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10/09/2009 - 19:29

DUNGA NO RUMO CERTO

Depois do jogo, Cleiton Xavier confidenciou que Dunga garantiu a ele e a Diego Souza que ambos ainda terão chance para provar seu valor na Seleção. Só isso basta para mostrar que Dunga está no caminho certo.

Apesar de todos os feitos recentes do atual elenco, o técnico brasileiro não está adotando aquela postura tacanha, na base de o grupo está fechado e é com esse que eu vou, até cair no chão, lembrando a velha marchinha-de-carnaval.

Mesmo porque a Copa é um torneio de tiro curto, mata-mata, em que os jogadores devem estar nos trinques, naquele exato momento, nem antes, nem depois.
O passado de cada um conta e muito, claro.

Mas, não é tudo nesse caso.

Ora, se esse mesmo elenco que nos deu Copa América, Copa das Confederações e a classificação para o Mundial com antecipação inédita estiver em plena forma às vésperas da convocação final, tudo bem. Mas, até lá, quem sabe?

Ainda assim, acho que Dunga desconfia que está faltando um retoque final nesse grupo: um reserva para Kaká, com perfil técnico mais próximo do titular do que Júlio Baptista, e um outro meia, mais de armação, para compensar a presença de tantos volantes. Pouca coisa, mas fundamental.

DANIEL ALVES

Esse foi o trunfo que Dunga tirou da manga, na hora H, repetindo, aliás, experi~encia por ele mesmo já feita tempos atrás.

Na verdade, Daniel Alves, de todo o elenco que estava na Bahia é o que tem o melhor talhe físico e técnico para atuar por ali, uma espécie de meia aberto mais pela direita: é veloz, sabe receber a bola de costas e fazer o giro rápido, cruza bem e tem um disparo potente e bem direcionado a gol, além de muita resistência e aplicação.

Não é à toa que ainda outro dia foi selecionado como um dos cinco jogadores do Barça candidatos ao título de melhor da Europa, empalmado por Messi, claro.

O fato é que deu uma boa dinâmica ao setor, em combinação com Maicon, lembrando as experiências feitas por Claudio Coutinho há mais e três décadas, com o seu célebre overlaping (ultrapassagem), com Nelinho e Toninho Baiano, dois laterais revezando-se ali pelo lado direito da defesa e do ataque.

Errou muitos passes, é verdade. Fruto justamente da velocidade com que pretende resolver a jogada, uma postura mais intuitiva do que cerebral. Mas, nada que prejudicasse demais sua atuação.

Sucede que temos opções melhores, mais bem dotadas de técnica e habilidade, para esse setor específico. E é nisso que Dunga deve se deter daqui pra diante.

Ali, na função de meia, Daniel será sempre uma alternativa, nunca uma solução definitiva e programada.

A ARGENTINA VAI?

Bem, pelo que tem jogdo o time de Maradona… Apesar de contar com um seleto grupo de jogadores (Zanetti, Verón, Mascherano, Messi, Aguero, Tevez e Dátolo, por exemplo), os argentinos são uma banda de rock em que cada um desafina mais à medida em que o conjunto se esgarça na absoluta falta de uma pauta geral.

Mas, creio ainda que consegue chegar em quinto, o que lhe seria até muito conveniente com vistas à Copa. Caindo na repescagem, haverá tempo e juízo para a AFA redirecionar seus planos: cai Maradona, entra alguém que consiga infundir mais confiança a esse elenco evidentemente humilhado e sem um pingo de auto-confiança e que lhe confira um conceito tático básico, ao menos.

Se isso acontecer, a Argentina até pode chegar à Copa, e, lá, supreender os que a consideram carta fora do baralho.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , , ,
25/06/2009 - 18:06

UFA, GANHAMOS

Ufa! Não fosse aquela cobrança de falta magnífica de Daniel Alves, aos 41 minutos do segundo tempo, poderíamos estar amargando agora aquela tragédia singular de um raio cair em dois lugares ao mesmo tempo. Sim, porque não bastasse a desclassificação da Espanha pelos EUA, só faltava o Brasil cair diante da África do Sul.

E olhe que o jogo foi parelheiro, graças à marcação implacável dos africanos, sem, contudo, ser o suficiente para ter o maior domínio de bla, que ficou com o Brasil, por margem ínfima, diga-se.

Fecharam-se bem os sul-africanos de Joel Santana, mas também saíram para o jogo, e criaram algumas dificuldades para o Brasil, a quem faltou mais ousadia, no sentido de marcar o adversário já no campo contrário, onde a saída de bola deles era reticente.

Ao contrário: nossa seleção preferiu resguardar-se, voltando demais, e oferecendo campo ao inimigo, que foi e construiu um jogo bem mais interessante para ele.

E, nesse processo, dois jogadores de meio, aqueles que têm feito a diferença na Seleção Brasileira, no sistema de armação da equipe – Felipe Melo e Ramires -, não estavam inspirados no passe e nas arrancadas.

Logo, o Brasil ficou mais defensivo do que atacante. Mas, quando os sul-africanos chegaram encontraram o portão fechado por Júlio César, sempre impecável.

E, quando a situação estava abracadabrante, Dunga trocou o lateral-esquerdo André Santos, que vinha bem, apesar de uma ou duas falhas na marcação, por Daniel Alves. As alternativas eram outras tantas, até mais, teoricamente, produtivas, como as entradas de Nilmar ou Pato, por exemplo, no lugar de Gilberto Silva ou de Felipe Melo.

Deu certo, por outros caminhos.

Mas, enfim, estamos na final, diantedos EUA, repito, time raneta, complicado. Mas perfeitamente vencível.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , ,
02/04/2009 - 00:19

NEM CHIII…, NEM TCHAN!

Foi mais ou menos o que se esperava: adversário fraco, abatido pela pífia campanha que cumpre nas Eliminatórias, num cenário decorado em verde e amarelo, e um Brasil contido nos limites de uma vitória segura.

E assim, tocando a bola de cá pra lá, sem arriscar um tostão, a Seleção foi cozinhando o Peru em água morna, até que, num lançamento de Daniel Alves, Kaká é derrubado na área. Pênalti, que Luís Fabiano converte. O mesmo Luís Fabiano recebeu outro bom passe de Daniel Alves e guardou: 2 a 0.

O terceiro viria só no segundo tempo, numa jogada de força de Felipe Mello: em dois pés-de-ferro, surgiu diante do goleiro, quando deu aquela cavadinha esperta: 3 a 0.

Como? E Kaká? Não fez diferença alguma. Mas, aguentou até o fim, o que já foi um grande negócio.

Assim como as entradas de Pato e Ronaldinho Gaúcho, tão solicitadas, não chegaram a alterar o quadro geral do Beira-Rio. Mas, ambos tiveram muito pouco tempo para mostrar algo mais do que uma ou duas jogadas de categoria.

Resumindo: nem se pode execrar, tampouco exaltar, esse desempenho brasileiro, embora a vitória seja louvada, pois nos mantém em situação privilegiada na tabela das Eliminatórias.

 

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira Tags: , , , , , , ,
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