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Posts com a Tag Cristiano Ronaldo

segunda-feira, 23 de maio de 2011 Campeonato Brasileiro, Clubes brasileiros, Futebol internacional | 17:02

DOIS PRA CÁ, DOIS PRA LÁ

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O Santos, que descansou o time principal neste fim de semana com os olhos postos no jogo com o Cerro Porteño, pelas semifinais da Libertadores, está em vias de anunciar oficialmente a contratação do centroavante Borges do Grêmio.

O cara certo no lugar certo, pois Borges é daqueles centroavantes que sabem jogar, não apenas marcar gols. Seu estilo encaixa-se, pois, perfeitamente ao da  molecada da Vila, que prima pelo toque de bola e ligeireza nas ações. Será o reforço de que tanto carece o Peixe, desde a saída de André, incluindo a chegada de Keirrison, sobre a qual depositei muitas esperanças, em vão.

Já o Flamengo finaliza as negociações com o São Paulo para levar o lateral-esquerdo Júnior César. Embora Egídio tenha jogado bem na goleada sobre o misto do Avaí, no sábado, essa é uma posição em aberto na Gávea. Luxa já experimentou por ali Renato Abreu, Ronaldo Angelim, Egídio, sei lá quan tos mais, sem os resultados esperados. Júnior César me parece o nome certo.

No Corinthians, que segue na espera de contar um dia com o Imperador, desembarcou Emerson Xeique, um avante incisivo e de boa técnica, de excelente participação no Flamengo, mas, de pouca utilidade no Fluminense, em razão das recorrentes contusões de que foi vítima durante as duas últimas temporadas. Se conseguir dar a volta por cima nas lesões intermitentes e entrar em forma, por certo, será ótimo substituto de Dentinho, que já se foi.

Ah, sim, e Alex, extraordinário reforço. Mas, o craque, por razões burocráticas, só entrará em ação depois da janela do meio do ano. Uma pena.

Por falar em Flu, as Laranjeiras na festa da esperança, só aguarda a chegada do messias – o técnico Abel Braga -, enquanto o Vasco torce para que Juninho Pernambucano, um dos maiores ídolos de São Januário, volte rap idamente.

Como Ricardo Gomes vai encaixá-lo num time que já tem, do meio de campo pra frente, Bernardo, Felipe, Alecssandro, Diego Souza e Eder Luís, não faço ideia, mas, num campeonato longo e exaustivo como o Brasileirão, é sempre melhor pecar por excesso do que por escassez.

No São Paulo, é só desova. Partiram Marcelinho Paraíba, Cleber Santana, agora Júnior César. E o grande contratado repousará ainda por um bom tempo na enfermaria – Luís Fabiano. A vantagem é que o São Paulo está aproveitando bem a garotada da base, embora sofra da carência crônica de um meia-armador, sobretudo com a prolongada ausência de Lucas, que cumpre parte dessas funções, durante a disputa da Copa América.

O Grêmio, de sua parte, fala no repatriamento de Gilberto Silva, o veterano herói brasileiro da Copa de 2002, mas que, há muito, deixou de ser aquele volante versátil dos bons tempos. Quem sabe, n ?

Enfim, na dança das contratações, que ganhará um compasso de batucada no meio do ano, a coisa caminha em ritmo de bolero – dois pra cá, dois pra lá.

MARADONA E O DOPING

Maradona disparou sua metralhadora giratória e atingiu não só o presidente da AFA, Julio Grondona, como todos os jogadores e comissão técnica da Seleção Argentina que participaram das Eliminatórias da Copa de 94.

Disse que todo mundo participou da festa da bolinha no café veloz servido antes do jogo com a Austrália. E que Grondona não apenas sabia como estimulou o golpe, garantindo que não haveria exame antidoping depois do jogo que levou os argentinos à Copa dos EUA.

Alguém aí se surpreende?

O RECORDE DO MURRUGA

Cristiano Ronaldo, convenhamos, é um portento. Já foi eleito o melhor do mundo e perdeu o cetro para Messi nos últimos dois anos. Mas, não deixou de ser aquele craque decisivo que já havia sido no futebol português e no Manchester United.

Hábil, veloz, capaz de se mover com naturalidade tanto na esquerda quanto na direita ou pelo meio, dribla fácil, bate forte e certeiro com ambas as pernas, além de ser emérito cobrador de faltas e cabeceador  implacável, graças à excelente estatura e impulsão.

Pois, o murruga bateu mais um recorde neste fim de semana. Com 40 gols no Campeonato Espanhol, acaba de se sagrar o maior artilheiro na história desse centenário torneio, por onde atuaram muitos dos maiores atacantes que o mundo já viu, de Di Stefano a Ronaldo Fenômeno, passando por Cruyjff, Romário e cia. bela.

É pra se dançar o vira, regado a vinho verde, oh pá!

Notas relacionadas:

  1. DIGNO FLA-FLU
  2. E SILAS CAIU. QUAL A NOVIDADE?
  3. A VOLTA DE RIVALDO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

domingo, 6 de junho de 2010 Boxe, Copa do Mundo, Seleção Brasileira | 13:16

O VALOR DA TANZÂNIA

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Direto de Joanesburgo – O Brasil pega a Tanzânia, nesta segunda-feira, no seu segundo e último jogo-treino na África, antes de a bola rolar no Mundial. E tudo que se espera é que ninguém saia lesionado da partida, pois sistema de jogo, time titular, estilo e tal e cousa lousa e maripousa, estão devidamente delineados pelo técnico Dunga.

A maioria das outras seleções está realizando confrontos mais duros, com equipes mais qualificadas das que couberam ao Brasil nesta fase de preparação. Mas, confesso que não sei se isso é melhor ou pior do que a estratégia adotada pela nossa Seleção.

Em princípio, fazendo um joguinho de festa por aqui contra um time de baixo rendimento, o risco de contusões é sempre menor. E o resultado a favor é, de hábito, mais provável, o que evita traumas desnecessários às vésperas do maior torneio de futebol do planeta.

Contudo, mesmo as seleções do grupo de elite têm jogado em boa parte com seus times recheados de reservas. A própria Holanda, que obteve o resultado mais significativo, ao bater a Hungria por 6 a 1, poupou sua estrela maior – Robben -, no primeiro tempo. E, mesmo assim, teve de viajar pra cá sem o craque, baleado nesse jogo.

O amigo pode responder com Júlio César, que sentiu dores lombares e teve de se retirar ainda no primeiro tempo, na partida contra Zimbábue, outro dia, e ainda está em recuperação.

Parece que a coisa não é nada grave. Ainda bem, pois não consigo imaginar o Brasil sem seu goleiraço, um dos dois ou três melhores do mundo no momento. Mesmo porque, confesso, seus dois reservas – Gomes e Doni – não me inspiram muita confiança.

Zagallo e Pepe em 1958 em charge de Milton Trajano

Zagallo e Pepe em 1958 em charge de Milton Trajano

Bem, tudo pode acontecer nesse caprichoso universo do futebol. Ainda ontem, papeando com a rapaziada por aqui, lembrava o caso de Pepe, às vésperas do Mundial de 58, na Suécia. Titular absoluto, depois da dispensa de Canhoteiro, que chegara à concentração de madrugada, Pepe entrou debaixo do chuveiro calçando tamancos; torceu o tornozelo, e viu do banco Zagallo jogar duas Copas campeãs no seu lugar.

O jeito, pois, é torcer pra quem ninguém torça nada, nem antes, nem durante a Copa.

SHOW AMEAÇADO

Bem, o Brasil de Dunga, Kaká e demais palestrantes nas entrevistas coletivas aqui em Joanesburgo, já deixou bem claro que show é levantar a taça. O resto, aquele negócio de jogar bonito, ao estilo bem brasileiro de fazer da bola um objeto de arte, é coisa de cronista poeta que não tem o que fazer a não ser dar palpite infeliz no trabalho dos outros.

Talvez seja esse também os desejos dos deuses da bola, que lá do Olimpo do Futebol, estão atirando suas setas invisíveis sobre os possíveis astros do imenso e luminoso show da Copa.

Kaká, o maior do mundo, há três anos, está em fase de recuperação, cuja extensão nem ele mesmo sabe qual será. O mesmo se dá com Wayne Rooney, outro candidato ao título de melhor da Copa e do mundo, por consequência.

Robben, que vinha matando a pau no Bayern e na Seleção Holandesa, acaba de baixar enfermaria, assim como Drogba. Restam, em plena forma, apenas Cristiano Ronaldo e Messi, os dois últimos eleitos melhores do mundo pela Fifa. Olho neles.

APARTHEID SOCIAL

O abominável apartheid político foi abolido há um par de décadas. Mas, o social está presente aqui em todos os cantos. Ainda no sábado, era evidente a separação entre brancos e negros no hotel da Seleção, que é também um clube de golfe: todos os servidores, negros; os fregueses, brancos. Sem uma única exceção.

Nas ruas, tente flagrar um casal misto. Quase impossível. Mas, na escolinha onde o Brasil treina, já se vê adolescentes de ambas as cores confraternizando-se, o que é um bom sinal.

BOXE NA MADRUGADA

Acordei neste domingo, às cinco da matina, só pra ver a noite de gala do boxe, no Madison Square Garden, lotado (75 mil pessoas), que reabriu seus ilustres portões para o embate entre o portorriquenho Miguel Cotto, campeão mundial, e a nova estrela de Davi, Yuri Foreman, judeu do Brooklin, que luta sob a bandeira de Israel, fato inusitado na história dos ringues americanos.

Foreman, mais alto, excelente postura, bom jogo de pernas, passou os seis primeiros rounds mantendo Cotto à distância. Assim mesmo, o campeão, mais sólido, compacto, fechadinho, quando acertava seus poderosos golpes fazia um estrago no adversário. Luta equilibrada que literalmente se desequilibrou quando Foreman torceu o joelho direito e mal conseguia manter-se em pé.

Aí, no oitavo assalto, ocorreu algo jamais visto: o manager de Foreman jogou a toalha no ringue, sinal de abandono. Mas, o juiz, simplesmente, se negou a encerrar o combate. Devolveu a toalha e mandou seguir a luta, que se encerrou definitivamente no nono round, quando Foreman foi abatido por um hook de esquerda no fígado. Tá loco, seu!

BOXE NA MADRUGADA

Acordei neste domingo, às cinco da matina, só pra ver a noite de gala do boxe, no Madison Square Garden, lotado (75 mil pessoas), que reabriu seus ilustres portões para o embate entre o portorriquenho Miguel Cotto, campeão mundial, e a nova estrela de Davi, Yuri Foreman, judeu do Brooklin, que luta sob a bandeira de Israel, fato inusitado na história dos ringues americanos.

Foreman, mais alto, excelente postura, bom jogo de pernas, passou os seis primeiros rounds mantendo Cotto à distância. Assim mesmo, o campeão, mais sólido, compacto, fechadinho, quando acertava seus poderosos golpes fazia um estrago no adversário. Luta equilibrada que literalmente se desequilibrou quando Foreman torceu o joelho direito e mal conseguia manter-se em pé.

Aí, no oitavo assalto, ocorreu algo jamais visto: o manager de Foreman jogou a toalha no ringue, sinal de abandono. Mas, o juiz, simplesmente, se negou a encerrar o combate. Devolveu a toalha e mandou seguir a luta, que se encerrou definitivamente no nono round, quando Foreman foi abatido por um hook de esquerda no fígado. Tá loco, seu!

Notas relacionadas:

  1. NERVOS NO BICO DA CHUTEIRA
  2. E SE KAKÁ MIAR?
  3. COMEÇO ANIMADOR
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , , , , , , , , , ,

quarta-feira, 10 de março de 2010 Futebol internacional | 19:40

DIABOS, QUEM BATE ESSE TIME?

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Foi um massacre do Manchester United do velho Ferguson sobre o Milan do jovem Leonardo: 4 a 0, no jogo desta quarta, no Old Trafford, mas 7 a 2 na soma dos dois jogos pelas oitavas de final da Liga dos Campeões da Europa, o mais ilustre de todos os torneios do planeta.

Não, os Diabos vermelhos não sufocaram os milanistas o tempo todo, nada disso. Até que o Milan deve ter dominado a posse de bola o maior tempo do jogo. Mas, o Manchester foi sempre mais equilibrado, na defesa, no meio de campo e no ataque, além de criar as melhores chances, tantas que poderia ter fechado o placar com uma goleada ainda mais elástica.

Graças à sua linha vertebral: esse goleiro extraordinário – o holandês Van der Sar, que, nos momentos críticos, não falha, nunca falha, diga-se –; a zaga impecável formada por Rio Ferdinand e Vidic; à dupla de meio de campo – Fletcher e Scholes -, um volante que sabe jogar e avança na hora certa (tanto, que fez o quarto gol de seu time), e um meia-armador típico, experiente e dono de passe exato; por fim, um artilheiro implacável – Wayne Rooney, autor de dois gols, na ida, mais dois, na volta.

E, sobretudo, à visão clara de seu treinador Ferguson, que, já com a vantagem obtida em San Siro, em nenhum momento, em casa, apelou para um sistema defensivo que eventualmente levasse ao risco. Basta dizer que armou seu time com quatro atacantes – Valencia, Park, Rooney e Nani: três pontas e um meia-atacante.

Claro, todos ajudam a marcação, mas sem nenhuma neura, apenas dentro do senso do jogo.

Já o Milan foi a incoerência de sempre: uma proposta ofensiva com jogadores incapazes de cumprir tal missão, pela absoluta falta de coordenação de seu meio de campo e a indigência de seus laterais.

Mas, mesmo com placar mais modesto, o grande vexame ficou por conta do Real, que empatou com o Lyon, em pleno Santiago Bernabéu, e caiu fora da competição com todos os seus galácticos. Quer dizer: Kaká e Cristiano Ronaldo. O luso, pelo menos, fez o gol dos merengues logo no início, mas o nosso Kaká, depois de duas ou três jogadas de efeito, declinou a ponto de ser substituído no segundo tempo, logo depois do gol de empate francês. Saiu balançando a cabeça e, novamente, sob vaias da torcida de sua equipe.

Bobagem do técnico Pellegrini, pois Kaká, mesmo em fase opaca, é daqueles craques que, num átimo, pode virar o cenário de ponta-cabeça. O que, certamente, tantos outros que ficaram em campo, nem daqui a cem anos.

Ficam, pois, todas as esperanças espanholas nos pés hábeis do Barcelona, que pega o frágil  Stuttgart no Camp Nou, e do Sevilla, que recebe o CSKA. Ambos empataram o jogo de ida por 1 a 1.

Já os ingleses, com a goleada do Arsenal, na véspera, sobre o Porto – 5 a 0 -, num verdadeiro show sobre o Porto, já classificaram dois para as quartas-de-final e periga avançar mais um para essa fase, o Chelsea, que joga na semana que vem.

Quanto aos alemães, o Bayern de Robben conseguiu passar para a próxima fase, mesmo perdendo em Florença para a Fiorentina. E digo Bayern de Robben porque esse holandês, com seus dribles, assistências e gols providenciais, carrega seu time nas costas. E assim foi contra a Fiorentina, quando, perdendo por 3 a 1, driblou três e disparou um petardo no ângulo que garantiu a vaga ao Bayern.

Bem, se os ingleses podem meter até três times nas quartas, se os alemães, os espanhóis dois e os franceses, dois,  resta aos italianos torcer apenas para um – a Inter, que enfrenta o Chelsea, lá.

Um só. Mas, que pode ser o campeão.

Notas relacionadas:

  1. E MEXERAM COM OS DIABOS…
  2. DIABOS, SÓ 1 A 0?
  3. QUE AVAÍ É ESSE, MEU?
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

domingo, 31 de janeiro de 2010 Campeonatos Estaduais | 19:44

TIMÃO DE JORGE HENRIQUE, 1 a 0

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Claro, a expulsão de Roberto Carlos, logo aos 8 minutos do primeiro tempo, um minuto depois do gol de Jorge Henrique, cabeça, em falta levantada por Tcheco da direita, alterou inteiramente o cenário do clássico no Pacaembu.

A partir daí até o apito final, o Palmeiras teve pleno domínio da bola e dos espaços, somou quase 70 por cento de posse de bola, provocou quase vinte escanteios contra um ou dois do Corinthians, se tanto.

Mas, esse domínio foi sempre infrutífero, pois não havia sentido de profundidade nas jogadas do Verdão, embora Felipe, num certo momento do segundo tempo, tenha feito três providenciais defesas.

Assim, o resultado de 1 a 0 para o Corinthians, na verdade, não revela nada além do já sabido: o alvinegro tem um elenco mais variado e forte do que o alviverde, limitado aos seus onze titulares, neste domingo, desfalcado de Diego Souza, que fez uma falta danada.

Além do mais, o Corinthians conta com esse múltiplo Jorge Henrique, que começou como atacante, fez o gol, e depois foi jogar de lateral-esquerdo, para cobrir a ausência de Roberto Carlos, e dali partia para criar as jogadas mais agudas de seu time, em contragolpe.

Pensando bem, todos os astros cintilantes do Corinthians, no fundo, no fundo, giram em torno do modesto mas imprescindível Jorge Henrique.

Robinho e os meninos

Robinho assume, nesta segunda-feira, seu lugar no recreio dos meninos da Vila. Um recreio alegre e risonho, onde a garotada corre daqui pra lá, aos saltos e meneios, e, quando menos se espera, mete a bola nas redes.

Foi assim, mais uma vez, sábado, diante do Oeste, quando os meninos da Vila, se não conseguiram reproduzir as goleadas recentes, muito fizeram para obtê-la.
Wesly meteu uma na trave, no primeiro tempo, André completou bela trama no segundo e Neymar fechou o placar em passe exato de Madson: 2 a 0, só.

Mas, que delícia de futebol… Esses meninos transformam o futebol no que ele deve ser: um brinquedo. Sério, objetivo, funcional, como querem os adultos, que é pra ninguém ficar de castigo depois da aula. Aula em que eles estão se transformando em professores, sem perder, porém, o gosto pelas travessuras da bola enfiada sob as pernas do adversário e outros bichos.


Clássico inglês

Isso, sim, é clássico que se preza. Arsenal e Manchester United, na tarde de domingo, ofereceram um espetáculo de alto nível técnico, muito empenho e emoção de início ao fim.

Era bola lá e cá, até que os Diabos Vermelhos abriram o placar com um gol de placa de Nani. O português recebeu na direita, cercado por dois. Súbito, passou por entre eles, limpou o beque da sobra e, ao tentar cruzar para Park, sozinho na cara do gol, recebeu o involuntário toque do goleiro que mandou a bola para as próprias redes.

Logo depois, Rooney domina na sua intermediária, lança Nani, que dispara e cruza para Rooney materializar-se na área e guardar. Por fim, Park completou o placar já no segundo tempo, e o Arsenal arriou.

Milan, devagar

O Milan, que parecia ter encontrado seu jogo há algumas rodadas, tropeçou novamente.

Desta vez, diante do Livorno, em pleno San Siro: 1 a 1. Embora tivesse o controle da partida o tempo todo, e Ronaldinho, mais uma vez, inspirado, não conseguiu o golzinho da vitória, parte pela excelência da defesa adversária; parte maior, por sua incompetência.

Kaká, huummm…

Kaká é que parece estar ainda à sombra de seu melhor futebol no Real, onde quem voltou a brilhar foi o polêmico Guti, autor de jogada sensacional num dos gols de seu time sobre o La Coruña: de repente, surgiu na cara do goleiro, que fechava bem o ângulo; num átimo, Guti percebeu a chegada de seu companheiro Benzema por trás, e deu-lhe inesperado toque de calcanhar. Benzema só escolheu o canto.

Notas relacionadas:

  1. CHICÃO E GRANÉ
  2. VERDÃO, TIMÃO E A DIFERENÇA
  3. E DEU A LÓGICA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

quarta-feira, 30 de setembro de 2009 Campeonato Brasileiro, Futebol internacional, Seleção Brasileira | 23:58

VITÓRIA QUE VALE O DOBRO

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Uma vitória como essa, sem dúvida, injeta uma dose extra de força moral na caminhada do São Paulo em disputa do título.

Depois de um primeiro tempo apático, em que foi plenamente dominado pelo Naútico, nos Aflitos – que perdeu um pênalti, abriu o placar com Bruno Mineiro, e ganhou um jogador a mais, com a expulsão de Jr. César -, o Tricolor transfigurou-se no segundo, e o jogo correu sobre o fio da navalha até o apito final.

O Tricolor voltou ligado, e, logo após a entrada de Hugo, Hernanes empata, de falta. E, apesar da expulsão de Richarlyson, vira o jogo no finalzinho, com Hugo, em passe medido de Oscar, o menino que mudou a cara do time nos minutos finais. E fatais, para o Timbu.

Charge de Milton Trajano

Charge de Milton Trajano

LIGA E MUNDIAL

Na Liga dos Campeões, o Real passou fácil pelo Olympique de Marselha – 3 a 0, com dois gols de Cristiano Ronaldo e um, de pênalti, de Kaká, enquanto Bayern e Juve empatavam por 0 a 0 e o Manchester United batia, de virada, o Wolfsburg, por 2 a 1.

A nota da rodada foi um dos gols de Cristiano Ronaldo: bola lançada, quicou na saída do goleiro, que saltou esperando o toque por cobertura do português, que, ao contrário, bateu rasteirinha. Simples, óbvio, genial.

Já no Mundial Sub-20, o Brasil não foi além de um empate sem gols com a República Tcheca. Claro: o único chute a gol dos dois times foi disparado por Alex Teixeira, o melhor em campo, que se chocou com o travessão. De resto, foi um tediosos toque-toque interminável.

Notas relacionadas:

  1. EMOÇÃO EM DOBRO
  2. RONALDINHO E A AMBIÇÃO
  3. PALMEIRAS, INTER E CRUZEIRO, NA MOSCA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

quarta-feira, 29 de abril de 2009 Futebol internacional, Sem categoria | 19:26

DIABOS, SÓ 1 A 0?

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O Manchester teve pleno domínio da partida, mas não foi além de um placar tímido de 1 a 0, gol de O’Shea, creia, o mais opaco de seu jogadores. Pouco para o jogo de volta, pela Liga dos Campeões. Mas, pelo volume de jogo, pelo cotejo de jogador por jogador, só se os deuses estiverem de mau humor, os Diabos Vermelhos deverão deixar de ir à final do torneio.

Manchester United x Arsenal

No primeiro tempo, o Manchester poderia ter disparado três, quatro a zero, pelas chances criadas. Mas, o goleiro espanhol Almunia conjurou todas. Aliás, inexplicável sua ausência na Seleção da espanha, embora Cassilas e Reyna estejam em grande forma. Mas, Almunia tem feito milagres no arco do Arsenal e não é de hoje.

Do outro lado, o grande destaque, em meio a tantos craques, foi o volante Carrick, que, além de cortar todos os contragolpes do Arsenal, que mal chegou à meta de Van Der Saar, ainda por cima fez a jogada, pela ponta-esquerda que resultou no único gol da partida, convertido por O’Shea.

Notas relacionadas:

  1. E MEXERAM COM OS DIABOS…
  2. A MAGIA DOS DIABOS VERMELHOS
  3. BARÇA, MILAN E OS DIABOS
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , ,

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009 Campeonatos Estaduais, Futebol internacional | 15:33

FUTEBOL E TECNOLOGIA

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O técnico Mano Menezes, depois do jogo, insinuou claramente que a expulsão de Túlio só aconteceu porque um espírito de orelha soprou lá de fora o lance não constatado pelo quarteto de arbitragem.

Pode ser, pode não ser. E, se fosse, qual o problema? Ao juiz é conferida tamanha autoridade dentro das quatro linhas de jogo, que, se quiser, o bicho pode até consultar o gandula, em caso de dúvida. Assim como pode aceitar a recomendação até do técnico ou de um jogador, se considerar razoável.

Por que não ouvir, então, a advertência de quem esteja diante de um aparelho de tv, com todas aquelas imagens em vários ângulos captando o lance não observado?

Ainda neste fim de semana, no jogo entre Manchester United e Derby County, houve uma jogada que suscitou a mesma dúvida: o bandeirinha e o juiz teriam obedecido a uma observação do quarto árbitro, ou a um comando teleguiado de fora?

O lance foi assim: bola espichada da defesa do Manchester para Cristiano Ronaldo, na metade adversária do círculo central, em posição duvidosa. O português disparou, bola colada aos pés, sendo acompanhado pelo auxiliar, com a bandeira abaixada. Só depois de Cristiano Ronaldo finalizar a jogada, quando já comemorava o gol, o bandeirinha resolveu levantar seu instrumento de trabalho, como diziam os antigos locutores.

Obviamente, a infração – se houve mesmo, pois até agora estou em dúvida – não foi detectada nem pelo bandeira, que estava a na linha direta do atacante, quando este recebeu a bola, nem pelo juiz que deixou vida seguir. Teria sido o quarto árbitro o autor da advertência? Como saber, com tantos fones espalhados por aí?

O fato é que não dá mais para a Fifa brigar com a tecnologia hoje integrada definitivamente na vida de cada um de nós. É uma briga, desde já, perdida.

Notas relacionadas:

  1. EMOÇÃO NA ILHA
  2. VOLTA AO MUNDO
  3. LAMBANDO NA CHUVA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , , , , ,

terça-feira, 13 de janeiro de 2009 Futebol internacional | 15:14

MARTA, MARTA, MARTA

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Marta, três vezes Marta.

Marta, diria, é o Maradona de seios. Dona de canhotinha mágica, veloz, é criativa e arrojada, sempre jogando em direção à meta inimiga.

Nenhuma outra jogadora de futebol no mundo sequer chega perto dessa menina de ouro, eleita por três vezes seguidas a melhor do mundo.

O murruga, claro
Cristiano Ronaldo já estava eleito o melhor do mundo, pela Fifa, desde a conquista da Liga dos Campeões. Artilheiro do torneio nobre da Europa, epicentro do mundo do futebol atual, e protagonista das jogadas mais vertiginosas e engenhosas, Cristiano Ronaldo já ostentava a coroa meio ano antes da sagração.

E, pelo cheiro da brilhantina, periga repetir o feito na próxima temporada, pois o Manchester United segue a mesma trilha vitoriosa daquela conquista.

Mas, Messi vem aí, na cola do português, a bordo de um Barcelona a todo vapor.

Aliás, o Barça, neste momento, é aquele time que pratica o futebol mais belo e eficiente do mundo.

Mais, até, do que o Manchester United

E, se a Liga dos Campeões é o palco nobre para a eleição do melhor…

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. O BOLA DE OURO
  3. E MEXERAM COM OS DIABOS…
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

quinta-feira, 18 de dezembro de 2008 Futebol internacional, Libertadores | 14:12

E MEXERAM COM OS DIABOS…

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Bem que o Gamba Osaka se esforçou para fechar as portas aos Diabos Vermelhos. Começou marcando em cima, chegou até a criar boa chance, conjurada por Van der Saar, esse goleiraço de 38 anos de idade, um dos mais completos que vi jogar até hoje, com as mãos e os pés.

Mas, a distância técnica e física entre o Manchester e o Gamba é abissal. E, se o Manchester ão conseguia se impor na técnica, impôs-se pela maior estatura de seus jogadores e terminou o primeiro tempo com 2 a 0, dois gols de cabeça, de Vidic e de Cristiano Ronaldo.

Mas, bastou os japoneses instigarem a fera com um gol lá pela metade do segundo tempo, para que, em quatro minutos, a Legião Estrangeira dos ingleses encetasse uma bitz incontrolável que elevou o placar a 5 a 1, com dois gols de Rooney, que acabara de entrar no lugar de Tevez, e outro de Fletcher, que substituira Scholes.

Aí, houve aquele pênalti que não houve de fato, pois a bola claramente chocou-se com o cotovelo de Gary Neville, já de costas para o chutador, que Endo converteu, e, no finalzinho, o terceiro, quando o Manchester já celebrava sua ida para a final da Copa Mundial de Clubes, contra a LDU que eliminara na véspera o Pachuca.

Nada mais justo.

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. EMOÇÃO NA ILHA
  3. O BOLA DE OURO
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , , , ,

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008 Futebol internacional | 18:41

O BOLA DE OURO

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Abre-se, com a chegada de fim-de-ano, a temporada de distribuição de prêmios aos melhores.

Cristiano Ronaldo já levou a Bola de Ouro, o tradicional prêmio europeu, patrocinado há mais de meio século pela revista France Football. Depois que se abriu para o mundo, passou a ser uma prévia do prêmio concedido pela Fifa ao melhor do planeta, uma espécie de Globo de Ouro em relação ao Oscar do cinema.

Prêmio merecido, sobretudo pelo que o português fez da metade do ano passado até o meio deste ano, como principal jogador do Manchester, campeão inglês e da Liga dos Campeões – além de homem-show, artilheiro do time, com gols de todos os feitios, de cabeça, com a canhota, com a destra, bola rolando ou em cobranças de falta.

Sim, é verdade: neste segundo semestre caiu muito, mas ainda assim manteve um padrão de alto nível, se visto como um rosto na multidão. Parte, por uma séria lesão de recuperação demorada; parte, por força dessa expectativa de abocanhar o título máximo para qualquer jogador do mundo.

Afinal, trata-se ainda de um rapaz, com 23/24 anos, se tanto, com um longo caminho pela frente, até a plenitude de sua forma física, emocional e técnica, o que geralmente ocorre entre os 28 e os 30 anos de idade.

Nada mais justo, pois, que já a partir de agora ele toque sua bola de ouro com encanto, mas, com o devido cuidado para que ela não se liqüefaça e suba definitivamente à cabeça do craque. Aí, vira veneno mortal.  

Notas relacionadas:

  1. UM CLÁSSICO NAS REGRAS DA ARTE
  2. EMOÇÃO NA ILHA
Autor: Alberto Helena jr. Tags: , ,

  1. Primeira
  2. 1
  3. 2
  4. Última