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15/11/2009 - 14:48

TROPICANDO NAS BEIRADAS

cruzeiro-galo

Os dois mineiros, que vinham comendo pelas beiradas, como é de lei nas Alterosas, desta vez, tropeçaram feio nesta rodada tão crucial para quem disputa o título (caso do Galo) ou uma vaga na Libertadores (Cruzeiro). O Galo perdeu para o Coritiba, na casa do inimigo, enquanto o Cruzeiro, em pleno Mineirão, e com um jogador a mais (houve um instante em que eram dois), permitiu o empate do Grêmio. Claro que nenhum dos dois está fora das respectivas disputas. Mas, essa não é hora de tropicar, como diz o matuto das Gerais.

AVOZINHO, HUMMM…

Não diria que foi no sufoco, mas o fato é que a pálida vitória de Portugal sobre a Bósnia, por 1 a 0, plantou mais dúvidas do que certezas de que nosso avozinho conseguirá passar pela fresta da repescagem à Copa do Mundo. Na Bósnia, o clima costuma esquentar, mesmo nesse outono invernal da Europa.

CANA NELES!

O Ministério Público do Estado de São Paulo resolveu recorrer da decisão inicial da justiça, que liberou o nefando árbitro daquelas mutretas de 2005 de qualquer punição. Não era sem tempo e juízo, pois, segundo muitos juristas e o senso comum, houve, sim, estelionato.

PARREIRA, NO MIUDINHO

O meu querido Parreira vai ter de dançar o miudinho para botar ordem e uma pitada ao menos de talento a esse time da África do Sul. Jogando em casa um amistoso com o Japão, o desempenho dos anfitriões da próxima Copa foram absolutamente inócuos. Quanto aos japoneses, essa coisa de o técnico deixar Nakamura na reserva poderá custar-lhe muito caro.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , ,
29/10/2009 - 00:25

NOITE TRICOLOR… E AZUL

A noite foi tricolor… e azul. Sim, porque São Paulo e Cruzeiro cumpriram seu dever, enquanto Inter e Flamengo tropeçaram. Resultado: o Tricolor vara a madrugada e o dia seguinte como líder do campeonato, e o Flamengo, sem Petkovic, cede seu lugar para o Cruzeiro, que virou sobre o Santo André por 2 a 1, em jogo que revela bem o grau de dureza que será essa travessia dos seis jogos finais.

No Morumbi, o jogo foi tenso, por isso mesmo eivado de passes errados de parte a parte, e Washington, na sequência de cobrança de córner da esquerda, Washington definiu o placar, aos 47 do primeiro tempo.

De resto, Bosco segurou as pontas nos momentos em que o Inter mais pressionou, sob o comando de D’Alessandro, muito ativo o jogo todo, sobretudo no primeiro tempo, quando o Inter teve o controle da partida.

Já o Flamengo perdeu o jogo e a longa invencibilidade na Arena de Barueri, por 2 a 0, num jogo em que foi envolvido pelo adversário, apesar dos repentes que poderiam até levá-lo ao empate.

Aliás, era de se esperar que, se o Flamengo de tão bela campanha, tivesse de tropeçar a hora era essa. Não apenas pela ausência de Petkovic, o toque mágico que transformou um time como os outros em algo superior. Mas, sobretudo, porque, num campeonato tão parelho, essa série de dez jogos sem derrota representava o limite das forças naturais de qualquer equipe.

E, por pouco, mesmo perdendo, o Flamengo não permanece ali no limiar do G-4, pois o Cruzeiro, em pleno Mineirão, perdia para o Santo André até o finzinho do jogo, quando revirou o placar em tons épicos.

Bem, agora, a bola está nos pés do Periquito e do Galo, que nesta quinta fecham a rodada com possibilidades de mudarem, da noite pro dia, o cenário construído na véspera.

Enquanto isso, em Atibaia... (Charge de Milton Trajano)  

 Enquanto isso, em Atibaia… (Charge de Milton Trajano)

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
19/10/2009 - 17:01

A PERPLEXIDADE DE MURICY

Depois da derrota para o Flamengo, Muricy não estava nem divertido, nem malcriado. Parecia, isso, sim, perplexo diante do que vem ocorrendo não apenas com seu time, mas com a maioria dos postulantes ao título, neste momento.

Quando parece que este ou aquele vai engrenar, patina ou reflui. E olhe que ainda falta cerca de 1/4 do caminho a ser percorrido, como em adverte um dos nossos bloguistas aí embaixo.

Mas, se os que estão lá em cima, com exceção do Galo, que parece ter retomado impulso com a volta de Tardelli e a integração de Ricardinho na equipe, andam escorregando além da conta, outros vêm de posições inferiores, num crescendo ameaçador. São os casos de Flamengo e Cruzeiro, dois clubes de imensa tradição e bola respeitável nos padrões atuais do nosso futebol.

Ah, sim, e o Grêmio, que, se não embalou ainda, poderá fazê-lo a partir do clássico de domingo, contra um Inter, que continua o mesmo, apesar da troca de técnicos: uma no cravo, outra na ferradura. Uma eventual vitória sobre o rival antigo, lá no Sul, em geral vale por um campeonato, conferindo força moral extra ao vencedor.

Dando uma espiada por cima na próxima rodada, de qualquer forma, o Palmeiras surge como o grande favorito, diante de um Santo André caindo pelas tabelas. Joguinho, portanto, perigoso, pois, em caso de derrota, embora o Verdão não deva perder a liderança, corre sério risco de entrar em crise emocional que se refletirá decisivamente nas rodadadas subsequentes.

Outro verde que tem tudo para estancar a queda é o Goiás, que pega o lanterninha do campeonato, Flu, em casa. Mas, o Tricolor está dando o sangue para fugir do rebaixamento. Portanto, não são favas contadas.

Já o Galo, animado e atuando no Mineirão, mesmo assim não deverá encontrar facilidades diante de um Vitória bem dirigido por Mancini, com Ramón e cia., e que já começa a rondar a zona de classificação para a Libertadores, ao lado de Grêmio e a quatro pontos do Flamengo, o quinto colocado.

Quanto ao Flamengo, em prodigiosa ascensão, pega um Botafogo ainda tentando de afastar da zona de descenso. Mas, é um clássico, como tal…

Situação mais ou menos como a do São Paulo, que vai à Vila enfrentar um Santos que terá de volta o meia Ganso, o que deverá fazer muita diferença no Peixe, que nem vai, nem volta. Só que o Tricolor, embora frequentando ainda o G-4, vem de sucessivas fracassos, ao contrário do Fla.

Como se vê, ao cabo dessa próxima rodada, a perplexidade de Muricy poderá se transformar em confiança, ou em desespero, tudo depende de para que lado a bolinha rolar.

VELHINHOS PIMPÕES

Num futebol que se caracteriza pela incrível capacidade de regeneração, lançando no mercado mundial uma pá de novos talentos, ano após ano, e num tempo em que tanto se louva a força física, a resistência e a velocidade, é de surpreender a legião de velhinhos pimpões que andam dando o tom do Brasileirão.

Aliás, não só aqui: acompanhe o amigo os jogos do Manchester United, líder do campeonato inglês, e se delicie com o desempenho de Ryan Giggs, aquele canhotinho prodigioso, quase quarentão. Há três ou quatro anos, como um Sílvio Caldas da bola (pra quem não sabe, o Caboclinho Querido, um dos quatro maiores cantores populares da nossa história, passou os últimos vinte anos de sua vida dando seu último show e gravando seu último disco), Giggs vem anunciando sua aposentadoria.

Mas, com aquela bola toda e aquele fôlego interminável, como? Giggs, aliás, lembra outro britânico hisórico, uma lenda do futebol inglês: Sir Stanley Matthews, que só foi pendurar as chuteiras depois dos 50 anos de idade. Aliás, com 45 anos de idade, deu um baile memorável, em Wembley, na Enciclopédia do Futebol, nosso incomparável Nilton Santos.

Surpreso? Pois, então, engula esta: meu querido amigo Zé Nogueira, da Rádio Eldorado, celebrou seus 80 anos de idade participando de um daqueles rachas semanais do que restou dos Namorados da Noite, time de artistas e boêmios desta província.

Mas, voltando aos campos tão exigentes do Brasileirão, aí estão Petkovic, Ricardinho, Ramón, Ronaldo Fenômeno, com todas as suaws cicatrizes e excesso de peso, Marquinhos, do Avaí, todos acima dos trinta e alguns beirando os quarenta. E todos brilhando entre tantos búfalos jovens, de força e disposição descomunais.

Perceba o amigo que, com exceção de Ronaldo, todos os demais citados são meias, articuladores de jogadas, função tão desprezada nos últimos tempos no Brasil, pois ainda há quem suistente a impossibilidade de jogadores desse talhe técnico participar pra valer de um futebol de músculos e têmpera tão afiados como os dehoje em dia.

Bobagem, ja que esses caras não jogam com os pés. Jogam com a cabeça, e cérebro, todos nós sabemos, não tem músculos.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Sem categoria Tags: , , , , , , , , , , , ,
25/09/2009 - 18:12

RODADA DE FOGO

A rodada deste fim-de-semana se prenuncia tensa e agitada, com o líder Palmeiras jogando no sábado, em casa, contra o Atlético Paranaense e torcendo desesperadamente pela combinação de resultados favoráveis, no domingo, quando o São Paulo enfrenta o Corinthians no Morumbi, o Inter recebe o Flamengo no Beira-Rio, o Galo pega o Santos no Mineirão e o Goiás, no Serra Dourada, espera o Grêmio, todos ele, uns mais, outros menos, próximos do topo da tabela.

Aparentemente, a tarefa do Verdão é menos dura do que a dos demais. Mas, só aprantemente, pois o Furacão reagiu sob o comando de Antonio Lopes e o Palmeiras não poderá contar com um dos seus três principais jogadores – Cleiton Xavier (os outros, claro, são Marcos e Diego Souza). E, pior: não há no elenco um articulador de jogo de estilo semelhante ao de Xavier. O mais próximo é Deyvid Sacconi, que, no entanto, não parece merecer total confiança do técnico Muricy, por sua fragilidade na marcação.

Mesmo assim, estimulado pela virada heróica sobre o Cruzeiro no Mineirão, na quarta-feira passada, o Verdão tem a seus pés uma chance maior de, no mínimo, manter a distãncia de três pontos sobre o seu mais próximo concocorrente, o São Paulo.

O MAJESTOSO

Este, sim, é que deverá superar o tabu dos últimos sete jogos de insucessos diante do Corinthians, no Morumbi.

Além de jogar apoiado em 90 por cento da torcida que for ao estádio, o Tricolor leva a vantagem de ser um time já mais definido do que o Corinthians, em fase de transição ainda. Tanto, que só de última hora Mano Menezes soube que poderá contar com os mais recentes reforços – Edno e Defederico – depois de questões burocráticas. E, mesmo que possa tê-los na equipe, é impossível prever o comportamento de um ou de outro, por natural falta de entrosamento com os demais companheiros.

Mas, quando se trata de Majestoso, como o saudoso Olýmpicus cunhou esse clássico há mais de seis décadas, tudo é possível, como prova a história.

INTER E FLA

O Inter é o bão, mas o Flamengo é o marvado, como se diz por esse interiorzão afora.

Sim, porque o Colorado está lá em cima, enquanto o Flamengo ainda está escalando a tabela. Mas, o Inter, apesar de seu elenco de excelência, sei lá, na hora H, fura, a exemplo do que aconteceu ainda neste meio de semana jogando pela Copa Sul-Americana.

Já o Flamengo vem no embalo da dupla Pet-Adriano, de vento em popa. E, se conseguir uma vitória em pleno Beira-Rio, o que não é impossível, embora improvável, passará a incomodar seriamente os vanguardeiros da tabela.

Jogo de chispas e barulhos.

GALO E PEIXE

Essa o Galo não pode deixar escapar de seu terreiro. Não apenas porque se revigorou na última rodada, como porque o Peixe  tem revelado extrema fragilidade, até mesmo no Alçapão da Vila. Ainda mais se Ricardinho estrear no Atlético, como está revisto.

Mesmo ainda desentrosado, se estiver bem física e tecnicamente, é aquele meia capaz de enfiar as bolas que farão a festa de Diego Tardelli e Eder Luís lá na frente.

NO SERRA DOURADA

Esse é o jogo em que o Goiás terá de provar que está lá em cima pra disputar mesmo o título e não para apenas assegurar uma vaga na Libertadores. Pois, recebe no Serra Dourada um Grêmio de camisa e bola para não só assumir seu posto no G-4 como arrancar em direção à disputa pra valer pela faixa de campeão.

O Goiás, porém, depois de um vacilo, parece ter recuperado a pose, e, com Fernandão já mais adaptado ao time, deverá ainda incomodar muita gente boa, se não ultrapassá-la.

PÊNALTIS E CIVILIDADE

Por princípio e formação, sou avesso a qualquer tipo de veto à expressão de ideias de qualquer um sobre qualquer assunto. Por isso mesmo, apesar das instâncias de alguns bloguistas amigos que se sentem desconfortáveis com alguns comentários estúpidos de eventuais leitores, o canal de interatividade com os frequentadores deste blog é mantido aberto, tanto para os prós quanto para os contras.

Porque, talvez ingenuamente, apesar da idade e dos golpes recebidos na vida, creia que essa é uma ínfima contribuição, um grão de areia na Praia Grande, no sentido de o cidadão brasileiro usufruir desse sagrado direito de expressão, com civilidade e juizo.

A maioria tem cumprido esse designio. Outros, porém, não conhecem os limites do diálogo público, e passam a despejar xingamentos pessoais ao cronista, seja pelos conceitos que emito, seja por omissões deste ou daquele detalhe, alguns importantíssimos. A estes devolvo todas as ofensas, em dobro, e lastimo que não tenham ainda conseguido sair de suas respectivas cavernas.

Aos outros, peço desculpas por não ter manifestado minha opinião acerca dos pêbaltis reclamados pelo Cruzeiro, na derrota para o Palmeiras, na última quarta-feira. E não o fiz, não por incúria ou por qualquer outro propósito mais escuso. Simplesmente, na pressa de escrever a minha crônica e na incerteza sobre os lances discutidos, preferi esperar para rever todos os lances com calma e acuidade, o que não me exime de cometer outros erros nessa avaliação final, humano que sou.

Enfim, lá vai: na minha maneira de ver, houve dois pênaltis a favor do Cruzeiro – em Fabrício e aquele, já nos descontos. Não é pouco, pois foram lances que poderiam alterar inteiramente o cenário desse jogo, para o bem ou para o mal de um ou de outro.

Ponto final.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
24/09/2009 - 00:22

PINTA DE CAMPEÃO

Eis uma vitória fundamental para a caminhada do Verdão em direção ao título. Não só porque venceu uma barreira dura – ganhar do Cruzeiro no Mineirão -, tampouco porque disparou três pontos à frente do vice, São Paulo, rival histórico e tricampeão brasileiro.

Mas, principalmente porque injetou um moral extra nos jogadores e na torcida, entre outras coisas, por ter resistido durante quase todo o segundo tempo com dez contra onze de um time forte e pleno de tradição.

Até então, o jogo estava parelho e o Palmeiras havia virado o placar, aberto por Thiago Ribeiro, com um gol de falta de Diego Souza e outro, na escapada de Love, em passe exato de Cleiton Xavier.

Depois da expulsão de Armero, só deu Cruzeiro, bola na trave, raspando o poste e tal e cousa e lousa e maripousa. Resumindo: vitória com pinta de campeão.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: ,
30/08/2009 - 20:47

MUITA TENSÃO E POUCA BOLA

Quem esperava um clássico histórico entre São Paulo e Palmeiras se frustrou. Foi apenas um jogo dentro dos padrões convencionais: muita tensão, extrema marcação, pouca emoção e nenhuma invenção.

O Verdão dominou os primeiros 20 minutos, até que o zageiro Maurício Ramos se machucasse. A partir daí, com a entrada de Marcão, Muricy mudou o braço da viola, e voltou ao seu amado sistema com três zagueiros. Três pra cá, três pra lá, e permita-me dar um bocejo, pois nada mais aconteceria nesse jogo.

Como, aliás, não aconteceu.

O São Paulo, é verdade, foi um pouco mais agudo, nos contragolpes, mas pouco para o nível de expectativa desse jogo que poderia alterar alguma coisa na ponta da tabela.
Se imaginarmos que são dois dos grandes favoritos ao título do Brasileirão, que pobreza…

FLA, TIMBU E AVAÍ

O Flamengo se recuperou diante do Santo André, sábado, no Maracanã. Não porque meteu 3 a 0 nos azuis do ABC.

mas, sobretudo, porque jogou bem, sob o comando de Petkovic, o nome do jogo, logo ele, de quem nada se esperava quando voltou à Gávea da semi-aposentadoria, só pra cumprir um acordo comercial.

Pois, Pet, em um ou dois jogos, já é uma das atrações do campeonato, graças à sua técnica inexcedível.

Já o Avaí caiu, depois da incrível série invicta de onze jogos, diante do Coritiba, fora de casa. Mas, se há um caso em que se pode dizer que caiu de pé é este. O Avaí, embora jogando no campo inimigo, ainda que

perdendo, jamais perdeu o juízo e o domínio da partida. Continuou tocando a bola e esperando a chance que não veio, afinal.

Quanto ao Coritiba, mais uma vez, todos os louros para Marcelinho Carioca, mais uma vez, o motor da vitória e autor de mais um golaço.

Por fim, o Timbu, que renasce nas mãos de Geninho, meteu três no Furacão, lá nos Alitos, com direito a golaço de Bala – uma parábula lá do meio da rua que o goleiro nem viu.

INTER DESBANCA GOIÁS

Claro que a expulsão de Fernandão, ainda no começo do jogo, foi significativa. Mas, o fato é que o Inter goleou o Goiás e já saltou para o terceiro lugar, com um jogo a menos, ultrapassando o Sao Paulo.

E o fez sem seu goleador Alecsandro, substituído pelo garoto Marquinhos, mas, sobretudo, escorado na dupla de veteranos zagueiros – Indio e Fabiano Eller -, que deu a segurança que faltava à defesa colorada.

O Inter, não resta dúvida, é um dos poucos candidatos pra valer ao título.

PEIXE E RAPOSA

Os meninos da Vila enterraram ainda mais o Fluminense: 2 a 0, gols de André e Ganso, que joga muito, meu povo. Os meninos, claro. com o apoio do veterano Emerson, aquele.

Quem, contudo, segue patinando é o Cruzeiro, que empatou por 3 a 3 com o Vitória no Barradão. Esse resultado, em tempos normais, seria perfeitamente digerível. mas, na situação atual…

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
21/08/2009 - 01:20

ÊTA JOGO BOM DE SE VER

Uni, duni e tê… pronto, deu Náutico e Goiás, como poderia ter escolhido Galo e Avaí ou o clássico do Maracanã, Flamengo e Cruzeiro.

Então, acomodo-me na poltrona, e fico ali, ó, só me deliciando com um jogo rápido, envolvente, quase hipnótico. Os dois times se enfrentam de peito aberto, lá e cá, e a bola ronda as duas metas, até que os timbus começam a tomar conta das ações, e chegam ao seu gol, em cruzamento de Michel que o zagueiro goiano Leandro Eusébio empurra inadvertidamente para as próprias redes.

O mesmo Michel que mandara antes uma bola na trave de Harley.

Sucede que, no segundo tempo, o Goiás veio armado para virar esse jogo, embora Dacosta, logo aos 7 minutos, perde gol feito, ele, a bola e o goleiro. Por cima. A partir daí, o Goiás enreda o Náutico numa trama vertiginosa, mas inconsequente, ainda que metesse uma bola na trave, até que o técnico Geninho mexe aqui, mexe ali, e o Náutico reemerge para, no finzinho, selar o placar, com Anderson Lessa.

Ah, se todos os jogos fossem assim…

NO MINEIRÃO E NO MARACANÃ TAMBÉM

A propósito, o jogo do Mineirão foi mais ou menos isso, segundo os relatos dos que o viram e os excertos exibidos pela tv: um 2 a 2 de provocar síncopes, já que o Atlético vencia por 2 a 0 ainda no primeiro tempo, meteu bola na trave e tal e cousa e lousa e maripousa. Mas, no segundo, o Avaí reincorporou aquele espírito de invencibilidade que o vem insuflando nas últimas dez rodadas, e chegou ao empate.

Assim como dizem que a virada do Cruzeiro sobre o Flamengo, no Maracanã, também provocou altas doses de emoção. Emerson abriu a contagem de cabeça, enquanto Diego Renan e Fabrício mantiveram o Galo ainda na bica de disputar o título com Inter, Goiás, São Paulo e Palmeiras, os degraus a serem percorridos pelos mineiros daqui pra frente.

AÔ, BELLÚ!

Lá no velho Brás dos italianos dizia-se, que quando um calabrês morde as juntas do indicador, é hora de correr pra debaixo da cama e acender uma vela, pois a vingança será malígna.

Então, fico imaginando a cena: o professor Belluzzo, amigo de velha data, mestre em economia e nas artes da política, refinado homem de letras, ex-ministro de Estado, de repente, dá uma mordida nas juntas do indicador, arregaça as mangas, mete o pé na porta do diretor de árbitros da CBF, invade o seu gabinete, agarra-o pelo cangote e, Dio Mio!, ataca sua carótida a dentadas mortíferas.

É sangue por todo lado.

Dirá o amigo leitor que estou variando, quem sabe vítima da gripe suína (sem nenhuma outra alusão, creia). Estou mesmo. Mas não à toa.

É que ouvi no rádio o presidente do Palmeiras declarar, com toda aquela calma que antecede a tempestade,  que tem tentado em vão reclamar civilizadamente das arbitrragens, que, segundo ele, andam prejudicando demais o Verdão. Mas, que, se não houver mudança de rumos, o sangue calabrês lhe subirá à veneta, e aí…

Bem, sugiro a nossos atilados repórteres que fiquem de olho no professor. Se, num dado momento, ele levar o indicador dobrado à boca… área, meu, área!

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , , , , , , ,
18/08/2009 - 16:40

CINCO JOGOS BÁSICOS

Pinço cinco jogos da rodada deste meio de semana que podem dar o tom do que nos espera neste segundo turno do Brasileirão.

Inter e Corinthians, por exemplo, no Beira-Rio, é jogo crucial para ambos. Para o Inter, pode significar aquele arranque em direção ao topo da tabela. Para o Corinthians a comprovação de que o time já começa a se aprumar nesta fase de transição. Está mais para o Colorado, mas nunca se sabe.

Já o São Paulo, que vem comendo pelas beiradas, não pode deixar escapar a vitória em casa contra o Fluminense, que se arrasta na rabeira do campeonato, e que, portanto, tem de dar a vida nesse jogo.

Quanto ao Galo, carece de conter o declínio momentâneo diante de um Avaí em plena ascensão, se quiser recuperar o porte de sério candidato ao título. Uma eventual derrota em seu terreiro, por certo, será fatal para o moral da equipe.

E o Goiás, vice-líder, vai aos Aflitos atrás de uma vitória que não apenas ratifique sua força inesperada como o coloque em situação de ir ganhando status de autêntico postulante ao título.

Por fim, Flamengo e Cruzeiro, um clássico nacional, no Maracanã, num momento em que o Flamengo, apesar da goleada sofrida diante do Grêmio, em jogo atípico, tem forças para voltar a brigar, pelo menos, por uma vaga na Libertadores, enquanto o Cruzeiro, que patina numa zona perigosa, terá de se reerguer rapidamente.

Pelo andar da carruagem, o Mengão está mais próximo da vitória, caso seus atacantes não desperdicem todas aquelas chances perdidas na derrota para o Grêmio.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , ,
17/08/2009 - 16:27

O QUE MUDAR

O primeiro turno do Brasileirão acabou. E não acabou, pois ficaram faltando três jogos que, simplesmente, podem definir o campeão virtual desse período e os demais integrantes do G-4, aquele que assegura vagas na Libertadores.

O Inter, aclamado como o melhor elenco do país no início da competição, com toda justiça, tem ainda dois jogos a cumprir, o que, em caso de dupla vitória, lhe dará a liderança isolada do campeonato, o que é sempre um forte impulso anímico para a fase final. Assim como o Galo, que liderou boa parte do certame, tem que fazer mais um jogo, cuja eventual vitória o recolocará no topo da tabela.

Por enquanto, o Palmeiras espia os demais de cima pra baixo. E é muito possível que vire o turno nessa nobre posição. E, mesmo que venha a perder o posto, tem time para seguir brigando pelo título, sobretudo, depois de Robert entrar nos trinques e se vierem os reforços pretendidos, dentre eles, Vágner Love.

Com a arrancada do São Paulo nas últimas rodadas, a grande decepção ficou por conta do Cruzeiro, um dos tantos candidatos habituais ao título. Depois da inesperada perda da Copa Libertadores em casa, mais as saídas de jogadores do porte de um Ramires e de Wagner, os azuis não conseguem se elevar a um patamar digno de sua história na tabela de classificação.

E é nesse cenário que volta á tona a discussão sobre a adequação do nosso calendário ao europeu, com o objetivo de definir melhor as equipes brasileiras para a disputa desse torneio, o mais significativo do país.

Já fui ferrenho defensor dessa idéia, no tempo em que a grande ameaça era o futebol europeu. Mas, hoje, tenho minhas dúvidas. Afinal, outros mercados fortes emergiram mais recentemente, para os quais não há janela, nem tempo de trocas: os fragmentos da antiga União Soviética, os árabes, os turcos, japoneses, coreanos, o diabo a quatro. Imagine só o amigo quando a China, uma economia em franca ascensão, entrar em campo…

Que nosso calendário precisa de fortes ajustes, não tenho a menor dúvida. Mas, talvez, não exatamente no sentido de adaptá-lo ao europeu, o que ainda não descarto de vez. Mas, sim, com vistas à elevação do nível do espetáculo, transformando-o em algo mais atraente para quem paga os ingressos nos estádios ou as assinaturas de tv a cabo ou por satélite.

E isso começa por uma pré-temporada decente, em que os clubes possam afiar músculos e técnica de seus times. Em que possam partir para uma interatividade com a elite do futebol mundial, seja patrocinando torneios internacionais aqui, como deixamos de fazer há muitas décadas, seja excursionando pelos grandes centros ou mesmo em ricas áreas emergentes.

Para tanto, terá de reformular drasticamente os tais campeonatos estaduais, pelo menos, nos principais centros do país, para que eles, estes sim, se adequem à nova realidade global.

De resto, é esperara que nossos cartolas tenham juízo, que nossos treinadores percam esse medo atávico de perder, e que a economia do Brasil cresça o suficiente para, ao menos, competir com esses novos mercados periféricos que avançam sobre nossos talentos com mais avidez até do que os europeus tradicionais.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros Tags: , , , ,
04/08/2009 - 17:34

RODADA DECISIVA, COMO TODAS

Évem, como dizem as baianinhas de saia de roda e penduricalhos de muito axé, mais uma rodada decisiva do Brasileirão. Isso mesmo: decisiva, pois, em campeonatos por pontos corridos, lá e cá, cada rodada é decisiva, cujos pontos disputados serão saudados ou lamentados lá na frente, na reta final.

E o Vitória de Carpegiani, por quem elas suspiram com graça e fervor, precisa se reabilitar diante do Barueri, quinta, na Arena, da derrota recente para o São Paulo, o que não parece nada improvável, desde que o adversário anda capengando, depois de bela campanha até três rodadas atrás.

Mesmo porque periga o Vitória ter mais torcida na Arena do que o Barueri, pelo simples fato de a Grande São Paulo ser a maior cidade nordestina do país, sobretudo de baianos natos e seus descendentes diretos.

Já o São Paulo, que venceu o Vitória na rodada passada, enfrenta uma pedreira maior até, ao receber o  Botafogo, que enceta uma reação na tabela nas mãos de Ney Franco. Não só pela força da camisa do Glorioso, mas pela arrancada recente que o despregou da zona de rebaixamento para o limiar da Sul-Americana.

Mas, o Tricolor começa a se ajeitar nas mãos de Ricardo Gomes, ainda que no velho esquema dos três zagueiros. Passou a marcar mais à frente, e está conseguindo fazer a bola circular com ciência no meio-de-campo, graças a pequenas, porém, fundamentais mudanças: o recuo de Hernanes à posição de volante, onde o rapaz se sente muito mais à vontade do que atuando como meia, e o visível crescimento do futebol de Dagoberto, herói das duas últimas vitórias tricolores, entre outras coisas.

O São Paulo, porém, apesar dos bons sinais, ainda não chegou ao formato ideal – talvez, nem chegue -, mas caminha nessa direção.

TIMÃO NOS AFLITOS

Ainda sem Ronaldo, mas com Edu no time, o Corinthians vai aos Aflitos enfrentar o Timbu lanterna, que na rodada anterior arrancou heróico empate do Flamengo, em pleno Maracanã. Aliás, nem tão pleno assim, onde a nota destoando foi protagonizada por Léo Moura, xingando a torcida.

A ausência de Ronaldo segue sendo uma lacuna impossível de ser preenchida, embora Souza, já no empate com o Avaí, tenha apresentado evolução significativa desde sua estréia no Corinthians.

E a presença de Edu implica num passe mais exato e em maior segurança para a defesa corintiana. Além de empurrar Elias mais à frente, onde o meia se dá tão bem como segundo volante. Acrescente aí a volta de Dentinho, e, tudo indica, teremos um Timão mais forte do que o do fim-de-semana. Com a cabeça fria, o Corinthians haverá de se moldar em novo time.

LÍDER IMPREVISÍVEL

Muricy, mal assumiu o comando do líder Palmeiras, e já imprimiu suas digitais no time. As digitais de um tricampeão brasileiro, o que vale ouro, sem dúvida. Mas, que descaracterizou o time até então em plena ascensão.

Se a justificativa de Muricy para impingir o esquema com três zagueiros contra o Sport, na pior exibição do time nas últimas sete/oito partidas anteriores, era porque o adversário usava o mesmo esquema, contra o Grêmio, nesta quinta, no Palestra Itália, isso cai por terra, já que o Tricolor gaúcho de Paulo Autuori mudou o braço da viola e joga com apenas dois zagueiros.

De qualquer forma, o Verdão tem todas as chances de acumular mais uma vitória, pois a recente goleada do Grêmio sobre o Cruzeiro, embora lídima, prejudica qualquer análise pelas expulsões de dois adversários.

Mas, se optar pelo sistema em que Muricy está aferrado, grandes são as possibilidades de o Grêmio, com seus Túlios, Adilsons, Tchecos e Souzas, dominar o meio de campo e ditar o ritmo do jogo.

Mais importante, porém, no caso, é celebrar os 36 anos de idade do goleiraço Marcos, na minha opinião, o maior da história gloriosa do Palmeiras, com todo o respeito a Oberdã, outro ícone, e a Leão, Valdir de Moraes, Primo e tantos que ali brilharam.

Idade de trinta e seis anos  para um goleiro do porte de Marcos é nada , quando sabemos que seus nobres parceiros de outras eras, no mundo todo, passaram dos quarenta jogando uma enormidade, como Carrizzo, Manga etc.

A propósito, pelo talento e pelo caráter de Marcos, se estiver nessa mesma forma às vésperas da Copa da África, teria um lugar na nossa Seleção, nem que seja para a reserva de Júlio César, que anda fechando o gol na Inter e na Seleção como poucos, diga-se.

TEMPO DO GOIÁS

O Goiás, em franca ascensão e celebrando a volta do filho pródigo, Fernandão, recebe no Serra Dourada um Flamengo machucado pelo empate com o Náutico no Maracanã, e cheio de dedos pela incompatibilidade entre Léo Moura, um dos seus principais jogadores, e a torcida, justamente no dia em que Andrade foi efetivado como treinador da equipe.

O Goiás, possivelmente, deverá ter de volta vários dos titulares que estiveram ausentes na heróica virada sobre o Santo André em São Caetano, o que aumenta em muito suas possibilidades.

O diabo é que o Goiás tem apresentado um resultado muito superior fora de casa do que no Serra Dourada: coisa de 78 por cento contra apenas 50.

É hora de virar esse jogo, se quiser seguir brigando pelo título.

RAPOSA, PEIXE, AVAÍ E FLU

O Peixe, por causa de seu jogo adiado com o Inter, teve um bom espaço para Luxemburgo prepará-lo com vistas ao jogo contra o Coritiba, no Couto Pereira, coisa rara nesse calendário opressivo do futebol brasileiro.

Luxa, que é errático e exaustivo nos seus discursos, sabe como nenhum outro armar seus times, treiná-los devidamente, motivá-los e tal e cousa e lousa e maripousa. Vale verificar se isso ainda funciona.

Quanto ao Coritiba, que, depois de uma arrancada prodigiosa para longe da zona do rebaixamento, refluiu, esse é um daqueles jogos em que não pode bobear. Confesso que não apostaria nem em um, nem em outro.

Já o Avaí, nessa virtuosa escalada desde a lanterna, jogando em casa, dificilmente deverá deixar escapar um belo resultado diante de um Santo André em crise. Basta evitar que Marcelinho Carioca tenha uma daquelas chances de cobrança de falta perto da área em que o veterano craque costuma transformar em pênalti.

E a Raposa, a que veio? Bem, o Cruzeiro ainda carrega nos nervos os eflúvios da frustrante perda da Copa Libertadores da América. Tem time para se reerguer, embora já nem almejando o título. E esse é o momento de readquirir o equilíbrio, jogando no Mineirão contra um Furacão que não passa de brisa leve neste campeonato.

Por fim, o Fluminense, em plena reformulação administrativa, com a saída do gerente Alexandre Faria, a provável volta de Branco (fala-se, também, em Parreira para uma função dessas) e a chegada de Valdir Espinosa como apoio a Renato Gaúcho, que já começa a ter sua cabeça a prêmio.

Tudo lá em cima. E, no campo? No campo, o Flu é um time frágil, que transita pela zona do rebaixamento há muito tempo, e que recebe o Sport, outro desesperado. É jogo de vida ou morte, já que disputado entre dois que brigam para sair do bloco dos desesperados.

Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro Tags: , , , , , , , , , , ,
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