A HORA DA RAPOSA
Foi um jogo bem disputado, tenso, do início ao fim, com cada equipe vestindo seu próprio figurino: o São Paulo, na defesa, aguerrido na marcação e perigoso no contragolpe, quando este podia ser executado. O Cruzeiro, dominando a bola e seu terreiro, envolvente e afiado nas jogadas de área.
Mas, a ausência de Wagner prejudicou muito o estilo da Raposa, e, como Ramires foi muito bem marcado por Jean, chegar à vitória por 2 a 1, mesmo no Mineirão, não foi fácil. Mas, foi merecido, claro.
Na verdade, o Cruzeiro, que havia aberto o placar já nos suspiros da etapa inicial, com Leonardo Silva, só teve um instante de vacilo, no início do segundo tempo, quando o técnico Adilson foi obrigado a trocar o atacante Thiago Ribeiro pelo ala Athirson.
Kleber Gladiador se isolou lá na frente, e o time todo perdeu a sincronia, do que se aproveitou o São Paulo para empatar com Washington, em rebote de Fábio da cabeçada de Dagoberto.
Percebendo isso, Adílson foi rápido no gatilho e, aos 16 minutos, trocou Gérson Magrão pelo atacante Zé Carlos. Foi entrar e desempatar, aproveitando rápida troca de passe entre Kleber e Jonatha.
O São Paulo conseguiu, no finzinho, espetar dois contra-ataques, naquelas bolas longas já tradicionais, às vezes, eficientes, às vezes, inúteis. Mas, embora tenha tocado um pouco mais a bola no chão, com a presença de três volantes, segue sofrendo da crônica falta de criatividade de seu meio-de-campo.
Nada, porém, está definido nesse jogo dividido em dois.
GRÊMIO MAL?
Enquanto isso, o Grêmio, o outro brasileiro da noite de Libertadores, penava para empatar com o Caracas, lá. Mérito do Caracas? Provavelmente. Mas, segundo as próprias explicações do técnico Paulo Autuori, quem jogou muito mal foi o Grêmio.
Isso quer dizer que, se mesmo jogando mal, o Grêmio empatou em Caracas, aqui, no Olímpico, a vitória é quase certa.
VASCO, TIMÃO, INTER E COXA
Assim como foi sofrido o empate colhido pelo Corinthians num Maracanã transbordando de emoção. No primeiro tempo, o Timão foi melhor, o que justificou a vantagem por 1 a 0, gol de Dentinho, em belo passe de Jorge Henrique.
Mas, no segundo, o Almirante aprumou-se, chegou ao empate com Pimpão, em toque esperto de Elton, e poderia até ter virado o jogo, que segue em aberto para os próximos 90 minutos.
Já o Inter, em pleno Beira-Rio, hesitou no início, tomou o gol de Marcos Aurélio, mas foi buscar o resultado final de 3 a 1 graças ao talento desse menino Taison, que fez um e gerou os outros dois.
Apesar da vitória, que praticamente garante sua ida para a final da Copa do Brasil, o Inter deixou o campo com uma ruga na testa: Nilmar sofreu uma pancada muito forte nos quadris, saiu de maca e só saberemos mais tarde qual a dimensão do machucado.
É rezar para que não seja nada tão grave capaz de afastá-lo da Seleção, como acaba de ocorrer com o zagueiro Alex, do Chelsea. Seria muito azar para quem esperou tanto por essa convocação.
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Autor: Alberto Helena jr. Tags: Copa do Brasil, Corinthians, Coritiba, Cruzeiro, Grêmio, Libertadores, São Paulo, Vasco