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Posts com a Tag Daniel Alves

segunda-feira, 11 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 18:08

BRASIL PROTAGONISTA

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Há gaúcho burro e gaúcho inteligente. Como paulista, carioca, mineiro, pernambucano etc.  Só baiano burro nasce morto, no verso do saudosos Gordurinha imortalizado na voz de Jackson do Pandeiro. Mas, mesmo isso é  uma licença poética. Afinal, burros e inteligentes se distribuem por todos os quadrantes e etnias. É da natureza humana.

Pois, Mano Menezes pertence à imensa categoria dos gaúchos inteligentes, lídimo herdeiro da percepção de um Ênio Andrade, dentre os tantos frutos da rica escola gaúcha de treinadores.

Se não basta o que diz, sobressai-se o que faz.

Ao assumir a Seleção Brasileira, Mano sentenciou que pretendia fazer o Brasil voltar a ser protagonista. Isto é: um time que se imponha diante de qualquer adversário, ao contrário do que ouro gaúcho, Dunga, propunha para o nosso time.

E é isso que está fazendo à frente do time nacional.

Reveja essa vitória sobre a Ucrânia, por 2 a o, em Derby, na Inglaterra.

O Brasil tomou a iniciativa do jogo do início ao fim. Os ucranianos, como acontecia no passado, preferiram fixar-se numa retranca atroz, com medo da bola brasileira. Tocou a bola no campo adversário, meteu 2 a 0, com gols de Daniel Alves, em belo lançamento de Robinho, e de Pato, em outra enfiada de Robinho.

Poderia ter ampliado o placar, assim, como poderia ter tomado um gol – aquela bola no poste de Victor. Isso é do jogo, um jogo, não uma equação matemática.

O fato é que, com exceção desse lance, o Brasil com essa formação mais ofensiva, não sofreu nenhum assédio da Ucrânia, time que, se não é de primeira, também não é de quinta,.

E aqui vale ressaltar, mais uma vez, da dupla de zaga, formada por Thiago Silva e David Luiz, uma grande revelação na Seleção, aquele quarto-zagueiro à antiga, que marca e sabe sair jogando. Lembra, aliás, por estilo e talhe o grande Dani Blind, daquele Ajax imbatível dos anos 90, campeão europeu e do mundo.

E, lá na frente, a nova postura de Pato, que muitos julgavam ser apenas um segundo atacante, aquele que cai de um lado e de outro, nunca a tal referência, como a turma gosta de cunhar.

Pois, Pato, nesse jogo atuou como autêntico centroavante. Fez a tal parede, enfrentou os beques de cara, e, como tem recursos técnicos extras, soube sair e jogar. Fez um gol na exata posição e desperdiçou mais dois, como é de lei para qualquer artilheiro.

Outro detalhe: mesmo jogando com apenas dois zagueiros, os laterais cumpriram na medida exata suas funções: marcaram e atacaram sem parar. Pelo menos, enquanto André Santos esteve em campo, pois Adriano, que entrou no segundo tempo, não manteve a mesma dinâmica.

Por fim, novamente, Giuliano, ao entrar no lugar de Carlos Eduardo, deu outro dinamismo ao meio-campo brasileiro.

Mas, é tudo, por enquanto, experiência, com promissores resultados até agora.

Notas relacionadas:

  1. BRASIL NAS ALTURAS
  2. O BRASIL E AS ESTATÍSTICAS
  3. BRASIL EM SEGREDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 7 de outubro de 2010 Seleção Brasileira | 20:30

SEM GANSO E NEYMAR, TÁ BOM ASSIM

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Eu mesmo, confesso, que torço para que esse projeto de Mano Menezes à frente da Seleção – o que prevê um futebol ofensivo e cintilante, de acordo com as nossas mais caras tradições, abandonadas nos últimos anos pelos pragmáticos de plantão – me senti um pouco decepcionado pelo desempenho do nosso time na vitória por 3 a 0 sobre o Irã, lá nos Emirados Árabes.

Mas é que, até mesmo inconscientemente, a gente tende a comparar o desempenho do Brasil diante do Irã com aquela exibição primorosa da estreia de Mano à frente da Seleção, contra os EUA.

São coisas bem diferentes. A começar pelo calor fumegante que drenou nossas energias frente ao Irã, e terminando pelo mais importante: lá não estavam nem Ganso, nem Neymar, dois craques, que juntos, fazem um só em nível quase cósmico.

Ninguém no futebol atual brasileiro arma, engendra, coordena e acha espaços invisíveis ao olhar comum como Ganso. É coisa que beira a genialidade. E posso dizer isso, pois vi em campo os maiores mestres nessas artes, como Zizinho, Didi, Gérson, Puskas, Di Stefano na sua fase mais madura, Ademir da Guia, Jair Rosa Pinto e alguns poucos mais.

Aliás, o próprio técnico da Seleção, Mano Menezes, disse algo parecido ao final do jogo.

E Neymar é aquele craque-surpresa que tira um coelho da cartola sempre que se aproxima da área inimiga, sobretudo quando escolhido pelos passes exatos e inesperados de Ganso.

Carlos Eduardo, que mais ou menos ocupou o espaço destinado a Ganso, não tem a mesma dimensão. É mais um coadjuvante de alta classe, mas um coadjuvante, de preferência atuando mais à frente, pela esquerda, tipo Zagallo, vá, ou, ainda mais precisamente, Rivellino de 70, sem o carisma, os recursos e a potência de chute do Reizinho do Parque.

Portanto, na criação, nosso time foi mais reticente, mais inconstante. Assim como o menino P. Coutinho, que vem esmerilhando na Inter de Milão, parece ter sentido o peso da camisa na sua primeira chance como titular, desde o início. Vai chegar lá, não tenho dúvidas, mas, neste jogo específico, ficou aquém das expectativas.

Tanto, que as entradas de Elias e de Giuliano deram outra configuração ao sistema de armação e de chegada do time brasileiro, permitindo que chegássemos aos 3 a 0, com possibilidades de dobrar o placar, caso Pato, autor de dois gols, não desperdiçasse mais três oportunidades claras de ampliar o placar.

O que eu quero dizer é o seguinte: o esquema é esse; os jogadores escolhidos para fazê-lo funcionar eram esses; apenas, técnica ou emocionalmente, alguns não atingiram sua melhor performance – outros, o fizeram.

A Raposa e as uvas

E, assim, já começa a disputa por posições na Seleção, o que, se restrito ao campo de jogo, sempre é muito salutar.

A Raposa já subiu na parreira e as uvas estão maduras. Basta derrubar o Flu, neste fim de semana, para se lambuzar com o néctar dos deuses. Isto é: enquanto for possível, neste campeonato tão renhido.

Mas, o fato é que, ao bater por 1 a 0 o Goiás, no Serra Dourada, o Cruzeiro foi o único do bloco de cima que não vacilou nesta rodada, e saltou para a vice-liderança, embora o Corinthians siga com um jogo a menos, o que não é nenhuma garantia de recuperação imediata.

A coisa, que parecia mais ou menos resolvida entre Flu e Corinthians, agora, pegou fogo.

Olhaí o Verdão

Pragmático, Felipão reluta em admitir que o Palmeiras, ao golear o Avaí destroçado por nove desfalques, no Pacaembu, já começa a se credenciar como sério candidato a uma vaga na Libertadores: “Entre nós e a vaga há oito times na frente. Se, por acaso, nas próximas rodadas, vencermos cinco jogos e empatemos um, quem sabe, então…”

Tá certo o Felipão. A distância ainda é grande para grandes sonhos. O melhor é celebrar o já conquistado, como essa vitória categórica sobre o Avaí. Sobretudo, porque foi um jogo que redimiu Valdívia, meio encrencado com o treinador. Fez dois gols, e realizou várias jogadas de alta classe.

Sim, claro, o Palmeiras foi beneficiado pela intempestiva reação do goleiro Zé Carlos, que, depois de pegar pênalti de Kleber, teve um entrevero desnecessário com Valdívia, acabou expulso e ofereceu um novo pênalti ao Palmeiras, que, desta vez, foi convertido.

Assim, o Palmeiras, jogo a jogo, vai readquirindo seu status de grande, e isso é o que mais importa neste momento.

A estreia de Luxa

No segundo gol do Flamengo sobre o Goianiense, em Volta Redonda, Luxemburgo vibrou como um novato. Não que o gol tenha sido uma dessas pinturas extasiantes, nada disso. É que o jogo estava duro, parte pela dedicação dos goianos, parte pelo futebol repetitivo do Flamengo, sem imaginação nem agudeza.

Mas, para Luxa era uma questão de vida ou morte já começar na Gávea com uma vitória.  Nesse momento, era só isso que importava.

Agora, vejamos a vida que se segue.

Notas relacionadas:

  1. MASCATE BRASIL
  2. OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO
  3. O PRIMEIRO PASSO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , ,

segunda-feira, 26 de julho de 2010 Seleção Brasileira | 17:31

OS TRÊS ÂNGULOS DE MANO

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A lista de convocados por Mano Menezes para a Seleção Brasileira com vistas ao amistoso contra os EUA precisa ser dividida em três critérios: 1) jogadores com idade olímpica, já visando os Jogos de Londres; 2) jogadores já mais rodados, mas com idade para chegar em plena forma à Copa de 2014; 3) jogadores cujas características permitirão ao treinador mudar a cara do time nacional, tanto quanto ao plano tático quanto ao esquemático.

Além disso, Mano explicou que há jogadores integrantes da lista da Copa da África que ficaram de resguardo, à espera de uma outra chamada, quando já tiverem exorcizado os fantasmas do fracasso e recuperado seu melhor preparo físico e técnico, depois da pré-temporada europeia.

Bem, o que nos interessa mais de perto é justamente o terceiro item, pois está sinaliza para o caminho que o novo técnico quer traçar para a Seleção. E, nesta convocação, ficou clara a preocupação de Mano em estabelecer um equilíbrio maior no meio de campo, e abrir uma perspectiva mais nítida para o ataque, brindado com maior número de escolhidos dentre todos os setores da equipe: cinco, contra três goleiros, quatro laterais, quatro zagueiros de área, quatro volantes (Sandro ou Hernanes, um dos dois, será dispensado pra disputar por seu clube as finais da Libertadores) e três meias típicos.

Já revela uma clara tendência para termos um time mais equilibrado no setor de criação e, sobretudo, mais agressivo no ataque, com a possibilidade de uma formação em três, como Mano usou no Corinthians, com Jorge Henrique, Ronaldo Fenômeno e Dentinho, por exemplo.

Talvez, a única surpresa desta convocação seja a de Ederson, meia do Lyon, pouco conhecido por aqui. Mas, as vezes em que vi esse rapaz em ação pela TV fiquei muito bem impressionado: hábil, inteligente e ousado como devem ser os autênticos meias.

Diante disso tudo, vale um exercício de imaginação para armarmos o time que eventualmente Mano tem na cabeça: Victor; Daniel Alves, Thiago Silva, Rever e André Santos; Hernanes ou Sandro e Lucas ou Ramires; Ganso e Ederson ou Carlos Eduardo; Robinho e Pato. Essa formação lhe dará condições para aplicar o sistema de sua preferência – 4-3-2-1, com a flutuação natural de Robinho, às vezes meia, às vezes atacante.

De resto, é esperar pra ver como tudo isso se desenrolará em campo.

Notas relacionadas:

  1. O CIVILIZADO MANO
  2. MANO, A SOLUÇÃO DO IMPASSE
  3. GLORIOSO ADEUS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

sábado, 22 de maio de 2010 Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:39

E SE KAKÁ MIAR?

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O amigo haverá de se perguntar: e se Kaká miar, na hora H, por causa de suas lesões?

Bem, na primeira entrevista coletiva da Seleção, o médico Runco foi enfático: não há mais nenhum problema com o púbis do jogador, sempre uma contusão complicada; tudo se resume, agora, na distensão do músculo adutor, que é grave mas não insolúvel.

Mas, e se não houver solução?

Na entrevista de Dunga e de Daniel Alves, subsequentes, ficou muito claro que este será o substituto de Kaká, numa eventualidade, mesmo porque, entre os vinte e três convocados, não há nenhum outro com características próximas à do titular. Mesmo porque, numa dessas conquistas – Copa das Confederações ou Copa América -, já nem me lembro qual, Daniel Alves entrou pelo meio e foi decisivo, graças à sua habilidade e, sobretudo, à sua velocidade.

Sim, claro, há também a alternativa de Michel Bastos, que tem jogado dessa forma no Lyon, embora lateral-esquerdo de origem e pela convocação ao time de Dunga.

Ambas, porém, serão ou seriam improvisações, como se não houvesse alternativa no mercado com jogadores de estilo mais próximo ao de Kaká. Tipo, Wagner, ex-Cruzeiro, os dois Alex (ex-Inter e Fenerbahçe), Cleiton Xavier, Diego Souza, eleito o melhor jogador brasileiro no ano passado (está em litígio com o Palmeiras, mas sua bola é a mesma), sem falar em Ganso, a mais insana de todas as ausências, já que Copa do Mundo é um tiro curto onde prevalece o momento.

Uns, com viés mais de armação; outros, mais ofensivos, por vocação e talhe técnico. Mas, enfim, todos meias de origem. Diante disso, pergunto: o que está fazendo lá Júlio Baptista lá? Na teoria, seria o substituto imediato de Kaká. Forte, veloz, compulsivamente ofensivo, costuma carregar a bola ao jeito de Kaká. Mas… Passa a ser a terceira opção da posição em que seria a segunda.

Júlio Baptista, embora seja reserva do seu time, a Roma, como de resto na maioria dos clubes que defendeu, desde o São Paulo, onde foi revelado, tem um lugar reservado no coração de Dunga. Afinal, nas grandes decisões do time atual, foi decisivo. E é isso que conta para Dunga.

Mas, nem tanto, já que o técnico cogita de outras alternativas para a posição. Pelo sim, pelo não, melhor é rezar para que Kaká esteja nos trinques durante a Copa.

Notas relacionadas:

  1. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
  2. ALEX E DIEGO SOUZA: BOA, DUNGA!
  3. BALANÇO FINAL
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 1 de abril de 2010 Sem categoria | 16:13

CRUZEIRO E INTER

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Cruzeiro e Inter cumpriram seu dever, na roda de quarta da Libertadores, enquanto o São Paulo, em câmera lenta, extraiu do jogo com o Monterrey qualquer emoção no placar. Mas, no rigor das estatísticas, no jogo dos resultados, até que se saiu bem da excursão à sombra da Sierra Madre, onde John Huston filmou sua primeira obra-prima – O Tesouro de Sierra Madre -, com seu pai Walter, Humphrey Bogart e Tim Holt nos papéis principais.

Estou dando essas voltas porque nada tenho a declarar sobre o Tricolor, a não ser que tomou um sufoco no final, e escapou da derrota, mais uma vez, graças a Rogério Ceni.

Já, no Mineirão, dois ex-são paulinos – Thiago Ribeiro e Kleber – imprimiam todas as emoções em três gols de classe e raça sobre o argentino Velez. Thiago, então, além do golaço que abriu a contagem, jogou uma barbaridade: lançou, driblou, passou, deu assistências, enfim, fez seu melhor jogo no Cruzeiro até hoje.

Assim como no Beira-Rio, a dupla de ataque do Colorado – Alecsandro e o menino Walter – definiram o jogo, espantando, por ora, as nuvenzinhas negras que coroavam a cabeça a prêmio do técnico Jorge Fossati.

Mas, não foi fácil, pois o Cerro uruguaio resistiu bravamente, explorando, claro, o nervosismo natural de um time que não vencia há seis jogos.

De qualquer forma, esses três brasileiros seguem em condições especiais na tabela da Libertadores, cada um em seu grupo. O que é animador, convenhamos.

Verdão, ufa!

O Palmeiras, sem Cleiton Xavier, suou sangue para vencer o Paysandu no Palestra Itália, com gol de Robert, em belo cruzamento de Armero. E só.

É evidente que o time carrega um peso emocional acima de suas forças técnicas, o que certamente reduz a capacidade de assimilação de alguns recém-chegados, habilidosos, mas assustados como os que lá estão há mais tempo.

Pode-se dizer que, de certa forma, o Vasco é o Palmeiras carioca. Afinal, é histórico o feito do Asa de Arapiraca, tempos atrás, sobre o Palmeiras, na mesma Copa do Brasil. E o Vasco, como o Palmeiras, vive sob pressão, a ponto de ter trocado de técnico outro dia.

Pois, Gaúcho, o novo técnico, embora interino, somou sua segunda vitória consecuitiva sobre o Asa, por 2 a 0, dois gols de Elton. Mas, sofreu, pela inconstância de seu time.

Enfim, Palmeiras e Vasco seguem em frente na Copa do Brasil, o que pode contribuir para ambos recuperarem o moral tão devastado nos últimos tempos.

O caso Kaká

Kaká segue no estaleiro, ameaçado até de ficar de fora do clássico decisivo com o Barça, na outra semana. São muitas e consecutivas as lesões musculares que perseguem nosso craque, único meia de ofício no elenco de Dunga.

Rezando para que Kaká esteja nos trinques daqui dois meses e picos, a prudência sugere que o Brasil vá à África com, pelo menos, alguém capaz de, se não cumprir exatamente a função de Kaká, ao menos, participar da articulação do ataque com ciência e arte.

Mas, como essa questão tem sido crônica na Seleção, tudo me leva a crer que Dunga aposta na viabilidade de deslocar o lateral-direito reserva, Daniel Alves, para aquela posição. É uma tese, não necessariamente a melhor.

Notas relacionadas:

  1. CADA RODADA, UMA ENXADADA
  2. TIMÃO, INTER, GRÊMIO, VERDÃO E SELEÇÃO
  3. CLÁSSICOS, BRASIL AFORA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , , , ,

quinta-feira, 10 de setembro de 2009 Seleção Brasileira | 19:29

DUNGA NO RUMO CERTO

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Depois do jogo, Cleiton Xavier confidenciou que Dunga garantiu a ele e a Diego Souza que ambos ainda terão chance para provar seu valor na Seleção. Só isso basta para mostrar que Dunga está no caminho certo.

Apesar de todos os feitos recentes do atual elenco, o técnico brasileiro não está adotando aquela postura tacanha, na base de o grupo está fechado e é com esse que eu vou, até cair no chão, lembrando a velha marchinha-de-carnaval.

Mesmo porque a Copa é um torneio de tiro curto, mata-mata, em que os jogadores devem estar nos trinques, naquele exato momento, nem antes, nem depois.
O passado de cada um conta e muito, claro.

Mas, não é tudo nesse caso.

Ora, se esse mesmo elenco que nos deu Copa América, Copa das Confederações e a classificação para o Mundial com antecipação inédita estiver em plena forma às vésperas da convocação final, tudo bem. Mas, até lá, quem sabe?

Ainda assim, acho que Dunga desconfia que está faltando um retoque final nesse grupo: um reserva para Kaká, com perfil técnico mais próximo do titular do que Júlio Baptista, e um outro meia, mais de armação, para compensar a presença de tantos volantes. Pouca coisa, mas fundamental.

DANIEL ALVES

Esse foi o trunfo que Dunga tirou da manga, na hora H, repetindo, aliás, experi~encia por ele mesmo já feita tempos atrás.

Na verdade, Daniel Alves, de todo o elenco que estava na Bahia é o que tem o melhor talhe físico e técnico para atuar por ali, uma espécie de meia aberto mais pela direita: é veloz, sabe receber a bola de costas e fazer o giro rápido, cruza bem e tem um disparo potente e bem direcionado a gol, além de muita resistência e aplicação.

Não é à toa que ainda outro dia foi selecionado como um dos cinco jogadores do Barça candidatos ao título de melhor da Europa, empalmado por Messi, claro.

O fato é que deu uma boa dinâmica ao setor, em combinação com Maicon, lembrando as experiências feitas por Claudio Coutinho há mais e três décadas, com o seu célebre overlaping (ultrapassagem), com Nelinho e Toninho Baiano, dois laterais revezando-se ali pelo lado direito da defesa e do ataque.

Errou muitos passes, é verdade. Fruto justamente da velocidade com que pretende resolver a jogada, uma postura mais intuitiva do que cerebral. Mas, nada que prejudicasse demais sua atuação.

Sucede que temos opções melhores, mais bem dotadas de técnica e habilidade, para esse setor específico. E é nisso que Dunga deve se deter daqui pra diante.

Ali, na função de meia, Daniel será sempre uma alternativa, nunca uma solução definitiva e programada.

A ARGENTINA VAI?

Bem, pelo que tem jogdo o time de Maradona… Apesar de contar com um seleto grupo de jogadores (Zanetti, Verón, Mascherano, Messi, Aguero, Tevez e Dátolo, por exemplo), os argentinos são uma banda de rock em que cada um desafina mais à medida em que o conjunto se esgarça na absoluta falta de uma pauta geral.

Mas, creio ainda que consegue chegar em quinto, o que lhe seria até muito conveniente com vistas à Copa. Caindo na repescagem, haverá tempo e juízo para a AFA redirecionar seus planos: cai Maradona, entra alguém que consiga infundir mais confiança a esse elenco evidentemente humilhado e sem um pingo de auto-confiança e que lhe confira um conceito tático básico, ao menos.

Se isso acontecer, a Argentina até pode chegar à Copa, e, lá, supreender os que a consideram carta fora do baralho.

Notas relacionadas:

  1. A SELEÇÃO DE DUNGA
  2. A VOLTA DO IMPERADOR
  3. DIEGO E CLEITON, UMA BOA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , ,

quinta-feira, 25 de junho de 2009 Seleção Brasileira | 18:06

UFA, GANHAMOS

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Ufa! Não fosse aquela cobrança de falta magnífica de Daniel Alves, aos 41 minutos do segundo tempo, poderíamos estar amargando agora aquela tragédia singular de um raio cair em dois lugares ao mesmo tempo. Sim, porque não bastasse a desclassificação da Espanha pelos EUA, só faltava o Brasil cair diante da África do Sul.

E olhe que o jogo foi parelheiro, graças à marcação implacável dos africanos, sem, contudo, ser o suficiente para ter o maior domínio de bla, que ficou com o Brasil, por margem ínfima, diga-se.

Fecharam-se bem os sul-africanos de Joel Santana, mas também saíram para o jogo, e criaram algumas dificuldades para o Brasil, a quem faltou mais ousadia, no sentido de marcar o adversário já no campo contrário, onde a saída de bola deles era reticente.

Ao contrário: nossa seleção preferiu resguardar-se, voltando demais, e oferecendo campo ao inimigo, que foi e construiu um jogo bem mais interessante para ele.

E, nesse processo, dois jogadores de meio, aqueles que têm feito a diferença na Seleção Brasileira, no sistema de armação da equipe – Felipe Melo e Ramires -, não estavam inspirados no passe e nas arrancadas.

Logo, o Brasil ficou mais defensivo do que atacante. Mas, quando os sul-africanos chegaram encontraram o portão fechado por Júlio César, sempre impecável.

E, quando a situação estava abracadabrante, Dunga trocou o lateral-esquerdo André Santos, que vinha bem, apesar de uma ou duas falhas na marcação, por Daniel Alves. As alternativas eram outras tantas, até mais, teoricamente, produtivas, como as entradas de Nilmar ou Pato, por exemplo, no lugar de Gilberto Silva ou de Felipe Melo.

Deu certo, por outros caminhos.

Mas, enfim, estamos na final, diantedos EUA, repito, time raneta, complicado. Mas perfeitamente vencível.

Notas relacionadas:

  1. VIVA O BRASIL!
  2. SHOW? QUASE
  3. BRASIL SÓ PERDE PARA SI MESMO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 2 de abril de 2009 Seleção Brasileira | 00:19

NEM CHIII…, NEM TCHAN!

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Foi mais ou menos o que se esperava: adversário fraco, abatido pela pífia campanha que cumpre nas Eliminatórias, num cenário decorado em verde e amarelo, e um Brasil contido nos limites de uma vitória segura.

E assim, tocando a bola de cá pra lá, sem arriscar um tostão, a Seleção foi cozinhando o Peru em água morna, até que, num lançamento de Daniel Alves, Kaká é derrubado na área. Pênalti, que Luís Fabiano converte. O mesmo Luís Fabiano recebeu outro bom passe de Daniel Alves e guardou: 2 a 0.

O terceiro viria só no segundo tempo, numa jogada de força de Felipe Mello: em dois pés-de-ferro, surgiu diante do goleiro, quando deu aquela cavadinha esperta: 3 a 0.

Como? E Kaká? Não fez diferença alguma. Mas, aguentou até o fim, o que já foi um grande negócio.

Assim como as entradas de Pato e Ronaldinho Gaúcho, tão solicitadas, não chegaram a alterar o quadro geral do Beira-Rio. Mas, ambos tiveram muito pouco tempo para mostrar algo mais do que uma ou duas jogadas de categoria.

Resumindo: nem se pode execrar, tampouco exaltar, esse desempenho brasileiro, embora a vitória seja louvada, pois nos mantém em situação privilegiada na tabela das Eliminatórias.

 

Notas relacionadas:

  1. ASSIM, SIM!
  2. JOGANDO COM A ESPERANÇA
  3. QUEM, NO LUGAR DE KAKÁ?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,