do Santos, de excelente participação naquela conquista dos Sub-20 de Ney Franco, e que segue sendo o mais dinâmico parceiro de Arouca, no meio-campo peixeiro, está na alça de mira do técnico da Seleção, Mano Menezes.

Se continuar nesse pique, não me surpreenderia se fosse chamado na primeira convocação após a Copa América.

Essa revelação saiu de uma pergunta que lhe fiz, na resenha do Lellis, depois do Bem,Amigos, sobre as chances de Arouca ser chamado.

- Pô, não posso levar o time inteiro do Santos! Mas, o Danilo… Esse tem juventude, técnica, força e velocidade.

Arouca também tem. Mas deixe pra lá. Como diz Mano, as coisas vão se ajeitando com o tempo, um passo de cada vez, em direção à Copa de 2014. Passos que, segundo ele, conduzirão nosso time a um futebol mais ofensivo, com dois volantes, dois meias autênticos (um, armador; outro, mais ofensivo) e dois atacantes.

É mais do que uma promessa – uma convicção.

Que assim seja, pois.

A MORTE DO BRASIL

É  comum a turma aí me chamar de saudosista, ônus da idade e do tempo de serviço. Mas, garanto que estou ligado no meu tempo. Caso contrário, não estaria aqui e sim pedindo esmola na primeira esquina.

Pois, enfurnado na minha caverna de Ibiúna, passei esta tarde plúmbea e fria, como diria o poeta naquela noite na taverna refletindo sobre os mistérios da vida e da morte diante de um cálice de absinto, de olho na tv, assistindo à vitória da Dinamarca sobre a Bielorússia, pela Eurocopa Sub-21, acredite.

E o que vi? Um jogo interessante, sem ser nada excepcional. Interessante porque revela uma nova faceta do futebol mundial. Isto é: regiões do mundo onde até outro dia a bola era tratada com casca e tudo, hoje, é trabalhada com mais ciência e habilidade. As duas equipes buscando o gol, com esta ou aquela jogada individual de alta classe, como o gol de Jorgessen, que passou por três defensores adversários e tocou no canto, com categoria.

Em contrapartida, a publicação esportiva inglesa – 4-4-2 – decreta , em sólido artigo, a morte do futebol brasileiro. Quer dizer: aquele futebol brasileiro do imaginário europeu, em que a criatividade, a habilidade e a compulsão ofensiva se sobrepunham até mesmo às táticas e estratagemas, engendradas nos mais sofisticados laboratórios europeus.

Agora, sinto o tempo pesar sobre os meus ombros ao me ver ao lado de Thomaz Mazzoni, o Olympicus, que, há cinco, seis décadas atrás, investia contra os técnicos brasileiros, que ele chamava na extinta Gazeta Esportiva de alquimistas. Ou do comentarista sardônico do rádio e maior narrador de futebol da tv, Mário Moraes, o Leão, que preferia chamá-los de químicos.

O futebol no Brasil não morreu, é evidente. Mas, o futebol brasileiro, como espelho de suas mais caras tradições, agoniza há algum tempo, até mesmo quando levanta taças.

Não empolga, não anima a torcida ao ponto do paroxismo, seja nas exibições dos clubes, seja nas da Seleção. A última exceção foi aquele Santos do primeiro semestre do ano passado. De resto, é um lugar-comum frustrante, até para inglês ver.

A QUEM  INTERESSAR

Quero declarar, com carimbo oficial de cartório, que não viajo por twitter , face-book ou qualquer outra das tantas vertentes da Internet. Nunca invadi as áreas das tais redes sociais, além do blog que mantenho há anos no IG.

Tudo que tenho a dizer, expresso neste blog, na coluna no Diário de S. Paulo e nas participações nos programas da Sportv, Bem, Amigos e Arena, na qualidade de convidado remunerado.

Nada mais.

Digo isso porque outro dia recebi uma mensagem de um bloguista me esculhambando por ter tripudiado sobre o cadáver do Coronel Erasmo Dias, secretário da Segurança nos tempos da ditadura militar.

Nunca o fiz, embora tivesse todo o direito, quando ele estava vivo, de fazê-lo, pois estávamos em lados opostos da vida. Sucede que, abstraindo-se as imensas diferenças ideológicas, tínhamos algo em comum: a boemia e o gosto pelo futebol. E, quando cruzávamos na noite, sobrepunha-se a cortesia, sem muita intimidade, claro, mas selada pelo simples fato de que ele era meu leitor assíduo e sempre queria comentar algo sobre minhas colunas.

Agora, é um bloguista que me cobra um absurdo, algo referente a eventual crítica minha a Pernambuco, misturando o bravo estado de Pernambuco a homicídios e tráfico de drogas. Nunca, jamais, fiz essa combinação em textos ou falas públicas, Nem particulares, porque nada tem a ver.

Algum calhorda anda se utilizando de meu nome nas tais redes sociais. Pois, aviso aos navegantes desse caótico mar da Internet: só respondo pelo que escrevo neste blog do IG, nas crônicas do Diário de S. Paulo e no que falo na tv. E só.

Notas relacionadas:

  1. PEIXE, TIMÃO E FLA
  2. FLU E PEIXE NA HORA DA MORTE
  3. A LONGA JORNADA DO PEIXE
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 28 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro | 21:07

COM A TAÇA NA MÃO

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Digamos que o Palmeiras simplesmente não tenha se empenhado além de seus limites. Isso não é crime, mesmo porque é tão flagrante a superioridade técnica do Flu sobre o Verdão, que ninguém pode garantir seria outro o placar caso os palestrinos colocassem os bofes pra fora na Arena de Barueri.

Assim, o Tricolor carioca vai para a rodada final com as duas mãos na taça. É só não fazer nenhuma besteira que o título vai para as Laranjeiras, entre outras coisas porque o adversário da vez será um Guarani já rebaixado, desmoralizado e, muito provavelmente, sem forças para se antepor à caminhada gloriosa do Flu.

Mas, bem que o Verdão assustou, no início, com aquele disparo fatal de Dinei, lá do meio da rua, que abriu a contagem. Mas, o Flu estava lá munido de seu quarteto de escol – Deco, Conca, Fred e Emerson. E, nem precisou tanto deles para virar o jogo. Deco saiu logo de cara, machucado e a dupla Emerson-Fred, apesar das investidas iniciais, não resolveram. Só Conca manteve o nível de sempre, e os que decidiram as coisas foram Carlinhos e Tartá.

De resto, foi deixar o tempo passar, sob o delirante apoio da torcida tricolor e a lamentável demonstração de incivilidade dos palmeirenses que se postaram atrás do gol de Deola pedindo para o goleiro abrir a porteira.

Que pobreza de espírito, meu Deus… E que falta de respeito ao Fluminense, que chegou onde está com suas próprias pernas e dispensa essa torcida auxiliar, perversa e imbecil.

torcida-xinga-deola

Na torcida para o Fluminense, palmeirenses hostilizam Deola em Barueri

Timão vivo

Não, meu amigo, não espiei nenhuma bola de cristal, tampouco saquei da caixa de milagres a ideia aqui exposta dias atrás sobre a possibilidade de Danilo substituir Ronaldo no jogo com o Vasco, no Pacaembu, neste domingo.

Foi apenas uma reflexão baseada na lógica do jogo (sim, futebol tem lógica, meu caro, e como!). Danilo seria a melhor alternativa, nesse caso específico. E foi, como provaram sua atuação e seu gol de cabeça, o segundo, na vitória do Corinthians sobre o Vasco, por 2 a 0.

Isso mantém o Timão respirando na última rodada, na esperança de que um milagre (aí, sim) ocorra no Brinco de Ouro da Princesa.

Salve, salve, Dorival!

Ele salvou o futebol brasileiro do ramerrão em que se encontrava há décadas, juntando aqueles meninos da Vila, e nos oferecendo o maior espetáculo do ano, naquele deslumbrante primeiro semestre do Santos de Ganso, Neymar e cia., um time que, além de dar show, marcou mais gols em quatro/cinco meses do que a imensa maioria consegue marcar em dois anos.

E ele acaba de salvar o Galo da suprema humilhação do rebaixamento, ao bater o Goiás por 3 a 1, em Sete Lagoas.

E olhe só a diferença. No Santos, moldou um time de garotos anônimos que, rapidamente atingiram o estrelato. No Atlético, remontou um time de famosos que haviam perdido a alma e o brilho sob o comando de Luxemburgo, o maior de todos os treinadores brasileiros. Elenco escolhido a dedo, que custou os tubos, mas que não saía da zona de descenso nem a pau, nem a reza braba.

Bastou, porém, Dorival Jr. desembarcar na Pampulha, e, zás!, como num passe de mágica, o Galo levantou a crista e saiu das trevas a bicadas certeiras pra todos os lados.

Esse bicho é bom e tem estrela.

Notas relacionadas:

  1. QUAL DELES LEVA A TAÇA?
  2. INTER, COM AS MÃOS NA TAÇA
  3. TIMÃO, CATEGÓRICO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

sábado, 27 de novembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional | 18:24

POR UM POUCO DE DIGNIDADE

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Ainda bem que o técnico Felipão não deu ouvidos àquela meia dúzia de idiotas que foram ao Centro de Treinamento do Palmeiras pedir para que seu time entregue o jogo ao Fluminense, a fim de prejudicar o Corinthians, rival doméstico.

Essa gente perdeu o menor senso de dignidade, honra e compostura. E aqui incluo o diretor de futebol Pescarmona que deveria ser eliminado do futebol por falta do mais ínfima respeito pelo esporte, como um todo. São pessoas com essa mentalidade que levaram o Palmeiras à mais indigente situação de sua gloriosa história.

O fato é que, com titulares, com reservas, com Felipão, sem Felipão, o Fluminense é melhor do que o Palmeiras, competente o bastante para vencer esse jogo e chegar à rodada final com todas as chances de levar o título. Sobretudo, se puder contar mesmo com seu quarteto de alta classe do meio de campo pra frente – Deco, Conca, Emerson e Fred.

Ah, mas os meninos palestrinos estão deprimidos pela desclassificação inesperada na fase final da Copa Sul-Americana…

Ora, se estão deprimidos, tristonhos, macambúzios e ensimesmados, nada melhor pra recompô-los do que um tratamento de laborterapia ou ludoterapia, Ou seja: um joguinho de bola, que, para eles, é a combinação dos dois – trabalho e diversão.

Timão da hora

Se não tem Ronaldo Fenômeno, sequer um reserva do mesmo estilo, não resta a Tite senão improvisar uma saída para o impasse.

Já disse e repito: por mim, botava ali Danilo e deixava o barco correr. Tem físico e bola para fazer essa função de pivô, não fixo na área, mas voltando um pouco para acionar os dois pontas – Jorge Henrique e Dentinho.

Pena que não terá Elias, dínamo desse meio de campo.

Mas, nem tudo é perfeito, como dizia o Boca Larga a Jack Lemmon na clássica comédia dos anos 50.

Cilada para a Raposa

Esse jogo com o Flamengo é uma grade cilada para a Raposa.

O Mengo não tem time para vencer, no mano a mano. Mas, beira o desespero, com medo de jogar a rodada final tentando escapar do rebaixamento, joga em casa e, portanto, deve dar tudo para vencer.

O Cruzeiro, de sua parte, não terá Fabrício, que tem sido o motor de seu meio de campo, mas terá Montillo, o cérebro e condutor da equipe.

Vai ser de lascar.

Nas estranjas

Somando os resultados de apenas dois jogos dos líderes deste sábado pelo campeonato inglês, teremos a soma espetacular de catorze gols, média de sete gols por partida.

O Arsenal meteu 4 a 2 no Aston Villa, na casa do adversário, pondo a bola no chão e tocando-a ao seu estilo tradicional, com três gols de Chamakh, que ainda eu uma assistência magnífica para o menino Wilshere completar de cabeça.

Já o Manchester United simplesmente massacrou o Blackburn no Old Trafford por 7 a 1, fora o baile e as chances perdidas, com direito a cinco gols do búlgaro Berbatov. Assim, os Diabos Vermelhos seguem à frente, com os Gunners no seu encalce, o que confere ao campeonato inglês um glamour especial, pois todos que estão lá em cima brigando pelo título jogam uma bola ofensiva e divertida.

Na Itália, o Milan, apesar de todas as possibilidades de que dispõe para oferecer algo no gênero, prefere seguir o roteiro covarde e convencional de sempre. Com Pato machucado e Ronaldinho no banco até os últimos minutos, trancou-se no meio de campo com todos aqueles Gattusos e Ambrosinis, sem falar nos laterais pífios de hábito, e não arrancou mais do que um empate por 1 a 1 com a Sampdoria, em Gênova. Gol de Robinho, claro, ao lado de Ibra, as duas únicas luzes da equipe.

Notas relacionadas:

  1. CLÁSSICOS SOBRE CLÁSSICOS
  2. NEM FELIPÃO, NEM ADÍLSON
  3. JOGO UM POUCO MAIS DECISIVO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 15 de julho de 2010 Sem categoria | 23:29

CLÁSSICO DE VERDADE

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Em noite de estreias e despedidas, o Palmeiras, já sem Cleiton Xavier, mas com Felipão nas tribunas e Tinga em campo, no segundo tempo, o Verdão bateu o Santos por 2 a 1, num clássico que mereceu tal título – um jogaço!

Com Leo na zaga, e Márcio Araújo fazendo uma partida impecável no meio de campo, o Palmeiras começou melhor, e chegou ao seu gol, com Ewerthon fuzilando de fora da área no ângulo.

O Santos reagiu, e passou a acuar o adversário em seu campo, sobretudo depois da entrada de Ganso, no segundo tempo. Mas, no contragolpe, o Verdão era sempre um perigo. Tanto, que, Tinga, mal havia entrado no time e fez o segundo, em disparo desviado por Edu Dracena.

Esse Peixe, porém, não desanima nunca e pressionou até o final. Reduziu o placar para 2 a 1 com um golaço de Marcel e por pouco não chega ao empate tão merecido.

Ah, Flu…

E o Fluminense perdeu a chance de ganhar a ponta do campeonato, ao empatar em casa com o Grêmio Prudente, em jogo que, segundo os relatos, não mereceu mesmo vencer, embora tenha saído na frente no placar.

Parece que o Tricolor cansou no segundo tempo, permitindo o empate. Como cansou? E a recente pré-temporada?

Boa, Luxa!

Na véspera, Luxemburgo cogitou de armar seu Galo com três zagueiros para receber em casa o Atlético Goianiense.

Ainda bem que inverteu sua lógica, e escalou três atacantes, isso, sim. E o Galo venceu por 3 a 2, a duras penas, é verdade, mas venceu, rompendo a série de insucessos recentes. É sempre um passo à frente, meu.

Notas relacionadas:

  1. ENTÃO, FICAMOS ASSIM…
  2. A PERPLEXIDADE DE MURICY
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

domingo, 13 de dezembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 17:44

PACOTE DO TIMÃO

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O Corinthians anuncia seu pacote para a Libertadores. Além de Tcheco, que já assinou contrato, Roberto Carlos, Danilo e outros bichos. Todos opra lá de trinta. Ao contrário da música de sucesso nos anos 70, pode-se, sim, confiar em caras com mais de trinta.

Pelo menos foi o que me disse Tcheco, outro dia, no Arena Sportv do Cleber Machado. Sobretudo, em Libertadores, que é o alvo principal do timão. Isso, porque esses jogos, geralmente truncados, sã disputados num ritmo mais lento e que, portanto, exigem mais cautela e ciência dos jogadores, atributos próprios dos veteranos.

De qualquer jeito, são reforços de qualidade, e isso é o que mais importa.

LÁ FORA

Bola parada por aqui, vale acompanhar o futebol do resto do mundo, principalmente, o Campeonato Inglês, que é da pontinha da orelha, como diria vovó. No sábado, o líder Chelsea, em casa, empatou por 3 a 3 com o Everton, num jogo emocionante, que prova não se restringir o torneio da Velha Albion num confronto entre os quatro grandes.

Mesmo placar de Bolton e Manchester City, com gol de Tevez no último segundo, enquanto o Manchester United, em casa, perdia por 1 a 0 para o Aston Villa.

E, no clássico do domingo, o Arsenal, mesmo desfalcado de vários titulares, de virada, meteu 2 a 1 no Liverpool, na terra dos Beatles. Relevante é dizer-se que, em todos os jogos, grandes ou pequenos, os times pautaram-se por um jogo ofensivo, desabrido, embora cuidadoso na defesa.

Defesa, por exemplo, que afundou a Juve, na Itália, diante do Bari, em mais uma desastrosa performance de Cannavaro: 3 a 1. Assim como a ausência de Thiago Silva foi fatal para o Milan, em casa, onde perdeu por 2 a 0 para o Palermo, numa exibição de gala de Miccoli, enquanto a Inter não ia além de um empate por 1 a 1 com a Atalanta.

Na Espanha, o Barça passou pelo buraco da agulha, no clássico da Catalunha, contra o Espanyol – gol de pênalti cobrado por Ibrahimovic. E o Real, em partida disputada no fio da navalha, sem Kaká e Cristiano Ronaldo, venceu o Valencia, na casa do inimigo, por 3 a 2. Dá gosto ficar vendo esses jogos todos.

Notas relacionadas:

  1. FENÔMENO NO TIMÃO
  2. GALO, FLA E TIMÃO
  3. GALO E TIMÃO, QUE SUFOCO!
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , ,

domingo, 1 de novembro de 2009 Campeonato Brasileiro | 18:45

MAGRO, MAS COM POSE

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O Verdão segue perdendo a gordura, mas não a pose: continua líder, agora ao lado do Tricolor em pontos ganhos, mas leva vantagem pela melhor artilharia.

E, se perdeu mais dois quilinhos diante do Corinthians, ganhou uma tonelada de confiança, depois do empate heroico, alcançado no último minuto, com um jogador a menos desde o primeiro tempo.

Aliás, ninguém menos do que o goleirão Marcos, que cometeu pênalti em Jorge Henrique, convertido por Ronaldo, o artilheiro do jogo, com dois gols. O segundo, passe de Defederico, autor também da enfiada para Jorge Henrique no lance do pênalti.

Por falar em Defederico, sou obrigado a falar de outro gringo – Figueroa -, que levantou aquelas duas bolas fatais aproveitadas pela zaga palmeirense – Danilo e Maurício, de cabeça, ambos.

No jogo jogado, o Corinthians foi ligeiramente superior ao Palmeiras, que começou com três zagueiros e, no intervalo apelo para o “romantismo” de um atacante, Marquinhos, no lugar de um becão, Marcão. É um daqueles casos em que o dminutivo vale mais do que o aumentativo.

Já o grande perdedor, dentre os fortes candidatos ao topo da tabela, foi o Inter, que, no Beira-Rio, perdeu para o Botafogo, por 1 a 0, gol de falta do zagueiro Juninho. Pra quem quer disputar o título,uma tragédia.

O mais incrível, porém, aconteceria no Mineirão. O Cruzeiro, que vinha comendo pelas beiradas, deu um baile no Fluminense, no primeiro tempo: fez 2 a 0, jogou fora um pênalti e desperdiçou mais tr~es chances claras de emplacar uma goleada.

Mas, no segundo, com as entradas de Tartá e Digão, o Flu transfigurou-se, tomou conta da bola, sob o comando de Conca, talentoso e inesgotável, e virou tudo de ponta-cabeça. Final: 3 a 2, com direito a dois gols do ex-cruzeirense Fred, que, comovido pela recepção da torcida adversária, não quis sequer celebrar seus feitos em campo.

Um jogo de tirar o fôleg0… e o lugar na G-4 que o Cruzeiro havia conquistado nos primeiros 45 minutos de partida.

Mas, nada está perdido para nenhum deles, por enquanto.

Notas relacionadas:

  1. VERDÃO E O CANTO DO GALO
  2. O MILAGRE DE OBINA
  3. PET E RONALDO, O SAL DO JOGO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,