30/09/2009 - 23:58
Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.
Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.
O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano
LIGA E MUNDIAL
Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.
A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.
Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira
Tags: Cristiano Ronaldo, Kaká, Liga dos CAmpeões, Mundial Sub-20, Náutico, Real Madrid, São Paulo
29/04/2009 - 19:26
O Manchester teve pleno domínio da partida, mas não foi além de um placar tímido de 1 a 0, gol de O’Shea, creia, o mais opaco de seu jogadores. Pouco para o jogo de volta, pela Liga dos Campeões. Mas, pelo volume de jogo, pelo cotejo de jogador por jogador, só se os deuses estiverem de mau humor, os Diabos Vermelhos deverão deixar de ir à final do torneio.

No primeiro tempo, o Manchester poderia ter disparado três, quatro a zero, pelas chances criadas. Mas, o goleiro espanhol Almunia conjurou todas. Aliás, inexplicável sua ausência na Seleção da espanha, embora Cassilas e Reyna estejam em grande forma. Mas, Almunia tem feito milagres no arco do Arsenal e não é de hoje.
Do outro lado, o grande destaque, em meio a tantos craques, foi o volante Carrick, que, além de cortar todos os contragolpes do Arsenal, que mal chegou à meta de Van Der Saar, ainda por cima fez a jogada, pela ponta-esquerda que resultou no único gol da partida, convertido por O’Shea.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Sem categoria
Tags: Almunia, Arsenal, Carrick, Cristiano Ronaldo, Liga dos CAmpeões, Manchester United, Van der Saar
16/02/2009 - 15:33
O técnico Mano Menezes, depois do jogo, insinuou claramente que a expulsão de Túlio só aconteceu porque um espírito de orelha soprou lá de fora o lance não constatado pelo quarteto de arbitragem.
Pode ser, pode não ser. E, se fosse, qual o problema? Ao juiz é conferida tamanha autoridade dentro das quatro linhas de jogo, que, se quiser, o bicho pode até consultar o gandula, em caso de dúvida. Assim como pode aceitar a recomendação até do técnico ou de um jogador, se considerar razoável.
Por que não ouvir, então, a advertência de quem esteja diante de um aparelho de tv, com todas aquelas imagens em vários ângulos captando o lance não observado?
Ainda neste fim de semana, no jogo entre Manchester United e Derby County, houve uma jogada que suscitou a mesma dúvida: o bandeirinha e o juiz teriam obedecido a uma observação do quarto árbitro, ou a um comando teleguiado de fora?
O lance foi assim: bola espichada da defesa do Manchester para Cristiano Ronaldo, na metade adversária do círculo central, em posição duvidosa. O português disparou, bola colada aos pés, sendo acompanhado pelo auxiliar, com a bandeira abaixada. Só depois de Cristiano Ronaldo finalizar a jogada, quando já comemorava o gol, o bandeirinha resolveu levantar seu instrumento de trabalho, como diziam os antigos locutores.
Obviamente, a infração – se houve mesmo, pois até agora estou em dúvida – não foi detectada nem pelo bandeira, que estava a na linha direta do atacante, quando este recebeu a bola, nem pelo juiz que deixou vida seguir. Teria sido o quarto árbitro o autor da advertência? Como saber, com tantos fones espalhados por aí?
O fato é que não dá mais para a Fifa brigar com a tecnologia hoje integrada definitivamente na vida de cada um de nós. É uma briga, desde já, perdida.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Campeonatos Estaduais, Futebol internacional
Tags: arbitragem, Corinthians, Cristiano Ronaldo, Derby County, Manchester United, Mano Menezes, tecnologia, Túlio
13/01/2009 - 15:14
Marta, três vezes Marta.
Marta, diria, é o Maradona de seios. Dona de canhotinha mágica, veloz, é criativa e arrojada, sempre jogando em direção à meta inimiga.
Nenhuma outra jogadora de futebol no mundo sequer chega perto dessa menina de ouro, eleita por três vezes seguidas a melhor do mundo.
O murruga, claro
Cristiano Ronaldo já estava eleito o melhor do mundo, pela Fifa, desde a conquista da Liga dos Campeões. Artilheiro do torneio nobre da Europa, epicentro do mundo do futebol atual, e protagonista das jogadas mais vertiginosas e engenhosas, Cristiano Ronaldo já ostentava a coroa meio ano antes da sagração.
E, pelo cheiro da brilhantina, periga repetir o feito na próxima temporada, pois o Manchester United segue a mesma trilha vitoriosa daquela conquista.
Mas, Messi vem aí, na cola do português, a bordo de um Barcelona a todo vapor.
Aliás, o Barça, neste momento, é aquele time que pratica o futebol mais belo e eficiente do mundo.
Mais, até, do que o Manchester United
E, se a Liga dos Campeões é o palco nobre para a eleição do melhor…
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Cristiano Ronaldo, Marta, melhor do mundo
18/12/2008 - 14:12
Bem que o Gamba Osaka se esforçou para fechar as portas aos Diabos Vermelhos. Começou marcando em cima, chegou até a criar boa chance, conjurada por Van der Saar, esse goleiraço de 38 anos de idade, um dos mais completos que vi jogar até hoje, com as mãos e os pés.

Mas, a distância técnica e física entre o Manchester e o Gamba é abissal. E, se o Manchester ão conseguia se impor na técnica, impôs-se pela maior estatura de seus jogadores e terminou o primeiro tempo com 2 a 0, dois gols de cabeça, de Vidic e de Cristiano Ronaldo.
Mas, bastou os japoneses instigarem a fera com um gol lá pela metade do segundo tempo, para que, em quatro minutos, a Legião Estrangeira dos ingleses encetasse uma bitz incontrolável que elevou o placar a 5 a 1, com dois gols de Rooney, que acabara de entrar no lugar de Tevez, e outro de Fletcher, que substituira Scholes.
Aí, houve aquele pênalti que não houve de fato, pois a bola claramente chocou-se com o cotovelo de Gary Neville, já de costas para o chutador, que Endo converteu, e, no finalzinho, o terceiro, quando o Manchester já celebrava sua ida para a final da Copa Mundial de Clubes, contra a LDU que eliminara na véspera o Pachuca.
Nada mais justo.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional, Libertadores
Tags: Cristiano Ronaldo, Gamba Osaka, LDU, Manchester United, Mundial de Clubes
04/12/2008 - 18:41
Abre-se, com a chegada de fim-de-ano, a temporada de distribuição de prêmios aos melhores.
Cristiano Ronaldo já levou a Bola de Ouro, o tradicional prêmio europeu, patrocinado há mais de meio século pela revista France Football. Depois que se abriu para o mundo, passou a ser uma prévia do prêmio concedido pela Fifa ao melhor do planeta, uma espécie de Globo de Ouro em relação ao Oscar do cinema.
Prêmio merecido, sobretudo pelo que o português fez da metade do ano passado até o meio deste ano, como principal jogador do Manchester, campeão inglês e da Liga dos Campeões – além de homem-show, artilheiro do time, com gols de todos os feitios, de cabeça, com a canhota, com a destra, bola rolando ou em cobranças de falta.
Sim, é verdade: neste segundo semestre caiu muito, mas ainda assim manteve um padrão de alto nível, se visto como um rosto na multidão. Parte, por uma séria lesão de recuperação demorada; parte, por força dessa expectativa de abocanhar o título máximo para qualquer jogador do mundo.
Afinal, trata-se ainda de um rapaz, com 23/24 anos, se tanto, com um longo caminho pela frente, até a plenitude de sua forma física, emocional e técnica, o que geralmente ocorre entre os 28 e os 30 anos de idade.
Nada mais justo, pois, que já a partir de agora ele toque sua bola de ouro com encanto, mas, com o devido cuidado para que ela não se liqüefaça e suba definitivamente à cabeça do craque. Aí, vira veneno mortal.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Bola de Ouro, Cristiano Ronaldo, Manchester United
19/11/2008 - 23:06
Nem Kaká, nem Cristiano Ronaldo – a noite foi mesmo de Luís Fabiano, autor de três gols, e Robinho, motor do time, nesse belo espetáculo de futebol que se encerrou quando o placar apontava 5 a 2 para o Brasil sobre Portugal, no estádio de Gama, lá pelos 20 minutos do segundo tempo.
Sim, porque a partir daí iniciou-se o festival de substituições e o jogo perdeu a identidade. E o gol de Adriano, no apito final, foi apenas a cereja no bolo.
Mas, enquanto durou foi ótimo, já que os dois times buscaram o ataque o tempo todo e os gols foram se sucedendo naturalmente, vários em jogadas bem trabalhadas, coisa que não se via na Seleção Brasileira há séculos.
E Dunga? Pois foi muito bem Dunga, ao escalar o time com uma formação mais ofensiva do que a habitual, o que possibilitou a vibrante exibição do Brasil.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Bezerrão, Cristiano Ronaldo, Dunga, Gama, Kaká, Luís Fabiano
18/11/2008 - 17:18
O amistoso com Portugal, na noite desta quarta-feira, em Gama, o amigo sabe muito bem, está mais para festa política do que um desafio esportivo. E pode ser também, dizem por aí, a festa de despedida de Dunga, alegre ou triste, dependendo, mais da exibição do Brasil do que propriamente do resultado.
Sim, porque é isso que mais se cobra do time de Dunga: não os resultados em si, normais para um futebol da dimensão do brasileiro, mas exibições compatíveis com essa mesma grandeza.
Resumindo: para o Brasil, o normal é ganhar mais do que perder ou empatar, jogando bem, com alguns momentos de baixa. A Seleção de Dunga, porém, joga habitualmente mal, com alguns momentos de brilho. É pouco para um futebol que ainda tem algumas das maiores individualidades do mundo.
Falando nisso, no plano técnico, o encontro desta noite girará em torno de dois craques inquestionáveis, ambos em plena forma: o atual melhor do mundo, o brasileiro Kaká, e o grande favorito a roubar-lhe a coroa este ano, o protuguês Cristiano Ronaldo.
Se ambos estiverem inspirados, aí, sim, teremos a grande festa do futebol.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Seleção Brasileira
Tags: Cristiano Ronaldo, Dunga, Gama, Portugal
08/11/2008 - 16:00
Foi um clássico para honrar as recentes tradições dos súditos da Rainha: poucas faltas – quase todas como último recurso, nas zonas de perigo, o que transforma o tédio das tais faltinhas necessárias, sucessivas, de meio-de-campo, tão ao nosso gosto, em expectativa de emoção -, técnica além da força e um futebol ofensivo, de parte a parte, do início ao apito final.
Ganhou o Arsenal, por 2 a 1, dois gols de Nasri (no primeiro, foi decisivo o desvio do lateral Gary Neville), dois disparos da entrada da área, e um do nosso menino Rafael, que entrou no segundo tempo e dinamizou o lado direito do Manchester.
Rafael, pra quem não sabe, nasceu, ao lado de seu irmão gêmeo Fábio, lateral-esquerdo, em Xerém, e ainda adolescente foi cooptado, junto com o irmão, pelos Diabos vermelhos de Sir Ferguson. Começou a entrar no time titular nesta temporada, e só fez bonito até agora. É lateral-direito e marcou um golaço de canhota no clássico.
Clássico timbrado pela diferença de estilos, embora ambos os times, como virou praxe na Inglaterra, busquem sempre a vitória, com um espírito ofensivo invulgar e muita velocidade.
O Arsenal, naquele tico-tico, toque-toque, marca registrada do técnico Wenger, vai conduzindo a bola, entre Denílson (olhai, Dunga!), cria do São Paulo, garoto ainda que defenestrou o veterano Gilberto Silva do Arsenal, diga-se, Fabregas, Diaby, Walcott e Nasri, com apoio freqüente do lateral canhoto Clichy, até achar a brecha. O Manchester, já prefere as bolas esticadas para as investidas de Cristiano Ronaldo e Rooney.
Mas, quando entra na troca de bolas inspirado, sai de baixo!
Desta vez, porém, foram raras essas iluminações, embora o Manchester tivesse criado chances suficientes para revirar esse placar, com Rooney, Cristiano Ronaldo e Berbatov. Esbarrou, porém, nas más finalizações e, sobretudo, na Linha Maginot mais conhecida por Gallas, um zagueiro camisa 10, literalmente. É 10 na bola e 10 na camisa, fato raríssimo. Que me lembre, só o genial alemão Lothar Matthaus, um dos mais completos jogadores da história, passou seus últimos dias como craque jogando de líbero com a camisa 10 que ostentou desde os tempos em que era meia-armador.
Resumindo: já ganhei o fim-de-semana, venha lá o que vier.
Autor: Alberto Helena jr. - Categoria(s): Futebol internacional
Tags: Alex Ferguson, Arsenal, Arsene Wenger, Berbatov, Cristiano Ronaldo, Denílson, Fábregas, Gary Neville, Manchester United, Nasri, Rafael, Walcott
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