Dagoberto | Blog do Alberto Helena Jr.

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terça-feira, 17 de maio de 2011 Clubes brasileiros, Copa do Brasil, Futebol internacional | 13:59

O PEIXE DESTE SÉCULO

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O Peixe mal teve tempo pra festejar a conquista do título paulista e já está com um pé no Pacaembu à espera do traiçoeiro Once Caldas e com os olhos postos nas semifinais da Libertadores. Mas, antes, terá de passar pelos colombianos, que, embora não sejam nenhum timaço, carregam na bagagem a fama de se dar melhor fora do que em casa.

Prova disso, a virada que aplicou no Cruzeiro, a melhor equipe da disputa até então, em plena Arena do Jacaré, em Sete Lagoas. Eis por que o técnico Muricy lamenta mais uma baixa importante – Jonathan, que ficará, por baixo, duas semanas de molho.

Não é mole, meu: o Santos vem  de decisão em decisão, nas duas frentes de batalha, há mais de mês, sem pré-temporada adequada, e com jogadores fundamentais voltando de longa inatividade, como Ganso, Arouca e Jonathan, entrando e saindo da enfermaria.

Mas, o Santos, nesta primeira década do século, tem sido tocado pelos fados. Basta lembrar que chegou a seis decisões e levantou cinco dessas taças. Isso, desde os idos de Robinho e Diego até estes dias de Ganso e Neymar.

E, o mais significativo: chegou a todas essas conquistas contrariando o vezo defensivo que permeia nosso futebol há duas décadas, por baixo. Chegou lá, colocando em campo o que os pragmáticos de plantão consideram coisa de museu – vencer jogando bonito, marcando muitos gols e dando espetáculo.

Por tudo isso – e não só porque o Santos é o único brasileiro ainda vivo na Libertadores – , vale a pena torcer para que siga em frente, até a glória final.


TRAPALHÕES DO MORUMBI

Há muitos anos não usava essa expressão para qualificar a direção do São Paulo, que, ao longo da história gloriosa desse clube, tem sido um modelo de administração sensata e eficiente, com esta ou aquela exceção.

Esta é uma das exceções que merece o resgate do título – Trapalhões do Morumbi.

Na sexta-feira, o presidente deu claros sinais de que Carpegiani estava fora. Na segunda, estava dentro de novo. O que houve entre um dia e outro?

Simples, o São Paulo fez as contas de quanto gastaria para pagar as multas rescisórias de Carpegiani e de Dorival Jr., por exemplo, um dos dois aventados para substituir o (ex) atual técnico, e voltou atrás. Teria de desembolsar um milhão para a rescisão do contrato de Carpegiani, e mais dois, pela de Dorival Jr. com o Galo. Ao mesmo tempo, Cuca ratificava, em Minas, seu desejo de permanecer no Cruzeiro. Logo…

Esse é apenas mais uma trapalhada das tantas que vêm marcando a atual gestão tricolor e que justificam o período de estiagem de títulos vivido pelo São Paulo nos dois últimos anos.

SEEDORF NO BOTA?

O Corinthians estava dando como praticamente certa a vinda de Seedorf, caso o holandês não renovasse seu contrato com o Milan, graças à interveniência de Ronaldo Fenômeno.

E, também, pelo fato de que Seedorf, casado com uma brasileira, fala português com fluência e adora passar uns tempos por aqui.

Eis, porém, que estoura na Internet a notícia de que dirigentes do Botafogo estiveram reunidos com Seedorf por cerca de quatro horas, neste fim de semana, o que abre a perspectiva de o holandês acabar mesmo em General Severiano.

Ou, simplesmente, assinar novo contrato com o Milan, que cultua seus velhinhos como nenhum outro clube do mundo.

ZAGALLO, PEPE E…

Zagallo e Pepe têm em comum muitas coisas. Ambos jogavam na mesma posição – a ponta-esquerda, hoje praticamente extinta no Brasil – e foram os bicampeões mundiais, em 58 e 62, além de jogar nos dois times que dominaram a cena do futebol à sua época, o Botafogo e o Santos..

Mas, diferenciavam-se nos estilos.

Zagallo, meia-esquerda de origem, era basicamente um jogador tático, aquele ponta que voltava para fechar espaços, e ajudava o lateral a combater os adversários que por ali circulassem, não se abstendo, porém, de ir à linha de fundo, sempre que possível.

Já Pepe era o Canhão da Vila, o aríete que partia com a bola colada à canhota em velocidade até chegar à zona de conclusão, quando disparava um foguete de meter medo a qualquer goleiro.

Contam-se muitas histórias de como Zagallo ganhou, através daqueles seus sortilégios onde o cabalístico número 13 cintilava com poderes sobrenaturais, a posição de titular da Seleção naquelas duas conquistas inesquecíveis.

E, por falar em sortilégios, enquanto os dois, sentados lado a lado no estúdio do Bem, Amigos, iam desfiando suas histórias e opiniões, vejo materializar-se atrás deles, a figura de um crioulo com um sorriso maroto nos lábios. Aponta para os dois e me dá uma piscada de olho malandra.

Logo reconheci a figura e entendi a mensagem silenciosa. Era o maranhense José Ribamar de Oliveira, mais conhecido como Canhoteiro, o Mago, que certamente estaria no lugar dos dois craques eternos, não fosse a atração irrefreável pela noite, que, às vésperas dos cortes finais para a Copa da Suécia, escapou da concentração e recebeu bilhete azul no dia seguinte.

Para os jovens que jamais ouviram falar de Canhoteiro, morto ainda jovem, recomendo o livro de impressões sobre ele escrito com primor pelo corintiano Renato Pompeu. E presto aqui meu testemunho pessoal e o de ninguém menos do que Mestre Zizinho, o mais completo jogador brasileiro de todos os tempos, para quem Canhoteiro era o Garrincha da esquerda, com um repertório de dribles e assistências ainda mais variado.

Naquela segunda metade dos anos 50, se você comprasse o ingresso de Arquibancada, no Pacaembu, tinha livre acesso à Geral e vice-versa. Então, eu e meu irmão Cyro comprávamos duas arquibancada e ficávamos à espera do toss. Se o São Paulo atacasse a Concha Acústica (hoje, Tobogã), corríamos para as gerais e, ali, colados ao alambrado, ficávamos nos maravilhando com seus prodígios a poucos metros de Canhoteiro. Indescritível o que esse cara fazia com aquela canhota mágica

Vá somando aí Denílson, Neymar e Ronaldinho Gaúcho e o amigo chegará perto do que fazia Canhoteiro, com aqueles calções gaiatos, arriados à altura das ancas, como um Cantinflas  (famoso cômico mexicano do cinema daqueles tempos) ou os manos de hoje em dia, a fazer estripulias nas defesas adversárias.

Não basta? Então, chamo um parceiro de adolescência, o hoje renomado ginecologista Dr. Nelson B. Cymbalista, na época, o Neca, inseparável vizinho na rua Maestro Elias Lobo, ali no Jardim Paulista.

Pois, nas tardes ociosas, Neca e eu íamos à pé até o Morumbi, que se resumia num gramado bem cuidado, com duas traves e cercado por cabanas de madeiras utilizados como vestiários para os jogadores e os trabalhadores que erguiam o gigante de concreto absurdo para aqueles tempos.

Pois, depois do treino coletivo do time, já de roupa social, Canhoteiro, para nosso encanto, jogava uma moeda no ar, aparava-a com aquele pé esquerdo ungido, produzia algumas embaixadas, até o toque final que enviava a moeda ao seu bolsinho de chaves na calça.

Acredite se quiser.

COPA DO BRASIL

Na Copa do Brasil, nesta quarta-feira, o Vasco é o grande favorito. Não só pela extraordinária recuperação que teve nos últimos tempos, mas, sobretudo, por jogar em São Januário, contra o Avaí. Mas, o time catarina, atenção!, está certinho nas mãos de Silas, e tem Marquinhos controlando o jogo no meio de campo.

Além do mais, vem embalado pela classificação espetacular diante do São Paulo, em Florianópolis.

Quanto ao outro jogo das semifinais da Copa do Brasil, a previsão fica mais nebulosa: o Coritiba vem cumprindo um semestre sensacional. Acumulou vinte e tantos jogos de vitória, antes de perder sua longa invencibilidade diante do Palmeiras, num jogo em que podia perder, pois metera 6 a 0 no adversário. Será que quebrou o encanto? Não sei.

Só sei que o Ceará, agora com seu artilheiro Marcelo Nicácio, de volta, depois de uma ida e vinda, é um time bem armado por Mancini, que derrubou o outro invicto brasileiro, nenhum outro senão o poderoso Flamengo.

É jogo pra mais de metro.

FESTAS ESTADUAIS

Esta segunda foi dia de festa para os estaduais que se encerraram no fim de semana, com a escolha dos melhores de cada um nas tais seleções dos respectivos campeonatos.

No Rio Grande, o Cruzeiro, time-surpresa do torneio, levou o maior número de prêmios. Assim como em Minas os Américas (TO e MG) tiveram um destaque especial. Por exemplo: Fábio Jr., o centroavante e artilheiro do campeonato. Mas, cá entre nós, mesmo sem ter visto o suficiente desse campeonato, Douglas não poderia ficar de fora desse time..

Sim, aquele mesmo Fábio Jr. que surgiu no Cruzeiro como um provável substituto de Ronaldinho Fenômeno, quando este partiu para a Holanda. Rodou mundo e nunca conseguiu comprovar essa expectativa. E, quando o julgávamos aposentado, balançando na rede da varanda das lembranças, ressurge fazendo gols adoidado e levando seu time ao pico da disputa do campeonato mineiro.

Em São Paulo, montaram uma seleção meio Mandrake. Chicão, por exemplo, não foi o melhor zagueiro central do campeonato. É um belo defensor, mas não jogou bem, neste certame.

Renatinho, meia-armador da Ponte, merecia um lugar nesse time. E Dagoberto, que cumpriu sua melhor performance nesta disputa, teria de estar ali no trio de ataque, no lugar de Kleber, que esteve um mísero degrau abaixo do tricolor, nas contas finais.

Por fim, no Rio, me estranha a presença de Ronaldinho Gaúcho na Seleção do Rio. Estranha mas não espanta. Afinal, o gauchinho marcou o gol da vitória na conquista  da Taça Guanabara, o primeiro turno do caricoa.

Como segundo atacante, talvez a vaga devesse ser de Eder Luís. Mas, nada reclamar, quando se trata de um craque do porte de Ronaldinho.

De qualquer forma, no geral, é isso aí.

O BIZARRO TEVEZ

Outro dia, o motorista da Sportv que veio me  buscar, perguntou-me o que queria dizer a palavra bizarro. E explicou: carregava daqui pra lá jovens repórteres que, a qualquer momento, repetiam essa palavra, fosse em referência a pessoas ou situações.

Bem, o Aurélio fala num cara elegante, bem posto etc, mas admite alguém fora do comum.

E, quando o motorista me fez a pergunta, veio-me à memória uma estampa da infância: o Supero-Homem Bizarro, a contrafacção do autêntico Super-Homem – um Super-Homem de rosto e uniforme retalhados.

Pois Tevez me lembra esse anti-herói dos quadrinhos: o rosto devastado pelas chamas de uma infância infeliz, o corpo atrofiado pela fome, e o talento único, soprado pelo destino que lhe foi antes tão cruel.

Nesta terça, meteu dois gols na vitória por 3 a 1 sobre o Stoke. Um, de alta classe, ao limpar dois beques e concluir fora do alcance do goleiro; outro, batendo falta no ângulo.

Isso é bizarro, embora tão natural.

Notas relacionadas:

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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

domingo, 10 de abril de 2011 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Copa do Brasil | 21:48

A EFICIÊNCIA DO FLA

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O clássico carioca esteve longe das suas tradições, distante das expectativas atuais, mas dentro da realidade atual das duas equipes. Quer dizer: um Botafogo de elenco apenas razoável e em fase de transição, com a chegada do novo treinador, Caio Jr., e um Flamengo estrelado, de campanha irrepreensível na temporada, mas que não consegue brilhar.

Assim, venceram os números, o desempenho: 2 a 0 para o Flamengo, dois gols de Thiago Neves, uma das estrelas rubro-negras que ainda não conseguiu encantar, embora venha sendo altamente eficiente.

A ESTREIA DE MURICY

Muricy, finalmente, sentou no banco do Santos, em Americana. E o que viu em campo, por certo, não lhe deu felicidade.

Com Ganso, poupado, a seu lado, Muricy certamente viu um Santos inoperante, embora tivesse o domínio da maior parte do jogo. Nem tão firme na defesa como ele pretende, nem tão ofensivo como vinha sendo em passado recente.

Melhorou um pouco com a entrada de Ganso, no segundo tempo, mas nada que justificasse placar maior do que o zero a zero final. Aliás, quem esteve mais perto de marcar, na verdade, foi o Americana. Ou melhor: marcou, mas o juiz anulou.

SHOW TRICOLOR

Curioso esse detalhe: mesmo desfalcado de vários titulares, dentre eles o menino Lucas, sua principal atração, e com dois zagueiros apenas, o São Paulo foi a Bauru, deu um show de bola e meteu quatro gols no Noroeste.

Vale destacar aqui as atuações de Carlinhos Paraíba, Dagoberto, mais uma vez, Marlos e Jean, como autêntico lateral-direito.

Ah, sim, vá somando mais um gol de Rogério, de pênalti.

FALCAO E A GOLEADA

Obviamente, nada tem a ver a contratação de Falcão para o lugar de Celso Roth com a súbita goleada do Inter sobre o Universidade, pelo Gauchão: 6 a 2!

Mas, não foi assim, uma moleza, não. O Universidade saiu na frente, com 2 a 0, e o Colorado teve de correr para virar um caminhão de melancia sobre o adversário.

Quanto a Falcão, é só desejar-lhe toda sorte do mundo, que merece.

Notas relacionadas:

  1. PALMEIRAS? DEIXE-ME EXPLICAR
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domingo, 20 de fevereiro de 2011 Sem categoria | 00:19

E PODE?

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E pode? Pode. Tanto pode que podeu, como diz o matuto.

Pois não é que o milionário e poderoso Fluminense, campeão brasileiro e exaltado não sem razão um dos dois melhores time brasileiros da atualidade, caiu fora da disputa do título da Taça Guanabara diante do modestíssimo Boa Vista?

E não é dizer que tudo foi fruto da fatalidade: um Flu arrasador lá na frente, perdendo gol sobre gol, e o Boa Vista, em duas estocadas fez o placar final de 2 a 2. Nada disso, o Flu nunca chegou a ser arrasador e o time de Saquarema jamais apelou para os sortilégios do jogo. Não, simplesmente jogou, marcou e atacou, com menos frequência do que o Tricolor, é verdade, mas jogou.

Depois, nos pênaltis… Bem, nos pênaltis, Conca abriu o buraco que Rodriguinho fechou. E, se Conca perde pênalti decisivo…

Show tricolor

Já o Tricolor paulista, em jogo que não vale nada pelo Paulistão, deu um show no Morumbi, diante do Bragantino: 4 a 0, com direito ao dobro, pelas chances perdidas, além do pênalti desperdiçado por Rogério Ceni, o que seria o nonagésimo de sua incomparável carreira.

Como o Braga também se armou com três zagueiros, os esquemas se encaixaram e o que prevaleceu, no fim das contas, foi mesmo a melhor técnica e a maior habilidade de todos os são-paulinos.

Ainda mais que o meio de campo e o ataque tricolores, além de técnicos e hábeis, são velozes e versáteis, funcionando quase como um daqueles caleidoscópio da infância distante em que as figuras vão tomando novas formas ao giro do aparelhinho.

E tudo começa com a formação da dupla de volantes – Casemiro e Carlinhos Paraíba, em tarde inspiradíssima -, antes de chegar as tramas vertiginosas de Lucas, Dagoberto e Fernandinho, três capetas alternando-se na armação, na penetração e na finalização.

E, pra mal dos pecados do Braga, quando Carpegiani sacou Fernandinho – faca em manteiga derretida -, colocou em seu lugar o menino William José, da Seleção Sub-20, que foi logo definindo o placar com um petardo de fora da área preciso.

Resumindo: o Tricolor pegou no breu.

Notas relacionadas:

  1. RICOS E POBRES TEMPOS
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , ,

quinta-feira, 2 de setembro de 2010 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros | 23:31

PEIXE E TRICOLOR

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Santos e São Paulo passaram por Avaí e Atlético Goianiense, num momento delicado para as duas equipes.

O Santos, pressionado na tabela pelo Botafogo – que segue cumprindo excelente campanha, sob o comando de Joel Santana -, venceu, por 2 a 1, mas, penou na Vila. Penou porque o Avaí é um time bem armado, ousado, e que, na necessidade de virar o placar, partiu para o jogo sem temor.

Mas, o Peixe é isso: não recua, não abre mão de atacar, e, sobretudo, tem Neymar, essa joia que os juízes deveriam preservar em vez de perseguir, por força da visão perversa do futebol por boa parte da mídia esportiva.

O menino é menino, é leve, joga em alta velocidade e sabe jogar como poucos – dribla, passa, toca de primeira, lança, faz tudo com a bola. Logo, está mais exposto ao choque e a consequente queda. Nem sempre essa queda é resultado de falta, mas também não é fruto de encenação (poucas vezes, é). Na maioria das vezes, porém, Neymar é vítima das pancadas dos botinudos incapazes de, legalmente, tomar-lhe a bola.

Bem, mas o fato é que o Santos, com gols de Neymar, antes mesmo do primeiro minuto de jogo, e de Marcel, no segundo tempo, venceu, manteve-se em terceiro lugar e acena com a forte possibilidade de ser aquele que pode romper a hegemonia até agora detida por Flu e Corinthians.

Já o São Paulo, com uma formação mais arejada, com dois volantes, três meias e apenas um atacante, pelas ausências forçadas de Ricardo Oliveira e de Fernandão, teve sua primeira vitória sob o comando de Sérgio Baresi.

Venceu o Atlético Goianiense por 2 a 1, no Morumbi. E, se pudesse contar com um atacante de fato, como Ricardo Oliveira, por exemplo, não tenho dúvidas que conseguiria alcançar um resultado mais folgado.

De qualquer forma, esse é o caminho que Baresi deve seguir, se quiser salvar os dedos e os anéis.

Notas relacionadas:

  1. O TRICOLOR, DE TRÊS DEDOS
  2. TOQUE TRICOLOR
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , ,

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 Campeonatos Estaduais, Clubes brasileiros, Libertadores | 02:28

DUPLAS ARTILHEIRAS

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O São Paulo entrou com seu time titular, de acordo com o técnico Ricardo Gomes, e venceu o São Caetano por 3 a 0. O Corinthians, ainda sob o processo de rodízio, levou virada de 2 a 1 da Ponte. Então, foi por isso?

Não necessariamente, amigo. Tem mais a ver com os jogos em si e suas circunstâncias.

O São Paulo, por exemplo, que jogou com mais empenho e técnica melhor do que nas últimas partidas, no entanto, sofreu ataques do Azulão tão frequentes e perigosos que, não fosse Rogério Ceni, o placar poderia ter sido outro. Valeu, porém, o entendimento da dupla de ataque – Dagoberto e Washington, autores dos dois primeiros gols, em parceria exata. E a boa estreia de Cleber Santana.

Já o Corinthians jogou mal o tempo todo, sem entrosamento, e só agrediu a Ponte no final, quando o resultado já lhe era negativo.

Ambos, porém, como de resto quase todos os grandes deste imenso Brasil sofrem do mal da curta pré-temporada, e ainda estão buscando seu melhor jeito de jogar, com raras exceções.

O Império do Amor

Foi assim que a torcida rubro-negra batizou a dupla de artilheiros, afiadíssima, formada pelo Imperador Adriano e Wagner Love. E não é pra menos, pois ambos estão em lua de mel com o gol. Nesta quarta-feira, por exemplo, o Imperador fez um e Love dois.

Mas, se lá na frente é beijinho, beijinho, aqui atrás a coisa anda feia: com os três gols tomados do Olaria, o Flamengo soma seis em dois jogos. E olhe que Bruno ainda pegou um pênalti…

Por falar em Bruno, o goleirão falhou em pelo menos dois dos gols do Olaria. Tem crédito, porém.

Assim como o menguista, apesar do empate inesperado, celebra a passagem de seu time para as semifinais da Taça Guanabara, o primeiro turno do campeonato carioca, cujo campeão já estará na decisão final dos dois turnos.

Massacre azul

Não havia a menor dúvida de que o Cruzeiro, depois do empate em Potosi, ganharia fácil a revanche no Mineirão. Não só porque o Potosi é muito fraco, mas, sobretudo, porque a Raposa é muito forte, sobretudo no ataque. Ainda mais com a volta do Gladiador.

Enfim, os 7 a 0 desta quarta-feira não foi mais do que um timbre da excelência do time de Adilson, embora, daqui pra frente, a história passa a ser bem outra.

Inter e Grêmio

O Inter meteu 3 a 1 no Novo Hamburgo, mas não foi tão mole assim, não.

É verdade que o Inter desta quarta-feira não era nem a garotada do início da temporada, nem os titulares que bateram o Grêmio no domingo. Era um mistão, mais reservas do que titulares, o que dá a dimensão do elenco colorado.

Já o Grêmio, sem Souza e Leandro, saiu de campo vaiado pela parca torcida que se aventurou ao estádio, por causa do empate em 1 a 1 com o São Luiz. Mas, pelos melhores momentos exibidos na TV, o Grêmio bem que poderia ter vencido até com certa folga: só Jonas e Borges criaram e perderam três gols cada (Borges, pelo menos, fez um).

Além do mais, o Tricolor gaúcho segue líder isolado de seu grupo, mesmo neste período de adaptação.

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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009 Libertadores | 00:02

O MELODRAMA E A EPOPÉIA

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O primeiro tempo foi um longo bocejo: a bola, ali pelo meio de campo, impulsionada de lá pra cá, sem senso, nem exatidão. O São Paulo teve-a aos pés mais tempo, é verdade, mas, no máximo, conseguiu disparar três ou quatro chutes de fora da área, se tanto. E o Indpendiente de Medellin, nem se retrancou, nem fustigou.

No segundo, depois de uma bela arrancada de Hugo, o São Paulo acordou, e incrementou seu jogo ainda mais com a entrada de Dagoberto.

Mas, nada de a bola entrar. Ao contrário: num raro contragolpe colombiano, Arias bateu do meio da área. E, quando o desespero já dominava as ações do Tricolor, Borges, de voleio empatou. E o que seria uma tragédia virou um melodrama.

Epopéia mesmo foi a do Sport, que, em Santiago, meteu 2 a 1 no Colo-Colo, em noite inspirada do menino Ciro, atacante de 19 anos de idade, que pinta como a grande revelação do futebol brasileiro nesta temporada. Fez o primeiro gol e deu o passe para o segundo, de Wilson.
Mas, isso é só o começo.

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